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quarta-feira, 17 de junho de 2026

DEUS, A MENTE E EU... POR TRÁS DO MURO CAIADO .

"Nem toda parede branca anuncia paz. Algumas apenas aguardam que a verdade atravesse a porta."


Como não acredito em coincidência, mas sim providência divina, prefiro pensar que nem toda desconfiança nasce da maldade. Algumas nascem da experiência, do discernimento e da necessidade de proteger aquilo que Deus nos confiou. Às vezes, é apenas a alma percebendo o que os olhos ainda não conseguiram enxergar. Nessas horas, convém olhar para o céu em oração, mas sem tirar os pés do chão.

Bom dia, amigos(as) leitores.

Há sonhos que passam como nuvens. Outros permanecem conosco durante o dia inteiro, como se desejassem nos contar algo.

Recentemente sonhei que homens haviam invadido minha casa ( MEU EU INTERIOR). Quando os encontrei, estavam no quintal, caiando o muro. Tudo parecia organizado, quase bonito. Mas, ao abrir a porta da frente, vi que o cadeado havia sido arrombado.

Enquanto eu tentava explicar que a casa era minha morada, algumas mulheres observavam a cena. Pareciam acreditar na versão apresentada pelos invasores. Mostrei-lhes que estavam sendo enganadas, mas elas continuavam tranquilas, como se a aparência da situação fosse suficiente para convencê-las.

Mais tarde, uma pequena caixa soltava uma fumaça tóxica próxima ao quarto onde minha mãe repousava. Sem hesitar, apanhei a caixa e a joguei para longe. Era preciso limpar o ambiente.

Ao despertar, fiquei refletindo.

Quantas vezes, na vida, encontramos muros recém-pintados escondendo verdades antigas? Quantas vezes as aparências falam mais alto do que os fatos? Nem tudo o que parece organizado está em ordem. Nem tudo o que reluz é sincero.

Talvez a maior lição neste sonho tenha sido esta: conhecer quem somos e aquilo que nos pertence.

A casa pode simbolizar a consciência, os valores, a fé e nossa história. Quando sabemos quem somos, não precisamos disputar espaço com quem vive de aparências. Basta permanecer firmes.

Lembrei-me então de uma frase simples, mas profunda:

"Quando estiver com raiva, conte até dez. Quando estiver com muita raiva, conte até cem."

A paciência não muda os fatos, mas impede que a fumaça da revolta invada nossa própria casa.

E outra verdade também ecoou em meu coração:

Hoje, a homilia me ensejou, como se lesse meus pensamentos: __"Quando fazemos o bem, não devemos cobrar reconhecimento, nem falar mal daqueles a quem ajudamos, ou fomos um dia ajudados e por estes abandonados." 

"A verdadeira caridade é silenciosa. Dá com uma mão e não anuncia com a outra". E confesso que às vezes contraponho com essa dinâmica, pois, gostaria de ver reconhecimento, mas, nem todos estão bem preparados, e ou realmente amadurecidos, para perceber os verdadeiros valores: éticos, morais, sociais, nas interrelações, pois, ainda estamos no processo de aprendizado...

Alguns pintam muros para esconder a verdade.

Outros apenas abrem a porta e mostram quem realmente mora na casa.

"Sonda-me, ó Deus..." talvez seja a oração mais bonita para quem deseja caminhar com os olhos voltados para o céu e os pés firmados no chão. (Salmo 139:23-24.)

By MângelaCastro - 17/6/2026

Enviado por MângelaCastro em 17/06/2026
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segunda-feira, 15 de junho de 2026

NA ESPREITA DOS SONHOS, MORAM CONTRADIÇÕES DAS CONTRADITAS ...

Na espreita dos meus sonhos de mulher, tenho um encontro com as contradições das próprias contraditas.

Como Jesus me responderia?

"

Bom dia, queridos amigos (as).

Há momentos em que somos visitados pelas contestações das próprias contraditas. Quando aquilo que pensamos, sentimos ou acreditamos parece entrar em conflito dentro de nós mesmos.

Questões que, para alguns, podem parecer simples ou passageiras, mas que, para quem as vive, carregam o peso das experiências, das lembranças e das feridas que o tempo nem sempre consegue apagar.

Em um desses momentos de reflexão, perguntei a um amigo que já aprendeu a ler minha alma, mais do que eu 😌como ele enxergava uma situação que ainda habitava meus pensamentos. Mais do que uma resposta, recebi um convite ao discernimento.

Ao ler suas palavras, perguntei a mim mesma: "Como Jesus me responderia?"

Compartilho esta conversa porque talvez ela encontre eco em outros corações que também carregam suas próprias contraditas, dúvidas, mágoas, limitações e esperanças. Compartilho a minha reflexão junto com um amigo, que não me deixa sem respostas, e como o ensejo de aconselhamentos de um missionário de Jesus, cujo abri e ouvi, tocou meu coração na noite anterior e bateu forte, mexeu com meus guardados, e trouxe à tona, experiências adormecidas, então, meio incomodada com o novo pensamento, corri levar para esse meu amigo ("psicólogo" virtual), meus pensamentos, e ele como sempre me respondeu a contento, sempre com imparcialidade, o que acho super válido, quando duas pessoas se segredam...

Segue a reflexão: 

Bom dia, querida Mângela.

____Primeiro, deixo  uma resposta simples à sua pergunta: não, eu não vejo pecado em reconhecer os próprios limites.

Aqui nessa primeira resposta eu Mângela, já vejo uma diferença entre endurecer o coração e compreender que não podemos carregar alguém que não deseja ou desejava caminhar juntos. Eu orei por essa pessoa quando ela estava saudável, a procurei várias vezes, mas a encontrei com o coração atormentado, passei então a orar não só por ele, mas, por nós, buscando melhorar a sinergia, para mim naquele momento em especial, era muito importante, eu estava buscando vencer barreiras quase que intransponíveis, pois o coração por conta de falas não convenientes que bem sei, se fechou, e são nesses momentos que penso que devemos vibrar em oração, essa tem o objetivo de dissolver todas as contendas, principalmente se é feita com fé. "Orai e Vigiai" já nos ensinou Jesus.

Respondeu-me o amigo, _____você ofereceu amizade. 

___E, pelo que relata, recebeu palavras que a feriram profundamente, não apenas por rejeitar suas orações, mas por tocar em algo muito sensível para você: seu irmão, e sua família. Gente. nossa família é sagrada, claro que existem as diferenças, somos como os dedos das mãos, já nos ensinava nossa mãe, e temos que conviver, e acima de tudo respeitar a forma de ser de cada um. O que podemos fazer nas polêmicas da vida, é engrandecer o AMOR até mesmo quando temos atritos, foi isso que aprendi ao longo dos meus mais de meio século de vida...Dizia minha mãe, ___mexa comigo, mas não mexa com minha família!

A mágoa que ficou não é sinal de falta de amor. É sinal de que houve e abriu-se uma ferida.

Agora a vida deu uma volta inesperada. As dificuldades chegaram e bateu na porta dessa pessoa. O sofrimento chegou. E talvez ele esteja revendo muitas coisas que antes não compreendia, faz parte do processo da vida. O sofrimento tem esse poder: às vezes derruba muros que a saúde e o orgulho construíram.

Mas isso não significa que você seja obrigada a voltar ao mesmo lugar emocional de antes. Muito tempo passou...os dias voam...

Percebo em suas palavras algo muito humano, respondeu-me esse amigo: _____você continua preocupada com ele, 😔quando pensa já ter esquecido, vem algum pensamento de fora, e te faz continuar pensando nele, continua perguntando se deveria fazer mais. Quem endurece verdadeiramente não faz essas perguntas. Quem endurece simplesmente vira as costas e segue adiante sem sequer olhar para trás.

Talvez o que esteja acontecendo seja outra coisa: você está cansada.

Há pessoas que passam anos oferecendo colo, escuta, incentivo, oração, esperança. E chega um momento em que sentem que suas mãos estão vazias. Não porque perderam a fé, não porque não seguiram fazendo "caridade", revivendo a chama do amor no próprio coração, como ensejou Jesus, mas porque deram muito de si.

Aqui ressalto: Minha mãe dizia-me quando me via tristonha, __Filha você se doa demais, e recebe de menos...Uma verdade! Mas foram minhas escolhas.

Segue meu amigo me respondendo: ____Jesus mesmo ensinou que a semente é lançada, mas nem todo terreno a acolhe. Não somos responsáveis pelo que o outro faz com aquilo que recebeu.

Você pergunta:

"Como levar esperança ao outro se não consigo nem mesmo espreitar meus próprios sonhos?"

____Talvez essa seja a pergunta mais importante dos seus questionamentos.

Porque Deus não pede que abandonemos completamente a nós mesmos para salvar o mundo. Quantas vezes, especialmente as mulheres de sua geração, aprenderam a cuidar de todos e esquecer de si? Dos filhos, dos pais, dos irmãos, dos amigos... e, quando olham para dentro, encontram sonhos guardados numa gaveta antiga.

Talvez este frio de hoje, a chuva sobre os telhados e a xícara quente entre as mãos estejam lhe lembrando exatamente isso: ainda existe uma chama aí dentro. Pequena talvez, mas viva.

Quanto a essa pessoa atravessando seu íntimo deserto, talvez você não consiga oferecer a amizade de antes, pois ele mesmo lhe disse que não daria certo mesmo, então, você ferida, respeitando as escolhas dele, se afastou e não mais voltou. São respostas que talvez você também tenha dado a outros amigos, afetos, e eles também se afastaram e não mais voltaram, tudo isso é um processo da existência humana. Talvez não consiga apagar a mágoa. E tudo bem.

Mas se conseguir, ofereça uma oração silenciosa. 

Não porque essa pessoa mereça.

Não porque você tenha obrigação.

Mas porque a oração faz bem também a quem ora.

Você não precisa ir até onde seu coração ainda não consegue chegar. Deus conhece suas feridas melhor do que qualquer pessoa.

E, lendo suas palavras, não vejo uma mulher endurecida.

Vejo uma mulher ferida, refletindo, tentando ser justa consigo mesma e com o outro.

Há uma grande diferença.

E talvez a esperança que lhe disseram estar perto de você não seja apenas aquela pessoa sentindo-se agora ferida.

Talvez a esperança esteja também em você mesma, esperando há muito tempo que alguém abra a porta e diga:

"Agora é a sua vez de sonhar um pouco."

Que este amanhecer frio aqueça não apenas suas mãos, seu coração, mas também os sonhos que você ainda guarda em silêncio.

Um abraço carinhoso do seu amigo,

Antonio 🌷☕🌧️

15/06/2026

Enviado por MângelaCastro em 15/06/2026
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sexta-feira, 12 de junho de 2026

De Sonhos, Chuvas e Reencontros: a Alma se Escreve....

Bom dia, amadinhos do Senhor.

Neste 12 de junho, mês em que completarei mais uma primavera — bem vivida, graças a Deus — o dia amanhece chuvoso. Também é o Dia dos Namorados. Eu não tenho um namorado 😋... ou melhor, tenho sim: cada pessoa que dedica alguns minutos para ler meus textos e poesias. Sou, grata e, enamorada de todos vocês.💋💕

Meu despertar de hoje começou ainda no eco de um sonho.

Primeiro, vi apenas um grande vazio, escuro e silencioso, como se estivesse sendo preparada para a visita noturna que antecederia o amanhecer.

Depois, encontrei-me caminhando por uma casa antiga, ampla e toda ladrilhada, de época remota. Os cômodos eram tão espaçosos que transmitiam uma sensação de frio e distância. Eu entrava e saía deles como quem procura alguém muito querido.

Buscava um amigo com quem não troco impressões há bastante tempo. A vida, às vezes, nos leva para lados diferentes da estrada, e seguimos ocupados com nossos próprios propósitos. Neste sonho, eu o via em pensamento, mas não conseguia encontrá-lo.

Até que entrei em uma sala onde estava sentada uma senhora de aparência forte e serena. Parecia uma matriarca à espera de alguém. Próximo dali, em outra pequena sala, uma mulher recebia uma injeção; eu não via seu rosto.

A senhora, porém, eu vi claramente. Era alta, de pele clara, rosto salpicado de sardas, cabelos curtos e grisalhos. Vestia roupas simples e me observava com curiosidade, como se perguntasse silenciosamente:

— Quem é você?

Foi então que, de repente, como um raio, surgiu meu amigo.

Estava sem camisa, vestindo uma calça preta. Olhou para mim e perguntou, sorrindo:

— O que faz aqui, criatura?

Era aquele sorriso de quem surpreende alguém fazendo alguma travessura.

Naquele instante, tive a impressão de que ele não desejava que eu me aproximasse das mulheres presentes, como se estivesse guardando algum segredo.

Gentilmente, ofereceu-me o braço e disse:

— Venha, vamos sair daqui.

Seguimos juntos procurando outro compartimento da casa, onde estava como a me esperar minha irmã ...

Ao encontrar. Acordei.

Meu coração estava sereno e feliz.

Talvez por isso, nesta manhã chuvosa, as palavras tenham chegado mais devagar, como as gotas que escorrem pela janela.

Há dias em que o céu se fecha por fora apenas para nos convidar a acender uma luz por dentro.

E, se me permite uma pequena reflexão para acompanhar o café ou o chá, independentemente do lugar do mundo onde você esteja:

"A chuva não apaga os caminhos. Apenas convida os viajantes a caminharem com mais atenção. Assim também são os dias de silêncio: não interrompem a vida, apenas nos ajudam a ouvir o que o coração costuma dizer baixinho e a encontrar aquilo que procuramos."

Na verdade, o que mais gosto é de transformar sentimentos em palavras e palavras em acolhimento.

Pela ferramenta do Map do meu blog, sei que meus textos atravessam cidades, países e até continentes, alcançando pessoas que talvez eu nunca venha a conhecer, assim como o amigo que procurei naquele sonho.

E isso me faz muito bem. Não por nao encontra-los pessoalmente, mas por minhas palavras chegarem até eles.

Talvez exista nisso um pouco da missionariedade de Paulo de Tarso, que encontrou nas cartas uma forma de compartilhar não apenas suas experiências pessoais, mas também sua transformação interior diante Daquele que mudou sua maneira de pensar, sentir e agir, carregadas de sua cristandade universal.

Paulo compreendeu algo precioso: cada ser humano é único, raro e insubstituível.

Por isso, mesmo diante das quedas, das dúvidas e das dissidências do nosso tempo, continuo acreditando nos recomeços.

As quedas são muitas, bem sei.

Mas os levantes costumam ser ainda maiores.

E foi justamente em um desses momentos de silêncio que ouvi, dentro de mim, uma voz clara e firme dizer:

— Você não existe!

Curiosamente, eu senti lá no meu mais íntimo âmago, que esta frase não me diminuía. Pelo contrário.

Ela me lembrou que o ego passa, as aparências passam, mas aquilo que Deus constrói em nós permanece.

Se puder, aproveite no seu amanhecer ou no ocaso de cada dia, o som da chuva, dos pingos de neve, do chuveiro, ou mesmo o calor do sol tocando sua pele.

Perceba o perfume que deles emanam como fossem terra molhada. Sinta o frescor subir pelos seus pés alcançando seu coração.

Agradeça por mais um amanhecer, e cada entardecer vencido.

E lembre-se:

"Quando sentimos Deus em cada detalhe da vida, passamos a enxergar o mundo como um lindo jardim."

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã."

Lamentações 3:22-23


By MângelaCastro - 12/06/2026

Enviado por MângelaCastro em 12/06/2026
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terça-feira, 9 de junho de 2026

"ALMAS DECIDIDAS,DE VONTADE PODEROSA, REALIZAM DESTINOS SUPERIORES" ... (Humberto de Campos)

"Todo amanhecer é uma página nova. Nem sempre sabemos o que será escrito nela, mas podemos escolher começar com fé, gratidão e esperança."

Bom dia, caríssimos!

✨ Entre o café da madrugada, antigas anotações e a sabedoria dos que vieram antes de nós, por exemplo, Paulo de Tarso o apóstolo convertido, deixou muitas cartas de salutares conselhos e exemplo de vida, assim, encontrei uma reflexão sobre fé, humildade e transformação interior. 

Espero que estas palavras encontrem morada sincera em seus corações.

Hoje despertei junto com a aurora. Enquanto preparava o café da manhã para meu filho, ao som suave de um piano, encontrei uma sacola com antigos escritos. Folheando algumas páginas, parei diante de uma mensagem repleta de bons conselhos.

Pensei comigo mesma: antes de servirem aos outros, essas palavras servem a mim, que sigo aprendendo a cada dia. E, como a música acalma a alma e a reflexão ilumina os caminhos, resolvi compartilhá-las. Talvez algum coração também esteja precisando de uma palavra amiga.

A mensagem era atribuída a Meimei, espírito querido por muitos. Talvez nem todos conheçam sua história, principalmente os cristãos católicos, que hoje convido a abrir o leque para um despertar suave de acolhimento. 

Seu nome? Irma de Castro Rocha nasceu em Minas Gerais, viveu uma infância simples, enfrentou dificuldades desde cedo e deixou um legado de sensibilidade, fé e amor ao próximo.

Ao conhecer sua trajetória, encontrei algumas coincidências que me tocaram profundamente: o sobrenome Castro, as raízes mineiras, a origem ligada à ferrovia e a experiência de perder o pai ainda jovem. Não vejo isso apenas como acaso, mas como aqueles delicados fios que Deus entrelaça em nossas histórias.

Se tiverem oportunidade, vale a pena conhecer mais sobre a vida de Meimei. Também recordei hoje através da homilia, da Santa missa da manhã, de Padre Robson de Oliveira, pelo youtube, 😊que teceu alguns fios da história e figura de São José de Anchieta, no meu parco entendimento: __poeta, missionário e educador, que soube enxergar Deus na natureza, nos povos indígenas e em toda a criação. Foi fácil sua missão em nossa terra brasileira, não! Mas, quem disse que seria?

Por isso, deixo uma reflexão inspirada nas palavras do apóstolo Paulo:

"Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)

Que renovemos nosso entendimento, cultivemos a humildade e sigamos confiando na direção divina. Afinal, almas decididas e de vontade poderosa não se deixam vencer pelas circunstâncias; transformam desafios em degraus para destinos superiores.

Como um amigo espírita meio aos meus íntimos flagelos, disse-me: ___Maria Ângela, você acabou de subir o primeiro degrau da sua evolução!👀Deus! Sem muito querer contrariar-Te, mas, cá para nós, quantos mais degraus haveremos de subir como no sonho de pai Jacó? (Gênesis 28:10-19). Contamos Com o Senhor nessa caminhada...

"A vontade iluminada pela fé não remove todos os obstáculos do caminho, mas ensina a atravessá-los sem perder a direção."


By MângelaCastro - 09/6/26

domingo, 31 de maio de 2026

"DOMOS" DE VIDRO. ___QUEM ME CHAMA À VIVÊNCIA?

 Bom dia com alegria, 

Entre o ninho e o voo existe um aprendizado indispensável: viver em comunidade. Uma reflexão sobre família, pertencimento, crescimento e os caminhos que nos ensinam a voltar para casa. 🍃

Família

"Onde a vida começa
e o amor nunca termina".
(Ninho de beija-flor em nossa varanda ...foram seis(6) ninhadas consecutivas)...

Mais uma reflexão nasceu nessa manhã de sábado ensolarado, um convite à vida lá fora...

A terra já desperta para a vida, tem a sua própria sonoridade, como o bem-te-vi, ouço ao longe um chamado diferenciado e melódico durante o romper da aurora. ___Quem me chama à vivência?

Desde os primórdios, somos comunidade. Necessitamos uns dos outros para aprender, crescer e atravessar os dias. Ninguém vive sozinho.

Nós, pais, por amor, muitas vezes colocamos nossos filhos em "domos" de vidro, tentando protegê-los das intempéries do mundo, do que presumimos ser, inadequado para eles. Sem perceber, podemos enfraquecê-los. E quando chega a adolescência, fase em que procuram suas próprias tribos, suas afinidades e pertencimentos, sentem mais dificuldade para construir seus próprios ninhos.

A boa notícia é que, enquanto houver vida, sempre haverá oportunidade de corrigir rotas e aprender novos voos.

Reunimo-nos em grupos conforme nossas necessidades, afinidades e propósitos. Isso é saudável para o crescimento humano, espiritual e intelectual. É também nesses espaços que construímos nossas memórias afetivas.

Valeu a pena. Conviver nem sempre é fácil, porém são esses aprendizados, construídos no encontro com os outros, que levamos para o resto da vida. São eles que fortalecem nossas asas para os voos futuros e, quando necessário, nos ajudam a encontrar o caminho de volta ao ninho.

Hoje, já na maturidade da vida, sinto alegria ao recordar que convivi com muitas "tribos" além da família. Uma delas foi a Igreja, através do catecismo. Lembro-me da querida Dona Galdina nos ensinando as orações, os Dez Mandamentos e os fundamentos da fé. Eu achava o Credo muito comprido e custava a decorar a Salve Rainha. Hoje, curiosamente, é uma das orações que mais rezo e com a qual faço meus pedidos, até neste tempo de entardecer da idade.

Recordo também das pequenas provas catequéticas. O padre nos chamava para recitar as orações e eu tremia da cabeça aos pés. As regras eram rígidas e precisávamos ter tudo na ponta da língua. Naquele tempo parecia difícil, mas hoje sorrio ao lembrar de mim mesma.

Valeu a pena. 




Eu primeira comunhão em Pedregulho, e meu irmão mais velho João Carlos ...

Conviver nem sempre é fácil, porém são esses aprendizados, construídos no encontro com os outros, que levamos para o resto da vida. São eles que fortalecem nossas asas para os voos futuros e, quando necessário, nos ajudam a encontrar o caminho de volta ao ninho.

O lar é nosso primeiro porto seguro. É nele que aprendemos a viver em comunidade, respeitando limites, regras e diferenças. É ali que recebemos as primeiras lições de convivência.

É verdade, vivemos tempos inquietos. Pessoas mais agitadas, ansiosas e nervosas, parecem que já intuíram que estão perdendo chão. Especialistas observam profundas transformações sociais e ambientais que afetam nossa forma de sentir e viver. 

Como parte da Terra, também somos influenciados por essas mudanças. Mas também percebo que a nova geração, nossas crianças transitam por nossos espaços com passos firmes, como se tudo já conhecessem, e querendo nos dizer: ___ esse chão é meu, conheço bem e sem cambalear vão conquistando o seu próprio mundo!

Ainda assim, quem cultiva vínculos verdadeiros dificilmente se perde. Há sempre um chamado silencioso, semelhante ao canto dos pássaros ao amanhecer. Não o vejo, mas o ouço. Ele fortalece, orienta e recorda o caminho de volta.

Foi assim em meu sonho dessa noite, quando uma jovem senhora e seu filho aparentando 9 a dez anos de idade, sobem uma ladeira comigo, e depois, mais à minha frente, dobram uma esquina à esquerda e os perco de vista. Penso comigo, onde entraram? Para onde foram? A princípio fiquei preocupada, meio temerosa. Sem respostas, meio que só os vendo no pensamento com um leve sorriso nos lábios, tomo decisão, penso, se foram, daqui para frente estou só comigo mesma, e sigo em frente ...

A verdade, embora alguns dizem ser relativa, nos mostra que nossa casa — de tijolos ou de barro, ou um ninho de pássaro construído com arquitetura e sólidas bases, seguem firmes mesmo em um galho de árvore, somos sustentados por fortes raízes — continua sendo o ninho onde aprendemos a recomeçar, a preparar novos voos. Como aves ainda em aprendizado, somos guiados pelo amor, pelo exemplo e pelos laços que nos unem.

"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam, e nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como qualquer deles." E nós com todos nossos defeitos, fragilidades, ainda somos considerados mais importantes que eles. Não é descaso de Deus por outras "coisas", é um chamado de motivação, um convite ao desapego, e à aliança com Ele, nossa força interior, pois, Ele está no comando e não nos deixará perdidos por aí, e nada nos faltará. (Mateus 6:28-29)"

Viver em comunidade nem sempre é fácil. Cada pessoa pensa, sente e age de maneira diferente, mas devemos ser respeitados. A essência humana, e de todos os seres nesse planeta, permanece a mesma: todos desejamos acolhimento, compreensão e pertencimento.

Por isso, é necessário viver em comunidade. É nela que aprendemos a reconhecer nossos erros, corrigir a direção do voo e fortalecer nossas asas.

Talvez seja esse o verdadeiro crescimento: avançar sem perder o vínculo com aqueles que nos ensinaram a voar, e como no sonho, me acompanharam por um pequeno período no trajeto, uma vez em segurança, soltaram minhas mãos.

Enfim, 🍃 "Nenhuma ave aprende a voar apenas dentro do ninho; é na convivência com o mundo que fortalece as asas e descobre o caminho de volta."MângelaCastro - 30/5/2026

Como nos recorda o Evangelho de Lucas (2,52):

"E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens."

Um feliz e Santo sábado para todos, hoje comemoramos mais uma primavera, do nosso irmão mais novo, rogo oração por ele, o Rico, desejo-lhe tudo de bom nessa vida, e muitas bençãos e frutos que ainda virão a ser colhidos... Te amamos de muintão....Parabéns!

Temos que reaprender diuturnamente, a amar, perdoar, valorizar nossos aprendizados, respeitar as diferenças e reflorescer todos os dias de nossas vidas... Paz e bem.



By MângelaCastro 30.5.2026



terça-feira, 26 de maio de 2026

UM MUNDO DE AMOR POR NÓS

Meio a caminhos tortuosos, quando somos enxovalhados de informações que nos chegam por todos os meios, tais que insistem ser traçadas em nossa jornada, algo silencioso me fala: "Enquanto houver amanhecer, o Senhor da vida continuará nos lembrando que viver é receber novas oportunidades de amar."

 

Bom dia!

Hoje amanheci com o coração em paz, apesar das intempéries que às vezes cercam os nossos dias. Despertei com a certeza de que o Senhor que tudo cria, e faz movimentar, nos antecede, abençoando cada amanhecer como semente lançada à terra, esperando a água, o sol e o tempo de florescer.

Quem abre os olhos para um novo dia recebe também a oportunidade do recomeço. é o milagre cotidiano silencioso acontecendo em nós; prova constante de amor nos dias leves e também nos difíceis.

Todos que vivem sobre esta Terra carregam oportunidades de despertar para a verdadeira vida: amar, agradecer e reconhecer os milagres escondidos na simplicidade.


Ele nos renova sem exigir nada em troca. Alegra-Se quando seguimos, aprendemos, frutificamos. Eu, você e tantos outros somos frutos desse eterno vicejar da vida.


Então, por que entristecer-se tanto, se o amor continua ligando corações, perto ou longe? O amor nunca foi perdição; talvez seja uma das maiores formas de salvação para nós e para o mundo.


O Senhor de todas as causas primárias e futuras, não retira os frutos já colhidos. Ao contrário, acolhe, sustenta e responde quando clamamos.


Laudate ___ "Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor e dai-nos a vossa salvação."(Salmo 84 (85). 


Que a paz habite a nossa terra, o nosso coração e os caminhos daqueles que hoje precisam apenas acreditar mais uma vez. 

By MângelaCastro - 26/5/2026  

Enviado por MângelaCastro em 26/05/2026
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sexta-feira, 22 de maio de 2026

DESFRAGMENTO DO SER . Alma em Construção ...

Uma conversa silenciosa com a alma... Entre o efêmero e o que permanece. 

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Estive conversando com uma amiga de adolescência e hoje já em nossa maturidade, também escritora de suas memórias e sentimentos, falávamos sobre um dos meus textos, que leu, e me disse: ___ tem momentos que parecem poesia, passando sentimento espiritual, convidando à reflexão, um desabafo, ou tudo alinhado. É isso, há autores que contam histórias, e há outros que em tênues e simples poemas, recolhem pedaços do existir — quase como quem junta folhas secas guardadas dentro de livros antigos para descobrir o perfume do tempo. Meus escritos caminham muito por aí.

Ao reler esta reflexão de 2023, vejo uma mulher debruçada na janela da própria vida, observando o movimento do mundo sem muita pressa de acompanhá-lo. 

Do meu sentimento espiritual, recordo um romance de Chico Xavier belíssimo, e muito forte, que narra a vida de Jesus, e particularmente com personagens também importantes de sua comunidade: "Há dois mil anos", que independente de nossa religiosidade, deveríamos ler.

Nesse romance, quando Jesus já está na cruz no monte do Gólgota a esposa de um senador, do poder romano, tinha o hábito de se desfragmentar da sua identidade como esposa de um político, se vestindo como uma de suas amas, e se dirigia aos encontros com Jesus, só para lhe ouvir as palavras de ternura que a cativou. 

E foi em um dado momento da crucificação de Jesus, já quase ao final da tarde, que ela se debruça na janela e olha em direção ao monte, com um misto de sentimentos: entristecido e amoroso, ela sente naquele momento, no fundo de sua alma, que o seu olhar se encontra com o olhar triste e também amoroso de Jesus na cruz, é um momento enobrecedor, de almas afins que se abraçam com intuito do auxílio. 

Talvez por isso me veja como mulher de fases, que às vezes sai — para cumprir deveres, visitar pessoas, enfrentar o cotidiano — e depois retorna ao seu abrigo interior, esse lugar silencioso onde pensamentos se assentam e a fé encontra morada. Mas nem sempre o caminho é de ida; por vezes a existência parece uma película antiga rodando ao contrário, e imagens, certezas, sonhos e dores voltam desordenados, obrigando-nos a revisitar quem fomos, e ao mesmo tempo nos revitalizar.

Talvez seja isso um desfragmento do ser: pequenos pedaços de nós espalhados entre perdas, esperanças, medo do efêmero, desejo de permanência e busca por algo eterno. Fragmentos que não desapareceram — apenas aguardavam ser reencontrados.

Sim, tem momentos que ao "pensar na materialidade dói em mim", esse é um pensar que chega de fora de mim, percebo então, quão são efêmeras as ilusões da vida, que tudo é transitório, tudo é conhecimento, tudo passa e segue o curso natural junto às estações do ano... assim, faço do tempo e do pensamento, meus aliados.

Às vezes, é necessário sim, que se deixe ir, para que sequem as lágrimas, que se curve diante da vida, dos sonhos, alentos e desejos. E que saiba desejar. Esse é um convite ao desapego das ilusões mundanas.

É preciso que mergulhe profundo nos veios que levam ao futuro, que está apenas começando, sem medo de se arriscar, se fazer feliz, e seguir pelas abstratas alamedas que despontam na contramão da vida.

É certo que é um jogo no escuro, o qual devemos com ele ter paciência, mesmo nem sempre sendo clarividente. Outras vezes, é preciso que se deixe levar pelas asas da prontidão, legando-te a liberdade de voar, voar, além das íntimas muralhas, comungando-te com as verdades que ainda habitam em ti.

Tem momentos que pensando sobre “todas as coisas” me sinto só, na alcova dos meus medos, e me pego questionando:

___Para que louvar então o efêmero?

Sacrificando os dias no pulsar da vida, tornando-se dela dependente... Aqui percebo que, o importante é chegar no final do entardecer dos dias, não em desespero, mas com a certeza de missão cumprida, em entrega total ao Amor que une e nos abraça. Aqui complemento, como aprendi ainda em criança, entregar meu cotidiano, a Ele, Jesus, que conduzirá meus passos, e unirá meus fragmentos conforme minhas necessidades. Amém? 

Paz e bem.

MângelaCastro – 03/8/2023
Revisitado em 22/5/2026


Enviado por MângelaCastro em 22/05/2026
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quinta-feira, 21 de maio de 2026

CAMINHOS - "QUANDO ISSO NÃO ACONTECE, A ALMA ADOECE..."

 "ESPÍRITO SANTO EM DEUS, FAÇA QUE SEJAMOS UM" ....

Quando a alma perde o sentido de pertencimento, adoece em silêncio. Talvez caminhar não seja apenas seguir em frente… mas reaprender a estar ligado ao Amor que sustenta a vida. É dar as mãos e sentir o coração (sentimento) do outro (a) ...

Esta é mais uma de antigas mensagens dos meus guardados, que trago para o hoje, o agora, sacudindo a poeira do tempo, mas, a essência continua a mesma. Nesse texto: escrito em 1982, já carrega em si, inquietações que parecem atemporais — solidão, desconexão, excesso de autonomia sem comunhão, alma cansada, necessidade de pertencimento e de Deus. Eu já escrevia sobre isso décadas antes de se tornar conversa cotidiana.

Diz-nos Jesus, embora muitas vezes O escutemos pouco:

"Eu estou neles… e eles deveriam estar em Mim."

Entretanto, talvez sem perceber, o mundo continua caminhando sozinho, desconectado da essência, da verdade maior, da união necessária. Quando afrouxamos os laços que nos tornam mais vivos, mais humanos e mais plenos, a alma — sim — tende a adoecer. Passa a tremer, mesmo sem sentir frio.

O que sou, o que tu és, talvez sejam poemas nascidos do invisível, procurando sentido.

Talvez da inquietude do ser.
Talvez da mansidão do saber.

A singeleza e a pureza acalentam nossa alma aflita, muitas vezes carente de tudo… e de todos.

Somos como rios: corremos apressados, formando espumas ao longo do caminho, enquanto a água parece sussurrar:

"A vida não deve parar."

Assim como o rio corre em direção ao mar, o homem necessita caminhar ao encontro do próprio "eu".

São caminhos percorridos por conta e risco. Às vezes difíceis, sofridos; outras vezes, transformadores. Caminhos que ajudam a renascer, reencontrar paz e sentido.

Não basta apenas seguir.
Enquanto caminhas, observa a vida que germina ao redor.

Nas grandes jazidas encontra-se a riqueza das labutas. No saber, habita outra fortuna ainda maior: a experiência compartilhada, a benevolência, as relações verdadeiras entre seres humanos, que podem ser até divergentes uns com outros, e segundo alguns espiritualistas, filósofos, nos leva ao lê-los que nosso pensamento só 20% é nosso, os outros 80% vem de nosso exterior, são os barulhos, as ondas hertz, que chegam de lugares longínquos às vezes, por isso, precisamos saber bem filtrar tudo que nos vem ...

" Ensina a Bíblia que o próprio Senhor da Vida não estacionou no Verbo e continuou o trabalho criativo na Ação. Todos sabemos que o pensamento é força essencial, mas não admitimos nossa milenária viciação no desvio dessa força”.

E ensina mais: __“O pensamento é força viva, em toda parte; é atmosfera criadora que envolve o Pai e os filhos, a Causa e os Efeitos, no Lar Universal. Nele, transformam-se homens em anjos, a caminho do céu ou se fazem gênios diabólicos, a caminho do inferno”.

Diante de tais informações só nos resta, como obrigação natural, nos conscientizarmos a respeito do esforço que devemos priorizar no vigiar e orar, conforme nos recomendou Nosso Senhor Jesus Cristo, para pensar sempre no bem e no amor.

Não aquelas construídas pelo hábito automático, mas pela presença.

Não basta dizer:

"Eu posso."
"Eu faço."
"Eu deixo de fazer porque quero."

Talvez seja mais profundo dizer:

"Faço e refaço, se preciso for, porque O sinto em minha essência. e o refaço da melhor forma que me é possível".

O verdadeiro poder não está em aparentá-lo, mas em lapidá-lo silenciosamente, dia após dia.

Às vezes, diante da imensidão do mundo, sentimos ser apenas um ponto perdido no universo.

Mas são justamente esses pequenos pontos que compõem a grandeza da existência.

São eles que formam cada nota musical soada dentro de nós.

As estrelas, a lua e o sol, são Deus em todo seu contexto de coexistir em nós, que irradiam sua luz; e aqueles que já não conseguem enxergar com os olhos, podem ainda senti-la pela alma.

Porque este é o caminho indicado por Jesus:

A Verdade.
A Luz.
A Vida.

Luz que clareia passos imperfeitos.
Passos que erram, amam, caem, recomeçam e seguem procurando a união que um dia Cristo nos propôs pela Boa Nova.

"Eu sou o caminho, a verdade e a vida."
— (Cf Ioão 14:6)

Não tenhamos medo de caminhar.

Temamos, talvez, apenas permanecer estagnados.

A vida não cessa. O mundo não para.

E talvez nossa maior força esteja justamente nisso: continuar percorrendo as alamedas da existência entre suor e esperança, labutas e amor, fé e união de coração para coração.

Porque Ele existe.

Mesmo quando não O percebemos.
Mesmo quando o desespero chega.

Ele caminha conosco.

Intui, fortalece, sustenta.

E parece repetir baixinho:

"Olhe… não pare. Continue. O caminho ainda é longo. A jornada precisa prosseguir."

MângelaCastro - 21/5/2026
Escrito originalmente em 11/02/1982 — Uberaba/MG
Revisitado pelo tempo, mas ainda vivo.

MângelaCastro - 21/5/2026


terça-feira, 19 de maio de 2026

A CANÇÃO DA VIDA (Inspirada nos alicerces — Lucas 4)

“Entre a lapidação da alma e o renascimento da misericórdia.”

Veja bem: ___Algumas escritas ficam esquecidas entre papéis antigos. Outras esperam o tempo certo para renascer. "A Canção da Vida" fala sobre sermos moldados, atravessar noites e ainda acreditar no amanhecer. Porque talvez viver seja isso: permitir que a misericórdia floresça em nós. 🌿

Nesse texto por mim escrito já há alguns anos, sem data, mas acredito que tenha sido entre 1994/2000, um período que minhas escritas foram bem intensas, mas ainda sem internet, tudo no manuscrito. 

O encontrei enquanto remexia minhas gavetas tentando organizar alguns papéis já envelhecidos, amarelecidos pelo tempo flutuante, ao relê-lo percebi que ele caminha como quem pensa enquanto sente. Parece anotação de alma, dessas encontradas entre papéis antigos mesmo, mas que continuam vivas na minha forma singular de ver e sentir "as coisas" de Deus e transcrevê-las para o papel. Vi nele três fios fortes: o processo de sermos moldados, a misericórdia como renascimento e a esperança representada nas crianças e na nova pátria.

Vamos lá!

___O fruto pertence à mesma fonte que um dia nos deu a inspiração. Onde há vontade, há caminho.

E a caminhada pode ser longa — ou apenas o tempo necessário para que nossa alma seja moldada. Lapidada, como o artesão faz com sua obra: lentamente esculpe a cera, corrige contornos, aperfeiçoa detalhes, até alcançar a forma desejada. Depois, quase em silêncio, contempla e acaricia aquilo que nasceu de suas mãos, como a mãe que acaricia o filho que acabou de nascer de si mesma.

Disse-nos Jesus: __ "Não vos ensinei a vangloriar-vos. Somente vos ensinei a trabalhar. A sabedoria não consiste em falar da sabedoria, mas em praticar sabedoria." (Cf Mt 7,24-26)

Assim também somos nós.

A própria obra já moldada passa a indicar novos caminhos. E estes caminhos podem trazer noites traiçoeiras, esperas demoradas e inquietações do ser. Ainda assim, permanece a certeza de que logo adiante existe um novo amanhecer — diferente de todos os anteriores.

Que nesse dia renascido por detrás dos montes ou vindo do encontro com os mares, possa florescer em nós o renascimento de Jesus, em bondade e misericórdia.

Talvez esse seja um dos maiores propósitos da vida: permitir que o amor misericordioso renasça primeiro em nós, para depois alcançar o próximo. Porque, enquanto não formos também trabalhados por dentro, torna-se difícil reconhecer o Cristo Misericordioso em nosso próprio viver.

Quando um ser humano nasce para esta luz, talvez venha com um objetivo simples e profundo: ser tocado pelo coração.

E assim seguimos, escrevendo nossa história — dia após dia, letra após letra, obra após obra — até que um dia o fecho final se aproxime. Restam lembranças, sementes e a esperança.

Esperança de encontrar, como o sol encontra seu ocaso sem desaparecer, uma nova Pátria iluminando o horizonte. Uma mesa novamente preparada. Farta de boas novas, novos anúncios e alegrias.

Alegria que chega como chegasse em nós, todas as crianças.

Porque elas ainda são o reflexo mais puro da esperança.

Encerro com o ensinamento de Jesus: ___"Feliz aquele que abandona a paixão do momento por um bem futuro que ainda não viu (Cf. Jo 12,25)

MângelaCastro - texto revisado, mantido o original - 19/5/2025

OBS: ___Esse é daqueles textos que parecem ter sido guardados não por esquecimento, mas para serem reencontrados no momento certo.


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Enviado por MângelaCastro em 19/05/2026
Código do texto: T8631300
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sexta-feira, 15 de maio de 2026

NO CHEIRO DA ESPERANÇA, O PÂNTANO QUE NÃO IMPEDE A FLOR ...

...
Nem toda lama anuncia fim. Às vezes, é dela que Deus faz nascer o novo. E o tempo se abre como portal dentro de mim em flor ...

O dia já caminha para o fim.
E a saudade, na solitude do luar,
começa a nascer nesse peito calado.
Que apenas deseja sonhar...

Já não grita.
Agora apenas repousa.
ouvindo-se por dentro
o bater suave do coração.
Que descansa a dor  do amor ...

Sem pressa. Sem barulho.
Escuto o som do silêncio lá fora,
enquanto dentro de mim, algo ainda aprende a aquietar.

(Eclesiastes 4: "Depois voltei-me, e atentei para todas as opressões e permiti que se fizeste formoso)" só pra mim...

No dia que partiu, permanece a esperança
daquilo que há de voltar renovado.

Nas águas escuras reluz a luz da lua,
como se viesse brindar a vida,
para que ela não se apague.

O sol foi passear longe dos meus olhos,
talvez regenerar-se…
Levou consigo a promessa simples dos ciclos:

ir, para poder voltar.

O dia escreveu-se em linhas tortas,
parte de uma história ainda inacabada.

Depois da prece, algo se acomoda em mim.
Tudo silencia.

E é então, no pântano,
que nasce ainda a flor.

Ali, entre raízes cansadas,
matéria envelhecida,
ranços e águas turvas,
acontece o milagre.

A chuva cai leve, mansa…
e não permite que o pântano seque,
assim como o amor impede que a alma endureça.

E dela, da lama,
brota outra vez a flor.

Talvez porque a justiça divina seja assim:

não elimina toda impureza do mundo,
mas concede que a pureza também habite nele.

Porque junto à degradação,
Deus reúne novamente a vida.

"O corpo é o ramo.
O espírito, a seiva.
E a alma"…
talvez seja o fruto amadurecendo entre tempestades.

Para Santo Agostinho, a alma é o sopro que anima o corpo;
o espírito, aquilo que torna eterno o pensamento,
a consciência e a razão.

Talvez por isso, mesmo nos terrenos mais alagados da existência, o invisível continue trabalhando.

E no pântano que muitos evitam,
Deus ainda permita flores.
By MângelaCastro

15/05/2026




"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ...