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quarta-feira, 29 de abril de 2026

A COR DA VERDADE



“Nem toda verdade chega como resposta. Algumas chegam como símbolo. ”A cor da verdade não está nos olhos…
mas na coragem de quem decide enxergar.


Antes de tudo, é importante dizer:
a expressão “a cor da verdade” não pertence à teologia,
nem à Bíblia de forma literal,
nem à filosofia clássica.

Não é um conceito formal.

Mas isso não diminui sua força.
Pelo contrário — revela sua natureza simbólica,
a linguagem pela qual a alma, muitas vezes, nos fala.

Há madrugadas em que o silêncio não é ausência…
é presença.

E, por vezes, sou acordada por essa voz interior
que me chama com suavidade e firmeza: e nessa noite

não foi diferente. Ela me disse: 

— A cor da verdade.

É nesse instante que entro em sintonia comigo mesma,
e com minha espiritualidade, com minhas próprias verdades.

E, como confirmação delicada,
na manhã seguinte, ao ouvir a homilia da missa pela Rede Vida,
o sacerdote falava — não sobre a cor da verdade,
mas sobre a "cor do pecado",
aquele que nos consome quando o escondemos dentro de nós.

Suas palavras não trouxeram novidade,
mas luz.
Apenas iluminaram aquilo que, silenciosamente,
já havia sido semeado em mim.

Ser verdadeira em meus atos não é algo extraordinário.
É compromisso.
É fidelidade ao que venho aprendendo
nesses amanheceres e caminhares da vida.

A verdade não tem cor física.
Mas nós precisamos de imagens para compreendê-la.

Por isso, a fé também se expressa em formas, rostos e símbolos —
nas imagens dos santos, nas diversas faces de Cristo,
e até na tentativa humana de imaginar o invisível.

Assim, quando surge algo como “a cor da verdade”,
não se trata de aparência,
mas de revelação.

A forma como ela chega.
A maneira como é recebida.
E o estado interior de quem a acolhe.

Porque há quem ouça… mas não escute.
Há quem veja… mas não queira enxergar.

E, quando a verdade se mistura às próprias ilusões,
nasce o engano — muitas vezes doloroso.

Mas não posso ser conivente com uma verdade distorcida,
nem em mim, nem no outro.

A verdade liberta.
A ilusão aprisiona.

Na tradição cristã, a verdade está ligada à luz.
E não por acaso.

A luz revela, ilumina, não esconde.

E como disse Cristo:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” (João 14:6)

Foi assim que compreendi, nessa madrugada:

A verdade não tem uma única cor.
Ela não se limita ao que os olhos veem,
mas ao que a alma suporta enxergar.

Há verdades que chegam como luz — revelando caminhos.
Outras, como dor — curando o que estava oculto.

Algumas acalmam…
outras inquietam.

A verdade não muda.
Mas nós mudamos diante dela.

E essa voz, que por vezes me visita,
não vem para impor nem para confundir.

Vem para despertar-me.

É no encontro entre a fé, a consciência e o silêncio interior
que a verdade encontra espaço para se revelar.

Não como algo externo que domina,
mas como uma presença que alinha.

Chamo de voz…
mas poderia chamar de consciência iluminada,
de escuta espiritual,
ou de um íntimo diálogo com Deus.

Porque, quando o coração aquieta
e o bom senso guia,
a verdade se mostra.

E em verdade, em verdade,

todas as noites antes de adormecer

Oro, agradeço, e rogo por todo aquele

que de minhas preces precisem.

Não é vaidade, é verdade!

E talvez esse seja o seu maior mistério:
A verdade: não a cor que possui,
mas a forma como se revela em cada um de nós.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
— João 8:32, esteja ela onde estiver ...

By MângelaCastro — 29/04/2026



Enviado por MângelaCastro em 29/04/2026
Reeditado em 29/04/2026
Código do texto: T8615784
Classificação de conteúdo: seguro

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

SILÊNCIO QUE CURA A ALMA CRISTÃ ...

Bom dia amigxs de caminhada incessante..

Assim sigo… tentando poetizar no tempo, entre sonhos e desejos contidos. Permaneço nesse tempo mudo e silencioso, onde apenas minhas mãos conversam comigo, revelando o que meus olhos ainda não veem, mas meu coração já sente, mesmo estando o ser ausente, tão longe de meu querer. E enquanto a chuva cai lá fora, é a alma que, em silêncio, pede para ser lavada, enquanto isso vou criando raízes profundas.

 por dentro.

Hoje amanheci assim, como os poetas de noites enluaradas, ouvindo uma doce e entristecedora música, que me remete a um lindo tema de amor iniciando uma película em uma sala de cinema, enaltecendo o que não é tão belo, como parece ser rs. Dizemos que somos cristãos, que amamos Jesus… mas quantas vezes não conseguimos amar nossos próprios irmãos? E assim seguimos pelas estradas da vida, tentando preencher páginas brancas e vazias do nosso ser. Buscando, como a chuva, lavar por dentro e por fora. É nessa madrugada que abre portais, nessa atmosfera que mistura dor e alívio, que a alma tenta enfim respirar o que há muito silenciou.

Depois de uma noite inteira lavada pela chuva torrencial que desabou sobre os velhos telhados, estamos cá, como a enxergá-los, perdendo o sono como criança que nao quer dormir, ou como a moça que erra a porta e sai vagando por um longo corredor se procurando, mas, o amanhecer chega leve, com temperatura amena. Até os passarinhos, já longe de seus ninhos, parecem agradecer o suave alvorecer.

Então pego o lápis e começo a escrever numa folha branca de um caderno que retiro da estante, estava ali esquecidinho, como criança que adormece no canto da mãe — parecia estar ali à minha espera, saudoso.

Aqui dentro, porém, ventos fortes sopram minha noite sem estrelas. Sem o brilho do luar, as nuvens escurecem ainda mais este lugar, que antes gritava como a dor da alma ferida. Lá fora, a chuva desce incessante, no seu jeito de levar e lavar tudo. Não permite mais intempéries. A rama, do lado de fora, não reclama: apenas se entrega ao vento fresco, e juntas — chuva e rama — permanecem sob a cálida madrugada que parece chorar. Nada mais é sufocante como um fracasso isolante.

Ouço a chuva bater forte na janela, como se pedisse para entrar. Mas não permito. É preciso que cante seu canto antes emudecido ao mundo lá fora, tão nauseante neste agora conflitante.

A noite segue o seu curso. O silêncio toca o fundo dos dias cansados, e o tempo — esse tempo sem tempo — pulsa como as gotas e o vento que sacolejam, lavando o que é imundo, o que não pode mais prevalecer. É como se a madrugada, augusto portal da alma, abrisse espaço para tudo o que é vivo tocar, como dedilhados suaves na harpa.

E quando os ventos chegam e depois se vão, a chuva cessa, e nada mais agride ou confunde a mente. Tudo se aquieta — simples _mente — como um bebê nadando no ventre. Silêncio. Quietude. Um calor suficiente para fazer brotar a rama ansiosa por nascer, erguendo-se direto para o sol, sorvendo as últimas gotas de orvalho da madrugada, da água que lhe lava a alma, e engrandece todos o seres.

Sextooou e eu, a, eu continuo sem muitas novidades, percorrendo os corredores da vida, olhando pela vidraça quebrada pelas fortes rajadas de ventos, às vezes crescentes, outras decrescentes, as vezes verdades, outras mentiras...afinal, sou humana, e mulher de fases, como pássaro preso em uma gaiola ansiando alcançar o céu, e livre, voar, voar como meus pensamentos voam por aí ...

By MângelaCastro - 05/12/2025

Enviado por MângelaCastro em 05/12/2025
Código do texto: T8505209
Classificação de conteúdo: seguro

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

A LUA FRIA E EU: ___ FASES SEGREDADAS"

“A lua e o ano de 2025, já se despede, para renascer em novas manhãs primaveris de um novo ciclo, mas a luz permanece. Assim seguimos nós cristãos: mudando de fase, sem perder o brilho de Jesus.”

Como todo ciclo que se renova, despede-se serena deste ano, levando consigo o frescor e o brilho que derramou sobre ele. Lá no alto, livre em sua dança lenta, vai se afastando dia após dia — um movimento quase imperceptível aos olhos humanos.

A Lua, ainda uma incógnita para a humanidade, não se mostra em sua totalidade, um mistério, e de cá da terra erguem-se os olhos para o céu em busca do seu brilho, da sua presença marcante, um hábito incessante....Uma lua em verdade, com sua irmandade, cheia de buracos, empoeirada, cujos poetas a escreveram, como a lua dos enamorados, lado a lado, terra e lua, com seus encantos, inóspita e bela, és tu lua, não perde sua majestade e impera em nosso céu.

Frequentemente associada à luz à sabedoria, que são características de Jesus. Lua é __-mencionada em versículos que falam sobre luz ordem de Deus, como em Gênesis 1:16, onde Lua é criada para governar noite. Esses versículos refletem sabedoria a grandeza de Deus, que é essência de Jesus
E como é bom percebê-la ainda assim, alta e silenciosa, como quem acena de longe com seu brilho de luar… Um suave balançar, desses que só ela sabe como fazer. Os anos chegam e se vão, mas ela, permanece intocável em sua própria solitude, guardando mistérios que nem o tempo ousa desvendar. Somos filhas, unidas, únicas, regidas junto das estrelas, e essa forma de ser, incomoda os fariseus, não a Deus.

Alma feminina regida por essa senhora de fases, reconheço nela a quietude que me habita — e a maré que me agita, e que faz brotar da seiva novo rebento. Com suas noites enluaradas como o oceano cheio de altos e baixos, almejam descanso depois de suas idas e vindas, ela carrega consigo sonhos, desejos, pensamentos que se deixam levar como as ondas do mar, como um porto seguro, aportam-se nas quentes areias em forma de espumas flutuantes, refletindo sua luz sobre os doces mares dos navegantes, e sobre os campos verdejantes, silenciosa, parece almejar depois de tudo, um remanso. 

Esse silêncio do ser que nem sempre é compreendido… mas que insiste em permanecer. A lua se recolhe e ressurge: às vezes plena, às vezes minguada — sempre luminosa à sua maneira.

Assim também seguimos nós: brilhando quando é tempo, recolhendo-nos quando necessário, mas nunca deixando de ser luz, e vida plena.
 


By MângelaCastro. - 03/12/2025
Enviado por MângelaCastro em 03/12/2025
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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

AFINAL, ONDE ESTÁ O MEU LUGAR ?

  Por MângelaCastro

Bom dia, amores e amorinhas de caminhada incansável. 💛

“Como águas profundas é o conselho no coração do homem; mas o homem de inteligência o trará para fora.”

— Provérbios 20:5

Há quanto andam seus sonhos, suas esperanças, que podem se tornar reais?

A força e o poder é de alma....

Essa noite sonhei com águas e alturas — sinais de que o espírito, às vezes, precisa se "purificar" para encontrar a graça de Nosso Senhor.

É quando o Invisível cuida de nós, sem que, ao menos tomamos tento...

Sonhei com homens que não pareciam homens, mas almas em busca de libertação.

A água jorrava de dentro deles como ansiassem expurgá-las, como se o invisível precisasse pôr para fora o que o coração calou.

E mesmo sobre tábuas frágeis, por onde eu caminhava, entre o medo e o azul do céu, que estava abaixo de meus pés, não acima, mas havia paz. 

Quando despertei, compreendi: ___há sonhos que não vêm para assustar, mas para recordar que a alma também precisa se limpar para reencontrar o caminho.

Como águas que brotam das profundezas do ser, assim é o conhecimento que habita em nós. Ele não pode permanecer oculto — precisa ser partilhado, para que outros também bebam dessa fonte e aprendam a viver com sabedoria.

Porque quem bebe da água divina, como ensina Jesus (João 4, 13-15), nunca mais terá sede: encontra na fé o alimento eterno, e descobre o sentido da verdadeira vida.

