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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

"ÚLTIMOS MOMENTOS" - O NOVO E 0 VELHO NORMAL ...

 Bom dia Caríssimos!

A VERDADEIRA PROPRIEDADE - RESPONSABILIDADE DOS TAREFEIROS NAS OBRAS DO SENHOR!


Caríssimos, vejam bem, essa reflexão tem um alcance muito maior do que vocês possam imaginar: ela começa no sonho "pessoal", passa pela natureza, chega à transformação interior e termina numa pergunta que qualquer leitor pode levar para dentro de si. 🌱Bora lá?!!

De que adianta sonharmos se não refletirmos sobre eles e fazer com que nossas intuições, inspirações, oblações, sabedoria de vida adquirida através dos aprendizados, conhecimentos se tornem melhores?

A vida é apenas um ciclo.

Então sim, podemos estar vivendo nossos "últimos momentos"

E quanto mais recebemos, ou nos oferecemos a nos doar em prol do nosso semelhante, ou por preguiça, comodismo, deixamos de faze-lo, mais nos será "exigido"...

Sim é verdade que uma voz abafada ecoou em meus pensamentos enquanto eu dormia ... ___"Esses são os últimos momentos"

Acordei na manhã que se seguia à essas palavras, e me perguntei: _ Oi? Como assim? 

Em verdade a voz me deixou sem muitas explicações, então, eu precisaria encontrar minha própria resposta, pensar, refletir a respeito encontrar minha própria moradia, porque o meu amigo que caminhava comigo no sonho, já tinha a dele, era simples, mas dele ... Nada nos vem por acaso, tudo tem um direcionamento... Um porque de ser. Concorda comigo?

Talvez “os últimos momentos” que tenho sentido ao despertar não sejam necessariamente o anúncio de um fim, mas o pressentimento de que um ciclo está chegando ao seu limite para que outro possa começar.

Um novo ciclo, quem sabe, mais coerente, menos agressivo, mais humano. Novas oportunidades nascentes, de refazimento, seja o que for que estiver para ser feito em nosso cotidiano, que não fiquem vazios desnecessários. Lembram das cadeiras vazias das comunidades do catecumenato? Se não leram a respeito, voltem as páginas do meu blog e leiam.

A água chega para limpar e purificar. Às vezes, mansamente; outras vezes, estrondosamente, deixando marcas pelo caminho. Sim, temos visto pelas mídias, muitas hecatombes acontecendo ao mesmo tempo, e nos assustamos, nos sentimos incomodados, tristonhos, embora, nada seja mais uma surpresa, né não?

O fogo consome e transforma. Sob as cinzas, porém, podem permanecer raízes que aguardam o momento de novamente germinar. Esse pensamento pode parecer "frio", muito racional, mas é verdadeiro.

Os terremotos abalam e destroem estruturas, mostrando-nos nossa pequenez diante das forças da natureza. Mas também revolvem a terra, rompem o que estava endurecido e podem preparar o solo para uma reconstrução.

E então me lembro daquela criança que caminhava sorrindo ao meu lado no sonho. Sim, no meu sonho uma criança caminhava comigo e meu amigo.

Uma criança.

Vida nova.

Talvez seja essa a imagem que eu não deva esquecer.

Porque, se há coisas que precisam terminar, talvez não seja a vida que esteja sendo anunciada, mas um modo de viver que já não consegue sustentar aquilo que a própria vida pede de nós.

Talvez precisemos deixar morrer o velho orgulho, a intolerância, a competição desnecessária, a ganância, os prejulgamentos, a necessidade de possuir, controlar e vencer o outro. Em verdade, existem fatos ocultos aos olhos dos homens, mas não aos olhos de Deus, a Grande Consciência!

Talvez seja preciso abandonar também algumas certezas que nos tornaram rígidos, para que a humildade possa novamente encontrar espaço dentro de nós.

Jesus nos ensinou que não podemos servir a dois senhores: a Deus e a Mamon (bens materiais, cobiça). E talvez essa antiga advertência continue profundamente atual. Podemos encontrar ensinamento a respeito na leitura de São Lucas, cap. XVI, versículo 13)

Não há pecado em possuir bens quando adquiridos e ganhos porque trabalhamos, e honestamente e utilizados com responsabilidade, mister saber partilhar, não posso engordar um celeiro só para mim, quando o estaleiro do outro está vazio. (homem rico insensato - Lucas 12:16-21) E  sempre o que se dá com uma mão, esconde-se a outra. Não temos satisfação a dar sobre nossas atitudes com respeito ao que fazemos, as obras são nossas, nós é que temos que prestar contas nos "últimos momentos." Cada um sabe de si, e Deus sabe de todos.

A questão começa quando os bens passam a nos possuir; quando aquilo que deveria servir à vida passa a ocupar o lugar que pertence ao amor. E para que haja realmente amor, aquele (a) que cuida também precisa estar bem consigo mesmo (a), e dívidas, principalmente das nossas contas bancárias, nos devastam, nos consomem, e não nos permite ter uma vida saudável, e bem cuidar dos nossos protegidos. Podemos aprender um pouco mais com a parábola dos talentos.

Afinal, o que realmente levaremos conosco quando deixarmos este mundo, ou simplesmente encerrar um ciclo, para dar início a mais uma etapa de vida? Você já se questionou, o que carregas em sua mochila? Somente coisas materiais, ou também muitas virtudes?

Não levaremos nossas casas, nossos títulos, nossas contas, nossos objetos ou aquilo que acumulamos.

Levaremos aquilo que fomos capazes de construir dentro de nós e, principalmente, aquilo que conseguimos semear na vida dos outros.

E isso é forte, nos convoca à nossa própria consciência.

A verdadeira propriedade talvez esteja justamente aí: na inteligência bem empregada, nos conhecimentos adquiridos, nas qualidades morais desenvolvidas e nas boas obras que ninguém poderá retirar de nós.

Por isso, talvez os “últimos momentos” já estejam acontecendo.

Não necessariamente os últimos momentos da vida, morte do corpo físico, mas os últimos momentos de um velho modo de viver.

A água, limpa.

O fogo, transforma.

A terra, é revolvida.

As estruturas, são abaladas.

E, depois de tudo isso, uma pequena semente pode encontrar espaço para nascer.

Talvez seja esse o sentido daquela criança sorridente que caminhava conosco.

Talvez o novo não venha para apagar completamente o velho, mas para aprender com ele, corrigir seus excessos e fazer nascer algo melhor.

E então fica a pergunta:

Qual é o velho normal que precisamos deixar para trás para que um novo modo de viver possa nascer em nós?

“Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”

(Mateus 6,21)


By MângelaCastro - 14/8/2026

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Quando o Sinal Alerta, a Vida Vem Primeiro ...

Fé não dispensa prudência. Deus nos protege, sim — mas preservar a vida também é um ato de amor e discernimento.

Bom dia com prudência, razão e fé...

Acordei em silêncio e discernimento depois de ler sobre um raio que caiu sobre uma multidão reunida em um ato político.

O que mais me inquietou não foi o fenômeno natural, posto que este vem ocorrendo por quase todo nosso planeta, as estações climáticas mudaram e estão mais redundantes, estrondosas — mas a pressa em chamá-lo de “sinal de Deus”. É preciso cuidado ao intitula-la.

Na Escritura, Deus se manifesta com poder, sim, mas não para ferir o Seu povo.
Em Êxodo 19, o trovão e o relâmpago recaem sobre o monte Sinai, não sobre a multidão que seguia Moisés. O povo é preservado. O sinal não é destruição, é orientação.

Junto ao trovão veio a Lei — não o castigo.

Tudo o que vem de Deus chama à ordem, à consciência, à vida.
Nunca ao caos, à morte ou ao medo coletivo.

Deus fala, mas fala com amor.
É Pai — e Pai corrige educando, mostrando caminhos, iluminando escolhas.
Sua voz não se confunde com a imprudência humana, nem com discursos que colocam vidas em risco.

Vivemos um tempo que inspira cuidados.
O clima está alterado, mais intenso, mais instável em todo o planeta — isso é fato.
Fé não dispensa responsabilidade. Confiança em Deus não elimina prudência.

Há um ditado simples e verdadeiro:

Deus protege, sim — mas que cooperemos fechando bem nossas portas.

Proteger-se também é um ato de fé.

Cuidar da vida é reverência.
Discernir é espiritualidade madura.

Deus é luz que dissipa o medo, não o produz.
É segurança, não exposição irresponsável.
É amor que preserva, não espetáculo que fere.

Que saibamos ouvir Sua voz —
não no estrondo que assusta,
mas na consciência que orienta.

Nos passos de luz que nos conduz...

Quem lê com atenção a história vivida por Jesus pode discernir:

Ele falava ao povo em campos abertos, à beira do mar, e até em meio às tempestades — sempre protegendo. Mas, ao pressentir perigo ou perseguições infundadas, preservava-se e também aos seus, reunindo-se em ambientes seguros: cavernas, casas de amigos, lugares discretos. Jesus nunca afrontou, nunca subestimou o risco. Manifestou Seu poder sem se impor, sem ferir — ensinando que fé e prudência caminham juntas.


By MângelaCastro - 26/1/2026

ENTRE A FÉ E A HISTÓRIA: QUANDO O CONHECIMENTO NOS ENSINA A PERGUNTAR E CONHECER!

  “Que tenhamos sempre a humildade de aprender, a coragem de pensar e a delicadeza de respeitar.” Que tenhamos uma manhã que já vai longe, ...