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terça-feira, 14 de julho de 2026

NOVA TERRA, NOVA HUMANIDADE DESPERTA ...

 "Deus não cria para o vazio, mas para a plenitude'

No silêncio que me afogo nessa manhã, permito que essa reflexão não nasça do medo do fim, nem tão pouco da punição, e sim da confiança na continuidade da vida com total dignidade humana.

Pois sim, por mais difícil que nos seja compreender os tempos atuais, a vida transborda em cada instante como fonte inesgotável do amor que tudo cria, sustenta e renova, estamos em constante transformação, como libélulas em seu casulo. Somos peregrinos do tempo, chamados a renascer em cada amanhecer, descobrindo que nossa verdadeira força não está naquilo que possuímos, mas na centelha divina que habita em nós.

A Nova Terra não representa o fim da criação de Deus, mas o seu pleno florescimento. O Criador não abandona Sua obra; Ele a conduz, pacientemente, rumo à plenitude. Assim como a semente se transforma em árvore sem perder sua essência, também a humanidade é convidada a amadurecer espiritualmente, tornando-se mais consciente, mais fraterna e mais semelhante ao Amor que a originou. E talvez pela nossa imperfeição, sofremos um "cadinho" mais para cumprir o objetivo da verdadeira criação. Chegar à perfeição!

Talvez a grande transição planetária comece, antes de tudo, não em tempo marcado pelo relógio, mas dentro de cada coração. Cada gesto de misericórdia, cada escolha pelo bem, cada olhar de compaixão já anuncia esse novo horizonte. A renovação da Terra começa na renovação do ser humano.

Ainda que venham tempos de provações, como tantas vezes aconteceram ao longo da história, não caminharemos sozinhos. Nossa esperança repousa naquele que faz novas todas as coisas e cuja obra permanece para sempre (Apocalipse 21:5). O amor de Deus não conhece extinção; transforma, restaura e eterniza.

Quem viveu intensamente, semeando bondade e cumprindo com fidelidade sua missão, já venceu o tempo, e com alegria. Descobre que a eternidade não começa depois da vida, mas floresce em cada instante vivido com amor.

Vejo, pela fé, um novo paraíso despontando no horizonte. Não um lugar distante, mas uma humanidade desperta, reconciliada com Deus, consigo mesma, com o próximo e com toda a criação. Quando nossos corações aprenderem a amar sem medida, compreenderemos que a Nova Terra já começou a nascer entre nós.

"Sinto no meu coração, que mesmo diante de tantas intempéries, vicissitudes, devassidão, que nosso Criador, quer que sobrevivamos a nós mesmos, para reflorestar as estrelas de nossa beleza inimaginável de puro amor e luz."

Busco passar com esse pensamento uma imagem extraordinária, sim! "Sobreviver a nós mesmos" significa para mim, deixar morrer o egoísmo, o orgulho, a violência, a arrogância, o medo, posto que precedidas da insatisfação, trazem consigo, a separação do amor, assim sendo, tudo isso acontece para que permaneça aquilo que Deus plantou em nós desde o princípio, para que possamos depois de tudo, continuar "Reflorestando as estrelas;" imagine você, seja essa, uma metáfora de rara beleza, como se cada alma renovada devolvesse luz ao universo.

Porque tudo o que nasce do Amor não fenece. Permanece para sempre.

Finalizo essa postagem ensejando meu parco entendimento, mas que pode auxiliar na condução de estudos e reflexões catequéticas, independente de crenças religiosas, filosóficas e ou morais do ponto de vista social: ___

"Na tradição cristã, especialmente a partir das cartas de São Pedro e do livro do Apocalipse, a expressão "Nova Terra" não costuma ser entendida como Deus desistindo de Sua criação para começar outra completamente diferente. Pelo contrário, ela aponta para a renovação definitiva de toda a criação. Assim como Cristo ressuscitado conserva sua identidade, mas glorificada, também a criação é apresentada como sendo libertada da corrupção para participar da plenitude de Deus. Essa esperança também aparece na carta aos Romanos (8,19-22), quando toda a criação "geme" aguardando sua libertação".

Paz, bem e luz.

By MângelaCastro - 14/7/2026


sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

SILÊNCIO QUE CURA A ALMA CRISTÃ ...

Bom dia amigxs de caminhada incessante..

Assim sigo… tentando poetizar no tempo, entre sonhos e desejos contidos. Permaneço nesse tempo mudo e silencioso, onde apenas minhas mãos conversam comigo, revelando o que meus olhos ainda não veem, mas meu coração já sente, mesmo estando o ser ausente, tão longe de meu querer. E enquanto a chuva cai lá fora, é a alma que, em silêncio, pede para ser lavada, enquanto isso vou criando raízes profundas.

 por dentro.

Hoje amanheci assim, como os poetas de noites enluaradas, ouvindo uma doce e entristecedora música, que me remete a um lindo tema de amor iniciando uma película em uma sala de cinema, enaltecendo o que não é tão belo, como parece ser rs. Dizemos que somos cristãos, que amamos Jesus… mas quantas vezes não conseguimos amar nossos próprios irmãos? E assim seguimos pelas estradas da vida, tentando preencher páginas brancas e vazias do nosso ser. Buscando, como a chuva, lavar por dentro e por fora. É nessa madrugada que abre portais, nessa atmosfera que mistura dor e alívio, que a alma tenta enfim respirar o que há muito silenciou.

Depois de uma noite inteira lavada pela chuva torrencial que desabou sobre os velhos telhados, estamos cá, como a enxergá-los, perdendo o sono como criança que nao quer dormir, ou como a moça que erra a porta e sai vagando por um longo corredor se procurando, mas, o amanhecer chega leve, com temperatura amena. Até os passarinhos, já longe de seus ninhos, parecem agradecer o suave alvorecer.

Então pego o lápis e começo a escrever numa folha branca de um caderno que retiro da estante, estava ali esquecidinho, como criança que adormece no canto da mãe — parecia estar ali à minha espera, saudoso.

Aqui dentro, porém, ventos fortes sopram minha noite sem estrelas. Sem o brilho do luar, as nuvens escurecem ainda mais este lugar, que antes gritava como a dor da alma ferida. Lá fora, a chuva desce incessante, no seu jeito de levar e lavar tudo. Não permite mais intempéries. A rama, do lado de fora, não reclama: apenas se entrega ao vento fresco, e juntas — chuva e rama — permanecem sob a cálida madrugada que parece chorar. Nada mais é sufocante como um fracasso isolante.

Ouço a chuva bater forte na janela, como se pedisse para entrar. Mas não permito. É preciso que cante seu canto antes emudecido ao mundo lá fora, tão nauseante neste agora conflitante.

A noite segue o seu curso. O silêncio toca o fundo dos dias cansados, e o tempo — esse tempo sem tempo — pulsa como as gotas e o vento que sacolejam, lavando o que é imundo, o que não pode mais prevalecer. É como se a madrugada, augusto portal da alma, abrisse espaço para tudo o que é vivo tocar, como dedilhados suaves na harpa.

E quando os ventos chegam e depois se vão, a chuva cessa, e nada mais agride ou confunde a mente. Tudo se aquieta — simples _mente — como um bebê nadando no ventre. Silêncio. Quietude. Um calor suficiente para fazer brotar a rama ansiosa por nascer, erguendo-se direto para o sol, sorvendo as últimas gotas de orvalho da madrugada, da água que lhe lava a alma, e engrandece todos o seres.

Sextooou e eu, a, eu continuo sem muitas novidades, percorrendo os corredores da vida, olhando pela vidraça quebrada pelas fortes rajadas de ventos, às vezes crescentes, outras decrescentes, as vezes verdades, outras mentiras...afinal, sou humana, e mulher de fases, como pássaro preso em uma gaiola ansiando alcançar o céu, e livre, voar, voar como meus pensamentos voam por aí ...

By MângelaCastro - 05/12/2025

Enviado por MângelaCastro em 05/12/2025
Código do texto: T8505209
Classificação de conteúdo: seguro

VIDA ESPIRITUAL: CRISTO,CABEÇA,CORPO E MEMBROS ...

Nesse domingo Vocacional, nasce-me um pensamento de partilha, e de comunhão universal, ser sacerdote não é ser apenas Padre, é muito mais, é...