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sexta-feira, 19 de junho de 2026

"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ao coração de quem escolhe seguir em frente. 🌿✨

Os efeitos desse sentimento não atingem apenas a alma,

Por que postei esta foto com amigos(as) tão queridos(as)?

Porque ela me recorda uma viagem de grandes aprendizados. Participamos de um Congresso Ecumênico, cujo objetivo era promover a unidade cristã, com interatividades bem pedagógicas, e para mim, uma das maiores riquezas daquele encontro foi o exercício da convivência respeitosa diante das diferenças de ideias e opiniões.

Ali compreendi que, muitas vezes, precisamos olhar além das palavras e das reações das pessoas. Nem toda ofensa nasce da maldade; algumas surgem das próprias inquietações, dores e insatisfações de quem as carrega.

Esses sentimentos não atingem apenas a alma. Refletem-se também no corpo e perturbam nosso dia a dia. Por isso, cuidar das emoções negativas é também cuidar do próprio bem-estar.

Entre os sintomas mais comuns estão:

• Dor de cabeça
• Dor nas costas
• Dor na nuca
• Dor de estômago e desconfortos semelhantes aos da úlcera
• Depressão
• Fadiga
• Ansiedade
• Irritabilidade
• Tensão e esgotamento
• Insônia e agitação
• Apreensões e medos sem causa aparente
• Infelicidade
Então, se está com esses males lhe afligindo, cuide de olhar para dentro de si mesmo (a), e ver onde está "titubeando"...

Muitas vezes trocamos o certo pelo duvidoso. Traímos princípios apenas para conseguir o que desejamos ou para provar que somos capazes de tudo. É o famoso "dar o troco". Mas essa atitude em nada nos fortalece; ao contrário, revela nossas fragilidades.

A maioria de nós evitaria tomar um medicamento se soubesse que seus efeitos colaterais seriam mais prejudiciais do que o benefício esperado. No entanto, nem sempre somos seletivos com os pensamentos que cultivamos.

Qual é o antídoto?

O remédio é o perdão. É saber desculpar e não guardar mágoas. E o primeiro perdão deve ser dirigido a nós mesmos.

Quando aprendemos a perdoar, compreendemos que não somos vítimas permanentes das atitudes alheias. Se nos amamos e seguimos o fluxo da vida com consciência, descobrimos que o perdão é um elemento extraordinariamente eficaz, capaz de aliviar muitos dos sofrimentos que carregamos.

Perdoar não é apenas um exercício da razão; é, sobretudo, um equilíbrio da emoção. É permitir que os bons sentimentos, já presentes na criatura humana, floresçam novamente.

Isso não significa que, após o perdão, a convivência voltará a ser a mesma. Nem sempre. Porém, se alguém conseguiu nos ferir profundamente, talvez exista em nós alguma insegurança, orgulho ou fragilidade que ainda precisa ser trabalhada.

Quem nos magoa muitas vezes apenas encontra uma ferida já existente.

Perdoar é tomar um elixir que suaviza a dor e permite seguir em paz. É deixar que a vida, o tempo e as leis divinas façam seu trabalho de aprendizado e renovação.

As disputas, os ciúmes, as fofocas e as rivalidades costumam nascer justamente nos ambientes mais próximos: na família, no trabalho e nas relações afetivas. Muitas vezes, tudo isso é alimentado pela falta de amor-próprio e pela necessidade de possuir aquilo que não se conquistou pelo próprio mérito.

Por isso, desculpemos. Infinitamente.

Já nos ensina a saudosa e bondosa MEIMEI ...

Tudo na vida possui uma finalidade no aprimoramento comum. Dura é a pedra e áspera a areia, mas ambas sustentam o leito do rio para que as águas não se percam. Escura é a noite, mas sem ela não contemplaríamos as estrelas. Humilde é a lagarta, contudo, dela nasce o fio de seda que inspira a beleza. Doloroso é o sofrimento, mas sem ele dificilmente reconheceríamos muitas verdades.

Sempre que a mágoa ou a ofensa baterem à porta de nosso coração, desculpemo-las tantas vezes quantas forem necessárias.

Assim ensinou Jesus:

"Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete." (Mateus 18:22)

É pelo esquecimento de nossos erros que o Senhor nos sustenta. Somente a bondade torna a vida verdadeiramente grande, vitoriosa e plena.

By MângelaCastro - 19/6/2026

sexta-feira, 12 de junho de 2026

De Sonhos, Chuvas e Reencontros: a Alma se Escreve....

Bom dia, amadinhos do Senhor.

Neste 12 de junho, mês em que completarei mais uma primavera — bem vivida, graças a Deus — o dia amanhece chuvoso. Também é o Dia dos Namorados. Eu não tenho um namorado 😋... ou melhor, tenho sim: cada pessoa que dedica alguns minutos para ler meus textos e poesias. Sou, grata e, enamorada de todos vocês.💋💕

Meu despertar de hoje começou ainda no eco de um sonho.

Primeiro, vi apenas um grande vazio, escuro e silencioso, como se estivesse sendo preparada para a visita noturna que antecederia o amanhecer.

Depois, encontrei-me caminhando por uma casa antiga, ampla e toda ladrilhada, de época remota. Os cômodos eram tão espaçosos que transmitiam uma sensação de frio e distância. Eu entrava e saía deles como quem procura alguém muito querido.

Buscava um amigo com quem não troco impressões há bastante tempo. A vida, às vezes, nos leva para lados diferentes da estrada, e seguimos ocupados com nossos próprios propósitos. Neste sonho, eu o via em pensamento, mas não conseguia encontrá-lo.

Até que entrei em uma sala onde estava sentada uma senhora de aparência forte e serena. Parecia uma matriarca à espera de alguém. Próximo dali, em outra pequena sala, uma mulher recebia uma injeção; eu não via seu rosto.

A senhora, porém, eu vi claramente. Era alta, de pele clara, rosto salpicado de sardas, cabelos curtos e grisalhos. Vestia roupas simples e me observava com curiosidade, como se perguntasse silenciosamente:

— Quem é você?

Foi então que, de repente, como um raio, surgiu meu amigo.

Estava sem camisa, vestindo uma calça preta. Olhou para mim e perguntou, sorrindo:

— O que faz aqui, criatura?

Era aquele sorriso de quem surpreende alguém fazendo alguma travessura.

Naquele instante, tive a impressão de que ele não desejava que eu me aproximasse das mulheres presentes, como se estivesse guardando algum segredo.

Gentilmente, ofereceu-me o braço e disse:

— Venha, vamos sair daqui.

Seguimos juntos procurando outro compartimento da casa, onde estava como a me esperar minha irmã ...

Ao encontrar. Acordei.

Meu coração estava sereno e feliz.

Talvez por isso, nesta manhã chuvosa, as palavras tenham chegado mais devagar, como as gotas que escorrem pela janela.

Há dias em que o céu se fecha por fora apenas para nos convidar a acender uma luz por dentro.

E, se me permite uma pequena reflexão para acompanhar o café ou o chá, independentemente do lugar do mundo onde você esteja:

"A chuva não apaga os caminhos. Apenas convida os viajantes a caminharem com mais atenção. Assim também são os dias de silêncio: não interrompem a vida, apenas nos ajudam a ouvir o que o coração costuma dizer baixinho e a encontrar aquilo que procuramos."

Na verdade, o que mais gosto é de transformar sentimentos em palavras e palavras em acolhimento.

Pela ferramenta do Map do meu blog, sei que meus textos atravessam cidades, países e até continentes, alcançando pessoas que talvez eu nunca venha a conhecer, assim como o amigo que procurei naquele sonho.

E isso me faz muito bem. Não por nao encontra-los pessoalmente, mas por minhas palavras chegarem até eles.

Talvez exista nisso um pouco da missionariedade de Paulo de Tarso, que encontrou nas cartas uma forma de compartilhar não apenas suas experiências pessoais, mas também sua transformação interior diante Daquele que mudou sua maneira de pensar, sentir e agir, carregadas de sua cristandade universal.

Paulo compreendeu algo precioso: cada ser humano é único, raro e insubstituível.

Por isso, mesmo diante das quedas, das dúvidas e das dissidências do nosso tempo, continuo acreditando nos recomeços.

As quedas são muitas, bem sei.

Mas os levantes costumam ser ainda maiores.

E foi justamente em um desses momentos de silêncio que ouvi, dentro de mim, uma voz clara e firme dizer:

— Você não existe!

Curiosamente, eu senti lá no meu mais íntimo âmago, que esta frase não me diminuía. Pelo contrário.

Ela me lembrou que o ego passa, as aparências passam, mas aquilo que Deus constrói em nós permanece.

Se puder, aproveite no seu amanhecer ou no ocaso de cada dia, o som da chuva, dos pingos de neve, do chuveiro, ou mesmo o calor do sol tocando sua pele.

Perceba o perfume que deles emanam como fossem terra molhada. Sinta o frescor subir pelos seus pés alcançando seu coração.

Agradeça por mais um amanhecer, e cada entardecer vencido.

E lembre-se:

"Quando sentimos Deus em cada detalhe da vida, passamos a enxergar o mundo como um lindo jardim."

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã."

Lamentações 3:22-23


By MângelaCastro - 12/06/2026

Enviado por MângelaCastro em 12/06/2026
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quarta-feira, 1 de abril de 2026

✨ Entre o deserto e a esperança… há um recomeço esperando por nós. 🌿✨

Boa tarde! Pois já passa do meio dia...

Eu não poderia escrever esse pensamento, comprazendo com a história de vida de Jesus e nossa mãe hoje espírito querida que também partiu para a morada celestial preparada por Jesus, a quem ela tinha muita fé e nos ensinou como chegar e se aproximar Dele, hoje também nossa avó materna Mãe Dolores, estaria comemorando seu aniversário de vida, de nascimento nesta terra querida, a quem um dia no leito de dor, pediu-me que tirasse o fio de luz que passava sobre a cruz de Jesus na parede aos pés da sua cama, para que ela pudesse ficar olhando a sua imagem e talvez em pensamento orando, lembrar hoje só dor e saudade, não seria tão reconfortante, mas sim, confraternizar este momento, com todxs , mesmo doidos de tristeza, lembrando-os, nossos entes queridos, juntos hoje, posto que o corpo virou pó, mas o espírito confraterniza na pátria celestial com Jesus que era puro amor, e esse amor se expressa com cantos de ternura, que nos conforta e nutre de esperança, não de amargura ...


sábado, 28 de fevereiro de 2026

“HÁ AMANHECERES QUE NÃO FAZEM ALARDE" ... SIMPLESMENTE NASCEM.

 

“Respire… você é mais forte do que imagina, e mais luz do que percebe.” 

🌿Há amanheceres que chegam sem alarde

mas reorganizam a alma inteira. 
Hoje eu escolhi silenciar — e florescer.
E ontem nosso pai estivesse ainda entre nós, estaria aniversariando, partiu para a morada eterna muito jovem ainda, com apenas 33 anos de idade, e sim, deixou muita saudade. Com certeza hoje nossos pais libertos da matéria, se abraçam em espírito na Pátria Celestial.
Amanheci serena, graças ao meu bom Deus, como quem contempla o horizonte pela janela antes mesmo que o sol toque a linha do céu com seu pincel alaranjado, capaz de encantar o olhar e aquecer o coração.

Este amanhecer chegou leve e silencioso — e são justamente esses os mais fecundos. É no silêncio que a alma se reorganiza, que os pensamentos assentam como poeira boa depois da chuva, trazendo aquele suave perfume de terra e rama molhada, que parecem renovar também o nosso interior.

Sinto na pele o ar macio da manhã. O céu ainda pálido se prepara, timidamente, para ganhar cor. Há amanheceres que não fazem alarde — simplesmente chegam, como bênçãos discretas, pousando sobre nós sem pressa.

Hoje, desejo que esse silêncio seja fértil. Que não seja vazio, mas cheio de presença. Presença que acalma. Presença que sustenta.

E quando vieres ler minhas palavras, que venhas como quem colhe orvalho: sem pressa, mas com profundidade. Permitindo-se absorver também esse silêncio de alma que envolve cada linha escrita.

Saiba que estou aqui…
Acompanhando o teu amanhecer, o teu entardecer e até o teu anoitecer — de onde quer que me leias, em qualquer tempo ou lugar.

Esse amanhecer me inspira à passagem de Eclesiastes 3.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Déjà-vu: quando a alma reconhece o caminho

Bom dia, boa tarde, boa noite… 

Saúdo assim porque meus leitores habitam muitos lugares do mundo, em estações diferentes da minha. E porque o sentir não obedece ao relógio.

Um spoiler ____Há lugares que visitamos pela primeira vez…
mas a alma reconhece como retorno. Entre natureza, silêncio e sinais sutis, 
vivi um déjà-vu de paz. 🌿✨

Hoje escrevo sobre uma experiência delicada e profunda vivida há duas semanas, durante uma viagem. Compartilho sem a pretensão de explicar ou afirmar verdades, apenas sendo fiel ao que senti.

Fui, a convite, visitar a família da namorada de meu filho, nas cercanias de São Sebastião do Rio de Janeiro. E, hoje, logo pela manhã já em minha casa, quando o mundo amanhece rogando paz, justiça, se celebra São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, e a missa por mim assistida, trouxe uma palavra que confirmou o que vivi: nossos passos são previamente preparados pelo Senhor. Assim como Davi teve seu encontro com Deus, por caminhos já bem traçados, também nós somos levados, mesmo sem perceber.

E convidados a acreditar que o que nos preparou pra vivenciar, é nosso, e ninguém terá o direito de nos tirar, seja o que for, paz, saúde, doença, lugares em que fomos chamados a nascer, tudo tem a Mão de Deus, seu propósito de vida para nós, e ninguém, ninguém, tem o direito disso modificar, sem sofrer as duras consequências!

O que seria apenas uma visita de apresentação transformou-se, para mim, em uma revelação interior. Logo nos primeiros dias, o anfitrião precisou ser internado e permanece em recuperação, inspirando cuidados. A família entrou num tempo de apreensão, vigília, e seguimos em oração.

Em meio a esse cenário, vivi momentos de solitude. Transformei a estadia em um retiro íntimo e orante. A natureza me envolvia com uma serenidade quase curativa. O corpo estava são, mas a alma pedia silêncio, repouso e cuidado.

Ali, algo se confirmou em mim: estamos, sim, nos caminhos que Deus nos prepara. São trajetos inéditos, mas que, ao serem percorridos, despertam uma estranha familiaridade — um déjà-vu da alma. Talvez você já tenha sentido isso: reconhecer pessoas que nunca viu, amar sem saber por quê, não se sentir estrangeiro onde nunca esteve, experimentar alegria mesmo em meio às circunstâncias difíceis.

A psicologia explica o déjà-vu como um fenômeno neurológico. Mas a espiritualidade atravessa camadas mais profundas, onde o tempo não é linear. Santo Agostinho compreendia essas vivências como uma memória da alma em Deus, experiências que ultrapassam os limites da matéria.

Não sei explicar. Só sei que senti.

Aquela casa, aquela família, aquele ambiente… nada me era estranho. Eu caminhava segura, como quem retorna.

Algo também me tocou profundamente: meu filho cuidou de mim de um modo diferente, e silente. Sempre foi atento, mas ali havia um zelo quase instintivo, como se eu precisasse ser protegida, uma responsabilidade assumida por ele, nada podia me acontecer, do que parecia abstrato. Talvez ele também tenha sentido, sem saber explicar: era tempo de cuidado. Até em nossa chegada me senti incomodada, com sua conversa com o motorista do Uber, nada do que dizia fazia sentido naquele momento, parecia um GPS humano mapeando o lugar ....Afinal, eu não era nenhuma chefe de estado chegando kkkk ....

Perguntei-me: será que eu precisava voltar àquele lugar para recompor forças após um longo desgaste emocional? Será que Deus, em Sua delicadeza, conduziu tudo para que eu me refizesse?

Foi assim que senti. E nada quebrou a paz que vivi ali, nem mesmo a preocupação com a saúde do anfitrião.

Houve ainda um episódio simples, mas profundamente simbólico. No segundo dia, a anfitriã me chamou à beira da piscina. Na janela da cozinha, diante de uma grande amendoeira, um grupo de saguis brincava entre os galhos. Saltavam, pareciam celebrar, e até me “apresentaram” um filhotinho. Filmei, sorri, fiquei eufórica. Logo desapareceram. Claudete me disse: “Eles vieram te saudar. Há dias não apareciam.”

Durante toda a estadia, não os vi novamente.

No dia da despedida, algo mudou nos planos: ficamos mais uma semana. Até o retorno aconteceu de forma inesperada e perfeita, como se aquela fosse, de fato, a data preparada — não por nós, mas pela Providência.

Na manhã da partida, um dos saguis apareceu sozinho no galho diante da janela do meu quarto. Ficamos ali, eu de dentro, ele de fora, em silêncio, por alguns minutos. Depois foi embora. Claudete sorriu e disse: “Veio se despedir.”

Eu acredito nessa sintonia. Nessa cumplicidade do puro e do belo. Na forma delicada com que Deus se revela através da criação, como nos lembra Romanos 1:20.

Esses encontros não são novidade em minha vida. Antes da viagem, cuidei de uma pequena pomba ferida em meu quintal. Alimentei, hidratei, observei sua recuperação. Quando chegou o tempo, ela partiu. Nada foi forçado. Tudo aconteceu no tempo certo.

Para mim, isso não é magia. Não é acaso. É providência. É revelação.

E você, o que pensa?
Será que a alma reconhece caminhos antes mesmo da razão?

Com carinho,
MângelaCastro
20/01/2026

P.S> os vídeos e algumas fotos dessa viagem estão na página do meu facebook, no Grupo Catequese do Amor.
 Enviado por MângelaCastro em 20/01/2026
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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

🌿💫 🌿 O SOPRO DA SERENIDADE DE UM DOMINGO DE PRIMAVERA 🌿🌿


“💫 A tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho.”

(Salmos 119:105)💫 

 

🌿 Tem dias, em que a vida sopra sobre nós com intensidade variável,  e nela Deus se faz sempre presente.🌿💫 🌿

Tem dias, em que os ventos são-nos favoráveis,

e somente os sentimos — não os vemos —

mas sabemos que estão ali,

no tremular das ramas,

no roçar de nossas faces.

Como folhas leves, caídas naquele chão endurecido,

deixamo-nos levar por suas rajadas — ora fortes, ora suaves.

São sopros que nos movem por dentro,

lembrando que há forças invisíveis guiando o rumo da alma.

Nem sempre “descansar em paz” é despedida. Para todo aquele que crê, que tem esperança viva de dias bons, compreendem bem como é esse "repousar," às vezes, é o doce chamado do Criador, para serenarmos por dentro e confiarmos no cuidado d’Ele sobre nós.

Naquela manhã de sol ameno, de uma calma primaveril, um jovem padre, em sua homilia, aconselhava seus fiéis:

“Tenham um Evangelho de bolso, recomendou ele. Leiam nele os versículos do dia, deixem que a Palavra os conduza.”

As palavras ficaram ecoando no coração de uma mulher simples, que buscava no cotidiano a sabedoria que vem do alto.

Para ela, nada acontecia por acaso — acreditava que cada segundo era o relógio da existência ajustando os ponteiros da alma.

À noite, após suas orações, pôs-se a refletir. Lembrava as três peneiras de Sócrates: Verdade, Bondade e Utilidade.

E decidiu: dali em diante, responderia menos, ouviria mais.

Quando adormeceu, sonhou.

Estava numa cozinha clara, iluminada por um sol sereno.

Enquanto lavava a louça, uma senhora aproximou-se.

Alta, de traços suaves e olhos azuis, sua pele facial trazia algumas poucas sardas, tinha um semblante tranquilo — como quem já conhecia aquele lar.

Falou-lhe ao ouvido com voz doce:

— Não se preocupe com aquele jovem... ele é bom rapaz.

Depois, convidou-a a segui-la por uma rua arborizada.

As duas caminharam até uma casa ,  a senhora adentrou-a, deixando sua companheira de caminhada sozinha mais atrás, que ao se aproximar de uma porta da entrada da casa, com cuidado abriu, e deu uma espiadinha para dentro, não vendo sua companheira, adentrou, pisando bem de leve sobre um piso de tábuas largas corridas, limpas, lembravam sinteco, um produto que deixa madeira com aspecto mais cintilante.

Uma vez lá dentro, um senhor em cadeira de rodas a recebeu com um sorriso calmo, em verdade a casa parecia ser morada de padres, e esse senhor seria um morador, talvez tivesse sido padre também, eram sensações que a mulher sentia. Conversaram sobre o mesmo jovem, e ele confirmou:

— Às vezes, a inquietude é só o reflexo de um coração em busca de luz.

Logo depois, surgiu um homem jovem, de cabelos lisos e claros, aparentando mais ou menos 30 anos de idade, trajava uma batina preta. Passou por elas sorrindo, e a mulher sentiu uma paz silenciosa, como que se aquele lugar já bem conhecesse.

À direita, avistou um cesto repleto de bananas maduras e outro de quiabos verdes, frescos. Que tudo indicava vinham de uma horta de quintal. Admirou-se com o cuidado daquele lugar.

Já de saída, uma voz — suave, nem masculina, nem feminina — falou-lhe ao ouvido:

“Descansa em paz.”

E despertou com essa mensagem ecoando na alma.

No silêncio da manhã seguinte, ela compreendeu.

“Descansar em paz” não era mensagem para os mortos, mas para os vivos cansados.

Era o chamado de Cristo à serenidade interior — a lembrança de que cada um é templo e morada da paz.

Os frutos que vira no sonho — bananas e quiabos — eram o sustento do espírito, sinais de que os bons, cuidam dos vivos como jardineiros invisíveis do céu. É preciso crer, e aí a vida flui com mais serenidade, pois a certeza de estar sendo cuidados, traz conforto e paz de espírito.

Com o coração leve, e sendo uma mulher de fé,  ela agradeceu à Mãe de Jesus, que tanto creu e confiou em Deus a sua vida e de seu filho amado, que viveu sob os mandos e desmandos de um poder austero, naquela suave manhã de sol, e aos amigos espirituais que a amparavam.

E entendeu o recado que serve a todos nós:

Deus está perto. Silencie, confie e siga. A paz não é o fim, é o recomeço.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados,

e eu vos aliviarei.”

— Mateus 11:28

✨ Paz e Bem.

— MângelaCastro - 19/10/2025

 Enviado por MângelaCastro em 20/10/2025

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terça-feira, 7 de outubro de 2025

“Tem momento, que quando Flechas Voam, Deus Acalma o Vento”

Bom dia!

Entre o desabafo e a entrega confiante, há momentos em que o céu parece desabar, mas é justamente aí que Deus nos ensina a erguer o escudo da fé e deixar que Ele acalme o vento.

Hoje o dia amanheceu com um ar quente, o sol ainda manhoso nos banha com seu calor etéreo, não O vejo, mas O sinto, e ter a oportunidade benfazeja de te olhar com os olhos d'alma, me faz sentir mais leve, mais confiante no futuro que já começou ... Há dias assim — em que a alma parece pedir abrigo, e o coração busca silêncio para se recompor.

Tem momentos em que parece que o céu desaba sobre a cabeça, e somos obrigados a lidar com situações que não conseguimos pela nossa ignorância entender. Flechas rápidas como o vento vêm ao nosso encontro, e o que era paz se torna provação.

__O amor é como flecha que corta o ar em silêncio em busca de um alvo para acertar _ (MângelaCastro.)

E assim nesta espera que parece não ter fim, tem momentos em que me pego perguntando:
— Meu Deus e meu Senhor, conta pra mim o que está acontecendo?
Nada sou, nada entendo, Senhor… vem e me salva dessas intempéries, dessa avalanche de problemas que penso "não ter causado",  pois basta uma falha de comunicação, um ponto ou uma virgula fora do seu lugar, que muda todo o sentido de um pensamento, dos quais acabo sendo parte. Fortalece-me para os embates que não compreendo, mas que preciso enfrentar.

"Pobre de mim" ? — e ainda assim, bendita seja a Graça do Senhor, que nos alcança mesmo por caminhos inapropriados. Quando tudo parece balançar e doer, Ele vem.

Tem momentos em que precisamos entender: que a Providência Divina nem sempre chega com flores e vinhos, mas com desafios que nos despertam para a vida, para que sejamos presença viva entre o Céu e a Terra. 

Mas onde está o meu céu? Onde está o meu torrão?

Conta-me, Senhor...

E Ele não conta. Porque há “coisas” que só podem acontecer — e depois, no tempo certo, compreenderemos.

Mas Ele vem em nosso socorro, mesmo que não percebamos. Desvia o que não é para nos atingir, acalma a tempestade, transforma ventos em brisa suave, acomoda as pedras do caminho, reconforta o coração, com Sua brisa quente.

Nem tudo nos conduz ao amor ou entendimento — alguma coisa dentro de mim, me diz, que apenas buscam ter razão, esquecendo da harmonização do amor incondicional.

E mesmo assim, o Senhor permanece. E é Nele que tudo se refaz, e tudo o que já não mais nos pertence, não nos é necessário, se reorganiza, tudo volta a ficar em seu devido lugar, e a paz volta a reinar para os que contribuíram para que ela prevalecesse.

Tem momentos que precisamos nos fechar como ostra que abriga a pérola 'inda em formação, para que águas levadas por fortes correntezas, abram cicatrizes profundas e essa perca toda sua beleza ...

Que o dia siga leve, mesmo quando o vento mudar de direção.
Que o coração saiba acolher o que vem, e entregar o que já não precisa guardar.
E que, entre o sol e a sombra, a fé continue sendo abrigo e caminho. E como toda manhã, faça chuva, faça sol, cá estou orando por mim, e por todos que dela necessitam.

🌿 Com serenidade e gratidão,



By MângelaCastro - 7/10/2025

AMOR SEM LIMITES... OU AMOR-PRÓPRIO?

Olá, caríssimos! "Há flores que chamam a atenção pelo perfume. Outras, pela cor. Mas as mais belas são aquelas que simplesmente floresc...