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sábado, 28 de fevereiro de 2026

“HÁ AMANHECERES QUE NÃO FAZEM ALARDE" ... SIMPLESMENTE NASCEM.

 

“Respire… você é mais forte do que imagina, e mais luz do que percebe.” 

🌿Há amanheceres que chegam sem alarde

mas reorganizam a alma inteira. 
Hoje eu escolhi silenciar — e florescer.
E ontem nosso pai estivesse ainda entre nós, estaria aniversariando, partiu para a morada eterna muito jovem ainda, com apenas 33 anos de idade, e sim, deixou muita saudade. Com certeza hoje nossos pais libertos da matéria, se abraçam em espírito na Pátria Celestial.
Amanheci serena, graças ao meu bom Deus, como quem contempla o horizonte pela janela antes mesmo que o sol toque a linha do céu com seu pincel alaranjado, capaz de encantar o olhar e aquecer o coração.

Este amanhecer chegou leve e silencioso — e são justamente esses os mais fecundos. É no silêncio que a alma se reorganiza, que os pensamentos assentam como poeira boa depois da chuva, trazendo aquele suave perfume de terra e rama molhada, que parecem renovar também o nosso interior.

Sinto na pele o ar macio da manhã. O céu ainda pálido se prepara, timidamente, para ganhar cor. Há amanheceres que não fazem alarde — simplesmente chegam, como bênçãos discretas, pousando sobre nós sem pressa.

Hoje, desejo que esse silêncio seja fértil. Que não seja vazio, mas cheio de presença. Presença que acalma. Presença que sustenta.

E quando vieres ler minhas palavras, que venhas como quem colhe orvalho: sem pressa, mas com profundidade. Permitindo-se absorver também esse silêncio de alma que envolve cada linha escrita.

Saiba que estou aqui…
Acompanhando o teu amanhecer, o teu entardecer e até o teu anoitecer — de onde quer que me leias, em qualquer tempo ou lugar.

Esse amanhecer me inspira à passagem de Eclesiastes 3.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Déjà-vu: quando a alma reconhece o caminho

Bom dia, boa tarde, boa noite… 

Saúdo assim porque meus leitores habitam muitos lugares do mundo, em estações diferentes da minha. E porque o sentir não obedece ao relógio.

Um spoiler ____Há lugares que visitamos pela primeira vez…
mas a alma reconhece como retorno. Entre natureza, silêncio e sinais sutis, 
vivi um déjà-vu de paz. 🌿✨

Hoje escrevo sobre uma experiência delicada e profunda vivida há duas semanas, durante uma viagem. Compartilho sem a pretensão de explicar ou afirmar verdades, apenas sendo fiel ao que senti.

Fui, a convite, visitar a família da namorada de meu filho, nas cercanias de São Sebastião do Rio de Janeiro. E, hoje, logo pela manhã já em minha casa, quando o mundo amanhece rogando paz, justiça, se celebra São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, e a missa por mim assistida, trouxe uma palavra que confirmou o que vivi: nossos passos são previamente preparados pelo Senhor. Assim como Davi teve seu encontro com Deus, por caminhos já bem traçados, também nós somos levados, mesmo sem perceber.

E convidados a acreditar que o que nos preparou pra vivenciar, é nosso, e ninguém terá o direito de nos tirar, seja o que for, paz, saúde, doença, lugares em que fomos chamados a nascer, tudo tem a Mão de Deus, seu propósito de vida para nós, e ninguém, ninguém, tem o direito disso modificar, sem sofrer as duras consequências!

O que seria apenas uma visita de apresentação transformou-se, para mim, em uma revelação interior. Logo nos primeiros dias, o anfitrião precisou ser internado e permanece em recuperação, inspirando cuidados. A família entrou num tempo de apreensão, vigília, e seguimos em oração.

Em meio a esse cenário, vivi momentos de solitude. Transformei a estadia em um retiro íntimo e orante. A natureza me envolvia com uma serenidade quase curativa. O corpo estava são, mas a alma pedia silêncio, repouso e cuidado.

Ali, algo se confirmou em mim: estamos, sim, nos caminhos que Deus nos prepara. São trajetos inéditos, mas que, ao serem percorridos, despertam uma estranha familiaridade — um déjà-vu da alma. Talvez você já tenha sentido isso: reconhecer pessoas que nunca viu, amar sem saber por quê, não se sentir estrangeiro onde nunca esteve, experimentar alegria mesmo em meio às circunstâncias difíceis.

A psicologia explica o déjà-vu como um fenômeno neurológico. Mas a espiritualidade atravessa camadas mais profundas, onde o tempo não é linear. Santo Agostinho compreendia essas vivências como uma memória da alma em Deus, experiências que ultrapassam os limites da matéria.

Não sei explicar. Só sei que senti.

Aquela casa, aquela família, aquele ambiente… nada me era estranho. Eu caminhava segura, como quem retorna.

Algo também me tocou profundamente: meu filho cuidou de mim de um modo diferente, e silente. Sempre foi atento, mas ali havia um zelo quase instintivo, como se eu precisasse ser protegida, uma responsabilidade assumida por ele, nada podia me acontecer, do que parecia abstrato. Talvez ele também tenha sentido, sem saber explicar: era tempo de cuidado. Até em nossa chegada me senti incomodada, com sua conversa com o motorista do Uber, nada do que dizia fazia sentido naquele momento, parecia um GPS humano mapeando o lugar ....Afinal, eu não era nenhuma chefe de estado chegando kkkk ....

Perguntei-me: será que eu precisava voltar àquele lugar para recompor forças após um longo desgaste emocional? Será que Deus, em Sua delicadeza, conduziu tudo para que eu me refizesse?

Foi assim que senti. E nada quebrou a paz que vivi ali, nem mesmo a preocupação com a saúde do anfitrião.

Houve ainda um episódio simples, mas profundamente simbólico. No segundo dia, a anfitriã me chamou à beira da piscina. Na janela da cozinha, diante de uma grande amendoeira, um grupo de saguis brincava entre os galhos. Saltavam, pareciam celebrar, e até me “apresentaram” um filhotinho. Filmei, sorri, fiquei eufórica. Logo desapareceram. Claudete me disse: “Eles vieram te saudar. Há dias não apareciam.”

Durante toda a estadia, não os vi novamente.

No dia da despedida, algo mudou nos planos: ficamos mais uma semana. Até o retorno aconteceu de forma inesperada e perfeita, como se aquela fosse, de fato, a data preparada — não por nós, mas pela Providência.

Na manhã da partida, um dos saguis apareceu sozinho no galho diante da janela do meu quarto. Ficamos ali, eu de dentro, ele de fora, em silêncio, por alguns minutos. Depois foi embora. Claudete sorriu e disse: “Veio se despedir.”

Eu acredito nessa sintonia. Nessa cumplicidade do puro e do belo. Na forma delicada com que Deus se revela através da criação, como nos lembra Romanos 1:20.

Esses encontros não são novidade em minha vida. Antes da viagem, cuidei de uma pequena pomba ferida em meu quintal. Alimentei, hidratei, observei sua recuperação. Quando chegou o tempo, ela partiu. Nada foi forçado. Tudo aconteceu no tempo certo.

Para mim, isso não é magia. Não é acaso. É providência. É revelação.

E você, o que pensa?
Será que a alma reconhece caminhos antes mesmo da razão?

Com carinho,
MângelaCastro
20/01/2026

P.S> os vídeos e algumas fotos dessa viagem estão na página do meu facebook, no Grupo Catequese do Amor.
 Enviado por MângelaCastro em 20/01/2026
Código do texto: T8539182
Classificação de conteúdo: seguro

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

ESPERAR TAMBÉM É CAMINHAR, É VOAR ...

 

___Entre o entardecer que dói e o amanhecer que promete ___ ...

Sinto que nem todo cárcere tem grades. Alguns exigem silêncio, espera e fé no amanhecer.
Talvez a imagem suscite a prisão, mas, 

  • o pássaro não se debate,

  • não rompe a grade à força,

  • ele vigia o horizonte, porque sabe que o céu não se perde.

  • Permito-me partilhar, a partir do meu próprio testemunho de vida,
    o entendimento de que o silêncio cura
    enquanto o amanhecer não chega.
    Nos grilhões do tempo, presença, esperança.

    Às vezes me sinto assim:
    como um pássaro impedido de voar longas e desejadas distâncias.
    Resta-me sonhar, enquanto contemplo o entardecer.

    No meu silêncio, diante do sol que se despede, faço pedidos.
    Peço que ele leve consigo a força dos meus sentimentos,
    como um presente lançado além do horizonte, além-mar.
    E fico ali, nessa partilha segredada, aguardando um novo amanhecer —
    que seja bom e que me liberte dos grilhões do tempo.

    Quantos, como eu, também não se sentem aprisionados?
    Seja nas dores profundas, à cabeceira de um leito,
    nos próprios medos, nas dúvidas que martirizam,
    nas inseguranças que nos cercam.

    E como fazer?
    Bastaria uma varinha de condão, como nas histórias?
    Claro que não.
    Por trás dessas grades, há um processo.
    E todo processo precisa ser caminho.

    É nesse tempo escondido, silencioso e fiel,
    que Deus nos prepara.
    Antes do envio, há sempre um segredo confiado,
    uma escuta atenta,
    um coração disposto.

    Então, quando a voz finalmente pergunta:

    “A quem enviarei? Quem irá por nós?”

    Algo em nosso interior já sabe responder.
    ___Não com pressa,
    ___não por impulso,
    ___mas com a serenidade de quem atravessou a espera:

    “Eis-me aqui, envia-me.” Senhor!
    (Isaías 6:8)

    By MângelaCastro - 15/1/2026 

    Enviado por MângelaCastro em 17/01/2026
    Código do texto: T8536529
    Classificação de conteúdo: seguro

    sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

    SILÊNCIO QUE CURA A ALMA CRISTÃ ...

    Bom dia amigxs de caminhada incessante..

    Assim sigo… tentando poetizar no tempo, entre sonhos e desejos contidos. Permaneço nesse tempo mudo e silencioso, onde apenas minhas mãos conversam comigo, revelando o que meus olhos ainda não veem, mas meu coração já sente, mesmo estando o ser ausente, tão longe de meu querer. E enquanto a chuva cai lá fora, é a alma que, em silêncio, pede para ser lavada, enquanto isso vou criando raízes profundas.

     por dentro.

    Hoje amanheci assim, como os poetas de noites enluaradas, ouvindo uma doce e entristecedora música, que me remete a um lindo tema de amor iniciando uma película em uma sala de cinema, enaltecendo o que não é tão belo, como parece ser rs. Dizemos que somos cristãos, que amamos Jesus… mas quantas vezes não conseguimos amar nossos próprios irmãos? E assim seguimos pelas estradas da vida, tentando preencher páginas brancas e vazias do nosso ser. Buscando, como a chuva, lavar por dentro e por fora. É nessa madrugada que abre portais, nessa atmosfera que mistura dor e alívio, que a alma tenta enfim respirar o que há muito silenciou.

    Depois de uma noite inteira lavada pela chuva torrencial que desabou sobre os velhos telhados, estamos cá, como a enxergá-los, perdendo o sono como criança que nao quer dormir, ou como a moça que erra a porta e sai vagando por um longo corredor se procurando, mas, o amanhecer chega leve, com temperatura amena. Até os passarinhos, já longe de seus ninhos, parecem agradecer o suave alvorecer.

    Então pego o lápis e começo a escrever numa folha branca de um caderno que retiro da estante, estava ali esquecidinho, como criança que adormece no canto da mãe — parecia estar ali à minha espera, saudoso.

    Aqui dentro, porém, ventos fortes sopram minha noite sem estrelas. Sem o brilho do luar, as nuvens escurecem ainda mais este lugar, que antes gritava como a dor da alma ferida. Lá fora, a chuva desce incessante, no seu jeito de levar e lavar tudo. Não permite mais intempéries. A rama, do lado de fora, não reclama: apenas se entrega ao vento fresco, e juntas — chuva e rama — permanecem sob a cálida madrugada que parece chorar. Nada mais é sufocante como um fracasso isolante.

    Ouço a chuva bater forte na janela, como se pedisse para entrar. Mas não permito. É preciso que cante seu canto antes emudecido ao mundo lá fora, tão nauseante neste agora conflitante.

    A noite segue o seu curso. O silêncio toca o fundo dos dias cansados, e o tempo — esse tempo sem tempo — pulsa como as gotas e o vento que sacolejam, lavando o que é imundo, o que não pode mais prevalecer. É como se a madrugada, augusto portal da alma, abrisse espaço para tudo o que é vivo tocar, como dedilhados suaves na harpa.

    E quando os ventos chegam e depois se vão, a chuva cessa, e nada mais agride ou confunde a mente. Tudo se aquieta — simples _mente — como um bebê nadando no ventre. Silêncio. Quietude. Um calor suficiente para fazer brotar a rama ansiosa por nascer, erguendo-se direto para o sol, sorvendo as últimas gotas de orvalho da madrugada, da água que lhe lava a alma, e engrandece todos o seres.

    Sextooou e eu, a, eu continuo sem muitas novidades, percorrendo os corredores da vida, olhando pela vidraça quebrada pelas fortes rajadas de ventos, às vezes crescentes, outras decrescentes, as vezes verdades, outras mentiras...afinal, sou humana, e mulher de fases, como pássaro preso em uma gaiola ansiando alcançar o céu, e livre, voar, voar como meus pensamentos voam por aí ...

    By MângelaCastro - 05/12/2025

    Enviado por MângelaCastro em 05/12/2025
    Código do texto: T8505209
    Classificação de conteúdo: seguro

    "DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

    ___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ...