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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

7 DE SETEMBRO: O GRITO QUE AINDA FALTA/.

  "LIBERTAS QUAE SERA TAMEM MARIA" ..

Bom dia Brasil, TERRA DE SANTA CRUZ!!!

Hoje comemoramos 204 anos de sua Independência continental, uma terra composta por uma crescente miscigenação, mas, seria somente essa liberdade que precisamos comemorar? Brasil é e tem muito mais que ser revisto, para ser bem comemorado, concorda comigo?

E se o 7 de Setembro não falasse apenas da Independência do Brasil, mas da nossa própria liberdade? Neste ano, não quero olhar para o Ipiranga. Quero olhar para dentro de mim — e para tantas Mulheres e Marias como eu, que ainda lutam para serem livres, respeitadas e simplesmente donas de suas escolhas.

Porque talvez o Brasil ainda esteja esperando pelo seu verdadeiro grito de liberdade.

Mais um ano comemorativo, sobre a Independência do Brasil; e ele quer perguntar se nós, brasileiros, realmente nos tornamos independentes. E, sobretudo, quer colocar a sua própria história — a história de sua Maria entre tantas Marias — dentro dessa pergunta.

Hoje, 7 de setembro, o Brasil vesti suas cores, as bandeiras ocupam as ruas, os prédios públicos e, mais uma vez, ouviremos falar do famoso Grito do Ipiranga.

"Independência ou Morte!”

Os livros nos ensinaram a data, os personagens, os acontecimentos e os símbolos. Aprendemos que, naquele momento, o Brasil rompeu os seus laços políticos com Portugal e começou a caminhar como nação independente.

Há versões, controvérsias, documentos, interpretações e até discussões sobre a maneira como aquele momento foi posteriormente representado na memória brasileira.


Mas, para mim, hoje, isso já não é o mais importante.

Porque existe uma pergunta que nenhum livro escolar consegue responder por nós:

Depois de tantos anos, de que realmente nos tornamos independentes?

É aqui que começa a minha história.

Não sou Dom Pedro de Alcântara.

Não tenho uma espada nas mãos.

Não estou às margens do Ipiranga.

Sou apenas Maria.

Maria, cidadã brasileira.
Mulher.
Advogada Pós Graduada (mas esse é só um título, sou muito mais do que isso)
Trabalhadora de várias lidas
Mãe.
Esposa que um dia foi.
Mulher separada não só de alguém, mas de muitas "coisas" que aprendeu a continuar.
Filha.
Professora temporária

Amiga 

Catequista.

Escritora de amanheceres.

Uma mulher que já chorou escondida e também já sorriu quando a vida parecia dizer que não havia motivo para sorrir.

Sou uma entre tantas Marias deste imenso Brasil.

E talvez seja justamente por isso que eu tenha aprendido que independência não é apenas romper com quem nos governa.

Independência também é poder pensar.

Escolher.

Trabalhar.

Ser respeitada.

Ter dignidade.

Ter voz.

Poder dizer “sim” quando o coração diz sim e “não” quando alguma coisa dentro de nós grita não.

É não precisar ser escolhida quando desejamos simplesmente ter o direito de escolher.

É poder envelhecer sem perder o direito de sonhar.

É poder discordar sem ser destruída.

É poder defender aquilo em que acreditamos sem transformar o outro em inimigo.

É poder caminhar pelas ruas sem medo.

É ter uma casa onde exista pão, água, luz, segurança e esperança.

É ter uma escola que ensine não apenas a decorar datas, mas a compreender responsabilidades.

É ter leis que não sejam apenas bonitas, de escritas elegantes no papel, mas que alcancem aquele que mais precisa delas.

É ter liberdade sem confundi-la com ausência de responsabilidade.

E é exatamente aí que a minha independência começa a encontrar a independência do meu país.

Porque um Brasil verdadeiramente livre não pode ser medido apenas pelo tamanho de suas fronteiras, pela força de suas Forças Armadas, pela beleza de sua bandeira ou pela grandiosidade de seus desfiles.

Um país é livre quando seu povo consegue viver com dignidade.

E talvez ainda tenhamos muitos “Ipirangas” dentro de nós.

Há uma criança que ainda espera proteção.

Uma mãe que espera atendimento.

Um trabalhador que espera oportunidade.

Um idoso que espera respeito.

Uma mulher que espera ser ouvida e,

ter o direito de não perder sua natural alegria de viver.

Uma família que espera segurança.

Um jovem que espera futuro.

Um brasileiro que não quer favor.

Quer apenas o que é seu por direito.

Por isso, neste 7 de setembro, eu não quero falar apenas do Brasil que se libertou de Portugal.

Quero falar do Brasil que ainda precisa libertar-se de tantas formas de dependência, desigualdade, abandono, violência, corrupção, intolerância e indiferença.

E quero começar por mim.

Porque talvez a verdadeira independência também seja uma conquista íntima.

Foi preciso muito tempo para que esta Maria compreendesse que não precisava deixar de ser sensível para ser forte.

Que lágrimas não diminuem ninguém.

Que recomeçar não é fracassar.

Que a fé não nos impede de lutar — ela nos ensina por que vale a pena continuar lutando.

Que posso carregar cicatrizes e ainda assim oferecer flores.

Que posso atravessar tempestades e continuar procurando o amanhecer.

Que posso amar meu país sem fechar os olhos para aquilo que nele precisa mudar.

E que posso amar as pessoas sem abrir mão do respeito que também mereço.

A minha bandeira, portanto, não é apenas verde, amarela, azul e branca.

Minha bandeira tem a cor da esperança.

Tem o azul daquilo que ainda sonho alcançar.

Tem o verde das vidas que precisam florescer.

Tem o amarelo da luz que procuro todas as manhãs.

E tem também as cores invisíveis da alma: fé, coragem, dignidade, liberdade e amor.

Não quero substituir o Brasil da história.

Quero apenas acrescentar a ele uma página.

A página de uma mulher comum.

A página de Maria.

E nela escrever:

“Brasil, talvez a nossa maior independência ainda esteja por acontecer: aquela que libertará o cidadão não apenas de um domínio político, mas de tudo aquilo que o impede de viver plenamente como ser humano.”

Porque o Brasil não é apenas uma terra descoberta, uma colônia que se tornou império, uma república ou uma bandeira hasteada.

O Brasil somos nós.

Somos as Marias.

Os Josés.

Os Antonios.

As crianças que chegam.

Os velhos que partem.

Os que trabalham.

Os que estudam.

Os que lutam.

Os que acreditam.

Os que ainda esperam.

E, enquanto houver alguém capaz de acreditar que este país pode ser mais justo, mais humano e mais digno, a independência ainda estará acontecendo.

Talvez o verdadeiro grito do Ipiranga, para nós, não precise mais ser:

“Independência ou Morte!”

Talvez possa ser simplesmente:

“INDEPENDÊNCIA PARA VIVER — E LIBERDADE PARA SER.”

E eu, Maria, continuarei fazendo a minha pequena parte.

Entre lutas e paz.

Entre lágrimas e risos.

Entre livros e orações.

Entre o Direito e a fé.

Entre aquilo que fui e aquilo que ainda posso ser.

Porque a liberdade que procuro não é a de fazer tudo o que quero. É a de poder ser quem sou, respeitando o outro e sendo respeitada também.

E talvez seja essa a independência que ainda precisamos conquistar.

Paz e bem.

By MângelaCastro 🌻07/9/2026

_________________________________/

Enviado por MângelaCastro em 07/09/2026
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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A LUZ FORA DAS CAVERNAS ....

Uma ideia começa com o lindo dia nascendo,  amadurecendo por aqui, que pode nos levar a um caminho que enseja a diferença entre uma luz que simplesmente ilumina e a Luz que gera vida. E o título A Luz Fora das Cavernas permite justamente fazer uma ponte muito interessante com a alegoria da caverna de Platão, mas levando-a para o campo da fé, do saber: sair das sombras não apenas para ver, mas para transformar aquilo que vemos.

.

Hoje, mesmo antes de o sol mostrar sua graça, eu já havia acordado. Como não consegui dormir novamente, resolvi levantar junto com ele.

Coar meu café, colocar meu pãozinho na chapa e, enquanto a fumaça e o aroma se espalham pelo ar, dar início às minhas escritas...

Talvez seja assim que algumas ideias também nasçam: lentamente, entre o silêncio da manhã, o cheiro do café e uma luz que começa, pouco a pouco, a vencer as sombras.

A verdadeira Luz não é aquela que nos deixa cegos diante de sua intensidade; é aquela que, ao nos iluminar, permite-nos enxergar, transformar e viver.

Há luzes que nos chamam para fora do nosso mundo, mas nem sequer conseguimos enxergá-las.

E então me pergunto:

Será que toda luz é sinônimo de vida?

Não me refiro à luz que nos amedronta, anunciando o fim, nem àquela que ofusca nossos olhos sem nos permitir compreender o que está diante de nós.

Estou falando de outra Luz.

A Luz de Cristo.

É aquela que ilumina o caminho do caminheiro quando a noite parece não ter estrelas nem luar.

É como o pequeno ponto luminoso de um farol, no alto de uma fortaleza à beira-mar, orientando o barqueiro perdido a encontrar novamente o caminho de casa.

É direção.

É abrigo.

É Porto Seguro.

É a luz que não precisa fazer estardalhaço para transformar.

Talvez seja por isso que possamos reconhecê-la em tantas dimensões da própria existência.

Até a natureza parece nos ensinar que a verdadeira luz não existe simplesmente para ser contemplada. Como o ar não existe só para senti-lo no frescor da pele.

Ela existe, assim como o ar, para gerar vida.

Adentremos um pouco mais nessa ideia, saindo das sombras das cavernas, e olhando para a lua, tão linda, que avistamos em nosso céu noturno.

Ela não possui luz própria; reflete a luz do Sol. E, ainda assim, sinto com sua presença que ela interfere nos ritmos da natureza, movimenta as marés e participa dos ciclos que envolvem a vida na Terra.

Mas até essa luz refletida nos lembra de nossa própria fragilidade.

Ontem à noite, quando em visita à nossos irmãos, ao sair para a calçada e seguir rumo para nossa casa, olhei para o céu noturno, e lá estava bem à nossa frente, reinando com um brilho intenso, o planeta júpiter, deslumbrada com o seu brilho, voltei para minha irmã e lhe disse: ___veja o mistério do céu, só podemos enxergar a luz brilhante daquela estrela, como assim o chamamos, mesmo estando anos luz de distância aqui de nós, e isso se dá por conta do seu imenso tamanho 318 vezes maior que nosso planeta, e irradia não luz própria como nós também não, mas sim a luz solar, não é governo de rei? Você não se sente súdita desse reino celestial??

Tudo aquilo que conhecemos neste mundo é real sob nosso prisma, e tudo gira em torno do astro rei, mesmo sendo passageiro, e não nos pertencer, usufruímos, então, mister cuidar, pois não estamos sós nesse grandioso e harmonioso sistema estelar.

Um dia, astros, ciclos e formas de vida como conhecemos poderão desaparecer, por distintos motivos, sim. E nós, tão importantes aos olhos de Deus, enquanto alma e consciência, podemos ainda parecer tão pequenos diante da imensidão do Universo.

Mas talvez esse não seja o fim.

Talvez seja justamente aí que possamos compreender a diferença entre a luz que vemos e a Luz que nos sustenta. Entre a luz que brilha na simplicidade, e as sombras que escurecem na arrogância.

A Luz de Jesus como nos enseja, e nos ensina, não depende do Sol, da Lua ou das estrelas.

Ela permanece quando o mundo parece mergulhar na escuridão.

