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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

QUANDO A FÉ ENTRA NA DISPUTA ELEITORAL: ___Maria cidadã + mulher de fé + advogada”: " Conheça a verdade, e a verdade vos libertará"

“Quem não acredita não precisa acreditar. Quem venera tem o direito de venerar. E ambos precisam ter o direito de existir em liberdade.” 

Esta é uma frase que enseja ensinamentos bíblicos, quanto cívico, amparada, protegida pela Nossa Constituição Federal, a Carta Magna do Brasil, em seu pleno exercício do Estado Democrático de Direitos. E claro, sem querer influenciar votos e ou posicionamentos, apenas requerendo bom senso, discernimento e respeito uns para com os outros.

Há momentos em que a política deixa de disputar apenas projetos de governo e começa a tocar aquilo que existe de mais íntimo no ser humano: a sua fé.

E talvez seja justamente aí que precisamos parar, respirar e pensar.

A recente polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida reacendeu uma antiga divergência entre católicos e evangélicos acerca de Maria, dos santos e das imagens religiosas. Não é uma divergência nova. Ela nasce de diferentes interpretações bíblicas e de diferentes tradições cristãs.

Para muitos evangélicos, a Bíblia é interpretada de modo a rejeitar a veneração de imagens, entendendo que determinadas passagens condenam sua utilização no culto. Para os católicos, porém, a imagem não é Deus, nem a estátua é objeto de adoração. Ela representa alguém cuja memória e fé remetem ao sagrado.

São compreensões diferentes. São imagens que também evangelizam. 

E compreender essa diferença não deveria exigir que uma religião desqualificasse a outra.

Nossa Senhora Aparecida, para o catolicismo brasileiro, não é uma deusa. É Maria, Mãe de Jesus, venerada pelos católicos, e cuja imagem se tornou um dos maiores símbolos religiosos da história do Brasil.

Em 1930, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Padroeira do Brasil pela Igreja Católica. Esse reconhecimento pertence à tradição religiosa católica e não transforma a devoção mariana em obrigação para quem professa outra fé.

Quem não acredita não precisa acreditar.

Quem venera tem o direito de venerar.

E ambos precisam ter o direito de existir em liberdade.

E quanto a Jesus Cristo Ele  já se faz presente no meio de nós, em santuários, simbolicamente nos cruzeiros de madeiro, nos ambientes das esferas que decidem a história do Brasil, como plenário, e Câmaras Estaduais e Municipais, todas as crenças e fé, dogmática ou não, bem como dentro de muitos lares brasileiros.

É exatamente aí que a nossa Constituição Federal deveria ser a grande mediadora de nossas diferenças: não dizendo em que devemos acreditar, mas garantindo a liberdade de consciência e de crença.

O que me preocupa, portanto, não é que católicos e evangélicos e qualquer outra doutrina e ou filosofia de vida pensem diferente.

O que me preocupa é quando essa diferença religiosa começa a ser utilizada como combustível eleitoral.

A história recente da política brasileira mostrou como a aproximação de Jair Bolsonaro com segmentos evangélicos se tornou parte importante e polêmica, em sua trajetória eleitoral, isso é fato, embora ele se identificasse publicamente como católico, e tantos outros seus antecessores manifestaram em algumas oportunidades pública, sua fé dogmática também, independe da política. Sua atual esposa, é evangélica, e o ambiente político da família manteve relações estreitas com lideranças desse segmento, isso também é fato, são escolhas de vida, normal!

Agora, em 2026, uma nova polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida tomou conta das redes sociais. Mas aqui precisamos ter cuidado com a verdade: não há registro de que Flávio Bolsonaro tenha prometido retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil, justiça seja feita. A informação que circulou e ganhou grandes proporções, foi desmentida por ele e identificada por veículos de checagem como falsa.

O fato verdadeiro, porém, é que existe um histórico anterior que ajuda a explicar por que o assunto encontrou terreno tão sensível: em 2007, o então deputado Victório Galli apresentou projeto relacionado à mudança do título de Nossa Senhora Aparecida; a proposta foi arquivada em 2008. Décadas depois, a antiga iniciativa voltou a aparecer no debate eleitoral de 2026, agora associada, sem comprovação, ao candidato Flávio Bolsonaro.

E é justamente nesse ponto que penso que precisamos separar fé de medo.

Nossa Senhora Aparecida não deveria ser transformada em instrumento para angariar votos.

Jesus Cristo também não.

Nem a Bíblia.

Nem a cruz.

Nem qualquer símbolo sagrado.

A fé pode iluminar a política quando inspira justiça, fraternidade, solidariedade e respeito à dignidade humana.

Mas quando é utilizada para construir inimigos, dividir brasileiros ou alimentar suspeitas religiosas, talvez estejamos nos afastando justamente daquilo que dizemos defender.

Sou católica.

Respeito minha fé e amo a vida que Nossa Senhora teve, enquanto por aqui na terra caminhou como Mãe, Mulher Veneranda.

Mas isso não me autoriza a dizer ao meu irmão evangélico no que ele deve acreditar.

Da mesma forma, a convicção de um evangélico não lhe dá o direito de apagar aquilo que é sagrado para um católico.

Talvez esta seja uma das grandes provas da democracia:

aprender a conviver com aquilo em que o outro acredita sem precisar destruir aquilo em que nós acreditamos.

Porque, no fim das contas, quando a fé vira arma de campanha, todos nós perdemos alguma coisa.

Inclusive a própria fé.

Enquanto discutimos símbolos religiosos como se fossem trincheiras eleitorais, há um Brasil inteiro esperando que seus candidatos debatam aquilo que realmente poderá mudar a vida do povo.

“Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.”


 By MângelaCastro 30/9/2026 

Enviado por MângelaCastro em 30/09/2026
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terça-feira, 29 de setembro de 2026

REPESAR A VIDA!


Bom dia amigos (as) leitores....

Hoje, escrevo uma carta para você em especial, espero que esta o, a, encontre bem, leve e feliz...

"Repesar a vida não para desistir dela, mas para descobrir o que já não precisamos continuar carregando. Não porque não tenha ninguém para estar perto, mas por não sentir o abraço forte que precisa naquele instante. E a chave está justamente em não negar o cansaço, mas também não deixar que ele tenha a última palavra. Repesar a vida pode ser, afinal, retirar dos ombros aquilo que já cumpriu seu tempo e deixar espaço para aquilo que ainda pode nascer".

Há momentos em que a vida nos pede uma pausa.

Não necessariamente porque tenhamos desistido de caminhar, mas porque os pés, depois de tantos anos percorrendo estradas, começam a reclamar do peso que carregamos. São décadas de passos, encontros, despedidas, alegrias guardadas, dores escondidas, perdas que deixaram seus lugares vazios e tantas outras coisas que fomos colocando sobre os ombros sem perceber.

Até que chega um dia em que já não conseguimos continuar insistindo no mesmo ritmo.

Então paramos.

E talvez seja justamente aí que comece o tempo de repesar a vida.

Sentamo-nos diante da televisão e, enquanto a vida dos outros se desenrola na tela, alguma personagem desconhecida começa a chorar. E choramos também.

Talvez não por ela.

Talvez por nós.

A dor daquela atriz atravessa a película fina que separa a ficção da nossa realidade e encontra um lugar conhecido dentro do peito. A personagem sofre, e, de algum modo, reconhecemos naquele sofrimento alguma coisa que também é nossa.

É curioso como, às vezes, precisamos que alguém inventado chore para descobrirmos que ainda existem lágrimas dentro de nós.

A casa pode estar silenciosa, mas não necessariamente vazia.

Lá fora, a vida continua fazendo barulho: uma freada brusca, uma porta que se fecha, alguém que grita ao longe, o vento que passa pelas árvores, uma pequena ave que canta sozinha, talvez procurando o caminho de volta para o ninho.

Tudo continua.

E nós, por alguns instantes, permanecemos imóveis, como se o mundo tivesse acelerado enquanto nossos passos diminuíram.

Não é exatamente solidão.

É solitude.

Há uma diferença.

A solidão nos faz sentir que não existe ninguém.

A solitude, às vezes, nos coloca diante de nós mesmos.

E talvez seja esse o encontro que mais adiamos durante a vida inteira.

Porque enquanto caminhamos, trabalhamos, cuidamos, amamos, educamos, resolvemos problemas e carregamos responsabilidades, quase nunca temos tempo para perguntar:

E eu?

O que aconteceu comigo durante todos esses anos?

O que ficou pelo caminho?

O que ainda carrego sem precisar?

Quais dores continuam ocupando espaço dentro de mim simplesmente porque nunca parei para lhes dar um nome?

Repesar a vida, meu amigo, minha amiga, talvez seja isso.

Não jogar tudo fora.

Não apagar o passado.

Não fingir que determinadas dores não existiram.

Mas olhar para aquilo que carregamos e perguntar, com alguma ternura:

Ainda preciso levar tudo isso comigo?

Há pesos que foram necessários durante uma parte da caminhada, mas que já não precisam continuar conosco.

Há culpas que precisam descansar.

Há ressentimentos que já envelheceram.

Há ausências que jamais deixarão de doer, mas podem aprender a ocupar outro lugar dentro de nós.

E há sonhos que, apesar de adormecidos, talvez ainda estejam respirando.

Porque a vida não termina quando diminuímos o passo.

Às vezes, ela apenas muda o ritmo.

Talvez não tenhamos mais a mesma força para correr, mas ainda podemos caminhar.

Talvez já não desejemos multidões, mas ainda possamos desejar um abraço.

Talvez não tenhamos respostas para todas as perguntas, mas ainda possamos conservar uma pergunta acesa.

E enquanto houver uma pergunta acesa, haverá uma pequena chama.

Enquanto houver uma chama, haverá possibilidade de amanhecer.

Por isso, naquela casa silenciosa, diante da televisão que continua contando histórias que não são nossas, talvez seja possível desligar o aparelho por alguns minutos e ouvir outra narrativa.

A nossa.

Ouvir o coração.

Ouvir o vento.

Ouvir o passarinho distante.

Ouvir aquele silêncio que, de tão profundo, parece vazio, mas talvez esteja apenas preparando espaço.

Espaço para um novo dia.

Espaço para um afeto.

Espaço para uma amizade inesperada.

Espaço para uma palavra.

Espaço para Deus.

Porque esperança não é a certeza de que amanhã tudo será diferente.

Esperança é continuar deixando uma pequena porta aberta para que o amanhã possa ser diferente.

E talvez seja isso que ainda nos movimenta quando os pés já estão cansados:

não a certeza de que a estrada será fácil,

mas a possibilidade de que ainda exista alguma beleza esperando por nós depois da próxima curva.

Então, hoje, talvez eu não precise caminhar tanto.

Talvez precise apenas me sentar um pouco, respirar, enxugar as lágrimas e repesar a vida.

Separar o que é peso do que é memória.

O que é ferida do que é aprendizado.

O que precisa permanecer do que já pode partir.

E, depois, quando os pés estiverem um pouco mais leves, levantar-me.

Não para voltar a ser quem fui.

Mas para descobrir quem ainda posso ser.

Porque, enquanto houver vida, nenhuma manhã precisa ser considerada a última página.

Algumas páginas apenas precisam de mais tempo para serem escritas.

E talvez a esperança seja justamente essa:

a vida ainda não terminou de escrever a nossa história.

Para guardar no coração

“Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças; sobem com asas como águias; correm e não se cansam, caminham e não desfalecem.”
Isaías 40,31

By MângelaCastro - 29/9/2026

Enviado por MângelaCastro em 29/09/2026
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sábado, 26 de setembro de 2026

PRESA, ENSIMESMADA, MAS AINDA CANTANDO ...

Bom dia amadinhos, amadinhas  de Nosso (a) Senhor (a)!

Há momentos em que a alma se sente presa entre grades que ninguém vê.
Mas, mesmo ferida, ainda pode cantar — porque enquanto houver vida, há sempre uma janela aberta para a regeneração.

🌿 Uma reflexão sobre dor, silêncio, tempo, fé e a coragem de continuar.


Salmos 126:2: "Não, a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua, de cânticos; então, se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o Senhor a estes."

  • Provérbios 17:22: "O coração alegre aformoseia o rosto, mas, pela dor do coração, o espírito se abate."

  • Bom dia, amadinhos e amadinhas de Nosso (a) Senhor (a)!

  • Há dias em que a alma parece atravessar uma tempestade, mesmo quando lá fora quase não chove.

    Ontem foi um desses dias.

    Não houve necessariamente grandes enxurradas sobre a cidade, mas dentro de mim havia um barulho difícil de silenciar. E, quando o barulho interior se torna intenso demais, esquecemos até mesmo algumas das regras mais simples da existência: respirar, esperar, ouvir, ponderar.

    É quando podemos nos esquecer de nós mesmos, e quiçá do outro ao seu lado.

    E talvez tenha sido justamente assim que, em meio àquela turbulência, me veio a imagem de uma fotografia antiga, já um tanto embaçada pelo tempo.

    Uma fotografia que parecia prestes a se desfazer.

    Mas, olhando melhor, percebi que talvez ela ainda pudesse receber alguns retoques.

    Segurei-a, então, simbolicamente, entre as mãos.

    Porque nem tudo aquilo que o tempo desgasta está perdido.

    Há coisas que precisam apenas de cuidado.

    E foi quando o barulho se calou.

    Um silêncio inesperado fez morada dentro de mim. E, como um lampejo atravessando as vidraças de uma janela escancarada para a vida lá fora, quase ouvi uma voz dizendo:

    — Vá. Saia por essa janela. A vida lá fora ainda espera por você.

    Foi então que compreendi que aquela fotografia não era apenas uma lembrança.

    Era também uma metáfora.

    Talvez todos nós sejamos, em algum momento, fotografias antigas tentando resistir às intempéries do tempo.

    E talvez a nossa maior dificuldade seja compreender que, quando alguma coisa se quebra dentro de nós, a primeira reação não deveria ser abandoná-la, mas procurar saber se ainda existe ali alguma possibilidade de regeneração.

    Foi quando me veio outra imagem: uma avezinha presa numa gaiola.

    Ela canta.

    Mas seu canto é triste.

    Olha para fora e vê outras aves bailando livres pelo céu, leves, soltas, enquanto permanece entre grades e ferrolhos, num espaço escurecido demais para quem nasceu para voar e brilhar por si só.

    E penso que, às vezes, também nos sentimos assim.

    Presos. 

    Entediados.

    Amuados, como diz meu neto.

    E, nos momentos mais íntimos de silêncio, talvez a pequena ave se pergunte:

    — O que faço com este momento?

    Talvez seja essa também a nossa pergunta.

    Vivemos tempos difíceis. E, em meio a tantas divergências, violências contra todo um sistema, parece que muitas vezes perdemos o nosso centro.

    E perder o centro, para mim, é também correr o risco de perder Deus como referência da existência.

    Quando olhamos apenas para o próprio umbigo, esquecemos que a vida é muito maior do que nossas certezas, nossas disputas e nossas pequenas razões.

    A vida tem poder de regeneração.

    Mas regenerar exige equilíbrio.

    Exige bom senso.

    Exige cuidado.

    Exige compaixão.

    Radicalidade em todas as coisas, nunca foi a resposta que a vida espera de nós.

    Eclesiastes (3:11) nos lembra que há tempo determinado para todo propósito debaixo do céu.

    Talvez nos falte justamente aprender a respeitar os tempos. O tempo de fazer.

    O tempo de falar.

    O tempo de silenciar.

    O tempo de discordar.

    O tempo de compreender. 

    O tempo de deixar ir.

    E também o tempo de reconstruir.

    Porque, quando nos deixamos dominar pelas emoções, podemos acabar roubando da calma a sua plenitude e transformando a própria existência num lamento permanente.

    É nos meus silêncios mais profundos, quando tudo finalmente se aquieta n’alma, que algumas perguntas insistem em chegar:

    Por que divergimos tanto?

    Por que guardamos tantos tesouros dentro de nossas pequenas pirâmides, se a vida passa tão depressa?

    Para que tanta disputa, tanta dureza, tanta necessidade de ter razão, se amanhã poderemos simplesmente não estar mais aqui?

    Um dia, tudo ficará para trás.

    E então penso nos sepulcros caiados.

    Penso naquilo que permanece quando todas as aparências desaparecem.

    E me pergunto:

    O que levaremos conosco?

    Certamente não os tesouros.

    Não as disputas.

    Não as vaidades.

    Talvez levemos apenas aquilo que conseguimos transformar em amor.

    E talvez seja justamente aí que esteja a grande lição:

    a vida não nos pede que permaneçamos intactos.

    Pede-nos que, mesmo depois das tempestades, aprendamos a nos regenerar.

    Que a fotografia, ainda que marcada pelo tempo, possa receber novos retoques.

    Que a avezinha, mesmo depois de muito tempo entre grades, não esqueça que nasceu para cantar.

    E que nós, apesar de todas as nossas feridas, não nos esqueçamos de que ainda existe uma janela aberta para a vida. 

    • Esse é o tempo de fazer o que está ainda para ser feito... Não morrer pelas contraditas, mas viver pela ressurreição com toda plenitude!


    Paz e Bem.

    By MângelaCastro — 26/09/2026

  • Enviado por MângelaCastro em 26/09/2026
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  • By MângelaCastro - 26/0/2026

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

🌿 PRIMAVERA - MULHER QUE DÁ O CONTORNO À VIDA ...🌷

 A chuva que cai nesses dias sobre nossos telhados, deixa de ser apenas metáfora da tristeza e passa a ser também sinal da ação de Deus, que fecunda aquilo que parecia adormecido.


Bom dia caríssimos e diletos leitores de todos os dias, os quais trazem muito alegria e conforto pro meu coração. Amigos, amigas! Talvez, porque temos sido tema quase central de diálogos nesses últimos anos, nascido como semente que acaba de germinar uma leve moção de palavras ensejando o ser feminino que habita em nós, chegando de mansinho com a estação primaveril que também acaba de nascer para cumprir mais um ciclo de vida ....

🌧️🌷 E se a Primavera chegasse para nos ensinar a desacelerar?

Entre a chuva que parece lágrima e as flores que insistem em nascer, talvez a vida esteja apenas nos pedindo um instante de pausa.

Para sentir o perfume, contemplar a beleza e lembrar que, mesmo depois das partidas, a vida sempre procura um jeito de florescer novamente.

A manhã amanheceu chuvosa.

Para mim, meio lacrimosa.

Talvez porque o comboio da morte tenha passado tantas vezes por perto, levando parentes, amigos, pessoas que ontem ainda faziam parte da paisagem de nossas vidas.

Ele passa. E nos comove.

Entristece.

Mas também nos recorda que existe um ciclo maior do qual fazemos parte: nascer, florir, frutificar e, um dia, cair sobre a terra para que dela possa nascer novamente a vida.

Talvez seja por isso que eu goste de olhar a chuva de outra maneira.

Ela chega como lágrima, mas também como promessa.

A Primavera acaba de nascer, e a chuva vem recebê-la. Molha a terra, desperta sementes, devolve perfume ao mundo.

E há algo de profundamente feminino nisso.

A mulher, em sua simbologia mais bonita, traz consigo o mistério de gerar, acolher e dar contorno à vida.

E talvez seja justamente isso que esteja faltando aos nossos tempos tão secos: não apenas água sobre a terra, mas delicadeza sobre os dias.

Ser Primavera é ser leve sem ser superficial.

É ser alegria sem perder a sintonia com as experiências da vida.

É florescer depois das chuvas.

É espalhar perfume sem precisar anunciar a própria presença.

Porque todo frasco de perfume guarda uma sensação que não se vê, mas permanece.

Assim é a Primavera.

Assim pode ser a mulher.

Mulher que dá o contorno à vida.

E quando penso na locomotiva da existência, desejo apenas que ela não passe tão depressa por nós.

Que, ao chegar à Primavera, diminua a velocidade.

Que pare, por um instante, para sentir o perfume das flores, contemplar sua alegria colorida, ouvir a chuva sobre a terra e perceber que ainda há muito para florescer.

Depois, sim...

Que siga viagem.

Porque a locomotiva da vida não pode permanecer parada.

Mas talvez possa aprender, de vez em quando, a desacelerar diante da beleza.

E nós, passageiros dessa breve viagem, talvez devêssemos fazer o mesmo.

Isaías em  55, 10-11 se expressa, sintetizando bem assim:

“A chuva rega a terra. A Palavra rega a alma. E onde Deus encontra uma semente, a vida pode voltar a florescer.” 🌧️🌱



Paz e Bem.

By MângelaCastro - 23/0/2026

terça-feira, 22 de setembro de 2026

ENTRE O ALTAR E A PRAÇA — O QUE FEBE NOS RECORDA

 Bom dia caros irmãos (ãs) de fé e laicato....

Recordando que qualquer comentário e ou opinião sobre os dogmas da igreja, são apenas opiniões diversas, que podem ser apreciadas pelos demais, mas, não é LEI!

Uma coisa é respeitar a autonomia da Igreja para guardar sua doutrina. Outra, bem diferente, é imaginar que a discussão sobre o lugar da mulher dentro dela esteja encerrada. A própria história da Igreja nos lembra de Febe, a diaconisa de Cencreia.

Entre o altar e a praça, há uma conversa que ainda precisa ser feita.

E que dentro da teologia católica apostólica romana, não haja uma democracia velada...

Bora lá entender um pouco mais um tema que caminha nas poeiras do séculos, entre o VELHO E O NOVO NORMAL.

Há manhãs em que a natureza parece nos ensinar antes mesmo que abramos um livro.

Hoje amanheceu nublado. A madrugada foi de chuva e, embora o sol não tenha aparecido, o dia trouxe um ar mais ameno, mais leve de respirar. A terra molhada devolveu à manhã aquele perfume que parece sair das próprias raízes da vida.

Talvez por isso eu tenha pensado que algumas discussões humanas também precisariam de chuva.

Precisariam ser lavadas um pouco do calor das palavras, das respostas apressadas e das certezas que, às vezes, transformam uma conversa em confronto.

As notícias destes últimos dias trouxeram novamente para o centro da discussão a relação entre política e religião, depois de declarações do presidente da República sobre a Igreja Católica, o celibato sacerdotal e a possibilidade de maior participação das mulheres na estrutura religiosa.

Algumas lideranças católicas reagiram duramente.

E compreendo que a Igreja tenha o direito de preservar sua doutrina, sua tradição e sua autonomia diante do poder civil.

Mas, ao ouvir algumas dessas manifestações, uma pergunta me veio à consciência:

Será que a discussão sobre o lugar da mulher dentro da Igreja Católica está realmente encerrada?

Talvez a própria Bíblia nos peça um pouco mais de cuidado antes de responder.

Quase dois mil anos atrás, São Paulo escreveu aos cristãos de Roma recomendando uma mulher chamada Febe.

Não apenas a mencionou.

Recomendou-a.

Chamou-a de irmã e associou seu nome ao serviço da Igreja de Cencreia.

Febe não é uma invenção dos tempos modernos.

Não é produto do feminismo contemporâneo.

Não nasceu de uma discussão política.

Seu nome está nas Escrituras.

E a própria Igreja Católica reconhece historicamente a existência de mulheres que exerceram serviços diaconais nas primeiras comunidades cristãs e, posteriormente, em diferentes regiões da Igreja antiga, embora a natureza dessas funções não tenha sido idêntica ao diaconato masculino tal como hoje o conhecemos.

É justamente por isso que precisamos separar as coisas.

Uma coisa é discutir a ordenação sacerdotal feminina, questão que a Igreja Católica mantém em sua doutrina atual.

Outra é afirmar que a presença feminina em funções de serviço, responsabilidade, liderança e governo dentro da Igreja seria uma novidade estranha à sua própria história.

Não é.

A história é mais complexa.

E talvez seja justamente essa complexidade que nos ajude a conversar melhor.

Ao longo dos séculos, o ministério das diaconisas existiu de formas diferentes em determinadas regiões da Igreja. Em alguns lugares, elas auxiliavam no batismo das mulheres, cuidavam de necessidades específicas das comunidades femininas e exerciam funções de serviço e mediação junto aos bispos. A documentação histórica reunida pela própria Comissão Teológica Internacional reconhece que esse ministério existiu, embora ressalte que ele não era simplesmente o equivalente feminino do diaconato masculino atual.

Portanto, dizer que a mulher na Igreja é uma novidade do nosso século seria esquecer uma parte importante da própria história cristã.

E talvez seja aqui que nossa reflexão precise respirar.

Uma coisa é a autonomia da Igreja para guardar sua doutrina; outra, bem diferente, é imaginar que a discussão sobre o lugar da mulher dentro dela já esteja encerrada. A primeira deve ser respeitada. A segunda continua sendo objeto de reflexão dentro da própria Igreja.

Francisco abriu novos espaços para a participação feminina na vida e no governo da Igreja, e o processo de reflexão não terminou com seu pontificado.

Isso também não significa dizer que a Igreja tenha decidido ordenar mulheres sacerdotes ou bispas.

Não decidiu.

E não precisamos alterar os fatos para defender uma reflexão.

Talvez justamente o contrário.

Quando conhecemos nossa história, não precisamos inventar argumentos.

Eles já estão lá.

Estão nas Escrituras.

Estão nos documentos antigos.

Estão nas mulheres que, ao longo dos séculos, serviram à comunidade cristã.

Estão nas mulheres que hoje estudam teologia, ensinam, evangelizam, administram instituições, participam de organismos eclesiais, cuidam dos pobres, acompanham enfermos, catequizam crianças e jovens e ocupam funções de responsabilidade dentro da Igreja.

E talvez a pergunta mais profunda não seja apenas:

“A mulher chegará um dia ao altar?”

Talvez devêssemos perguntar:

“Quantos lugares dentro da Igreja já foram transformados pela presença das mulheres?”

Febe talvez não tenha imaginado que seu nome atravessaria dois milênios.

Mas atravessou.

E chegou até nós justamente pelas palavras de Paulo.

Uma mulher reconhecida por seu serviço à comunidade cristã.

Uma mulher que não precisou desaparecer da narrativa para que a tradição fosse preservada.

Ao contrário: ela permaneceu na própria Escritura.

Por isso, quando hoje discutimos o papel da mulher na Igreja, talvez devêssemos fazê-lo não como quem chega a uma casa estranha para exigir entrada.

Talvez devêssemos fazê-lo como quem reencontra, dentro da própria casa, uma antiga fotografia esquecida.

Febe está ali.

E nos lembra que a presença feminina na Igreja não começou ontem.

A discussão de hoje é outra.

É saber como essa presença continuará sendo compreendida pela Igreja do nosso tempo, à luz de sua tradição, de sua teologia e também dos sinais dos tempos.

Entre o altar e a praça existe um espaço onde precisamos aprender a conversar.

Na praça está o cidadão.

No altar está o fiel.

E uma mesma pessoa pode ser os dois.

Pode respeitar a Igreja e exercer sua cidadania.

Pode defender a autonomia da religião e, ao mesmo tempo, refletir sobre seus caminhos.

Pode amar a tradição sem acreditar que toda reflexão sobre ela deva ser encerrada.

Talvez seja essa a maturidade que nosso tempo esteja nos pedindo.

Não transformar a fé em instrumento político.

Não transformar a política em tribunal da fé.

E não transformar uma discussão legítima sobre a mulher em uma guerra entre homens e mulheres.

Porque, no fundo, talvez a questão seja muito maior.

É sobre serviço.

É sobre dignidade.

É sobre vocação.

É sobre a capacidade de uma comunidade de reconhecer os dons que Deus distribui entre seus filhos e suas filhas.

Hoje, enquanto a chuva repousa sobre a terra, penso em Febe.

E me pergunto se algumas palavras antigas não continuam chegando até nós justamente quando precisamos delas.

Talvez a chuva desta manhã tenha sido apenas chuva.

Mas talvez também tenha sido um convite:

Entre o VELHO E O NOVO NORMAL...

baixar a poeira, refrescar as palavras e voltar a conversar.

Entre o altar e a praça.

Entre a tradição e a reflexão.

Entre o que a Igreja preserva e aquilo que ela continua discernindo.

E, quem sabe, entre nós e aquela mulher chamada Febe, que há quase dois mil anos nos lembra que a mulher também estava lá.

Servindo.

Participando.

E fazendo parte da história da Igreja.

Talvez seja justamente por isso que conhecer a história seja tão necessário — e respeitar as diferentes opiniões, ainda mais.

A Constituição de 1988 nos assegurou a liberdade de consciência e de crença, estabelecendo o respeito à diversidade religiosa em nossa sociedade. Mas uma Igreja também é feita de pessoas que pensam, perguntam, refletem e, dentro de seus próprios limites teológicos, continuam discernindo seus caminhos.

A tradição merece respeito.

A doutrina merece ser conhecida.

E a opinião diferente também merece ser ouvida sem que, por isso, alguém seja transformado em adversário da fé.

Talvez uma Igreja que reconhece os erros de seu passado e continua refletindo sobre o seu presente não seja uma Igreja enfraquecida.

Talvez seja justamente uma Igreja viva.

E talvez seja essa a grande lição que Febe, silenciosamente, ainda nos oferece:

A história não começou conosco — mas também não terminou em nós.

Paz e Bem.

By MângelaCastro - 22/9/2026
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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

NAÇÕES UNIDAS..."NINGUÉM CONSTRÓI SÓZINHO"!

Perguntas lançadas como sementes aos ventos, algumas retornando já rebrotando respostas; outras, ainda amadurecendo no tempo. 🌱

Nessa manhã, embora ainda atravessando pela estação de inverno, o sol chega com um suave perfume de flores no ar, trazendo providências de um específico lugar, não apenas coincidências, nós, cristãos, celebramos São Mateus, apóstolo e evangelista. E sua história, transcorridos mais de dois mil anos, ainda nos convida a uma reflexão muito atual, quando lideranças sentam à mesa para construir um mundo melhor, encontrar quiçá, soluções, curas, para os problemas de toda ordem de uma coletividade, então, quem você convidaria para a mesa da 81ª Assembleias Geral da ONU, que se instala hoje? Recordando que também fazemos parte dessa construção, se não na prática, tijolo por tijolo, pelo menos em boas ideias.

Fazendo aqui um feedback, Jesus senta-se à mesa com Mateus e outros cobradores de impostos, considerados por muitos como indignos daquela convivência. Mas, diante da crítica dos que se julgavam justos, responde:

“Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os doentes.” (Mt 9,12)

Talvez essa passagem também possa conversar com o nosso tempo.

Afinal, não é uma grande mesa de diálogo que se abre, simbolicamente, na 81ª Assembleia Geral da ONU, cujo tema propõe “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação”?

Então, quase dois anos depois, volto à minha reflexão de janeiro de 2025 para conversar com aquela MângelaCastro que lançava perguntas ao futuro.

(HORIZONTES MEMORÁVEIS...: Resultados da pesquisa TRUMP É REELEITO) e no andar da carruagem, um dos pontos de geopolítica que mais impactou o mundo do empreendedorismo e humanitário, na ERA TRUMP.: IMIGRAÇÃO E TAXAS DE JUROS DE EXPORTAÇÕES... diga-se de passagem, não só para Mexicanos, mas, afetando com efeito dominó mais paises.

O que ressoou? O que mudou? O que se confirmou? E o que ainda aguarda o tempo para responder?

É essa conversa que convido você a fazer comigo.

“Quando o mundo deixa de conversar, as consequências não ficam confinadas às salas dos governos; de estudos, jornalísticas, sejam eles quais forem, simplesmente, elas chegam às nossas casas.”

Há textos que escrevemos para o presente e que, algum tempo depois, parecem nos chamar novamente para uma conversa.

Foi o que aconteceu comigo ao reencontrar uma reflexão publicada em 25 de janeiro de 2025, quando começava uma nova gestão presidencial nos Estados Unidos. Naquele momento, escrevi sobre geopolítica, meio ambiente, imigração, economia e sobre os possíveis efeitos das escolhas de uma grande potência sobre o restante do mundo.

Quase dois anos depois, volto àquele texto não para dizer que eu havia previsto o futuro. Seria pretensão.

Volto para perguntar:

O que ressoou daqueles “Horizontes Memoráveis”?

Talvez a resposta esteja menos naquilo que aconteceu exatamente como imaginávamos e mais nas perguntas que permaneceram.

A MângelaCastro de 2025 conversa com a de 2026

Naquela manhã, eu observava a chamada “Era Trump” com a inquietação de quem compreende que nenhuma grande nação vive isolada do restante do planeta.

Hoje, olhando para trás, vejo que aquela preocupação continua atual, embora o cenário tenha adquirido novos contornos.

O mundo chega à 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas atravessado por guerras, tensões econômicas, mudanças climáticas, desenvolvimento desigual e novos desafios tecnológicos, entre eles a inteligência artificial. O próprio tema escolhido para esta Assembleia — “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação” — parece responder, de certa maneira, a uma das inquietações que eu já colocava naquele texto de 2025.

Restaurar a confiança.

Talvez seja justamente essa uma das maiores necessidades do nosso tempo.

Brasil e Estados Unidos: dois países, muitos interesses em comum

Brasil e Estados Unidos não precisam pensar da mesma maneira sobre tudo.

São países diferentes, com histórias, interesses, responsabilidades e visões políticas próprias.

Mas possuem também relações econômicas, diplomáticas e sociais que tornam difícil imaginar que decisões tomadas em um país não repercutam no outro.

As recentes medidas tarifárias americanas sobre produtos brasileiros mostram isso concretamente. Segundo o governo brasileiro, as novas sobretaxas alcançaram parcela significativa das exportações destinadas ao mercado americano e contribuíram para uma redução das exportações brasileiras aos Estados Unidos em 2026.

Por outro lado, o comércio não é uma estrada de mão única.

Empresas, trabalhadores e consumidores americanos também participam dessa relação.

É justamente por isso que a retomada das negociações entre os dois governos pode representar uma oportunidade: não necessariamente para que um lado “vença” o outro, mas para que ambos encontrem mecanismos capazes de reduzir prejuízos e ampliar aquilo que pode ser construído em comum. As equipes dos dois países voltaram a conversar depois de uma ligação entre Lula e Trump em agosto, e novas tratativas estão previstas para o encontro do G20 no final de setembro.

E o que a Assembleia da ONU pode nos oferecer?

Talvez não devamos esperar de uma Assembleia Geral soluções mágicas.

A ONU não substitui a soberania dos países, nem pode obrigar governos a abandonarem suas diferenças.

Mas existe algo que somente um grande fórum multilateral pode oferecer:

a possibilidade de conversar quando seria mais fácil romper.

Nesta Assembleia serão discutidos temas que ultrapassam fronteiras: paz, desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas, direitos humanos, inteligência artificial e os grandes conflitos que afetam a segurança e a economia mundial. Há inclusive reuniões específicas dedicadas à ação climática, à transição justa e às ameaças provocadas pela elevação do nível do mar.

E talvez seja aí que minha reflexão ambiental de 2025 encontre novamente o presente.

O clima não pergunta qual é a nacionalidade de quem sofre.

A fumaça não conhece fronteiras.

A seca não respeita passaportes.

As enchentes não escolhem ideologias.

E uma crise econômica, em um mundo interdependente, pode atravessar oceanos muito mais rapidamente do que qualquer navio.

O que Brasil e Estados Unidos poderiam levar dessa oportunidade?

Talvez, antes de tudo, a compreensão de que soberania não precisa significar isolamento.

O Brasil tem o direito de defender seus interesses, sua democracia, seu território, sua economia e suas escolhas.

Os Estados Unidos também.

Mas ambos podem descobrir que defender seus próprios interesses não significa necessariamente ignorar os interesses legítimos do outro.

Para o Brasil, interessa preservar mercados, empregos, investimentos, estabilidade econômica e sua capacidade de dialogar com diferentes parceiros internacionais.

Para os Estados Unidos, interessa manter relações comerciais e estratégicas com uma das maiores economias e um dos países de maior peso ambiental e geopolítico das Américas.

E para ambos interessa combater aquilo que nenhum deles consegue resolver sozinho: o crime transnacional, as mudanças climáticas, as crises econômicas, os riscos tecnológicos e as ameaças à paz.

Não se trata de concordância absoluta.

Trata-se de cooperação possível dentro da diferença.

E onde entram os cidadãos?

Aqui talvez esteja a parte mais importante desta reflexão.

Governos passam.

Presidentes passam.

Políticas econômicas mudam.

Tarifas podem subir ou baixar.

Mas os povos permanecem.

São os trabalhadores, empresários, agricultores, estudantes, cientistas, famílias e pequenos empreendedores, nossas comunidades religiosas, que acabam sentindo no cotidiano as consequências das grandes decisões tomadas nas salas de governo.

Por isso, quando observo as relações entre Brasil e Estados Unidos, não consigo enxergar apenas Lula e Trump. Assim como quando olho para Jesus narrado pelo evangelho de Mateus e sob seu ponto de vista, Jesus, sentado àquela mesa de pessoas não bem quistas da sociedade, não consigo enxergar apenas Jesus e Cobradores de Impostos mas sim, ___Enxergo como fossem brasileiros e estadunidenses, os quais permanecem aguardando uma luz no fundo do túnel, para atravessarmos pontes que nos conduzirão a consolidações favoráveis, em várias esferas de governo, vejo muito além de governanças, vejo, simplesmente cidadãos comuns do povo aguardando soluções accessíveis, plausíveis, através de suas lideranças, quiçá a cura de todos nossos problemas.😋

Dois povos que, embora separados por uma fronteira continental e por diferenças culturais e políticas, fazem parte de uma mesma realidade mundial.

E talvez seja essa a grande responsabilidade dos líderes:

não transformar diferenças entre governos em distanciamento entre povos. E como cristãos que em maioria somos, orar para que essa Assembleia se torne um campo de sementes fortificadoras para o futuro ...

Quase dois anos depois...

Volto então à MângelaCastro de janeiro de 2025.

Ela me perguntava sobre os horizontes que se abriam diante do mundo.

Eu, agora, respondo a ela:

— Alguns daqueles horizontes realmente mudaram. Outros se tornaram ainda mais complexos. E algumas perguntas continuam sem resposta.

Mas uma certeza parece ter amadurecido.

Nenhuma grande nação constrói seu futuro completamente sozinha.

A liberdade de cada país precisa caminhar ao lado da responsabilidade pelas consequências de suas escolhas.

E talvez seja essa a maior lição que podemos retirar destes quase dois anos:

quando o mundo deixa de conversar, as consequências não ficam confinadas às salas dos governos; elas chegam às ruas, às casas, aos empregos, aos preços, às famílias e ao futuro das próximas gerações.

Por isso, antes de perguntarmos quem ganhou ou quem perdeu, talvez devêssemos perguntar:

O que podemos construir juntos?

Essa pergunta não pertence apenas a Lula.

Nem apenas a Trump.

Pertence aos dois povos.

Pertence ao Brasil.

Pertence aos Estados Unidos.

E, de certa maneira, pertence a todos nós.

Porque os horizontes podem ser nacionais, mas o planeta sobre o qual caminhamos continua sendo um só.

Quase dois anos depois, já que passamos mais da metade do ano de 2026, talvez seja isso que tenha ressoado dos meus “Horizontes Memoráveis”: não uma previsão do futuro, mas a necessidade de continuar perguntando antes que o futuro nos obrigue a responder.

É quase como se a pergunta de Jesus a Mateus atravessasse dois milênios e chegasse à Assembleia Geral: quem ainda estamos dispostos a convidar para a mesa? 🌱

Paz e Bem.

By MângelaCastro - 21/9/2026

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Enviado por MângelaCastro em 21/09/2026
Código do texto: T8724561
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