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domingo, 25 de maio de 2025

DIREITOS HUMANOS:- COLO QUE ENSINA.QUE EDUCA PARA TRANSFORMAR.

 A dignidade não é privilégio de quem acerta, mas direito de todo ser humano.

Direitos Humanos: o valor que nasce no berço

Quando o tema é Direitos Humanos, percebemos que muitos se posicionam de forma contrária, clamando por penas máximas e punições severas. Até certo ponto, esse desejo de ver o erro castigado é compreensível.

Mas, antes de delegarmos à justiça o peso de corrigir o outro, talvez devêssemos voltar o olhar para dentro de nós mesmos — para a educação que recebemos em casa, para as escolas que frequentamos, para a política social praticada por nossos representantes.

Você acredita que, da infância até a maturidade, teve garantida sua dignidade humana?

Basta um pequeno olhar à nossa volta para perceber: a vida para muitos não foi assim tão justa. Faltaram condições básicas, acesso digno à saúde, à segurança, à escuta e ao afeto. Faltaram direitos — e sobrou abandono.

Os problemas que hoje queremos punir com rigor muitas vezes nasceram na base — no desequilíbrio familiar, na ausência de orientação, no esquecimento social.

Muito se fala em Direitos Humanos no momento da punição. Mas o verdadeiro sentido desses direitos começa no berço — no colo que acolhe, no cuidado que orienta.

Somos formados no olhar de quem nos cria, no respeito que recebemos, nas palavras que escutamos na escola, nos exemplos que a sociedade nos oferece. A dignidade não é uma recompensa: é um direito.

Mesmo tendo sido vítima de bullying, perseguições e um sequestro rápido junto com um parente e uma amiga, à mão armada, nunca deixei de acreditar na dignidade da vida.

Essas dores não me tornaram amarga, embora me fizessem muitas lágrimas derramar — mas reforçaram em mim a certeza de que quem fere, muitas vezes, já foi ferido. Cresceu sem amor, sem cuidado, cercado por abusos e castigos que não se veem. Então, segui exercendo minha profissão, exercitando serviço social, me deixando catequisar, me preparando para ser catequista, não só de rezas, a fé é importante, mas também de conscientização do cristão enquanto sociedade, através da pedagogia das irmãs Paulinas que apoiei desde o princípio para nossa catequese, pois ensina jovens e adultos a serem pessoas melhores dentro dos seus grupos de família, de religião, amizade e profissão, não só caridade, mas acima de tudo conscientização a partir do próprio exemplo de vida, por que nao do bem?

Lá fora, a sociedade não acolhe. Julga. Exclui. Também é vítima — de um sistema que ensina a sobreviver, mas não a sentir.

Mesmo enfrentando uma síndrome do pânico, eu entendi: é preciso romper o ciclo. Não para justificar o mal, mas para compreendê-lo.

Só o amor — o amor real, que respeita, acolhe e reconhece o outro como irmão, isso não enseja ser só obediente, pois temer a Deus, e aos pais, é ter respeito com liberdade de ação — pode nos devolver à nossa essência: a dignidade de ser humano.

Jesus, conhecendo o íntimo de cada coração, não nos ensinou a julgar com severidade, mas a amar com profundidade.

Na Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15:11-32), vemos isso com clareza. O pai não nega a dignidade do filho que errou. Ele o espera, o abraça, o veste, o devolve ao convívio. Isso não apaga o erro, mas revela o poder do acolhimento, do recomeço e da compaixão.

"Não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento." — (Lucas 5:32)
Essa frase de Jesus nos lembra que justiça e amor caminham juntos. Ele não ignora o erro, mas estende a mão para resgatar quem caiu. E esse gesto é o verdadeiro coração dos Direitos Humanos.

Sim, a justiça deve existir. A responsabilização também. Mas não se constrói um país melhor apenas punindo — e sim transformando. E essa transformação começa antes do erro, quando a dignidade é oferecida e reconhecida.

Direitos Humanos não protegem o erro — protegem o ser humano.

Porque quem nasce esquecido, cresce ferido. E quem cresce ferido, muitas vezes, machuca.

Se queremos justiça de verdade, que ela comece com humanidade. Que ela reflita o amor que Jesus nos ensinou a praticar — mesmo quando for difícil. Ele fez isso, morreu por nós, e nos revelou que a vida deve continuar mesmo sob as intempéries dos tempos ...

By MângelaCastro - 25/05/2025

Enviado por MângelaCastro em 25/05/2025
Código do texto: T8341367
Classificação de conteúdo: seguro


sexta-feira, 23 de maio de 2025

"UM CORAÇÃO VALENTE"!

Bom dia, Brasil!


Como cristã, ecoa em mim a fala desafiadora de Jesus:

"Não vim trazer a paz, mas a espada."

Ele nos alertava que a verdade, muitas vezes, não traz tranquilidade imediata,

mas conflito... e escolha.
Diversidade de pensamento é saudável,

e o bom combate se faz com argumentos,
não com ataques.

Hoje o sol nos surpreende: nasceu do outro lado do mundo, atravessou oceanos e foi despertar a ex-presidente Dilma Rousseff lá na Ásia, onde agora cuida do patrimônio brasileiro. Sim, essa é a Dilma do “Coração Valente” — a mesma que enfrentou a ditadura, governou o país, sofreu "impeachment" e segue, mesmo longe, exercendo um papel de relevância internacional.

É claro que opiniões contrárias virão. E que bom que vivemos num país onde elas podem existir! A crítica faz parte do processo democrático — desde que seja feita com respeito, coerência e conhecimento dos fatos.

Como cristã, ecoa em mim a fala desafiadora de Jesus:

"Não vim trazer a paz, mas a espada."(Mateus 10:34). Se quiser saber mais sobre esse discurso messiânico de Jesus, pode clicar neste link, e veja por si só, que nada mudou de lá para cá, a vida segue, com o direito de divergir, atritar uns com os outros, mas sem perder o respeito. (O Que Significa "Não vim trazer paz, mas espada"?)

Ele nos alertava que a verdade, muitas vezes, não traz tranquilidade imediata, mas conflito e escolha. Diversidade de pensamento é saudável, e o bom combate se faz com argumentos, não com ataques.

Assim, hoje divergimos de opinião, é normal, e faz parte de nosso sistema democrático de direito:

Resposta ao processo de anistia da ex-presidente Dilma Rousseff: uma reflexão necessária, fiz uma postagem sobre a sua luta revolucionária anos 1969/1988 favorável à busca de um sistema democrático de direitos, por Dilma Rousseff, tive um sonho com ela e o Presidente Putim esta noite, eu os via de longe, e sem me aproximar suas movimentações, a relação de amizade entre eles, que é pública e notória, vejo como afinidades, e não tem nada a ver com a justa justiça, ou sistema de governo. Parentes não escolhemos, estes nos são impostos pela lei universal de ação e reação, mas amizades sim, é de nossa livre escolha e não podemos julgar, apontar dedos, nada nesta vida é por acaso ....mas providência ...

Sou favorável à anistia concedida à ex-presidente Dilma Rousseff e a tantos outros que, entre 1969 e 1988, se envolveram em lutas contra o regime militar no Brasil. Embora meu contato com essa realidade tenha sido distante — vivi, com minha família, numa pequena cidade do interior, e através de livros de nossa história, tomei conhecimento que vivíamos sob uma ditadura. Jovens universitários eram alvos frequentes de perseguições, tidos como ameaças iminentes a um sistema que calava a liberdade e reprimia os direitos humanos.

A anistia é, acima de tudo, um reconhecimento histórico: ela não apaga os erros nem os transforma em acertos, mas nos convida a revisitar o passado com justiça e lucidez. Diferente do que muitos afirmam de forma superficial ou desinformada, o problema não está em símbolos como um "batom". Quem busca compreender os fatos deve consultar os processos públicos e analisar as motivações reais de cada condenação.

Da mesma forma, é preciso distinguir o direito legítimo à manifestação da prática da violência. Ninguém é preso por montar barracas em frente ao Palácio do Planalto para reivindicar direitos. Porém, invadir, depredar e atentar contra o patrimônio público é ferir a própria história brasileira, e sou sim do grupo que aprecia o conservadorismo sem perder o olhar futurista — nossas lutas, nossas conquistas, nossas crenças, e também nossas feridas.

Atos destrutivos, praticados sob um regime democrático, são um desserviço à sociedade. Transmitem às novas gerações um péssimo exemplo de como dialogar com o Estado. A luta pela paz e pela democracia deve ser contínua, mas nunca violenta. Quando um grupo tenta impor sua vontade à força, fere o princípio básico da democracia: o respeito ao outro.

Temos, sim, meios legítimos para expressar nossa insatisfação, e a principal delas é o voto. A urna é o espaço onde a voz do povo se torna soberana. Que sigamos, portanto, firmes no caminho da justiça, sem esquecer o passado, mas aprendendo com ele.

By MângelaCastro - 23/05/2025

Conheça como era o sistema de voto no Brasil : No regime militar:


Conforme estipulado no artigo 3º da LINDB- Lei de Introdução do Direito Brasileiro, "ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece"1234. Esta disposição legal sublinha a obrigação de todos em se informar sobre as leis, promovendo uma sociedade mais consciente e cumpridora de suas obrigações legais. ____________________________________________________________________
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By MângelaCastro - 23/05/2025


VIDA ESPIRITUAL: CRISTO,CABEÇA,CORPO E MEMBROS ...

Nesse domingo Vocacional, nasce-me um pensamento de partilha, e de comunhão universal, ser sacerdote não é ser apenas Padre, é muito mais, é...