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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Lá Não Precisa de Pão: Reflexões Sobre Almas em Partida (Inspiração em José de Paula)

 Bom dia!

___Há despedidas que doem sem explicação.

___Há encontros que a alma reconhece antes do nome.
___Talvez nem tudo precise ser entendido — apenas sentido.

Concorda comigo?

Bora lá, entender um "cadinho" mais essas questões de "mistérios"?

Hoje sigo refletindo sobre o ato de partir desta estação chamada vida — quando as cortinas do palco se fecham e a alma segue viagem. Uma jornada grandiosa e infinita, pelos orbes celestes e, quem sabe, também terrenos. O universo é imenso, como nos ensinou Jesus:
“Na casa de meu Pai há muitas moradas.” (João 14)

Independentemente das crenças individuais, há vida pulsando para além do que nossos olhos alcançam. Santo Agostinho já nos falava dessa interação entre dois mundos, quando deixamos a veste corporal e nos revestimos das vestes espirituais. Allan Kardec, pesquisador rigoroso e quase cético, também nos apresenta, em seus estudos, essa travessia contínua entre a Terra e o Céu.

Para compreender melhor o que a vida tenta nos dizer, muitas vezes é necessário buscar estudos sérios e responsáveis. Ainda assim, nem tudo nos pode ser revelado. O próprio Jesus advertiu seus discípulos de que nem todas as verdades poderiam ser compreendidas naquele tempo. Nossa mente, por vezes, ainda não está preparada.

Talvez por isso, o essencial seja mais simples: aprender a amar, respeitar a liberdade do outro e vigiar nossos próprios passos.
“Orai e vigiai” (Mateus 26:41) não é um convite ao medo, mas à consciência — especialmente quando surgem conflitos entre a carne e o espírito.

Shakespeare já intuía isso ao dizer:
“Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a vã filosofia.”
Se tentarmos compreender tudo racionalmente, enlouquecemos. Melhor acolher, sentir, guardar o que edifica e viver com honra, pois o bem — ou o mal — que fazemos ao outro, inevitavelmente retorna a nós.

Ontem, conversando com o pai de meu filho sobre a partida de alguém que ele sequer conheceu pessoalmente, ouvi a pergunta sincera:
Como posso sentir tanta tristeza por alguém que nunca encontrei? Por que fiquei tão emocionado?

Tentei explicar o inexplicável. Às vezes, só a poesia alcança o que a razão não explica. Como no soneto de Camões, quando descreve o amor como contradição viva — dor que não dói, ferida que arde sem se ver.

Compartilhei então uma experiência pessoal: um encontro aparentemente casual, mas profundamente marcado. Fui levada por minha irmã a um lugar onde acreditávamos que ela conversaria com alguém. No entanto, percebi que eu era o verdadeiro motivo daquele encontro. Um senhor, já próximo dos noventa anos, espírita de fé e generosidade, conversou longamente comigo, como se lesse silenciosamente tudo o que eu nunca verbalizara.

Preocupava-se com a continuidade de suas obras, com o bem que fazia. Eu lhe dizia que nada se interrompe quando se vive no amor. Ele discordava. Até que chegou o dia da despedida. Ao sair do salão onde distribuía sopas, disse-me algo que nunca esqueci:
Lá não precisa de pão. Aqui, sim.

Antes de partir, voltou-se duas vezes para mim. Na primeira, disse:
Nunca me esquecerei de você.
Na segunda:
Você pode bater. A sua batida não dói.

Fiquei em silêncio. Só mais tarde compreendi: ele tocava feridas que eu mesma não sabia nomear. Talvez sua última obra de caridade tenha sido essa — ajudar-me a me reerguer, a reencontrar-me.

Disse então ao pai de meu filho: é assim que acontece quando encontramos almas afins. Talvez de outras vidas, talvez apenas de outros tempos do espírito. Almas que estão de partida e que, de algum modo, ainda precisam nos tocar, nos acordar.

Esses encontros são mais comuns do que imaginamos. O que nos falta, muitas vezes, é despertar. Andamos distraídos, voltados apenas para nossos próprios quereres. Quando acordamos, ficamos assim mesmo — sem entender muito, mas profundamente tocados.

Vivemos tempos de festa. E há um ditado popular que combina bem com esse período de grandes avenidas da vida:

“O tempo urge na Sapucaí.”

Em verdade, pensemos bem.
É tempo, sim, de alegria.
Mas também é tempo de celebrar a vida com consciência, honrando as oportunidades que Deus nos presenteia todos os dias — antes que o desfile passe… e não volte.

__Um conselho que chegou aqui de agorinha: __ Gente, não queira passar, e ou obstaculizar, o caminho do outro, só para beneficiar seu querer, posto que, o que vem logo à frente, pode ser pior do que o obstáculo que colocou no caminho do outro... Fechou? 😉

By MângelaCastro - 30/1/2026

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

É Preciso Fazer de Novo: Um Sonho, Uma Preparação”

 

____Às vezes, Deus nos fala em silêncio — e os sonhos se tornam pontes de auxílio, cuidado e autoconhecimento. Ouvir o que a alma revela também é uma forma de se evangelizar, se educar para a vida. ____

Assim, hoje eu vos convido a: ___observar, acolher, discernir, agradecer pelo dom da vida e as experiências que Deus nos concede todos os dias de infinitas formas e sinais, pontes de amor, de alivio para o cansaço, de fortaleza e cura para a alma, para enriquecer nossa jornada… e seguir.

E assim desperto para mais um dia de trabalho e partilha espiritual, com desejos de um bom dia e de paz para os paises em guerra, em conflitos, fazendo acordos, principalmente os que se intitulam cristãos!

Deus conosco, sob as bênçãos de Nossa Senhora! Assim, sem contestar os caminhos que Deus preparou para essa minha jornada, seja envolta em marés revoltas, ou brandas com leve sopro para a alma, então, me sentindo abraçada por essa proteção, que iniciei minha manhã orante e reflexiva. Pois, na noite passada, que se despedia — já quase amanhecendo — vivi um encontro que ficou pulsando em mim como revelação silenciosa. Um sonho que me inspirou às verdades de Jesus. (Atos 2:17"Jeremias 29:11, Daniel 2;28, Gênesis 37:5

Esses versículos mostram que Deus pode usar os sonhos para comunicar Seus planos orientar nossas vidas.

Veja bem, foram anos valorosos para mim o que agora compartilho. Estive com uma irmã de fé, de caminhada e de trabalho no bem. Mulher íntegra, caridosa, de profunda espiritualidade e amor ao serviço fraterno. Como todo grupo que se propõe a evangelizar pelo exemplo, vivia os ensinamentos de Jesus na prática cotidiana da caridade, do acolhimento e da fraternidade. Foi uma irmã entre tantas outras que presidiu, com dedicação e amor, uma casa de sopa onde aprendi a servir, por mais de dez anos — um tempo de preparo espiritual vivido de forma simples e quase anônima. Essa experiência sempre me recordou o próprio Jesus, que antes de sua vida missionária passou por um período de recolhimento, oração e amadurecimento espiritual junto a comunidades de profunda fé e vida fraterna, como a dos essênios. Ali a pedido da espiritualidade da casa, muito bem dirigida, aprendi a exercer meu dom de escrevente e cresci na escuta interior, compreendendo que a verdadeira evangelização começa no silêncio do coração e se expressa no cuidado com o outro.

No sonho, essa amada irmã,(deixo de citar nomes para cuidar da privacidade familiar, e aqui, denominar pessoas não é o objetivo da postagem mas compartilhar minha experiência espiritual e filosofia de vida.) ela estava com seu esposo, agora viúvo, que ainda caminha no meio de nós, em um quarto muito pequeno, simples, quase provisório. Parecia que haviam chegado ali a convite de um senhor que lhes arrumara aquele espaço em um prédio. Sentei-me ao seu lado, numa cama ainda por arrumar. Tudo ali me dizia que o ambiente precisava ser reorganizado, preparado.

Ao nosso lado, havia uma colcha de retalhos, bem colorida. E eu, inquieta, insisti em perguntar:

É isso mesmo que você quer, a chamando pelo seu nome!?

Com a calma que sempre lhe foi própria, ela me respondeu:

Sim, Maria. É preciso fazer de novo. Tentar de novo, me respondeu ela…

"___nascer novamente, sendo velho. Jesus esclareceu que novo nascimento é 

espiritualnão físico, envolve nascer "da água do Espírito" (João 3:5).

Depois que saí daquele lugar, deparei-me com uma jovem mãe, com dois filhos ainda bebês. Em meus braços, eu segurava uma menininha — que no sonho seria filha do meu filho. Vi então meu próprio filho dormindo tranquilamente entre duas crianças.

Disse à moça, que no sonho era amiga dele:

Olhe… não precisa se preocupar. Eles estão bem. Estão em paz.

Na terceira e última cena, vi minha irmã saindo de carro. Um carro diferente dos que estamos acostumados a ver. Na carroceria, havia uma grande pele de um animal — parecia a pele de um boi. Dentro do carro, três moças que não conheço, que não fazem parte do meu círculo de convivência. Elas seguiam para uma festa, estavam bem trajadas e com cores claras, o carro era sem capota, estilo de jovem, e tinha uma tonalidade creme bem suave.

No fundo, senti um leve receio. Mas, ao mesmo tempo, sabia que tudo seguia conforme precisava ser.

De repente, uma das moças desceu do carro e resolveu voltar para casa. Sentiu medo. Logo atrás dela vinha minha irmã, correndo de volta também.

Perguntei:

O que aconteceu, Margo? Por que estão voltando?

Ela me respondeu:

Ela não quis mais seguir viagem. Então resolvi voltar com ela, para que não voltasse sozinha.

E então acordei.

O que ficou em mim, sobretudo do encontro com a irmã da casa da sopa, foi a sensação clara de preparação. Como se ela estivesse se organizando para refazer sua vida, em outro plano, em outro tempo, em outra forma de serviço.

Porque, como ela mesma me disse:

____“É preciso, Maria, tentar de novo. fazer de novo” (João 3:5)

Dessa forma, percebo que nossas idas e vindas sejam exatamente isso: convites da espiritualidade para recomeços necessários. É como coser uma grande colcha de retalhos, nossos pedaços de vida, vamos assim fechando um quadro e abrindo um novo, nada deve ficar por fazer, incompleto ...

Lembro-me de Chico Xavier, em aparição a José de Paula, esse mesmo contou-me quando lhe fiz uma visita no leito de dor, segundo ele em visão em sua casa, Chico lhe disse com doçura e humor, o chamando por um apelido mútuo, cujo não mais me recordo :

Você está pensando que estou aqui descansando numa rede? Nada disso, meu amigo… sigo trabalhando.

José de Paula, foi presidente de um centro espírita em Franca, também Kardecista, de fraternidade e oração, distribuíam sopas, pães, cobertores no frio, confidenciou-me certa vez quando retornei à sua casa a seu convite para falarmos sobre os tempos de Jesus, que tinha medo de partir e deixar seu trabalho incompleto, eu lhe respondi, que ele podia ficar tranquilo porque nada fica incompleto. Algum tempo depois, também ele retornou à Pátria Espiritual, acometido por um câncer, seu trabalho aqui entre nós, com certeza segue no auxilio. E ficou para mim como legado, sua afirmação, quando saindo da casa de sopa se voltando para trás, olhou para mim, e me disse: ______Nunca te esquecerei!! Você pode "bater" a sua batida não dói"! Foi o ultimo aconselhamento que guardo comigo como tesouro de vida...

Hoje compreendo melhor: o trabalho não cessa. Ele apenas muda de plano, de forma, de vestimenta.

E talvez, no silêncio dos sonhos, o céu encontre maneiras delicadas de nos contar isso.


🌙 LEITURA ESPIRITUAL DO SONHO (EM SÍNTESE)

  • O quarto pequeno e simples → espaço transitório, preparo, adaptação espiritual

  • A cama por arrumar → continuidade do trabalho, nada está “finalizado”

  • A colcha de retalhos → vidas costuradas por experiências, perdas, recomeços

  • “É preciso fazer de novo” → lei do progresso, serviço contínuo

  • As crianças dormindo em paz → proteção espiritual, confiança no amparo

  • O carro e a festa → escolhas da vida, caminhos distintos

  • Voltar para não deixar ninguém sozinho → amor, responsabilidade espiritual, solidariedade que transcende planos


 FRASE FINAL : -Na espiritualidade, ninguém repousa no ócio. O amor nos chama sempre a recomeçar. Como semente lançada ao solo novamente. A VIDA, tanto espiritual tanto como verbo encarnado é sempre recomeços, nada fica estagnado ou perdido na estrada de nossas experiências, de nossos trabalhos, fé orante, tudo é luz, caminho, verdade (João 14:6 )🌿

By MângelaCastro - 23/01/2026
Enviado por MângelaCastro em 23/01/2026
Código do texto: T8541377
Classificação de conteúdo: seguro

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Olá, caríssimos! "Há flores que chamam a atenção pelo perfume. Outras, pela cor. Mas as mais belas são aquelas que simplesmente floresc...