Quando encontramos desordens emocionais, crimes contra pessoas, insensatez humana, momentos de insanidade provocados pelo estresse, pelo cansaço, pela desesperança ou pela perda da fé, ou pela deseducação, Jesus se aproxima e nos aponta para o renascimento da vida.

Do amor.

Da esperança.

E talvez seja também por isso que precisamos olhar com mais responsabilidade, ternura, amor, para nossas crianças nascidas da bacia das almas, como as estrelas nascem do seu próprio berçário celeste. A vida é uma constante luz que brilha. 

Se soubermos cuidar delas hoje, colocando limites, ensinando-as através do nosso amor e carinho, respeitando e evitando os excessos de exposição como se faz com as joias raras, e compreendendo melhor os impactos dessa era tecnológica que abriu diante de nós um universo de possibilidades, como os satélites, planetas que fazem ronda pela nossa galáxia, descobrindo mistérios antes imagináveis, talvez possamos ajudar a formar homens e mulheres mais equilibrados, menos ansiosos, não agressivos no seu cotidiano nascente, haja vista, nós adultos hoje, já estarmos entrando em nossa fase crepuscular.

Quiçá, no amanhã, seres humanos menos aprisionados pelos excessos caóticos, que esta geração vive.

Mais conscientes de que o direito de cada um termina onde começa o direito do outro.

Mais respeitosos.

Mais amorosos.

Mais capazes de conviver.

Talvez não consigamos corrigir, hoje, todas as vicissitudes que atravessam nossa sociedade.

Adquirimos, ao longo dos tempos, hábitos difíceis de abandonar. Muitas vezes acreditamos ser donos de nós mesmos e, pior ainda, donos dos outros.

É verdade que nossa vida nos pertence e somos responsáveis por nossos atos, e de nossos filhos, embora muitos de nós, ainda não admita, ou talvez não conseguimos ainda bem entender e ver esse horizonte bem aberto à nossa frente, que mistérios nele se esconde? Mas também pertencemos a uma sociedade, submetida a regras, leis e responsabilidades coletivas, e carregamos conosco, o futuro de nossas crianças. Em princípio, não é o que se faz, mas como é feito.

E talvez ainda nos falte amadurecer para compreender que a verdadeira democracia, essa luz que deveria brilhar em nossa sociedade, não pode existir apenas nos discursos ou nas respostas que damos a tudo que nos chega, e sem ao menos filtra-las. Ela precisa estar também na vida cotidiana, quando aprendemos a respeitar os limites, as escolhas e as responsabilidades de cada família.

Não podemos querer educar os filhos dos outros segundo princípios que nem sempre compartilhamos ou praticamos. E quando falamos de crianças e adolescentes expostos nas redes sociais, precisamos lembrar que são seres em formação e que determinadas exposições e julgamentos podem afetar sua dimensão psicossocial.

Liberdade de expressão não é licença para ferir. Dizer o que pensamos nas redes sociais exige discernimento, respeito e responsabilidade. Se existe alguma situação que realmente coloque uma criança em risco, há órgãos próprios para apurá-la e protegê-la. Não cabe a cada um de nós transformar as redes sociais em tribunal ou assumir o papel dos órgãos de proteção à infância e à juventude.

Proteger também é saber quando falar, como falar e, sobretudo, quando respeitar.

Ela deveria trazer conhecimento.

Liberdade com Responsabilidade.

E liberdade conquistada pela verdade.

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
(João 8,32)

Não basta enxergar; é preciso ter discernimento sobre aquilo que fazemos com o que enxergamos.

Entretanto, quando a turbulência, e a divergência se instala, tudo parece mais difícil de controlar.

Talvez por isso existam terremotos interiores muito mais fortes do que aqueles que acontecem fora de nós.

São tremores escondidos no fundo do nosso próprio ser, do nosso âmago.

Precisamos aprender a acomodá-los, compreendê-los e, quando possível, transformá-los.

Precisamos sair das sombras.

Talvez sejamos ainda, muitas vezes, como aqueles antigos homens das cavernas, acostumados à penumbra, confundindo sombras com realidade e acreditando conhecer o mundo simplesmente porque nos habituamos a enxergá-lo daquela maneira.

Mas existe uma luz lá fora.

E sair da caverna não significa apenas abrir os olhos.

Significa ter coragem para ver diferente.

Significa permitir que a verdade nos transforme.

Significa deixar de viver apenas reagindo às sombras para começar a participar da construção da própria luz.

Porque onde Cristo ilumina, alguma coisa começa a nascer.

Nasce a esperança.
Nasce o amor.
Nasce o perdão.
Nasce uma nova maneira de olhar.
Nasce, enfim, a própria vida.

Talvez seja essa a grande diferença:

Há luzes que simplesmente nos fazem enxergar.

E há uma Luz que nos ensina a viver.

Paz e bem.

MângelaCastro - 04/9/2026

_______________________

Enviado por MângelaCastro em 04/09/2026
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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

A VASILHA QUE DEIXAREMOS PARA O FUTURO🌱

Quando me pego vislumbrando o horizonte, com um olhar pensativo, o que me questiono? E você também já se pegou auto questionando? Como está a sua íntima vasilha? O que tem feito de bom para a sua família, vista que o bom trabalho começa dentro do nosso lar, ou tem apenas se preocupado com a vasilha dos outros, então como tem sido? Qual a medida da sua vasilha?

