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terça-feira, 14 de abril de 2026

PONTO E VÍRGULA: QUANDO A ALMA DECIDE NÃO TERMINAR

 

✍️ Às vezes não é o fim…

é só a alma pedindo um ponto e vírgula.

Hoje amanheci revoltada rs…
mas não com o mundo — comigo mesma.

Por ter deixado a vida chegar onde chegou.
Por ter lutado tanto… e, ainda assim, não ter questionado o rumo.
Apenas fui… levada pelos ventos.
Ora leves, ora tempestades.

Houve dias em que nadei em águas bravias,
com o corpo cansado e a alma em alerta,
até avistar, lá adiante,
um navio velho — uma carcaça de ferro enferrujada.

E dele descia uma corda.

Uma voz gritava:
Segure firme, Mariangela! Não solte!

E eu segurei.

Mesmo sem ver de onde aquela corda vinha,
mesmo sem entender seu começo…
eu apenas segurei.

Enquanto isso, deixei para trás
um casal de amigos que também lutava contra as mesmas ondas.
A vida deles seguiu.
A minha… parece que ficou suspensa naquele instante.

Hoje, mais uma vez, paro.

E decido:
vou retroceder alguns passos,
para reaprender a caminhar.

Começar do agora.
De um ponto e vírgula.

Respirar mais fundo,
como quem busca o ar perdido dentro da própria alma.

Porque, lá no fundo, uma verdade ecoa:
“EU SOU.”

Mas quem sou eu… comigo mesma?

Porque só vivo, de fato, quando peço, quando me permito.
Caso contrário, permaneço —
como uma boneca esquecida num canto qualquer.

E então tudo incomoda.
Até o espirro do outro.

Talvez não seja o mundo…
talvez seja o que se move — ou não — dentro de mim.

Fico aqui, entre quatro paredes,
imaginando um mundo lá fora que verdeja…
mas será mesmo real?
Ou é só o desejo de uma vida mais viva?

Vivemos cobertos por máscaras.
Individuais. Silenciosas. Sofridas.
E, no fundo… culpadas.

Hoje, confesso:
tenho vontade de fugir.

Fugir de mim,
dessa vida morna,
dessa sensação de ter sido conduzida
por quem ainda nem começou a viver,
mas acredita que já sabe tudo.

E eu… que já vivi tanto.

Fui mulher de luta.
Trabalhei minha própria consciência.
Dei fruto em árvores secas.
Confiei em pessoas não confiáveis,
mas quem é confiável?
Atravessei mares revoltos.
Gritei no eco do meu próprio abismo.

Busquei respostas em memórias que talvez nem vivi —
apenas sonhei.

E ainda assim me pergunto:
quem sou?

Olho para a vida de Jesus…
para tudo que Ele levou consigo…
e me vem uma pergunta que ecoa, quase em silêncio:

___Valeu a pena sofrer todas as dores?

Porque, ao olhar ao redor,
vejo que muitos continuam iguais —
vivendo o agora sem consciência,
buscando vitórias…

mas vitória de quê?

By MângelaCastro - 14/4/2026

Enviado por MângelaCastro em 14/04/2026
Código do texto: T8604714

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PONTO E VÍRGULA: QUANDO A ALMA DECIDE NÃO TERMINAR

  ✍️  Às vezes não é o fim… é só a alma pedindo um ponto e vírgula. Hoje amanheci revoltada rs… mas não com o mundo — comigo mesma. Por t...