Às vezes, as palavras não vêm. Então o coração apenas toca o silêncio… até que a saudade comece a escrever por nós. 🌻
Nesse dia que amanhece mais dentro de mim.
recordando nossa mãe, e eu mesma que também sou mãe...
O dia amanhece quente ...
E fora do _“eu mesma”,
desejei que viessem palavras
que eu pudesse ofertar à nossa mãe,
que conosco viveu cada ano de nossas vidas.
E que não foram poucas primaveras, mas muitas!
Mas naquele instante, faltava-me inspiração.
Parecia que eu havia me tornado bloqueada.
Então pensei:
— Já sei…
vou apenas colocar meus dedos sobre o teclado
e deixar que as palavras se aproximem de mim,
sintam meu coração
e comigo inspirem e expirem
o amor que agora é saudade.
Assim, os dedos começaram a tocar as teclas,
como o pianista que, aos poucos,
vai construindo as notas musicais…
a princípio lentas,
mas que pouco a pouco ganham força,
ritmo e existência.
Ah… como é bom despertar
e deixar o amanhecer acontecer.
Entre o velho e o novo, algo sempre permanece:
o aprendizado.
Não importam os anos caminhados só
ou acompanhado.
Importa compreender que, enviados por Deus ao caminho já traçado,
encontros se fazem em laços
ou simplesmente se desenlaçam,
para que enfim a alma possa florescer.
É semente percorrendo caminhos.
É amor brotando em cada várzea
molhada pelo orvalho da madrugada.
A vida resplandece dentro de mim,
fazendo-se anúncio nas linhas que escrevo,
extraídas do mais profundo âmago.
Às vezes distorcidas, é verdade,
porque nem sempre o ser humano consegue elevar
aquilo que sente.
Há momentos em que a vida se intimida
pelas alças do poder que se faz humano…
e, por vezes, desumano.
Mas ainda assim:
eu sou, tu és,
a semente que germina em cada amanhecer
e se recolhe em cada entardecer,
para que o sol continue sua volta silenciosa,
levando calor e luz,
desejoso de ver a vida acontecer.
E com ele deixo partir o dia
com um único desejo:
que ao retornar, venha vigoroso,
trazendo renovo.
Como o girassol,
eu me acendo e me recolho no tempo.
Dentro e fora de mim mesma
existem verdades que aliviam
e mentiras que destroem o ser vivo.
Ainda assim, a semente que começou a germinar,
voltada para o sol em busca de vida,
mesmo no ocaso dos tempos,
silencia apenas para renovar-se.
Porque a vida acontece em cada amanhecer
e adormece em cada entardecer.
E esse talvez seja o maior mistério do renovo:
uma nova semente
para novos despertares.
Esse seria para ela, o melhor presente, ela amava quando eu lia as mensagens, poemas, que silenciosamente chegavam, recordo que lágrimas marejavam seu olhar de mãe, e apenas dizia: ___ que bonito filha, e o silêncio se fazia naquele instante...é para você mamãe que escrevo, e espero veemente que de onde estiveres, possa também ler esse simples poema, ou sentir o perfume de amor que dele emana, dessa sua "bonequinha"😏, como gostava de se dirigir a mim até eu já envelhecida pelas marcas da vida, parece que ela só enxergava a criança, a adolescente parada no tempo, eu apenas sorria, via e sentia em mim, o que eu mesma não sinto e não vejo, que intitulo mais que um despertar de vida, um amor que permanece contínuo.
Quando por ti já no leito de dor, essa, era maior, por querer estar em casa, em sua cama, do que o corpo debilitado, eu recostada no beiral da porta do quarto hospitalar, a faxineira limpando, a senhora do nada se voltou para mim, e disse: ___filha, eu te amo!, A, essa declaração doeu mais que um "beliscão", porque tinha anúncio de despedida. A faxineira comovida redarguiu: Que bonito"...Encerro aqui, porque as lágrimas estão me queimando como fogo que arde e não cessa, saudades eternas!
Gratidão pelo tempo que convivemos, nem sempre um mar de rosas, mas sempre um grande e novo aprendizado, que me fortalece... na certeza de que a vida continua, que a Rainha das Rainhas dos lares continue a cuidar de nós, filhos teus ...
Encerro com os sus ídolos em vida. aqui da terra, porque agora habita nas orbes celestes, junto Àquela que mais amou e fiou seus dias rezando o terço todos os dias pelos seus, os entregando em Suas Mãos Generosas..
“Quando o mar vira, a alma revela do que é feita, e enfrenta suas próprias ondas" ...
A, navegador… o mar se virou.
A vira, virou, navegador… o mar virou.
Foi essa canção que brotou dentro de mim
nesta manhã que já chegou agitada,
burilando todo o meu ser
neste quase nada que sou
diante deste grande e profundo
oceano da vida — onde tudo nasce.
Um mar revirado de lutas,
de ondas bravias,
quando a vida não se faz
do jeito que queremos.
E então… o mar se revira.
Nosso barco vira palha.
Assim estou eu nesses dias:
saí a navegar em busca
de águas profundas,
onde os peixes habitam.
Já direcionava Jesus: ____
"Joguem suas redes
em águas mais profundas"!
(Lucas 5:4) Obedecer, não é difícil!
Quando se tem medo de perder.
Mas o vento soprou forte…
e tudo se revirou.
O mar se fez revolto
— e não se apiedou.
Eu, enquanto navegadora,
atirei-me de corpo e alma
sobre as ondas bravias,
onde o vento gritava.
Ainda ressoa em mim
a doce ilusão de encontrar
o alimento que nutre
não só os sentimentos,
mas a minha alma.
"doces momentos".
Doce, é a ilusão…
que se quebrou mais uma vez,
como um espelho antigo
pendurado na parede —
silencioso, imóvel,
até o instante da queda.
E então vem o terremoto:
emoções que se rompem
de cima a baixo, nesse meu
coração navegador. Busca_dor.
Ela foi identificada na tribulação!
Por Aquele que acreditava
ser dono de si mesmo, e de tudo...
se esvanece…
Treme como o mar bravio,
e recua...Não é a hora!
Naquele instante,
não importa mais a aurora,
mas a sobrevivência.
Mais uma vez,
a ilusão venceu.
Mas… depois de tudo revirado,
algo novo há de nascer.
Porque a ilusão
é nada mais que ilusão:
sente-se…
mas não se vê,
não se toca.
É passageira.
Imaterial.
E eu…
posso até me perder nessas ondas,
posso até me desfazer por dentro…
Mas não me entrego.
Se for para naufragar,
que seja tentando. ___
Porque "eu sou" navega_dora.
E talvez você seja, navega_dor!
Veja, bem ...
“Em tudo que fazemos na vida, só faz sentido se nos doarmos,
mas nessa doação, tem que haver retorno…
pois quando só um doa o alimento, o outro silencia —
e quem doa, um dia, se cansa"! É como essa poesia navegador, vai buscar seu alimento em outros mares da vida ...
"Nem sempre seguimos em frente às vezes, é voltando nas páginas da vida que nos encontramos".
Tenho um velho hábito… digo velho, porque caminha comigo desde a infância. Talvez desde os meus seis anos, quando fui alfabetizada — o que, para o meu tempo, já era quase um prenúncio.
Sempre amei ler. Historinhas, gibis, revistas… qualquer coisa que trouxesse palavras. Como se, lá atrás, a vida já me sussurrasse:
“Você, pequena Maria, precisará se reacender todos os dias escrevendo…”
Mas há um detalhe curioso em mim.
Quando pego algo para ler — seja um livro, uma revista de moda ou até aquelas de celebridades, que encontramos nos salões enquanto esperamos — começo sempre… de trás para frente.
Simples assim. E, ao mesmo tempo, tão estranho.
Durante muito tempo, achei que fosse única nisso — olha a pretensão… 😋
Até perceber que talvez não sejamos tão únicos quanto imaginamos. Em certo momento, observei o Presidente Vladimir Putin assinando seu nome de uma forma incomum, quase invertida, sinceramente, nunca tinha visto isto antes com ninguém… e aquilo me provocou um pensamento curioso:
quantos de nós não carregamos, silenciosamente, maneiras próprias de “ler” a vida?
Não necessariamente iguais — mas igualmente marcadas por algo que vem de dentro.
E foi assim que comecei a refletir:
talvez tudo o que fazemos no presente seja, de algum modo, um eco do passado.
Como se, sem perceber, estivéssemos sempre…
folheando as páginas da vida de trás para frente.
Na quietude deste feriado de 21 de abril, o dia amanhece com um silêncio quase sagrado. Lá fora, o som tímido de uma ave rompe a calmaria, enquanto aqui dentro, sento-me diante do teclado.
E então, as palavras vêm.
Deslizam pelos meus dedos como notas de uma pianista…
E a música que nasce ainda é de esperança, de tempo, de recomeço.
Hoje, o Brasil relembra Joaquim José da Silva Xavier, símbolo da Inconfidência Mineira.
Um homem cuja imagem foi sendo construída ao longo dos anos — assim como tantas outras na história.
Pouco se sabe, com exatidão, sobre sua verdadeira aparência. Assim como também pouco se sabe sobre a fisionomia de Jesus Cristo.
E talvez isso não seja por acaso.
Porque, no fundo, o que permanece não é o rosto…
mas a mensagem.
Ainda assim, ao longo do tempo, a imagem de Tiradentes foi sendo associada à de Cristo — sobretudo pela ideia de martírio, de entrega, de alguém que enfrentou a injustiça em nome de algo maior.
Uma construção simbólica.
Uma tentativa humana de compreender, através de comparações, aquilo que toca o sagrado.
Mas a verdade — essa, absoluta — não está nas imagens.
Está na essência.
Nas palavras que atravessam o tempo sem perder o sentido.
Naquilo que não precisa ser provado… apenas sentido.
E assim, entre lembranças, história e fé, volto ao meu ponto de partida.
Talvez viver seja isso:
equilibrar razão e coração,
enquanto, em silêncio, aguardamos o tempo de Deus.
“Entre paredes azuis e o cheiro de café fresco, descobri que a saudade também é uma forma de abraço…” 💙☕
É importante antes de tudo entronizar a família em tudo que fazes.
Uma família conduzida pela Palavra de Deus foi edificada sobre rocha! Toda família tem os seus problemas e dificuldades, mas aquela família edificada em Cristo supera tudo…- 2 Timóteo 3:16-17
Logo ao amanhecer, sento-me à minha mesa costumeira.
Ergo a tampa do notebook… e, como em cena de filme antigo, os pensamentos me levam de volta no tempo.
Vejo-me sentada diante de uma mesa de fórmica branca.
Estou no interior de uma cozinha de paredes azul intenso — um azul vivo, quase pulsante.
A tinta era preparada ali mesmo: anil, água e cal.
Era mamãe quem misturava tudo, com gosto e paciência, dizendo que nada se comparava ao perfume de parede recém-pintada.
O dinheiro era curto…
mas a criatividade e a vontade de fazer bonito eram imensas.
E, de algum modo, tudo parecia mais simples. Mais leve. Mais possível.
Naquela manhã, porém, algo rompe o silêncio.
Gritos — ou melhor, risos misturados a gritos — ecoam pela casa.
Corro até a cozinha.
E ali encontro uma cena que o tempo jamais apagou:
mamãe jogava sal em uma pequena perereca, tentando fazê-la sair dali.
O bichinho pulava de um canto a outro, enquanto mamãe e meu irmão caçula — ainda no andador, nosso “disco voador” — gargalhavam sem parar.
Entro apressada e protesto:
— Mas o que é isso? Coitado do bichinho!
Ela, rindo, responde:
— Estou tentando colocá-la para fora… não quero usar a vassoura e acabar machucando.
Ainda assustada, retruco:
— Eu ein… acordei com esse alvoroço!
E ela, D.Antonia viúva, como quem muda o rumo da vida com simplicidade, diz:
— Então senta… vou preparar seu café.
E assim… nascia mais um dia.
Na casa da “viúva”, como a chamavam.
Naquele tempo, era comum nomear assim, para distinguir entre tantas outras Senhoras D. Antônias da cidade.
Não havia maldade — ao menos não como hoje, quando palavras podem ferir, ganhar força, ecoar e se tornar peso.
Porque, no fundo, o que realmente importa…
é a intenção que habita cada gesto, cada palavra.
Hoje, mamãe mora na pátria celeste.
E eu espero, de coração, que esteja em paz.
Mas sua presença ainda vive — forte — nas lembranças.
Nada era exatamente bucólico…
conviver com ela era, ao mesmo tempo, fácil e desafiador.
Era firme. Intransigente com a vida.
Mas deixou…
um rastro inesquecível.
O perfume do pão aquecido na chapa.
O café passado na hora.
O lanche da escola — ora com mortadela, ora com doce de goiaba,
ou simplesmente pão com margarina, açúcar e canela.
E, de repente…
a vida se tornava doce.
As risadas ainda ecoam — distantes, quase se apagando —