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quarta-feira, 11 de março de 2026

Quando uma Mulher Decide Florescer, o Tempo lhe Torna Aliado.”

( https://www.linkedin.com/posts/gisela-) PROJETO - "NUNCA É TARDE PARA APRENDER"

(🎥: ufnt.oficial)

🌿 Quando uma mulher decide aprender, o tempo deixa de ser limite e passa a ser aliado. Nunca é tarde para florescer. 🌿


Uma mulher senil, camponesa do Norte do Brasil concluiu a universidade com louvor — e provou algo essencial: nunca é tarde para aprender, florescer e recomeçar. Talvez você se pergunte: ___ mas o que tem de especial nisso, quando muitas mulheres graduam todos os anos? Te respondo de pronto: ____A diferença é que além de ser camponesa,  mulher de lidas campestres, simples, humilde, sem muitos conhecimentos, estar nos mais de oitenta anos primaveris, e creia, nessa estação, cabe muitas mais flores do que possa a vã filosofia trivial imaginar. Essa é a diferença, o divisor de águas. Idade, rugas? Nem sempre condiz com a realidade, o corpo "murcha" como as rosas murcham com o tempo, mas a mente tem ainda muito viço e vontades de aprendizados.

Para alguns, talvez esse gesto não signifique muito.
Outros ainda olham com certo deboche, como se a idade trouxesse apenas o tempo de rezar o terço, fazer crochê ou tricô — o que também é belo, mas certamente não é a única possibilidade da maturidade.

A maturidade chega carregada de experiências, sabedoria e caminhos percorridos.
E muitas vezes traz consigo um desejo silencioso de recomeçar.

Por que não?

Mesmo em jardins onde algumas rosas já parecem murchas, sem cores, e quase já não exalam perfumes da vivacidade, permanecem no solo inúmeras sementes plantadas ao longo dos anos. E sementes sabem esperar.

Nesta manhã de oração, recordei algo que aprendi no Caminho Neocatecumenal: a Palavra de Deus fala de forma pessoal a cada coração.

Uma mesma leitura pode tocar profundamente uma pessoa e, para outra, parecer estranha ou distante. Não porque esteja errada, mas porque cada vida está em um momento diferente de escuta.

Assim também acontece com as histórias humanas.

A história desta mulher me tocou profundamente.

Ela concluiu o curso de Educação do Campo: Artes, na Universidade Federal do Norte do Tocantins, sendo aprovada com louvor pela banca avaliadora.

Seu trabalho recebeu o título:
“Nunca é Tarde para Aprender”.

Em seu memorial acadêmico, ela narra sua trajetória como mulher negra camponesa, filha de quebradeira de coco babaçu — uma realidade marcada por trabalho duro, resistência e dignidade.

Mais do que um estudo, seu texto tornou-se um testemunho.

Um testemunho de que a educação pode ser caminho de acesso, permanência e resistência.

A banca destacou a relevância da pesquisa e reconheceu o memorial como um importante registro de luta por direitos e oportunidades no campo educacional.

E aqui está o que mais me tocou.

Quantas mulheres, ao chegarem a certa idade, passam a acreditar, no que os outros acham desse seu momento, que a vida agora se resume a sentar no sofá, rezar um terço, preparar bolos para os netos ou cozinhar para a família — como se o tempo de sonhar tivesse ficado para trás.

Mas a vida não foi feita para terminar antes da hora.

Ela foi feita para florescer muitas vezes.

Essa mulher, sem discursos grandiosos e sem autopromoção, apenas vivendo sua própria jornada, torna-se uma inspiração silenciosa para tantas outras que, por algum motivo, pararam no meio do caminho. E creia tu, que não é achando que tudo sabe, entende, que é a correta forma, que és a pedagogia de ensino para todos, não é mesmo, o que leva o ser humano, para o Reino de Deus, não é entender literalmente a Bíblia, saber de cor e sorteado todos os versículos, parábolas, histórias ali vividas de nossos antepassados, que lhe delegará o direito de sentar ao lado de Nosso Senhor, mas sim, a sua simplicidade de ser, a sua alegria no fazer pelo outro, e concretizar obras primordiais para a melhoria de vida daquele que sofre, conforme as escrituras sagradas nos requerem e nos direcionam, muitas vezes sem ao menos entende-la, mas sentindo-a e deixando que ela seja sua fonte inspiradora, simples assim. 

“Pelos seus frutos os conhecereis.”
Evangelho de Mateus 7:16 - ou seja, não são os discursos, e os grandes saberes, mas a vida vivida que revela quem somos.

Enquanto isso, os números do Mapa da Violência de 2025 nos lembram de uma realidade dolorosa: muitas mulheres ainda têm suas vidas interrompidas pela violência justamente dentro de relações que deveriam ser abrigo e proteção. Por conta de parceiros de vida, que não querem que suas parceiras adquiram mais conhecimento, melhorem em suas qualidades de vida, ganhem maiores salários, aliás, esses parceiros que assim procedem, é que devem ser cuidados pelos órgãos institucionais voltados para a família, um tempo para aprender a conviver, respeitar as diferenças, amar mais, sem criticas destrutivas, que  insufle baixa auto estima, mas dar as mãos, e seguir juntos na estrada ...

Por isso histórias como esta precisam circular.

Porque elas nos lembram que a vida de uma mulher não pode ser reduzida à dor, ao silêncio ou à resignação.

A vida de uma mulher é movimento.
É aprendizado.
É recomeço.

Que cada mulher possa viver plenamente —
independente de gênero, etnia, profissão, ideologia, religião ou posição social.

Porque, no fundo, a pele não tem cor.

Tem amor.

Talvez seja exatamente isso que a vida queira nos ensinar, em silêncio:
que a existência não tem prazo para florescer.

Há mulheres que desabrocham cedo.
Outras apenas quando o tempo já lhes prateia os cabelos.

Mas quando florescem…

não o fazem apenas para si.

Florescem para lembrar ao mundo
que a esperança também amadurece.

E que nunca é tarde para recomeçar, aprender, amar e sonhar.

— esteja ela em qualquer parte do nosso planeta.

em sua missão e aos seus cooperadores!

By MângelaCastro – 11/03/2026

segunda-feira, 9 de março de 2026

PREMIER — UMA PALAVRA NO AMANHECER DE UMA MULHER.

No Dia da Mulher, uma reflexão sobre dor, dignidade e o verdadeiro “primeiro lugar” no olhar de Deus.

Hoje amanheceu por aqui entre o morno e o quente.

O sol se esconde entre nuvens e os ventos marcam presença, balançando as folhagens de um lado para o outro.

E foi assim, em meio a esses pensamentos esvoaçantes da manhã, que uma palavra me visitou: premier.

Estranho, pensei.
Mas talvez não tanto.

Nada nasce por acaso neste mundo, e até as palavras que surgem no silêncio da manhã podem carregar pequenas sementes de reflexão.

Premier — primeiro, aquele que ocupa o lugar de destaque.

E então percebo como as mulheres têm ocupado, tantas vezes, os primeiros lugares nos noticiários.

Infelizmente, muitas vezes pelos motivos mais dolorosos: violência doméstica, desaparecimentos, tráfico de mulheres e o terrível crime do feminicídio.

Mesmo existindo leis de proteção, ainda há histórias que nos atravessam o coração.

Pedidos de socorro e sinais são feitos, o botão do pânico é acionado, e muitas vezes, quando a ajuda chega, encontra apenas um corpo estendido no chão. E tem também ocorrido suicídios, deixando um vazio na história do ente querido (a).

Algo ainda falha.

Na prevenção.
Na proteção.
Na estrutura que deveria alcançar essas famílias a tempo.

Mas há também outro primeiro lugar que merece ser lembrado.

O apoio de um amigo(a), um parente, dizendo num abraço forte: ___ Estou aqui, vou te ajudar nessa travessia, de conflitos!

E mais, o das mulheres que lutam por dignidade.
Das que retornam aos bancos acadêmicos já na maturidade da vida.
Das que surgem das periferias, e círculos de mulheres da alta e média sociedade, porque violência humana não escolhe lugar, e diante das divergências e diversidades, vão conquistando espaço "sui generis, algumas conseguem se reestruturar como nas letras, na ciência, na educação e na arte.

Mulheres que refazem suas rotinas, criam seus filhos, reinventam caminhos e seguem caminhando.

Mesmo em uma sociedade que ainda carrega resquícios de machismo, preconceito e racismo — muitas vezes silenciosos — elas continuam avançando.

E então lembro da forma como Jesus Cristo olhava para as mulheres em seu tempo.

Em uma sociedade que frequentemente as marginalizava, escravizava, e ou ainda seguem nesse contexto, Ele lhes devolvia respeito e dignidade.

Entre elas estava Maria Madalena, que encontrou em sua presença a restauração de sua vida e se tornou discípula fiel.

E também a mulher samaritana, no Evangelho de João, que buscava água ao meio-dia, quando famílias almoçavam, para evitar os julgamentos, e ataques da comunidade prosaica.

A ambas Ele ofereceu algo raro naquele tempo: acolhida, escuta, paciência e a possibilidade de recomeçar.

Talvez seja esse o verdadeiro premier no Reino de Deus:

não o primeiro lugar disputado diante do mundo,
mas o lugar onde a dignidade humana é restaurada.

E então me perguntei, neste amanhecer:

quantas mulheres silenciosas, que o mundo quase não vê,
já ocupam diante de Deus o verdadeiro primeiro lugar?

Hoje, portanto, não celebro apenas conquistas.

Celebro a nossa coragem como mulheres que continuam caminhando, aprendendo com a vida, trabalhando, educando seus filhos e reconstruindo suas histórias.

Porque muitas delas — mesmo sem saber —
já são premier no olhar de Deus.

E aqui deixo uma reflexão que talvez possa nos ajudar a pensar em caminhos melhores.

Por que, mesmo com leis protetivas e instrumentos de defesa e apoios multidisciplinares e religiosos, ainda vemos no meio de nós, famílias inteiras, porque sim, qualquer tipo de violência que um membro familiar sofra, desestrutura-se todo o clã, sendo vítimas de violência doméstica, e ou social, por preconceitos, perseguições, racismos, falta de acolhida, bullying, por conta daqueles que foram um dia, próximos, que caminharam lado a lado e tanto se amaram? Percebo que o amor foi transformado pelo desrespeito, insegurança, receios, o desespero toma conta. Um caminho verdejante, florido se transforma em um deserto árido

Que novos caminhos de prevenção, orientação e cuidado ainda precisamos construir para que relações que nasceram do amor não terminem em dor?

Alguns passos já começam a surgir no âmbito serviço social, quando a justiça encaminha companheiros que tornam seu cotidiano doméstico um caos de sofrimento, porque estes somam e estão no ranking da pirâmide estrutural social, para acolhe-los nos grupos de apoio psicológico, multidisciplinar, com o intuito de ajudá-los a compreender seus próprios conflitos e seguir adiante sem repetir a violência.

Talvez a verdadeira mudança comece dentro de cada relação humana.

Como nos enseja esse período quaresmal de conversão interior. Porque, como ensinou Jesus Cristo no Evangelho de Mateus:

Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles.”

Se essa simples regra encontrasse morada no coração das pessoas, talvez muitos lares deixassem de se transformar em campos de batalha.

E o amor, que um dia aproximou duas vidas, poderia ao menos conservar aquilo que nunca deveria se perder: O respeito.

By MângelaCastro - 8/3/2026

AVE_ NINHO! COM O CHEIRO DAS ÁGUAS O CAULE SECO RESISTE!

"Nem sempre a vida floresce onde esperamos. Às vezes, ela apenas encontra abrigo onde ninguém mais enxerga valor." 🌿🕊️ Na semea...