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quinta-feira, 30 de abril de 2026

ENTRE O PASSO E O SILÊNCIO ...

 


Bom dia de quinta-feira, estamos ainda caminhando dentro do tempo da Páscoa de Jesus, um tempo precioso de revelações, guiando-nos diante dos mistérios da fé. Assim podemos seguir adiante. 

E é sempre graça, amor, esperança e vida de renovo espiritual.
iniciar cada manhã, com Jesus, Nosso Senhor, juntos, em oração.
E poder comemorar vida germinativa, com mais um dia que nasce, é bênção...Sorria, a vida nos espera lá fora, reflorescente!
Havia um convite. Sim, e feliz de quem aceita!

E eu aceitei, e fui ...primeiro de corpo presente,

Depois de alma e coração.

Primeiro um convite ...

Não anunciado em voz alta,
mas sentido — desses que chegam ao coração
antes mesmo de serem compreendidos.

Era um momento de fé,
um encontro em comunidade,

e de agradecimentos ...

Quase uma festa silenciosa da alma,
onde cada uma levava consigo suas dores,
gratidões…e seus desejos mais íntimos de aproximação<

Com Ele, Nosso Senhor dos Caminheiros...

O que leva os Seus servos em missão...

E lá fomos, caminheiros do Senhor ...

Levei comigo o que tinha de mais verdadeiro:
nossa presença,
nossa oração,
e um coração disposto a se achegar, 

e por que não aconchegar?

Mas há caminhos que não se fazem com os pés.

Enquanto tudo ao redor convidava ao encontro,
algo dentro de mim pedia quietude.
Não era ausência de vontade —
era excesso de sentir.

Permaneci.

Aquietada no meu lugar,
como quem compreende que nem toda aproximação
precisa de movimento visível.

Observei. Senti.

E ali, no silêncio,
algo maior aconteceu.

Porque há encontros que não se dão no abraço,
nem na palavra,
nem no gesto.

Eles acontecem no invisível.

Na oração que alcança sem tocar.
No olhar que compreende sem dizer.
Na presença que, mesmo distante,
já é comunhão.

Talvez, naquele instante,
o mais importante não fosse ir ao encontro —

para o abraço, tão esperado e abençoado!

mas permitir que o encontro viesse até mim,
na forma mais pura que existe:
a do Espírito Santo, mas, o abraço não se aproximou

E lagrimas rolaram com o canto do Espírito Santo, esse canto tem a leveza que me transporta para uma fé profunda, íntima, entre somente Deus e eu, um canto de entrada da celebração...Era resposta ... Depois a "Minha Essência"

Ouvindo esse canto profundo de amor, não é de derramar lágrimas sobre nós?

E então entendi…

Nem sempre é sobre dar o passo.
Às vezes, é sobre confiar... apenas entregar-se...
que, quando o coração está no lugar certo, com as pessoas certas

e estava ...
Deus faz o resto, do caminho.

E ali, onde a alma que buscava, permaneceu,
no silêncio, não houve distância, aliás, até curta.

Bastavam poucos passos ... Estava ali, frente a frente ...

Não houve inércia, as coisas de Deus não se explica

apenas se sente e agradece ...

Mas, houve paz. Gratidão por estar ali com meu filho,

e com um servo de Deus que há anos venho seguindo os passos e ouvindo suas súplicas do coração, de longe, movido pela fé, pelas

provações, pelas renúncias, pelo carinho ao que faz, e a plenitude

de saber amar e conduzir os fiéis no verdadeiro

Caminho, Verdade e Vida (Plena) nunca se deixe perder

da humildade, só essa enobrece a alma e nos eleva ao Pai.

Amaremo-Nos, até o infinito... O dom do Espirito Santo, é antes de tudo carisma, e esse, alguns servos de Deus teem de sobra ...


By MângelaCastro - 28/4/2026

quarta-feira, 29 de abril de 2026

A COR DA VERDADE



“Nem toda verdade chega como resposta. Algumas chegam como símbolo. ”A cor da verdade não está nos olhos…
mas na coragem de quem decide enxergar.


Antes de tudo, é importante dizer:
a expressão “a cor da verdade” não pertence à teologia,
nem à Bíblia de forma literal,
nem à filosofia clássica.

Não é um conceito formal.

Mas isso não diminui sua força.
Pelo contrário — revela sua natureza simbólica,
a linguagem pela qual a alma, muitas vezes, nos fala.

Há madrugadas em que o silêncio não é ausência…
é presença.

E, por vezes, sou acordada por essa voz interior
que me chama com suavidade e firmeza: e nessa noite

não foi diferente. Ela me disse: 

— A cor da verdade.

É nesse instante que entro em sintonia comigo mesma,
e com minha espiritualidade, com minhas próprias verdades.

E, como confirmação delicada,
na manhã seguinte, ao ouvir a homilia da missa pela Rede Vida,
o sacerdote falava — não sobre a cor da verdade,
mas sobre a "cor do pecado",
aquele que nos consome quando o escondemos dentro de nós.

Suas palavras não trouxeram novidade,
mas luz.
Apenas iluminaram aquilo que, silenciosamente,
já havia sido semeado em mim.

Ser verdadeira em meus atos não é algo extraordinário.
É compromisso.
É fidelidade ao que venho aprendendo
nesses amanheceres e caminhares da vida.

A verdade não tem cor física.
Mas nós precisamos de imagens para compreendê-la.

Por isso, a fé também se expressa em formas, rostos e símbolos —
nas imagens dos santos, nas diversas faces de Cristo,
e até na tentativa humana de imaginar o invisível.

Assim, quando surge algo como “a cor da verdade”,
não se trata de aparência,
mas de revelação.

A forma como ela chega.
A maneira como é recebida.
E o estado interior de quem a acolhe.

Porque há quem ouça… mas não escute.
Há quem veja… mas não queira enxergar.

E, quando a verdade se mistura às próprias ilusões,
nasce o engano — muitas vezes doloroso.

Mas não posso ser conivente com uma verdade distorcida,
nem em mim, nem no outro.

A verdade liberta.
A ilusão aprisiona.

Na tradição cristã, a verdade está ligada à luz.
E não por acaso.

A luz revela, ilumina, não esconde.

E como disse Cristo:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” (João 14:6)

Foi assim que compreendi, nessa madrugada:

A verdade não tem uma única cor.
Ela não se limita ao que os olhos veem,
mas ao que a alma suporta enxergar.

Há verdades que chegam como luz — revelando caminhos.
Outras, como dor — curando o que estava oculto.

Algumas acalmam…
outras inquietam.

A verdade não muda.
Mas nós mudamos diante dela.

E essa voz, que por vezes me visita,
não vem para impor nem para confundir.

Vem para despertar-me.

É no encontro entre a fé, a consciência e o silêncio interior
que a verdade encontra espaço para se revelar.

Não como algo externo que domina,
mas como uma presença que alinha.

Chamo de voz…
mas poderia chamar de consciência iluminada,
de escuta espiritual,
ou de um íntimo diálogo com Deus.

Porque, quando o coração aquieta
e o bom senso guia,
a verdade se mostra.

E em verdade, em verdade,

todas as noites antes de adormecer

Oro, agradeço, e rogo por todo aquele

que de minhas preces precisem.

Não é vaidade, é verdade!

E talvez esse seja o seu maior mistério:
A verdade: não a cor que possui,
mas a forma como se revela em cada um de nós.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
— João 8:32, esteja ela onde estiver ...

By MângelaCastro — 29/04/2026



Enviado por MângelaCastro em 29/04/2026
Reeditado em 29/04/2026
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sábado, 25 de abril de 2026

🌿 A CICATRIZ E O RECOMEÇO 🌿

 

Nem toda dor vai embora…

algumas se tornam cicatriz.

Mas a renovação começa

quando você decide não morar mais nela.

🌿 Leia. Sinta. Recomece.

Ele cura os de coração quebrantado e trata das suas feridas.”
Salmos 147:3

Há dores que não gritam…

mas permanecem.

Quando nos sentimos traídos em nossa lealdade,

abre-se uma ferida profunda.

E dói… não apenas pelo que o outro fez,

mas pelo que nós esperávamos dele.

Temos o hábito — quase automático —

de depositar no outro aquilo que carregamos dentro de nós:

amor, entrega, verdade.

Mas esquecemos de perguntar:

o outro queria?

o outro sabia amar como nós amamos?

A cicatriz nasce.

No início, é aberta, sensível, exposta.

Depois, com o tempo, fecha…

mas não desaparece.

E talvez não deva desaparecer.

Porque a cicatriz não é o fim da dor…

é a prova de que sobrevivemos a ela.

Mas há um ponto essencial:

não podemos transformar a cicatriz em morada.

Ela é memória…

não destino.

A renovação começa quando compreendemos

que o outro não nos deve aquilo

que nunca prometeu com verdade.

E mais ainda…

quando decidimos recolher nossas expectativas,

reorganizamos nossos sentimentos

e devolvemos ao outro a responsabilidade de ser quem é.

Renovar não é esquecer.

Não é fingir que não doeu.

É olhar para dentro e dizer:

“isso me atravessou… mas não me define.”

Há uma força silenciosa nesse processo.

Uma coragem de recomeçar

sem carregar o peso da cobrança,

sem exigir do outro aquilo que ele não pode dar.

A cicatriz permanece…

mas já não fere.

E no lugar da dor constante,

nasce algo novo:

clareza,

maturidade,

e uma forma mais consciente de amar.

e não novamente simplesmente me entregar.

Porque, no fim…

não se trata do que fizeram conosco,

mas do que escolhemos fazer com isso.

E assim, aos poucos,

a alma se recompõe…

não como era antes,

mas mais forte,

mais lúcida,

mais inteira.

Como a semente levada pelos ventos,

Cai em outras plagas, e se faz um renovo

Novas cores, novo perfume, trazendo consigo

Uma entrega leve, e espero não passageira,

Alegrando nossos olhares vazios...

É só soltar o laço, e correr pro abraço.

"Eis que faço novas todas as coisas.”
Apocalipse 21:5

— MângelaCastro - 26/4/2026

Enviado por MângelaCastro em 25/04/2026
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sexta-feira, 24 de abril de 2026

✨ "O COPO SEXTAVADO"

 Bom dia queridos e queridas que vão chegando por aqui, e me deixa feliz, feliz ...!  



✨ Nem toda fé que se mostra… é verdadeira. Mas a alma limpa — por dentro e por fora — sempre revela Deus.

Este texto não nasce com a intenção de criticar ou julgar qualquer religião, crença, doutrina ou forma de fé. Nasce de reflexão, sonho, espiritualidade.

Ele surge, na verdade, de uma reflexão pessoal — inspirada por uma série que assisti e por um sonho que tive.

O que encontrei ali não foram respostas definitivas, mas provocações silenciosas… daquelas que nos convidam a olhar para dentro.

Nessa manhã, talvez pela primeira vez,

tentei segurar um sonho dentro de mim.

Eu repetia, quase em súplica silenciosa:

— Não posso esquecer… preciso escrever. Há uma mensagem aqui.

E consegui guardar a cena que mais me tocou.

O sonho veio depois de uma noite comum —

antes de dormir, assistia a uma minissérie de oito episódios.

Embora parecesse semelhante a tantas outras,

essa, em especial, mexeu comigo, seu título, me chamou a atenção… como mulher questionadora, penso que não devo "engolir sapos", ou tudo que aparenta ser, há divergências, e como alguém de fé, tenho que equilibrar entre a razão e o coração... (Santo João Paulo II).

A série que assisti "SEM SALVAÇÃO". Tem Cenas fortes.

Uma comunidade fechada, de regras rígidas,

com aparência religiosa… Como muitas de nossas realidades conversam entre si... e sim, ainda impera em algumas delas, o "machismo", a mulher nasceu para servir ao homem em todos os sentidos, se não, é pecadora, descumpridora de seus deveres! Oi? para mim, sinônimo de família: é Amor Fraterno, Cumplicidade, Parceria, Respeito pelos sentimentos entre si, SIM, SIM, NÃO, NÃO... e muitas dessas comunidades que se mostra na história dos tempos, são em verdade, marcadas pela presença inquietante dos chamados “falsos profetas” sempre tem, talvez faça parte de nossas necessidades morais ,éticas, de estarmos mais atentos, trabalhar mais nosso bom senso crítico. Não sendo assim, entendo que, acaba afastando fieis de suas congregações, quando despertos na íntima verdade.

(Jeremias 14:14, Deuteronômio 13:1-3 e Marcos 13:22-23.)

Ainda não terminei de assisti-la ( a mini série)— o sono me venceu.

Mas algo daquela história permaneceu em mim.

O título da minissérie: Sem Salvação! Ops!

E pensei…

não estamos todos, de alguma forma,

em busca da nossa própria salvação?

E talvez… ela não seja tão simples quanto parece.

Foi então que o sonho aconteceu.

Vi um homem — de aparência indiana, bem moreno, vez ou outra sonho com indianos, eles dialogam comigo —

e, ao mesmo tempo, ouvi uma voz forte, masculina.

Uma voz que não apenas falava…

mas mostrava.

Diante de mim, suspenso no ar,

um copo.

Sextavado.

Liso.

Sem adornos.

Transparente.

Limpo por dentro e por fora.

Brilhava intensamente…

e do seu brilho (lux), pequenas estrelas reluziam-se, salpicando entre si... como a chamar minha atenção.

E a voz disse:

— Mariangela… é assim que tem que ser.

(entendi como, que para entrar no reino de Deus, temos que procurar ser como esse copo, limpo por dentro e por fora)

Foi assim que nessa noite, entre sonhos e silêncios,

Deus não me falou em palavras difíceis…

me mostrou um copo.

Simples.

Liso.

Sem ornamentos.

Transparente.

Limpo.

Brilhante.

E ainda assim…

pleno.

Era sextavado.

Lapidado.

E do seu brilho,

a luz não ficava contida…

ela se espalhava.

Como raios de luz saindo dele.

Como pequenas estrelas.

E então entendi…

Não basta parecer puro —

é preciso ser verdadeiro.

Sem excessos.

Sem máscaras.

Sem enfeites que escondam o essencial.

Há vozes que gritam em nome de Deus,

mas oprimem, ferem e distorcem.

Vestem-se de luz…

mas não suportam a própria transparência.

E há aqueles, imperfeitos aos olhos do mundo,

que mesmo marcados pela vida,

ainda refletem humanidade, sendo luz para o caminho.

O Reino não se abre pela aparência,

nem pela dureza das regras.

Ele se revela

na alma que se deixa lapidar.

Ser de Deus…

é ser simples…

e ainda assim, inteiro.

É brilhar…

sem precisar se enfeitar.

É iluminar…

sem perceber que se ilumina.

Por dentro…

e por fora.

By MângelaCastro - 24/04/2026

quarta-feira, 22 de abril de 2026

O MAR VIROU, NAVEGADOR…

 “Quando o mar vira, a alma revela do que é feita, e enfrenta suas próprias ondas" ...


A, navegador… o mar se virou.

A vira, virou, navegador… o mar virou.

Foi essa canção que brotou dentro de mim
nesta manhã que já chegou agitada,
burilando todo o meu ser
neste quase nada que sou
diante deste grande e profundo
oceano da vida — onde tudo nasce.

Um mar revirado de lutas,
de ondas bravias,
quando a vida não se faz
do jeito que queremos.

E então… o mar se revira.
Nosso barco vira palha.

Assim estou eu nesses dias:
saí a navegar em busca
de águas profundas,
onde os peixes habitam.
Já direcionava Jesus: ____
"Joguem suas redes
em águas mais profundas"!  
(Lucas 5:4) Obedecer, não é difícil!
Quando se tem medo de perder.

Mas o vento soprou forte…
e tudo se revirou.

O mar se fez revolto
— e não se apiedou.

Eu, enquanto navegadora,
atirei-me de corpo e alma
sobre as ondas bravias,
onde o vento gritava.

Ainda ressoa em mim
a doce ilusão de encontrar
o alimento que nutre
não só os sentimentos,
mas a minha alma.
"doces momentos".

Doce, é a ilusão…
que se quebrou mais uma vez,
como um espelho antigo
pendurado na parede —
silencioso, imóvel,
até o instante da queda.

E então vem o terremoto:
emoções que  se rompem
de cima a baixo, nesse meu
coração navegador. Busca_dor.
Ela foi identificada na tribulação!

Por Aquele que acreditava
ser dono de si mesmo, e de tudo...
se esvanece…

Treme como o mar bravio,
e recua...Não é a hora!

Naquele instante,
não importa mais a aurora,
mas a sobrevivência.

Mais uma vez,
a ilusão venceu.

Mas… depois de tudo revirado,
algo novo há de nascer.

Porque a ilusão
é nada mais que ilusão:
sente-se…
mas não se vê,
não se toca.

É passageira.
Imaterial.

E eu…
posso até me perder nessas ondas,
posso até me desfazer por dentro…

Mas não me entrego.

Se for para naufragar,
que seja tentando. ___
Porque "eu sou" navega_dora.
E talvez você seja, navega_dor!

Veja, bem ...

“Em tudo que fazemos na vida, só faz sentido se nos doarmos,
mas nessa doação, tem que haver retorno…
pois quando só um doa o alimento, o outro silencia —
e quem doa, um dia, se cansa"! É como essa poesia navegador, vai buscar seu alimento em outros mares da vida ...



✍️ By MângelaCastro – 22/04/2026

Enviado por MângelaCastro em 22/04/2026

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terça-feira, 21 de abril de 2026

🌿TIRADENTES, O "CRISTO CÍVICO": FOLHEANDO A VIDA DE TRÁS PARA FRENTE.🌿🌿🌿

"Nem sempre seguimos em frente às vezes, é voltando nas páginas da vida que nos encontramos".


Tenho um velho hábito… digo velho, porque caminha comigo desde a infância. Talvez desde os meus seis anos, quando fui alfabetizada — o que, para o meu tempo, já era quase um prenúncio.

domingo, 19 de abril de 2026

🌻✨ NEM SEMPRE É A RAZÃO QUE EXPLICA TUDO…

 “Entre o sonho, a despedida e a fé… um renascimento silencioso aconteceu.”



Bom dia amadinhos de Nosso Senhor!

Um nascer de novo… uma breve carta 🌻✨

Hoje, talvez tocada pela liturgia, pelas oblações e pelos rituais da 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos, no Santuário Nacional de Aparecida… Bispo que presidia naquele momento a celebração: - Dom Sérgio, é para mim testemunha viva, de que o Nosso Senhor, convoca quem está realmente em missão junto às periferias, e ele, quando recebeu o chamado para ser Bispo, e estava exatamente em serviço pela igreja em uma das cidades satélites de Brasília, junto aos mais carentes. Como sei disso? Li em entrevista concedida por ele. Simples assim!

E também pela graça vivida ontem por mim e meu filho, em oração junto à Comunidade Hodie,  para meu filho era a primeira vez, para mim não. 

Foi uma celebração juntos,  renovamos em presença plenária, muito especial para mim, assim, orando com pessoas para o Padre que presidiu a celebração, amigas essas especiais para ele, deixou isso bem claro, não queria lhe interromper aquele momento breve e auspicioso, sabe tipo, "tietes"ali querendo aproveitar o momento para abraços, fotos, normal, mas naquele momento eu era mais uma discípula, que aguardava junto aos outros, outras, um momento riquíssimo em revelações, aqui em nossa cidade, fui conduzida a uma memória especial.

Já havia estado ali anos atrás, com o grupo da pastoral ecumênica.
E confesso: guardo aquele momento como se fosse hoje.

Ontem, porém, algo se reacendeu.

Mesmo em minha timidez — que ainda me faz permanecer mais recolhida do que gostaria — estive ali. Presente.
Orando.

A noite era suave.
Lá fora, uma brisa leve tocava o mundo.
Lá dentro, o salão cheio de fiéis pulsava fé.

E, vez ou outra, meus olhos se enchiam de lágrimas.

Ali, compreendi algo em silêncio:

Duas almas podem sofrer… e não é pouco.
Mas ninguém é vítima, senão de si mesmo, quando entrega a própria vida nas mãos de outros.

E então, o pensamento me levou a Cristo.

Ele também se entregou.

E o que lhe restou?
A cruz.

Mas não o fim.

Houve o Ressurgir.

E nele, a revelação:
também nós podemos vencer nossas pequenas mortes — aquelas que nascem de nossos erros, de nossas quedas, de nossos pecados.

Salvos… até de nós mesmos.

Seguimos, assim, como os discípulos no caminho de Emaús — ainda sem compreender tudo, mas caminhando.

E assim será… até que Deus nos recolha.


E você, que me lê agora…

O que deseja renovar em sua vida?
O que ainda pode florescer?

Já observou aquela pequena flor que nasce rente ao chão?
Por volta das onze da manhã, ela se abre inteira, feliz, como quem saúda o sol.
E, com o passar das horas, vai se recolhendo… até adormecer.

Mas nunca desiste.

Amanhã, ela floresce outra vez.

Ontem, meu coração foi assim.

Abriu-se.
Sorriu.

Mesmo com a emoção dos cantos que elevam a alma…
mesmo com dores ainda silenciosas…

Eu estava feliz.

Feliz por estar ali — novamente.
Diferente… mas ainda em oração.

Como os discípulos que aguardavam o retorno do Mestre.

Sem saber exatamente como…
mas sentindo, no íntimo, que algo voltava a viver.

Que a fé reacendia.
Que a esperança ainda ardia.

Veja, bem… falo aqui para você que esteve ontem orando comigo...

Ainda estamos no caminho... Aleluia! Conseguiram nos derrubar, é fato, mas Jesus veio, em corpo e espírito presente, e  nos soprou, e fez a chama dentro de nós outros, reacender, como fogo que não se apaga ...

E você que está me lendo, pensa que acabou aqui, NÃO, ainda tem mais, muito mais história para eu te contar ... como dizia Padre José Geraldo Segantin em homilia: ____Digo que já estou encerrando, e falo ainda mais meia hora!!  É, eu me lembro...😅😅😅desejo de coração que se levante, com o sopro do Espírito Santo em suas narinas, e se recupere e continue seu legado ... assim é a vida, estamos sempre querendo mais e mais, até que um dia a vida faça realmente sentido. Um dos discípulos de Jesus, pode até parar no meio do caminho, talvez cansado, adoentado, mas alguns deles não perdem a esperança de continuar o ciclo da vida, se renovando, caminhando, e assim, continuam seguindo em frente, sempre .... Foi o que Jesus fez!


“Quem quiser ser o maior, seja o servo de todos.”
(Marcos 9:30-37)

A vida se renova a cada instante, como a água do batismo nos renova o espírito, e nos transforma, apagando nossos pecados originais ... 

A semana que passou foi intensa para mim.

O coração batia mais forte, como címbalos, que chamam para a missa.

Sentia um calor ardente, que o suor precisava esfriar.

Todos os  meus sentidos, sabia, algo novo, em mim, acontecia.

Era vida ressurgente!
Pensamentos vieram como ventos para me levar, e eu sabia bem certo o lugar — alguns leves, outros me ancorando em profundas reflexões.

Entre eles, um desejo antigo reacendeu: ___E nesse momento, retrocedi alguns passos para um passado que estava bem aqui ainda latente dentro de mim, e compartilho contigo novamente, pois, para mim ontem, foi um vento que chegou forte para me levar, assim como um dia eu queria ver o Papa Francisco em Aparecida.

Sabe? Cheguei a me organizar. Reservei vaga com uma senhora que levava romeiros de Franca. Tudo parecia certo.
Conversei com meu filho, e ele, com carinho, disse:

— Vai sim, mãe. A senhora sempre quis vê-lo de perto.

Arrumei minha maleta com entusiasmo. No coração, uma certeza:
“Agora vai…”

Mas não foi.

Na noite anterior, que haveria eu de viajar, uma febre alta me surpreendeu. Uma gripe forte, mesmo vacinada, me envolveu.
Meu filho, apreensivo, pediu que eu não fosse. Concordei.
Chovia muito, estava frio, estradas… não era prudente.

Desisti.

Mais tarde, assisti a uma breve homilia do Papa. E ele dizia:

Vai saber… Deus tem dessas coisas.

Guardei aquelas palavras.

Talvez não fosse mesmo o meu momento.

Seguimos, meu filho e eu, com o desejo de, um dia, irmos ao Vaticano.
Mas ficou… uma pequena ausência.

Brinco, em tom leve:
“O Papa cansou de esperar por mim…😊” quanta pretensão!!!

Mas, no fundo, sabemos:
Deus é quem conhece o tempo de tudo.


Dias depois, meu neto passou em casa.

Era abril, páscoa ...

Veio alegre, contando sobre um enorme ovo de Páscoa:

— Maria Ângela, é enorrrrme! Disse ele, fechando os olhinhos.

(detalhe, ele não me chama de vovó, não conseguimos tirar-lhe o por que?) tudo bem, o que vale mesmo, é a nossa afetividade de avó e neto. Ele me acha uma "fofa" 😋

Brincamos, e eu disse que levaria um ano para comer.
Ele, rápido, na matemática, respondeu:

— Um ano não… oito meses!

Rimos.

Então, de forma inesperada, ele pediu:

— Chega a cabeça mais perto, me pediu ele … quero te dar um beijo na sua "bochecha".

Algo raro nele.

Aproximei-me. Ele me beijou e disse:

Toda noite… faça uma prece.

Silêncio.

Algo ali não parecia comum.

Comentei com meu filho:

— Parece uma mensagem…

Ele respondeu:

— Coincidência, mãe.

No dia seguinte, a notícia:
o Papa Francisco havia partido.


Na madrugada seguinte, sonhei.

Segurava um bebê de poucos meses.
Seu rosto… lembrava o do Papa. Sereno. Sorrindo.

Mas havia algo incomum.

De sua boca jorrava água. Muita água.
Como uma fonte viva.

Assustada, tentei ajudá-lo.
Temi que se afogasse.

Uma jovem senhora, elegante, esbelta, de cabelos ruivos, à minha frente, observava com calma.
Disse apenas:

— Fique tranquila… é assim mesmo.

Insisti.
Ela repetiu, serena:

— Vai passar.

Coloquei o bebê de lado.

A água cessou.

Ele me olhou… e sorriu.

E naquele instante, compreendi.

A jovem senhora tinha razão. Tudo passa!


Acordei em paz.

Era o dia do velório do nosso bom Francisco.

E aquele sonho permaneceu em mim como uma revelação suave:
renascimento. Não sofra tanto Maria, tudo passa!

Lembrei-me de Jesus a Nicodemos:

“Quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” (João 3:3)

Naquela água — limpeza.
Naquele bebê — vida nova.
Naquele beijo — um aviso.

E no coração, uma certeza:

A vida se renova na fé. E ontem, sábado orante, isso ficou para mim bem claro!

Levantamos das cadeiras, após o encerramento da missa, e sem olhar para trás, meu filho e eu saímos daquele recinto em silêncio, ainda não era o momento do abraço ... Temos muito que repensar! Um dia nos comprometemos com Jesus, Ele nos reacendeu a chama, se comunicou, se revelou, mas, o altar para onde seguia, continuava limpo, tão alvo como o atoalhado que lhe cobria, mas em cima dele, nada havia ... entendo que somos nós, que agora em diante, temos que ir arrumando a vida, e fazendo novas todas as coisas, como uma abençoada oferenda... nas águas de um novo batismo ...

“Há tempo de nascer e tempo de morrer…” (Eclesiastes 3:2)

Talvez, a cada noite, algo em nós precise partir…
para que, ao amanhecer, possamos renascer.

E que, agora, no tempo de Deus,
o Papa Francisco continue, em sua missão eterna,
cuidando de nós e do nosso planeta.

E nós tal qual os homens que caminhavam na estrada de Emaús, continuemos juntos, SIM, porém, mais atentos aos sinais que a vida nos concede e ao que nossos anjos da guarda nos revela...


Entre o sonho de estarmos juntos novamente, a despedida deixa um gosto de quero mais… pois a fé anuncia um renascimento silencioso que haverá de acontecer mais vezes em nossas vidas. Amém?

É o que desejo…

E você?

Encerro por hoje, verdadeiramente, após experimentar horas liturgicas ma ra vi lho sas ontem a noite, olhares, tentando tudo reconhecer ... encerro por hoje 😀

🌿“Um sonho, um beijo inesperado e uma despedida… quando Deus fala, tudo ganha sentido.”

By MângelaCastro 🌿19/4/2026


NO CHEIRO DA ESPERANÇA, O PÂNTANO QUE NÃO IMPEDE A FLOR ...

... Nem toda lama anuncia fim. Às vezes, é dela que Deus faz nascer o novo. E o tempo se abre como portal dentro de mim em flor ... O dia já...