Hoje é aniversário de passagem do nosso pai para a pátria celestial, é verdade que pouco ele pode nos ensinar, pois estava apenas com 33 anos, e poucos desses, viveu junto do seu seio familiar, dos três filhos biológico, o mais velho, tinha acabado de completar 7 aninhos de idade, mas o que realizou para nós em amor, afeto, acolhida, foi o suficiente para que permanecêssemos unidos durante a nossa caminhada por essas terras, e minha mãe, foi uma verdadeira Pãe! Sempre nos ensinou o bom caminho, principalmente a respeitar as pessoas, desde cedo, aprendemos a não discriminar pessoas, e não sermos preconceituosos, embora, fomos por uma sociedade machista muito discriminados, mas isso, nunca nos afetou a ponto de revidarmos, sempre seguimos o ensinamento de amor de Jesus, mesmo chateada, nervosa às vezes com alguns acontecimentos, penso comigo mesma: ___Pai, perdoa- os, pois não sabem o que fazem ou o que dizem, e esse pensamento acalma o meu coração, alivia minha alma, porque é Nele que entrego todas as minhas tribulações, dúvidas, inquietações, e continuo seguindo o destino para mim por Ele traçado, sabendo também que tenho junto de nós uma perfeita guarida. E que nosso pai, esteja onde estiver, esteja bem, em paz, e aprendendo bastante, melhorando ainda mais o que seus pais iniciaram em sua vida.

Noite passada tive um sonho bem expressivo: Sonhei que estava em uma casa grande, porém bem simples na aparência. Via como se fosse através de uma janela, uma mulher alimentando alguns cachorrinhos, um deles até parecia o nosso querido Bethoven, esse o nome que demos ao cachorrinho que chegou às nossas mãos, após ter sido rejeitado por ser pretinho 😪, e o registramos no veterinário com esse nome, mas, o apelidamos de Be, viveu mais de 17 anos conosco, era da raça poodle médio, o cachorrinho do sonho era maior que o Be, mas, muito parecido em peraltices, ficava saltitando diante daquela mulher esperando seu alimento. Vendo eu as vasilhas que ela enchia com o alimento para eles, percebi que do cachorrinho, maior que os outros, precisava também de uma vasilha maior, então, lhe fiz esta sugestão, chamando-a, disse-lhe apontando para o cachorrinho maior: ___Ele precisa ser alimentado com uma vasilha maior, e mostrei-lhe qual era a vasilha. Ela abaixou-se pegando-a, e depositou nela o alimento para o cachorrinho maior. E o cachorrinho ficou saltitando à sua frente todo alegrinho, como se lhe estivesse a agradecer!

Preste bem atenção: não precisamos nos revoltar diante daquilo que não temos. Precisamos compreender e cuidar bem daquilo que nos foi confiado.

Jesus nos ensina, em Lucas 12:48: “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido.”

Essa passagem não fala apenas — e talvez nem principalmente — de bens materiais, riqueza, fortuna ou conforto. Talvez não tenha sido para isso que viemos a este mundo.

Viemos para aprender, amadurecer, transformar-nos e, de alguma maneira, deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos.

Deus nos concede oportunidades, talentos, inteligência, afetos, encontros, experiências, pessoas e, sobretudo, o precioso dom da vida. E tudo aquilo que recebemos traz consigo uma responsabilidade.

Por isso, talvez a grande pergunta não seja:

“Quanto eu tenho?”

Mas:

“O que estou fazendo com aquilo que recebi?”

Que fizemos com as oportunidades que a vida nos ofereceu?

Com os conhecimentos adquiridos?

Com as dores que atravessamos?

Com as pessoas que encontramos pelo caminho?

Com os filhos, netos, amigos e afetos que nos foram confiados?

Com as memórias que construímos?

Talvez seja isso que precisamos nos questionar, e tentar melhorar, a nossa própria vida e dos nossos entes queridos que serão uma consequência dos meus atos praticados.

Talvez seja exatamente para isso que criamos memórias: para que o tempo não leve tudo consigo e para que aqueles que vierem depois possam encontrar, em nossas experiências, alguma pequena luz para iluminar seus próprios caminhos. Deus sempre providencia exatamente o que precisamos, não precisamos nos preocupar tanto, olhe o ensino que Jesus nos deixou: Não precisamos nos preocupar com o amanhã, nem com o que tem na vasilha do outro, posto que Deus tudo já nos providencia, mas isso não quer dizer que fiquemos muito acomodados, precisamos seguir sim trabalhando, nos esmerando para que tenhamos uma vida digna, próspera preparando a vida para nossa descendência, foi isso que Jesus fez para nós.

«Ninguém pode servir a dois senhores; pois ou há de aborrecer a um e amar ao outro, ou há de unir-se a um e desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos da vossa vida pelo que haveis de comer ou beber, nem do vosso corpo pelo que haveis de vestir; não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais que o vestido? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros, e vosso Pai celestial as alimenta; não valeis vós muito mais do que elas? Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um cúbito à sua estatura? Por que andais ansiosos pelo que haveis de vestir? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam, contudo vos digo que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Se Deus, pois, assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Assim não andeis ansiosos, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois os gentios é que procuram todas estas coisas); porque vosso Pai celestial sabe que precisais de todas elas. Mas buscai primeiramente o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.» (Mateus 6:24–33)

Não fomos colocados neste mundo para acumular indefinidamente.

Somos passageiros.

Somos sementes.

Somos frutos de uma árvore que já existia antes de nós e raízes que, de alguma forma, continuarão alimentando aqueles que vierem depois.

E talvez seja essa a verdadeira riqueza que levaremos conosco:

não aquilo que conseguimos possuir, mas aquilo que conseguimos transformar em amor, conhecimento, dignidade, solidariedade e bons exemplos, aqui, devemos nos perguntar: ___estou realmente sendo bom exemplo para os meus afetos, amigos? Porque os nossos pequenos seguirão no caminho que para eles preparamos, e nunca sairá dele.

Provérbios 22:6 - Ensine com bons exemplos para seus filhos, pois será essa linha de conduta que ele seguirá na sua vida adulta. Entretanto, o fato de passarmos esses valores ainda na infância, não é garantia de que quem recebeu a instrução não terá um desvio de conduta. É evidente que aquele que foi fundamentado na Palavra de Deus logo na infância, terá os meios necessários para ter uma vida reta, próspera e digna. Mas, com o livre-arbítrio, cabe sempre a quem recebe o ensino praticar o que aprendeu e permanecer no que foi instruído, e sucessivamente ensinar para sua descendência.

Por isso, diante daquilo que não temos, não precisamos alimentar revoltas.

Diante daquilo que recebemos, precisamos cultivar responsabilidade.

Porque quanto maiores forem os dons, as oportunidades e a confiança que nos foram entregues, maior será também a responsabilidade de fazê-los frutificar.

E talvez seja justamente aqui que aquela pequena vasilha do meu sonho volte a fazer sentido.

Alguns receberam uma vasilha pequena.

Outros, uma maior.

Não nos cabe invejar a vasilha do outro.

Cabe-nos perguntar:

“O que estou fazendo com a minha?”

Porque, no final, não seremos lembrados pelo tamanho da vasilha que recebemos, mas pelos frutos que conseguimos oferecer.

E esses frutos, cedo ou tarde, encontrarão alguém que deles necessite.

Talvez essa seja a maneira mais bonita de atravessarmos o nosso próprio tempo:

receber com gratidão, cuidar com responsabilidade, repartir com generosidade e partir em paz.

O que estamos preparando para quem virá depois de nós?

Entre a poeira que a chuva pode lavar, a cruz que às vezes precisamos dividir e a vasilha que precisa ser maior para alimentar quem tem mais necessidade, talvez a vida esteja nos fazendo uma pergunta simples:

Não importa apenas o que recebemos. Importa o que fazemos com aquilo que nos foi confiado.

Porque, no fim, não seremos lembrados pelo tamanho da nossa vasilha, mas pelos frutos que conseguimos oferecer. E isso, nossos pais devem estar em paz, pois, deram o melhor de si para sua família. E se por alguma desventura, algum de nós tenha errado não seguindo os princípios de vida que nos ensinou, e sempre dizia: __Faça o que falo, mas não faça o que faço, porque na sua simples sabedoria de vida, sabia que em algum momento podemos errar, e se assim foi, PEÇO PERDÃO! Só gratidão!

By MângelaCastro - 28/8/2026

 

domingo, 16 de agosto de 2026

SONHOS E SUAS REVELAÇÕES , ENTRE A PSIQUE, A FÉ E O MISTÉRIO


Eu já inicio essa postagem com uma pergunta. ___E se nem todo sonho vier para ser decifrado, mas alguns apenas para nos fazer olhar para dentro? 🌿

Entre a fé, a psicologia e o mistério, talvez a pergunta mais importante não seja “o que esse sonho quis me revelar?”, mas: “o que ele despertou em mim?”

É sabido que a Bíblia, a qual a vejo como um grande compêndio da vida, reunindo histórias, experiências, vivências, anúncios, profissões de fé, revela-nos alguns sonhos que vieram como profetizados pelo próprio Deus ao homem... Isso é certo.

Atos 2:17 menciona que, no fim dos tempos, os crentes terão visões e sonhos. "Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos".

Essa imagem que postei acima, me faz recordar um sonho que tive já algum tempo atrás, e realmente me deixou a pensar sobre ele, buscar mais informações a respeito, seu significado... O que minha mente tentou me informar? Ao contrário dessa imagem aqui postada, vi primeiro abrirem-se no céu dois portais, os quais haviam nele uma luz perene, e desses portais desceram por uma espécie de caminho rumo à terra, dois cavalos, ambos de cor marrom, e sobre ele dois soldados tipo da idade média, porém, o que mais me chamou a atenção, foi que ambos os cavalos, não encostaram suas patas no solo terrestre, ficaram alguns palmos acima da crosta, como que levitando. E acordei com essa cena. Importante aqui frisar que, meu sonho, não é nada semelhante ao narrado em Apocalipse! Mas foi o meu sonho!

O que esse sonho está me fazendo pensar sobre mim?”

Nem todo sonho precisa ser imediatamente compreendido como revelação divina, ou prenúncios, mas, pode sim, ser uma informação, um alerta, uma mudança de vida. Há, inclusive, uma passagem em Eclesiastes que relaciona os sonhos à multiplicidade das preocupações:

“Dos muitos afazeres vêm os sonhos.”

(Eclesiastes 5,2)

Talvez esteja aí uma primeira chave para compreendermos essa experiência tão humana: há sonhos que nos inquietam porque carregamos muitas coisas dentro de nós; e há experiências que, pela fé, somos convidados a colocar diante de Deus em oração e discernimento.

Há manhãs em que acordamos de um sonho.

E há manhãs em que acordamos do silêncio.

Hoje foi assim.

O vento lá fora, alguns poucos passarinhos chilreando sobre os telhados vizinhos e aquele silêncio quase ensurdecedor fizeram-me sentar diante dos teclados e escrever.

Curiosamente, esta noite não sonhei.

E isso, para mim, é quase uma novidade, porque costumo sonhar com frequência.

Aliás, não sou eu quem afirma que sonhar seja simplesmente uma particularidade minha. Estudos sobre o sono e a psicologia mostram que sonhar faz parte do funcionamento normal do cérebro e está relacionado a processos importantes, como memória, emoções e elaboração de experiências vividas. Há, inclusive, estudos psicológicos que associam a atividade onírica à nossa vida emocional e ao processamento de conteúdos psíquicos. Uma vez tecendo comentário sobre um sonho que tive, minha irmã me disse: ___Maria, acho engraçado como você sonha e recorda de seus sonhos, eu penso que não sonho. Então lhe respondi: ____Sim, você sonha, todos nós sonhamos, só que algumas pessoas tendem a não se recordar de todos os sonhos que têm, e segundo a psicologia, isso é também normal.

Por isso, quando alguém diz: “Eu quase nunca sonho”, talvez não seja necessariamente que não sonhe; muitas vezes, pode simplesmente não se lembrar dos sonhos ao despertar.

No meu caso, porém, costumo lembrar-me de muitos deles — alguns tão intensos que permanecem comigo depois que acordo.

E talvez seja justamente por isso que a ausência de um sonho nesta noite tenha me feito lembrar de tantos outros... Sonhos.

Quem nunca acordou de um deles carregando uma sensação difícil de explicar?

Alguns desaparecem poucos minutos depois de abrirmos os olhos. Outros, entretanto, permanecem. Não sabemos exatamente por quê. Às vezes esquecemos a história, mas a emoção permanece. Outras vezes, uma imagem fica gravada na memória durante anos.

Foi assim com um sonho que tive há algum tempo.

E é sobre ele que quero refletir hoje: não para afirmar que foi uma profecia, nem para tentar decifrar aquilo que talvez pertença ao campo do mistério, mas para olhar para o sonho sob três perspectivas que podem dialogar entre si: o que a Bíblia nos diz sobre os sonhos, o que a psicologia pode nos ajudar a compreender e aquilo que permanece como mistério espiritual.

Por fim é certo que, não precisamos descobrir se o sonho foi uma profecia para reconhecer que ele produziu em nós uma pergunta. 

Às vezes, o mais importante não é aquilo que o sonho “previu”, mas aquilo que ele despertou. Concorda comigo? Como são seus sonhos? Eles te surpreendem? Te colocam para pensar? Ou você se sente incomodado (a), ou até mesmo com medo, com sensações que algo pode acontecer? Nós seres humanos temos uma forte tendência de sofrer por antecipação, por inseguranças plantadas em nosso cotidiano, nem tudo é profecia, nem tudo é fantasmagórico, nem tudo é normal, ou paranormal, são apenas nossas emoções em constantes ebulições... São muitas informações chegando até nós, e isso pode nos confundir as "ideias" rs. Temos que aprender a reagir conosco mesmo, não acreditar em tudo que nos chega, é preciso sim, discernir, saber filtrar. Assim como chega conosco uma manhã com ventos, silêncio, passarinhos, luz solar, serenidade, emoções a burilar, é a vida a despertar...

Talvez seja assim também com alguns sonhos.

Vemos fragmentos.

Imagens.

Sensações.

Portais.

Cavalos.

Pessoas.

Luzes.

Planetas soltos no espaço.

Rochas

Rios, mares

Natureza

Às vezes até damos voos rasos e rápidos que nos dá frio no estômago.

E tentamos organizar tudo com a nossa limitada compreensão. Jesus, mexia muito com a forma de ser, pensar, agir, de seus discípulos, sempre colocava e coloca quem o estuda, meio que, um Mestre que nos põe pra pensar, questionar a nós mesmos, e as ações que os outros nos provocam.

  • Mateus 10:29-31: "Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos." Esses versículos nos lembram da importância de refletir sobre nossos pensamentos e ações, buscando sempre o que é verdadeiro e bom.

Mas nem sempre precisamos transformar tudo em uma resposta.

Às vezes, o mistério também pode ser um convite à contemplação.

A fé não precisa transformar cada sonho em profecia.

E a razão não precisa transformar cada experiência espiritual em mera atividade cerebral.

Podemos simplesmente permanecer diante dela, com respeito e discernimento.

“Senhor, o que isso despertou em mim?”

Talvez essa seja uma oração muito mais fecunda do que:

“Senhor, o que isso vai acontecer?”

Porque uma pergunta procura prever o amanhã.

A outra procura transformar o hoje.

Foi uma profecia?

Não sei.

E talvez seja justamente aqui que eu precise ter cuidado.

Não considero que eu seja uma profetisa porque sonho.

Os sonhos fazem parte da experiência humana, e a própria Bíblia nos mostra que precisamos discernir aquilo que vivenciamos.

Também já tive sonhos acompanhados de vozes, imagens coloridas, e ou preto e branco, como um filme antigo, muito fortes e sensações que permaneceram depois que acordei.

Isso não significa, por si só, que sejam mensagens sobrenaturais.

Mas também não significa que eu deva simplesmente ignorá-los.

Posso observá-los.

Refletir sobre eles.

Pesquisar.

Rezar.

Discernir.

E, sobretudo, perguntar o que eles movimentaram dentro de mim.

Porque talvez a grande revelação de um sonho não esteja necessariamente no que ele nos mostra sobre o futuro. Até porque o futuro já é agora.

Talvez esteja no que ele nos revela sobre nós mesmos.

E aqui volto à manhã de hoje.

Esta noite não sonhei.

O que, para mim, foi uma surpresa.

Mas talvez o silêncio também tenha seus sonhos. Ou talvez, meu cérebro, minhas emoções, precisavam desse tempo de silêncio, de simplesmente nada a ser declarado.😊

Talvez hoje Deus não tenha precisado falar através de imagens enquanto eu dormia.

Talvez tenha bastado o vento batendo forte sobre meus telhados me acordando

Os passarinhos, do lado de fora de mim, chilreando, fazendo-se presentes:

— Oiê! Estamos aqui!

Ventos, passarinhos, anúncio de vida, vertentes que nos anima...

E foi assim, nesse instante, que outra lembrança me ocorreu:

São João Paulo II dedicou uma encíclica inteira a essa relação: Fides et Ratio — Fé e Razão. Nela, refletiu sobre a necessidade de que fé e razão caminhem juntas na busca da verdade.

Talvez seja justamente isso que tantas vezes tenha me tocado em suas homilias: ele não me convidava a sentir menos, mas a pensar também aquilo que eu sentia. Talvez por isso às vezes chegava até chorar, é que ele me colocava meio frente a um espelho...

E Jesus, se prestarmos bastante atenção aos seus ensinamentos, parece fazer algo muito semelhante com seus discípulos: despertá-los para a vida que os rodeava, para aquilo que acontecia diante de seus próprios olhos, no cotidiano, e lhes chamava a ter mais fé, os achava, homens de pouca fé. (Mateus 8:26)

Jesus não ensinava apenas para que seus discípulos acreditassem. Ele os fazia olhar, observar, perguntar, compreender, discernir. E é assim comigo, e talvez com você que me lê.

Talvez seja essa a ponte que hoje consigo perceber entre o sonho, a emoção, a fé e o discernimento racional.

E, pensando nisso, compreendo também que talvez eu mesma tenha, algumas vezes, tentado racionalizar demais a fé, quando o que João Paulo II nos propunha era algo muito mais profundo.

Não se trata simplesmente de ter uma “fé racional”.

Trata-se de permitir que fé e razão caminhem juntas, sem que uma precise eliminar a outra.

Porque fé e razão não se anulam.

Iluminam-se mutuamente na busca da verdade.

E talvez seja justamente nesse equilíbrio — entre aquilo que sentimos, aquilo que pensamos e aquilo que ainda não conseguimos compreender — que vamos, pouco a pouco, amadurecendo nossa maneira de viver, ser e de estar na vida.

E cá para nós, como é bom esse viver cheio de sonhos né não?

By MângelaCastro - 16/8/206

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

O PRESENTE ANTES DA RESPOSTA


Bom dia amigos (as) família...

Às vezes, Deus nos fala não por grandes acontecimentos, mas pela delicadeza de um gesto, de uma lembrança... ou até de um sonho.

Nesta reflexão, compartilho como um simples ato de dobrar um tecido branco e florido me levou a compreender que o amor de Deus sempre nos alcança primeiro. Antes de qualquer resposta, Ele nos oferece Seu dom.

Convido você a ler e refletir comigo.

Bora lá, para mais uma reflexão?


(O QUADRO DA SANTA CEIA NA PAREDE FOI PINTADO PELA MINHA IRMÃ MARGARETH)

Esta manhã despertei refletindo sobre um sonho que tive durante a noite.

Sonhos nem sempre são mensagens sobrenaturais. Muitas vezes, eles nascem de lembranças, emoções, preocupações ou desejos que habitam nosso inconsciente. Contudo, para quem vive a fé, eles também podem tornar-se ocasião de discernimento. Por isso, gosto de contemplá-los unindo dois olhares: o psicológico, que revela nossos afetos, e o espiritual, que nos aproxima do nosso íntimo, onde Deus também fala em silêncio.

No sonho, meu irmão e minha cunhada chegavam juntos à nossa casa.

Embora os dois estivessem presentes, era ela quem realizava um gesto muito delicado. Trazia consigo um belo atoalhado branco, com um barrado todo florido, e o dobrava cuidadosamente.

Meu irmão apenas observava.

Naquele instante, pensei: "É Natal..."

Mas logo veio outra preocupação:

"Nossa ceia está tão simples... quase não temos nada. Como poderei retribuir um presente tão bonito?"

Foi então que despertei.

Ao recordar o sonho, compreendi que talvez ele não estivesse falando sobre um Natal, nem sobre um presente material.

Falava sobre algo muito mais profundo.

O branco do tecido recordava a paz, a esperança e os recomeços.

As flores lembravam a delicadeza da vida e do carinho.

E o tecido... o tecido une inúmeros fios para formar uma única peça, assim nos vejo espiritualmente, seres vitalizados unidos por fios, tecidos em uma única consciência, o nosso TODO. Assim também somos nós em nossos cotidianos. Nossa história é tecida pelos encontros, pelos afetos (família, amigos), pelas lembranças e, até mesmo, pelas ausências.

Talvez por isso o sonho me tenha tocado tanto.

Percebi também que minha primeira reação não foi a alegria de receber.

Foi a preocupação em corresponder.

Quantas vezes fazemos isso também na vida?

Preocupamo-nos tanto com o que temos para oferecer, que nos esquecemos de acolher aquilo que a vida, as pessoas e o próprio Deus já nos oferecem gratuitamente.

Foi então que uma verdade do Evangelho iluminou meu coração.

Antes de Deus pedir alguma coisa de nós, Ele sempre chega trazendo algo.

Foi assim desde a Criação.

Foi assim com Abraão, com Moisés, com Maria.

Foi assim com os discípulos.

E foi plenamente assim no Natal.

A humanidade nada possuía para oferecer em troca do nascimento de Jesus.

Foi Deus quem tomou a iniciativa.

Primeiro veio o dom.

Depois veio a resposta.

Talvez seja exatamente esse o convite que o sonho desejava deixar em meu coração.

Nem tudo precisa ser equilibrado pela lógica da reciprocidade.

Existem presentes que simplesmente precisam ser acolhidos.

E há outro detalhe que continua ressoando em mim.

Minha cunhada não abria o tecido.

Ela o dobrava cuidadosamente.

Na tradição bíblica, guardar uma veste ou dobrar um pano é um gesto de cuidado, de respeito e de preparação. Não é abandono. É zelo.

Talvez algumas graças também cheguem assim à nossa vida.

Não de uma só vez.

Mas lentamente.

Respeitando o tempo da alma.

Como um tecido que vai sendo delicadamente desdobrado ao longo da existência.

Hoje compreendo que o sonho talvez não falasse apenas de minha família.

Falava da maneira como Deus continua visitando nossos corações.

Sempre em silêncio.

Sempre com delicadeza.

Sempre oferecendo primeiro o Seu amor.

Porque o amor verdadeiro não começa quando damos.

Muitas vezes, ele começa quando aprendemos, humildemente, a receber.

"Conservai-vos mutuamente no amor fraternal."
(Hebreus 13,1)

Esse sonho com certeza tem muito a me ensinar sobre esse amor quase que filial, entender o verdadeiro significado do que é ser família, recordando que este laço não é somente consanguíneo mas acima de tudo espiritual e fraternal. 

Paz e bem.🌹

By MângelaCastro - 06/8/2026








quarta-feira, 5 de agosto de 2026

AMOR SEM LIMITES... OU AMOR-PRÓPRIO?



Olá, caríssimos!

"Há flores que chamam a atenção pelo perfume. Outras, pela cor. Mas as mais belas são aquelas que simplesmente florescem, sem precisar competir com o jardim."

Uma reflexão para quem aprecia revisitar suas atitudes e reavaliar suas posições nas relações humanas.

Boa leitura!

Veja bem, quando você lê ou ouve alguém dizer "amor sem limites", o que lhe vem à mente?

Talvez essa carta dialogue com seu coração...

"Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, considere cada um os outros superiores a si mesmo. Não cuide cada um somente do que é seu, mas também do que é dos outros." (Filipenses 2,3-4)

O que é  "pick me girl". Recentemente lendo uma reportagem a respeito, me coloquei de lado para refletir"!

Mais do que discutir um rótulo, a reportagem me levou a refletir sobre um comportamento que, em maior ou menor grau, todos nós já presenciamos: o esforço exagerado para conquistar a aprovação ou a atenção de alguém, em vários setores de nossa vida social.

Na natureza, observamos cenas impressionantes de cortejo. Há aves que dançam, pavões que exibem sua exuberante plumagem, cervos que disputam entre si e inúmeras outras espécies em que os machos desenvolvem estratégias para atrair a fêmea, bem como há também uma briga por pertencimentos de espaços de convivência. Não há vaidade nem julgamento moral nesses comportamentos. Trata-se, em grande parte, de mecanismos naturais voltados à preservação da espécie.

O ser humano, porém, embora também carregue impulsos biológicos, possui algo que amplia sua liberdade: a capacidade de refletir, ponderar, escolher e atribuir sentido às próprias ações. Nossa inteligência, nossa consciência e nossos valores nos permitem ir além do instinto.

"Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."
(João 8,32)

É justamente por isso que vale a pena perguntar:

Até que ponto o desejo de ser aceito pode nos fazer deixar de ser quem realmente somos?

A Psicologia nos mostra que todos necessitamos de pertencimento e reconhecimento. A Sociologia também revela que muitos comportamentos são aprendidos culturalmente. Não é raro percebermos pessoas que se vestem, falam, consomem ou vivem determinadas experiências muito mais em busca de aceitação social do que por verdadeira identificação.

Isso acontece com mulheres e homens.

Ao longo dos séculos, podemos ver e sentir na história que algumas mulheres gostam de se produzir para si mesmas. Outras para expressar sua personalidade. Outras, ainda, encontram satisfação em serem admiradas por seu grupo social. Da mesma forma, muitos homens também buscam reconhecimento por meio da aparência, da profissão, do patrimônio ou do status. Somos seres sociais e todos apreciamos ser valorizados.

O problema não está em cuidar de si ou desejar ser admirado.

O problema começa quando a necessidade de aprovação se torna tão intensa que passamos a representar um personagem para sermos aceitos, abrindo mão da própria identidade.

"O homem vê as aparências, mas o Senhor vê o coração."
(1 Samuel 16,7)

Sempre fui uma pessoa tímida. Nunca recorri a estratégias para conquistar um parceiro. Talvez porque sempre tenha acreditado que quem me amar deve faze-lo exatamente como sou.

Também nunca gostei da ideia de disputar alguém. Se um relacionamento chega ao ponto de um dos dois voltar constantemente os olhos para outra pessoa, talvez seja um sinal de que algo já não esteja tão inteiro entre eles. O importante é ter confiança em si mesmo, ser exatamente como é.

Então, por que competir? Por que me desgastar? Por que permitir que minha dignidade dependa da escolha de outra pessoa, ou da forma pensamento sobre mim?

Ninguém é propriedade de ninguém, ninguém nos conhece tão bem a não ser nós mesmos e o próprio D'us, portanto o que o outro pensa a nosso respeito merece ser questionado, filtrado, isso me faz bem? O amor não deveria exigir que representássemos um personagem.

"Acima de tudo, guardai o vosso coração, porque dele brotam as fontes da vida." (Provérbios 4,23)

Se alguém permanece em nossa vida, que seja porque encontrou motivos verdadeiros para ficar.

Se parte, talvez já não existissem raízes suficientes para sustentá-lo.

Mais do que ser escolhidos por alguém, talvez o maior desafio da vida seja aprendermos a escolher a nós mesmos, preservando nossa autoestima, nossa dignidade e nossa paz.

"Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei."
(João 13,34)

É interessante notar que Jesus não disse: "Competi uns com os outros", nem "Buscai ser mais admirados". Ele apresentou um caminho completamente diferente: o amor que nasce da dignidade, do serviço e do respeito.

Essa reflexão também pode ser útil quando pensamos em relacionamentos marcados pelo controle, pela manipulação ou pela violência. Fortalecer a autoestima não significa responsabilizar quem sofre uma agressão; significa ajudá-lo a reconhecer o próprio valor e a compreender que ninguém precisa abrir mão da própria dignidade para merecer amor. A violência jamais encontra justificativa em quem a sofre — a responsabilidade é sempre de quem a pratica.

Na minha perspectiva de vida entendo que o verdadeiro encontro acontece quando duas pessoas podem ser exatamente quem são, sem máscaras, sem disputas e sem vencedores, se assim não for, não prospera.

Porque, no amor maduro, ninguém precisa vencer.

Ambos apenas caminham juntos.

Talvez o maior encontro da vida não seja encontrar alguém que nos escolha, mas reencontrar a pessoa que somos quando deixamos de viver para a aprovação alheia.

"Mais do que sermos escolhidos pelos outros, D'us nos chama a viver reconciliados com nossa própria identidade. Quem descobre o próprio valor aprende a amar sem competir, sem diminuir o próximo e sem perder a si mesmo."

Em verdade, somos como taça de cristal, frágeis, delicadas, e devemos muito bem dela cuidar para que não caia e se quebre...

E você?

Alguma vez já deixou de ser quem realmente era para ser aceito?

Quantas escolhas da sua vida nasceram do desejo de agradar aos outros, e quantas nasceram da fidelidade a si mesmo?

"Acima de tudo, guardai o vosso coração, porque dele brotam as fontes da vida." (Provérbios 4,23)

❤️ Paz e bem!

By MângelaCastro - 05\8\2026

A VOZ!...

  Bom dia, caros leitores e eleitores cristãos ou não. Vejamos, aqui se fala de: _Consciência, Transparência e Democracia, através da voz de...