Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador #NaturezaQueEnsina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #NaturezaQueEnsina. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de julho de 2026

QUANDO A VIDA DESPERTA, TUDO SE TRANSFORMA ...


Bom dia meus "amorecos"😉 

___É isso mesmo...até onde os olhos veem esterilidade, Deus semeia esperança. ___


Veja, bem! 
Sermos lembrados, seja na data que comemora-se o dom da vida, ou de alguma outra data importante para nós outros, é um dos presentes mais preciosos que podemos receber. Não só pelo valor de um abraço, de uma mensagem ou de uma lembrança, mas principalmente, porque cada gesto nos recorda que nossa vida também floresceu no coração de alguém."

E assim no dia que comemorei meu aniversário, ganhei flores, de meu filho e minha nora, resolvi colocar um vaso em uma sala e o outro em outra, para que minhas duas salas, ficassem floridas, com um pouco mais de vida, e recebessem o suave perfume aromatizando todo o ambiente, ambos próximos às janelas. A princípio imaginei que receberiam praticamente as mesmas condições de cultivo. Contudo, com o passar dos dias, comecei a notar pequenas diferenças.

A primeira orquídea recebia apenas a claridade que atravessava a vidraça e uma suave brisa da janela entreaberta. Suas flores continuavam belas por algum tempo, mas o caule floral começou lentamente a perder o vigor até secar completamente.😓

Já a segunda permanecia próxima de uma janela também. e voltada para o sol da manhã. Recebia luz e calor com um pouco mais de intensidade, embora de forma indireta, e mais intensa nas primeiras horas do dia, quando o calor aumentava, bastava fechar parcialmente a cortina para que a claridade permanecesse suave, como se estivesse protegida pela sombra frondosa de uma árvore, que com o passar das horas o sol vai dando um rolê ao seu entorno, e se fazendo ameno.

Percebi que essa pequena diferença fazia grande efeito. Embora as flores também fossem caindo naturalmente, presenteando o chão com suas flores e perfume, como acontece naturalmente na natureza, suas folhas permaneciam verdes, fortes e cheias de vida.😃

Foi então que uma reflexão brotou em meu coração.

Na natureza, raramente duas vidas reagem exatamente da mesma forma às mesmas circunstâncias. Cada ser possui seu tempo, sua necessidade e sua maneira de responder à luz, ao calor, à água e ao ambiente.

Talvez conosco também seja assim.

Há momentos em que acreditamos estar oferecendo o melhor de nós e, ainda assim, certas situações parecem perder o vigor, demostrando não tão gratas, mesmo recebendo o necessário. Outras, porém, parecem aguardar no tempo. e seguem mais resistentes quando recebem a luz adequada, o calor do amor, a sombra necessária para descansar e o tempo de amadurecer.

Nada permanece igual para sempre.

A própria criação nos ensina que viver é transformar-se.

Enquanto contemplava minhas orquídeas, recordei-me de outra imagem igualmente surpreendente.

Durante muitos anos, o Mar Morto, várias vezes citado na bíblia, foi conhecido como um lugar praticamente sem vida, devido à sua altíssima concentração de sal. Entretanto, com o recuo de suas águas provocado principalmente pela diminuição da vazão do rio Jordão — consequência do uso intensivo de suas águas pelas populações da região — começaram a surgir sumidouros que revelaram nascentes de água doce. Em alguns desses locais apareceram vegetação, microrganismos e até peixes, fenômenos que despertaram grande interesse de pesquisadores.

Ezekiel 47:8

Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar; e, sendo levadas ao mar, sararão as águas.

Para a ciência, trata-se de uma explicação ligada às transformações ambientais e geológicas da região.

Para a fé, esses acontecimentos também nos convidam à contemplação.

Ainda o profeta Ezequiel, há mais de dois milênios, descreveu uma visão na qual águas vivificadoras restaurariam lugares antes considerados estéreis (Ez 47,1-12). Não cabe a nós afirmar que toda mudança observada seja, necessariamente, o cumprimento literal dessa profecia. Contudo, é impossível não recordar as palavras da Sagrada Escritura quando vemos a vida florescendo onde antes reinava a aridez. Assim às vezes tornamos alguns de nossos momentos, talvez por questões que fogem de nosso controle, deixamos o coração árido, precisando ser reflorestado por pequenas partículas de amor, ternura, afeto, vindos de outros corações mais harmoniosos, amorosos ...

Talvez a maior profecia não esteja apenas na transformação de um lugar distante, mas na possibilidade de transformação do próprio coração humano.

Se Deus pode fazer brotar vida onde parecia haver apenas sal e esterilidade, quanto mais poderá restaurar uma alma abatida, uma esperança perdida ou um coração ferido.

Jesus também nos recorda:

"Nada há de encoberto que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido." (Lucas 12,2)

A natureza, misteriosa como a fé, silenciosamente, mesmo escondendo vida, microrganismos no profundo e escuro oceano, continua anunciando essa verdade, no tempo certo e adequado, serão revelados.

O que hoje parece seco pode florescer novamente.

O que julgamos perdido pode renascer.

O que parecia morto pode despertar para uma vida nova.

Assim como cada amanhecer renova a criação, Deus continua renovando, dia após dia, aqueles que permanecem abertos à Sua luz, ao Seu amor e à Sua ternura.

"A maior transformação não acontece nas águas do "Mar Morto" ou nas violetas, orquídeas sob a janela, mas nas profundezas do coração humano. Quando permitimos que a Luz de Deus nos alcance, até o deserto da alma, aprende novamente a florescer."

By Mângela Castro - 16/7/2026

domingo, 7 de dezembro de 2025

O FOGÃO REACENDE NAS CHAMAS , MEMÓRIAS ...

“Entre o cheiro do mato, o fogo que virou calma e o riso das crianças, a terra me ensinou que memória também é fé — e nunca se apaga.”

Bom dia, hoje desperto com minha doce criança que 'inda mora aqui na memória de horas de escrita, que me anima a vida nas primeiras luzes do dia. 

Que o céu se abra enquanto tento falar sobre memórias — ontem resolvi preparar para meu filho e sua namorada, quando a tarde já ia e a noitinha chegava, memórias que me vinham, e relembro  nossa mãe, fazendo rabanadas, memórias natalinas de infância e com o coração batendo forte pulsante me embalo, algumas lágrimas imperceptíveis, brotam desse meu olhar já perdendo a vivacidade da flor da idade, mas as memórias me reacendem como a lenha que queima no fogão....

O doce borbulhando no tacho, no fogareiro improvisado no fundo do quintal embaixo do limoeiro, que fala como versos trazendo memórias, o perfume quente que sobe e se espalha pelo ar, beijando a flor de laranjeira perfumando o quintal. O canto que minha mãe com sua voz forte, doce que acalma a alma, se mistura com o riso das crianças que acalma, alegra, devolve o coração ao seu lugar. Assim inicio meu dia como um doce germinar de lembrança de criança...


“A lei divina e natural mostra ao homem o caminho a seguir para praticar o bem e atingir o seu fim. A lei natural enuncia os preceitos primários e essenciais que regem a vida moral. Tem como fulcro a aspiração e a submissão a Deus, fonte e juiz de todo o bem.” Catecismo da Igreja Católica (1949–2051)


A terra nos conta muitas memórias, se nos revela nosso netinho, desde o seu ressurgimento no espaço. Verdade, no tempo, ela se transformou: do fogo que a consumia, do calor que a moldava, veio o nascimento de séculos — como a água que um dia seca, como o fogo que arde e depois se apaga, deixando no ar apenas vestígios enquanto tudo consumia no tempo, só restou fumaça. Mas, enquanto a névoa pairava silenciosa, misteriosa, ali, entre gritos e sussurros dos ventos, crianças brincavam ao relento.

Cresciam como a morosidade mansa dos mineiros, os pés esticados pra frente no balanço, dando-lhe movimento: Enquanto, mãos talentosas, faz o leite se transformar como uma puxa que se estica pelas forças das mãos, e se transforma num gostoso requeijão... Lá fora no quintal, primeiro raízes, depois flores, que enfeitam os vasos simples, que ornamentam o lugar tranquilo, bucólico, como tardes quentes de verão, que se encerram e já são lembranças,  nossas histórias...

Entre as raízes, a vida seguia se descrevendo —
paixão que não morre, mas floresce, doce e certeira,
como as serras da Mantiqueira, que deixam escorrer veios d’água pelas suas beiras, em noites de lua cheia.

Nas memórias da terra sinto o cheiro da chuva que cai,
da terra que respira molhada, das flores dos campos sem fim, que desabrocham sem pressa.
O fogo que antes ardia e tudo consumia, agora é calma:
não mata, não maltrata a hora — aquece, ilumina, traz lembranças da infância.
que enriquecem as páginas em branco da vida, regida, pelas letras, saudades, as crianças que 'inda brincam no balanço aqui dentro do pensamento onde imagens povoam, também lembram de um ancião, com um ramo no canto da boca, ele vê, através dos olhos da alma, é o avô deitado na rede contando histórias antigas, guardadas como tesouro para seus netos. 

Dizem os filósofos do cotidiano, que, quem tem passado, tem memórias e histórias para contar... é a própria vida se escrevendo...
De olhos fechados, volta no tempo e descreve tudo com precisão.
Daquela memória amorosa, nascem histórias que nunca se gastam, enobrecem os nossos rincões.

E lá fora, a dança do balanço continua, rangendo no galho.

dançando no vácuo, balanço que balança pelos ventos, vai e vem...

O limoeiro silencioso só ouve o canto que encanta.

sorrisos acendem a traquinagem da criança,
e o cheiro do mato mistura tudo numa festa de vida.
São amores e sorrisos que não morrem —
porque permanecem para sempre nas memórias de cada um.

Luz que vem como candeeiro e não se apaga, nas vielas mineiras,
mesmo que o tempo passe.
Sorrisos, histórias e passos ficam enraizados,
como raízes na memória da terra, e da gente.
E assim vamos vivendo entre ramas e asfaltos,
sabemos: há memórias vivas que só o coração e o pensamento conseguem guardar.
E a vida segue seu curso como os rios, às vezes retos, outras, com suas curvas— e, no seu modo simples e eterno, continua flutuando como folhas caídas das árvores, ou frutos que alimentam, esperando um porto seguro no tempo, que não se apaga, não se consome. 

Concluo:

No pensamento, minhas memórias, no dia a dia, o vai e vem desenham as imagens que vejo, anoto os sons que escuto, como murmúrios das águas que passam no balouçar dos ventos, que chegam, mas não sabemos para onde vão, e num reflexo súbito, seguro: minhas saudades, melhores lembranças, abraço com força meu tempo, e beijo as flores, moldadas pelas águas que vertem das nuvens, e as pedras que vez e outra desviam o caminho, mas junto, traz memórias de longe, do tempo que nossa mãe num gesto de atenção e carinho, aquecia não só nosso estômago com comidinha gostosinha, mas nos aquecia o coração, quando nos fazia pela manhã, o bolinho do papai, rabanadas, café quentinho e pão na chapa, e nos ensinava como fazer, são pequenos gestos no cotidiano que formam nossas melhores lembranças, um agrado para o namorado (a), um abraço afetuoso de amigo(a), um doce feito pelas próprias mãos ... Segredos e sonhos, que só o tempo sabe bem guardar. Nosso dia a dia, se escreve não só por bons momentos, mas também por um simples gesto que pode agradar e impulsionar o amor que nos rege e ajuda compor nossas memórias, com pequenos e simples gestos de atenção e carinho que compõem nossas histórias, e faz o amor crescer dentro de nós!

By MângelaCastro - 07/12/2025

Enviado por MângelaCastro em 07/12/2025
Reeditado em 07/12/2025
Código do texto: T8506740
Classificação de conteúdo: seguro

VIDA ESPIRITUAL: CRISTO,CABEÇA,CORPO E MEMBROS ...

Nesse domingo Vocacional, nasce-me um pensamento de partilha, e de comunhão universal, ser sacerdote não é ser apenas Padre, é muito mais, é...