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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

NAÇÕES UNIDAS..."NINGUÉM CONSTRÓI SÓZINHO"!

Perguntas lançadas como sementes aos ventos, algumas retornando já rebrotando respostas; outras, ainda amadurecendo no tempo. 🌱

Nessa manhã, embora ainda atravessando pela estação de inverno, o sol chega com um suave perfume de flores no ar, trazendo providências de um específico lugar, não apenas coincidências, nós, cristãos, celebramos São Mateus, apóstolo e evangelista. E sua história, transcorridos mais de dois mil anos, ainda nos convida a uma reflexão muito atual, quando lideranças sentam à mesa para construir um mundo melhor, encontrar quiçá, soluções, curas, para os problemas de toda ordem de uma coletividade, então, quem você convidaria para a mesa da 81ª Assembleias Geral da ONU, que se instala hoje? Recordando que também fazemos parte dessa construção, se não na prática, tijolo por tijolo, pelo menos em boas ideias.

Fazendo aqui um feedback, Jesus senta-se à mesa com Mateus e outros cobradores de impostos, considerados por muitos como indignos daquela convivência. Mas, diante da crítica dos que se julgavam justos, responde:

“Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os doentes.” (Mt 9,12)

Talvez essa passagem também possa conversar com o nosso tempo.

Afinal, não é uma grande mesa de diálogo que se abre, simbolicamente, na 81ª Assembleia Geral da ONU, cujo tema propõe “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação”?

Então, quase dois anos depois, volto à minha reflexão de janeiro de 2025 para conversar com aquela MângelaCastro que lançava perguntas ao futuro.

(HORIZONTES MEMORÁVEIS...: Resultados da pesquisa TRUMP É REELEITO) e no andar da carruagem, um dos pontos de geopolítica que mais impactou o mundo do empreendedorismo e humanitário, na ERA TRUMP.: IMIGRAÇÃO E TAXAS DE JUROS DE EXPORTAÇÕES... diga-se de passagem, não só para Mexicanos, mas, afetando com efeito dominó mais paises.

O que ressoou? O que mudou? O que se confirmou? E o que ainda aguarda o tempo para responder?

É essa conversa que convido você a fazer comigo.

“Quando o mundo deixa de conversar, as consequências não ficam confinadas às salas dos governos; de estudos, jornalísticas, sejam eles quais forem, simplesmente, elas chegam às nossas casas.”

Há textos que escrevemos para o presente e que, algum tempo depois, parecem nos chamar novamente para uma conversa.

Foi o que aconteceu comigo ao reencontrar uma reflexão publicada em 25 de janeiro de 2025, quando começava uma nova gestão presidencial nos Estados Unidos. Naquele momento, escrevi sobre geopolítica, meio ambiente, imigração, economia e sobre os possíveis efeitos das escolhas de uma grande potência sobre o restante do mundo.

Quase dois anos depois, volto àquele texto não para dizer que eu havia previsto o futuro. Seria pretensão.

Volto para perguntar:

O que ressoou daqueles “Horizontes Memoráveis”?

Talvez a resposta esteja menos naquilo que aconteceu exatamente como imaginávamos e mais nas perguntas que permaneceram.

A MângelaCastro de 2025 conversa com a de 2026

Naquela manhã, eu observava a chamada “Era Trump” com a inquietação de quem compreende que nenhuma grande nação vive isolada do restante do planeta.

Hoje, olhando para trás, vejo que aquela preocupação continua atual, embora o cenário tenha adquirido novos contornos.

O mundo chega à 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas atravessado por guerras, tensões econômicas, mudanças climáticas, desenvolvimento desigual e novos desafios tecnológicos, entre eles a inteligência artificial. O próprio tema escolhido para esta Assembleia — “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação” — parece responder, de certa maneira, a uma das inquietações que eu já colocava naquele texto de 2025.

Restaurar a confiança.

Talvez seja justamente essa uma das maiores necessidades do nosso tempo.

Brasil e Estados Unidos: dois países, muitos interesses em comum

Brasil e Estados Unidos não precisam pensar da mesma maneira sobre tudo.

São países diferentes, com histórias, interesses, responsabilidades e visões políticas próprias.

Mas possuem também relações econômicas, diplomáticas e sociais que tornam difícil imaginar que decisões tomadas em um país não repercutam no outro.

As recentes medidas tarifárias americanas sobre produtos brasileiros mostram isso concretamente. Segundo o governo brasileiro, as novas sobretaxas alcançaram parcela significativa das exportações destinadas ao mercado americano e contribuíram para uma redução das exportações brasileiras aos Estados Unidos em 2026.

Por outro lado, o comércio não é uma estrada de mão única.

Empresas, trabalhadores e consumidores americanos também participam dessa relação.

É justamente por isso que a retomada das negociações entre os dois governos pode representar uma oportunidade: não necessariamente para que um lado “vença” o outro, mas para que ambos encontrem mecanismos capazes de reduzir prejuízos e ampliar aquilo que pode ser construído em comum. As equipes dos dois países voltaram a conversar depois de uma ligação entre Lula e Trump em agosto, e novas tratativas estão previstas para o encontro do G20 no final de setembro.

E o que a Assembleia da ONU pode nos oferecer?

Talvez não devamos esperar de uma Assembleia Geral soluções mágicas.

A ONU não substitui a soberania dos países, nem pode obrigar governos a abandonarem suas diferenças.

Mas existe algo que somente um grande fórum multilateral pode oferecer:

a possibilidade de conversar quando seria mais fácil romper.

Nesta Assembleia serão discutidos temas que ultrapassam fronteiras: paz, desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas, direitos humanos, inteligência artificial e os grandes conflitos que afetam a segurança e a economia mundial. Há inclusive reuniões específicas dedicadas à ação climática, à transição justa e às ameaças provocadas pela elevação do nível do mar.

E talvez seja aí que minha reflexão ambiental de 2025 encontre novamente o presente.

O clima não pergunta qual é a nacionalidade de quem sofre.

A fumaça não conhece fronteiras.

A seca não respeita passaportes.

As enchentes não escolhem ideologias.

E uma crise econômica, em um mundo interdependente, pode atravessar oceanos muito mais rapidamente do que qualquer navio.

O que Brasil e Estados Unidos poderiam levar dessa oportunidade?

Talvez, antes de tudo, a compreensão de que soberania não precisa significar isolamento.

O Brasil tem o direito de defender seus interesses, sua democracia, seu território, sua economia e suas escolhas.

Os Estados Unidos também.

Mas ambos podem descobrir que defender seus próprios interesses não significa necessariamente ignorar os interesses legítimos do outro.

Para o Brasil, interessa preservar mercados, empregos, investimentos, estabilidade econômica e sua capacidade de dialogar com diferentes parceiros internacionais.

Para os Estados Unidos, interessa manter relações comerciais e estratégicas com uma das maiores economias e um dos países de maior peso ambiental e geopolítico das Américas.

E para ambos interessa combater aquilo que nenhum deles consegue resolver sozinho: o crime transnacional, as mudanças climáticas, as crises econômicas, os riscos tecnológicos e as ameaças à paz.

Não se trata de concordância absoluta.

Trata-se de cooperação possível dentro da diferença.

E onde entram os cidadãos?

Aqui talvez esteja a parte mais importante desta reflexão.

Governos passam.

Presidentes passam.

Políticas econômicas mudam.

Tarifas podem subir ou baixar.

Mas os povos permanecem.

São os trabalhadores, empresários, agricultores, estudantes, cientistas, famílias e pequenos empreendedores, nossas comunidades religiosas, que acabam sentindo no cotidiano as consequências das grandes decisões tomadas nas salas de governo.

Por isso, quando observo as relações entre Brasil e Estados Unidos, não consigo enxergar apenas Lula e Trump. Assim como quando olho para Jesus narrado pelo evangelho de Mateus e sob seu ponto de vista, Jesus, sentado àquela mesa de pessoas não bem quistas da sociedade, não consigo enxergar apenas Jesus e Cobradores de Impostos mas sim, ___Enxergo como fossem brasileiros e estadunidenses, os quais permanecem aguardando uma luz no fundo do túnel, para atravessarmos pontes que nos conduzirão a consolidações favoráveis, em várias esferas de governo, vejo muito além de governanças, vejo, simplesmente cidadãos comuns do povo aguardando soluções accessíveis, plausíveis, através de suas lideranças, quiçá a cura de todos nossos problemas.😋

Dois povos que, embora separados por uma fronteira continental e por diferenças culturais e políticas, fazem parte de uma mesma realidade mundial.

E talvez seja essa a grande responsabilidade dos líderes:

não transformar diferenças entre governos em distanciamento entre povos. E como cristãos que em maioria somos, orar para que essa Assembleia se torne um campo de sementes fortificadoras para o futuro ...

Quase dois anos depois...

Volto então à MângelaCastro de janeiro de 2025.

Ela me perguntava sobre os horizontes que se abriam diante do mundo.

Eu, agora, respondo a ela:

— Alguns daqueles horizontes realmente mudaram. Outros se tornaram ainda mais complexos. E algumas perguntas continuam sem resposta.

Mas uma certeza parece ter amadurecido.

Nenhuma grande nação constrói seu futuro completamente sozinha.

A liberdade de cada país precisa caminhar ao lado da responsabilidade pelas consequências de suas escolhas.

E talvez seja essa a maior lição que podemos retirar destes quase dois anos:

quando o mundo deixa de conversar, as consequências não ficam confinadas às salas dos governos; elas chegam às ruas, às casas, aos empregos, aos preços, às famílias e ao futuro das próximas gerações.

Por isso, antes de perguntarmos quem ganhou ou quem perdeu, talvez devêssemos perguntar:

O que podemos construir juntos?

Essa pergunta não pertence apenas a Lula.

Nem apenas a Trump.

Pertence aos dois povos.

Pertence ao Brasil.

Pertence aos Estados Unidos.

E, de certa maneira, pertence a todos nós.

Porque os horizontes podem ser nacionais, mas o planeta sobre o qual caminhamos continua sendo um só.

Quase dois anos depois, já que passamos mais da metade do ano de 2026, talvez seja isso que tenha ressoado dos meus “Horizontes Memoráveis”: não uma previsão do futuro, mas a necessidade de continuar perguntando antes que o futuro nos obrigue a responder.

É quase como se a pergunta de Jesus a Mateus atravessasse dois milênios e chegasse à Assembleia Geral: quem ainda estamos dispostos a convidar para a mesa? 🌱

Paz e Bem.

By MângelaCastro - 21/9/2026

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Enviado por MângelaCastro em 21/09/2026
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

7 DE SETEMBRO: O GRITO QUE AINDA FALTA/.

  "LIBERTAS QUAE SERA TAMEM MARIA" ..

Bom dia Brasil, TERRA DE SANTA CRUZ!!!

Hoje comemoramos 204 anos de sua Independência continental, uma terra composta por uma crescente miscigenação, mas, seria somente essa liberdade que precisamos comemorar? Brasil é e tem muito mais que ser revisto, para ser bem comemorado, concorda comigo?

E se o 7 de Setembro não falasse apenas da Independência do Brasil, mas da nossa própria liberdade? Neste ano, não quero olhar para o Ipiranga. Quero olhar para dentro de mim — e para tantas Mulheres e Marias como eu, que ainda lutam para serem livres, respeitadas e simplesmente donas de suas escolhas.

Porque talvez o Brasil ainda esteja esperando pelo seu verdadeiro grito de liberdade.

Mais um ano comemorativo, sobre a Independência do Brasil; e ele quer perguntar se nós, brasileiros, realmente nos tornamos independentes. E, sobretudo, quer colocar a sua própria história — a história de sua Maria entre tantas Marias — dentro dessa pergunta.

Hoje, 7 de setembro, o Brasil vesti suas cores, as bandeiras ocupam as ruas, os prédios públicos e, mais uma vez, ouviremos falar do famoso Grito do Ipiranga.

"Independência ou Morte!”

Os livros nos ensinaram a data, os personagens, os acontecimentos e os símbolos. Aprendemos que, naquele momento, o Brasil rompeu os seus laços políticos com Portugal e começou a caminhar como nação independente.

Há versões, controvérsias, documentos, interpretações e até discussões sobre a maneira como aquele momento foi posteriormente representado na memória brasileira.


Mas, para mim, hoje, isso já não é o mais importante.

Porque existe uma pergunta que nenhum livro escolar consegue responder por nós:

Depois de tantos anos, de que realmente nos tornamos independentes?

É aqui que começa a minha história.

Não sou Dom Pedro de Alcântara.

Não tenho uma espada nas mãos.

Não estou às margens do Ipiranga.

Sou apenas Maria.

Maria, cidadã brasileira.
Mulher.
Advogada Pós Graduada (mas esse é só um título, sou muito mais do que isso)
Trabalhadora de várias lidas
Mãe.
Esposa que um dia foi.
Mulher separada não só de alguém, mas de muitas "coisas" que aprendeu a continuar.
Filha.
Professora temporária

Amiga 

Catequista.

Escritora de amanheceres.

Uma mulher que já chorou escondida e também já sorriu quando a vida parecia dizer que não havia motivo para sorrir.

Sou uma entre tantas Marias deste imenso Brasil.

E talvez seja justamente por isso que eu tenha aprendido que independência não é apenas romper com quem nos governa.

Independência também é poder pensar.

Escolher.

Trabalhar.

Ser respeitada.

Ter dignidade.

Ter voz.

Poder dizer “sim” quando o coração diz sim e “não” quando alguma coisa dentro de nós grita não.

É não precisar ser escolhida quando desejamos simplesmente ter o direito de escolher.

É poder envelhecer sem perder o direito de sonhar.

É poder discordar sem ser destruída.

É poder defender aquilo em que acreditamos sem transformar o outro em inimigo.

É poder caminhar pelas ruas sem medo.

É ter uma casa onde exista pão, água, luz, segurança e esperança.

É ter uma escola que ensine não apenas a decorar datas, mas a compreender responsabilidades.

É ter leis que não sejam apenas bonitas, de escritas elegantes no papel, mas que alcancem aquele que mais precisa delas.

É ter liberdade sem confundi-la com ausência de responsabilidade.

E é exatamente aí que a minha independência começa a encontrar a independência do meu país.

Porque um Brasil verdadeiramente livre não pode ser medido apenas pelo tamanho de suas fronteiras, pela força de suas Forças Armadas, pela beleza de sua bandeira ou pela grandiosidade de seus desfiles.

Um país é livre quando seu povo consegue viver com dignidade.

E talvez ainda tenhamos muitos “Ipirangas” dentro de nós.

Há uma criança que ainda espera proteção.

Uma mãe que espera atendimento.

Um trabalhador que espera oportunidade.

Um idoso que espera respeito.

Uma mulher que espera ser ouvida e,

ter o direito de não perder sua natural alegria de viver.

Uma família que espera segurança.

Um jovem que espera futuro.

Um brasileiro que não quer favor.

Quer apenas o que é seu por direito.

Por isso, neste 7 de setembro, eu não quero falar apenas do Brasil que se libertou de Portugal.

Quero falar do Brasil que ainda precisa libertar-se de tantas formas de dependência, desigualdade, abandono, violência, corrupção, intolerância e indiferença.

E quero começar por mim.

