( https://www.linkedin.com/posts/gisela-) PROJETO - "NUNCA É TARDE PARA APRENDER"
(🎥: ufnt.oficial)
🌿 Quando uma mulher decide aprender, o tempo deixa de ser limite e passa a ser aliado. Nunca é tarde para florescer. 🌿
Uma mulher senil, camponesa do Norte do Brasil concluiu a universidade com louvor — e provou algo essencial: nunca é tarde para aprender, florescer e recomeçar. Talvez você se pergunte: ___ mas o que tem de especial nisso, quando muitas mulheres graduam todos os anos? Te respondo de pronto: ____A diferença é que além de ser camponesa, mulher de lidas campestres, simples, humilde, sem muitos conhecimentos, estar nos mais de oitenta anos primaveris, e creia, nessa estação, cabe muitas mais flores do que possa a vã filosofia trivial imaginar. Essa é a diferença, o divisor de águas. Idade, rugas? Nem sempre condiz com a realidade, o corpo "murcha" como as rosas murcham com o tempo, mas a mente tem ainda muito viço e vontades de aprendizados.
Por que não?
Mesmo em jardins onde algumas rosas já parecem murchas, sem cores, e quase já não exalam perfumes da vivacidade, permanecem no solo inúmeras sementes plantadas ao longo dos anos. E sementes sabem esperar.
Nesta manhã de oração, recordei algo que aprendi no Caminho Neocatecumenal: a Palavra de Deus fala de forma pessoal a cada coração.
Uma mesma leitura pode tocar profundamente uma pessoa e, para outra, parecer estranha ou distante. Não porque esteja errada, mas porque cada vida está em um momento diferente de escuta.
Assim também acontece com as histórias humanas.
A história desta mulher me tocou profundamente.
Ela concluiu o curso de Educação do Campo: Artes, na Universidade Federal do Norte do Tocantins, sendo aprovada com louvor pela banca avaliadora.
Seu trabalho recebeu o título:
“Nunca é Tarde para Aprender”.
Em seu memorial acadêmico, ela narra sua trajetória como mulher negra camponesa, filha de quebradeira de coco babaçu — uma realidade marcada por trabalho duro, resistência e dignidade.
Mais do que um estudo, seu texto tornou-se um testemunho.
Um testemunho de que a educação pode ser caminho de acesso, permanência e resistência.
A banca destacou a relevância da pesquisa e reconheceu o memorial como um importante registro de luta por direitos e oportunidades no campo educacional.
E aqui está o que mais me tocou.
Quantas mulheres, ao chegarem a certa idade, passam a acreditar, no que os outros acham desse seu momento, que a vida agora se resume a sentar no sofá, rezar um terço, preparar bolos para os netos ou cozinhar para a família — como se o tempo de sonhar tivesse ficado para trás.
Mas a vida não foi feita para terminar antes da hora.
Ela foi feita para florescer muitas vezes.
Essa mulher, sem discursos grandiosos e sem autopromoção, apenas vivendo sua própria jornada, torna-se uma inspiração silenciosa para tantas outras que, por algum motivo, pararam no meio do caminho. E creia tu, que não é achando que tudo sabe, entende, que é a correta forma, que és a pedagogia de ensino para todos, não é mesmo, o que leva o ser humano, para o Reino de Deus, não é entender literalmente a Bíblia, saber de cor e sorteado todos os versículos, parábolas, histórias ali vividas de nossos antepassados, que lhe delegará o direito de sentar ao lado de Nosso Senhor, mas sim, a sua simplicidade de ser, a sua alegria no fazer pelo outro, e concretizar obras primordiais para a melhoria de vida daquele que sofre, conforme as escrituras sagradas nos requerem e nos direcionam, muitas vezes sem ao menos entende-la, mas sentindo-a e deixando que ela seja sua fonte inspiradora, simples assim.
“Pelos seus frutos os conhecereis.”
— Evangelho de Mateus 7:16 - ou seja, não são os discursos, e os grandes saberes, mas a vida vivida que revela quem somos.
Enquanto isso, os números do Mapa da Violência de 2025 nos lembram de uma realidade dolorosa: muitas mulheres ainda têm suas vidas interrompidas pela violência justamente dentro de relações que deveriam ser abrigo e proteção. Por conta de parceiros de vida, que não querem que suas parceiras adquiram mais conhecimento, melhorem em suas qualidades de vida, ganhem maiores salários, aliás, esses parceiros que assim procedem, é que devem ser cuidados pelos órgãos institucionais voltados para a família, um tempo para aprender a conviver, respeitar as diferenças, amar mais, sem criticas destrutivas, que insufle baixa auto estima, mas dar as mãos, e seguir juntos na estrada ...
Por isso histórias como esta precisam circular.
Porque elas nos lembram que a vida de uma mulher não pode ser reduzida à dor, ao silêncio ou à resignação.
Que cada mulher possa viver plenamente —
independente de gênero, etnia, profissão, ideologia, religião ou posição social.
Porque, no fundo, a pele não tem cor.
Tem amor.
Talvez seja exatamente isso que a vida queira nos ensinar, em silêncio:
que a existência não tem prazo para florescer.
Há mulheres que desabrocham cedo.
Outras apenas quando o tempo já lhes prateia os cabelos.
Mas quando florescem…
não o fazem apenas para si.
Florescem para lembrar ao mundo
que a esperança também amadurece.
E que nunca é tarde para recomeçar, aprender, amar e sonhar.
— esteja ela em qualquer parte do nosso planeta.
By MângelaCastro – 11/03/2026

