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sábado, 25 de abril de 2026

🌿 A CICATRIZ E O RECOMEÇO 🌿

 

Nem toda dor vai embora…

algumas se tornam cicatriz.

Mas a renovação começa

quando você decide não morar mais nela.

🌿 Leia. Sinta. Recomece.

Ele cura os de coração quebrantado e trata das suas feridas.”
Salmos 147:3

Há dores que não gritam…

mas permanecem.

Quando nos sentimos traídos em nossa lealdade,

abre-se uma ferida profunda.

E dói… não apenas pelo que o outro fez,

mas pelo que nós esperávamos dele.

Temos o hábito — quase automático —

de depositar no outro aquilo que carregamos dentro de nós:

amor, entrega, verdade.

Mas esquecemos de perguntar:

o outro queria?

o outro sabia amar como nós amamos?

A cicatriz nasce.

No início, é aberta, sensível, exposta.

Depois, com o tempo, fecha…

mas não desaparece.

E talvez não deva desaparecer.

Porque a cicatriz não é o fim da dor…

é a prova de que sobrevivemos a ela.

Mas há um ponto essencial:

não podemos transformar a cicatriz em morada.

Ela é memória…

não destino.

A renovação começa quando compreendemos

que o outro não nos deve aquilo

que nunca prometeu com verdade.

E mais ainda…

quando decidimos recolher nossas expectativas,

reorganizamos nossos sentimentos

e devolvemos ao outro a responsabilidade de ser quem é.

Renovar não é esquecer.

Não é fingir que não doeu.

É olhar para dentro e dizer:

“isso me atravessou… mas não me define.”

Há uma força silenciosa nesse processo.

Uma coragem de recomeçar

sem carregar o peso da cobrança,

sem exigir do outro aquilo que ele não pode dar.

A cicatriz permanece…

mas já não fere.

E no lugar da dor constante,

nasce algo novo:

clareza,

maturidade,

e uma forma mais consciente de amar.

e não novamente simplesmente me entregar.

Porque, no fim…

não se trata do que fizeram conosco,

mas do que escolhemos fazer com isso.

E assim, aos poucos,

a alma se recompõe…

não como era antes,

mas mais forte,

mais lúcida,

mais inteira.

Como a semente levada pelos ventos,

Cai em outras plagas, e se faz um renovo

Novas cores, novo perfume, trazendo consigo

Uma entrega leve, e espero não passageira,

Alegrando nossos olhares vazios...

É só soltar o laço, e correr pro abraço.

"Eis que faço novas todas as coisas.”
Apocalipse 21:5

— MângelaCastro - 26/4/2026

Enviado por MângelaCastro em 25/04/2026
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terça-feira, 21 de abril de 2026

🌿TIRADENTES, O "CRISTO CÍVICO": FOLHEANDO A VIDA DE TRÁS PARA FRENTE.🌿🌿🌿

"Nem sempre seguimos em frente às vezes, é voltando nas páginas da vida que nos encontramos".


Tenho um velho hábito… digo velho, porque caminha comigo desde a infância. Talvez desde os meus seis anos, quando fui alfabetizada — o que, para o meu tempo, já era quase um prenúncio.

terça-feira, 14 de abril de 2026

PONTO E VÍRGULA: QUANDO A ALMA DECIDE NÃO TERMINAR

 

✍️ Às vezes não é o fim…

é só a alma pedindo um ponto e vírgula.

Hoje amanheci revoltada rs…
mas não com o mundo — comigo mesma.

Por ter deixado a vida chegar onde chegou.
Por ter lutado tanto… e, ainda assim, não ter questionado o rumo.
Apenas fui… levada pelos ventos.
Ora leves, ora tempestades.

Houve dias em que nadei em águas bravias,
com o corpo cansado e a alma em alerta,
até avistar, lá adiante,
um navio velho — uma carcaça de ferro enferrujada.

E dele descia uma corda.

Uma voz gritava:
Segure firme, Mariangela! Não solte!

E eu segurei.

Mesmo sem ver de onde aquela corda vinha,
mesmo sem entender seu começo…
eu apenas segurei.

Enquanto isso, deixei para trás
um casal de amigos que também lutava contra as mesmas ondas.
A vida deles seguiu.
A minha… parece que ficou suspensa naquele instante.

Hoje, mais uma vez, paro.

E decido:
vou retroceder alguns passos,
para reaprender a caminhar.

Começar do agora.
De um ponto e vírgula.

Respirar mais fundo,
como quem busca o ar perdido dentro da própria alma.

Porque, lá no fundo, uma verdade ecoa:
“EU SOU.”

Mas quem sou eu… comigo mesma?

Porque só vivo, de fato, quando peço, quando me permito.
Caso contrário, permaneço —
como uma boneca esquecida num canto qualquer.

E então tudo incomoda.
Até o espirro do outro.

Talvez não seja o mundo…
talvez seja o que se move — ou não — dentro de mim.

Fico aqui, entre quatro paredes,
imaginando um mundo lá fora que verdeja…
mas será mesmo real?
Ou é só o desejo de uma vida mais viva?

Vivemos cobertos por máscaras.
Individuais. Silenciosas. Sofridas.
E, no fundo… culpadas.

Hoje, confesso:
tenho vontade de fugir.

Fugir de mim,
dessa vida morna,
dessa sensação de ter sido conduzida
por quem ainda nem começou a viver,
mas acredita que já sabe tudo.

E eu… que já vivi tanto.

Fui mulher de luta.
Trabalhei minha própria consciência.
Dei fruto em árvores secas.
Confiei em pessoas não confiáveis,
mas quem é confiável?
Atravessei mares revoltos.
Gritei no eco do meu próprio abismo.

Busquei respostas em memórias que talvez nem vivi —
apenas sonhei.

E ainda assim me pergunto:
quem sou?

Olho para a vida de Jesus…
para tudo que Ele levou consigo…
e me vem uma pergunta que ecoa, quase em silêncio:

___Valeu a pena sofrer todas as dores?

Porque, ao olhar ao redor,
vejo que muitos continuam iguais —
vivendo o agora sem consciência,
buscando vitórias…

mas vitória de quê?

By MângelaCastro - 14/4/2026

Enviado por MângelaCastro em 14/04/2026
Código do texto: T8604714

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

✨ Entre o deserto e a esperança… há um recomeço esperando por nós. 🌿✨

Boa tarde! Pois já passa do meio dia...

Eu não poderia escrever esse pensamento, comprazendo com a história de vida de Jesus e nossa mãe hoje espírito querida que também partiu para a morada celestial preparada por Jesus, a quem ela tinha muita fé e nos ensinou como chegar e se aproximar Dele, hoje também nossa avó materna Mãe Dolores, estaria comemorando seu aniversário de vida, de nascimento nesta terra querida, a quem um dia no leito de dor, pediu-me que tirasse o fio de luz que passava sobre a cruz de Jesus na parede aos pés da sua cama, para que ela pudesse ficar olhando a sua imagem e talvez em pensamento orando, lembrar hoje só dor e saudade, não seria tão reconfortante, mas sim, confraternizar este momento, com todxs , mesmo doidos de tristeza, lembrando-os, nossos entes queridos, juntos hoje, posto que o corpo virou pó, mas o espírito confraterniza na pátria celestial com Jesus que era puro amor, e esse amor se expressa com cantos de ternura, que nos conforta e nutre de esperança, não de amargura ...


segunda-feira, 9 de março de 2026

PREMIER — UMA PALAVRA NO AMANHECER DE UMA MULHER.

No Dia da Mulher, uma reflexão sobre dor, dignidade e o verdadeiro “primeiro lugar” no olhar de Deus.

Hoje amanheceu por aqui entre o morno e o quente.

O sol se esconde entre nuvens e os ventos marcam presença, balançando as folhagens de um lado para o outro.

E foi assim, em meio a esses pensamentos esvoaçantes da manhã, que uma palavra me visitou: premier.

Estranho, pensei.
Mas talvez não tanto.

Nada nasce por acaso neste mundo, e até as palavras que surgem no silêncio da manhã podem carregar pequenas sementes de reflexão.

Premier — primeiro, aquele que ocupa o lugar de destaque.

E então percebo como as mulheres têm ocupado, tantas vezes, os primeiros lugares nos noticiários.

Infelizmente, muitas vezes pelos motivos mais dolorosos: violência doméstica, desaparecimentos, tráfico de mulheres e o terrível crime do feminicídio.

Mesmo existindo leis de proteção, ainda há histórias que nos atravessam o coração.

Pedidos de socorro e sinais são feitos, o botão do pânico é acionado, e muitas vezes, quando a ajuda chega, encontra apenas um corpo estendido no chão. E tem também ocorrido suicídios, deixando um vazio na história do ente querido (a).

Algo ainda falha.

Na prevenção.
Na proteção.
Na estrutura que deveria alcançar essas famílias a tempo.

Mas há também outro primeiro lugar que merece ser lembrado.

O apoio de um amigo(a), um parente, dizendo num abraço forte: ___ Estou aqui, vou te ajudar nessa travessia, de conflitos!

E mais, o das mulheres que lutam por dignidade.
Das que retornam aos bancos acadêmicos já na maturidade da vida.
Das que surgem das periferias, e círculos de mulheres da alta e média sociedade, porque violência humana não escolhe lugar, e diante das divergências e diversidades, vão conquistando espaço "sui generis, algumas conseguem se reestruturar como nas letras, na ciência, na educação e na arte.

Mulheres que refazem suas rotinas, criam seus filhos, reinventam caminhos e seguem caminhando.

Mesmo em uma sociedade que ainda carrega resquícios de machismo, preconceito e racismo — muitas vezes silenciosos — elas continuam avançando.

E então lembro da forma como Jesus Cristo olhava para as mulheres em seu tempo.

Em uma sociedade que frequentemente as marginalizava, escravizava, e ou ainda seguem nesse contexto, Ele lhes devolvia respeito e dignidade.

Entre elas estava Maria Madalena, que encontrou em sua presença a restauração de sua vida e se tornou discípula fiel.

E também a mulher samaritana, no Evangelho de João, que buscava água ao meio-dia, quando famílias almoçavam, para evitar os julgamentos, e ataques da comunidade prosaica.

A ambas Ele ofereceu algo raro naquele tempo: acolhida, escuta, paciência e a possibilidade de recomeçar.

Talvez seja esse o verdadeiro premier no Reino de Deus:

não o primeiro lugar disputado diante do mundo,
mas o lugar onde a dignidade humana é restaurada.

E então me perguntei, neste amanhecer:

quantas mulheres silenciosas, que o mundo quase não vê,
já ocupam diante de Deus o verdadeiro primeiro lugar?

Hoje, portanto, não celebro apenas conquistas.

Celebro a nossa coragem como mulheres que continuam caminhando, aprendendo com a vida, trabalhando, educando seus filhos e reconstruindo suas histórias.

Porque muitas delas — mesmo sem saber —
já são premier no olhar de Deus.

E aqui deixo uma reflexão que talvez possa nos ajudar a pensar em caminhos melhores.

Por que, mesmo com leis protetivas e instrumentos de defesa e apoios multidisciplinares e religiosos, ainda vemos no meio de nós, famílias inteiras, porque sim, qualquer tipo de violência que um membro familiar sofra, desestrutura-se todo o clã, sendo vítimas de violência doméstica, e ou social, por preconceitos, perseguições, racismos, falta de acolhida, bullying, por conta daqueles que foram um dia, próximos, que caminharam lado a lado e tanto se amaram? Percebo que o amor foi transformado pelo desrespeito, insegurança, receios, o desespero toma conta. Um caminho verdejante, florido se transforma em um deserto árido

Que novos caminhos de prevenção, orientação e cuidado ainda precisamos construir para que relações que nasceram do amor não terminem em dor?

Alguns passos já começam a surgir no âmbito serviço social, quando a justiça encaminha companheiros que tornam seu cotidiano doméstico um caos de sofrimento, porque estes somam e estão no ranking da pirâmide estrutural social, para acolhe-los nos grupos de apoio psicológico, multidisciplinar, com o intuito de ajudá-los a compreender seus próprios conflitos e seguir adiante sem repetir a violência.

Talvez a verdadeira mudança comece dentro de cada relação humana.

Como nos enseja esse período quaresmal de conversão interior. Porque, como ensinou Jesus Cristo no Evangelho de Mateus:

Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles.”

Se essa simples regra encontrasse morada no coração das pessoas, talvez muitos lares deixassem de se transformar em campos de batalha.

E o amor, que um dia aproximou duas vidas, poderia ao menos conservar aquilo que nunca deveria se perder: O respeito.

By MângelaCastro - 8/3/2026

domingo, 18 de janeiro de 2026

SAUDADE IMAGINÁRIA ...

___Há saudades que não têm memória,
mas habitam a alma como se sempre estivessem ali.
Talvez não seja do que vivi, mas do que sempre soube que era possível sentir. ___

Um convite, não solte o fio!! ...

Há janelas que não se abrem para fora,
mas para dentro da alma.

Hoje amanheci com uma alegria mansa no coração,

Notícias que atravessam fronteiras, trazem alívio,

respostas pras manhãs em oração ....

E ...
uma fé lagrimosa, dessas que não fazem alarde,
mas dão resposta em silêncio —
como se a missa tivesse falado direto comigo.

Nos meus despertares da vida, quase incontáveis,
muitas foram as vezes em que me debrucei
na janela da minha casa.
Desde a adolescência até a maturidade,
experimentei ali minha solitude.

E então vinha — vem ainda —

uma saudade estranha.
Não tem imagens, não tem cores definidas,
não traz sons, perfumes ou sabores, apenas o encanto

de olhar para o céu a noite e piscar no ritmo das estrelas,

ou no por do sol que lentamente se esconde trás o monte ...
É uma falta que se faz presente sem memória.

Lembro da brisa leve roçando meu rosto de menina,

Não via, mas sentia  a energia...
ainda sem compreender a vida que já se mostrava difícil.
Eu, sozinha com minhas emoções,
sem saber nomeá-las,
sem segredar os sentimentos que se entrelaçavam
como galhos, folhas e flores ao vento.

Meus pensamentos vazios.
Há apenas eu
e uma saudade que dói.
Sem história.
Sem passado.
Mas viva.

Sentir falta de algo que nunca foi vivido
pode parecer contradição,
mas aprendi com o tempo,

que é experiência comum da alma humana.
Ela nasce da memória, da imaginação
e das escolhas que ficaram pelo caminho.

É uma nostalgia antecipada, até engraçada!
Uma saudade imaginária. sentindo carinho.

A mente cria cenários, olhando para estrelas, pores do sol, 

sentindo desencontros e possibilidades
tão carregados de afeto, como nuvens trazendo consigo ventos,
que passam a doer como lembranças reais.

Muitas vezes, o que falta não é o fato, não é afeto,
mas o que ele simboliza:
o desejo de pertencer,
de amar profundamente,
de ser livre,
de ser reconhecida.

E para isso não se tem idade...

Eterna é nossa mocidade...

Talvez não seja explicado e do que não aconteceu,

mas do que a alma sempre soube
que era possível sentir. Vozes que nascem
do eco de dentro de mim, de lembranças não lembradas..

By MângelaCastro - 18/01/2026
Enviado por MângelaCastro em 18/01/2026
Código do texto: T8537388
Classificação de conteúdo: seguro

terça-feira, 7 de outubro de 2025

“Tem momento, que quando Flechas Voam, Deus Acalma o Vento”

Bom dia!

Entre o desabafo e a entrega confiante, há momentos em que o céu parece desabar, mas é justamente aí que Deus nos ensina a erguer o escudo da fé e deixar que Ele acalme o vento.

Hoje o dia amanheceu com um ar quente, o sol ainda manhoso nos banha com seu calor etéreo, não O vejo, mas O sinto, e ter a oportunidade benfazeja de te olhar com os olhos d'alma, me faz sentir mais leve, mais confiante no futuro que já começou ... Há dias assim — em que a alma parece pedir abrigo, e o coração busca silêncio para se recompor.

Tem momentos em que parece que o céu desaba sobre a cabeça, e somos obrigados a lidar com situações que não conseguimos pela nossa ignorância entender. Flechas rápidas como o vento vêm ao nosso encontro, e o que era paz se torna provação.

__O amor é como flecha que corta o ar em silêncio em busca de um alvo para acertar _ (MângelaCastro.)

E assim nesta espera que parece não ter fim, tem momentos em que me pego perguntando:
— Meu Deus e meu Senhor, conta pra mim o que está acontecendo?
Nada sou, nada entendo, Senhor… vem e me salva dessas intempéries, dessa avalanche de problemas que penso "não ter causado",  pois basta uma falha de comunicação, um ponto ou uma virgula fora do seu lugar, que muda todo o sentido de um pensamento, dos quais acabo sendo parte. Fortalece-me para os embates que não compreendo, mas que preciso enfrentar.

"Pobre de mim" ? — e ainda assim, bendita seja a Graça do Senhor, que nos alcança mesmo por caminhos inapropriados. Quando tudo parece balançar e doer, Ele vem.

Tem momentos em que precisamos entender: que a Providência Divina nem sempre chega com flores e vinhos, mas com desafios que nos despertam para a vida, para que sejamos presença viva entre o Céu e a Terra. 

Mas onde está o meu céu? Onde está o meu torrão?

Conta-me, Senhor...

E Ele não conta. Porque há “coisas” que só podem acontecer — e depois, no tempo certo, compreenderemos.

Mas Ele vem em nosso socorro, mesmo que não percebamos. Desvia o que não é para nos atingir, acalma a tempestade, transforma ventos em brisa suave, acomoda as pedras do caminho, reconforta o coração, com Sua brisa quente.

Nem tudo nos conduz ao amor ou entendimento — alguma coisa dentro de mim, me diz, que apenas buscam ter razão, esquecendo da harmonização do amor incondicional.

E mesmo assim, o Senhor permanece. E é Nele que tudo se refaz, e tudo o que já não mais nos pertence, não nos é necessário, se reorganiza, tudo volta a ficar em seu devido lugar, e a paz volta a reinar para os que contribuíram para que ela prevalecesse.

Tem momentos que precisamos nos fechar como ostra que abriga a pérola 'inda em formação, para que águas levadas por fortes correntezas, abram cicatrizes profundas e essa perca toda sua beleza ...

Que o dia siga leve, mesmo quando o vento mudar de direção.
Que o coração saiba acolher o que vem, e entregar o que já não precisa guardar.
E que, entre o sol e a sombra, a fé continue sendo abrigo e caminho. E como toda manhã, faça chuva, faça sol, cá estou orando por mim, e por todos que dela necessitam.

🌿 Com serenidade e gratidão,



By MângelaCastro - 7/10/2025

sexta-feira, 23 de maio de 2025

"Entre Leis e Fronteiras: O Desafio de Adequar o Estrangeiro ao Nosso Direito" - ____"Lei Magnistky no Brasil?" É possível?


🔍 "Importar leis exige mais que admiração: exige análise, respeito à soberania e ao nosso Direito. A Lei Magnitsky levanta questões que vão além da política — tocam a essência da democracia brasileira."

É certo que o direito brasileiro, ao longo de sua formação e evolução, sempre dialogou com sistemas jurídicos estrangeiros, especialmente por meio de estudos comparados, fiz muitas pesquisas nos tempos dos bancos acadêmicos, o que denominávamos de pesquisa de campo. 

A incorporação de modelos externos, quando realizada com discernimento técnico e respeito aos princípios constitucionais, enriquece nosso ordenamento e fortalece os mecanismos de proteção à cidadania. Contudo, é fundamental que qualquer proposta de transposição normativa seja analisada sob a ótica da compatibilidade com a Constituição Federal, com o Estado Democrático de Direito e com a soberania nacional.

Nesse contexto, a recente proposta por um de nossos políticos, de importar para o Brasil os princípios da chamada Lei Magnitsky — dispositivo da legislação americana que autoriza sanções econômicas e restrições a indivíduos acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos — exige cautela e profundidade no debate, até porque já temos leis específicas nestes temas abordados.

Trata-se de uma legislação criada em um contexto jurídico, político e institucional muito distinto do nosso. O sistema republicano dos Estados Unidos difere substancialmente da organização democrática brasileira, principalmente quanto às competências legais e aos limites de atuação do Estado. A adoção literal ou apressada dessa norma pode gerar distorções e inseguranças jurídicas.

Além disso, aplicar sanções de caráter extraterritorial — como a Lei Magnitsky propõe — pode implicar sérias repercussões em nossas relações diplomáticas, sobretudo com os próprios Estados Unidos e com outros países eventualmente afetados por decisões dessa natureza. O Brasil, tradicionalmente defensor da autodeterminação dos povos e da não intervenção, precisa avaliar se está disposto a assumir tais posicionamentos, que extrapolam o campo do direito interno e adentram a arena da geopolítica internacional.

É claro que mecanismos mais eficazes de combate à corrupção e às violações de direitos humanos são urgentes e necessários. Nada impede que a Lei Magnitsky sirva como referência para aprimorarmos nosso arcabouço jurídico. Porém, esse processo deve ser conduzido com base na realidade brasileira, sob os critérios da proporcionalidade, do devido processo legal e da diplomacia responsável.

A transparência e a justiça são princípios universais. Mas os instrumentos para promovê-los devem estar em harmonia com a história, os valores e a estrutura jurídica de cada nação. Importar leis não é apenas uma questão técnica — é, sobretudo, um ato de responsabilidade democrática, e de direitos civis e penal.

Os Estados Unidos sempre no final de seus discursos rogam :: _____ Deus proteja a América!

Nós brasileiros, de um Estado Laico : 

By MângelaCastro - 23/05/2025


"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ...