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sábado, 1 de agosto de 2026

COEXISTIR: EIS O VERDADEIRO SENTIDO DA VIDA



Vivemos correndo em busca da vida, mas será que, nessa corrida, não estamos deixando de vivê-la?

Uma reflexão inspirada no Evangelho e na própria natureza, sobre o verdadeiro significado de coexistir e descobrir que a vida encontra seu sentido quando deixa de ser apenas nossa para tornar-se um dom compartilhado.

🌿 Boa leitura!

Há pensamentos que chegam sem pedir licença.

Eles simplesmente se apresentam à nossa consciência, como se fossem pequenas sementes trazidas pelo vento. Algumas passam despercebidas. Outras, porém, encontram terreno fértil e insistem em permanecer, convidando-nos a refletir.

Hoje, ao abrir meu blog, uma pergunta surgiu silenciosamente em meu coração:

O que significa, afinal, buscar o sentido da vida?

Talvez nos pegamos questionando: ___Qual minha missão nesta vida?

Vivemos em uma sociedade que nos ensina, desde cedo, a conquistar, acumular, competir, vencer. Corremos atrás de sonhos, objetivos, reconhecimento, estabilidade, bens materiais... e, muitas vezes, nessa busca incessante, esquecemo-nos de viver.

Foi então que me recordei das palavras de Jesus:

"Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á."
(Mateus 16,25)

À primeira vista, esse ensinamento parece um paradoxo. Como alguém pode encontrar a vida justamente quando deixa de tentar possuí-la?

Talvez porque exista uma diferença entre possuir a vida e participar dela.

Quanto mais tentamos fazer da vida uma propriedade exclusivamente nossa, mais ela parece escapar por entre os dedos. A busca desenfreada por sucesso, prestígio ou segurança pode nos afastar daquilo que verdadeiramente dá sentido à existência: o amor, a compaixão, a solidariedade, a gratidão e o cuidado com tudo o que vive.

Foi então que outra palavra brotou em meu pensamento:

Coexistir. Sim. 

Gosto profundamente desse termo.

Porque ninguém existe por si só.

O ser humano depende da fecundação, seja de forma natural e ou laboratorial, da natureza, dos animais, das plantas, da água, do ar e, sobretudo, uns dos outros. Até mesmo os pequenos seres que habitam os lugares mais improváveis da Terra, como os vermes atolados nos charcos, invisíveis aos nossos olhos ou desprezados por nossa ignorância, desempenham uma função indispensável no equilíbrio da criação.

Nada foi criado sem propósito.

Talvez sejamos nós que ainda não o compreendemos completamente.

Ontem conversando com minha irmã, falamos sobre um tipo de melado que a seiva de uma determinada espécie de árvore, "Bracatinga" vi em um filme quando o pai abandona suas pequenas filhas, e juntas com o irmão mais velho, eles coletavam a seiva dessa árvore e a transformavam em mel, como as abelhas e alguns insetos a tem como alimento, em verdade,  tudo coexiste para a prosperidade da própria vida, e uma simples seiva, pode produzir e se fazer fonte de alimento e renda de trabalho, como a seringueira, na floresta amazônica transforma sua seiva em borracha, em tudo coexiste vida em abundância. Quando observamos uma simples  árvore, percebemos que ela não produz frutos para alimentar a si mesma.

O rio não bebe da própria água.

O sol não guarda sua luz.

As flores não conservam seu perfume apenas para si.

Tudo na natureza existe em relação.

Tudo coopera.

Tudo coexiste.

E por que nós, justamente nós, tantas vezes insistimos em viver como se fôssemos ilhas?

As irmãs desse filme que assisti nos passa esse ensinamento, elas aprenderam olhando o pai fabricar o melado da seiva dessa árvore, e mesmo sem saber, ele estava ensinando um ofício a seus filhos, e eles, ao invés de ficarem se lamentando, uniram esforços e reavivaram o pequeno empreendimento familiar em renda para a sua sobrevivência.

Talvez aí esteja uma das maiores lições da vida.

Buscar apenas a própria felicidade pode nos afastar dela.

Enquanto isso, aqueles que repartem o pão, oferecem um abraço, um aconchego, um telhado que nos abriga das intempéries sazonais, ou apenas um "oi", escutam uma dor, estendem a mão ou simplesmente fazem o bem sem esperar recompensa acabam descobrindo uma alegria que não se compra nem se explica.

Jesus também afirmou:

"Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância."
(João 10,10)

Essa abundância não parece referir-se à quantidade de bens acumulados, mas à plenitude de uma existência vivida em comunhão. Por acaso você que lê os evangelhos, viu Jesus caminhar sozinho, alimentar-se sem a companhia de seu próximo, ter atitudes vis, ou não tenha acolhido qualquer que fosse quem Dele se aproximasse, ou fazer suas obras sem o auxilio cooperativo de seus discípulos?

Talvez o verdadeiro sentido da vida nunca tenha sido simplesmente existir.

Talvez Deus nos tenha criado para algo maior: aprender a coexistir. Esse era uma chamado constante de Jesus a todo aquele (a) que o seguia pelos caminhos da vida, ou dizia seguir e com Ele aprender.

Coexistir com a natureza, respeitando cada forma de vida.

Coexistir com as diferenças, reconhecendo a dignidade de cada ser humano.

Coexistir conosco mesmos, acolhendo nossas limitações e possibilidades, principalmente em nossos íntimos momentos de recolhimento.

E coexistir com Deus, permitindo que Seu amor transforme nossa maneira de olhar o mundo.

Quanto mais reflito sobre isso, mais compreendo que viver não significa ocupar espaço ou contar os anos que passam.

Viver é deixar que nossa existência produza frutos capazes de alimentar outras vidas.

Talvez seja esse o grande paradoxo dos Evangelhos.

Nos ensejando, que quando deixamos de correr desesperadamente atrás da vida para aprendermos a compartilhá-la, é justamente nesse instante que começamos, enfim, a encontrá-la.

Concluo:

"Talvez o maior equívoco da humanidade tenha sido acreditar que viver é vencer, possuir ou destacar-se. A natureza, silenciosamente, ensina outra lição. Tudo nela coopera. Tudo se relaciona. Tudo coexisti. E talvez Deus tenha escrito, desde a primeira manhã da criação, que o verdadeiro sentido da vida nunca foi simplesmente existir, mas aprender a coexistir. Porque somente quem compreende que pertence ao Todo descobre, enfim, por que nasceu, e a que veio."

Paz e bem!

A vida é um sopro, por isso, cada momento, cada minuto, cada segundo coexistindo pode fazer toda a diferença.

By MângelaCastro - 01/8/2026

Enviado por MângelaCastro em 01/08/2026
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terça-feira, 7 de julho de 2026

"HE-MAN, E OS MESTRES DO UNIVERSO!!

Gostaria de viajar no tempo comigo? Então venha! 

Mateus 26__2 Então Jesus disse-lhe, em sinal de alerta, convenhamos: ___Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.

Mais do que uma nostalgia,  uma realidade ... A verdadeira espada é a consciência; a verdadeira força nasce quando descobrimos que Deus habita em nós.

Nas manhãs que se seguiram, assistindo à Copa de 2026 pela televisão, torcendo por nosso País, mas também pelas demais nações, percebi como o esporte é capaz de despertar uma força extraordinária. Durante aqueles momentos, inúmeros corações passam a bater em uníssono, movidos por um desejo quase irresistível de vitória.

Forma-se uma energia contagiante que une pessoas de diferentes culturas e histórias. Por alguns instantes, esquecemos as preocupações do cotidiano. Mantemos os olhos fixos na telinha: ora esbugalhados pela tensão, ora iluminados pela alegria. Compartilhamos gritos, risos, aplausos, lágrimas e uma sincera empatia, mesmo entre adversários.

Foi justamente nesse cenário que uma pequena centelha de lembrança transformou-se em uma reflexão mais profunda sobre a existência. Veio-me à memória um antigo desenho animado, eu, mesmo adulta amava assisti-los junto com meu filho, 'inda criança, e ríamos juntos, torcíamos juntos, e seu pai ria de mim, achava engraçado como eu gostava dos desenhos animados e me divertia junto com nosso filho, talvez como resposta ao desejo de encontrar forças para seguir adiante, mesmo diante das dificuldades da vida, das notícias que nos entristecem e das derrotas que, muitas vezes, acabam nos tornando mais fortes e conscientes.

(https://youtube.com/shorts/XQFbcm-60Bg?si=-S9b_MXN6kUV9rJc)

Quem viveu as inesquecíveis Copas dos anos 1970, as infâncias e o despertares da maturidade a partir dos anos 80, 90 e seguintes, ou teve filhos pequenos naquela época e depois acompanhou as grandes transformações culturais e tecnológicas das décadas seguintes, certamente se lembrará daquele personagem que, ao erguer sua espada, proclamava com convicção:

"Eu tenho a força!"

Talvez essa frase nunca tenha sido apenas o bordão de um herói da ficção. Talvez sempre tenha sido um convite para descobrirmos a força que Deus plantou, silenciosamente, dentro de cada um de nós.

Aqui sigo, lutando com a vida e, sobretudo, comigo mesma, tentando vencer barreiras que, por vezes, insistem em se erguer diante de mim. E, neste amanhecer, nasceu um pensamento que despertou coragem.

Foi então que comecei a refletir.

Se o próprio Jesus nos ensinou que a força da fé habita em nosso íntimo e que, por meio dela, somos capazes de realizar muito mais do que imaginamos, Ele não apenas nos convida à esperança. Convida-nos também à coragem, ao autoconhecimento e, principalmente, a sermos mestres de nós mesmos.

Mais do que esperar pelos acontecimentos, precisamos confiar na força que Deus depositou em cada ser humano. Essa confiança é a centelha das grandes transformações. Saber o que queremos e aprender a construir esse caminho significa despertar o melhor que existe em nós.

A força do bem querer é poder.

Querer o próprio bem nunca foi pecado nem egoísmo. É reconhecer a dignidade que Deus nos concedeu e assumir a responsabilidade de cuidar da própria vida, do corpo, da mente e do espírito, sem burilar ninguém, para que possamos servir ainda melhor ao próximo a nós dado como missão de vida.

Se acreditamos que a presença divina habita em nós, por que permitir que o medo nos paralise? Por que duvidar de que podemos vencer, antes de tudo, a nós mesmos? Novas oportunidades estão desabrochando como flores em cada amanhecer. O importante é zelar por esse grande jardim de Deus, que é nosso próprio coexistir.

Curiosamente, sinto que essa mensagem encontra eco até mesmo naquele antigo desenho animado. Quando o herói, de físico forte e caucasiano, loiro como um anjo, erguia sua espada e proclamava:

"EU TENHO A FORÇA!"

E hoje, mais conscientizados, abertos a tudo que renova e nos desperta, transformamos anjos loiros, em anjos sem cores, apenas, humanizados ...

Talvez a maior lição não estivesse nos músculos, nem nos poderes extraordinários, nem na cor, nem na etnia, gênero, mas na confiança despertada dentro de si.

A verdadeira força nunca esteve na espada.

Sempre esteve na coragem de acreditar.

E quando a fé desperta a coragem, descobrimos que os verdadeiros mestres do universo não são heróis invencíveis, mas seres humanos capazes de vencer a si mesmos.

A maior força não é a que vence batalhas. É a que vence o medo que existe dentro de nós.

Talvez seja por isso que tantas frases e momentos da infância permaneçam vivos em nossa memória. Não conseguimos separar a criança que insiste em habitar em nós do adulto que nos tornamos. Assim como as flores permanecem sustentadas pelo caule e pelas raízes que lhes alimentam a vida, nossas lembranças amadurecem conosco.

Quando crianças, sonhávamos possuir uma espada mágica ou uma varinha de condão. Quando adultos, descobrimos que a verdadeira espada sempre foi a consciência, e que a força não é concedida por um poder exterior, mas despertada silenciosamente por Deus no íntimo de cada ser humano, como um dom que aguarda o momento de florescer.

Acredito que essa reflexão nos convida a olhar para o horizonte com mais esperança. Afinal, talvez o longe não exista quando descobrimos que a verdadeira força sempre esteve tão perto: dentro de nós mesmos. Ela nasce da fé, amadurece no amor e floresce no despertar da consciência.

Paz e bem, caríssimos!

Que neste amanhecer você possa repetir esta frase não como um grito de poder, mas como uma oração silenciosa:

"Eu tenho a força, porque Deus habita em mim."

Mângela Castro
07 de julho de 2026

domingo, 5 de julho de 2026

VALE MESMO A PENA? Entre : Marte, a Terra, e o coração de Mãe.

 Quando a escuridão cai sobre nós...


Enquanto eu me preocupava com o futuro do planeta e com a chegada do meu filho, Deus já havia colocado a resposta diante dos meus olhos. Às vezes, o medo fala mais alto que a confiança. Uma reflexão sobre ciência, fé e a serenidade que nasce quando aprendemos a enxergar o presente. 🌎✨

Era exatamente 00h45. Permanecia na sala assistindo a uma série sobre a tentativa de reflorestar Marte — hoje um planeta árido, vermelho como ferrugem, coberto por rochas que parecem guardar a memória silenciosa de um tempo em que talvez tenha existido vida.

Enquanto acompanhava aquela impressionante demonstração da inteligência humana, uma pergunta insistia em nascer dentro de mim.

Quanto esforço, quantos recursos, quanta dedicação para buscar, a bilhões de quilômetros da Terra, um lugar onde um dia talvez possamos viver... Não seria mais sábio concentrar parte dessa mesma capacidade em preservar o extraordinário planeta que já nos foi confiado?

A própria série mostrava uma verdade incontestável: sem água pura, sem oxigênio, sem equilíbrio, a vida simplesmente não floresce.

Mas, enquanto esses pensamentos percorriam o universo, outro universo ocupava meu coração.

Meu filho ainda não havia chegado em casa.

Como toda mãe, entreguei-o em oração, pedindo aos bons espíritos e aos anjos de Deus que os acompanhassem pelo caminho. Contudo, embora orasse, meu coração insistia em permanecer inquieto. Eu queria notícias. Queria certezas.

Somente pela manhã percebi algo quase constrangedor.

A mensagem que tanto aguardava já estava ali, havia horas.

___"Já em casa."

Passei boa parte da noite consumindo energias em preocupações que já não correspondiam à realidade. A resposta existia; era eu quem não conseguia enxergá-la, porque o medo havia ocupado o lugar da serenidade.

Foi então que compreendi que, muitas vezes, fazemos o mesmo com a própria vida.

O futuro nos assusta tanto que deixamos de perceber as respostas que Deus já colocou diante de nós.

Gastamos forças tentando controlar o amanhã, enquanto a paz nos espera discretamente no presente.

Talvez a verdadeira restauração que buscamos não esteja em Marte, nem em qualquer outro lugar distante.

Talvez ela comece dentro de nós.

Confiar também é uma forma de sabedoria.

Enquanto houver vida, haverá esperança.

Enquanto repousamos, Deus continua velando por Sua criação.

E, assim como inspirou homens e mulheres a protegerem a Terra através da ciência, das plataformas espaciais, da pesquisa e do conhecimento, também inspira aqueles que silenciosamente cuidam da vida em todas as suas formas.

Os verdadeiros anjos da guarda talvez sejam muitos: os que oram, os que amam, os que preservam a natureza, os que pesquisam, os que socorrem e todos aqueles que, iluminados pela Providência Divina, trabalham para que a esperança jamais deixe de existir.

Naquela madrugada compreendi que a confiança também precisa ser exercitada.

Nem sempre é a ausência de respostas que nos faz sofrer.

Às vezes, é o excesso de preocupações que nos impede de perceber que elas já chegaram.

E, diante disso, a pergunta continua ecoando dentro de mim:

Vale mesmo a pena viver aprisionados pelos temores do futuro, quando a vida nos convida, a cada amanhecer, a confiar um pouco mais no amor e na providência Divina?

Uma coisa, porém, trago comigo como certeza: somos seres humanos, eternos buscadores. Não sossegamos enquanto não alcançamos aquilo que acreditamos ser o melhor para nós, custe o que custar. Talvez seja justamente essa inquietação que impulsione as grandes descobertas da humanidade, e a exercitar mais a fé (esperança). O verdadeiro desafio, entretanto, está em discernir se nossa busca nos aproxima da sabedoria ou apenas nos afasta da paz que já habita em nosso interior.

By MângelaCastro - 05/07/2026

sábado, 4 de julho de 2026

"DA FONTE DO PAI AO CORAÇÃO DOS HOMENS" Assim Jesus se fortalecia ....

Caríssimos!

Venha comigo, depois de uma noite onde ouço uma voz me proclamando uma só palavra, ESCLARECIMENTO,  para que eu aprenda, e conceda a mesma oportunidade ao próximo, como se fortalecer e renovar-se em um caminho que nos convida Nosso Senhor: educação → confiança → exemplo → oração → transformação..... e a ter forças para continuar depois de dias de cansaço, caminhadas e sofrimento não só nosso, mas do alheio em auxílio? Talvez a resposta esteja também no caminho que precisamos percorrer. Uma reflexão sobre oração, renovação e o Amor que restaura toda a nossa vida. Mister que busquemos encontrar algo em nós, através do amor restaurado, e da íntima meditação com nosso eu superior.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." (Provérbios 22:6)

Esse ensinamento ressalta a importância de transmitir valores morais e princípios sólidos desde a infância. 

Ainda que as correções, por vezes, causem dor, não devemos fraquejar. Assim como o escultor retira da pedra o excesso _ para revelar a beleza escondida, o amor verdadeiro também lapida as arestas da alma, preparando-a para florescer em sabedoria e virtude.

A liturgia de hoje também nos conduz ao casamento em Caná da Galileia. Diante da aflição dos noivos, Maria pronuncia uma das mais belas recomendações do Evangelho:

"Fazei tudo quanto Ele vos disser." (João 2:5)

Poucas palavras, mas capazes de atravessar os séculos como um convite permanente à confiança.

Mesmo afirmando que ainda não havia chegado sua hora, Jesus realiza seu primeiro milagre, transformando a água em vinho e preservando a alegria e a dignidade daquela família. Desde o início de sua missão, revela que Deus se manifesta não apenas nos grandes acontecimentos, mas também nas necessidades simples da vida.

Preste atenção: A partir dali, Jesus percorre cidades e vilarejos levando esperança. Ensina, consola, cura, alimenta e restitui a dignidade aos que sofrem. Mas sua maior pregação não estava apenas nas palavras; estava, sobretudo, na maneira como vivia e agia, essa era sim, a sua religião.

Ao final de dias exaustivos, depois de longas caminhadas, encontrava seu verdadeiro descanso na intimidade com o Pai. Retirava-se para lugares silenciosos, como quem busca águas puras e cristalinas para restaurar as próprias forças. Da meditação voltava renovado, pronto para recomeçar.

Os discípulos observavam aquele mistério, e com certeza curiosos, deveriam pensar: ___O que Ele ora? Percebiam que havia, naquela comunhão silenciosa com Deus, a fonte de toda a serenidade, fortaleza e sabedoria de Jesus. Então lhe fizeram um pedido que atravessaria os tempos:

"Senhor, ensina-nos a orar."

" (...) e antes de ensinar sobre a perseverança na oração com a parábola do amigo à meia-noite (Lucas 11:5-8) 

Jesus utiliza uma comparação entre pais terrenos e o Pai Celestial para ilustrar a bondade de Deus: mesmo pais humanos, que podem ser falhos, sabem dar coisas boas aos filhos; quanto mais Deus dará o Espírito Santo àqueles que Lhe pedem!

. Orar com confiança, sabendo que Deus deseja conceder o        Espírito Santo.

  • Buscar uma relação íntima com Deus, alimentada pela ação do Espírito.
  • Reconhecer a dependência de Deus, entendendo que a vida espiritual não depende apenas de esforços humanos, mas da capacitação divina 

Reflexão

A mensagem central é que Deus é um Pai bom e generoso, que não retém bens espirituais essenciais de seus filhos. A oração sincera e confiante é sempre ouvida estejamos onde estivermos, e o Espírito Santo é o presente que transforma, guia e fortalece a vida do crente, sendo a garantia da vida espiritual e da comunhão com Deus

E Jesus lhes ofereceu o Pai-Nosso, não apenas como uma oração a ser repetida, mas como um caminho de confiança, entrega e amor ao Pai que habita os céus, e onde estão esses céus, senão dentro de si mesmo (a), e por isso, conhece cada necessidade de seus filhos.

Esse mesmo amor manifestou-se no encontro com a samaritana junto ao poço, uma mulher que lutava contra os próprios bons princípios e se achava não merecedora do amor. Então, Jesus lhe auscultando o coração, antes de oferecer água viva, que jorrava naquele íntimo momento, sob um sol ardente do meio dia, devolveu-lhe a esperança, restaurou sua dignidade e mostrou que o verdadeiro alimento da alma nasce do encontro sincero com Deus, deixando para mim que esta passagem reflito agora enquanto a transcrevo, bem claro, que o que os outros pensam e julgam, não tem interesse para Deus, mas sim, nosso coração, nosso existir, que Ele verdadeiramente ausculta, e não julga, mas mostra caminhos para regeneração do_ eu.

Em toda a sua caminhada, jamais buscou honras para Si. Tudo remetia ao Pai. Sua vida foi um testemunho permanente de humildade, serviço e obediência ao Amor, portanto quem vivencia incondicionalmente esse amor vívido, sabe bem compreender a sua própria existência, e para que veio sobre esse pequeno torrão.

Talvez esse seja o maior ensinamento deixado por Cristo.

Antes de fortalecer os outros, Ele deixava-se fortalecer pelo Pai. Antes de anunciar a esperança, alimentava sua própria alma na oração. Antes de ensinar multidões, permanecia em silêncio diante de Deus.

Assim também acontece conosco.

Quando buscamos o Pai com sinceridade, permitimos que Ele retire de nós o que pesa, cure o que dói e renove o que parecia perdido. Como o outono prepara silenciosamente a primavera, Deus trabalha em nosso interior, transformando antigos odres em recipientes novos, capazes de conservar o vinho bom da esperança, da paz, do perdão e do amor.

É um caminho exigente, porque pede humildade para reconhecer nossas limitações e coragem para permitir que Deus nos transforme. Mas quem aceita essa obra descobre que jamais caminha sozinho.

E compreende, enfim, que o maior milagre não foi apenas a água transformada em vinho, mas o coração humano transformado pelo Amor, e pela confiança do saber fazer tudo o que Ele nos pede.

Que também nós possamos ouvir, hoje e sempre, a voz de Maria ecoando em nossa consciência:

"Fazei tudo quanto Ele vos disser." Amém? Amém!

By MângelaCastro - 04/7/2026

sábado, 25 de abril de 2026

🌿 A CICATRIZ E O RECOMEÇO 🌿

 

Nem toda dor vai embora…

algumas se tornam cicatriz.

Mas a renovação começa

quando você decide não morar mais nela.

🌿 Leia. Sinta. Recomece.

Ele cura os de coração quebrantado e trata das suas feridas.”
Salmos 147:3

Há dores que não gritam…

mas permanecem.

Quando nos sentimos traídos em nossa lealdade,

abre-se uma ferida profunda.

E dói… não apenas pelo que o outro fez,

mas pelo que nós esperávamos dele.

Temos o hábito — quase automático —

de depositar no outro aquilo que carregamos dentro de nós:

amor, entrega, verdade.

Mas esquecemos de perguntar:

o outro queria?

o outro sabia amar como nós amamos?

A cicatriz nasce.

No início, é aberta, sensível, exposta.

Depois, com o tempo, fecha…

mas não desaparece.

E talvez não deva desaparecer.

Porque a cicatriz não é o fim da dor…

é a prova de que sobrevivemos a ela.

Mas há um ponto essencial:

não podemos transformar a cicatriz em morada.

Ela é memória…

não destino.

A renovação começa quando compreendemos

que o outro não nos deve aquilo

que nunca prometeu com verdade.

E mais ainda…

quando decidimos recolher nossas expectativas,

reorganizamos nossos sentimentos

e devolvemos ao outro a responsabilidade de ser quem é.

Renovar não é esquecer.

Não é fingir que não doeu.

É olhar para dentro e dizer:

“isso me atravessou… mas não me define.”

Há uma força silenciosa nesse processo.

Uma coragem de recomeçar

sem carregar o peso da cobrança,

sem exigir do outro aquilo que ele não pode dar.

A cicatriz permanece…

mas já não fere.

E no lugar da dor constante,

nasce algo novo:

clareza,

maturidade,

e uma forma mais consciente de amar.

e não novamente simplesmente me entregar.

Porque, no fim…

não se trata do que fizeram conosco,

mas do que escolhemos fazer com isso.

E assim, aos poucos,

a alma se recompõe…

não como era antes,

mas mais forte,

mais lúcida,

mais inteira.

Como a semente levada pelos ventos,

Cai em outras plagas, e se faz um renovo

Novas cores, novo perfume, trazendo consigo

Uma entrega leve, e espero não passageira,

Alegrando nossos olhares vazios...

É só soltar o laço, e correr pro abraço.

"Eis que faço novas todas as coisas.”
Apocalipse 21:5

— MângelaCastro - 26/4/2026

Enviado por MângelaCastro em 25/04/2026
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terça-feira, 21 de abril de 2026

🌿TIRADENTES, O "CRISTO CÍVICO": FOLHEANDO A VIDA DE TRÁS PARA FRENTE.🌿🌿🌿

"Nem sempre seguimos em frente às vezes, é voltando nas páginas da vida que nos encontramos".


Tenho um velho hábito… digo velho, porque caminha comigo desde a infância. Talvez desde os meus seis anos, quando fui alfabetizada — o que, para o meu tempo, já era quase um prenúncio.

terça-feira, 14 de abril de 2026

PONTO E VÍRGULA: QUANDO A ALMA DECIDE NÃO TERMINAR

 

✍️ Às vezes não é o fim…

é só a alma pedindo um ponto e vírgula.

Hoje amanheci revoltada rs…
mas não com o mundo — comigo mesma.

Por ter deixado a vida chegar onde chegou.
Por ter lutado tanto… e, ainda assim, não ter questionado o rumo.
Apenas fui… levada pelos ventos.
Ora leves, ora tempestades.

Houve dias em que nadei em águas bravias,
com o corpo cansado e a alma em alerta,
até avistar, lá adiante,
um navio velho — uma carcaça de ferro enferrujada.

E dele descia uma corda.

Uma voz gritava:
Segure firme, Mariangela! Não solte!

E eu segurei.

Mesmo sem ver de onde aquela corda vinha,
mesmo sem entender seu começo…
eu apenas segurei.

Enquanto isso, deixei para trás
um casal de amigos que também lutava contra as mesmas ondas.
A vida deles seguiu.
A minha… parece que ficou suspensa naquele instante.

Hoje, mais uma vez, paro.

E decido:
vou retroceder alguns passos,
para reaprender a caminhar.

Começar do agora.
De um ponto e vírgula.

Respirar mais fundo,
como quem busca o ar perdido dentro da própria alma.

Porque, lá no fundo, uma verdade ecoa:
“EU SOU.”

Mas quem sou eu… comigo mesma?

Porque só vivo, de fato, quando peço, quando me permito.
Caso contrário, permaneço —
como uma boneca esquecida num canto qualquer.

E então tudo incomoda.
Até o espirro do outro.

Talvez não seja o mundo…
talvez seja o que se move — ou não — dentro de mim.

Fico aqui, entre quatro paredes,
imaginando um mundo lá fora que verdeja…
mas será mesmo real?
Ou é só o desejo de uma vida mais viva?

Vivemos cobertos por máscaras.
Individuais. Silenciosas. Sofridas.
E, no fundo… culpadas.

Hoje, confesso:
tenho vontade de fugir.

Fugir de mim,
dessa vida morna,
dessa sensação de ter sido conduzida
por quem ainda nem começou a viver,
mas acredita que já sabe tudo.

E eu… que já vivi tanto.

Fui mulher de luta.
Trabalhei minha própria consciência.
Dei fruto em árvores secas.
Confiei em pessoas não confiáveis,
mas quem é confiável?
Atravessei mares revoltos.
Gritei no eco do meu próprio abismo.

Busquei respostas em memórias que talvez nem vivi —
apenas sonhei.

E ainda assim me pergunto:
quem sou?

Olho para a vida de Jesus…
para tudo que Ele levou consigo…
e me vem uma pergunta que ecoa, quase em silêncio:

___Valeu a pena sofrer todas as dores?

Porque, ao olhar ao redor,
vejo que muitos continuam iguais —
vivendo o agora sem consciência,
buscando vitórias…

mas vitória de quê?

By MângelaCastro - 14/4/2026

Enviado por MângelaCastro em 14/04/2026
Código do texto: T8604714

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

✨ Entre o deserto e a esperança… há um recomeço esperando por nós. 🌿✨

Boa tarde! Pois já passa do meio dia...

Eu não poderia escrever esse pensamento, comprazendo com a história de vida de Jesus e nossa mãe hoje espírito querida que também partiu para a morada celestial preparada por Jesus, a quem ela tinha muita fé e nos ensinou como chegar e se aproximar Dele, hoje também nossa avó materna Mãe Dolores, estaria comemorando seu aniversário de vida, de nascimento nesta terra querida, a quem um dia no leito de dor, pediu-me que tirasse o fio de luz que passava sobre a cruz de Jesus na parede aos pés da sua cama, para que ela pudesse ficar olhando a sua imagem e talvez em pensamento orando, lembrar hoje só dor e saudade, não seria tão reconfortante, mas sim, confraternizar este momento, com todxs , mesmo doidos de tristeza, lembrando-os, nossos entes queridos, juntos hoje, posto que o corpo virou pó, mas o espírito confraterniza na pátria celestial com Jesus que era puro amor, e esse amor se expressa com cantos de ternura, que nos conforta e nutre de esperança, não de amargura ...


VIDA ESPIRITUAL: CRISTO,CABEÇA,CORPO E MEMBROS ...

Nesse domingo Vocacional, nasce-me um pensamento de partilha, e de comunhão universal, ser sacerdote não é ser apenas Padre, é muito mais, é...