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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

O OUTRO LADO DA PORTA

Bom dia caríssimos e diletos amigos leitores.

Nesta manhã, achei bem interessante, quando uma pergunta aparentemente simples me veio ao pensamento, sobre algo em que acredito que quase nunca pensamos, embora faça parte da nossa cultura, da nossa casa e da nossa própria intimidade, e até mesmo citada em algumas passagens das escrituras:

Afinal, por que portas em nossas casas?

Há portas que fechamos para proteger nossa intimidade. Há outras que precisamos abrir para acolher o amor.

Mas existe uma porta diante da qual alguém simplesmente bate... e espera.

Hoje uma lembrança antiga me fez pensar nisso. Coincidência? Talvez. Eu prefiro chamar de providência.

E você: o que existe do outro lado da sua porta?

Há manhãs em que o céu amanhece nublado, e nós quase sentimos falta da claridade. Mas talvez até as nuvens tenham sua razão de existir. Precisávamos de chuva para lavar o ar empoeirado, aliviar a terra e levar consigo um pouco das fumaças que ainda insistem em permanecer sobre nós.

E, olhando para uma manhã assim, pensei nas portas.

Apocalipse 3,20 nos apresenta uma das imagens mais delicadas das Escrituras:

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.”

Jesus não abre simplesmente a porta e entra.

Ele bate.

Há uma diferença enorme entre essas duas coisas.

Uma porta existe para separar, proteger, guardar aquilo que está dentro. Desde muito cedo aprendemos que nossa casa é o lugar onde podemos repousar, silenciar, estar com os nossos e, algumas vezes, simplesmente estar conosco.

Fechamos uma porta não necessariamente porque rejeitamos o mundo, mas porque também precisamos de um espaço interior onde possamos respirar, resguardar nossa intimidade.

Há momentos em que precisamos da porta fechada. É uma atitude não só de adultos, mas também de adolescentes, os quais tomam para si, e alguns pais se preocupam. Normal.

E tudo bem.

Precisamos de limites. Precisamos de privacidade. Precisamos daquele pequeno território de silêncio onde ninguém entra sem ser convidado. E aqui pode refletir também a porta do nosso eu interior, do nosso coração, onde pulsam nossas emoções.

Talvez por isso a imagem de Jesus batendo à porta seja tão bonita.

Ele não invade.

Ele espera.

Ele se coloca do lado de fora e deixa que a decisão de abrir venha de quem está dentro.

E talvez essa seja também uma das mais belas lições de convivência e educação, que podemos aprender: amar alguém não nos dá o direito de invadir sua intimidade.

Toda casa tem um senhor.

Todo coração também.

Há portas que somente o próprio dono pode abrir.

E quando pensamos nisso, percebemos que a porta do coração humano pode ser ainda mais delicada que a porta de uma casa. Ali estão nossas lembranças, nossos medos, nossas alegrias, nossas dores, nossos sonhos e tudo aquilo que nem sempre conseguimos explicar.

Por isso, quem ama, e diz respeitar o próximo, não "arromba" portas, às vezes somos por demais ansiosos. (A não ser claro, em alguma situação física, que foge do total controle emergencial, diga-se de passagem.)😐

A princípio, é simples assim: 

Bate.

Espera.

Respeita.

E, quando é recebido, entra com cuidado.

Jesus faz exatamente isso.

Ele deseja sentar-se à nossa mesa, participar de nossa intimidade, cear conosco. Não como um estranho que chega impondo sua presença, ou insistindo quando bate e do outro lado da porta apenas se silencia, mas, se bate, não se obtém resposta, simplesmente espera, e ou volta depois, faz como Amigo que espera o convite.

E há ainda outra porta nas Escrituras: a porta estreita de Lucas 13. Uma porta que nos recorda que entrar ou não, exige escolha, responsabilidade, transformação, respeito, discrição. Não basta desejar atravessá-la; é preciso preparar o coração para aquilo que existe do outro lado.

Talvez porque toda porta verdadeira seja também uma passagem.

Quando abrimos uma porta, alguma coisa muda.

Do lado de fora pode estar o desconhecido.

Do lado de dentro, aquilo que conhecemos, ou não.

E entre os dois existe uma escolha.

Mas por que, afinal, pensei justamente hoje nesse assunto?

Há algum tempo, recordei uma história contada por uma pessoa da família. Sua avó teria sido encontrada já sem vida, caída entre o lado de dentro e de fora da porta, ou seja, exatamente no meio. 

E, se minha memória não me trai, havia em suas mãos algo parecido com um bilhete, uma anotação relacionada justamente àquele momento, e que se referenciava o "outro lado da porta".

Não me recordo de todos os detalhes e, por isso, não quero acrescentar à história aquilo que já não consigo afirmar com segurança.

Mas aquela lembrança ficou em algum lugar da minha memória.

E hoje, sem que eu estivesse procurando por ela, voltou.

Foi então que pensei: talvez algumas lembranças não desapareçam; apenas aguardem o momento de voltar à nossa consciência.

Não sei se devemos chamar tudo de coincidência.

Eu, particularmente, prefiro concordar e aceitar como providência.

Não necessariamente porque tudo tenha sido previamente determinado, mas porque a vida, às vezes, coloca diante de nós uma lembrança, uma palavra, uma imagem ou uma pergunta que nos convida a olhar novamente para alguma coisa.

E foi assim que cheguei à porta.

A uma porta física.

À porta de uma casa.

À porta de uma cidade, ou uma porta no céu, como tantas vezes aparece nas Escrituras.

E, sobretudo, à porta do coração.

O Salmo 118,19-20 também nos conduz à imagem dos portões:

“Abri-me os portões da justiça; entrarei por eles e darei graças ao Senhor.”

Que bela imagem para uma vida inteira.

Portas, portões, janelas, tramelas, chancelas, que se abrem para a justiça, para a verdade, para o amor, para a reconciliação, para o respeito da intimidade, um silenciar, e ou simplesmente não abrir a porta, escolhas.

Mas também portas que precisamos aprender a manter fechadas quando aquilo que vem de fora ameaça a paz que Deus nos confiou.

Talvez maturidade seja justamente aprender a diferença entre uma porta fechada por medo, por necessidade, e uma porta fechada por sabedoria.

Porque existem portas que precisam permanecer fechadas.

Outras precisam ser abertas.

E há aquelas diante das quais alguém permanece silenciosamente esperando.

Quem sabe, nesta manhã nublada, Jesus esteja novamente do outro lado de alguma porta nossa.

Não para forçar passagem.

Apenas para bater.

E esperar.

Assim seja. E assim permaneça em nós a boa convivência: com Deus, conosco mesmos e com aqueles que caminham ao nosso lado.

Paz e Bem.

By MângelaCastro - 10/9/2026

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Enviado por MângelaCastro em 10/09/2026
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

7 DE SETEMBRO: O GRITO QUE AINDA FALTA/.

  "LIBERTAS QUAE SERA TAMEM MARIA" ..

Bom dia Brasil, TERRA DE SANTA CRUZ!!!

Hoje comemoramos 204 anos de sua Independência continental, uma terra composta por uma crescente miscigenação, mas, seria somente essa liberdade que precisamos comemorar? Brasil é e tem muito mais que ser revisto, para ser bem comemorado, concorda comigo?

E se o 7 de Setembro não falasse apenas da Independência do Brasil, mas da nossa própria liberdade? Neste ano, não quero olhar para o Ipiranga. Quero olhar para dentro de mim — e para tantas Mulheres e Marias como eu, que ainda lutam para serem livres, respeitadas e simplesmente donas de suas escolhas.

Porque talvez o Brasil ainda esteja esperando pelo seu verdadeiro grito de liberdade.

Mais um ano comemorativo, sobre a Independência do Brasil; e ele quer perguntar se nós, brasileiros, realmente nos tornamos independentes. E, sobretudo, quer colocar a sua própria história — a história de sua Maria entre tantas Marias — dentro dessa pergunta.

Hoje, 7 de setembro, o Brasil vesti suas cores, as bandeiras ocupam as ruas, os prédios públicos e, mais uma vez, ouviremos falar do famoso Grito do Ipiranga.

"Independência ou Morte!”

Os livros nos ensinaram a data, os personagens, os acontecimentos e os símbolos. Aprendemos que, naquele momento, o Brasil rompeu os seus laços políticos com Portugal e começou a caminhar como nação independente.

Há versões, controvérsias, documentos, interpretações e até discussões sobre a maneira como aquele momento foi posteriormente representado na memória brasileira.


Mas, para mim, hoje, isso já não é o mais importante.

Porque existe uma pergunta que nenhum livro escolar consegue responder por nós:

Depois de tantos anos, de que realmente nos tornamos independentes?

É aqui que começa a minha história.

Não sou Dom Pedro de Alcântara.

Não tenho uma espada nas mãos.

Não estou às margens do Ipiranga.

Sou apenas Maria.

Maria, cidadã brasileira.
Mulher.
Advogada Pós Graduada (mas esse é só um título, sou muito mais do que isso)
Trabalhadora de várias lidas
Mãe.
Esposa que um dia foi.
Mulher separada não só de alguém, mas de muitas "coisas" que aprendeu a continuar.
Filha.
Professora temporária

Amiga 

Catequista.

Escritora de amanheceres.

Uma mulher que já chorou escondida e também já sorriu quando a vida parecia dizer que não havia motivo para sorrir.

Sou uma entre tantas Marias deste imenso Brasil.

E talvez seja justamente por isso que eu tenha aprendido que independência não é apenas romper com quem nos governa.

Independência também é poder pensar.

Escolher.

Trabalhar.

Ser respeitada.

Ter dignidade.

Ter voz.

Poder dizer “sim” quando o coração diz sim e “não” quando alguma coisa dentro de nós grita não.

É não precisar ser escolhida quando desejamos simplesmente ter o direito de escolher.

É poder envelhecer sem perder o direito de sonhar.

É poder discordar sem ser destruída.

É poder defender aquilo em que acreditamos sem transformar o outro em inimigo.

É poder caminhar pelas ruas sem medo.

É ter uma casa onde exista pão, água, luz, segurança e esperança.

É ter uma escola que ensine não apenas a decorar datas, mas a compreender responsabilidades.

É ter leis que não sejam apenas bonitas, de escritas elegantes no papel, mas que alcancem aquele que mais precisa delas.

É ter liberdade sem confundi-la com ausência de responsabilidade.

E é exatamente aí que a minha independência começa a encontrar a independência do meu país.

Porque um Brasil verdadeiramente livre não pode ser medido apenas pelo tamanho de suas fronteiras, pela força de suas Forças Armadas, pela beleza de sua bandeira ou pela grandiosidade de seus desfiles.

Um país é livre quando seu povo consegue viver com dignidade.

E talvez ainda tenhamos muitos “Ipirangas” dentro de nós.

Há uma criança que ainda espera proteção.

Uma mãe que espera atendimento.

Um trabalhador que espera oportunidade.

Um idoso que espera respeito.

Uma mulher que espera ser ouvida e,

ter o direito de não perder sua natural alegria de viver.

Uma família que espera segurança.

Um jovem que espera futuro.

Um brasileiro que não quer favor.

Quer apenas o que é seu por direito.

Por isso, neste 7 de setembro, eu não quero falar apenas do Brasil que se libertou de Portugal.

Quero falar do Brasil que ainda precisa libertar-se de tantas formas de dependência, desigualdade, abandono, violência, corrupção, intolerância e indiferença.

E quero começar por mim.

Porque talvez a verdadeira independência também seja uma conquista íntima.

Foi preciso muito tempo para que esta Maria compreendesse que não precisava deixar de ser sensível para ser forte.

Que lágrimas não diminuem ninguém.

Que recomeçar não é fracassar.

Que a fé não nos impede de lutar — ela nos ensina por que vale a pena continuar lutando.

Que posso carregar cicatrizes e ainda assim oferecer flores.

Que posso atravessar tempestades e continuar procurando o amanhecer.

Que posso amar meu país sem fechar os olhos para aquilo que nele precisa mudar.

E que posso amar as pessoas sem abrir mão do respeito que também mereço.

A minha bandeira, portanto, não é apenas verde, amarela, azul e branca.

Minha bandeira tem a cor da esperança.

Tem o azul daquilo que ainda sonho alcançar.

Tem o verde das vidas que precisam florescer.

Tem o amarelo da luz que procuro todas as manhãs.

E tem também as cores invisíveis da alma: fé, coragem, dignidade, liberdade e amor.

Não quero substituir o Brasil da história.

Quero apenas acrescentar a ele uma página.

A página de uma mulher comum.

A página de Maria.

E nela escrever:

“Brasil, talvez a nossa maior independência ainda esteja por acontecer: aquela que libertará o cidadão não apenas de um domínio político, mas de tudo aquilo que o impede de viver plenamente como ser humano.”

Porque o Brasil não é apenas uma terra descoberta, uma colônia que se tornou império, uma república ou uma bandeira hasteada.

O Brasil somos nós.

Somos as Marias.

Os Josés.

Os Antonios.

As crianças que chegam.

Os velhos que partem.

Os que trabalham.

Os que estudam.

Os que lutam.

Os que acreditam.

Os que ainda esperam.

E, enquanto houver alguém capaz de acreditar que este país pode ser mais justo, mais humano e mais digno, a independência ainda estará acontecendo.

Talvez o verdadeiro grito do Ipiranga, para nós, não precise mais ser:

“Independência ou Morte!”

Talvez possa ser simplesmente:

“INDEPENDÊNCIA PARA VIVER — E LIBERDADE PARA SER.”

E eu, Maria, continuarei fazendo a minha pequena parte.

Entre lutas e paz.

Entre lágrimas e risos.

Entre livros e orações.

Entre o Direito e a fé.

Entre aquilo que fui e aquilo que ainda posso ser.

Porque a liberdade que procuro não é a de fazer tudo o que quero. É a de poder ser quem sou, respeitando o outro e sendo respeitada também.

E talvez seja essa a independência que ainda precisamos conquistar.

Paz e bem.

By MângelaCastro 🌻07/9/2026

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Enviado por MângelaCastro em 07/09/2026
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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A LUZ FORA DAS CAVERNAS ....

Uma ideia começa com o lindo dia nascendo,  amadurecendo por aqui, que pode nos levar a um caminho que enseja a diferença entre uma luz que simplesmente ilumina e a Luz que gera vida. E o título A Luz Fora das Cavernas permite justamente fazer uma ponte muito interessante com a alegoria da caverna de Platão, mas levando-a para o campo da fé, do saber: sair das sombras não apenas para ver, mas para transformar aquilo que vemos.

.

Hoje, mesmo antes de o sol mostrar sua graça, eu já havia acordado. Como não consegui dormir novamente, resolvi levantar junto com ele.

Coar meu café, colocar meu pãozinho na chapa e, enquanto a fumaça e o aroma se espalham pelo ar, dar início às minhas escritas...

Talvez seja assim que algumas ideias também nasçam: lentamente, entre o silêncio da manhã, o cheiro do café e uma luz que começa, pouco a pouco, a vencer as sombras.

A verdadeira Luz não é aquela que nos deixa cegos diante de sua intensidade; é aquela que, ao nos iluminar, permite-nos enxergar, transformar e viver.

Há luzes que nos chamam para fora do nosso mundo, mas nem sequer conseguimos enxergá-las.

E então me pergunto:

Será que toda luz é sinônimo de vida?

Não me refiro à luz que nos amedronta, anunciando o fim, nem àquela que ofusca nossos olhos sem nos permitir compreender o que está diante de nós.

Estou falando de outra Luz.

A Luz de Cristo.

É aquela que ilumina o caminho do caminheiro quando a noite parece não ter estrelas nem luar.

É como o pequeno ponto luminoso de um farol, no alto de uma fortaleza à beira-mar, orientando o barqueiro perdido a encontrar novamente o caminho de casa.

É direção.

É abrigo.

É Porto Seguro.

É a luz que não precisa fazer estardalhaço para transformar.

Talvez seja por isso que possamos reconhecê-la em tantas dimensões da própria existência.

Até a natureza parece nos ensinar que a verdadeira luz não existe simplesmente para ser contemplada. Como o ar não existe só para senti-lo no frescor da pele.

Ela existe, assim como o ar, para gerar vida.

Adentremos um pouco mais nessa ideia, saindo das sombras das cavernas, e olhando para a lua, tão linda, que avistamos em nosso céu noturno.

Ela não possui luz própria; reflete a luz do Sol. E, ainda assim, sinto com sua presença que ela interfere nos ritmos da natureza, movimenta as marés e participa dos ciclos que envolvem a vida na Terra.

Mas até essa luz refletida nos lembra de nossa própria fragilidade.

Ontem à noite, quando em visita à nossos irmãos, ao sair para a calçada e seguir rumo para nossa casa, olhei para o céu noturno, e lá estava bem à nossa frente, reinando com um brilho intenso, o planeta júpiter, deslumbrada com o seu brilho, voltei para minha irmã e lhe disse: ___veja o mistério do céu, só podemos enxergar a luz brilhante daquela estrela, como assim o chamamos, mesmo estando anos luz de distância aqui de nós, e isso se dá por conta do seu imenso tamanho 318 vezes maior que nosso planeta, e irradia não luz própria como nós também não, mas sim a luz solar, não é governo de rei? Você não se sente súdita desse reino celestial??

Tudo aquilo que conhecemos neste mundo é real sob nosso prisma, e tudo gira em torno do astro rei, mesmo sendo passageiro, e não nos pertencer, usufruímos, então, mister cuidar, pois não estamos sós nesse grandioso e harmonioso sistema estelar.

Um dia, astros, ciclos e formas de vida como conhecemos poderão desaparecer, por distintos motivos, sim. E nós, tão importantes aos olhos de Deus, enquanto alma e consciência, podemos ainda parecer tão pequenos diante da imensidão do Universo.

Mas talvez esse não seja o fim.

Talvez seja justamente aí que possamos compreender a diferença entre a luz que vemos e a Luz que nos sustenta. Entre a luz que brilha na simplicidade, e as sombras que escurecem na arrogância.

A Luz de Jesus como nos enseja, e nos ensina, não depende do Sol, da Lua ou das estrelas.

Ela permanece quando o mundo parece mergulhar na escuridão.

Quando encontramos desordens emocionais, crimes contra pessoas, insensatez humana, momentos de insanidade provocados pelo estresse, pelo cansaço, pela desesperança ou pela perda da fé, ou pela deseducação, Jesus se aproxima e nos aponta para o renascimento da vida.

Do amor.

Da esperança.

E talvez seja também por isso que precisamos olhar com mais responsabilidade, ternura, amor, para nossas crianças nascidas da bacia das almas, como as estrelas nascem do seu próprio berçário celeste. A vida é uma constante luz que brilha. 

Se soubermos cuidar delas hoje, colocando limites, ensinando-as através do nosso amor e carinho, respeitando e evitando os excessos de exposição como se faz com as joias raras, e compreendendo melhor os impactos dessa era tecnológica que abriu diante de nós um universo de possibilidades, como os satélites, planetas que fazem ronda pela nossa galáxia, descobrindo mistérios antes imagináveis, talvez possamos ajudar a formar homens e mulheres mais equilibrados, menos ansiosos, não agressivos no seu cotidiano nascente, haja vista, nós adultos hoje, já estarmos entrando em nossa fase crepuscular.

Quiçá, no amanhã, seres humanos menos aprisionados pelos excessos caóticos, que esta geração vive.

Mais conscientes de que o direito de cada um termina onde começa o direito do outro.

Mais respeitosos.

Mais amorosos.

Mais capazes de conviver.

Talvez não consigamos corrigir, hoje, todas as vicissitudes que atravessam nossa sociedade.

Adquirimos, ao longo dos tempos, hábitos difíceis de abandonar. Muitas vezes acreditamos ser donos de nós mesmos e, pior ainda, donos dos outros.

É verdade que nossa vida nos pertence e somos responsáveis por nossos atos, e de nossos filhos, embora muitos de nós, ainda não admita, ou talvez não conseguimos ainda bem entender e ver esse horizonte bem aberto à nossa frente, que mistérios nele se esconde? Mas também pertencemos a uma sociedade, submetida a regras, leis e responsabilidades coletivas, e carregamos conosco, o futuro de nossas crianças. Em princípio, não é o que se faz, mas como é feito.

E talvez ainda nos falte amadurecer para compreender que a verdadeira democracia, essa luz que deveria brilhar em nossa sociedade, não pode existir apenas nos discursos ou nas respostas que damos a tudo que nos chega, e sem ao menos filtra-las. Ela precisa estar também na vida cotidiana, quando aprendemos a respeitar os limites, as escolhas e as responsabilidades de cada família.

Não podemos querer educar os filhos dos outros segundo princípios que nem sempre compartilhamos ou praticamos. E quando falamos de crianças e adolescentes expostos nas redes sociais, precisamos lembrar que são seres em formação e que determinadas exposições e julgamentos podem afetar sua dimensão psicossocial.

Liberdade de expressão não é licença para ferir. Dizer o que pensamos nas redes sociais exige discernimento, respeito e responsabilidade. Se existe alguma situação que realmente coloque uma criança em risco, há órgãos próprios para apurá-la e protegê-la. Não cabe a cada um de nós transformar as redes sociais em tribunal ou assumir o papel dos órgãos de proteção à infância e à juventude.

Proteger também é saber quando falar, como falar e, sobretudo, quando respeitar.

Ela deveria trazer conhecimento.

Liberdade com Responsabilidade.

E liberdade conquistada pela verdade.

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
(João 8,32)

Não basta enxergar; é preciso ter discernimento sobre aquilo que fazemos com o que enxergamos.

Entretanto, quando a turbulência, e a divergência se instala, tudo parece mais difícil de controlar.

Talvez por isso existam terremotos interiores muito mais fortes do que aqueles que acontecem fora de nós.

São tremores escondidos no fundo do nosso próprio ser, do nosso âmago.

Precisamos aprender a acomodá-los, compreendê-los e, quando possível, transformá-los.

Precisamos sair das sombras.

Talvez sejamos ainda, muitas vezes, como aqueles antigos homens das cavernas, acostumados à penumbra, confundindo sombras com realidade e acreditando conhecer o mundo simplesmente porque nos habituamos a enxergá-lo daquela maneira.

Mas existe uma luz lá fora.

E sair da caverna não significa apenas abrir os olhos.

Significa ter coragem para ver diferente.

Significa permitir que a verdade nos transforme.

Significa deixar de viver apenas reagindo às sombras para começar a participar da construção da própria luz.

Porque onde Cristo ilumina, alguma coisa começa a nascer.

Nasce a esperança.
Nasce o amor.
Nasce o perdão.
Nasce uma nova maneira de olhar.
Nasce, enfim, a própria vida.

Talvez seja essa a grande diferença:

Há luzes que simplesmente nos fazem enxergar.

E há uma Luz que nos ensina a viver.

Paz e bem.

MângelaCastro - 04/9/2026

_______________________

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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

A VASILHA QUE DEIXAREMOS PARA O FUTURO🌱

Quando me pego vislumbrando o horizonte, com um olhar pensativo, o que me questiono? E você também já se pegou auto questionando? Como está a sua íntima vasilha? O que tem feito de bom para a sua família, vista que o bom trabalho começa dentro do nosso lar, ou tem apenas se preocupado com a vasilha dos outros, então como tem sido? Qual a medida da sua vasilha?

Hoje é aniversário de passagem do nosso pai para a pátria celestial, é verdade que pouco ele pode nos ensinar, pois estava apenas com 33 anos, e poucos desses, viveu junto do seu seio familiar, dos três filhos biológico, o mais velho, tinha acabado de completar 7 aninhos de idade, mas o que realizou para nós em amor, afeto, acolhida, foi o suficiente para que permanecêssemos unidos durante a nossa caminhada por essas terras, e minha mãe, foi uma verdadeira Pãe! Sempre nos ensinou o bom caminho, principalmente a respeitar as pessoas, desde cedo, aprendemos a não discriminar pessoas, e não sermos preconceituosos, embora, fomos por uma sociedade machista muito discriminados, mas isso, nunca nos afetou a ponto de revidarmos, sempre seguimos o ensinamento de amor de Jesus, mesmo chateada, nervosa às vezes com alguns acontecimentos, penso comigo mesma: ___Pai, perdoa- os, pois não sabem o que fazem ou o que dizem, e esse pensamento acalma o meu coração, alivia minha alma, porque é Nele que entrego todas as minhas tribulações, dúvidas, inquietações, e continuo seguindo o destino para mim por Ele traçado, sabendo também que tenho junto de nós uma perfeita guarida. E que nosso pai, esteja onde estiver, esteja bem, em paz, e aprendendo bastante, melhorando ainda mais o que seus pais iniciaram em sua vida.

Noite passada tive um sonho bem expressivo: Sonhei que estava em uma casa grande, porém bem simples na aparência. Via como se fosse através de uma janela, uma mulher alimentando alguns cachorrinhos, um deles até parecia o nosso querido Bethoven, esse o nome que demos ao cachorrinho que chegou às nossas mãos, após ter sido rejeitado por ser pretinho 😪, e o registramos no veterinário com esse nome, mas, o apelidamos de Be, viveu mais de 17 anos conosco, era da raça poodle médio, o cachorrinho do sonho era maior que o Be, mas, muito parecido em peraltices, ficava saltitando diante daquela mulher esperando seu alimento. Vendo eu as vasilhas que ela enchia com o alimento para eles, percebi que do cachorrinho, maior que os outros, precisava também de uma vasilha maior, então, lhe fiz esta sugestão, chamando-a, disse-lhe apontando para o cachorrinho maior: ___Ele precisa ser alimentado com uma vasilha maior, e mostrei-lhe qual era a vasilha. Ela abaixou-se pegando-a, e depositou nela o alimento para o cachorrinho maior. E o cachorrinho ficou saltitando à sua frente todo alegrinho, como se lhe estivesse a agradecer!

Preste bem atenção: não precisamos nos revoltar diante daquilo que não temos. Precisamos compreender e cuidar bem daquilo que nos foi confiado.

Jesus nos ensina, em Lucas 12:48: “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido.”

Essa passagem não fala apenas — e talvez nem principalmente — de bens materiais, riqueza, fortuna ou conforto. Talvez não tenha sido para isso que viemos a este mundo.

Viemos para aprender, amadurecer, transformar-nos e, de alguma maneira, deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos.

Deus nos concede oportunidades, talentos, inteligência, afetos, encontros, experiências, pessoas e, sobretudo, o precioso dom da vida. E tudo aquilo que recebemos traz consigo uma responsabilidade.

Por isso, talvez a grande pergunta não seja:

“Quanto eu tenho?”

Mas:

“O que estou fazendo com aquilo que recebi?”

Que fizemos com as oportunidades que a vida nos ofereceu?

Com os conhecimentos adquiridos?

Com as dores que atravessamos?

Com as pessoas que encontramos pelo caminho?

Com os filhos, netos, amigos e afetos que nos foram confiados?

Com as memórias que construímos?

Talvez seja isso que precisamos nos questionar, e tentar melhorar, a nossa própria vida e dos nossos entes queridos que serão uma consequência dos meus atos praticados.

Talvez seja exatamente para isso que criamos memórias: para que o tempo não leve tudo consigo e para que aqueles que vierem depois possam encontrar, em nossas experiências, alguma pequena luz para iluminar seus próprios caminhos. Deus sempre providencia exatamente o que precisamos, não precisamos nos preocupar tanto, olhe o ensino que Jesus nos deixou: Não precisamos nos preocupar com o amanhã, nem com o que tem na vasilha do outro, posto que Deus tudo já nos providencia, mas isso não quer dizer que fiquemos muito acomodados, precisamos seguir sim trabalhando, nos esmerando para que tenhamos uma vida digna, próspera preparando a vida para nossa descendência, foi isso que Jesus fez para nós.

«Ninguém pode servir a dois senhores; pois ou há de aborrecer a um e amar ao outro, ou há de unir-se a um e desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos da vossa vida pelo que haveis de comer ou beber, nem do vosso corpo pelo que haveis de vestir; não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais que o vestido? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros, e vosso Pai celestial as alimenta; não valeis vós muito mais do que elas? Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um cúbito à sua estatura? Por que andais ansiosos pelo que haveis de vestir? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam, contudo vos digo que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Se Deus, pois, assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Assim não andeis ansiosos, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois os gentios é que procuram todas estas coisas); porque vosso Pai celestial sabe que precisais de todas elas. Mas buscai primeiramente o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.» (Mateus 6:24–33)

Não fomos colocados neste mundo para acumular indefinidamente.

Somos passageiros.

Somos sementes.

Somos frutos de uma árvore que já existia antes de nós e raízes que, de alguma forma, continuarão alimentando aqueles que vierem depois.

E talvez seja essa a verdadeira riqueza que levaremos conosco:

não aquilo que conseguimos possuir, mas aquilo que conseguimos transformar em amor, conhecimento, dignidade, solidariedade e bons exemplos, aqui, devemos nos perguntar: ___estou realmente sendo bom exemplo para os meus afetos, amigos? Porque os nossos pequenos seguirão no caminho que para eles preparamos, e nunca sairá dele.

Provérbios 22:6 - Ensine com bons exemplos para seus filhos, pois será essa linha de conduta que ele seguirá na sua vida adulta. Entretanto, o fato de passarmos esses valores ainda na infância, não é garantia de que quem recebeu a instrução não terá um desvio de conduta. É evidente que aquele que foi fundamentado na Palavra de Deus logo na infância, terá os meios necessários para ter uma vida reta, próspera e digna. Mas, com o livre-arbítrio, cabe sempre a quem recebe o ensino praticar o que aprendeu e permanecer no que foi instruído, e sucessivamente ensinar para sua descendência.

Por isso, diante daquilo que não temos, não precisamos alimentar revoltas.

Diante daquilo que recebemos, precisamos cultivar responsabilidade.

Porque quanto maiores forem os dons, as oportunidades e a confiança que nos foram entregues, maior será também a responsabilidade de fazê-los frutificar.

E talvez seja justamente aqui que aquela pequena vasilha do meu sonho volte a fazer sentido.

Alguns receberam uma vasilha pequena.

Outros, uma maior.

Não nos cabe invejar a vasilha do outro.

Cabe-nos perguntar:

“O que estou fazendo com a minha?”

Porque, no final, não seremos lembrados pelo tamanho da vasilha que recebemos, mas pelos frutos que conseguimos oferecer.

E esses frutos, cedo ou tarde, encontrarão alguém que deles necessite.

Talvez essa seja a maneira mais bonita de atravessarmos o nosso próprio tempo:

receber com gratidão, cuidar com responsabilidade, repartir com generosidade e partir em paz.

O que estamos preparando para quem virá depois de nós?

Entre a poeira que a chuva pode lavar, a cruz que às vezes precisamos dividir e a vasilha que precisa ser maior para alimentar quem tem mais necessidade, talvez a vida esteja nos fazendo uma pergunta simples:

Não importa apenas o que recebemos. Importa o que fazemos com aquilo que nos foi confiado.

Porque, no fim, não seremos lembrados pelo tamanho da nossa vasilha, mas pelos frutos que conseguimos oferecer. E isso, nossos pais devem estar em paz, pois, deram o melhor de si para sua família. E se por alguma desventura, algum de nós tenha errado não seguindo os princípios de vida que nos ensinou, e sempre dizia: __Faça o que falo, mas não faça o que faço, porque na sua simples sabedoria de vida, sabia que em algum momento podemos errar, e se assim foi, PEÇO PERDÃO! Só gratidão!

By MângelaCastro - 28/8/2026

 

sábado, 22 de agosto de 2026

UMA ESCRITA SOBRE A VIDA. COMO UMA LIBÉLULA INCANDESCENTE ...A LUZ QUE NÃO OFUSCA, MAS FAZ VIVER.


E SE NEM TODA LUZ FOR VIDA? ✨

Há luzes que impressionam os olhos...
e há uma Luz que ilumina a alma.

Você sabe reconhecê-la?

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Uma luz que brilha tanto, que chega a nos ofuscar o olhar, deixa assombrado de tão bela e esplêndida que é.

O que te faz pensar em luz? Jesus?

Talvez para os amigos e apóstolos naquele momento silencioso da transfiguração de Jesus, no monte Tabor, quando a madrugada descia sobre eles, eles tenham ficado sim, mais assombrados do que inebriados pela grande luz naquele momento, único!

Sim, mas naquele instante de medo, não negar a existência das luzes que também podem destruir, mas discernir a Luz que vinha de Cristo — aquela que não ofuscou para dominar, mas iluminou para fazer viver.

Há luzes que nos encantam.

Brilham com tamanha intensidade que chegam a ofuscar o olhar, deixando-nos estáticos diante de algo que parece grandioso, extraordinário, quase impossível de contemplar.

Mas será que toda luz é sinônimo de vida?

Uma explosão pode produzir uma luz alaranjada, imensa, em forma de cogumelo, tão bela aos olhos quanto assustadora em seus efeitos. Uma luz que impressiona, mas destrói. Que ilumina por um instante, mas pode deixar atrás de si morte, ruínas e silêncio.

Então me pergunto:

O que realmente nos faz pensar em Luz?

Jesus?

Sim. Jesus.

Mas não a luz que assombra e destrói.
Não a luz que cega.
Não a luz que anuncia o fim.

A Luz de Cristo é outra.

É aquela que ilumina o caminho do caminheiro quando a noite parece não ter estrelas nem luar.

É como o pequeno ponto luminoso de um farol, no alto de uma fortaleza à beira-mar, orientando o barqueiro perdido a encontrar novamente o caminho de casa.

É direção.

É abrigo.

É Porto Seguro.

É a luz que não precisa fazer barulho para transformar.

Talvez seja por isso que podemos reconhecê-la em tantas dimensões da própria existência.

Clarividência, quando conseguimos enxergar aquilo que antes permanecia oculto.

Transparência, quando já não precisamos esconder de nós mesmos aquilo que habita nossa alma.

Transfiguração, quando a luz não destrói quem somos, mas revela aquilo que podemos nos tornar.

Calor, quando o sol toca a pele e nos lembra que viver também é receber.

Fotossíntese, quando uma planta silenciosamente recebe a luz e a transforma em alimento, crescimento, florescimento.

Até a natureza parece nos ensinar que a luz verdadeira não existe para simplesmente ser contemplada.

Ela existe para gerar vida. Como a parturiente que dá a luz. Um nascimento.

E talvez seja justamente aí que possamos reconhecer a Luz de Jesus.

Porque onde Cristo ilumina, alguma coisa começa a nascer.

Nasce esperança onde havia desânimo.

Nasce perdão onde havia ressentimento.

Nasce coragem onde havia medo.

Nasce verdade onde havia máscaras.

Nasce vida onde tudo parecia anunciar um fim.

Ou talvez não aconteça nessa sequência, nessa dinâmica ...

Aqui a luz Maior Evangelizadora é que deveria prevalecer, por ter uma capacidade transformadora. 

Haja vista, quando se é evangelizado, a transformação não deve ser por parte, mas total... Penso assim, não podemos ser apenas metade, simplificados, temos que ser completos... porém, caso não seja possível, que comece por partes, uma mudança comportamental por vez, o importante é melhorar nossa qualidade de vida, sermos um ponto de luz na escuridão de uma alma pregressa, tornando encontros possíveis, criando oportunidades de formar parcerias, fazer amizades .

E talvez seja essa uma das maiores diferenças entre a luz que impressiona os olhos e a Luz que alcança a alma.

Uma pode nos deixar maravilhados por alguns instantes.

A outra nos transforma por dentro.

Uma pode incendiar o horizonte.

A outra aquece o coração.

Uma pode destruir.

A outra preserva.

Uma pode marcar o fim.

A outra anuncia um começo.

E, quando tudo parece mergulhado em um grande breu, talvez seja justamente aí que devamos aprender a procurar os pequenos sinais de luz.

Porque o começo nem sempre chega fazendo barulho.

Às vezes ele chega silenciosamente.

Como uma semente rompendo a terra.

Como uma fonte encontrando passagem entre os veios profundos do chão.

Como o primeiro raio de sol atravessando a janela.

Como uma palavra de esperança surgindo quando já não esperávamos ouvir nenhuma.

Como uma mãe que acolhe.

Como Maria, Mãe Rainha, que permanece junto à vida, cuidando, conduzindo, abençoando.

Ou simplesmente uma mãe terrena, que se comprometeu com o aprendizado do filho (a)...

Como Jesus, que nasceu de um ventre imaculado, mas de uma mulher comum do povo, que não veio anunciar a morte como destino, mas a Vida em plenitude.

E então compreendemos:

A verdadeira Luz não é aquela que nos deixa cegos diante de sua intensidade. É aquela que, ao nos iluminar, nos permite enxergar, transformar e viver.

É luz que revela.

Luz que aquece.

Luz que transforma.

Luz que alimenta.

Luz que orienta.

Luz que preserva.

Luz que faz nascer.

Luz que é VIDA.

Talvez seja por isso que, mesmo quando o mundo parece insistir em nos mostrar tantos sinais de destruição, a Palavra de Deus continua nos convidando a olhar para o começo.

Porque Deus não se cansa de fazer nascer.

E talvez a fé seja justamente isso:

aprender a reconhecer a Luz de Deus mesmo quando tudo ao redor parece mergulhado na escuridão.

É como uma mensagem que recebi das mãos do próprio Chico Xavier, em momentos que eu de forma pessoal, lá nos idos 80, estava mergulhada na tristeza, na fragilidade, me sentindo só, quase que em um "beco sem saída", não achando sentido na vida que eu vivia, e eu nada havia dito e ou lamentado para ele, simplesmente estava ali, em pé, silente, à sua frente, quando ele estendeu as mãos e me entregou essa mensagem que carreguei por anos, até se auto destruir, ela dizia-me ____ Quando conseguirmos enxergar Deus em todas as coisas, veremos o mundo como um lindo jardim! Ponto.

E continuar caminhando. Foi a partir daí o meu propósito de vida, um passo de cada vez...

Porque quem encontrou a Luz sabe que a noite pode ser longa...

mas ela nunca é o fim.

Paz e bem.

By MângelaCastro - 22/8/2026

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Enviado por MângelaCastro em 22/08/2026
Código do texto: T8702598
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domingo, 9 de agosto de 2026

QUANDO O FOGO SE APAGA COM NOSSAS PRÓPRIAS MÃOS

 

Uma reflexão sobre sonhos, relações, fé, responsabilidade e a coragem de fazer a nossa parte.

Há sonhos que não precisam ser interpretados como presságios. Talvez precisem apenas ser escutados como perguntas.

O que o meu sonho está me fazendo pensar sobre mim?

Talvez, ao olhar para dentro, descubramos alguns “fogos” que só poderão ser apagados quando tomarmos atitudes concretas.

🔥 O que ainda está queimando em mim?
🌿 E o que já queimou, mas ainda deixou marcas?

 — porque às vezes continuamos vivendo como se o incêndio ainda estivesse acontecendo, quando restaram apenas as marcas.

Há sonhos que parecem nascer apenas da imaginação. Outros, porém, quando despertamos, permanecem conosco como uma pergunta.

Foi assim com um sonho que tive recentemente.

Eu estava na cozinha — um espaço muito presente em minha vida cotidiana — quando percebi que o micro-ondas estava em chamas. O fogo ardia dentro dele. Assustei-me, corri para desligá-lo da tomada e, imediatamente, procurei os bombeiros.

Engraçado que no sonho aflita com a situação, tentava lembrar o número de emergência, e me veio esse, mas, eu não tinha certeza, não é que acertei??? 😁Liguei para o 193.

Uma voz feminina me atendeu, dizendo que eu realmente havia ligado para o Corpo de Bombeiros, mas pediu que eu esperasse.

Esperasse?

Meu aparelho estava pegando fogo!

Voltei para ele e, para minha surpresa, o fogo já havia se apagado. Então desliguei o telefone, pensando, com certo humor:

Se eu dependesse deles, estaria “ferrada”!😄Mas na realidade, são bem eficientes, já precisei do corpo de bombeiros, e chegaram bem rápido para o atendimento, nada sério, mas, um foi com enxame de marimbondos, outro, foi com uma panela de óleo que pegou fogo e chegou a queimar o exaustor, nada tão sério, mas solicitei ajuda, esses eventos podem ocorrer em nosso cotidiano, e se tornarem bem drásticos. Mas esse sonho, analiso sob outros aspectos.

Em minhas ocorrências no dia a dia, conto com  meu filho, sempre pronto para ajudar. E com você, tem ajuda também de algum familiar pronto para o auxílio?

Voltando para o sonho. Depois, encontrei-me em uma espécie de sala de aula e conversei com uma jovem. Contei-lhe o que havia acontecido e ela me disse que conversaria com seu “amigo espiritual” para saber o que ele teria a dizer.

Perguntei:

— Mas, para conversar com um amigo espiritual, não precisamos orar ou entrar em meditação?

Ela respondeu tranquilamente que não. Bastava conversar.

E eu, dentro do próprio sonho, questionei.😏

Mais tarde, encontrei algumas roupas queimando no quintal. Joguei água sobre elas. A fumaça subiu, as roupas estavam bem chamuscadas, marcadas pelo fogo, mas já não havia mais chamas.

E pensei:

“Pronto. Agora não há mais perigo.”

Acordei.


Depois de refletir sobre esse sonho, percebi que talvez ele não precise ser entendido como uma previsão, nem como uma mensagem sobrenatural pronta para ser decifrada.

Talvez ele possa ser simplesmente uma pergunta.

Quantas vezes, na vida, percebemos que alguma coisa está “pegando fogo” e imediatamente esperamos que alguém venha apagar?

Esperamos um telefonema.

Uma visita.

Uma palavra.

Uma atitude.

Esperamos que alguém perceba aquilo que estamos sentindo sem que precisemos pedir.

E, algumas vezes, esperamos tanto que descobrimos, depois de algum tempo, que precisamos tomar a iniciativa.

Não porque não precisemos uns dos outros.

Precisamos.

Somos seres de relação. Ninguém atravessa a vida completamente sozinho.

Mas existe uma diferença entre precisar do outro e entregar ao outro a responsabilidade por aquilo que também nos cabe fazer.

Talvez alguns dos incêndios da nossa vida precisem, sim, de ajuda.

Mas outros exigem de nós uma atitude concreta.

É preciso desligar alguma coisa.

É preciso colocar limites.

É preciso conversar.

É preciso pedir perdão.

É preciso perdoar.

É preciso procurar ajuda.

É preciso sair de determinado lugar.

É preciso abandonar um hábito.

É preciso, algumas vezes, simplesmente parar de esperar que o outro faça aquilo que somente nós podemos fazer.

Existe um antigo ditado popular que diz:

“Se queres algo bem feito, faça você mesmo.”

Eu acrescentaria uma pequena ressalva:

Não precisamos fazer tudo sozinhos.

Mas precisamos fazer a nossa parte.


E talvez seja justamente aí que o sonho encontre a espiritualidade.

Fé não significa permanecer parado esperando que Deus faça aquilo que está ao alcance das nossas mãos.

A oração não deveria ser uma substituta da atitude.

Podemos pedir luz e, depois, caminhar.

Podemos pedir discernimento e, depois, escolher.

Podemos pedir força e, depois, agir.

Talvez a fé amadureça justamente quando compreendemos que nem sempre o milagre será o fogo desaparecer sozinho.

Às vezes, o milagre pode estar na coragem que encontramos para procurar a tomada, desligar o aparelho e jogar água sobre aquilo que ainda está ardendo.

E talvez Deus também esteja presente na sabedoria de reconhecer:

“Eu preciso de ajuda.”

Porque pedir ajuda também é uma atitude.


Mas há algo ainda mais interessante no final do sonho.

As roupas estavam queimadas.

A fumaça ainda subia.

As marcas permaneciam.

Mas o fogo havia acabado.

Quantas vezes confundimos as marcas do que aconteceu com o perigo que ainda existe?

Uma experiência pode deixar cicatrizes sem continuar nos ferindo.

Uma perda pode deixar saudade sem continuar nos destruindo.

Uma decepção pode deixar marcas sem determinar nosso futuro.

Uma fase difícil pode deixar fumaça no coração, mesmo depois que as chamas já se apagaram.

Talvez seja preciso aprender a distinguir:

o que ainda está queimando daquilo que simplesmente já queimou.


E quanto aos nossos sonhos?

Talvez devêssemos ter cuidado para não transformá-los imediatamente em revelações ou presságios.

Podemos escutá-los de outra maneira.

Como quem abre uma janela para dentro de si.

O que este sonho despertou em mim?

Que medo ele revelou?

Que relação ele trouxe à memória?

Que necessidade minha apareceu?

O que estou esperando dos outros?

O que está ao meu alcance fazer?

E, sobretudo:

que fogo da minha vida precisa ser apagado com uma atitude concreta?

Talvez cada um de nós tenha, em algum canto da própria “casa interior”, um pequeno incêndio acontecendo.

E talvez nem sempre precisemos esperar pelos bombeiros.

Às vezes, a primeira providência é nossa.

Desligar.

Agir.

Pedir ajuda quando necessário.

E depois, com serenidade, olhar para a fumaça que ficou e reconhecer:

“Ainda há marcas, mas já não há perigo.”

Talvez isso também seja amadurecer.

Talvez isso também seja fé.

Talvez isso também seja aprender a cuidar da própria vida sem deixar de reconhecer que, quando o caminho pesa demais, precisamos uns dos outros. 

E sempre de Deus, tal qual um Pai amoroso, zeloso, cuidador, tudo sabe, nos ausculta, nos ama infinitamente, nos indicando a melhor atitude, o melhor caminho, aquele que precisamos para percorrer em aprendizados, para pedir sabedoria, mas, temos que ser obedientes, seguir os bons conselhos ... 

"Tu és o meu socorro e o meu libertador; meu Deus, não te demores!" (Salmos 34:19)  FELIZ E ABENÇOADO DIA DOS PAIS!


Paz e bem.

MângelaCastro - 08/8/2026

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Enviado por MângelaCastro em 09/08/2026
Código do texto: T8693139
Classificação de conteúdo: seguro

A VOZ!...

  Bom dia, caros leitores e eleitores cristãos ou não. Vejamos, aqui se fala de: _Consciência, Transparência e Democracia, através da voz de...