Porque talvez a verdadeira independência também seja uma conquista íntima.

Foi preciso muito tempo para que esta Maria compreendesse que não precisava deixar de ser sensível para ser forte.

Que lágrimas não diminuem ninguém.

Que recomeçar não é fracassar.

Que a fé não nos impede de lutar — ela nos ensina por que vale a pena continuar lutando.

Que posso carregar cicatrizes e ainda assim oferecer flores.

Que posso atravessar tempestades e continuar procurando o amanhecer.

Que posso amar meu país sem fechar os olhos para aquilo que nele precisa mudar.

E que posso amar as pessoas sem abrir mão do respeito que também mereço.

A minha bandeira, portanto, não é apenas verde, amarela, azul e branca.

Minha bandeira tem a cor da esperança.

Tem o azul daquilo que ainda sonho alcançar.

Tem o verde das vidas que precisam florescer.

Tem o amarelo da luz que procuro todas as manhãs.

E tem também as cores invisíveis da alma: fé, coragem, dignidade, liberdade e amor.

Não quero substituir o Brasil da história.

Quero apenas acrescentar a ele uma página.

A página de uma mulher comum.

A página de Maria.

E nela escrever:

“Brasil, talvez a nossa maior independência ainda esteja por acontecer: aquela que libertará o cidadão não apenas de um domínio político, mas de tudo aquilo que o impede de viver plenamente como ser humano.”

Porque o Brasil não é apenas uma terra descoberta, uma colônia que se tornou império, uma república ou uma bandeira hasteada.

O Brasil somos nós.

Somos as Marias.

Os Josés.

Os Antonios.

As crianças que chegam.

Os velhos que partem.

Os que trabalham.

Os que estudam.

Os que lutam.

Os que acreditam.

Os que ainda esperam.

E, enquanto houver alguém capaz de acreditar que este país pode ser mais justo, mais humano e mais digno, a independência ainda estará acontecendo.

Talvez o verdadeiro grito do Ipiranga, para nós, não precise mais ser:

“Independência ou Morte!”

Talvez possa ser simplesmente:

“INDEPENDÊNCIA PARA VIVER — E LIBERDADE PARA SER.”

E eu, Maria, continuarei fazendo a minha pequena parte.

Entre lutas e paz.

Entre lágrimas e risos.

Entre livros e orações.

Entre o Direito e a fé.

Entre aquilo que fui e aquilo que ainda posso ser.

Porque a liberdade que procuro não é a de fazer tudo o que quero. É a de poder ser quem sou, respeitando o outro e sendo respeitada também.

E talvez seja essa a independência que ainda precisamos conquistar.

Paz e bem.

By MângelaCastro 🌻07/9/2026

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Enviado por MângelaCastro em 07/09/2026
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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

A VASILHA QUE DEIXAREMOS PARA O FUTURO🌱

Quando me pego vislumbrando o horizonte, com um olhar pensativo, o que me questiono? E você também já se pegou auto questionando? Como está a sua íntima vasilha? O que tem feito de bom para a sua família, vista que o bom trabalho começa dentro do nosso lar, ou tem apenas se preocupado com a vasilha dos outros, então como tem sido? Qual a medida da sua vasilha?

Hoje é aniversário de passagem do nosso pai para a pátria celestial, é verdade que pouco ele pode nos ensinar, pois estava apenas com 33 anos, e poucos desses, viveu junto do seu seio familiar, dos três filhos biológico, o mais velho, tinha acabado de completar 7 aninhos de idade, mas o que realizou para nós em amor, afeto, acolhida, foi o suficiente para que permanecêssemos unidos durante a nossa caminhada por essas terras, e minha mãe, foi uma verdadeira Pãe! Sempre nos ensinou o bom caminho, principalmente a respeitar as pessoas, desde cedo, aprendemos a não discriminar pessoas, e não sermos preconceituosos, embora, fomos por uma sociedade machista muito discriminados, mas isso, nunca nos afetou a ponto de revidarmos, sempre seguimos o ensinamento de amor de Jesus, mesmo chateada, nervosa às vezes com alguns acontecimentos, penso comigo mesma: ___Pai, perdoa- os, pois não sabem o que fazem ou o que dizem, e esse pensamento acalma o meu coração, alivia minha alma, porque é Nele que entrego todas as minhas tribulações, dúvidas, inquietações, e continuo seguindo o destino para mim por Ele traçado, sabendo também que tenho junto de nós uma perfeita guarida. E que nosso pai, esteja onde estiver, esteja bem, em paz, e aprendendo bastante, melhorando ainda mais o que seus pais iniciaram em sua vida.

Noite passada tive um sonho bem expressivo: Sonhei que estava em uma casa grande, porém bem simples na aparência. Via como se fosse através de uma janela, uma mulher alimentando alguns cachorrinhos, um deles até parecia o nosso querido Bethoven, esse o nome que demos ao cachorrinho que chegou às nossas mãos, após ter sido rejeitado por ser pretinho 😪, e o registramos no veterinário com esse nome, mas, o apelidamos de Be, viveu mais de 17 anos conosco, era da raça poodle médio, o cachorrinho do sonho era maior que o Be, mas, muito parecido em peraltices, ficava saltitando diante daquela mulher esperando seu alimento. Vendo eu as vasilhas que ela enchia com o alimento para eles, percebi que do cachorrinho, maior que os outros, precisava também de uma vasilha maior, então, lhe fiz esta sugestão, chamando-a, disse-lhe apontando para o cachorrinho maior: ___Ele precisa ser alimentado com uma vasilha maior, e mostrei-lhe qual era a vasilha. Ela abaixou-se pegando-a, e depositou nela o alimento para o cachorrinho maior. E o cachorrinho ficou saltitando à sua frente todo alegrinho, como se lhe estivesse a agradecer!

Preste bem atenção: não precisamos nos revoltar diante daquilo que não temos. Precisamos compreender e cuidar bem daquilo que nos foi confiado.

Jesus nos ensina, em Lucas 12:48: “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido.”

Essa passagem não fala apenas — e talvez nem principalmente — de bens materiais, riqueza, fortuna ou conforto. Talvez não tenha sido para isso que viemos a este mundo.

Viemos para aprender, amadurecer, transformar-nos e, de alguma maneira, deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos.

Deus nos concede oportunidades, talentos, inteligência, afetos, encontros, experiências, pessoas e, sobretudo, o precioso dom da vida. E tudo aquilo que recebemos traz consigo uma responsabilidade.

Por isso, talvez a grande pergunta não seja:

“Quanto eu tenho?”

Mas:

“O que estou fazendo com aquilo que recebi?”

Que fizemos com as oportunidades que a vida nos ofereceu?

Com os conhecimentos adquiridos?

Com as dores que atravessamos?

Com as pessoas que encontramos pelo caminho?

Com os filhos, netos, amigos e afetos que nos foram confiados?

Com as memórias que construímos?

Talvez seja isso que precisamos nos questionar, e tentar melhorar, a nossa própria vida e dos nossos entes queridos que serão uma consequência dos meus atos praticados.

Talvez seja exatamente para isso que criamos memórias: para que o tempo não leve tudo consigo e para que aqueles que vierem depois possam encontrar, em nossas experiências, alguma pequena luz para iluminar seus próprios caminhos. Deus sempre providencia exatamente o que precisamos, não precisamos nos preocupar tanto, olhe o ensino que Jesus nos deixou: Não precisamos nos preocupar com o amanhã, nem com o que tem na vasilha do outro, posto que Deus tudo já nos providencia, mas isso não quer dizer que fiquemos muito acomodados, precisamos seguir sim trabalhando, nos esmerando para que tenhamos uma vida digna, próspera preparando a vida para nossa descendência, foi isso que Jesus fez para nós.

«Ninguém pode servir a dois senhores; pois ou há de aborrecer a um e amar ao outro, ou há de unir-se a um e desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos da vossa vida pelo que haveis de comer ou beber, nem do vosso corpo pelo que haveis de vestir; não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais que o vestido? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros, e vosso Pai celestial as alimenta; não valeis vós muito mais do que elas? Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um cúbito à sua estatura? Por que andais ansiosos pelo que haveis de vestir? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam, contudo vos digo que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Se Deus, pois, assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Assim não andeis ansiosos, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois os gentios é que procuram todas estas coisas); porque vosso Pai celestial sabe que precisais de todas elas. Mas buscai primeiramente o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.» (Mateus 6:24–33)

Não fomos colocados neste mundo para acumular indefinidamente.

Somos passageiros.

Somos sementes.

Somos frutos de uma árvore que já existia antes de nós e raízes que, de alguma forma, continuarão alimentando aqueles que vierem depois.

E talvez seja essa a verdadeira riqueza que levaremos conosco:

não aquilo que conseguimos possuir, mas aquilo que conseguimos transformar em amor, conhecimento, dignidade, solidariedade e bons exemplos, aqui, devemos nos perguntar: ___estou realmente sendo bom exemplo para os meus afetos, amigos? Porque os nossos pequenos seguirão no caminho que para eles preparamos, e nunca sairá dele.

Provérbios 22:6 - Ensine com bons exemplos para seus filhos, pois será essa linha de conduta que ele seguirá na sua vida adulta. Entretanto, o fato de passarmos esses valores ainda na infância, não é garantia de que quem recebeu a instrução não terá um desvio de conduta. É evidente que aquele que foi fundamentado na Palavra de Deus logo na infância, terá os meios necessários para ter uma vida reta, próspera e digna. Mas, com o livre-arbítrio, cabe sempre a quem recebe o ensino praticar o que aprendeu e permanecer no que foi instruído, e sucessivamente ensinar para sua descendência.

Por isso, diante daquilo que não temos, não precisamos alimentar revoltas.

Diante daquilo que recebemos, precisamos cultivar responsabilidade.

Porque quanto maiores forem os dons, as oportunidades e a confiança que nos foram entregues, maior será também a responsabilidade de fazê-los frutificar.

E talvez seja justamente aqui que aquela pequena vasilha do meu sonho volte a fazer sentido.

Alguns receberam uma vasilha pequena.

Outros, uma maior.

Não nos cabe invejar a vasilha do outro.

Cabe-nos perguntar:

“O que estou fazendo com a minha?”

Porque, no final, não seremos lembrados pelo tamanho da vasilha que recebemos, mas pelos frutos que conseguimos oferecer.

E esses frutos, cedo ou tarde, encontrarão alguém que deles necessite.

Talvez essa seja a maneira mais bonita de atravessarmos o nosso próprio tempo:

receber com gratidão, cuidar com responsabilidade, repartir com generosidade e partir em paz.

O que estamos preparando para quem virá depois de nós?

Entre a poeira que a chuva pode lavar, a cruz que às vezes precisamos dividir e a vasilha que precisa ser maior para alimentar quem tem mais necessidade, talvez a vida esteja nos fazendo uma pergunta simples:

Não importa apenas o que recebemos. Importa o que fazemos com aquilo que nos foi confiado.

Porque, no fim, não seremos lembrados pelo tamanho da nossa vasilha, mas pelos frutos que conseguimos oferecer. E isso, nossos pais devem estar em paz, pois, deram o melhor de si para sua família. E se por alguma desventura, algum de nós tenha errado não seguindo os princípios de vida que nos ensinou, e sempre dizia: __Faça o que falo, mas não faça o que faço, porque na sua simples sabedoria de vida, sabia que em algum momento podemos errar, e se assim foi, PEÇO PERDÃO! Só gratidão!

By MângelaCastro - 28/8/2026

 

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