Total de visualizações de página

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Reflexão sobre o papel do educador e os desafios da nova geração.

 (20+) Facebook (Cidades on line desabafo de professora repercute nas redes sociais) sim, esta é a realidade!

O que fazer? Como entender?

✨ Educar é plantar sementes. Nem sempre vemos os frutos de imediato, mas cada gesto de dedicação transforma. Aos professores que se aposentam com o coração inquieto: sua missão foi cumprida, e outros seguirão regando o que vocês semearam. 🌱📚

Mais do que tristeza, muitos educadores sentem frustração ao se aposentarem com a impressão de que não alcançaram plenamente seus objetivos em sala de aula. Essa sensação não é rara: a educação vive mudanças profundas, e nem sempre os métodos tradicionais conseguem dialogar com uma juventude cada vez mais conectada e acelerada.

Responsabilidade compartilhada entre escola, igreja e família,

Já escrevi anteriormente que, enquanto as Associações de Pais e Mestres não recuperarem sua força, cumplicidade e espírito de autoajuda, tanto escolas quanto igrejas permanecerão frágeis em sua missão de orientar crianças e jovens. É preciso compreender que nosso tempo — marcado pelas décadas de 50, 60, 70 e 80 — começou a assumir uma nova forma a partir dos anos 90. Trata-se de um fato constatado: a educação não é mais a mesma, porque também as bases familiares e sociais se transformaram.

Já dei aulas em escolas estaduais por pouco tempo, para depois assumir minha profissão na área do direito de forma integral, e como cristã católica, lembro-me de uma experiência nas reuniões de catequistas. Defendi a importância de integrar jovens catequistas para evangelizar outros jovens, pois partilham a mesma linguagem e interesses. Nós, mais conservadores, oferecemos compromisso e experiência, mas muitas vezes nossa comunicação já não alcança os corações dessa geração. A reação de alguns colegas foi de resistência, como se estivéssemos “virando palhaços”. Contudo, a realidade mostrou que o caminho era justamente unir forças: a energia dos mais novos com a sabedoria dos mais velhos.
Com o tempo, surgiram grupos de formação que auxiliaram catequistas experientes a lidar melhor com essa juventude tão conectada. No entanto, percebi que a educação — tanto religiosa quanto escolar — precisa acompanhar as transformações do mundo. Jesus, em sua pedagogia, aproximava-se das pessoas, caminhava com elas, falava sua língua. Como recorda o Papa Francisco, o pastor precisa “ter o cheiro das ovelhas”. Isso vale também para professores e catequistas: não basta ocupar cargos ou poltronas, é preciso estar em movimento, próximo da realidade das famílias e das crianças.
Nesse sentido, experiências como visitas domiciliares mostraram-se fundamentais: compreender o contexto em que vivem os alunos e suas famílias ajuda a criar laços e a oferecer uma educação que vai além da sala de aula. Não se trata de mudar ninguém, mas de estender a mão e caminhar juntos.
É verdade que o mundo mudou, e as novas gerações já trazem outras formas de pensar e aprender. Cabe aos mais velhos reconhecer seus limites e abrir espaço para os mais jovens, sem, contudo, desvalorizar o que já foi feito. Cada semente plantada tem seu valor, mesmo que, aos nossos olhos, pareça pequena. O importante é não desistir de buscar novas linguagens e metodologias que favoreçam o diálogo entre gerações.
Por fim, não se trata apenas de uma questão pedagógica, mas também social e legal. A família é a base da educação, mas quando falha em suas responsabilidades, o Estado dispõe de mecanismos de proteção, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em legislações mais recentes, como a Lei nº 14.987/24, que garante atendimento psicossocial em situações de violência. O educador, portanto, não está sozinho: existem equipes multidisciplinares e conselhos tutelares que podem apoiar tanto famílias quanto escolas e instituições religiosas.
Assim, a aposentadoria de um professor, e ou de um Catequista, não deve ser vista como um fracasso, nem como de portas fechadas para a vida, outras tantas situações podem precisar de nossos serviços sociais, isto é fato, mas devemos encarar, como o fechamento de um ciclo em que muito foi feito e que abre espaço para novos caminhos.

Em um encontro de amigo(as) de longas datas, conversando com uma amiga, ela me disse: ___ Maria Angela eu sou católica e você? Respondi sou Católica, e fui catequista até antes da pandemia, depois, não voltei, e assim permaneço, sou de pensamento ecumênico, para quem não sabe, ser ecumênico è compreender, acolher todas os dogmas, realidades, cada qual em seu devido lugar, mas respeitando-se entre si. Ela então me disse: ____ fui catequista também por 20 anos, e agora entreguei meu cargo para o Padre Paroquial. Sim, sentiu que chegou a hora de seguir caminhos paralelos, seu curso atual de vida. Em verdade, podemos morrer sendo educadores, mas sem precisar nos extenuar com o novo sistema. Viemos, fizemos nossa parte, e seguimos em frente sempre.

Educar é plantar sementes, algumas germinam de imediato, outras apenas com o tempo. O essencial é manter a fé na missão cumprida e confiar que as novas gerações de educadores darão continuidade ao trabalho.

📖 Provérbios 22:6
"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele."

By MângelaCastro - 21/08/2025

Entre o barulho do mundo e o "silêncio" da Quaresma ...

 Bom dia, Caríssimos. Entre o barulho do mundo e o silêncio da Quaresma, nasce o verdadeiro discipulado: servir, formar e amar. "Eis-me...