Bom dia amadinhas de Nossa Senhora Aparecida!
“Pelos seus frutos os conhecereis.” — Mateus 7:16.
“Quando não conseguimos ir até os lugares que amamos, talvez sejam as lembranças desses lugares que venham ao nosso encontro.”
São exatamente 12:00 horas, e já começo ouvir poucos fogos aclamando e comemorando Nossa Senhora Aparecida, nossa Mãe Santíssima, talvez pela chuva que cai neste instante, que em verdade são bençãos sobre nossa cidade!
🌹 Neste Dia de Nossa Senhora Aparecida, um sonho me levou de volta à minha mãe, aos amigos que o tempo levou e aos ensinamentos que continuam vivos em meu coração. Talvez não possamos mais percorrer certos caminhos, mas o amor nos permite reencontrá-los na memória. E a verdadeira fé se revela nas boas obras e no respeito entre irmãos. 🙏❤️
Um sonho entre Nossa Senhora, minha mãe e os ensinamentos do amor
Talvez você estranhe eu me dirigir, nesta manhã, somente às amadinhas de Nossa Senhora. Não se trata de discriminação, mas de uma saudação carinhosa às mulheres, filhas de Maria e do Sagrado Coração de Jesus, que fizeram parte da caminhada de fé de minha mãe, uma mulher que encontrou na oração a força para atravessar as dificuldades da vida.
Mamãe guardou por muitos anos a fita vermelha que recebeu das mãos de um sacerdote, em Pedregulho. A imagem do Sagrado Coração de Jesus estampada naquela fita representava muito mais do que uma devoção: era a expressão de uma fé que a sustentou nas lágrimas, nas incertezas e nas lutas cotidianas, enquanto por aqui caminhou.
Devota de Nossa Senhora Aparecida, ela rezava o terço diariamente, colocando em suas orações os familiares e amigos que lhe confiavam suas dificuldades. E, se a vida lhe apresentou muitas dores, foi também na fé que encontrou forças para não desistir, e sempre buscar sua melhoria de vida espiritual, foi uma mulher caridosa.
Nesta madrugada chuvosa, voltei a caminhar com ela por caminhos que o tempo não apagou.
Estávamos diante de uma casa, ou talvez de um santuário que minha memória reconheceu como o da Medalha Milagrosa. Recordei, ainda que dentro do sonho, nossas caminhadas em Uberaba, quando eu conciliava trabalho e faculdade e, nas tardes de sábado, encontrava tempo para acompanhá-la em nossas visitas de oração.
Mais tarde, já morando em Franca, enquanto pude conduzir pelas estradas da vida, continuei levando mamãe ao santuário, especialmente para rezar o terço com as irmãs as 15 horas de sábados.
São lembranças que não envelhecem. Permanecem guardadas em algum lugar dentro de nós, esperando uma oportunidade para florescer novamente.
No sonho, estávamos do lado de dentro de um recinto gradeado quando avistei, na calçada oposta, uma amiga de nossa adolescência, Júlia Sinício, acompanhada de outras amigas. Ela nos cumprimentou sorridente, atravessou a rua e veio conversar conosco.
Perguntei por Mauro, seu esposo e nosso querido amigo. Ela respondeu que, passava bem.
Foi então que me curvei para observar sua mãe, Dona Ana, e comentei como estava bonita e conservada. Gentilmente, Dona Ana, olhou para a minha mãe e respondeu que ela também continuava muito bonita.
Sorrimos.
Que encontro singelo! Duas mães, duas histórias, duas mulheres que o tempo não conseguia apagar da lembrança de suas filhas.
As amigas se despediram e seguiram seu caminho. E foi quando avistei, do lado de fora daquele mesmo lugar, outro amigo de longa data: Orfeu, nosso querido Orfeuzinho Capanelli, também já falecido, e naquele momento do sonho, me vieram também em pensamento Vitalina a qual junto com ela enquanto eu desenrolava o manto do rosto de Jesus, enxugado por Verônica, ela cantava belamente, eu deveria ter nesse tempo uns 9 anos de idade, e Marli Capanelli, falávamos sobre fé professada, e Orfeuzinho com olhos azuis olhava para mim, e dava um pouco de ombro, como dizer, não tem importância se é uma religião ou outra.
Iniciamos uma conversa sobre sua família, sobre as diferentes expressões da fé e sobre os caminhos espirituais que tantas vezes se cruzam, mesmo quando parecem tão distantes.
Em determinado momento, interrompi sua fala, como quem já conhece a intimidade de uma conversa antiga, e lhe disse:
— Sabe, Orfeuzinho, Chico Xavier nos ensinou que a inspiração vem de Deus. O nosso querer, porém, é humano. E, quando fazemos apenas aquilo que queremos, sem discernir se estamos agindo pelo bem, podemos errar, pecar. Talvez seja por isso que precisamos tanto aprender a reconhecer a diferença entre a vontade própria e a inspiração que nos conduz por amor de Deus.
Ele esboçou um leve sorriso, como se concordasse com minhas palavras.
E então acordei.
É manhã de 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, nossa Mãe Santíssima, e também Dia das Crianças. Curiosamente, eu ainda não havia me dado conta da data. Foi meu filho quem me recordou, durante nossa conversa pelo WhatsApp, enquanto eu lhe contava o sonho.
Eu já assistia à Santa Missa pela televisão, diretamente do Santuário, mas ainda não havia relacionado o calendário festivo à experiência daquela madrugada.
E comecei a pensar...
Quantas vezes desejamos estar em determinado lugar para sentir novamente a paz que ali encontramos? Quantas vezes sentimos falta de uma pessoa, de um abraço, de amigos que verdadeiramente nos amou exatamente como éramos, ou de uma igreja ou de um caminho que já percorremos tantas vezes?
(Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida de Pedregulho.)
Hoje, não posso mais levar mamãe comigo ao Santuário da Medalha Milagrosa, nem fazer aquelas visitas à casa de Chico Xavier, como tantas vezes fiz. Entretanto, as lembranças continuam me acompanhando, e os ensinamentos recebidos permanecem vivos.
Foi naquele santuário da Medalha Milagrosa que, em 01 de Maio de 1980, aproximadamente, que em um momento de extrema gravidade, após um acidente de carro, que ameaçou minha vida, voltei meu pensamento para Nossa Senhora e para minha mãe. Na maca, a caminho do hospital, eu sabia o quanto mamãe sofreria com minha situação. A fé foi uma das formas pelas quais encontrei forças para atravessar aquele momento.
Por isso, aprendi que saber pedir é importante, mas saber agradecer também é necessário.
E Chico Xavier, por meio de sua vida, de seus livros e de seu exemplo de caridade, ajudou-me a compreender melhor a espiritualidade, a fraternidade e o amor ensinado por nosso Irmão Maior, Jesus, e claro, toda minha catequese durante minha infância, adolescência e maturidade, recebida, enquanto católica de raízes profundas.
Chico teve raízes católicas e, ao longo de sua vida, tornou-se uma das figuras mais conhecidas do espiritismo brasileiro. Sua trajetória também me recorda que a busca sincera pelo bem pode atravessar fronteiras religiosas e aproximar pessoas que, embora professem crenças diferentes, reconhecem a importância da caridade, do amor e da fé.
As amigas que encontrei, ligadas a uma família de tradição espírita, e meu amigo Orfeuzinho, pertencente a uma família de raízes católicas, estavam ali, em minha experiência onírica desta madrugada chuvosa, compartilhando comigo um mesmo espaço de diálogo e amizade. A última vez que vi Orfeuzinho eu era ainda adolescente, depois, nos mudamos para Uberaba e não mais tive encontros com a maioria desses amigos (as) onde cada um seguiu seu destino.
Não preciso interpretar esse encontro como uma revelação definitiva, nem encontrar explicações para cada detalhe. Posso acolhê-lo como uma oportunidade de revisitar minhas memórias, minhas convicções e aquilo que ainda preciso aprender.
Afinal, fé não se explica inteiramente: sente-se, vive-se e se revela, sobretudo, nas obras que praticamos.
Neste Dia de Nossa Senhora Aparecida, penso que a maternidade espiritual de Maria também nos convida ao acolhimento. Ela não nos ensina a erguer muros entre irmãos, mas a cultivar a humildade, a compaixão e a confiança em Deus.
E talvez, quando não conseguimos ir até os lugares que amamos, seja a própria lembrança desses lugares que venha ao nosso encontro. Por meio de um sonho, de uma conversa, de uma oração ou de um ensinamento guardado no coração, reencontramos um pouco daquilo que nos ajudou a ser quem somos.
Não tem problema que não deu certo para nós, meu filho e eu, pastoral do Idoso preparada pelo Catecumenato da São Benedito, houve boa vontade de todo o grupo...😍
Não sei explicar por que sonhei justamente nesta madrugada. Mas sei o que o sonho despertou em mim: gratidão por minha mãe, saudade dos amigos, respeito pelas diferentes expressões da fé e a vontade de continuar aprendendo a distinguir os desejos passageiros daquilo que verdadeiramente constrói o bem.
Que Nossa Senhora Aparecida interceda por nós, por nossas famílias e por todos aqueles que, independentemente de sua crença, procuram viver com dignidade, amor e fraternidade. E principalmente nosso Papa Leão XIV que passará por uma intervenção cirúrgica delicada, nesta terça-feira, mas pela graça e sob as bençãos de Nossa Mãe Santíssima sairá curado, restaurado e fortalecido, e poderá continuar sua abençoada missão, representando o primeiro Papa das primeiras comunidades cristãs, São Pedro, nos acolhendo em orações e ensinamentos na ordem de Jesus Cristo.... Amém!
Porque o que vem do amor verdadeiro não precisa de disputas para demonstrar sua força. Precisa de mãos estendidas, palavras que confortam e boas obras que façam florescer a vida.
Paz e Bem!
By MângelaCastro - 12/10/2026









