Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador #Consciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #Consciência. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de julho de 2026

"VÓS SOIS DEUSES" __ O QUE JESUS QUIS NOS ENSINAR REALMENTE COM ESSAS PALAVRAS?

 

Olá caríssimos!


Existem temas diante dos quais todos nos tornamos iguais.

A morte é um deles.

Outro bem intrigante, é a curiosidade de saber nossa real origem, hoje em dia se diz muitas coisas, ou para onde irá nossa alma, nosso princípio vital, é o que nos sobrevive, pós morte física, sim, continua sendo um dos maiores mistérios da humanidade, mesmo que a ciência, filosofia, religião, tenta nos desvendar, como muitos dizem, tirar o véu de Isis, continua sendo um dos maiores mistérios da humanidade. 

Entre a fé, a ciência e os ensinamentos de Jesus, talvez a maior resposta ainda seja a esperança, e o despertar de nossa consciência, posto que, permitindo-nos, poderemos melhorar nossa forma de ser, enquanto por aqui vivemos, nada mais é que: Conhecimento, Convicção, Discernimento, Compreensão.

Assim, convido você a ler esta reflexão e compartilhar, com respeito, seu olhar sobre um tema que, mais cedo ou mais tarde, toca a todos nós.

E nessas ultimas semanas venho sonhando com amigos que já partiram para a verdadeira colheita, (Mateus 13,24-30). como dizem os cristãos, alguns veem com aconselhamentos, outros, apenas se mostram como a dizer: ___"ainda estou por aqui"! Em verdade, este é um tema considerado por muitos um tabu, alguns teem tanto medo que ao tomar conhecimento, chega a adoecer. Mas o certo é que, tememos falar da morte porque amamos a vida. Mas talvez o Evangelho nos ensine justamente o contrário: quem aprende a olhar a morte sem desespero passa a viver com mais intensidade, mais humildade e muito mais amor caridoso, posto que, sem caridade nossa vida não tem sentido, não tem uma alegria real.

Não importa nossa religião, nossa formação acadêmica ou nossa idade: cedo ou tarde ela bate à porta da humanidade, trazendo perguntas para as quais nem sempre encontramos respostas.

Esta não é uma tentativa de responder a todos esses mistérios.

É apenas um convite à reflexão, inspirado nos ensinamentos de Jesus, nas descobertas da ciência e na esperança que atravessa os séculos.

"Vós sois deuses" (João 10,34).

O que Jesus realmente quis nos ensinar com essas palavras?

Embora saibamos que ela faz parte da vida desde o instante em que nascemos, começamos a morrer, dia a dia, porém, ainda encontramos enorme dificuldade em aceitá-la, sobretudo quando leva alguém que amamos. Não importa nossa religião, nossas convicções filosóficas ou nosso conhecimento científico: a despedida quase sempre vem acompanhada da saudade e de muitas perguntas.

Talvez seja justamente por isso que Jesus tenha dedicado tantos ensinamentos à vida eterna, procurando despertar em nós uma compreensão mais profunda da existência.

Em determinado momento, ao responder àqueles que questionavam Sua identidade, Jesus recordou as palavras do Salmo 82:

"Vós sois deuses." (João 10,34)

Essa expressão, muitas vezes mal compreendida, não significa que o ser humano seja igual ao Criador. No contexto bíblico, Jesus recorda que fomos criados à imagem e semelhança de Deus e chamados a viver em comunhão com Ele, refletindo Seu amor, Sua justiça e Sua misericórdia.

Mais do que discutir conceitos, Cristo desejava despertar consciências. Abrir nossas mentes para tomarmos conhecimentos reais e aprender com discernimento como resolve-los da melhor forma possível, um dia de cada vez. A verdade, sempre nos liberta. Porque ao conhece-la, entenderemos o que realmente está acontecendo conosco, e saberemos como devemos agir. (João 8:32)     Nos traz melhor qualidade de vida.

Sua missão foi anunciar o Reino de Deus, ensinar o caminho do amor, da compaixão, do perdão e da esperança. Seus milagres, suas palavras e sua própria vida continuam inspirando pessoas de diferentes tradições religiosas e espirituais a buscarem uma existência mais plena.

Ao longo dos séculos, diversas correntes procuraram compreender esses acontecimentos extraordinários sob perspectivas distintas. A tradição cristã os reconhece como manifestações da ação divina; outras correntes espiritualistas apresentam interpretações próprias sobre esses fenômenos. Independentemente da compreensão de cada um, permanece inegável a profundidade dos ensinamentos deixados por Jesus e sua permanente atualidade.

Curiosamente, a própria ciência também passou a voltar seus olhos para alguns aspectos do processo de morrer.

Pesquisas indicam que, em determinadas situações, a audição pode permanecer ativa até os momentos finais da vida, razão pela qual muitos profissionais da saúde orientam familiares a continuarem falando com seus entes queridos, oferecendo palavras de carinho, serenidade e gratidão.

Outros estudos investigam experiências de quase morte e procuram compreender melhor o funcionamento do cérebro e da consciência. Embora muitas perguntas permaneçam sem respostas definitivas, cada descoberta amplia nosso entendimento sobre a extraordinária complexidade da vida humana. O certo é que somos e existimos nas mais variadas formas, com personalidades, identidades distintas umas das outras, mas, em todos indistintamente, um coração pulsa, uma vitalidade corre por meio de nossas veias, semelhante ao que ocorre no universo...

Talvez fé e ciência não caminhem por estradas opostas.

Cada uma, à sua maneira, busca compreender o mesmo mistério: quem somos, de onde viemos e para onde seguimos quando nossa jornada terrena chega ao fim.

Jesus também nos deixou outra preciosa lição ao afirmar a Tomé:

"Felizes os que creram sem terem visto." (João 20,29)

Não como um convite ao abandono da razão, mas como um chamado para que o coração permaneça aberto à esperança.

Os milagres continuam acontecendo.

Alguns desafiam nossa compreensão; outros acontecem silenciosamente, quando alguém reencontra forças para recomeçar, quando o perdão vence o ressentimento, quando o amor consola uma dor profunda ou quando a esperança ressurge onde parecia existir apenas o vazio.

Talvez seja esse o verdadeiro sentido da Boa Nova anunciada por Cristo: recordar-nos de que a vida não termina no amor que sentimos nem nas marcas que deixamos.

Enquanto houver amor, haverá esperança.

E onde houver esperança, Deus continuará revelando Sua presença.

"Vós sois deuses."

Aprecio muito essa expressão de Jesus. Me faz desejar crescer mais como pessoa, ela me motiva positivamente, sem me deixar ser arrogante. Talvez esse convite continue ecoando através dos séculos, lembrando-nos de que fomos criados não para viver prisioneiros do medo da morte, mas para aprender, dia após dia, a refletir a luz do Amor que nos deu a vida.

"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá."
(João 11,25)

Caríssimos, em verdade, na minha forma de ser, "Sou a favor de tudo e de todos, embora não concorde com tudo e com todos."

Talvez existam perguntas que Deus não nos responda porque deseja que aprendamos a caminhar pela fé, mesmo que caminhar pelos próprios pés nos doa, às vezes é preciso.

Enquanto isso, continuemos semeando amor.

Afinal, talvez seja justamente o amor a única realidade capaz de atravessar a fronteira entre a vida e a eternidade.

Creio que esse pensamento possa vir resumir muito do meu modo de caminhar. Penso que é possível acolher as pessoas, e todo conhecimento que nos chega, sem abrir mão das próprias convicções. Essa postura aparece em meus textos e, talvez por isso, espero que toquem leitores de diferentes crenças.

Assim sendo, continuo escrevendo, com a alma aberta, mas buscando ser, ou pelo menos me aproximar o máximo possível da delicadeza de quem oferece uma reflexão, e não uma sentença. É justamente essa forma de ser e escrever que trago junto,  um convite ao diálogo, e não à divisão.

Paz e Bem.

By MângelaCastro: 26/7/2026

quarta-feira, 6 de maio de 2026

A SEIVA INVISÍVEL DO PENSAMENTO ...

Hoje, a crônica vem do pensamento de Gênesis, penso que, é preciso antes de tudo que se conheça o princípio de "todas as coisas", para que a vida se desenvolva a contento, e assim entende-la como um TODO NECESSÁRIO ...


Assim, retornando de minhas íntimas e "místicas "viagens, há um novo dia despertando dentro de mim, uma nova vida que ressurge após um descanso temporário, uma pausa para o corpo repousar das lidas diárias. Muitos dizem que é como morrer! Ledo engano. O corpo sim, fica letárgico, todos os nossos órgãos internos reduzem suas capacidades reagentes, mas a alma que é pura energia, deixa esse corpo pesado e vai viajar (sonhos, pesadelos, depende da sintonia de cada um) .... 

Quantos aprendizados trazemos na volta dessa viagem, as chamadas, "intuições" devíamos ouvi-las mais e pesa-las com equilíbrio! Ou não! Vai depender do despertar de alma de cada indivíduo (evolução), de cada pedra, cada plantinha, de cada fruto que "despenca" de uma árvore frutuosa, de cada gota que espirra de um rio e corre em silêncio desviando obstáculos, moldando-se nesse processo, até alcançar o grande oceano da vida, quando tudo pulsa uníssono, é bom nos conscientizar, que não nos desenvolvemos sozinhos. Assim como Deus despertou o nosso universo, a nossa via láctea, dando-lhe luz e cores vivas!

Antes de qualquer forma,

antes de qualquer nome,

antes mesmo do tempo como o conhecemos…
havia o silêncio.

Um silêncio tão absoluto,
que não era ausência —
era potência.

E foi nesse “antes de tudo”, ainda inalcançável à compreensão humana, que o princípio se fez Palavra.

No livro de Gênesis,
não encontramos apenas o relato da criação do mundo,
mas o despertar da própria Luz como origem de todas as coisas.

(Gênesis 1:3)

“Faça-se a luz.”
E a luz se fez.

Fiat Lux —
não como um gesto mágico,
mas como o primeiro movimento do Amor criador,
abrindo caminho no que antes era indistinto,
para que tudo pudesse vir a ser.

Talvez seja por isso
que toda verdadeira transformação ainda hoje
comece da mesma forma:

no acender de uma luz
em meio às próprias sombras.


Hoje é um novo dia.
Uma nova vida que ressurge após o repouso do corpo.

Mas a alma… essa não dorme.

Ela apenas se afasta, por instantes, do vaso que a abriga —
e segue.

Vai onde a chama sua própria natureza:
às vezes, vagueia sem rumo;
às vezes, visita afetos distantes;
ou, em silêncio, busca campos mais sutis, onde aprende, serve… e cresce.

Tudo depende da sua maturidade,
das intenções que carrega,
daquilo que cultiva em si.

Porque o pensamento não se encerra em quem o produz.
Ele se desprende.
Viaja.
Encontra morada.

Como uma flecha invisível,
corta o ar em silêncio
à procura de um destino, de um alvo para acertar.

E nem sempre é o amor que lançamos.

Há pensamentos que densificam o caminho,
que tornam o ambiente pesado, opaco —
criando barreiras até mesmo para aqueles que já caminham em esferas mais elevadas.

A luz, para atravessar a sombra,
precisa de passagem.

E nem sempre facilitamos esse caminho.

Recordemos:
a luz veio antes da forma.
Antes do desenho.
Antes da existência como a conhecemos.

E talvez, ainda hoje,
sejamos chamados a fazer o mesmo —
em escala íntima.

Acender a própria luz
antes de querer transformar o mundo.

Porque toda criação,
visível ou invisível,
começa no mesmo lugar:

no pensamento e se expande infinitamente ...

Isso é ser Consciência!

Um trabalho de formiguinha em sua comunidade...




✨ Antes de tudo… houve a luz.

E dentro de você — o que tem sido aceso?

By MângelaCastro - 6/5/2026

Enviado por MângelaCastro em 06/05/2026
Código do texto: T8620955
Classificação de conteúdo: seguro

terça-feira, 5 de maio de 2026

“A DE AMARELO"...

__Há um momento em que deixamos de ouvir o mundo…
e começamos, enfim, a lembrar quem somos.
—


Uma reflexão entre arrependimento, batismo e perdão.

(Bíblia – Atos 2:38)

Há amanheceres que não chegam com o dia.
Despertam por dentro — silenciosos, tardios… inevitáveis.

Às vezes, é preciso descer um degrau
para só depois compreender a subida.
E não como conquista,
mas como consciência.

Há momentos em que alguém nos chama
não pelo nome,
mas por aquilo que vê.

“A de amarelo.”

E, de início, parece pouco.
Quase nada.

Mas há um instante — breve e profundo —
em que a alma pergunta:
“E quem sou eu, além do que veem?”

O batismo, dizem, é um rito.
Mas, em verdade, é lembrança.

É fonte do Espírito Santo.

Não da água que toca a pele,
mas daquilo que um dia tocou o espírito.

Há quem vista o branco por tradição.
Há quem carregue marcas invisíveis por dentro.

Há sombras se revelando na luz.

E, entre símbolos e silêncios,
a vida segue nos chamando de volta.

Nem sempre com palavras.
Às vezes, com encontros.
Outras, com pequenas rupturas.

Um olhar.
Um esquecimento.
Um nome não dito.

E, curiosamente, é nesses desvios
que algo se revela.

Não sobre o outro —
mas sobre nós.

Há silêncios que curam.
E há silêncios que escondem.

Discernir entre eles
é também um caminho de fé.

Como Maria, que guardava no coração,
há tempos de recolher.

Mas também há tempos de emergir.

Sem confronto.
Sem dureza.
Apenas verdade.

Porque lembrar o próprio nome
não é um ato de afirmação ao mundo —
é um reencontro íntimo com aquilo que Deus já conhece.

“Antes que fosses formado, já eras conhecido.”

(Jeremias 1:5)

E então compreendemos:

Nem sempre é sobre o que dizem.
É sobre o que, dentro de nós, desperta.

Há histórias que não precisam ser explicadas.
Há caminhos que não precisam ser justificados.

O que é verdadeiro
permanece.

O que é essencial
retorna.

E, mesmo que o mundo insista em reduzir,
a alma — quando desperta — já não se esquece.

Se vierem os rótulos, que venham.
Se vierem os enganos, que passem.

Há algo que permanece intacto:

o nome inscrito onde ninguém vê.

E, quando isso se torna claro,
já não importa como chamam.

Porque, enfim,
há reconhecimento.

— não no exterior,
mas no silêncio onde Deus habita.

MângelaCastro – 04/05/2026


Enviado por MângelaCastro em 04/05/2026
Reeditado em 05/05/2026
Código do texto: T8619324
Classificação de conteúdo: seguro
Licença Creative CommonsEsta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


sábado, 2 de maio de 2026

🌿 A LÍNGUA QUE FERE… E O SILÊNCIO QUE ENSINA ...

Entre o silêncio e a palavra… mora o caráter, e as boas intenções.


Mãe Maria, passa na frente, cesse todas as dores, cure todas as feridas, coloca no colo todo aquele que esteja nesse momento precisando de um milagre em sua vida de conversão e amor...

Hoje, sábado, assistindo a missa com Dom Orani Tempesta, quando se formou e preparou fiéis, para fazerem parte do "CÍRCULO BÍBLICO", é a igreja em saída, buscando levar a melhor palavra, a de Deus, nas comunidades ... Maria não se tornou muda, Ela falava, mas o essencial e Palavras com sabedoria, que podiam curar as almas sentidas, feridas ...Tornava o vale de lágrimas, em um grande jardim!

Mais um mês se cumpre…
e se recolhe no tempo, para dar passagem ao novo.

Que ele venha abençoado, sob o manto de Nossa Mãe Santíssima —
aquela que, ao lado de seu Filho Jesus,
nos ensinou a grandeza do silêncio.

Vivemos tempos desafiadores.
Muitos acontecimentos… mais duros que leves.

Ainda assim, não podemos nos perder nessa sintonia.

É preciso vigiar o que pensamos
e antes de nos dirigir a alguém, pedir sabedoria ao conduzir nossas palavras.

O pensamento tem vida.
Ele parte… alcança distâncias invisíveis…
e retorna.

Aquilo que enviamos ao mundo —
seja luz ou sombra —
volta.

Se desejamos o bem, ele floresce em nós.
Se cultivamos o mal, ele também encontra caminho de volta.

É a lei silenciosa da vida…
ação e reação,
semeadura e colheita.

E é nesse ponto que a palavra se revela.

Há palavras que não apenas atravessam o ar…
elas atravessam a alma.

A língua ferina não grita — ela corrói.
Desfaz vínculos, quebra confianças,
e deixa marcas que o tempo nem sempre apaga.

Mais grave que o erro…
é a intenção escondida na palavra.

A falta de ética enfraquece relações.
A ausência de confiabilidade destrói pontes.
E quem banaliza a verdade…
acaba por perder o próprio valor.

Falar é um dom.
Mas saber como, quando e por que falar…
é caráter.

Talvez, por isso, o silêncio —
quando consciente —
não seja ausência.

É proteção.
É sabedoria.
É respeito pela vida do outro.

Antes de pronunciar qualquer palavra,
lembre-se:

há destinos sendo tocados pelo que você diz.

Bíblia Sagrada — Provérbios 17:28

“Até o tolo, quando se cala, é tido por sábio;
e o que cerra os lábios, por entendido.”

 — MângelaCastro - 02/5/2026


quarta-feira, 29 de abril de 2026

A COR DA VERDADE



✨ “Nem toda verdade chega como resposta. Algumas chegam como símbolo. ”A cor da verdade não está nos olhos…
mas na coragem de quem decide enxergar.


Antes de tudo, é importante dizer:
a expressão “a cor da verdade” não pertence à teologia,
nem à Bíblia de forma literal,
nem à filosofia clássica.

Não é um conceito formal.

Mas isso não diminui sua força.
Pelo contrário — revela sua natureza simbólica,
a linguagem pela qual a alma, muitas vezes, nos fala.

Há madrugadas em que o silêncio não é ausência…
é presença.

E, por vezes, sou acordada por essa voz interior
que me chama com suavidade e firmeza: e nessa noite

não foi diferente. Ela me disse: 

— A cor da verdade.

É nesse instante que entro em sintonia comigo mesma,
e com minha espiritualidade, com minhas próprias verdades.

E, como confirmação delicada,
na manhã seguinte, ao ouvir a homilia da missa pela Rede Vida,
o sacerdote falava — não sobre a cor da verdade,
mas sobre a "cor do pecado",
aquele que nos consome quando o escondemos dentro de nós.

Suas palavras não trouxeram novidade,
mas luz.
Apenas iluminaram aquilo que, silenciosamente,
já havia sido semeado em mim.

Ser verdadeira em meus atos não é algo extraordinário.
É compromisso.
É fidelidade ao que venho aprendendo
nesses amanheceres e caminhares da vida.

A verdade não tem cor física.
Mas nós precisamos de imagens para compreendê-la.

Por isso, a fé também se expressa em formas, rostos e símbolos —
nas imagens dos santos, nas diversas faces de Cristo,
e até na tentativa humana de imaginar o invisível.

Assim, quando surge algo como “a cor da verdade”,
não se trata de aparência,
mas de revelação.

A forma como ela chega.
A maneira como é recebida.
E o estado interior de quem a acolhe.

Porque há quem ouça… mas não escute.
Há quem veja… mas não queira enxergar.

E, quando a verdade se mistura às próprias ilusões,
nasce o engano — muitas vezes doloroso.

Mas não posso ser conivente com uma verdade distorcida,
nem em mim, nem no outro.

A verdade liberta.
A ilusão aprisiona.

Na tradição cristã, a verdade está ligada à luz.
E não por acaso.

A luz revela, ilumina, não esconde.

E como disse Cristo:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” (João 14:6)

Foi assim que compreendi, nessa madrugada:

A verdade não tem uma única cor.
Ela não se limita ao que os olhos veem,
mas ao que a alma suporta enxergar.

Há verdades que chegam como luz — revelando caminhos.
Outras, como dor — curando o que estava oculto.

Algumas acalmam…
outras inquietam.

A verdade não muda.
Mas nós mudamos diante dela.

E essa voz, que por vezes me visita,
não vem para impor nem para confundir.

Vem para despertar-me.

É no encontro entre a fé, a consciência e o silêncio interior
que a verdade encontra espaço para se revelar.

Não como algo externo que domina,
mas como uma presença que alinha.

Chamo de voz…
mas poderia chamar de consciência iluminada,
de escuta espiritual,
ou de um íntimo diálogo com Deus.

Porque, quando o coração aquieta
e o bom senso guia,
a verdade se mostra.

E em verdade, em verdade,

todas as noites antes de adormecer

Oro, agradeço, e rogo por todo aquele

que de minhas preces precisem.

Não é vaidade, é verdade!

E talvez esse seja o seu maior mistério:
A verdade: não a cor que possui,
mas a forma como se revela em cada um de nós.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
— João 8:32, esteja ela onde estiver ...

By MângelaCastro — 29/04/2026



Enviado por MângelaCastro em 29/04/2026
Reeditado em 29/04/2026
Código do texto: T8615784
Classificação de conteúdo: seguro

sexta-feira, 24 de abril de 2026

✨ "O COPO SEXTAVADO"

 Bom dia queridos e queridas que vão chegando por aqui, e me deixa feliz, feliz ...!  



✨ Nem toda fé que se mostra… é verdadeira. Mas a alma limpa — por dentro e por fora — sempre revela Deus.

Este texto não nasce com a intenção de criticar ou julgar qualquer religião, crença, doutrina ou forma de fé. Nasce de reflexão, sonho, espiritualidade.

Ele surge, na verdade, de uma reflexão pessoal — inspirada por uma série que assisti e por um sonho que tive.

O que encontrei ali não foram respostas definitivas, mas provocações silenciosas… daquelas que nos convidam a olhar para dentro.

Nessa manhã, talvez pela primeira vez,

tentei segurar um sonho dentro de mim.

Eu repetia, quase em súplica silenciosa:

— Não posso esquecer… preciso escrever. Há uma mensagem aqui.

E consegui guardar a cena que mais me tocou.

O sonho veio depois de uma noite comum —

antes de dormir, assistia a uma minissérie de oito episódios.

Embora parecesse semelhante a tantas outras,

essa, em especial, mexeu comigo, seu título, me chamou a atenção… como mulher questionadora, penso que não devo "engolir sapos", ou tudo que aparenta ser, há divergências, e como alguém de fé, tenho que equilibrar entre a razão e o coração... (Santo João Paulo II).

A série que assisti "SEM SALVAÇÃO". Tem Cenas fortes.

Uma comunidade fechada, de regras rígidas,

com aparência religiosa… Como muitas de nossas realidades conversam entre si... e sim, ainda impera em algumas delas, o "machismo", a mulher nasceu para servir ao homem em todos os sentidos, se não, é pecadora, descumpridora de seus deveres! Oi? para mim, sinônimo de família: é Amor Fraterno, Cumplicidade, Parceria, Respeito pelos sentimentos entre si, SIM, SIM, NÃO, NÃO... e muitas dessas comunidades que se mostra na história dos tempos, são em verdade, marcadas pela presença inquietante dos chamados “falsos profetas” sempre tem, talvez faça parte de nossas necessidades morais ,éticas, de estarmos mais atentos, trabalhar mais nosso bom senso crítico. Não sendo assim, entendo que, acaba afastando fieis de suas congregações, quando despertos na íntima verdade.

(Jeremias 14:14, Deuteronômio 13:1-3 e Marcos 13:22-23.)

Ainda não terminei de assisti-la ( a mini série)— o sono me venceu.

Mas algo daquela história permaneceu em mim.

O título da minissérie: Sem Salvação! Ops!

E pensei…

não estamos todos, de alguma forma,

em busca da nossa própria salvação?

E talvez… ela não seja tão simples quanto parece.

Foi então que o sonho aconteceu.

Vi um homem — de aparência indiana, bem moreno, vez ou outra sonho com indianos, eles dialogam comigo —

e, ao mesmo tempo, ouvi uma voz forte, masculina.

Uma voz que não apenas falava…

mas mostrava.

Diante de mim, suspenso no ar,

um copo.

Sextavado.

Liso.

Sem adornos.

Transparente.

Limpo por dentro e por fora.

Brilhava intensamente…

e do seu brilho (lux), pequenas estrelas reluziam-se, salpicando entre si... como a chamar minha atenção.

E a voz disse:

— Mariangela… é assim que tem que ser.

(entendi como, que para entrar no reino de Deus, temos que procurar ser como esse copo, limpo por dentro e por fora)

Foi assim que nessa noite, entre sonhos e silêncios,

Deus não me falou em palavras difíceis…

me mostrou um copo.

Simples.

Liso.

Sem ornamentos.

Transparente.

Limpo.

Brilhante.

E ainda assim…

pleno.

Era sextavado.

Lapidado.

E do seu brilho,

a luz não ficava contida…

ela se espalhava.

Como raios de luz saindo dele.

Como pequenas estrelas.

E então entendi…

Não basta parecer puro —

é preciso ser verdadeiro.

Sem excessos.

Sem máscaras.

Sem enfeites que escondam o essencial.

Há vozes que gritam em nome de Deus,

mas oprimem, ferem e distorcem.

Vestem-se de luz…

mas não suportam a própria transparência.

E há aqueles, imperfeitos aos olhos do mundo,

que mesmo marcados pela vida,

ainda refletem humanidade, sendo luz para o caminho.

O Reino não se abre pela aparência,

nem pela dureza das regras.

Ele se revela

na alma que se deixa lapidar.

Ser de Deus…

é ser simples…

e ainda assim, inteiro.

É brilhar…

sem precisar se enfeitar.

É iluminar…

sem perceber que se ilumina.

Por dentro…

e por fora.

By MângelaCastro - 24/04/2026

terça-feira, 14 de abril de 2026

PONTO E VÍRGULA: QUANDO A ALMA DECIDE NÃO TERMINAR

 

✍️ Às vezes não é o fim…

é só a alma pedindo um ponto e vírgula.

Hoje amanheci revoltada rs…
mas não com o mundo — comigo mesma.

Por ter deixado a vida chegar onde chegou.
Por ter lutado tanto… e, ainda assim, não ter questionado o rumo.
Apenas fui… levada pelos ventos.
Ora leves, ora tempestades.

Houve dias em que nadei em águas bravias,
com o corpo cansado e a alma em alerta,
até avistar, lá adiante,
um navio velho — uma carcaça de ferro enferrujada.

E dele descia uma corda.

Uma voz gritava:
— Segure firme, Mariangela! Não solte!

E eu segurei.

Mesmo sem ver de onde aquela corda vinha,
mesmo sem entender seu começo…
eu apenas segurei.

Enquanto isso, deixei para trás
um casal de amigos que também lutava contra as mesmas ondas.
A vida deles seguiu.
A minha… parece que ficou suspensa naquele instante.

Hoje, mais uma vez, paro.

E decido:
vou retroceder alguns passos,
para reaprender a caminhar.

Começar do agora.
De um ponto e vírgula.

Respirar mais fundo,
como quem busca o ar perdido dentro da própria alma.

Porque, lá no fundo, uma verdade ecoa:
“EU SOU.”

Mas quem sou eu… comigo mesma?

Porque só vivo, de fato, quando peço, quando me permito.
Caso contrário, permaneço —
como uma boneca esquecida num canto qualquer.

E então tudo incomoda.
Até o espirro do outro.

Talvez não seja o mundo…
talvez seja o que se move — ou não — dentro de mim.

Fico aqui, entre quatro paredes,
imaginando um mundo lá fora que verdeja…
mas será mesmo real?
Ou é só o desejo de uma vida mais viva?

Vivemos cobertos por máscaras.
Individuais. Silenciosas. Sofridas.
E, no fundo… culpadas.

Hoje, confesso:
tenho vontade de fugir.

Fugir de mim,
dessa vida morna,
dessa sensação de ter sido conduzida
por quem ainda nem começou a viver,
mas acredita que já sabe tudo.

E eu… que já vivi tanto.

Fui mulher de luta.
Trabalhei minha própria consciência.
Dei fruto em árvores secas.
Confiei em pessoas não confiáveis,
mas quem é confiável?
Atravessei mares revoltos.
Gritei no eco do meu próprio abismo.

Busquei respostas em memórias que talvez nem vivi —
apenas sonhei.

E ainda assim me pergunto:
quem sou?

Olho para a vida de Jesus…
para tudo que Ele levou consigo…
e me vem uma pergunta que ecoa, quase em silêncio:

___Valeu a pena sofrer todas as dores?

Porque, ao olhar ao redor,
vejo que muitos continuam iguais —
vivendo o agora sem consciência,
buscando vitórias…

mas vitória de quê?

By MângelaCastro - 14/4/2026

Enviado por MângelaCastro em 14/04/2026
Código do texto: T8604714

Classificação de conteúdo: seguro

SE NÃO POSSO IR ATÉ ELES, ELES VÊM ATÉ MIM, ...

Bom dia amadinhas de Nossa Senhora Aparecida! “Pelos seus frutos os conhecereis.” — Mateus 7:16. “Quando não conseguimos ir até os lugares q...