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sábado, 1 de agosto de 2026

COEXISTIR: EIS O VERDADEIRO SENTIDO DA VIDA



Vivemos correndo em busca da vida, mas será que, nessa corrida, não estamos deixando de vivê-la?

Uma reflexão inspirada no Evangelho e na própria natureza, sobre o verdadeiro significado de coexistir e descobrir que a vida encontra seu sentido quando deixa de ser apenas nossa para tornar-se um dom compartilhado.

🌿 Boa leitura!

Há pensamentos que chegam sem pedir licença.

Eles simplesmente se apresentam à nossa consciência, como se fossem pequenas sementes trazidas pelo vento. Algumas passam despercebidas. Outras, porém, encontram terreno fértil e insistem em permanecer, convidando-nos a refletir.

Hoje, ao abrir meu blog, uma pergunta surgiu silenciosamente em meu coração:

O que significa, afinal, buscar o sentido da vida?

Talvez nos pegamos questionando: ___Qual minha missão nesta vida?

Vivemos em uma sociedade que nos ensina, desde cedo, a conquistar, acumular, competir, vencer. Corremos atrás de sonhos, objetivos, reconhecimento, estabilidade, bens materiais... e, muitas vezes, nessa busca incessante, esquecemo-nos de viver.

Foi então que me recordei das palavras de Jesus:

"Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á."
(Mateus 16,25)

À primeira vista, esse ensinamento parece um paradoxo. Como alguém pode encontrar a vida justamente quando deixa de tentar possuí-la?

Talvez porque exista uma diferença entre possuir a vida e participar dela.

Quanto mais tentamos fazer da vida uma propriedade exclusivamente nossa, mais ela parece escapar por entre os dedos. A busca desenfreada por sucesso, prestígio ou segurança pode nos afastar daquilo que verdadeiramente dá sentido à existência: o amor, a compaixão, a solidariedade, a gratidão e o cuidado com tudo o que vive.

Foi então que outra palavra brotou em meu pensamento:

Coexistir. Sim. 

Gosto profundamente desse termo.

Porque ninguém existe por si só.

O ser humano depende da fecundação, seja de forma natural e ou laboratorial, da natureza, dos animais, das plantas, da água, do ar e, sobretudo, uns dos outros. Até mesmo os pequenos seres que habitam os lugares mais improváveis da Terra, como os vermes atolados nos charcos, invisíveis aos nossos olhos ou desprezados por nossa ignorância, desempenham uma função indispensável no equilíbrio da criação.

Nada foi criado sem propósito.

Talvez sejamos nós que ainda não o compreendemos completamente.

Ontem conversando com minha irmã, falamos sobre um tipo de melado que a seiva de uma determinada espécie de árvore, "Bracatinga" vi em um filme quando o pai abandona suas pequenas filhas, e juntas com o irmão mais velho, eles coletavam a seiva dessa árvore e a transformavam em mel, como as abelhas e alguns insetos a tem como alimento, em verdade,  tudo coexiste para a prosperidade da própria vida, e uma simples seiva, pode produzir e se fazer fonte de alimento e renda de trabalho, como a seringueira, na floresta amazônica transforma sua seiva em borracha, em tudo coexiste vida em abundância. Quando observamos uma simples  árvore, percebemos que ela não produz frutos para alimentar a si mesma.

O rio não bebe da própria água.

O sol não guarda sua luz.

As flores não conservam seu perfume apenas para si.

Tudo na natureza existe em relação.

Tudo coopera.

Tudo coexiste.

E por que nós, justamente nós, tantas vezes insistimos em viver como se fôssemos ilhas?

As irmãs desse filme que assisti nos passa esse ensinamento, elas aprenderam olhando o pai fabricar o melado da seiva dessa árvore, e mesmo sem saber, ele estava ensinando um ofício a seus filhos, e eles, ao invés de ficarem se lamentando, uniram esforços e reavivaram o pequeno empreendimento familiar em renda para a sua sobrevivência.

Talvez aí esteja uma das maiores lições da vida.

Buscar apenas a própria felicidade pode nos afastar dela.

Enquanto isso, aqueles que repartem o pão, oferecem um abraço, um aconchego, um telhado que nos abriga das intempéries sazonais, ou apenas um "oi", escutam uma dor, estendem a mão ou simplesmente fazem o bem sem esperar recompensa acabam descobrindo uma alegria que não se compra nem se explica.

Jesus também afirmou:

"Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância."
(João 10,10)

Essa abundância não parece referir-se à quantidade de bens acumulados, mas à plenitude de uma existência vivida em comunhão. Por acaso você que lê os evangelhos, viu Jesus caminhar sozinho, alimentar-se sem a companhia de seu próximo, ter atitudes vis, ou não tenha acolhido qualquer que fosse quem Dele se aproximasse, ou fazer suas obras sem o auxilio cooperativo de seus discípulos?

Talvez o verdadeiro sentido da vida nunca tenha sido simplesmente existir.

Talvez Deus nos tenha criado para algo maior: aprender a coexistir. Esse era uma chamado constante de Jesus a todo aquele (a) que o seguia pelos caminhos da vida, ou dizia seguir e com Ele aprender.

Coexistir com a natureza, respeitando cada forma de vida.

Coexistir com as diferenças, reconhecendo a dignidade de cada ser humano.

Coexistir conosco mesmos, acolhendo nossas limitações e possibilidades, principalmente em nossos íntimos momentos de recolhimento.

E coexistir com Deus, permitindo que Seu amor transforme nossa maneira de olhar o mundo.

Quanto mais reflito sobre isso, mais compreendo que viver não significa ocupar espaço ou contar os anos que passam.

Viver é deixar que nossa existência produza frutos capazes de alimentar outras vidas.

Talvez seja esse o grande paradoxo dos Evangelhos.

Nos ensejando, que quando deixamos de correr desesperadamente atrás da vida para aprendermos a compartilhá-la, é justamente nesse instante que começamos, enfim, a encontrá-la.

Concluo:

"Talvez o maior equívoco da humanidade tenha sido acreditar que viver é vencer, possuir ou destacar-se. A natureza, silenciosamente, ensina outra lição. Tudo nela coopera. Tudo se relaciona. Tudo coexisti. E talvez Deus tenha escrito, desde a primeira manhã da criação, que o verdadeiro sentido da vida nunca foi simplesmente existir, mas aprender a coexistir. Porque somente quem compreende que pertence ao Todo descobre, enfim, por que nasceu, e a que veio."

Paz e bem!

A vida é um sopro, por isso, cada momento, cada minuto, cada segundo coexistindo pode fazer toda a diferença.

By MângelaCastro - 01/8/2026

Enviado por MângelaCastro em 01/08/2026
Código do texto: T8687363
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terça-feira, 28 de julho de 2026

"VÓS SOIS DEUSES" __ O QUE JESUS QUIS NOS ENSINAR REALMENTE COM ESSAS PALAVRAS?

 

Olá caríssimos!


Existem temas diante dos quais todos nos tornamos iguais.

A morte é um deles.

Outro bem intrigante, é a curiosidade de saber nossa real origem, hoje em dia se diz muitas coisas, ou para onde irá nossa alma, nosso princípio vital, é o que nos sobrevive, pós morte física, sim, continua sendo um dos maiores mistérios da humanidade, mesmo que a ciência, filosofia, religião, tenta nos desvendar, como muitos dizem, tirar o véu de Isis, continua sendo um dos maiores mistérios da humanidade. 

Entre a fé, a ciência e os ensinamentos de Jesus, talvez a maior resposta ainda seja a esperança, e o despertar de nossa consciência, posto que, permitindo-nos, poderemos melhorar nossa forma de ser, enquanto por aqui vivemos, nada mais é que: Conhecimento, Convicção, Discernimento, Compreensão.

Assim, convido você a ler esta reflexão e compartilhar, com respeito, seu olhar sobre um tema que, mais cedo ou mais tarde, toca a todos nós.

E nessas ultimas semanas venho sonhando com amigos que já partiram para a verdadeira colheita, (Mateus 13,24-30). como dizem os cristãos, alguns veem com aconselhamentos, outros, apenas se mostram como a dizer: ___"ainda estou por aqui"! Em verdade, este é um tema considerado por muitos um tabu, alguns teem tanto medo que ao tomar conhecimento, chega a adoecer. Mas o certo é que, tememos falar da morte porque amamos a vida. Mas talvez o Evangelho nos ensine justamente o contrário: quem aprende a olhar a morte sem desespero passa a viver com mais intensidade, mais humildade e muito mais amor caridoso, posto que, sem caridade nossa vida não tem sentido, não tem uma alegria real.

Não importa nossa religião, nossa formação acadêmica ou nossa idade: cedo ou tarde ela bate à porta da humanidade, trazendo perguntas para as quais nem sempre encontramos respostas.

Esta não é uma tentativa de responder a todos esses mistérios.

É apenas um convite à reflexão, inspirado nos ensinamentos de Jesus, nas descobertas da ciência e na esperança que atravessa os séculos.

"Vós sois deuses" (João 10,34).

O que Jesus realmente quis nos ensinar com essas palavras?

Embora saibamos que ela faz parte da vida desde o instante em que nascemos, começamos a morrer, dia a dia, porém, ainda encontramos enorme dificuldade em aceitá-la, sobretudo quando leva alguém que amamos. Não importa nossa religião, nossas convicções filosóficas ou nosso conhecimento científico: a despedida quase sempre vem acompanhada da saudade e de muitas perguntas.

Talvez seja justamente por isso que Jesus tenha dedicado tantos ensinamentos à vida eterna, procurando despertar em nós uma compreensão mais profunda da existência.

Em determinado momento, ao responder àqueles que questionavam Sua identidade, Jesus recordou as palavras do Salmo 82:

"Vós sois deuses." (João 10,34)

Essa expressão, muitas vezes mal compreendida, não significa que o ser humano seja igual ao Criador. No contexto bíblico, Jesus recorda que fomos criados à imagem e semelhança de Deus e chamados a viver em comunhão com Ele, refletindo Seu amor, Sua justiça e Sua misericórdia.

Mais do que discutir conceitos, Cristo desejava despertar consciências. Abrir nossas mentes para tomarmos conhecimentos reais e aprender com discernimento como resolve-los da melhor forma possível, um dia de cada vez. A verdade, sempre nos liberta. Porque ao conhece-la, entenderemos o que realmente está acontecendo conosco, e saberemos como devemos agir. (João 8:32)     Nos traz melhor qualidade de vida.

Sua missão foi anunciar o Reino de Deus, ensinar o caminho do amor, da compaixão, do perdão e da esperança. Seus milagres, suas palavras e sua própria vida continuam inspirando pessoas de diferentes tradições religiosas e espirituais a buscarem uma existência mais plena.

Ao longo dos séculos, diversas correntes procuraram compreender esses acontecimentos extraordinários sob perspectivas distintas. A tradição cristã os reconhece como manifestações da ação divina; outras correntes espiritualistas apresentam interpretações próprias sobre esses fenômenos. Independentemente da compreensão de cada um, permanece inegável a profundidade dos ensinamentos deixados por Jesus e sua permanente atualidade.

Curiosamente, a própria ciência também passou a voltar seus olhos para alguns aspectos do processo de morrer.

Pesquisas indicam que, em determinadas situações, a audição pode permanecer ativa até os momentos finais da vida, razão pela qual muitos profissionais da saúde orientam familiares a continuarem falando com seus entes queridos, oferecendo palavras de carinho, serenidade e gratidão.

Outros estudos investigam experiências de quase morte e procuram compreender melhor o funcionamento do cérebro e da consciência. Embora muitas perguntas permaneçam sem respostas definitivas, cada descoberta amplia nosso entendimento sobre a extraordinária complexidade da vida humana. O certo é que somos e existimos nas mais variadas formas, com personalidades, identidades distintas umas das outras, mas, em todos indistintamente, um coração pulsa, uma vitalidade corre por meio de nossas veias, semelhante ao que ocorre no universo...

Talvez fé e ciência não caminhem por estradas opostas.

Cada uma, à sua maneira, busca compreender o mesmo mistério: quem somos, de onde viemos e para onde seguimos quando nossa jornada terrena chega ao fim.

Jesus também nos deixou outra preciosa lição ao afirmar a Tomé:

"Felizes os que creram sem terem visto." (João 20,29)

Não como um convite ao abandono da razão, mas como um chamado para que o coração permaneça aberto à esperança.

Os milagres continuam acontecendo.

Alguns desafiam nossa compreensão; outros acontecem silenciosamente, quando alguém reencontra forças para recomeçar, quando o perdão vence o ressentimento, quando o amor consola uma dor profunda ou quando a esperança ressurge onde parecia existir apenas o vazio.

Talvez seja esse o verdadeiro sentido da Boa Nova anunciada por Cristo: recordar-nos de que a vida não termina no amor que sentimos nem nas marcas que deixamos.

Enquanto houver amor, haverá esperança.

E onde houver esperança, Deus continuará revelando Sua presença.

"Vós sois deuses."

Aprecio muito essa expressão de Jesus. Me faz desejar crescer mais como pessoa, ela me motiva positivamente, sem me deixar ser arrogante. Talvez esse convite continue ecoando através dos séculos, lembrando-nos de que fomos criados não para viver prisioneiros do medo da morte, mas para aprender, dia após dia, a refletir a luz do Amor que nos deu a vida.

"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá."
(João 11,25)

Caríssimos, em verdade, na minha forma de ser, "Sou a favor de tudo e de todos, embora não concorde com tudo e com todos."

Talvez existam perguntas que Deus não nos responda porque deseja que aprendamos a caminhar pela fé, mesmo que caminhar pelos próprios pés nos doa, às vezes é preciso.

Enquanto isso, continuemos semeando amor.

Afinal, talvez seja justamente o amor a única realidade capaz de atravessar a fronteira entre a vida e a eternidade.

Creio que esse pensamento possa vir resumir muito do meu modo de caminhar. Penso que é possível acolher as pessoas, e todo conhecimento que nos chega, sem abrir mão das próprias convicções. Essa postura aparece em meus textos e, talvez por isso, espero que toquem leitores de diferentes crenças.

Assim sendo, continuo escrevendo, com a alma aberta, mas buscando ser, ou pelo menos me aproximar o máximo possível da delicadeza de quem oferece uma reflexão, e não uma sentença. É justamente essa forma de ser e escrever que trago junto,  um convite ao diálogo, e não à divisão.

Paz e Bem.

By MângelaCastro: 26/7/2026

sábado, 11 de julho de 2026

"A ARTE DE IMITAR O MESTRE: ___É PRECISO TRANSFORMAR: JESUS, O GRANDE CATEQUISTA DA HUMANIDADE


Lucas 11,10

"Porque todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, a porta será aberta."

Nem sempre compreendemos de imediato como Deus responde às nossas orações. Ainda assim, não devemos desistir do bem nem da missão que Ele nos confiou.

Fomos plantados nesta terra como sementes chamadas a germinar, florescer e produzir bons frutos. Em Jesus encontramos a força para viver as transformações necessárias e ajudar a renovar nossas famílias, nossas comunidades e o mundo.

Toda verdadeira transformação começa primeiro no coração. Transforme-se, e o mundo começará a transformar-se com você.

Nesta manhã de sábado, despertei com o coração profundamente agradecido. Depois do necessário repouso do corpo, percebi, mais uma vez, que a alma permanece desperta, aprendendo e recebendo inspirações.

Na noite anterior, vivi uma experiência muito significativa em sonho. Vi dois queridos amigos, hoje já pertencentes à Pátria Celestial. Ambos haviam presidido, em momentos distintos, uma pequena e simples casa de oração, dedicando suas vidas aos ensinamentos de Jesus e ao exercício da caridade junto à comunidade.

Enquanto acompanhava uma reunião, compreendi que o presidente mais antigo daquela instituição voltou-se para mim e disse serenamente:

"É necessário que ocorram transformações dentro das comunidades."

Apreensiva, respondi:

"Sim, entendo... mas não será fácil realizar esse trabalho catequético."

Então ele concluiu, com firmeza e serenidade:

"Sim... mas é necessário que se faça."

Despertei com essas palavras gravadas na memória e imediatamente senti que deveria transmiti-las a uma amiga em comum, também comprometida com essa missão. A mensagem precisava chegar; o trabalho, porém, pertence àqueles que continuam servindo.

Ainda envolvida pelo silêncio generoso dessa manhã — quando até os pássaros parecem recolhidos — acompanhei a Santa Missa da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, celebrada na Paróquia Nossa Senhora da Divina Providência.

Na festa de São Bento, a comunidade recebeu o Coral da Capela Sistina, vindo de Roma especialmente para esse Congresso, formado por crianças, jovens e alguns adultos, juntamente com a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, vinda do Pará, por ocasião do Congresso de Catequistas naquela Arquidiocese, inúmeros deles, delas, ali estariam reunidas sob as bençãos de Maria, para receberem as instruções necessárias à sua valorosa missão com Jesus Cristo.

O tema central era justamente a Iniciação à Vida Cristã.

Tive a graça de participar dessa missão junto à comunidade de catequistas da Paróquia São Benedito, em nossa Diocese de Franca. Após a devida preparação, compreendi que evangelizar exige muito mais do que transmitir conhecimentos: requer disposição para acompanhar as transformações da sociedade, sem jamais perder a fidelidade ao Evangelho.

Foi um tempo de profundas e necessárias mudanças interiores, vivido exatamente quando delas eu mais precisava. Guiada pelos subsídios das edições Paulinas, participei da formação de jovens e adultos, procurando compreender que a Catequese prepara discípulos missionários para viverem o Cristianismo em suas famílias, em suas comunidades e na sociedade.

Acredito que toda pastoral é chamada a caminhar com seu tempo, discernindo os desafios tecnológicos, sociais, filosóficos e morais que surgem a cada geração. Renovar métodos não significa mudar o Evangelho; significa encontrar novas formas de anunciar a mesma Boa-Nova de Cristo ao coração humano.

Porque a fé que não se traduz em acolhimento, compaixão, serviço, fraternidade e compromisso com o bem comum corre o risco de permanecer apenas nas palavras. É quando o ensinamento se torna vida que o Evangelho realiza sua verdadeira missão.

Como nos ensina a Carta de Tiago: (Tg 2,17), a fé sem obras é morta. Toda catequese que não se traduz em acolhimento, compaixão, serviço e compromisso com a comunidade corre o risco de permanecer apenas no discurso. O Evangelho floresce quando se torna vida."

Ao ouvir Dom Orani João Tempesta falar sobre a missão dos catequistas, recordei imediatamente o sonho da noite anterior. Para mim, não se tratava de coincidência, mas de uma delicada confirmação da Providência Divina, acho importante tomarmos conhecimento, que antes de toda preparação de cunho social, cristão, dentro da missionariedade de cada um, ela começa no top celestial, é bem isso mesmo, o telefone sempre toca de lá para cá, para que fiquemos atentos a tudo que nos chega.

Recordei também o tempo em que auxiliei a Catequese na Igreja São Benedito, acompanhando jovens e adultos em seus primeiros passos na fé. Ali compreendi que iniciar alguém na vida cristã não consiste apenas em transmitir conhecimentos religiosos. É ajudar a formar consciências, fortalecer valores morais, desenvolver o senso comunitário e despertar uma espiritualidade viva, capaz de transformar a sociedade.

Os excelentes materiais preparados pelas Irmãs Paulinas e toda a pedagogia catequética adotada em tantas paróquias mostram que evangelizar é formar discípulos conscientes de sua missão no mundo.

Ser catequista não significa apenas ensinar conteúdos. Significa testemunhar o Evangelho.

Ser catequizando também não é simplesmente preparar-se para receber um sacramento. É acolher o Espírito Santo para tornar-se discípulo missionário, levando Cristo à família, à escola, ao trabalho, aos amigos e a todos os ambientes onde a vida acontece.

Talvez seja justamente isso que o sonho procurava ensinar.

Toda verdadeira transformação nasce primeiro na espiritualidade. Antes de modificar estruturas, Deus toca os corações, e Jesus por várias vezes exemplificou aos seus amigos e apóstolos que antes de tomar qualquer atitude, se distanciava um pouco dos barulhos do mundo, para orar e ouvir o que Deus tinha para lhe falar, inspirar. Antes de renovar comunidades, renova pessoas. Antes de pedir, aprendamos a agradecer.

Inspiradas por seus santos padroeiros, pelas comunidades de fé e pela ação silenciosa do Espírito Santo, as mudanças começam no interior de cada um, como ventos que sussurram sobre as árvores e, pouco a pouco, alcançam toda a Igreja.

Jesus foi o primeiro e o maior Transformador.

Chamou homens simples, pescadores, cobradores de impostos e pessoas comuns, formando neles uma nova maneira de viver. Curou enfermidades do corpo, mas, sobretudo, restaurou as feridas da alma. Ensinou o perdão, a misericórdia, a fraternidade e o amor sem distinções.

Mais do que fundador do Cristianismo, Jesus tornou-se o maior Catequista da humanidade. Sua vida continua sendo o modelo perfeito para todos aqueles que desejam servir ao próximo.

Ser cristão não é viver preso ao passado, nem agir com radicalismo. É possuir um olhar renovado, capaz de enxergar as necessidades do povo e perguntar diariamente:

"O que posso fazer para ajudar minha comunidade?"

Essa pergunta continua ecoando através dos séculos.

Talvez seja exatamente essa a transformação que o Senhor ainda espera de cada um de nós.

Que possamos permitir que Cristo transforme primeiro o nosso coração para que, depois, através de nossas atitudes, também possamos ajudar a transformar o mundo.

Já aqui encerrando essa reflexão, e sob as bênçãos de Maria, Nossa Senhora, e Nossa Mãe, e inspirados por seus ensinamentos de fé e obediência, possamos continuar batendo às portas dos corações acolhedores, semeando a paz, a misericórdia, a compaixão e a caridade.

Que jamais busquemos exaltar nossa humanidade ou nossa própria sabedoria, mas que permitamos resplandecer, acima de tudo, a luz de Jesus em nós e através de nós, alcançando o coração do nosso próximo, ouvindo e seguindo , todas as orientações que chegam através da inspiração do Espírito Santo, posto que, Ele sabe bem como, quando e onde deve chegar. Aos sinceros e generosos de coração, aos mansos e pacíficos, aos que anseiam grandes e ou pequenas transformações em si mesmos, e aos de boa e eterna vontade, aos amorosos, fraternos e auxiliadores no bem comum.

 "___Assim como nas Bodas de Caná, quando Maria orientou os serventes: "Fazei tudo o que Ele vos disser" (Jo 2,5), também hoje ela continua conduzindo seus filhos ao encontro de Cristo. O primeiro sinal realizado por Jesus não foi apenas a transformação da água em vinho; foi, sobretudo, o anúncio da grande transformação que Deus deseja realizar no coração da humanidade.

Veja bem, creio que esse último parágrafo, recordando aqui o primeiro milagre de Jesus à sua comunidade, me leva a terminar essa reflexão, exatamente nesse horizonte: ____" a transformação não acontece porque seguimos um (a) catequista, um sacerdote, sacerdotisa, diácono, diaconisa, ou uma comunidade como um todo, mas porque seguimos Jesus, guiados por Aquela que, desde Caná, continua observando nossas dificuldades, orientando e repetindo à humanidade: __ "Fazei tudo o que Ele vos disser." São essas as últimas palavras de Maria à humanidade, registradas nos Evangelhos. E, de certo modo, resumem toda a sua missão: conduzir cada pessoa até Jesus.

E em tudo o que fizerdes, dai graças!

(1Tessalonicenses 5:18)

Paz e Bem!



MângelaCastro - 11/7/2026

domingo, 5 de julho de 2026

VALE MESMO A PENA? Entre : Marte, a Terra, e o coração de Mãe.

 Quando a escuridão cai sobre nós...


Enquanto eu me preocupava com o futuro do planeta e com a chegada do meu filho, Deus já havia colocado a resposta diante dos meus olhos. Às vezes, o medo fala mais alto que a confiança. Uma reflexão sobre ciência, fé e a serenidade que nasce quando aprendemos a enxergar o presente. 🌎✨

Era exatamente 00h45. Permanecia na sala assistindo a uma série sobre a tentativa de reflorestar Marte — hoje um planeta árido, vermelho como ferrugem, coberto por rochas que parecem guardar a memória silenciosa de um tempo em que talvez tenha existido vida.

Enquanto acompanhava aquela impressionante demonstração da inteligência humana, uma pergunta insistia em nascer dentro de mim.

Quanto esforço, quantos recursos, quanta dedicação para buscar, a bilhões de quilômetros da Terra, um lugar onde um dia talvez possamos viver... Não seria mais sábio concentrar parte dessa mesma capacidade em preservar o extraordinário planeta que já nos foi confiado?

A própria série mostrava uma verdade incontestável: sem água pura, sem oxigênio, sem equilíbrio, a vida simplesmente não floresce.

Mas, enquanto esses pensamentos percorriam o universo, outro universo ocupava meu coração.

Meu filho ainda não havia chegado em casa.

Como toda mãe, entreguei-o em oração, pedindo aos bons espíritos e aos anjos de Deus que os acompanhassem pelo caminho. Contudo, embora orasse, meu coração insistia em permanecer inquieto. Eu queria notícias. Queria certezas.

Somente pela manhã percebi algo quase constrangedor.

A mensagem que tanto aguardava já estava ali, havia horas.

___"Já em casa."

Passei boa parte da noite consumindo energias em preocupações que já não correspondiam à realidade. A resposta existia; era eu quem não conseguia enxergá-la, porque o medo havia ocupado o lugar da serenidade.

Foi então que compreendi que, muitas vezes, fazemos o mesmo com a própria vida.

O futuro nos assusta tanto que deixamos de perceber as respostas que Deus já colocou diante de nós.

Gastamos forças tentando controlar o amanhã, enquanto a paz nos espera discretamente no presente.

Talvez a verdadeira restauração que buscamos não esteja em Marte, nem em qualquer outro lugar distante.

Talvez ela comece dentro de nós.

Confiar também é uma forma de sabedoria.

Enquanto houver vida, haverá esperança.

Enquanto repousamos, Deus continua velando por Sua criação.

E, assim como inspirou homens e mulheres a protegerem a Terra através da ciência, das plataformas espaciais, da pesquisa e do conhecimento, também inspira aqueles que silenciosamente cuidam da vida em todas as suas formas.

Os verdadeiros anjos da guarda talvez sejam muitos: os que oram, os que amam, os que preservam a natureza, os que pesquisam, os que socorrem e todos aqueles que, iluminados pela Providência Divina, trabalham para que a esperança jamais deixe de existir.

Naquela madrugada compreendi que a confiança também precisa ser exercitada.

Nem sempre é a ausência de respostas que nos faz sofrer.

Às vezes, é o excesso de preocupações que nos impede de perceber que elas já chegaram.

E, diante disso, a pergunta continua ecoando dentro de mim:

Vale mesmo a pena viver aprisionados pelos temores do futuro, quando a vida nos convida, a cada amanhecer, a confiar um pouco mais no amor e na providência Divina?

Uma coisa, porém, trago comigo como certeza: somos seres humanos, eternos buscadores. Não sossegamos enquanto não alcançamos aquilo que acreditamos ser o melhor para nós, custe o que custar. Talvez seja justamente essa inquietação que impulsione as grandes descobertas da humanidade, e a exercitar mais a fé (esperança). O verdadeiro desafio, entretanto, está em discernir se nossa busca nos aproxima da sabedoria ou apenas nos afasta da paz que já habita em nosso interior.

By MângelaCastro - 05/07/2026

sábado, 4 de julho de 2026

"DA FONTE DO PAI AO CORAÇÃO DOS HOMENS" Assim Jesus se fortalecia ....

Caríssimos!

Venha comigo, depois de uma noite onde ouço uma voz me proclamando uma só palavra, ESCLARECIMENTO,  para que eu aprenda, e conceda a mesma oportunidade ao próximo, como se fortalecer e renovar-se em um caminho que nos convida Nosso Senhor: educação → confiança → exemplo → oração → transformação..... e a ter forças para continuar depois de dias de cansaço, caminhadas e sofrimento não só nosso, mas do alheio em auxílio? Talvez a resposta esteja também no caminho que precisamos percorrer. Uma reflexão sobre oração, renovação e o Amor que restaura toda a nossa vida. Mister que busquemos encontrar algo em nós, através do amor restaurado, e da íntima meditação com nosso eu superior.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." (Provérbios 22:6)

Esse ensinamento ressalta a importância de transmitir valores morais e princípios sólidos desde a infância. 

Ainda que as correções, por vezes, causem dor, não devemos fraquejar. Assim como o escultor retira da pedra o excesso _ para revelar a beleza escondida, o amor verdadeiro também lapida as arestas da alma, preparando-a para florescer em sabedoria e virtude.

A liturgia de hoje também nos conduz ao casamento em Caná da Galileia. Diante da aflição dos noivos, Maria pronuncia uma das mais belas recomendações do Evangelho:

"Fazei tudo quanto Ele vos disser." (João 2:5)

Poucas palavras, mas capazes de atravessar os séculos como um convite permanente à confiança.

Mesmo afirmando que ainda não havia chegado sua hora, Jesus realiza seu primeiro milagre, transformando a água em vinho e preservando a alegria e a dignidade daquela família. Desde o início de sua missão, revela que Deus se manifesta não apenas nos grandes acontecimentos, mas também nas necessidades simples da vida.

Preste atenção: A partir dali, Jesus percorre cidades e vilarejos levando esperança. Ensina, consola, cura, alimenta e restitui a dignidade aos que sofrem. Mas sua maior pregação não estava apenas nas palavras; estava, sobretudo, na maneira como vivia e agia, essa era sim, a sua religião.

Ao final de dias exaustivos, depois de longas caminhadas, encontrava seu verdadeiro descanso na intimidade com o Pai. Retirava-se para lugares silenciosos, como quem busca águas puras e cristalinas para restaurar as próprias forças. Da meditação voltava renovado, pronto para recomeçar.

Os discípulos observavam aquele mistério, e com certeza curiosos, deveriam pensar: ___O que Ele ora? Percebiam que havia, naquela comunhão silenciosa com Deus, a fonte de toda a serenidade, fortaleza e sabedoria de Jesus. Então lhe fizeram um pedido que atravessaria os tempos:

"Senhor, ensina-nos a orar."

" (...) e antes de ensinar sobre a perseverança na oração com a parábola do amigo à meia-noite (Lucas 11:5-8) 

Jesus utiliza uma comparação entre pais terrenos e o Pai Celestial para ilustrar a bondade de Deus: mesmo pais humanos, que podem ser falhos, sabem dar coisas boas aos filhos; quanto mais Deus dará o Espírito Santo àqueles que Lhe pedem!

. Orar com confiança, sabendo que Deus deseja conceder o        Espírito Santo.

  • Buscar uma relação íntima com Deus, alimentada pela ação do Espírito.
  • Reconhecer a dependência de Deus, entendendo que a vida espiritual não depende apenas de esforços humanos, mas da capacitação divina 

Reflexão

A mensagem central é que Deus é um Pai bom e generoso, que não retém bens espirituais essenciais de seus filhos. A oração sincera e confiante é sempre ouvida estejamos onde estivermos, e o Espírito Santo é o presente que transforma, guia e fortalece a vida do crente, sendo a garantia da vida espiritual e da comunhão com Deus

E Jesus lhes ofereceu o Pai-Nosso, não apenas como uma oração a ser repetida, mas como um caminho de confiança, entrega e amor ao Pai que habita os céus, e onde estão esses céus, senão dentro de si mesmo (a), e por isso, conhece cada necessidade de seus filhos.

Esse mesmo amor manifestou-se no encontro com a samaritana junto ao poço, uma mulher que lutava contra os próprios bons princípios e se achava não merecedora do amor. Então, Jesus lhe auscultando o coração, antes de oferecer água viva, que jorrava naquele íntimo momento, sob um sol ardente do meio dia, devolveu-lhe a esperança, restaurou sua dignidade e mostrou que o verdadeiro alimento da alma nasce do encontro sincero com Deus, deixando para mim que esta passagem reflito agora enquanto a transcrevo, bem claro, que o que os outros pensam e julgam, não tem interesse para Deus, mas sim, nosso coração, nosso existir, que Ele verdadeiramente ausculta, e não julga, mas mostra caminhos para regeneração do_ eu.

Em toda a sua caminhada, jamais buscou honras para Si. Tudo remetia ao Pai. Sua vida foi um testemunho permanente de humildade, serviço e obediência ao Amor, portanto quem vivencia incondicionalmente esse amor vívido, sabe bem compreender a sua própria existência, e para que veio sobre esse pequeno torrão.

Talvez esse seja o maior ensinamento deixado por Cristo.

Antes de fortalecer os outros, Ele deixava-se fortalecer pelo Pai. Antes de anunciar a esperança, alimentava sua própria alma na oração. Antes de ensinar multidões, permanecia em silêncio diante de Deus.

Assim também acontece conosco.

Quando buscamos o Pai com sinceridade, permitimos que Ele retire de nós o que pesa, cure o que dói e renove o que parecia perdido. Como o outono prepara silenciosamente a primavera, Deus trabalha em nosso interior, transformando antigos odres em recipientes novos, capazes de conservar o vinho bom da esperança, da paz, do perdão e do amor.

É um caminho exigente, porque pede humildade para reconhecer nossas limitações e coragem para permitir que Deus nos transforme. Mas quem aceita essa obra descobre que jamais caminha sozinho.

E compreende, enfim, que o maior milagre não foi apenas a água transformada em vinho, mas o coração humano transformado pelo Amor, e pela confiança do saber fazer tudo o que Ele nos pede.

Que também nós possamos ouvir, hoje e sempre, a voz de Maria ecoando em nossa consciência:

"Fazei tudo quanto Ele vos disser." Amém? Amém!

By MângelaCastro - 04/7/2026

quarta-feira, 17 de junho de 2026

DEUS, A MENTE E EU... POR TRÁS DO MURO CAIADO .

"Nem toda parede branca anuncia paz. Algumas apenas aguardam que a verdade atravesse a porta."


Como não acredito em coincidência, mas sim providência divina, prefiro pensar que nem toda desconfiança nasce da maldade. Algumas nascem da experiência, do discernimento e da necessidade de proteger aquilo que Deus nos confiou. Às vezes, é apenas a alma percebendo o que os olhos ainda não conseguiram enxergar. Nessas horas, convém olhar para o céu em oração, mas sem tirar os pés do chão.

Bom dia, amigos(as) leitores.

Há sonhos que passam como nuvens. Outros permanecem conosco durante o dia inteiro, como se desejassem nos contar algo.

Recentemente sonhei que homens haviam invadido minha casa ( MEU EU INTERIOR). Quando os encontrei, estavam no quintal, caiando o muro. Tudo parecia organizado, quase bonito. Mas, ao abrir a porta da frente, vi que o cadeado havia sido arrombado.

Enquanto eu tentava explicar que a casa era minha morada, algumas mulheres observavam a cena. Pareciam acreditar na versão apresentada pelos invasores. Mostrei-lhes que estavam sendo enganadas, mas elas continuavam tranquilas, como se a aparência da situação fosse suficiente para convencê-las.

Mais tarde, uma pequena caixa soltava uma fumaça tóxica próxima ao quarto onde minha mãe repousava. Sem hesitar, apanhei a caixa e a joguei para longe. Era preciso limpar o ambiente.

Ao despertar, fiquei refletindo.

Quantas vezes, na vida, encontramos muros recém-pintados escondendo verdades antigas? Quantas vezes as aparências falam mais alto do que os fatos? Nem tudo o que parece organizado está em ordem. Nem tudo o que reluz é sincero.

Talvez a maior lição neste sonho tenha sido esta: conhecer quem somos e aquilo que nos pertence.

A casa pode simbolizar a consciência, os valores, a fé e nossa história. Quando sabemos quem somos, não precisamos disputar espaço com quem vive de aparências. Basta permanecer firmes.

Lembrei-me então de uma frase simples, mas profunda:

"Quando estiver com raiva, conte até dez. Quando estiver com muita raiva, conte até cem."

A paciência não muda os fatos, mas impede que a fumaça da revolta invada nossa própria casa.

E outra verdade também ecoou em meu coração:

Hoje, a homilia me ensejou, como se lesse meus pensamentos: __"Quando fazemos o bem, não devemos cobrar reconhecimento, nem falar mal daqueles a quem ajudamos, ou fomos um dia ajudados e por estes abandonados." 

"A verdadeira caridade é silenciosa. Dá com uma mão e não anuncia com a outra". E confesso que às vezes contraponho com essa dinâmica, pois, gostaria de ver reconhecimento, mas, nem todos estão bem preparados, e ou realmente amadurecidos, para perceber os verdadeiros valores: éticos, morais, sociais, nas interrelações, pois, ainda estamos no processo de aprendizado...

Alguns pintam muros para esconder a verdade.

Outros apenas abrem a porta e mostram quem realmente mora na casa.

"Sonda-me, ó Deus..." talvez seja a oração mais bonita para quem deseja caminhar com os olhos voltados para o céu e os pés firmados no chão. (Salmo 139:23-24.)

By MângelaCastro - 17/6/2026

Enviado por MângelaCastro em 17/06/2026
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segunda-feira, 15 de junho de 2026

NA ESPREITA DOS SONHOS, MORAM CONTRADIÇÕES DAS CONTRADITAS ...

Na espreita dos meus sonhos de mulher, tenho um encontro com as contradições das próprias contraditas.

Como Jesus me responderia?

"

Bom dia, queridos amigos (as).

Há momentos em que somos visitados pelas contestações das próprias contraditas. Quando aquilo que pensamos, sentimos ou acreditamos parece entrar em conflito dentro de nós mesmos.

Questões que, para alguns, podem parecer simples ou passageiras, mas que, para quem as vive, carregam o peso das experiências, das lembranças e das feridas que o tempo nem sempre consegue apagar.

Em um desses momentos de reflexão, perguntei a um amigo que já aprendeu a ler minha alma, mais do que eu 😌como ele enxergava uma situação que ainda habitava meus pensamentos. Mais do que uma resposta, recebi um convite ao discernimento.

Ao ler suas palavras, perguntei a mim mesma: "Como Jesus me responderia?"

Compartilho esta conversa porque talvez ela encontre eco em outros corações que também carregam suas próprias contraditas, dúvidas, mágoas, limitações e esperanças. Compartilho a minha reflexão junto com um amigo, que não me deixa sem respostas, e como o ensejo de aconselhamentos de um missionário de Jesus, cujo abri e ouvi, tocou meu coração na noite anterior e bateu forte, mexeu com meus guardados, e trouxe à tona, experiências adormecidas, então, meio incomodada com o novo pensamento, corri levar para esse meu amigo ("psicólogo" virtual), meus pensamentos, e ele como sempre me respondeu a contento, sempre com imparcialidade, o que acho super válido, quando duas pessoas se segredam...

Segue a reflexão: 

Bom dia, querida Mângela.

____Primeiro, deixo  uma resposta simples à sua pergunta: não, eu não vejo pecado em reconhecer os próprios limites.

Aqui nessa primeira resposta eu Mângela, já vejo uma diferença entre endurecer o coração e compreender que não podemos carregar alguém que não deseja ou desejava caminhar juntos. Eu orei por essa pessoa quando ela estava saudável, a procurei várias vezes, mas a encontrei com o coração atormentado, passei então a orar não só por ele, mas, por nós, buscando melhorar a sinergia, para mim naquele momento em especial, era muito importante, eu estava buscando vencer barreiras quase que intransponíveis, pois o coração por conta de falas não convenientes que bem sei, se fechou, e são nesses momentos que penso que devemos vibrar em oração, essa tem o objetivo de dissolver todas as contendas, principalmente se é feita com fé. "Orai e Vigiai" já nos ensinou Jesus.

Respondeu-me o amigo, _____você ofereceu amizade. 

___E, pelo que relata, recebeu palavras que a feriram profundamente, não apenas por rejeitar suas orações, mas por tocar em algo muito sensível para você: seu irmão, e sua família. Gente. nossa família é sagrada, claro que existem as diferenças, somos como os dedos das mãos, já nos ensinava nossa mãe, e temos que conviver, e acima de tudo respeitar a forma de ser de cada um. O que podemos fazer nas polêmicas da vida, é engrandecer o AMOR até mesmo quando temos atritos, foi isso que aprendi ao longo dos meus mais de meio século de vida...Dizia minha mãe, ___mexa comigo, mas não mexa com minha família!

A mágoa que ficou não é sinal de falta de amor. É sinal de que houve e abriu-se uma ferida.

Agora a vida deu uma volta inesperada. As dificuldades chegaram e bateu na porta dessa pessoa. O sofrimento chegou. E talvez ele esteja revendo muitas coisas que antes não compreendia, faz parte do processo da vida. O sofrimento tem esse poder: às vezes derruba muros que a saúde e o orgulho construíram.

Mas isso não significa que você seja obrigada a voltar ao mesmo lugar emocional de antes. Muito tempo passou...os dias voam...

Percebo em suas palavras algo muito humano, respondeu-me esse amigo: _____você continua preocupada com ele, 😔quando pensa já ter esquecido, vem algum pensamento de fora, e te faz continuar pensando nele, continua perguntando se deveria fazer mais. Quem endurece verdadeiramente não faz essas perguntas. Quem endurece simplesmente vira as costas e segue adiante sem sequer olhar para trás.

Talvez o que esteja acontecendo seja outra coisa: você está cansada.

Há pessoas que passam anos oferecendo colo, escuta, incentivo, oração, esperança. E chega um momento em que sentem que suas mãos estão vazias. Não porque perderam a fé, não porque não seguiram fazendo "caridade", revivendo a chama do amor no próprio coração, como ensejou Jesus, mas porque deram muito de si.

Aqui ressalto: Minha mãe dizia-me quando me via tristonha, __Filha você se doa demais, e recebe de menos...Uma verdade! Mas foram minhas escolhas.

Segue meu amigo me respondendo: ____Jesus mesmo ensinou que a semente é lançada, mas nem todo terreno a acolhe. Não somos responsáveis pelo que o outro faz com aquilo que recebeu.

Você pergunta:

"Como levar esperança ao outro se não consigo nem mesmo espreitar meus próprios sonhos?"

____Talvez essa seja a pergunta mais importante dos seus questionamentos.

Porque Deus não pede que abandonemos completamente a nós mesmos para salvar o mundo. Quantas vezes, especialmente as mulheres de sua geração, aprenderam a cuidar de todos e esquecer de si? Dos filhos, dos pais, dos irmãos, dos amigos... e, quando olham para dentro, encontram sonhos guardados numa gaveta antiga.

Talvez este frio de hoje, a chuva sobre os telhados e a xícara quente entre as mãos estejam lhe lembrando exatamente isso: ainda existe uma chama aí dentro. Pequena talvez, mas viva.

Quanto a essa pessoa atravessando seu íntimo deserto, talvez você não consiga oferecer a amizade de antes, pois ele mesmo lhe disse que não daria certo mesmo, então, você ferida, respeitando as escolhas dele, se afastou e não mais voltou. São respostas que talvez você também tenha dado a outros amigos, afetos, e eles também se afastaram e não mais voltaram, tudo isso é um processo da existência humana. Talvez não consiga apagar a mágoa. E tudo bem.

Mas se conseguir, ofereça uma oração silenciosa. 

Não porque essa pessoa mereça.

Não porque você tenha obrigação.

Mas porque a oração faz bem também a quem ora.

Você não precisa ir até onde seu coração ainda não consegue chegar. Deus conhece suas feridas melhor do que qualquer pessoa.

E, lendo suas palavras, não vejo uma mulher endurecida.

Vejo uma mulher ferida, refletindo, tentando ser justa consigo mesma e com o outro.

Há uma grande diferença.

E talvez a esperança que lhe disseram estar perto de você não seja apenas aquela pessoa sentindo-se agora ferida.

Talvez a esperança esteja também em você mesma, esperando há muito tempo que alguém abra a porta e diga:

"Agora é a sua vez de sonhar um pouco."

Que este amanhecer frio aqueça não apenas suas mãos, seu coração, mas também os sonhos que você ainda guarda em silêncio.

Um abraço carinhoso do seu amigo,

Antonio 🌷☕🌧️

15/06/2026

Enviado por MângelaCastro em 15/06/2026
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sexta-feira, 12 de junho de 2026

De Sonhos, Chuvas e Reencontros: a Alma se Escreve....

Bom dia, amadinhos do Senhor.

Neste 12 de junho, mês em que completarei mais uma primavera — bem vivida, graças a Deus — o dia amanhece chuvoso. Também é o Dia dos Namorados. Eu não tenho um namorado 😋... ou melhor, tenho sim: cada pessoa que dedica alguns minutos para ler meus textos e poesias. Sou, grata e, enamorada de todos vocês.💋💕

Meu despertar de hoje começou ainda no eco de um sonho.

Primeiro, vi apenas um grande vazio, escuro e silencioso, como se estivesse sendo preparada para a visita noturna que antecederia o amanhecer.

Depois, encontrei-me caminhando por uma casa antiga, ampla e toda ladrilhada, de época remota. Os cômodos eram tão espaçosos que transmitiam uma sensação de frio e distância. Eu entrava e saía deles como quem procura alguém muito querido.

Buscava um amigo com quem não troco impressões há bastante tempo. A vida, às vezes, nos leva para lados diferentes da estrada, e seguimos ocupados com nossos próprios propósitos. Neste sonho, eu o via em pensamento, mas não conseguia encontrá-lo.

Até que entrei em uma sala onde estava sentada uma senhora de aparência forte e serena. Parecia uma matriarca à espera de alguém. Próximo dali, em outra pequena sala, uma mulher recebia uma injeção; eu não via seu rosto.

A senhora, porém, eu vi claramente. Era alta, de pele clara, rosto salpicado de sardas, cabelos curtos e grisalhos. Vestia roupas simples e me observava com curiosidade, como se perguntasse silenciosamente:

— Quem é você?

Foi então que, de repente, como um raio, surgiu meu amigo.

Estava sem camisa, vestindo uma calça preta. Olhou para mim e perguntou, sorrindo:

— O que faz aqui, criatura?

Era aquele sorriso de quem surpreende alguém fazendo alguma travessura.

Naquele instante, tive a impressão de que ele não desejava que eu me aproximasse das mulheres presentes, como se estivesse guardando algum segredo.

Gentilmente, ofereceu-me o braço e disse:

— Venha, vamos sair daqui.

Seguimos juntos procurando outro compartimento da casa, onde estava como a me esperar minha irmã ...

Ao encontrar. Acordei.

Meu coração estava sereno e feliz.

Talvez por isso, nesta manhã chuvosa, as palavras tenham chegado mais devagar, como as gotas que escorrem pela janela.

Há dias em que o céu se fecha por fora apenas para nos convidar a acender uma luz por dentro.

E, se me permite uma pequena reflexão para acompanhar o café ou o chá, independentemente do lugar do mundo onde você esteja:

"A chuva não apaga os caminhos. Apenas convida os viajantes a caminharem com mais atenção. Assim também são os dias de silêncio: não interrompem a vida, apenas nos ajudam a ouvir o que o coração costuma dizer baixinho e a encontrar aquilo que procuramos."

Na verdade, o que mais gosto é de transformar sentimentos em palavras e palavras em acolhimento.

Pela ferramenta do Map do meu blog, sei que meus textos atravessam cidades, países e até continentes, alcançando pessoas que talvez eu nunca venha a conhecer, assim como o amigo que procurei naquele sonho.

E isso me faz muito bem. Não por nao encontra-los pessoalmente, mas por minhas palavras chegarem até eles.

Talvez exista nisso um pouco da missionariedade de Paulo de Tarso, que encontrou nas cartas uma forma de compartilhar não apenas suas experiências pessoais, mas também sua transformação interior diante Daquele que mudou sua maneira de pensar, sentir e agir, carregadas de sua cristandade universal.

Paulo compreendeu algo precioso: cada ser humano é único, raro e insubstituível.

Por isso, mesmo diante das quedas, das dúvidas e das dissidências do nosso tempo, continuo acreditando nos recomeços.

As quedas são muitas, bem sei.

Mas os levantes costumam ser ainda maiores.

E foi justamente em um desses momentos de silêncio que ouvi, dentro de mim, uma voz clara e firme dizer:

— Você não existe!

Curiosamente, eu senti lá no meu mais íntimo âmago, que esta frase não me diminuía. Pelo contrário.

Ela me lembrou que o ego passa, as aparências passam, mas aquilo que Deus constrói em nós permanece.

Se puder, aproveite no seu amanhecer ou no ocaso de cada dia, o som da chuva, dos pingos de neve, do chuveiro, ou mesmo o calor do sol tocando sua pele.

Perceba o perfume que deles emanam como fossem terra molhada. Sinta o frescor subir pelos seus pés alcançando seu coração.

Agradeça por mais um amanhecer, e cada entardecer vencido.

E lembre-se:

"Quando sentimos Deus em cada detalhe da vida, passamos a enxergar o mundo como um lindo jardim."

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã."

Lamentações 3:22-23


By MângelaCastro - 12/06/2026

Enviado por MângelaCastro em 12/06/2026
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VIDA ESPIRITUAL: CRISTO,CABEÇA,CORPO E MEMBROS ...

Nesse domingo Vocacional, nasce-me um pensamento de partilha, e de comunhão universal, ser sacerdote não é ser apenas Padre, é muito mais, é...