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quarta-feira, 17 de junho de 2026

DEUS, A MENTE E EU... POR TRÁS DO MURO CAIADO .

"Nem toda parede branca anuncia paz. Algumas apenas aguardam que a verdade atravesse a porta."


Como não acredito em coincidência, mas sim providência divina, prefiro pensar que nem toda desconfiança nasce da maldade. Algumas nascem da experiência, do discernimento e da necessidade de proteger aquilo que Deus nos confiou. Às vezes, é apenas a alma percebendo o que os olhos ainda não conseguiram enxergar. Nessas horas, convém olhar para o céu em oração, mas sem tirar os pés do chão.

Bom dia, amigos(as) leitores.

Há sonhos que passam como nuvens. Outros permanecem conosco durante o dia inteiro, como se desejassem nos contar algo.

Recentemente sonhei que homens haviam invadido minha casa ( MEU EU INTERIOR). Quando os encontrei, estavam no quintal, caiando o muro. Tudo parecia organizado, quase bonito. Mas, ao abrir a porta da frente, vi que o cadeado havia sido arrombado.

Enquanto eu tentava explicar que a casa era minha morada, algumas mulheres observavam a cena. Pareciam acreditar na versão apresentada pelos invasores. Mostrei-lhes que estavam sendo enganadas, mas elas continuavam tranquilas, como se a aparência da situação fosse suficiente para convencê-las.

Mais tarde, uma pequena caixa soltava uma fumaça tóxica próxima ao quarto onde minha mãe repousava. Sem hesitar, apanhei a caixa e a joguei para longe. Era preciso limpar o ambiente.

Ao despertar, fiquei refletindo.

Quantas vezes, na vida, encontramos muros recém-pintados escondendo verdades antigas? Quantas vezes as aparências falam mais alto do que os fatos? Nem tudo o que parece organizado está em ordem. Nem tudo o que reluz é sincero.

Talvez a maior lição neste sonho tenha sido esta: conhecer quem somos e aquilo que nos pertence.

A casa pode simbolizar a consciência, os valores, a fé e nossa história. Quando sabemos quem somos, não precisamos disputar espaço com quem vive de aparências. Basta permanecer firmes.

Lembrei-me então de uma frase simples, mas profunda:

"Quando estiver com raiva, conte até dez. Quando estiver com muita raiva, conte até cem."

A paciência não muda os fatos, mas impede que a fumaça da revolta invada nossa própria casa.

E outra verdade também ecoou em meu coração:

Hoje, a homilia me ensejou, como se lesse meus pensamentos: __"Quando fazemos o bem, não devemos cobrar reconhecimento, nem falar mal daqueles a quem ajudamos, ou fomos um dia ajudados e por estes abandonados." 

"A verdadeira caridade é silenciosa. Dá com uma mão e não anuncia com a outra". E confesso que às vezes contraponho com essa dinâmica, pois, gostaria de ver reconhecimento, mas, nem todos estão bem preparados, e ou realmente amadurecidos, para perceber os verdadeiros valores: éticos, morais, sociais, nas interrelações, pois, ainda estamos no processo de aprendizado...

Alguns pintam muros para esconder a verdade.

Outros apenas abrem a porta e mostram quem realmente mora na casa.

"Sonda-me, ó Deus..." talvez seja a oração mais bonita para quem deseja caminhar com os olhos voltados para o céu e os pés firmados no chão. (Salmo 139:23-24.)

By MângelaCastro - 17/6/2026

Enviado por MângelaCastro em 17/06/2026
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sexta-feira, 12 de junho de 2026

De Sonhos, Chuvas e Reencontros: a Alma se Escreve....

Bom dia, amadinhos do Senhor.

Neste 12 de junho, mês em que completarei mais uma primavera — bem vivida, graças a Deus — o dia amanhece chuvoso. Também é o Dia dos Namorados. Eu não tenho um namorado 😋... ou melhor, tenho sim: cada pessoa que dedica alguns minutos para ler meus textos e poesias. Sou, grata e, enamorada de todos vocês.💋💕

Meu despertar de hoje começou ainda no eco de um sonho.

Primeiro, vi apenas um grande vazio, escuro e silencioso, como se estivesse sendo preparada para a visita noturna que antecederia o amanhecer.

Depois, encontrei-me caminhando por uma casa antiga, ampla e toda ladrilhada, de época remota. Os cômodos eram tão espaçosos que transmitiam uma sensação de frio e distância. Eu entrava e saía deles como quem procura alguém muito querido.