Onde escrevo, brotam contos de encontros — nascidos de Minh 'alma. Uns chegam suaves, feito colo de mãe que cheira leite e conforto; outros estremecem o chão, como um tremor que sacode o invisível.


Acordei entre o suspiro e a reflexão — dessas que vêm mansas, depois de um sonho que não fala, apenas mostra o retrato de alguém que mora quieto no coração e acelera o peito.

Lá fora, o vento ainda dançava com a noite. A chuva, firme no telhado, levava na enxurrada o cansaço da saudade, e da tão esperada esperança que parece nunca chegar, enquanto Deus soprava pelas frestas da madrugada um novo fôlego de inspiração.

São ventos que vão e voltam, dando um rolê pelo mundo, curando feridas deixadas pela solidão — e solidão nem sempre diz respeito a grupo de pessoas, mas sim de almas doridas, essas que o tempo insiste em reabrir, feridas que rastejam sem tempo, feito lagartas entre ramos silvestres e caminhos já pisados, almejando a luz do sol que não tarda a chegar e a transforma-la em uma bela libélula que pode pousar mansamente nos beiras de nossas janelas, d' alma, trazendo com ela, renovação de vida que germina todo dia... Novos recomeços!

Mas agora, quero mesmo é alento.

Aquele que sustenta o silêncio dentro do ventre da alma.

Caminho — fora e dentro de mim.

E no silêncio da manhã, ergo o olhar e vejo o revoar dos pássaros: tão livres, tão certos do rumo...

E nasce em mim um desejo, quase urgência:

voar, voar também... e descobrir, afinal, onde está o meu lugar?



Ouço o balanço dos ventos que sopram forte sobre os telhados — e sinto Deus inspirar saudade, lembrança, bom senso, abrigo.

Volto à infância, onde tudo era certeza e afeto, e me pergunto: ___será ali que mora a minha sorte?

Meus amores, meus ardores...

São ventos que vão e voltam, cuidando das feridas abertas pela distância.

Feridas que nos fazem rastejar, fazendo delas remédio que alivia, sob as ramas do tempo, deixando rastros e histórias, como brisas que roçam as copas dos arvoredos e as fazem balançar soltas no relento.

E quando acordo, é como se despertasse sobre pedra — dura, fria — onde o descanso ainda não chegou, e os sonhos fazem parte de todo um processo de equilíbrio, harmonizando: corpo, alma, pensamento.

Entre o encanto e o silêncio da noite, penso no meu remanso.

Como as ovelhas em seu aprisco sonham com o abrigo do Pastor, também eu anseio por esse lugar que acolhe e me leva ao Amor que tudo cuida.

E me pergunto, mais uma vez:

__Afinal, onde está, de verdade, o meu lugar? Eis me aqui, próxima do coração do Senhor.

💭 Reflexão final:

Talvez esteja no instante em que deixo o medo partir e sigo, mesmo sobre as frágeis tábuas que sustentam meus pés no "vazio" da vida, confiando que há sempre um Céu azul à espera — seja acima ou dentro de mim mesma. Porque, no fim, somos nós que edificamos o Reino de Deus onde desejamos habitar. Mas, para alcançá-lo, é preciso antes a purificação da alma.

E isto é para os fortes, corajosos e despretensiosos! 

Contam os evangelhos _ Quando a mulher temendo o julgamento de um povo discriminador,  Homens e mulheres munidos de pedra, prontos para o apedrejamento. Jesus de cabeça baixa, falou: ___"Atire a primeira pedra, quem nunca pecou"! Silêncio profundo se fez naquele lugar. Jesus lhe pergunta escrevendo de cabeça baixa, sobre a terra solta. __Quem está te condenando Mulher? Ela responde de pronto: ___"Ninguém, Senhor", disse ela. Declarou então, Jesus: _____"Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado"... (João 8:11. Versículo da Bíblia Sagrada Online) Então, quem somos nós para condenar quem quer que seja? Afinal, ninguém está isento de pecados...


 By MângelaCastro -30/10/2025

Enviado por MângelaCastro em 30/10/2025
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"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ...