“Entre o sonho, a despedida e a fé… um renascimento silencioso aconteceu.”
Bom dia amadinhos de Nosso Senhor!
Um nascer de novo… uma breve carta 🌻✨
Hoje, talvez tocada pela liturgia, pelas oblações e pelos rituais da 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos, no Santuário Nacional de Aparecida… Bispo que presidia naquele momento a celebração: - Dom Sérgio, é para mim testemunha viva, de que o Nosso Senhor, convoca quem está realmente em missão junto às periferias, e ele, quando recebeu o chamado para ser Bispo, e estava exatamente em serviço pela igreja em uma das cidades satélites de Brasília, junto aos mais carentes. Como sei disso? Li em entrevista concedida por ele. Simples assim!
E também pela graça vivida ontem por mim e meu filho, em oração junto à Comunidade Hodie, para meu filho era a primeira vez, para mim não.
Foi uma celebração juntos, renovamos em presença plenária, muito especial para mim, assim, orando com pessoas para o Padre que presidiu a celebração, amigas essas especiais para ele, deixou isso bem claro, não queria lhe interromper aquele momento breve e auspicioso, sabe tipo, "tietes"ali querendo aproveitar o momento para abraços, fotos, normal, mas naquele momento eu era mais uma discípula, que aguardava junto aos outros, outras, um momento riquíssimo em revelações, aqui em nossa cidade, fui conduzida a uma memória especial.
Já havia estado ali anos atrás, com o grupo da pastoral ecumênica.
E confesso: guardo aquele momento como se fosse hoje.
Ontem, porém, algo se reacendeu.
Mesmo em minha timidez — que ainda me faz permanecer mais recolhida do que gostaria — estive ali. Presente.
Orando.
A noite era suave.
Lá fora, uma brisa leve tocava o mundo.
Lá dentro, o salão cheio de fiéis pulsava fé.
E, vez ou outra, meus olhos se enchiam de lágrimas.
Ali, compreendi algo em silêncio:
Duas almas podem sofrer… e não é pouco.
Mas ninguém é vítima, senão de si mesmo, quando entrega a própria vida nas mãos de outros.
E então, o pensamento me levou a Cristo.
Ele também se entregou.
E o que lhe restou?
A cruz.
Mas não o fim.
Houve o Ressurgir.
E nele, a revelação:
também nós podemos vencer nossas pequenas mortes — aquelas que nascem de nossos erros, de nossas quedas, de nossos pecados.
Salvos… até de nós mesmos.
Seguimos, assim, como os discípulos no caminho de Emaús — ainda sem compreender tudo, mas caminhando.
E assim será… até que Deus nos recolha.
E você, que me lê agora…
O que deseja renovar em sua vida?
O que ainda pode florescer?
Já observou aquela pequena flor que nasce rente ao chão?
Por volta das onze da manhã, ela se abre inteira, feliz, como quem saúda o sol.
E, com o passar das horas, vai se recolhendo… até adormecer.
Mas nunca desiste.
Amanhã, ela floresce outra vez.
Ontem, meu coração foi assim.
Abriu-se.
Sorriu.
Mesmo com a emoção dos cantos que elevam a alma…
mesmo com dores ainda silenciosas…
Eu estava feliz.
Feliz por estar ali — novamente.
Diferente… mas ainda em oração.
Como os discípulos que aguardavam o retorno do Mestre.
Sem saber exatamente como…
mas sentindo, no íntimo, que algo voltava a viver.
Que a fé reacendia.
Que a esperança ainda ardia.
Veja, bem… falo aqui para você que esteve ontem orando comigo...
Ainda estamos no caminho... Aleluia! Conseguiram nos derrubar, é fato, mas Jesus veio, em corpo e espírito presente, e nos soprou, e fez a chama dentro de nós outros, reacender, como fogo que não se apaga ...
E você que está me lendo, pensa que acabou aqui, NÃO, ainda tem mais, muito mais história para eu te contar ... como dizia Padre José Geraldo Segantin em homilia: ____Digo que já estou encerrando, e falo ainda mais meia hora!! É, eu me lembro...😅😅😅desejo de coração que se levante, com o sopro do Espírito Santo em suas narinas, e se recupere e continue seu legado ... assim é a vida, estamos sempre querendo mais e mais, até que um dia a vida faça realmente sentido. Um dos discípulos de Jesus, pode até parar no meio do caminho, talvez cansado, adoentado, mas alguns deles não perdem a esperança de continuar o ciclo da vida, se renovando, caminhando, e assim, continuam seguindo em frente, sempre .... Foi o que Jesus fez!
“Quem quiser ser o maior, seja o servo de todos.”
(Marcos 9:30-37)
A vida se renova a cada instante, como a água do batismo nos renova o espírito, e nos transforma, apagando nossos pegados originais ...
A semana que passou foi intensa para mim.
O coração batia mais forte, como címbalos, que chamam para a missa.
Sentia um calor ardente, que o suor precisava esfriar.
Todos os meus sentidos, sabia, algo novo, em mim, acontecia.
Era vida ressurgente!
Pensamentos vieram como ventos para me levar, e eu sabia bem certo o lugar — alguns leves, outros me ancorando em profundas reflexões.
Entre eles, um desejo antigo reacendeu: ___E nesse momento, retrocedi alguns passos para um passado que estava bem aqui ainda latente dentro de mim, e compartilho contigo novamente, pois, para mim ontem, foi um vento que chegou forte para me levar, assim como um dia eu queria ver o Papa Francisco em Aparecida.
Sabe? Cheguei a me organizar. Reservei vaga com uma senhora que levava romeiros de Franca. Tudo parecia certo.
Conversei com meu filho, e ele, com carinho, disse:
— Vai sim, mãe. A senhora sempre quis vê-lo de perto.
Arrumei minha maleta com entusiasmo. No coração, uma certeza:
“Agora vai…”
Mas não foi.
Na noite anterior, que haveria eu de viajar, uma febre alta me surpreendeu. Uma gripe forte, mesmo vacinada, me envolveu.
Meu filho, apreensivo, pediu que eu não fosse. Concordei.
Chovia muito, estava frio, estradas… não era prudente.
Desisti.
Mais tarde, assisti a uma breve homilia do Papa. E ele dizia:
— Vai saber… Deus tem dessas coisas.
Guardei aquelas palavras.
Talvez não fosse mesmo o meu momento.
Seguimos, meu filho e eu, com o desejo de, um dia, irmos ao Vaticano.
Mas ficou… uma pequena ausência.
Brinco, em tom leve:
“O Papa cansou de esperar por mim…😊” quanta pretensão!!!
Mas, no fundo, sabemos:
Deus é quem conhece o tempo de tudo.
Dias depois, meu neto passou em casa.
Era abril, páscoa ...
Veio alegre, contando sobre um enorme ovo de Páscoa:
— Maria Ângela, é enorrrrme! Disse ele, fechando os olhinhos.
(detalhe, ele não me chama de vovó, não conseguimos tirar-lhe o por que?) tudo bem, o que vale mesmo, é a nossa afetividade de avó e neto. Ele me acha uma "fofa" 😋
Brincamos, e eu disse que levaria um ano para comer.
Ele, rápido, na matemática, respondeu:
— Um ano não… oito meses!
Rimos.
Então, de forma inesperada, ele pediu:
— Chega a cabeça mais perto, me pediu ele … quero te dar um beijo na sua "bochecha".
Algo raro nele.
Aproximei-me. Ele me beijou e disse:
— Toda noite… faça uma prece.
Silêncio.
Algo ali não parecia comum.
Comentei com meu filho:
— Parece uma mensagem…
Ele respondeu:
— Coincidência, mãe.
No dia seguinte, a notícia:
o Papa Francisco havia partido.
Na madrugada seguinte, sonhei.
Segurava um bebê de poucos meses.
Seu rosto… lembrava o do Papa. Sereno. Sorrindo.
Mas havia algo incomum.
De sua boca jorrava água. Muita água.
Como uma fonte viva.
Assustada, tentei ajudá-lo.
Temi que se afogasse.
Uma jovem senhora, elegante, esbelta, de cabelos ruivos, à minha frente, observava com calma.
Disse apenas:
— Fique tranquila… é assim mesmo.
Insisti.
Ela repetiu, serena:
— Vai passar.
Coloquei o bebê de lado.
A água cessou.
Ele me olhou… e sorriu.
E naquele instante, compreendi.
A jovem senhora tinha razão. Tudo passa!
Acordei em paz.
Era o dia do velório do nosso bom Francisco.
E aquele sonho permaneceu em mim como uma revelação suave:
renascimento. Não sofra tanto Maria, tudo passa!
Lembrei-me de Jesus a Nicodemos:
“Quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” (João 3:3)
Naquela água — limpeza.
Naquele bebê — vida nova.
Naquele beijo — um aviso.
E no coração, uma certeza:
A vida se renova na fé. E ontem, sábado orante, isso ficou para mim bem claro!
Levantamos das cadeiras, após o encerramento da missa, e sem olhar para trás, meu filho e eu saímos daquele recinto em silêncio, ainda não era o momento do abraço ... Temos muito que repensar! Um dia nos comprometemos com Jesus, Ele nos reacendeu a chama, se comunicou, se revelou, mas, o altar para onde seguia, continuava limpo, tão alvo como o atoalhado que lhe cobria, mas em cima dele, nada havia ... entendo que somos nós, que agora em diante, temos que ir arrumando a vida, e fazendo novas todas as coisas, como uma abençoada oferenda... nas águas de um novo batismo ...
“Há tempo de nascer e tempo de morrer…” (Eclesiastes 3:2)
Talvez, a cada noite, algo em nós precise partir…
para que, ao amanhecer, possamos renascer.
E que, agora, no tempo de Deus,
o Papa Francisco continue, em sua missão eterna,
cuidando de nós e do nosso planeta.
E nós tal qual os homens que caminhavam na estrada de Emaús, continuemos juntos, SIM, porém, mais atentos aos sinais que a vida nos concede e ao que nossos anjos da guarda nos revela...
✨ Entre o sonho de estarmos juntos novamente, a despedida deixa um gosto de quero mais… pois a fé anuncia um renascimento silencioso que haverá de acontecer mais vezes em nossas vidas. Amém?
É o que desejo…
E você?
Encerro por hoje, verdadeiramente, após experimentar horas liturgicas ma ra vi lho sas ontem a noite, olhares, tentando tudo reconhecer ... encerro por hoje 😀
🌿“Um sonho, um beijo inesperado e uma despedida… quando Deus fala, tudo ganha sentido.”
By MângelaCastro 🌿19/4/2026