Buscava um amigo com quem não troco impressões há bastante tempo. A vida, às vezes, nos leva para lados diferentes da estrada, e seguimos ocupados com nossos próprios propósitos. Neste sonho, eu o via em pensamento, mas não conseguia encontrá-lo.

Até que entrei em uma sala onde estava sentada uma senhora de aparência forte e serena. Parecia uma matriarca à espera de alguém. Próximo dali, em outra pequena sala, uma mulher recebia uma injeção; eu não via seu rosto.

A senhora, porém, eu vi claramente. Era alta, de pele clara, rosto salpicado de sardas, cabelos curtos e grisalhos. Vestia roupas simples e me observava com curiosidade, como se perguntasse silenciosamente:

— Quem é você?

Foi então que, de repente, como um raio, surgiu meu amigo.

Estava sem camisa, vestindo uma calça preta. Olhou para mim e perguntou, sorrindo:

— O que faz aqui, criatura?

Era aquele sorriso de quem surpreende alguém fazendo alguma travessura.

Naquele instante, tive a impressão de que ele não desejava que eu me aproximasse das mulheres presentes, como se estivesse guardando algum segredo.

Gentilmente, ofereceu-me o braço e disse:

— Venha, vamos sair daqui.

Seguimos juntos procurando outro compartimento da casa, onde estava como a me esperar minha irmã ...

Ao encontrar. Acordei.

Meu coração estava sereno e feliz.

Talvez por isso, nesta manhã chuvosa, as palavras tenham chegado mais devagar, como as gotas que escorrem pela janela.

Há dias em que o céu se fecha por fora apenas para nos convidar a acender uma luz por dentro.

E, se me permite uma pequena reflexão para acompanhar o café ou o chá, independentemente do lugar do mundo onde você esteja:

"A chuva não apaga os caminhos. Apenas convida os viajantes a caminharem com mais atenção. Assim também são os dias de silêncio: não interrompem a vida, apenas nos ajudam a ouvir o que o coração costuma dizer baixinho e a encontrar aquilo que procuramos."

Na verdade, o que mais gosto é de transformar sentimentos em palavras e palavras em acolhimento.

Pela ferramenta do Map do meu blog, sei que meus textos atravessam cidades, países e até continentes, alcançando pessoas que talvez eu nunca venha a conhecer, assim como o amigo que procurei naquele sonho.

E isso me faz muito bem. Não por nao encontra-los pessoalmente, mas por minhas palavras chegarem até eles.

Talvez exista nisso um pouco da missionariedade de Paulo de Tarso, que encontrou nas cartas uma forma de compartilhar não apenas suas experiências pessoais, mas também sua transformação interior diante Daquele que mudou sua maneira de pensar, sentir e agir, carregadas de sua cristandade universal.

Paulo compreendeu algo precioso: cada ser humano é único, raro e insubstituível.

Por isso, mesmo diante das quedas, das dúvidas e das dissidências do nosso tempo, continuo acreditando nos recomeços.

As quedas são muitas, bem sei.

Mas os levantes costumam ser ainda maiores.

E foi justamente em um desses momentos de silêncio que ouvi, dentro de mim, uma voz clara e firme dizer:

— Você não existe!

Curiosamente, eu senti lá no meu mais íntimo âmago, que esta frase não me diminuía. Pelo contrário.

Ela me lembrou que o ego passa, as aparências passam, mas aquilo que Deus constrói em nós permanece.

Se puder, aproveite no seu amanhecer ou no ocaso de cada dia, o som da chuva, dos pingos de neve, do chuveiro, ou mesmo o calor do sol tocando sua pele.

Perceba o perfume que deles emanam como fossem terra molhada. Sinta o frescor subir pelos seus pés alcançando seu coração.

Agradeça por mais um amanhecer, e cada entardecer vencido.

E lembre-se:

"Quando sentimos Deus em cada detalhe da vida, passamos a enxergar o mundo como um lindo jardim."

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã."

Lamentações 3:22-23


By MângelaCastro - 12/06/2026

Enviado por MângelaCastro em 12/06/2026
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terça-feira, 26 de maio de 2026

UM MUNDO DE AMOR POR NÓS

Meio a caminhos tortuosos, quando somos enxovalhados de informações que nos chegam por todos os meios, tais que insistem ser traçadas em nossa jornada, algo silencioso me fala: "Enquanto houver amanhecer, o Senhor da vida continuará nos lembrando que viver é receber novas oportunidades de amar."

 

Bom dia!

Hoje amanheci com o coração em paz, apesar das intempéries que às vezes cercam os nossos dias. Despertei com a certeza de que o Senhor que tudo cria, e faz movimentar, nos antecede, abençoando cada amanhecer como semente lançada à terra, esperando a água, o sol e o tempo de florescer.

Quem abre os olhos para um novo dia recebe também a oportunidade do recomeço. é o milagre cotidiano silencioso acontecendo em nós; prova constante de amor nos dias leves e também nos difíceis.

Todos que vivem sobre esta Terra carregam oportunidades de despertar para a verdadeira vida: amar, agradecer e reconhecer os milagres escondidos na simplicidade.


Ele nos renova sem exigir nada em troca. Alegra-Se quando seguimos, aprendemos, frutificamos. Eu, você e tantos outros somos frutos desse eterno vicejar da vida.


Então, por que entristecer-se tanto, se o amor continua ligando corações, perto ou longe? O amor nunca foi perdição; talvez seja uma das maiores formas de salvação para nós e para o mundo.


O Senhor de todas as causas primárias e futuras, não retira os frutos já colhidos. Ao contrário, acolhe, sustenta e responde quando clamamos.


Laudate ___ "Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor e dai-nos a vossa salvação."(Salmo 84 (85). 


Que a paz habite a nossa terra, o nosso coração e os caminhos daqueles que hoje precisam apenas acreditar mais uma vez. 

By MângelaCastro - 26/5/2026  

Enviado por MângelaCastro em 26/05/2026
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tro

domingo, 17 de maio de 2026

QUE ALMAS AINDA SE AUTORIZAM PERMANECER ...

___ Há amanheceres em que a alma ainda procura abrigo. Em outros, ela descobre que o próprio caminho já era resposta. 🌿✨___

Bom dia amadinhos (as) de Nosso Senhor, aqui ainda sentindo os reflexos da luz de Nossa Senhora, agora, de Fátima, sempre no auxilio da nossa inquieta humanidade.

Traz-me a certeza de que há dias em que a escrita parece vir antes do pensamento, como se algo antigo dentro de nós (alma e eu) acordasse primeiro. E essa prosa poética que faço contigo que me lê, me sente também, traz esse movimento: de alma inquieta, mas ainda aberta ao renovo.

Esse é um diálogo entre cansaço e esperança. 


Lembremo-nos pois, que Deus ( O Emanuel ) anda conosco, acalmando todo torpor,

quando ciclos se encerram

e outros, silenciosos, começam a nascer?

Sinergias contínuas se expandem
no sair do tempo gasto,
restaurando vida vicejante
em cada novo amanhecer.

Nos caminhos, o Senhor clama em louvor;
e a vida ressurge,
passo após passo,
num só compasso.

Chega trazendo esperança,
vida nova,
abrigo no abraço.

Diz-te o Salmo 42:5 ___"Por que te inquietas, alma querida"?

É o nosso eu espiritual falando conosco mesmo ... Não te desanimes!

Busque lapidar essa alma primitiva, ainda rústica, caminhando nas poeiras soltas de vosso íntimos desertos...

___Como alma ferida,
andas procurando destino,
algum lugar onde possas repousar
e enfim te aquietar.

Busca em "animus",
o sopro, o calor,
o mantra secreto da existência,
capaz de surpreender-te
nas sendas das estranhezas.

Observa cada palmo do chão que percorres:
nada é em vão.

Até as perdas,
quando atravessadas com fé,
transformam-se em sementes
do que ainda florescerá.
Paz e bem!

— By MângelaCastro - 17/5/2027


Enviado por MângelaCastro em 17/05/2026
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sábado, 28 de fevereiro de 2026

“HÁ AMANHECERES QUE NÃO FAZEM ALARDE" ... SIMPLESMENTE NASCEM.

 

“Respire… você é mais forte do que imagina, e mais luz do que percebe.” 

🌿Há amanheceres que chegam sem alarde

mas reorganizam a alma inteira. 
Hoje eu escolhi silenciar — e florescer.
E ontem nosso pai estivesse ainda entre nós, estaria aniversariando, partiu para a morada eterna muito jovem ainda, com apenas 33 anos de idade, e sim, deixou muita saudade. Com certeza hoje nossos pais libertos da matéria, se abraçam em espírito na Pátria Celestial.
Amanheci serena, graças ao meu bom Deus, como quem contempla o horizonte pela janela antes mesmo que o sol toque a linha do céu com seu pincel alaranjado, capaz de encantar o olhar e aquecer o coração.

