Olá caríssimos!
Existem temas diante dos quais todos nos tornamos iguais.
A morte é um deles.
Outro bem intrigante, é a curiosidade de saber nossa real origem, hoje em dia se diz muitas coisas, ou para onde irá nossa alma, nosso princípio vital, é o que nos sobrevive, pós morte física, sim, continua sendo um dos maiores mistérios da humanidade, mesmo que a ciência, filosofia, religião, tenta nos desvendar, como muitos dizem, tirar o véu de Isis, continua sendo um dos maiores mistérios da humanidade.
Entre a fé, a ciência e os ensinamentos de Jesus, talvez a maior resposta ainda seja a esperança, e o despertar de nossa consciência, posto que, permitindo-nos, poderemos melhorar nossa forma de ser, enquanto por aqui vivemos, nada mais é que: Conhecimento, Convicção, Discernimento, Compreensão.
Assim, convido você a ler esta reflexão e compartilhar, com respeito, seu olhar sobre um tema que, mais cedo ou mais tarde, toca a todos nós.
E nessas ultimas semanas venho sonhando com amigos que já partiram para a verdadeira colheita, (Mateus 13,24-30). como dizem os cristãos, alguns veem com aconselhamentos, outros, apenas se mostram como a dizer: ___"ainda estou por aqui"! Em verdade, este é um tema considerado por muitos um tabu, alguns teem tanto medo que ao tomar conhecimento, chega a adoecer. Mas o certo é que, tememos falar da morte porque amamos a vida. Mas talvez o Evangelho nos ensine justamente o contrário: quem aprende a olhar a morte sem desespero passa a viver com mais intensidade, mais humildade e muito mais amor caridoso, posto que, sem caridade nossa vida não tem sentido, não tem uma alegria real.
Não importa nossa religião, nossa formação acadêmica ou nossa idade: cedo ou tarde ela bate à porta da humanidade, trazendo perguntas para as quais nem sempre encontramos respostas.
Esta não é uma tentativa de responder a todos esses mistérios.
É apenas um convite à reflexão, inspirado nos ensinamentos de Jesus, nas descobertas da ciência e na esperança que atravessa os séculos.
"Vós sois deuses" (João 10,34).
Embora saibamos que ela faz parte da vida desde o instante em que nascemos, começamos a morrer, dia a dia, porém, ainda encontramos enorme dificuldade em aceitá-la, sobretudo quando leva alguém que amamos. Não importa nossa religião, nossas convicções filosóficas ou nosso conhecimento científico: a despedida quase sempre vem acompanhada da saudade e de muitas perguntas.
Talvez seja justamente por isso que Jesus tenha dedicado tantos ensinamentos à vida eterna, procurando despertar em nós uma compreensão mais profunda da existência.
Em determinado momento, ao responder àqueles que questionavam Sua identidade, Jesus recordou as palavras do Salmo 82:
"Vós sois deuses." (João 10,34)
Essa expressão, muitas vezes mal compreendida, não significa que o ser humano seja igual ao Criador. No contexto bíblico, Jesus recorda que fomos criados à imagem e semelhança de Deus e chamados a viver em comunhão com Ele, refletindo Seu amor, Sua justiça e Sua misericórdia.
Mais do que discutir conceitos, Cristo desejava despertar consciências. Abrir nossas mentes para tomarmos conhecimentos reais e aprender com discernimento como resolve-los da melhor forma possível, um dia de cada vez. A verdade, sempre nos liberta. Porque ao conhece-la, entenderemos o que realmente está acontecendo conosco, e saberemos como devemos agir. (João 8:32) Nos traz melhor qualidade de vida.
Sua missão foi anunciar o Reino de Deus, ensinar o caminho do amor, da compaixão, do perdão e da esperança. Seus milagres, suas palavras e sua própria vida continuam inspirando pessoas de diferentes tradições religiosas e espirituais a buscarem uma existência mais plena.
Ao longo dos séculos, diversas correntes procuraram compreender esses acontecimentos extraordinários sob perspectivas distintas. A tradição cristã os reconhece como manifestações da ação divina; outras correntes espiritualistas apresentam interpretações próprias sobre esses fenômenos. Independentemente da compreensão de cada um, permanece inegável a profundidade dos ensinamentos deixados por Jesus e sua permanente atualidade.
Curiosamente, a própria ciência também passou a voltar seus olhos para alguns aspectos do processo de morrer.
Pesquisas indicam que, em determinadas situações, a audição pode permanecer ativa até os momentos finais da vida, razão pela qual muitos profissionais da saúde orientam familiares a continuarem falando com seus entes queridos, oferecendo palavras de carinho, serenidade e gratidão.
Outros estudos investigam experiências de quase morte e procuram compreender melhor o funcionamento do cérebro e da consciência. Embora muitas perguntas permaneçam sem respostas definitivas, cada descoberta amplia nosso entendimento sobre a extraordinária complexidade da vida humana. O certo é que somos e existimos nas mais variadas formas, com personalidades, identidades distintas umas das outras, mas, em todos indistintamente, um coração pulsa, uma vitalidade corre por meio de nossas veias, semelhante ao que ocorre no universo...
Talvez fé e ciência não caminhem por estradas opostas.
Cada uma, à sua maneira, busca compreender o mesmo mistério: quem somos, de onde viemos e para onde seguimos quando nossa jornada terrena chega ao fim.
Jesus também nos deixou outra preciosa lição ao afirmar a Tomé:
"Felizes os que creram sem terem visto." (João 20,29)
Não como um convite ao abandono da razão, mas como um chamado para que o coração permaneça aberto à esperança.
Os milagres continuam acontecendo.
Alguns desafiam nossa compreensão; outros acontecem silenciosamente, quando alguém reencontra forças para recomeçar, quando o perdão vence o ressentimento, quando o amor consola uma dor profunda ou quando a esperança ressurge onde parecia existir apenas o vazio.
Talvez seja esse o verdadeiro sentido da Boa Nova anunciada por Cristo: recordar-nos de que a vida não termina no amor que sentimos nem nas marcas que deixamos.
Enquanto houver amor, haverá esperança.
E onde houver esperança, Deus continuará revelando Sua presença.
"Vós sois deuses."
Aprecio muito essa expressão de Jesus. Me faz desejar crescer mais como pessoa, ela me motiva positivamente, sem me deixar ser arrogante. Talvez esse convite continue ecoando através dos séculos, lembrando-nos de que fomos criados não para viver prisioneiros do medo da morte, mas para aprender, dia após dia, a refletir a luz do Amor que nos deu a vida.
Caríssimos, em verdade, na minha forma de ser, "Sou a favor de tudo e de todos, embora não concorde com tudo e com todos."
Talvez existam perguntas que Deus não nos responda porque deseja que aprendamos a caminhar pela fé, mesmo que caminhar pelos próprios pés nos doa, às vezes é preciso.
Enquanto isso, continuemos semeando amor.
Afinal, talvez seja justamente o amor a única realidade capaz de atravessar a fronteira entre a vida e a eternidade.
Creio que esse pensamento possa vir resumir muito do meu modo de caminhar. Penso que é possível acolher as pessoas, e todo conhecimento que nos chega, sem abrir mão das próprias convicções. Essa postura aparece em meus textos e, talvez por isso, espero que toquem leitores de diferentes crenças.
Assim sendo, continuo escrevendo, com a alma aberta, mas buscando ser, ou pelo menos me aproximar o máximo possível da delicadeza de quem oferece uma reflexão, e não uma sentença. É justamente essa forma de ser e escrever que trago junto, um convite ao diálogo, e não à divisão.
Paz e Bem.
By MângelaCastro: 26/7/2026
