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domingo, 5 de julho de 2026

VALE MESMO A PENA? Entre : Marte, a Terra, e o coração de Mãe.

 Quando a escuridão cai sobre nós...


Enquanto eu me preocupava com o futuro do planeta e com a chegada do meu filho, Deus já havia colocado a resposta diante dos meus olhos. Às vezes, o medo fala mais alto que a confiança. Uma reflexão sobre ciência, fé e a serenidade que nasce quando aprendemos a enxergar o presente. 🌎✨

Era exatamente 00h45. Permanecia na sala assistindo a uma série sobre a tentativa de reflorestar Marte — hoje um planeta árido, vermelho como ferrugem, coberto por rochas que parecem guardar a memória silenciosa de um tempo em que talvez tenha existido vida.

Enquanto acompanhava aquela impressionante demonstração da inteligência humana, uma pergunta insistia em nascer dentro de mim.

Quanto esforço, quantos recursos, quanta dedicação para buscar, a bilhões de quilômetros da Terra, um lugar onde um dia talvez possamos viver... Não seria mais sábio concentrar parte dessa mesma capacidade em preservar o extraordinário planeta que já nos foi confiado?

A própria série mostrava uma verdade incontestável: sem água pura, sem oxigênio, sem equilíbrio, a vida simplesmente não floresce.

Mas, enquanto esses pensamentos percorriam o universo, outro universo ocupava meu coração.

Meu filho ainda não havia chegado em casa.

Como toda mãe, entreguei-o em oração, pedindo aos bons espíritos e aos anjos de Deus que os acompanhassem pelo caminho. Contudo, embora orasse, meu coração insistia em permanecer inquieto. Eu queria notícias. Queria certezas.

Somente pela manhã percebi algo quase constrangedor.

A mensagem que tanto aguardava já estava ali, havia horas.

___"Já em casa."

Passei boa parte da noite consumindo energias em preocupações que já não correspondiam à realidade. A resposta existia; era eu quem não conseguia enxergá-la, porque o medo havia ocupado o lugar da serenidade.

Foi então que compreendi que, muitas vezes, fazemos o mesmo com a própria vida.

O futuro nos assusta tanto que deixamos de perceber as respostas que Deus já colocou diante de nós.

Gastamos forças tentando controlar o amanhã, enquanto a paz nos espera discretamente no presente.

Talvez a verdadeira restauração que buscamos não esteja em Marte, nem em qualquer outro lugar distante.

Talvez ela comece dentro de nós.

Confiar também é uma forma de sabedoria.

Enquanto houver vida, haverá esperança.

Enquanto repousamos, Deus continua velando por Sua criação.

E, assim como inspirou homens e mulheres a protegerem a Terra através da ciência, das plataformas espaciais, da pesquisa e do conhecimento, também inspira aqueles que silenciosamente cuidam da vida em todas as suas formas.

Os verdadeiros anjos da guarda talvez sejam muitos: os que oram, os que amam, os que preservam a natureza, os que pesquisam, os que socorrem e todos aqueles que, iluminados pela Providência Divina, trabalham para que a esperança jamais deixe de existir.

Naquela madrugada compreendi que a confiança também precisa ser exercitada.

Nem sempre é a ausência de respostas que nos faz sofrer.

Às vezes, é o excesso de preocupações que nos impede de perceber que elas já chegaram.

E, diante disso, a pergunta continua ecoando dentro de mim:

Vale mesmo a pena viver aprisionados pelos temores do futuro, quando a vida nos convida, a cada amanhecer, a confiar um pouco mais no amor e na providência Divina?

Uma coisa, porém, trago comigo como certeza: somos seres humanos, eternos buscadores. Não sossegamos enquanto não alcançamos aquilo que acreditamos ser o melhor para nós, custe o que custar. Talvez seja justamente essa inquietação que impulsione as grandes descobertas da humanidade, e a exercitar mais a fé (esperança). O verdadeiro desafio, entretanto, está em discernir se nossa busca nos aproxima da sabedoria ou apenas nos afasta da paz que já habita em nosso interior.

By MângelaCastro - 05/07/2026

sexta-feira, 22 de maio de 2026

DESFRAGMENTO DO SER . Alma em Construção ...

Uma conversa silenciosa com a alma... Entre o efêmero e o que permanece. 

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Estive conversando com uma amiga de adolescência e hoje já em nossa maturidade, também escritora de suas memórias e sentimentos, falávamos sobre um dos meus textos, que leu, e me disse: ___ tem momentos que parecem poesia, passando sentimento espiritual, convidando à reflexão, um desabafo, ou tudo alinhado. É isso, há autores que contam histórias, e há outros que em tênues e simples poemas, recolhem pedaços do existir — quase como quem junta folhas secas guardadas dentro de livros antigos para descobrir o perfume do tempo. Meus escritos caminham muito por aí.

Ao reler esta reflexão de 2023, vejo uma mulher debruçada na janela da própria vida, observando o movimento do mundo sem muita pressa de acompanhá-lo. 

Do meu sentimento espiritual, recordo um romance de Chico Xavier belíssimo, e muito forte, que narra a vida de Jesus, e particularmente com personagens também importantes de sua comunidade: "Há dois mil anos", que independente de nossa religiosidade, deveríamos ler.

Nesse romance, quando Jesus já está na cruz no monte do Gólgota a esposa de um senador, do poder romano, tinha o hábito de se desfragmentar da sua identidade como esposa de um político, se vestindo como uma de suas amas, e se dirigia aos encontros com Jesus, só para lhe ouvir as palavras de ternura que a cativou. 

E foi em um dado momento da crucificação de Jesus, já quase ao final da tarde, que ela se debruça na janela e olha em direção ao monte, com um misto de sentimentos: entristecido e amoroso, ela sente naquele momento, no fundo de sua alma, que o seu olhar se encontra com o olhar triste e também amoroso de Jesus na cruz, é um momento enobrecedor, de almas afins que se abraçam com intuito do auxílio. 

Talvez por isso me veja como mulher de fases, que às vezes sai — para cumprir deveres, visitar pessoas, enfrentar o cotidiano — e depois retorna ao seu abrigo interior, esse lugar silencioso onde pensamentos se assentam e a fé encontra morada. Mas nem sempre o caminho é de ida; por vezes a existência parece uma película antiga rodando ao contrário, e imagens, certezas, sonhos e dores voltam desordenados, obrigando-nos a revisitar quem fomos, e ao mesmo tempo nos revitalizar.

Talvez seja isso um desfragmento do ser: pequenos pedaços de nós espalhados entre perdas, esperanças, medo do efêmero, desejo de permanência e busca por algo eterno. Fragmentos que não desapareceram — apenas aguardavam ser reencontrados.

Sim, tem momentos que ao "pensar na materialidade dói em mim", esse é um pensar que chega de fora de mim, percebo então, quão são efêmeras as ilusões da vida, que tudo é transitório, tudo é conhecimento, tudo passa e segue o curso natural junto às estações do ano... assim, faço do tempo e do pensamento, meus aliados.

Às vezes, é necessário sim, que se deixe ir, para que sequem as lágrimas, que se curve diante da vida, dos sonhos, alentos e desejos. E que saiba desejar. Esse é um convite ao desapego das ilusões mundanas.

É preciso que mergulhe profundo nos veios que levam ao futuro, que está apenas começando, sem medo de se arriscar, se fazer feliz, e seguir pelas abstratas alamedas que despontam na contramão da vida.

É certo que é um jogo no escuro, o qual devemos com ele ter paciência, mesmo nem sempre sendo clarividente. Outras vezes, é preciso que se deixe levar pelas asas da prontidão, legando-te a liberdade de voar, voar, além das íntimas muralhas, comungando-te com as verdades que ainda habitam em ti.

Tem momentos que pensando sobre “todas as coisas” me sinto só, na alcova dos meus medos, e me pego questionando:

___Para que louvar então o efêmero?

Sacrificando os dias no pulsar da vida, tornando-se dela dependente... Aqui percebo que, o importante é chegar no final do entardecer dos dias, não em desespero, mas com a certeza de missão cumprida, em entrega total ao Amor que une e nos abraça. Aqui complemento, como aprendi ainda em criança, entregar meu cotidiano, a Ele, Jesus, que conduzirá meus passos, e unirá meus fragmentos conforme minhas necessidades. Amém? 

Paz e bem.

MângelaCastro – 03/8/2023
Revisitado em 22/5/2026


Enviado por MângelaCastro em 22/05/2026
Código do texto: T8633840
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domingo, 15 de março de 2026

CHINELO DE DEDO: O VALOR QUE NÃO SE COMPRA ...

Veja bem:  Num mundo que mede pessoas pelo que vestem, às vezes um simples chinelo de dedo revela uma riqueza que dinheiro nenhum consegue comprar.

“Deus escolheu as coisas simples deste mundo para confundir as sábias.” 

— Primeira Carta aos Coríntios 1:27


Bom dia com alegria e paz.

O domingo amanheceu ensolarado, como se a própria manhã desejasse lembrar que a vida ainda tem claridade.
Do telhado vizinho, um sabiá solitário canta.
E, naquele instante, percebo como a simplicidade também pode ser poesia para os ouvidos cansados de tantas balbúrdias do mundo.

Ontem visitei amigos queridos.
Era uma visita prometida há algum tempo, adiada pelas correrias da vida. Fomos meu filho e eu, além de fazer a visita para o provedor da família, que está doente, levar também um presente de aniversário para o jovem amiguinho de infância, que mesmo que o tempo passe, o verdadeiro valor da amizade permanece inalterado.
Mas, ao chegar, algo dentro de mim mudou de lugar.

Quando a vida interrompe o caminhar de alguém — por doença, por limitações inesperadas — somos convidados a rever a nós mesmos.
Senti até uma leve vergonha silenciosa: quando corpo e mente ainda estão saudáveis, há tanto que podemos fazer e tantas vezes não fazemos.

Essa visita também, colocando-me atualizada das lidas dessa família, mais precisamente sobre seus filhos, o que estudaram, e hoje no que trabalham. as dificuldades que vem sendo vencidas passo a passo, me trouxe à memória uma conversa com um jovem familiar nosso.

Ele observava a fotografia de um amigo — filho de família abastada — passeando em um elegante shopping de São Paulo.
Mas havia algo que o intrigava.

Não entendo, "Mariquinha," assim que ele carinhosamente me chama, disse ele. ___ O rapaz poderia estar usando um tênis caríssimo, de marca famosa… mas está de chinelo de dedo?!!!

Sorri diante da inquietação dele e respondi com serenidade, e firmeza, buscando faze-lo refletir sobre os verdadeiros valores da vida:

— Talvez, disse-lhe eu, ele já tenha aprendido algo que muitos ainda não compreenderam.

O valor de uma pessoa não está nas marcas que veste,
mas na marca que deixa na vida.

Não é o preço do sapato que define quem somos.
É o caminho que percorremos com os pés que temos.

A verdadeira elegância está na dignidade do trabalho, na honestidade das escolhas, dos esforços somados ao longo do seu aprendizado de vida, na simplicidade de quem não precisa provar nada a ninguém.

Há pessoas que vestem roupas caríssimas e ainda assim carregam uma pobreza interior imensa.

E há outras que caminham com chinelos simples —
mas trazem nos pés a riqueza de quem construiu caráter, honra e responsabilidade.

Esses, sim, são ricos de verdade.

Porque no grande livro da vida,
não é a etiqueta das roupas que nos identifica.

É o caráter da alma.

E, muitas vezes,
um simples chinelo de borracha
pode valer mais que mil tênis de grife
quando sustenta os passos de alguém que aprendeu
o verdadeiro valor de ser humano.

Talvez o certo é que, às vezes confundimos preço com valor.

Mas o que realmente define uma pessoa não está nas marcas que veste — está no caráter que carrega na alma.

By MângelaCastro - 15/3/2026

Enviado por MângelaCastro em 15/03/2026
Código do texto: T8581255
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"VÓS SOIS DEUSES" __ O QUE JESUS QUIS NOS ENSINAR REALMENTE COM ESSAS PALAVRAS?

  Olá caríssimos! Existem temas diante dos quais todos nos tornamos iguais. A morte é um deles. Outro bem intrigante, é a curiosidade de sa...