Este amanhecer chegou leve e silencioso — e são justamente esses os mais fecundos. É no silêncio que a alma se reorganiza, que os pensamentos assentam como poeira boa depois da chuva, trazendo aquele suave perfume de terra e rama molhada, que parecem renovar também o nosso interior.

Sinto na pele o ar macio da manhã. O céu ainda pálido se prepara, timidamente, para ganhar cor. Há amanheceres que não fazem alarde — simplesmente chegam, como bênçãos discretas, pousando sobre nós sem pressa.

Hoje, desejo que esse silêncio seja fértil. Que não seja vazio, mas cheio de presença. Presença que acalma. Presença que sustenta.

E quando vieres ler minhas palavras, que venhas como quem colhe orvalho: sem pressa, mas com profundidade. Permitindo-se absorver também esse silêncio de alma que envolve cada linha escrita.

Saiba que estou aqui…
Acompanhando o teu amanhecer, o teu entardecer e até o teu anoitecer — de onde quer que me leias, em qualquer tempo ou lugar.

Esse amanhecer me inspira à passagem de Eclesiastes 3.

sábado, 7 de junho de 2025

O MENINO QUE ENSAIAVA VOAR ....

 


Hoje acordei estranha de mim,

com um leve tremor de frio.

O sonho me levou ao passado —
a um menino.
Voava entre a infância e a puberdade,
tentando ganhar altura.

De alma inquieta,
personalidade forte,
era apenas um menino:
cabelos negros como a noite,
pele alva como a alvorada,
tão magro, quase etéreo —
como se carregasse em si
apenas o sopro da vida.

Sério, mas terno,
intransigente,
seus olhos me perscrutavam
com a intensidade de quem guarda
um segredo —
algo ainda não revelado,
num tempo suspenso.

Um desapego ainda não conquistado,
ensaiava seu voo.

Em sua solitude,
o menino descobria o peso
de abandonar o ninho.

Durante o sonho,
ele apontava,
com seus dedinhos,
para algo atrás de mim —
como quem diz:
___ “Preste atenção...
Vê? Aqui está o que precisa limpar.”

E insistia —
com seu dedinho,
silencioso, mas insistente.

Sua mãe —
jovem senhora de cabelos claros —
atenta a tudo,
mas distraída nos detalhes.

Alguém gritava,
ecoando palavras de agente,
num tom profético:
o futuro do menino
já estava escrito...

Ela queimava papéis,
e colocava uma pedra por cima,
como se enterrasse
um segredo —
talvez um sonho —
sem perceber
os véus que cobriam
as feridas do menino.

Mas ele,
mesmo assim,
era uma fênix —
feridas que não se curam
sem antes se abrasar,
sem antes aprender
com a vida
a se desapegar.

Aceitar,
no entanto,
que tudo tem seu tempo,
que nada se prende para sempre —
e que a vida se solta
em voo de liberdade
quando menos se espera.

Abri os olhos,
e o sol se esgueirava
pelas frestas da janela,
como se viesse correndo
para me aquecer —
corpo e alma.

Talvez tenha significado para você?
Para mim,
é a lembrança
de que, mesmo
nas madrugadas mais frias,
sempre há a promessa
de um novo amanhecer.

E percebo —
entre as teclas e os suspiros —
que o tempo segue seu ritmo,
ainda que, às vezes,
me pareça sem sentido,
pulsando entre o que escrevo
e o que ainda espero.

Ele sopra —
uivante com os ventos —
nos lembrando,
como o menino no sonho,
de que, mesmo que eu escreva,
o tempo não espera.

Ele passa,
escorre pelos vãos da vida,
levando consigo
pensamentos,
sonhos,
desejos —
e a quimera
de quem não soube se desapegar.

Na esperança,
apenas,
de que, como libélula,
ele pouse um dia
em minha pequena janela,
trazendo a paz do desapego,
a renovação,
e a leveza de quem, enfim,
aprendeu a voar.

E como num sopro sublimar,
o menino repousou —
no leito refeito —
e, em silêncio,
se acalmou...

By MângelaCastro - 03/06/2025

Enviado por MângelaCastro em 07/06/2025
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"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ...