Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador #FéEConsciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #FéEConsciência. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de abril de 2026

🌿TIRADENTES, O "CRISTO CÍVICO": FOLHEANDO A VIDA DE TRÁS PARA FRENTE.🌿🌿🌿

"Nem sempre seguimos em frente às vezes, é voltando nas páginas da vida que nos encontramos".


Tenho um velho hábito… digo velho, porque caminha comigo desde a infância. Talvez desde os meus seis anos, quando fui alfabetizada — o que, para o meu tempo, já era quase um prenúncio.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

LIVRE PENSAR ... E CAMINHOS QUE AINDA NOS UNEM ...


Bom dia, caríssimos de Deus.


Pensando seriamente sobre esse versículo aclamado em João 3:3, dito pelo próprio Jesus- "é preciso nascer de novo", e também sobre amizades que fazemos ao longo de nossa jornada de vida, como Jesus fez...
“Não é sobre nascer do corpo… é sobre decidir renascer na alma.”

Entre certezas e diferenças, escolhemos algo maior: o respeito.
Nem sempre pensamos igual… mas ainda caminhamos juntas.
Talvez nascer de novo seja isso: aprender a recomeçar… sem precisar deixar de amar.
— Sabe… me desculpem, eu ainda estou aprendendo a ser mais breve em meus textos. Dizem que quem evolui consegue dizer muito com poucas palavras… então, acho que ainda estou no caminho.

— E isso não é ruim — respondeu a mim um dia um amigo de estudos —, às vezes o excesso também é sinal de quem sente demais.

— Pode ser… Hoje acordei muito impactada. Um versículo não saiu da minha cabeça: “É necessário nascer de novo.” (João 3:3)

— Forte isso. E o que você entendeu?

Eu entendo — Que não é sobre morrer… é sobre decidir viver diferente. Mudar por dentro. Ter coragem.

— Coragem… palavra difícil.

— Talvez seja isso que me veio no sonho esta noite. Eu via uma mulher, como uma atriz, diante de uma multidão. Sem dar muitas explicações, ela simplesmente se levantou de seu assento, e sob o olhar de surpresa dos que ali estavam, pegou sua mala branca, ficando bem evidente para mim que tudo assistia, "aquela mala branca" … e ia embora. Ela só disse, que seguiria outro caminho, com outra pessoa. Sem olhar para trás, saiu daquele recinto.

— E o que isso me disse?

— Atitude. Aquela decisão firme que a gente evita tomar. A vida pede isso da gente… mas a gente hesita.

— Concordo… a gente vai adiando mudanças.

— E foi curioso, porque ontem e hoje eu estava conversando com minha amiga… — e eu sorrindo comigo mesma — percebi como somos diferentes.

— Diferentes… mas ainda aqui.

— Sim. Nos conhecemos jovens, seguimos caminhos distintos, vivemos outras realidades… e agora, no entardecer da vida, nos reencontramos.

— Com ideias diferentes também — respondeu a amiga com leveza.

— Principalmente nisso. disse eu para ela, você mais definida, mais posicionada politicamente… eu já não consigo me prender a lados.

—Talvez se perguntasse: ___E isso nunca te incomodou?

— Não. Eu prefiro observar, analisar detalhes, gestos, olhares. Não me apego a discursos… observo atitudes. Sempre me pergunto: o que essa pessoa faz, de fato, pela vida das outras?

— Isso é justo.

— E acho bonito a gente poder discordar sem romper. Às vezes até nos afastamos um pouco… mas isso também faz parte.

— Faz. Porque pensar diferente também faz crescer.

— Exatamente. Isso me faz rever valores… me reposicionar.

(Pausa breve entre as duas, era noite e precisávamos repousar)

Um novo dia nasceu, e o diálogo continuou— E na sua fé, como ela via tudo isso? Pontos onde templos com sua riqueza, cobrem paredes, lhe incomoda —  segundo sua forma de ver, observar, analisar. Conclui, ____isso é discordante com o que pregam... Humildade, votos de pobreza.

— Ela com seu pensamento bem posicionado, me faz pensar muito em como Jesus se posicionou, Ele não se incomodava com os grandes palácios, seus reis, também com suas riquezas. Ele olhava para as pessoas, suas necessidades, analisava o seu íntimo, atravessando-lhe a alma, inteligente, era um visionário, eu diria de almas.

— Queria ser um provedor de novos caminhos, para os mais frágeis, principalmente.

— Sim. Ele foi justo, amoroso, firme quando precisava… mas nunca partidário. Ele ensinava pelo exemplo.

— Então, talvez minha amiga e você, me questione, então não acredita que Ele se encaixaria nesses lados que criamos hoje?

— Não. Eu O vejo acima disso. Como alguém que viveu a justiça de forma plena… sem rótulos.

— Ela em determinado ponto da conversa, concorda comigo em alguns pontos, dizendo que alguns Papas, que foi um dos temas de nosso diálogo, pois são líderes religiosos que dizem seguir e aplicar os ensinamentos de Jesus, tentam direcionar fiéis, não foram omissos e cegos, concorda ela, diante das misérias humanas, suas necessidades, mas para ela isso é pouco, é preciso mais …

— E penso mais… Ele Jesus, deixou algo muito claro: cada um responde pelas próprias obras. Ezequiel 18:30, aqui enfatiza a responsabilidade de cada um. Não pela herança dos pecados, ou posição social.

— Isso é forte.

— Muito. Porque tira de nós qualquer desculpa. Não é o que dizemos, nem o que aparentamos ser… é o que fazemos.

— E isso pode te levar a quê?

— A acreditar que a vida não termina aqui. Que ainda temos chances… de aprender, de corrigir, de evoluir.

— Você que me lê, e acompanha esse diálogo, acredita em recomeços?

— Eu em particular acredito. De alguma forma, acredito que a justiça divina é também misericórdia. Não faria sentido viver tudo isso… e não termos oportunidade de ajustar o que ainda não compreendemos.

— Nem todos pensam assim.

Mas Jesus, morreu, e veio nos atestar, confirmar presencialmente que Ele venceu a morte e por isso VIVE!

— Eu sei disso, e acredito na história de vida de Jesus apartidário. E respeito o pensamento de minha amiga. Cada um entende conforme sua caminhada.

— Mas ela parece em paz com isso.

— Talvez não totalmente em paz… mas em busca dela, assim como eu. E talvez seja isso que importa.

(Pequeno silêncio… confortável)

Aqui recordo um padre, que no leito de dor de sua mãe, já partindo para a "Casa do Pai", contou ele que num dado momento, junto com sua irmã e sua mãe o silêncio foi derramado no quarto ... Talvez já tivessem dito o que tinha pra dizer, e naquele momento mister calarem-se ... refletir apenas! Agora, nada mais tinha pra se fazer, era momento de entregar-se a Deus.

— Então, no fim… o que fica?

— A responsabilidade de viver com verdade. De ter coragem de mudar quando necessário. De não se esconder atrás de ideias prontas.

— E de respeitar o caminho do outro.

— Sempre. Porque cada um está em um ponto da estrada.

— E todos seguimos… —  sei disso.

— Sim… todos seguimos. Cada um a seu tempo e jeito de ser.

 Nem todo recomeço é visível aos olhos.
Há nascimentos que acontecem em silêncio…
quando a alma decide não ser mais a mesma.

By MângelaCastro - 17\4\2026


segunda-feira, 9 de março de 2026

PREMIER — UMA PALAVRA NO AMANHECER DE UMA MULHER.

No Dia da Mulher, uma reflexão sobre dor, dignidade e o verdadeiro “primeiro lugar” no olhar de Deus.

Hoje amanheceu por aqui entre o morno e o quente.

O sol se esconde entre nuvens e os ventos marcam presença, balançando as folhagens de um lado para o outro.

E foi assim, em meio a esses pensamentos esvoaçantes da manhã, que uma palavra me visitou: premier.

Estranho, pensei.
Mas talvez não tanto.

Nada nasce por acaso neste mundo, e até as palavras que surgem no silêncio da manhã podem carregar pequenas sementes de reflexão.

Premier — primeiro, aquele que ocupa o lugar de destaque.

E então percebo como as mulheres têm ocupado, tantas vezes, os primeiros lugares nos noticiários.

Infelizmente, muitas vezes pelos motivos mais dolorosos: violência doméstica, desaparecimentos, tráfico de mulheres e o terrível crime do feminicídio.

Mesmo existindo leis de proteção, ainda há histórias que nos atravessam o coração.

Pedidos de socorro e sinais são feitos, o botão do pânico é acionado, e muitas vezes, quando a ajuda chega, encontra apenas um corpo estendido no chão. E tem também ocorrido suicídios, deixando um vazio na história do ente querido (a).

Algo ainda falha.

Na prevenção.
Na proteção.
Na estrutura que deveria alcançar essas famílias a tempo.

Mas há também outro primeiro lugar que merece ser lembrado.

O apoio de um amigo(a), um parente, dizendo num abraço forte: ___ Estou aqui, vou te ajudar nessa travessia, de conflitos!

E mais, o das mulheres que lutam por dignidade.
Das que retornam aos bancos acadêmicos já na maturidade da vida.
Das que surgem das periferias, e círculos de mulheres da alta e média sociedade, porque violência humana não escolhe lugar, e diante das divergências e diversidades, vão conquistando espaço "sui generis, algumas conseguem se reestruturar como nas letras, na ciência, na educação e na arte.

Mulheres que refazem suas rotinas, criam seus filhos, reinventam caminhos e seguem caminhando.

Mesmo em uma sociedade que ainda carrega resquícios de machismo, preconceito e racismo — muitas vezes silenciosos — elas continuam avançando.

E então lembro da forma como Jesus Cristo olhava para as mulheres em seu tempo.

Em uma sociedade que frequentemente as marginalizava, escravizava, e ou ainda seguem nesse contexto, Ele lhes devolvia respeito e dignidade.

Entre elas estava Maria Madalena, que encontrou em sua presença a restauração de sua vida e se tornou discípula fiel.

E também a mulher samaritana, no Evangelho de João, que buscava água ao meio-dia, quando famílias almoçavam, para evitar os julgamentos, e ataques da comunidade prosaica.

A ambas Ele ofereceu algo raro naquele tempo: acolhida, escuta, paciência e a possibilidade de recomeçar.

Talvez seja esse o verdadeiro premier no Reino de Deus:

não o primeiro lugar disputado diante do mundo,
mas o lugar onde a dignidade humana é restaurada.

E então me perguntei, neste amanhecer:

quantas mulheres silenciosas, que o mundo quase não vê,
já ocupam diante de Deus o verdadeiro primeiro lugar?

Hoje, portanto, não celebro apenas conquistas.

Celebro a nossa coragem como mulheres que continuam caminhando, aprendendo com a vida, trabalhando, educando seus filhos e reconstruindo suas histórias.

Porque muitas delas — mesmo sem saber —
já são premier no olhar de Deus.

E aqui deixo uma reflexão que talvez possa nos ajudar a pensar em caminhos melhores.

Por que, mesmo com leis protetivas e instrumentos de defesa e apoios multidisciplinares e religiosos, ainda vemos no meio de nós, famílias inteiras, porque sim, qualquer tipo de violência que um membro familiar sofra, desestrutura-se todo o clã, sendo vítimas de violência doméstica, e ou social, por preconceitos, perseguições, racismos, falta de acolhida, bullying, por conta daqueles que foram um dia, próximos, que caminharam lado a lado e tanto se amaram? Percebo que o amor foi transformado pelo desrespeito, insegurança, receios, o desespero toma conta. Um caminho verdejante, florido se transforma em um deserto árido

Que novos caminhos de prevenção, orientação e cuidado ainda precisamos construir para que relações que nasceram do amor não terminem em dor?

Alguns passos já começam a surgir no âmbito serviço social, quando a justiça encaminha companheiros que tornam seu cotidiano doméstico um caos de sofrimento, porque estes somam e estão no ranking da pirâmide estrutural social, para acolhe-los nos grupos de apoio psicológico, multidisciplinar, com o intuito de ajudá-los a compreender seus próprios conflitos e seguir adiante sem repetir a violência.

Talvez a verdadeira mudança comece dentro de cada relação humana.

Como nos enseja esse período quaresmal de conversão interior. Porque, como ensinou Jesus Cristo no Evangelho de Mateus:

Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles.”

Se essa simples regra encontrasse morada no coração das pessoas, talvez muitos lares deixassem de se transformar em campos de batalha.

E o amor, que um dia aproximou duas vidas, poderia ao menos conservar aquilo que nunca deveria se perder: O respeito.

By MângelaCastro - 8/3/2026

quarta-feira, 4 de março de 2026

🌿NÃO USE ROUPAS FEITAS DE LINHO E LÃ🌿...“ Calma meu povo! Vamos conversar sobre isto!"

 Quando a Lei Ultrapassa o Espírito!


DESPINDO ALMAS ...

Boa tarde filhos e filhas amadas de Deus. 

Antes de julgar o Oriente Médio, ou fazer sérias interpretações do que assistimos pelas redes televisivas, sociais, e ou internets particulares, é preciso entender ,tomar muito cuidado, com a história ali mostrada, nem todos tem dívidas, ou quer se endividar com o sistema, ou com o estrangeiro, como se julga, nem todas mulheres usam "burcas" uma vestimenta que cobre todo o corpo da mulher, deixando só uma fenda na altura dos olhos para enxergar, este uso é motivo de modéstia, proteção social, em determinadas comunidades mulçumanas, as quais muitas outras, como a nossa, "entende" como um sistema machista, patriarcal, preconceituoso contra as mulheres nessas sociedades, mas é a sua cultura educacional e religiosa que passa de pais para filhos, filhas, que buscam seguir sua religiosidade com rigor. 

Entre fé, cultura e poder, há muito mais complexidade do que imaginamos. 

Irã, Israel e a influência dos Estados Unidos: compreender não é concordar, mas é o primeiro passo para não repetir discursos simplistas. Uma reflexão cultural, histórica e espiritual sobre fé, identidade e radicalização.

Há leis na Bíblia que, ainda lidas hoje, nos causam estranhamento.

“Não usarás roupa de linho misturada com lã.” ( como assim?)

Esse versículo está lá em Deuteronômio 22:11-12:

Durante séculos, muitos interpretaram esse mandamento como regra literal. Mas, no contexto antigo do povo conduzido por Moisés, tratava-se de algo maior que tecido: era identidade. Era preservação cultural em meio a povos distintos. Separar era sobreviver.

Com o tempo, o cristianismo, à luz de Jesus Cristo, compreendeu que a Lei não era prisão, mas mesmo assim, Ele disse que trouxe espada, não paz, isto claro, por conta da rebeldia e falta de entendimento de seu povo, falta de interpretação correta da lei, quando deixa bem claro, que não veio matá-la (a lei) mas cumpri-la, das regras impostas, e isto bem sabia que traria divisões entre os clãs familiares, o que Jesus trazia realmente era, pedagogia, era e é sinônimo de liberdade. O centro deixou de ser o fio da roupa e passou a ser o fio do coração. (Mateus 10:34)

O problema surge quando toda tradição deixa de ser caminho e passa a ser muro.

No Oriente Médio, região onde nasceram as grandes religiões monoteístas, cultura e fé sempre caminharam juntas. No caso do Irã, após a Revolução de 1979, estruturou-se um modelo em que religião e Estado permanecem profundamente interligados. Para muitos iranianos, isso representa continuidade histórica e identidade espiritual. Para outros, especialmente jovens e mulheres, há o desejo de maior liberdade individual dentro do próprio contexto cultural.

Já Israel carrega sua própria história milenar, marcada por perseguições, reconstrução nacional e conflitos territoriais complexos. A tensão entre Irã e Israel não é apenas religiosa; envolve segurança regional, alianças estratégicas e disputas geopolíticas.

Os Estados Unidos, por sua vez, exercem influência histórica na região, apoiando aliados, intervindo "diplomaticamente" ou "militarmente" conforme seus interesses estratégicos. Essa presença externa também impacta os equilíbrios locais e alimenta narrativas de resistência. Por isso em redes sociais e discursos, os EEUU na representatividade de seu atual Presidente, já alinhou que essa interferência nos conflitos internos junto ao oriente médio, pode demorar mais do que o esperado, para se chegar a uma resolução de comum acordo.

Onde entra o terrorismo nisso?

É fundamental distinguir: terrorismo que "amedronta" o mundo, não representa uma religião inteira nem um povo inteiro. Ele nasce de radicalizações políticas que utilizam discursos religiosos como instrumento de mobilização e poder. Trata-se de ideologia extremista, não da essência espiritual da fé de um povo.

Quando fé e poder político se fundem de maneira rígida, surgem tensões. Quando identidades se sentem ameaçadas, surgem radicalizações. E quando o diálogo se rompe, a violência encontra espaço.

Mas nada disso é simples.

Não é “Oriente contra Ocidente”.
Não é “bem contra mal”.
É história acumulada, traumas coletivos, interesses estratégicos e interpretações religiosas convivendo no mesmo território, quase que uma Torre de Babel contemporânea.

Como cristãos, precisamos maturidade, sabedoria e entendimento, para não aplicar versículos fora de contexto — nem julgar culturas inteiras por conflitos complexos.

Assim como a lei (regra) em Deuteronômio, do ___linho e da lã tinha um contexto específico, também as realidades do Oriente Médio precisam ser compreendidas dentro de sua história própria, suas características culturais, políticas e de religião.

A fé autêntica não é instrumento de intimidação.
Não é arma.
Não é bandeira de ódio.

Ela é caminho de consciência.

Talvez o maior erro humano não seja "misturar tecidos",
mas misturar medo com fé.

E quando aprendemos a distinguir símbolo de essência, tradição de absolutismo, identidade de radicalismo, amadurecemos espiritualmente.

O mundo precisa menos de julgamentos apressados
e mais de entendimento responsável.

Entre o "linho e a lã", um retirado da planta, outro dos animais (ovelhas, cabras, até camelos, tudo em benefício do homem, frio extremo das regiões desérticas), hoje em dia já se tosquia pensando no bem estar dos "bichinhos". 

Veja, bem: ___Entre o Oriente e o Ocidente, existe algo maior que as diferenças: a humanidade comum, a natureza: botânica, animal, existentes na terra, nos mares e nos céus, como um todo, que todos compartilhamos. Amém? Paz e bem é o que a todos convém.

By MângelaCastro - 4/3/2026


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

“ENTRE A RAZÃO E O CORAÇÃO: ____Qual dos 2 Lados Você Está Enxergando? A FÉ É PONTE, CONSCIÊNCIA E ABERTURA.

 “Antes de julgar, olhe, tente escutar o que o outro tem a falar, a mostrar. Toda história tem dois lados — e a fé nos pede discernimento, não pressa, nem tão pouco prejulgamentos.”

Desta feita, o politicamente correto é não nos precipitarmos em conclusões finais e ou julgamentos sem antes ver os dois lados da versão, toda história tem sua interpretação ...

Pois bem:

Neste fim de semana, veiculou pela internet, um vídeo envolvendo uma fala do Padre Zezinho, o vídeo para quem quiser ver e ouvir, está em minha página do face book, para meus seguidores e amigos, ele, muito respeitado por sua fé e ensinamentos, e com milhares de seguidores em suas redes sociais, assim sendo, a responsabilidade do que fala, é maior ainda, e para mim sua versão deixou a desejar, pois não disse a quem se tratava, ficou uma lacuna, se, um representante de outro credo, afinal eu e muitos outros seguidores não estivemos presentes neste acontecimento. Quem era Aquele homem? Um outro representante de outra comunidade que pensa diferente?  — em verdade, talvez isso não importe tanto, mas sim a moral da história, o respeito e a educação que devemos ter uns para com os outros, e também, não sei se verdadeira ou distorcida pela internet, mas suficiente para despertar uma reflexão necessária. Vivemos tempos em que qualquer episódio se espalha rápido, e muitos formam opinião antes mesmo de ouvir todas as partes.

Em situações assim, é essencial fazer o que Jesus nos ensinou: olhar os dois lados da moeda, discernir, não se precipitar. O ecumenismo, ponto central dessa discussão, caminho que servi por oito (8) anos, ele nos ensina: __ diálogo, não invasão. Orar juntos, sim. Ultrapassar a autoridade da casa sagrada do outro, não. Toda comunidade tem seu pastor; todo altar tem seu guardião. Recordo que quando queríamos orar juntos, enviávamos convites aos anfitriões das respectivas realidades cristãs.

Por isso, antes de condenarmos este ou aquele ministro, essa ou aquela pessoa, é justo lembrar: há sempre duas versões, e a verdade só se revela quando escutamos ambas. Ainda assim, julgar não é nossa função; neste contexto, cabe às autoridades eclesiásticas. A nós, cristãos, cabe a oração pela paz, pela fraternidade e pela justa justiça, e você sabe o que é justa justiça? Devemos colocar antes filtro das 3 (três) peneiras do filósofo Sócrates:  Verdade, Bondade, Necessidade, a real intenção do interlocutor, talvez nasce aqui uma pergunta: ___Qual foi sua real motivação?

Assim como a moeda possui duas faces e um único valor, também a fé se manifesta de dois modos:

empírico, vivido no cotidiano, no confronto com o eu;
transcendental, que ultrapassa a lógica e toca o mistério.

Ambos apontam para o mesmo sentido da vida.

São Tomás de Aquino ___ Importante teólogo filósofo do século XIII, conhecido por suas contribuições à Escolástica por integrar filosofia aristotélica com teologia cristã. Recorda que a fé ilumina nossa razão e nossas decisões diárias (aqui recordo uma das Bulas do Santo Padre o Papa João Paulo II )— desde as pequenas até as mais profundas (sentimentos do coração). E, em todas elas, precisamos acreditar: em nós, no próximo e no Deus que age além daquilo que enxergamos.

A fé é ponte, consciência e aberturaÉ ela que nos ajuda a não cair na armadilha de julgar apressadamente o que não compreendemos por inteiro.


🌿 Moral da história

Toda história tem nuances que não aparecem de imediato.
A verdade exige calma.
E a fé exige humildade.

Que antes de reagirmos, possamos discernir.
Que antes de acusarmos, possamos escutar.
Porque a fé, e a vida do irmão (ã), e suas missões, não é campo de batalha — é caminho de encontro.


🌿 Conclusão:

Examinai tudo; retende o que é bom.”
1 Tessalonicenses 5,21

Tal qual essa florzinha, que muitos a denominam de 11 horas, simples, aparentemente frágil, com toda sua beleza natural, é exemplo vivo, do que Jesus ensinou, você pode arranca-la, pisa-la, machuca-la, ela fenecerá, é verdade, mas até o terceiro dia ela estará novamente reflorescente, bela, em sua simplicidade. Ela é exemplo, de como Jesus foi, vida renovada a cada amanhecer. 
By MângelaCastro - 24/11/2025

"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ...