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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

A Terra dos Heróis do Cotidiano ...Quando a Luz Mora em Gente Comum

sábado, 31 de janeiro de 2026

Num lampejo — Quando um nome atravessa o pensamento ... CRUZ DEL VALLE!

Bom dia, Boa tarde. Boa noite. 🌿 Como estão?

Me diz aí. Alguma vez, lendo algo, de repente seu pensamento dita-lhe forte um nome, que a princípio nao tem nada a ver? Então você para, e diz para si mesma: ___oi? ... como assim? Exatamente assim, enquanto lia algumas reportagens, um nome atravessou meu pensamento sem aviso, como um sopro breve e silencioso, querendo me ensejar talvez, algo que fosse mais importante, robusto, do que aquelas reportagens que não levam a lugar algum:__ Cruz del Valle, esse foi o nome que veio. Nunca havia ouvido falar. Ainda assim, ele veio inteiro, pedindo apenas escuta.

Hoje já aprendi a lidar melhor com esses lampejos. Não os apresso, não os descarto. Apenas observo. Fui então pesquisar, escrevendo exatamente como o nome me chegou, e encontrei sua ligação com a história humana, marcada por poder, disputas e memória.

Mas compreendi logo, ao ler sobre o assunto, que todos os protocolos e desejos humanos, nao tinham nada a ver, não faziam sentido depois de anos, bom, pelo menos para mim, e que o sentido daquele pensamento não era político. Era em verdade, espiritual. Apenas foi usado um nome bem próximo de nossa realidade, em maioria surreal! Afinal, chegamos em tempos que devemos ganhar tempo no tempo que já se esgota rs, refletindo melhor sobre o que realmente interessa para nossa evolução espiritual. Se ficou curioso sobre a que se referia esse nome, você pode procurar na Wikipédia, está lá completo.

Lembrei-me, e corri adaptar então, essa situação ao ensinamento de Jesus, quando questionado sobre a cobrança injusta de impostos ao povo sofrido. Mostrando a moeda, Ele respondeu com simplicidade e profundidade:

“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (Mateus 22:21)

Ao longo da história, a humanidade se perdeu muitas vezes em antagonismos e confusões, como em Babel, onde todos falavam, mas ninguém se entendia. Ainda assim, Deus nunca julgou seu povo pela ignorância, mas pelas atitudes. O tempo passa, os impérios caem, e novas oportunidades de discernimento sempre são concedidas.

Os homens disputam lugares, monumentos, narrativas e sepulturas. Deus, porém, não se ocupa de ossos nem de títulos. Tudo o que é material retorna à terra. O que se eleva é o espírito, levando consigo apenas a história que construiu enquanto caminhava por aqui.

Não nos cabe julgar destinos, líderes ou decisões humanas, já temos tantos problemas particulares a resolver, mas sim, buscar no discernimento que todos deveríamos ter. Cada espírito pertence a Deus, nossa consciência real e desperta, não aos homens. E será diante d’Ele que cada um responderá, não pelo lugar onde repousou o corpo, mas pelo bem que escolheu viver.

Os homens disputam túmulos.
Deus observa o coração.

Ossos ficam.
O espírito segue.

Agora, a família que Deus nos delegou, tem sim direito de escolhas, após perdermos a capacidade de decidir por nós mesmos, e que se aproxime do melhor possível, afinal, ainda somos humanos e necessitamos de símbolos, de lugares ...

By MângelaCastro - 31/1/2026





quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A NOIVA NÃO LEVA FLORES, LEVA CAMINHO, LEVA MISSÃO ...

 


A noiva já estava pronta — não pela perfeição, mas pela disponibilidade.


Vestida de branco, com poeira nos pés e missão no coração.

Sim, e é como devemos estar, para quando Jesus passar em nossas vidas, no tempo e na vontade do Pai, e o meu dia, começou ainda na madrugada quente, silenciosa, tendo por testemunha somente as estrelas suplicantes cobrindo o manto escuro do céu...

Em sonho, eu ajudava a preparar uma noiva.

Corria de um lado a outro, tentando ajustar enfeites, colar arranjos, esconder pequenos defeitos.

Nada estava perfeito, e isso me incomodava e me fazia correr com os acertos, para tudo estar pronto para quando a noiva viesse — e, no fundo, eu não queria que a noiva percebesse.

Mas percebi: mesmo imperfeita, ela estava pronta.

E eu dei um jeito.

Então a vi entrar no salão.

Vestia-se de branco, como toda noiva.

Mas nos pés, sapatos masculinos, marrons.

A tiracolo, uma bolsa também marrom.

Não trazia buquê — trazia caminho.

Admirei-me.

E quase resmunguei em silêncio:

— Está tudo certo… embora os sapatos marrons.

Depois, me vi numa fila para entrar no salão das bodas.

Ali estavam amigas da adolescência — não mais meninas, mas mulheres maduras, mães, inteiras.

Uma delas se aproximou, sorriu, nos abraçamos com carinho, mais do que um simples abraço, um anelo, um deleite para minha alma.

E seguimos juntas, em fila.

Ao despertar, preparei o café e liguei a televisão para a missa matinal, como faço todos os dias.

E então, a confirmação.

A despedida do Frei Bartolomeu, Franciscano, líder da Pastoral da Saúde no Santuário de Aparecida.

Uma festa de envio.

Ele entregava sua missão a outros dois freis e seguia para uma nova caminhada.

A evocação dizia tudo:

“Envia-nos, Senhor.”

Naquele instante compreendi:

o sonho não falava de perfeição, falava de disponibilidade.

A Igreja, como noiva, segue vestida de branco — mas calça sapatos de estrada, poeira nos pés.

Carrega menos flores e mais missão.

Menos ornamentos, mais serviço.

Aqui entendi, eu não estava ali para deixar tudo "perfeitinho", mas como missão, dom, o que quiseres entender, em verdade eu estava ali, para aprender a ser SERVIL AO PRÓXIMO, e claro, é uma missão árdua de idas e vindas, mas também de gratitude, de alegria para o coração, fraternidade!

Eu não tinha porque me preocupar, posto que, Deus já preparava a despedida.

Já alinhava os passos.

Já organizava a fila.

E nela, mães, mulheres, amigas — sustentando o caminho com silêncio, fé, alegria, posto que todas sorriam e abanavam a cabeça com um SIM, quando me viram aproximar, era um grupo de mulheres da fraternidade, da grande e real amizade, e marcavam com suas presenças.

Nada estava perfeito.

Mas estava consagrado.

E isso basta.

Encerrando por hoje, assim espero, porque a vontade é sempre do Pai, não a minha, deixo um versículo bíblico: _

“Alegremo-nos e exultemos, demos glória a Deus,
porque chegaram as bodas do Cordeiro,
e sua esposa já se preparou.”
(Apocalipse 19,7)

Sentido simbólico:

A noiva, nas Escrituras, representa a Igreja e também cada alma disponível, não perfeita, mas atenta, vigilante e pronta para responder ao chamado. Ela se prepara não com luxo, mas com fidelidade, serviço e missão — exatamente como no sonho.

____Preparar-se, biblicamente, não é adornar-se — é dizer “Eis-me aqui Senhor”.

—  By MângelaCastro - 14/1/2026


sábado, 10 de janeiro de 2026

“EU SOPRO AOS TEUS OUVIDOS"!

Quando Deus sussurra, a alma reconhece. Há chamados que não fazem barulho — apenas pedem presença. ✨

Depois de alguns dias de descanso nas abençoadas litorâneas de São Sebastião do Rio de Janeiro, mais precisamente em Niterói — onde meu filho e eu fomos acolhidos com amor e alegria — retorno ao lar com a alma mais atenta. Nada acontece fora da condução de Deus; tudo é convite, quando sabemos escutar.

Já em casa, após o café da manhã, quando o corpo desperta para o dia e a alma pede silêncio, retorno às escritas. Foi assim, numa manhã comum, durante a prática ergométrica, que um pensamento veio suave e firme, como quem não pede licença:

“Eu sopro aos teus ouvidos.”

Ao revisitar a postagem de ontem, que nasceu com esse mesmo sopro, compreendi o que nela habitava: um chamado ao retorno. E respondi, quase sem pensar, como quem reconhece a voz que sempre esteve ali:

“Eis-me aqui, Senhor.”

Naquela mesma noite, um sonho veio confirmar a entrega. Nele, uma amiga da adolescência me pedia ajuda para favorecer um encontro que parecia simples, mas carregava esperança. Minha resposta foi igualmente simples, nascida do afeto e da confiança:

Convide-o para um café.

Acordei com o coração leve. Entendi o sonho como sinal: Deus não convoca aos grandes gestos espetaculares, mas à fidelidade cotidiana. Um compromisso renovado de continuar escrevendo palavras que consolem, esclareçam e acendam pequenas luzes no caminho.

Ecoa em mim a invocação que atravessa a história da fé e permanece viva no coração da Igreja:

“Eis-me aqui, Senhor.”

Amanheço atenta também às palavras do Papa Leão XIV ao corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé. Mais do que protocolos, há um apelo urgente ao diálogo, à responsabilidade coletiva e à reconstrução de pontes, em um mundo ferido por guerras, crises humanitárias, deslocamentos forçados e um empobrecimento perigoso da escuta.

O que acontece além de nossos muros não nos é estranho. Reverbera na terra inteira e alcança nossas estruturas humanas, sociais e espirituais. A fé não nos permite a indiferença; chama-nos à vigilância amorosa.

A vida nos convoca, todos os dias, a mover-nos em direção ao outro. Como cristãos, somos chamados a oferecer o melhor de nós — lucidez, oração, ética e gestos concretos de fraternidade — sendo, à maneira de Jesus, lâmpadas para os pés dos caminhantes cansados, que ainda buscam um pouco mais de vida plena.



“Falai, Senhor, porque o vosso servo escuta.”
  (1 Samuel 3,10)


By - MângelaCastro - 10/1/2026









"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ...