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domingo, 15 de março de 2026

CHINELO DE DEDO: O VALOR QUE NÃO SE COMPRA ...

Veja bem:  Num mundo que mede pessoas pelo que vestem, às vezes um simples chinelo de dedo revela uma riqueza que dinheiro nenhum consegue comprar.

“Deus escolheu as coisas simples deste mundo para confundir as sábias.” 

— Primeira Carta aos Coríntios 1:27


Bom dia com alegria e paz.

O domingo amanheceu ensolarado, como se a própria manhã desejasse lembrar que a vida ainda tem claridade.
Do telhado vizinho, um sabiá solitário canta.
E, naquele instante, percebo como a simplicidade também pode ser poesia para os ouvidos cansados de tantas balbúrdias do mundo.

Ontem visitei amigos queridos.
Era uma visita prometida há algum tempo, adiada pelas correrias da vida. Fomos meu filho e eu, além de fazer a visita para o provedor da família, que está doente, levar também um presente de aniversário para o jovem amiguinho de infância, que mesmo que o tempo passe, o verdadeiro valor da amizade permanece inalterado.
Mas, ao chegar, algo dentro de mim mudou de lugar.

Quando a vida interrompe o caminhar de alguém — por doença, por limitações inesperadas — somos convidados a rever a nós mesmos.
Senti até uma leve vergonha silenciosa: quando corpo e mente ainda estão saudáveis, há tanto que podemos fazer e tantas vezes não fazemos.

Essa visita também, colocando-me atualizada das lidas dessa família, mais precisamente sobre seus filhos, o que estudaram, e hoje no que trabalham. as dificuldades que vem sendo vencidas passo a passo, me trouxe à memória uma conversa com um jovem familiar nosso.

Ele observava a fotografia de um amigo — filho de família abastada — passeando em um elegante shopping de São Paulo.
Mas havia algo que o intrigava.

— Não entendo, "Mariquinha," assim que ele carinhosamente me chama, disse ele. ___ O rapaz poderia estar usando um tênis caríssimo, de marca famosa… mas está de chinelo de dedo?!!!

Sorri diante da inquietação dele e respondi com serenidade, e firmeza, buscando faze-lo refletir sobre os verdadeiros valores da vida:

— Talvez, disse-lhe eu, ele já tenha aprendido algo que muitos ainda não compreenderam.

O valor de uma pessoa não está nas marcas que veste,
mas na marca que deixa na vida.

Não é o preço do sapato que define quem somos.
É o caminho que percorremos com os pés que temos.

A verdadeira elegância está na dignidade do trabalho, na honestidade das escolhas, dos esforços somados ao longo do seu aprendizado de vida, na simplicidade de quem não precisa provar nada a ninguém.

Há pessoas que vestem roupas caríssimas e ainda assim carregam uma pobreza interior imensa.

E há outras que caminham com chinelos simples —
mas trazem nos pés a riqueza de quem construiu caráter, honra e responsabilidade.

Esses, sim, são ricos de verdade.

Porque no grande livro da vida,
não é a etiqueta das roupas que nos identifica.

É o caráter da alma.

E, muitas vezes,
um simples chinelo de borracha
pode valer mais que mil tênis de grife
quando sustenta os passos de alguém que aprendeu
o verdadeiro valor de ser humano.

Talvez o certo é que, às vezes confundimos preço com valor.

Mas o que realmente define uma pessoa não está nas marcas que veste — está no caráter que carrega na alma.

By MângelaCastro - 15/3/2026

Enviado por MângelaCastro em 15/03/2026
Código do texto: T8581255
Classificação de conteúdo: seguro


domingo, 1 de março de 2026

AMOR RESILIENTE. 🔥 “O CAFÉ, A CONSCIÊNCIA, E O MUNDO EM CHAMAS"...

 

O mundo no estrangeiro arde.
O café ainda perfuma a casa.
E a consciência escolhe amar.

Despertei no domingo, em minha solitude.

Aqui, apenas as tagarelas maritacas no telhado.
Ouço músicas de raiz — quietude —rádio sintonizado
dessas que afagam o coração
como os frutos de um doce pé de mamão,
nascido só, no fundo do quintal, ao relento.
Como moça que sente o frescor do amanhecer…
Estão sós, mas se alimentam.
Inalando o aroma do café preto, coado na hora,
senti-me sentada ao "pé do fogão", imaginativo.
onde o tempo é memória
e parece não ter pressa,
e a alma aprende a escutar
os próprios sussurros —
como as folhas escutam
os ventos que cantam ao relento.
Há uma paz que nasce assim:
simples, doméstica, silenciosa.
Mas lá fora…
o mundo estilhaça.
Diante das notícias aterrorizantes
que chegam dos países do Oriente Médio,
minhas estruturas estremecem.
Ali, no eco dos rojões ensurdecedores,
não vejo religião,
não vejo temor a Deus —
vejo enfrentamentos,
vejo ausência de discernimento.
Hoje, embora a paz reine em meu lar,
o que vem de fora me obriga a repensar
propósitos.
Vida vicejante.
Flor no deserto.
Líderes que deveriam ser segurança e esperança
tornam-se conflito e sentença mortuária.
E o que resta ao povo
senão o medo e a solidão?
Como viver bem consigo mesmo,
se a vida que deveria ser poesia
escreve histórias de terror?
Se o que deveria ser paz
descarrila o amor?
Pergunto à luz que ilumina a escuridão:
por que, às vezes, te tornas clarão de escravidão,
de morte e explosão?
O que deveria ser raiz fértil
torna-se sistema envenenado.
O que deveria ser noite de ternura
transforma-se em pesadelo
em plena luz do dia.
E a mortalidade da alma se faz presente —
arrepiando até as entranhas
que me parecem tão estranhas.

Psiu…

Não é mais fácil construir vida do que morte?
Não é mais leve colocar, sobre o console,
um botão de rosa que alegre o cômodo
do que uma bala caída ao chão
ao lado de um corpo exaurido de si mesmo?

Por que escolher o peso
quando se pode escolher o florescer?

Há tempos que se perdem
antes mesmo de nascer.

Mas ainda assim…

Enquanto houver um café sendo coado
em alguma casa do mundo,
enquanto uma mãe embalar seu filho
mesmo sob o som distante dos estrondos,
enquanto alguém orar em silêncio
pedindo discernimento aos que governam —

o amor não estará vencido.

Aqui, ao "pé do fogão" imaginário,
eu escolho mantê-lo aceso.
Quando fevereiro já se foi, e as águas
com Março chegou...

By MângelaCastro - 01/3/2026


A ideia central deste poema/poesia, é que Deus ordena ao seu povo tratar o estrangeiro com justiça e compaixão. Não afligirás nem oprimirás o estrangeiro, reconhecendo a vulnerabilidade dessas pessoas que vivem entre os israelitas e chamando para uma prática de cuidado e dignidade. (1Pedro 2-11)

By MângelaCastro - 01/3/2026

Enviado por MângelaCastro em 01/03/2026
Código do texto: T8570541
Classificação de conteúdo: seguro

SE NÃO POSSO IR ATÉ ELES, ELES VÊM ATÉ MIM, ...

Bom dia amadinhas de Nossa Senhora Aparecida! “Pelos seus frutos os conhecereis.” — Mateus 7:16. “Quando não conseguimos ir até os lugares q...