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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Entre o barulho do mundo e o "silêncio" da Quaresma ...

 Bom dia, Caríssimos.

Entre o barulho do mundo e o silêncio da Quaresma, nasce o verdadeiro discipulado: servir, formar e amar. "Eis-me aqui". 🙏

Como é bom despertar para um novo amanhecer, não é?
E poder estar aqui contigo novamente… nestas plagas nem sempre serenas, mas sempre pungentes, de emoções profundas.

Vivemos tempos inquietos. Mas é justamente neles que as palavras de eternidade se fazem necessárias — palavras que não distraem, que não anestesiam, mas que despertam. Que, às vezes, incomodam… mas elevam. Que não afagam apenas, mas ensinam o verdadeiro caminho.

E assim sigo — entre cantos, louvores, amores, linhas e entrelinhas, entre um alinho e outro, com o intuito de   reforçar o amor, com pequenos gestos que possam fortalecer as nossas relações, alinhavando cada sentido de vida. Assim continuo, entre passos e compassos. Se não pelas calçadas da cidade, caminho pelos corredores do pensamento até te encontrar.

Porque escrever, para mim, é isso: ir ao teu encontro pela via invisível da alma.

E me permito a cada amanhecer, uma nova reflexão. A vida não se deixa estagnar. Se há términos, também há novos começos. Se há quedas, há levantes. Deus trabalha nos ciclos — nunca no vazio.

Podemos estar sob saraivadas de ataques, mas, se tivermos coragem e fé, nos levantaremos… e O seguiremos. Se pensamos estar mortos por dentro, em verdade há muita vida reinante nos esperando, confiemos pois, o Mestre nos conduz e nos restaura nos desemboques mais difíceis de nossa vida.

Foi isso que testemunhei na manhã deste sábado, durante a celebração presidida por Dom Orani João Tempesta, na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, mais precisamente na Paróquia São João Batista. Ali foram abençoados novos grupos de discipulado, enviados à missão: diáconos que auxiliam os padres, catequistas que formam crianças, jovens e adultos ao longo do ano, é vida vicejante reverberando.

Que cena bonita.

A cidade, que dias antes fora palco de cores e sons no Carnaval do Rio de Janeiro, agora se recolhe no compasso do tempo quaresmal. O que era festa torna-se reflexão. O que era exterior, volta-se para dentro.

Nada fica estagnado no caminho.

E então ecoam as palavras de Jesus:

“Se alguém quiser seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.”
(Mateus 16:24)

Palavras exigentes. Palavras que ainda hoje nos inquietam.

Seguir não é desfilar facilidades. É decidir-se. É compreender que discipulado não é entusiasmo momentâneo, mas entrega contínua. Não é aplauso — é serviço.

Quando Jesus falou sobre perder a vida para encontrá-la, não exaltava o sofrimento pelo sofrimento. Que você indo, leve contigo sua essência. Ele ensinava que o amor à Missão é maior que o medo. Que a exaustão junto d’Ele é leve. Que o corpo pode se cansar, mas o espírito, sustentado pela fé, permanece vivo.

Como nos recorda a Carta aos Romanos:

“Se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça… e vivificará também os vossos corpos mortais.” (Romanos 8,10-11)

O discipulado é isso: trabalhar na missão, vivendo com os olhos na eternidade.

Catequistas, diáconos, servidores do altar — não são apenas funções na Igreja. São faróis. São mãos que seguram outras mãos. São vozes que repetem, geração após geração: “Há esperança.”

Talvez ainda não compreendamos tudo. Talvez muitas palavras pareçam duras. Estar distanciados nos entristece, nos faz morrer por dentro. Talvez, muitos acontecimentos nos enrijeçam. Talvez agora, muitos de nós, não  entendemos ainda os "por quês" da vida serem tão cruéis, e não como gostaríamos que tivessem sido. Abraçado mais, auxiliado mais, amado mais, morrido menos de amor e por amor. Mas chegará o tempo do entendimento pleno — e então nos alegraremos. E como eu vi em sonho, você vindo ao meu encontro de braços abertos, sorrindo, para me Acolher em seu abraço como um laço afetivo e eterno.

Quem crê e auxilia outros a crer jamais caminha só.

A luz divina permanece acesa, como farol em mar revolto, conduzindo ao Porto Seguro.

E, diante disso, o coração responde:

Eis-me aqui ...

Amém. Paz e Bem.

— By MângelaCastro - 21/2/2026

Entre o barulho do mundo e o "silêncio" da Quaresma ...

 Bom dia, Caríssimos. Entre o barulho do mundo e o silêncio da Quaresma, nasce o verdadeiro discipulado: servir, formar e amar. "Eis-me...