Bom dia!
SUBTÍTULO: __ A NATUREZA DO TEMPO, O VENTO E O PROPÓSITO DA VIDA
Não sei aí para você…
Mas espero que esta manhã também tenha despertado radiante, cheia de esperança.
Aqui, o cheiro de terra molhada chega com a brisa suave — quase doce.
Os primeiros raios de sol atravessam minha janela quando abro a cortina e me debruço nela, gesto simples que há mais de um mês eu não fazia, pois as chuvas não permitiam.
A rua ainda acorda devagar.
Até os passarinhos parecem permanecer em seus ninhos.
Assim nasce o dia: calmo.
Assisto minha missa matinal pela televisão.
Enquanto a oração percorre cada canto do meu espaço, meu lar se torna um pequeno templo.
Inspiro, respiro cada palavra de Deus escolhida para hoje, como quem colhe uma pequena flor.
E Ele fala de fé.
Fala da nossa postura diante dos pedaços da vida.
Fala de cura que muitas vezes chega antes mesmo de nós percebemos.
É uma palavra de confirmação e grandeza espiritual.
Uma palavra de amor e esperança para o coração.
Quase posso ouvir o Senhor dizer baixinho:
— Confie. Tudo ficará bem.
Entregue seu clamor ao Pai Redentor, e Ele fará novas todas as coisas.
Enquanto isso, o perfume da terra continua respirando.
O vento passa suave, cheio de lembranças.
O café coado na hora espalha seu aroma pela casa.
Tudo parece convidar a alma a entrar em sintonia com as coisas divinas.
Um tempo sem pressa.
Um tempo que repousa no cantinho da memória — minha, e talvez também da sua.
Lá fora, as folhas tremulam com o vento.
Aqui dentro, o corpo ainda repousado desperta tremulando, devagar.
Não é frio.
Não é medo.
É anúncio de vida.
O vento corre pelas frestas como se fossem veias abertas da manhã, exalando movimento e esperança.
E assim percebo:
não é a morte da flor que o dia anuncia,
mas a continuidade da vida.
Vida verdejante.
Vida que corre como rio cristalino entre encostas,
remanso para tudo o que toca.
Hoje me inspira a Palavra de Eclesiastes 3.
Muitos de nós já ouvimos ou lemos esse capítulo,
mas será que realmente compreendemos sua profundidade?
O texto reflete sobre a natureza do tempo e o propósito da vida.
O autor, conhecido como Qohelet, afirma:
“Tudo tem o seu tempo determinado,
e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”
Há tempo de nascer e tempo de partir.
Tempo de plantar e tempo de colher.
Cada fase da existência possui seu momento.
E talvez a sabedoria esteja justamente em reconhecer isso.
Há quem pense que o homem não combina com prosperidade.
Mas esse pensamento também pode ser um equívoco.
Podemos, sim, desfrutar do fruto do nosso trabalho honrado e suado.
O que não é sábio é esquecer o sentido das coisas.
Não saber administrar.
Não saber compartilhar.
Minha mãe dizia com simplicidade quando nos via olhando só para a prateleira de cima, querendo tudo e muito possuir, e isso é fato:
— É preciso saber recolher, saber desfrutar e também saber repartir.
Quando nos tornamos bons gestores daquilo que a vida nos concede,
descobrimos que a prosperidade não está apenas no possuir,
mas no propósito do que fazemos com o que possuímos.
Porque tudo passa.
E aquilo que se perde no vento do descuido
não retorna da mesma forma.
A vida também é assim.
Por isso, como nos ensina Eclesiastes,
há tempo —
e há propósito —
para tudo debaixo do céu.
E talvez a sabedoria maior seja aprender a viver cada um desses tempos com consciência, gratidão e fé.
By MângelaCastro - 16/3/2026
(Enviado por MângelaCastro em 16/03/2026
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