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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

ESPERAR TAMBÉM É CAMINHAR, É VOAR ...

 

___Entre o entardecer que dói e o amanhecer que promete ___ ...

Sinto que nem todo cárcere tem grades. Alguns exigem silêncio, espera e fé no amanhecer.
Talvez a imagem suscite a prisão, mas, 

  • o pássaro não se debate,

  • não rompe a grade à força,

  • ele vigia o horizonte, porque sabe que o céu não se perde.

  • Permito-me partilhar, a partir do meu próprio testemunho de vida,
    o entendimento de que o silêncio cura
    enquanto o amanhecer não chega.
    Nos grilhões do tempo, presença, esperança.

    Às vezes me sinto assim:
    como um pássaro impedido de voar longas e desejadas distâncias.
    Resta-me sonhar, enquanto contemplo o entardecer.

    No meu silêncio, diante do sol que se despede, faço pedidos.
    Peço que ele leve consigo a força dos meus sentimentos,
    como um presente lançado além do horizonte, além-mar.
    E fico ali, nessa partilha segredada, aguardando um novo amanhecer —
    que seja bom e que me liberte dos grilhões do tempo.

    Quantos, como eu, também não se sentem aprisionados?
    Seja nas dores profundas, à cabeceira de um leito,
    nos próprios medos, nas dúvidas que martirizam,
    nas inseguranças que nos cercam.

    E como fazer?
    Bastaria uma varinha de condão, como nas histórias?
    Claro que não.
    Por trás dessas grades, há um processo.
    E todo processo precisa ser caminho.

    É nesse tempo escondido, silencioso e fiel,
    que Deus nos prepara.
    Antes do envio, há sempre um segredo confiado,
    uma escuta atenta,
    um coração disposto.

    Então, quando a voz finalmente pergunta:

    “A quem enviarei? Quem irá por nós?”

    Algo em nosso interior já sabe responder.
    ___Não com pressa,
    ___não por impulso,
    ___mas com a serenidade de quem atravessou a espera:

    “Eis-me aqui, envia-me.” Senhor!
    (Isaías 6:8)

    By MângelaCastro - 15/1/2026 

    Enviado por MângelaCastro em 17/01/2026
    Código do texto: T8536529
    Classificação de conteúdo: seguro

    sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

    SILÊNCIO QUE CURA A ALMA CRISTÃ ...

    Bom dia amigxs de caminhada incessante..

    Assim sigo… tentando poetizar no tempo, entre sonhos e desejos contidos. Permaneço nesse tempo mudo e silencioso, onde apenas minhas mãos conversam comigo, revelando o que meus olhos ainda não veem, mas meu coração já sente, mesmo estando o ser ausente, tão longe de meu querer. E enquanto a chuva cai lá fora, é a alma que, em silêncio, pede para ser lavada, enquanto isso vou criando raízes profundas.

     por dentro.

    Hoje amanheci assim, como os poetas de noites enluaradas, ouvindo uma doce e entristecedora música, que me remete a um lindo tema de amor iniciando uma película em uma sala de cinema, enaltecendo o que não é tão belo, como parece ser rs. Dizemos que somos cristãos, que amamos Jesus… mas quantas vezes não conseguimos amar nossos próprios irmãos? E assim seguimos pelas estradas da vida, tentando preencher páginas brancas e vazias do nosso ser. Buscando, como a chuva, lavar por dentro e por fora. É nessa madrugada que abre portais, nessa atmosfera que mistura dor e alívio, que a alma tenta enfim respirar o que há muito silenciou.

    Depois de uma noite inteira lavada pela chuva torrencial que desabou sobre os velhos telhados, estamos cá, como a enxergá-los, perdendo o sono como criança que nao quer dormir, ou como a moça que erra a porta e sai vagando por um longo corredor se procurando, mas, o amanhecer chega leve, com temperatura amena. Até os passarinhos, já longe de seus ninhos, parecem agradecer o suave alvorecer.

    Então pego o lápis e começo a escrever numa folha branca de um caderno que retiro da estante, estava ali esquecidinho, como criança que adormece no canto da mãe — parecia estar ali à minha espera, saudoso.

    Aqui dentro, porém, ventos fortes sopram minha noite sem estrelas. Sem o brilho do luar, as nuvens escurecem ainda mais este lugar, que antes gritava como a dor da alma ferida. Lá fora, a chuva desce incessante, no seu jeito de levar e lavar tudo. Não permite mais intempéries. A rama, do lado de fora, não reclama: apenas se entrega ao vento fresco, e juntas — chuva e rama — permanecem sob a cálida madrugada que parece chorar. Nada mais é sufocante como um fracasso isolante.

    Ouço a chuva bater forte na janela, como se pedisse para entrar. Mas não permito. É preciso que cante seu canto antes emudecido ao mundo lá fora, tão nauseante neste agora conflitante.

    A noite segue o seu curso. O silêncio toca o fundo dos dias cansados, e o tempo — esse tempo sem tempo — pulsa como as gotas e o vento que sacolejam, lavando o que é imundo, o que não pode mais prevalecer. É como se a madrugada, augusto portal da alma, abrisse espaço para tudo o que é vivo tocar, como dedilhados suaves na harpa.

    E quando os ventos chegam e depois se vão, a chuva cessa, e nada mais agride ou confunde a mente. Tudo se aquieta — simples _mente — como um bebê nadando no ventre. Silêncio. Quietude. Um calor suficiente para fazer brotar a rama ansiosa por nascer, erguendo-se direto para o sol, sorvendo as últimas gotas de orvalho da madrugada, da água que lhe lava a alma, e engrandece todos o seres.

    Sextooou e eu, a, eu continuo sem muitas novidades, percorrendo os corredores da vida, olhando pela vidraça quebrada pelas fortes rajadas de ventos, às vezes crescentes, outras decrescentes, as vezes verdades, outras mentiras...afinal, sou humana, e mulher de fases, como pássaro preso em uma gaiola ansiando alcançar o céu, e livre, voar, voar como meus pensamentos voam por aí ...

    By MângelaCastro - 05/12/2025

    Enviado por MângelaCastro em 05/12/2025
    Código do texto: T8505209
    Classificação de conteúdo: seguro

    AMOR SEM LIMITES... OU AMOR-PRÓPRIO?

    Olá, caríssimos! "Há flores que chamam a atenção pelo perfume. Outras, pela cor. Mas as mais belas são aquelas que simplesmente floresc...