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terça-feira, 27 de outubro de 2026

VAI PASSAR! NO BALOUÇAR DA VIDA...


Como a mente humana processa a busca pela verdade no cotidiano?


“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e Ele tudo fará.”

— Salmos 37:5 (Almeida)

"A maturidade, a própria transformação, não consiste em deixar de questionar a vida, mas em aprender a questioná-la sem perder a paz, a humildade e a capacidade de reconhecer a verdade, mesmo quando ela nos pede uma mudança de olhar."

Afinal, até a nossa maneira de compreender o mundo também pode mudar. 🌷

Hoje, amanheci com minha alma em paz, e sinceramente, não me sinto culpada por isto, quando muitos afetos meus, estão nervosos, pesarosos, essa paz que sinto, é uma conquista minha, fruto do meu entendimento. Mesmo depois de ouvir de uma amiga que enxergamos o Brasil de formas diferentes, respeitei sua maneira de pensar, assim como ela tem o direito de manter suas convicções, e eu tenho as minhas. Ao mesmo tempo, vi postagens de amigos e amigas que se sentem impotentes, derrotados diante de resultados que não corresponderam às suas expectativas.

Fiquei refletindo e reafirmando minha confiança em Deus, acreditando que até mesmo as circunstâncias que não compreendemos podem nos ensinar alguma coisa. Pensar e agir de maneiras diferentes faz parte do nosso crescimento interior, do despertar da consciência e do desenvolvimento da inteligência. 

Afinal, ainda somos seres em construção, aprendendo a distinguir o que sentimos daquilo que os fatos nos mostram. Em verdade, eu já sentia que tudo correria conforme os propósitos Daquele que tudo vê e provê! Eu sabia, e por isso sem ficar instigando um e outro, silenciei e aguardei meu momento de exercitar meu direito de cidadania. Simples assim. Se a gente aprende a ouvir nossa intuição, nosso coração, sim, porque eles nos ditam, nós é que não queremos ouvi-los, aí, vem a decepção!

Mas você pensa que sempre fui assim? Que sempre aceitei tudo com serenidade? Não mesmo! E, muitas vezes, ainda me pego questionando, deixando minha impaciência falar mais forte do que gostaria. Acontece!!

Foram as decepções, as lágrimas e as inquietações que, durante muito tempo, envolveram minhas emoções, minha sensibilidade, e foram burilando meus sentimentos, era um mar de lágrimas, quando deveria ser, um mar_de_amar. Nessas ocasiões, minha mãe, ao me ver chorando ou revoltada com os acontecimentos, dizia:

— Filha, assim você vai aparentar mais velha do que parece, entrega tua vida, teu filho e tua profissão nas mãos de Deus. Confia e dorme em paz! Mães são nossos anjos da guarda aqui na terra, mesmo quando nos provocam com seus ensinamentos, e continuam nos guiando e iluminando lá do céu...

Não foram apenas esses conselhos que me transformaram. Foi o próprio sofrimento, ao longo do tempo, que veio lapidando e me ensinando que não adianta derramar tantas lágrimas por situações que não aconteciam conforme meus desejos. A vida não segue sempre a nossa vontade; há circunstâncias que exigem paciência, outras pedem mudança, e algumas nos convidam a aceitar aquilo que não podemos controlar, que sai do nosso circulo de convivência, do nosso entendimento.

Foi então que comecei a dizer a mim mesma:

— Isso vai mudar, Maria! Uma hora tem que passar!

Até que, certa vez, durante uma confissão, um padre me disse palavras semelhantes:

— Confia em Jesus. Vai passar!

E Chico Xavier também deixou, em seu legado, essa mesma mensagem de esperança, recebida se não me falha a memória, pelo seu mentor, Emmanuel, em um de seus momentos de dificuldades, lhe esperançou: __tudo passa, isto também passará! Por que vez ou outra cito Chico Xavier em minhas postagens, porque foi em momentos de dúvidas, dificuldades as quais eu passava, e buscava respostas, lá nos idos 78/80, que ele acabou sendo um divisor de águas em minha vida, de forma presencial. Sabe aquele pensamento, nada é coincidência, mas sim providência? Então, só gratidão!

Olhe, você pode até pensar que estou imaginando coisas, mas quero compartilhar uma experiência que marcou minha caminhada.

Eu estava em oração na sala aqui de minha casa, de olhos fechados, concentrada nas palavras que pronunciava, foi um tempo de aflições e tomadas de decisões, quando me pareceu ver, do lado de fora, no corredor, uma enorme imagem de um ser feminino, vestida toda de branco, vi até suas sandálias de couro, mas não vi o seu rosto, naquela rápida passagem, e seguindo adiante.

Levei um susto! Meu coração disparou. Naquele instante, pensei: É Nossa Senhora passando!?

Independentemente de como se possa compreender aquela experiência, o fato é que ela adquiriu um significado muito especial para mim. Foi como se aquelas palavras, que já haviam chegado à minha vida por diferentes caminhos, encontrassem naquele momento um lugar, e um pouso definitivo em meu coração.

Decidi, então, confiar mais e sofrer menos diante daquilo que não conseguia controlar.

Quando algo me aflige, procuro rezar:

— Meu Deus, entrego este problema em Tuas mãos. Ajuda-me a pensar melhor, concede-me paciência e sabedoria para agir e encontrar a melhor solução. Se existem pessoas com quem tenho dificuldades, ajuda-me a compreender meus próprios sentimentos e a não alimentar ressentimentos. Se os obstáculos insistem em obstruir meu caminho, que eu encontre pontes em outro percurso sem perder minha direção. Tu sabes o que é necessário para cada um de nós. E incluo nessa oração, o aniversariante do dia nosso Presidente reeleito pela 4ª vez, Excelentíssimo Sr Luiz Inácio Lula da Silva, que sua gestão seja voltada para todos, principalmente para economia do nosso País, para a classe trabalhadora, e também pelos empregadores, que é o motor que nos impulsiona para um futuro melhor, que ele continue olhando para as famílias mais vulneráveis e suas maiores necessidades, mas, que também as ajude a se soerguerem através de boas oportunidades de trabalho e salários dignos, escolas, educação, saúde, segurança e universidades que cumpram com sua função social!

Sabe? Aprendi também que nossos inimigos nem sempre são pessoas. Às vezes, são os próprios medos, os preconceitos, as expectativas frustradas e as situações que ainda não conseguimos compreender.

Quando procuro olhar para o problema por outro ângulo, afastando-me por alguns instantes das emoções que me dominam, consigo organizar melhor os pensamentos. É como se observasse, diante de mim, uma fila de preocupações passando, uma após outra. E, pouco a pouco, recupero a calma e digo a mim mesma:

Vai passar! Tudo na Terra é transitório!

Foi então que compreendi o quanto essa pequena frase pode representar em nossa caminhada. Três vezes, de diferentes maneiras, a mensagem da esperança, e da resiliência chegou até mim. E aquela experiência com a imagem de Nossa Senhora, fosse qual fosse sua explicação, tornou-se parte dessa descoberta interior.

Passei a entender que também aprendemos com nossos erros, com nossas escolhas e até com as contrariedades. Quando nossas vontades são frustradas, talvez seja o momento de rever nossas atitudes, nossos pensamentos e a maneira como nos relacionamos com tudo o que nos cerca.

Isso não significa que estejamos sempre errados quando somos contrariados, nem que os outros estejam sempre certos. Significa apenas que precisamos ter humildade para examinar nossas próprias razões, sem deixar de reconhecer os fatos e as responsabilidades de cada um.

A verdade é que temos uma enorme facilidade para colocar nos ombros alheios o peso de nossas dificuldades, apontando os dedos para aquilo que, muitas vezes, também precisamos rever em nós mesmos.

E é justamente aí que começa o amadurecimento interior: quando deixamos de olhar apenas para as aparências e passamos a questionar nossas certezas, nossos pensamentos automáticos e a maneira como interpretamos o mundo.

Buscar a verdade exige mais do que defender aquilo em que acreditamos. Exige disposição para ouvir, coragem para rever conceitos e sabedoria para reconhecer que nem tudo se apresenta como realmente é à primeira vista.

Talvez aquilo que julgamos estar contra nós possa, em certas circunstâncias, revelar uma oportunidade que ainda não conseguimos perceber. Em vez de nos entregarmos à lamentação ou à pena de nós mesmos, podemos procurar outras formas de agir, pensar e encontrar soluções.

Porque a vida não nos pede que sejamos indiferentes à dor, tampouco que aceitemos passivamente todas as injustiças. Ela nos convida a aprender a atravessar as dificuldades sem perder a capacidade de discernir, de mudar o que precisa. Talvez aquilo que julgamos estar contra nós possa, em certas circunstâncias, revelar uma oportunidade que ainda não conseguimos perceber. Em vez de nos entregarmos à lamentação ou à pena de nós mesmos, podemos procurar outras formas de agir, pensar e encontrar soluções para nós, e para quem nos pede.

Porque a vida não nos pede que sejamos indiferentes à dor, tampouco que aceite ser mudado e de aceitar aquilo que não está ao nosso alcance.

E, quando o coração estiver inquieto, que possamos respirar, refletir, buscar a sabedoria e recordar:

Nem tudo acontece como desejamos, e nem sempre compreendemos os caminhos da vida. Mas podemos aprender com as decepções, rever nossas atitudes e encontrar na fé a serenidade para seguir adiante. Afinal, amadurecer também é aprender a olhar a vida por outros ângulos, sem perder a esperança.

Tudo na Terra é transitório. Vai passar! E que passemos bem!

Segundo o filósofo Epicteto: “Algumas coisas dependem de nós, enquanto outras não; aprender essa diferença é o início da liberdade”

Concluindo, ancoro esse versículo que gosto muito de colocar no meu cotidiano: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” — Eclesiastes 3:1 

Paz e Bem!

By MângelaCastro — 27/10/2026

domingo, 16 de agosto de 2026

SONHOS E SUAS REVELAÇÕES , ENTRE A PSIQUE, A FÉ E O MISTÉRIO


Eu já inicio essa postagem com uma pergunta. ___E se nem todo sonho vier para ser decifrado, mas alguns apenas para nos fazer olhar para dentro? 🌿

Entre a fé, a psicologia e o mistério, talvez a pergunta mais importante não seja “o que esse sonho quis me revelar?”, mas: “o que ele despertou em mim?”

É sabido que a Bíblia, a qual a vejo como um grande compêndio da vida, reunindo histórias, experiências, vivências, anúncios, profissões de fé, revela-nos alguns sonhos que vieram como profetizados pelo próprio Deus ao homem... Isso é certo.

Atos 2:17 menciona que, no fim dos tempos, os crentes terão visões e sonhos. "Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos".

Essa imagem que postei acima, me faz recordar um sonho que tive já algum tempo atrás, e realmente me deixou a pensar sobre ele, buscar mais informações a respeito, seu significado... O que minha mente tentou me informar? Ao contrário dessa imagem aqui postada, vi primeiro abrirem-se no céu dois portais, os quais haviam nele uma luz perene, e desses portais desceram por uma espécie de caminho rumo à terra, dois cavalos, ambos de cor marrom, e sobre ele dois soldados tipo da idade média, porém, o que mais me chamou a atenção, foi que ambos os cavalos, não encostaram suas patas no solo terrestre, ficaram alguns palmos acima da crosta, como que levitando. E acordei com essa cena. Importante aqui frisar que, meu sonho, não é nada semelhante ao narrado em Apocalipse! Mas foi o meu sonho!

O que esse sonho está me fazendo pensar sobre mim?”

Nem todo sonho precisa ser imediatamente compreendido como revelação divina, ou prenúncios, mas, pode sim, ser uma informação, um alerta, uma mudança de vida. Há, inclusive, uma passagem em Eclesiastes que relaciona os sonhos à multiplicidade das preocupações:

“Dos muitos afazeres vêm os sonhos.”

(Eclesiastes 5,2)

Talvez esteja aí uma primeira chave para compreendermos essa experiência tão humana: há sonhos que nos inquietam porque carregamos muitas coisas dentro de nós; e há experiências que, pela fé, somos convidados a colocar diante de Deus em oração e discernimento.

Há manhãs em que acordamos de um sonho.

E há manhãs em que acordamos do silêncio.

Hoje foi assim.

O vento lá fora, alguns poucos passarinhos chilreando sobre os telhados vizinhos e aquele silêncio quase ensurdecedor fizeram-me sentar diante dos teclados e escrever.

Curiosamente, esta noite não sonhei.

E isso, para mim, é quase uma novidade, porque costumo sonhar com frequência.

Aliás, não sou eu quem afirma que sonhar seja simplesmente uma particularidade minha. Estudos sobre o sono e a psicologia mostram que sonhar faz parte do funcionamento normal do cérebro e está relacionado a processos importantes, como memória, emoções e elaboração de experiências vividas. Há, inclusive, estudos psicológicos que associam a atividade onírica à nossa vida emocional e ao processamento de conteúdos psíquicos. Uma vez tecendo comentário sobre um sonho que tive, minha irmã me disse: ___Maria, acho engraçado como você sonha e recorda de seus sonhos, eu penso que não sonho. Então lhe respondi: ____Sim, você sonha, todos nós sonhamos, só que algumas pessoas tendem a não se recordar de todos os sonhos que têm, e segundo a psicologia, isso é também normal.

Por isso, quando alguém diz: “Eu quase nunca sonho”, talvez não seja necessariamente que não sonhe; muitas vezes, pode simplesmente não se lembrar dos sonhos ao despertar.

No meu caso, porém, costumo lembrar-me de muitos deles — alguns tão intensos que permanecem comigo depois que acordo.

E talvez seja justamente por isso que a ausência de um sonho nesta noite tenha me feito lembrar de tantos outros... Sonhos.

Quem nunca acordou de um deles carregando uma sensação difícil de explicar?

Alguns desaparecem poucos minutos depois de abrirmos os olhos. Outros, entretanto, permanecem. Não sabemos exatamente por quê. Às vezes esquecemos a história, mas a emoção permanece. Outras vezes, uma imagem fica gravada na memória durante anos.

Foi assim com um sonho que tive há algum tempo.

E é sobre ele que quero refletir hoje: não para afirmar que foi uma profecia, nem para tentar decifrar aquilo que talvez pertença ao campo do mistério, mas para olhar para o sonho sob três perspectivas que podem dialogar entre si: o que a Bíblia nos diz sobre os sonhos, o que a psicologia pode nos ajudar a compreender e aquilo que permanece como mistério espiritual.

Por fim é certo que, não precisamos descobrir se o sonho foi uma profecia para reconhecer que ele produziu em nós uma pergunta. 

Às vezes, o mais importante não é aquilo que o sonho “previu”, mas aquilo que ele despertou. Concorda comigo? Como são seus sonhos? Eles te surpreendem? Te colocam para pensar? Ou você se sente incomodado (a), ou até mesmo com medo, com sensações que algo pode acontecer? Nós seres humanos temos uma forte tendência de sofrer por antecipação, por inseguranças plantadas em nosso cotidiano, nem tudo é profecia, nem tudo é fantasmagórico, nem tudo é normal, ou paranormal, são apenas nossas emoções em constantes ebulições... São muitas informações chegando até nós, e isso pode nos confundir as "ideias" rs. Temos que aprender a reagir conosco mesmo, não acreditar em tudo que nos chega, é preciso sim, discernir, saber filtrar. Assim como chega conosco uma manhã com ventos, silêncio, passarinhos, luz solar, serenidade, emoções a burilar, é a vida a despertar...

Talvez seja assim também com alguns sonhos.

Vemos fragmentos.

Imagens.

Sensações.

Portais.

Cavalos.

Pessoas.

Luzes.

Planetas soltos no espaço.

Rochas

Rios, mares

Natureza

Às vezes até damos voos rasos e rápidos que nos dá frio no estômago.

E tentamos organizar tudo com a nossa limitada compreensão. Jesus, mexia muito com a forma de ser, pensar, agir, de seus discípulos, sempre colocava e coloca quem o estuda, meio que, um Mestre que nos põe pra pensar, questionar a nós mesmos, e as ações que os outros nos provocam.

  • Mateus 10:29-31: "Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos." Esses versículos nos lembram da importância de refletir sobre nossos pensamentos e ações, buscando sempre o que é verdadeiro e bom.

Mas nem sempre precisamos transformar tudo em uma resposta.

Às vezes, o mistério também pode ser um convite à contemplação.

A fé não precisa transformar cada sonho em profecia.

E a razão não precisa transformar cada experiência espiritual em mera atividade cerebral.

Podemos simplesmente permanecer diante dela, com respeito e discernimento.

“Senhor, o que isso despertou em mim?”

Talvez essa seja uma oração muito mais fecunda do que:

“Senhor, o que isso vai acontecer?”

Porque uma pergunta procura prever o amanhã.

A outra procura transformar o hoje.

Foi uma profecia?

Não sei.

E talvez seja justamente aqui que eu precise ter cuidado.

Não considero que eu seja uma profetisa porque sonho.

Os sonhos fazem parte da experiência humana, e a própria Bíblia nos mostra que precisamos discernir aquilo que vivenciamos.

Também já tive sonhos acompanhados de vozes, imagens coloridas, e ou preto e branco, como um filme antigo, muito fortes e sensações que permaneceram depois que acordei.

Isso não significa, por si só, que sejam mensagens sobrenaturais.

Mas também não significa que eu deva simplesmente ignorá-los.

Posso observá-los.

Refletir sobre eles.

Pesquisar.

Rezar.

Discernir.

E, sobretudo, perguntar o que eles movimentaram dentro de mim.

Porque talvez a grande revelação de um sonho não esteja necessariamente no que ele nos mostra sobre o futuro. Até porque o futuro já é agora.

Talvez esteja no que ele nos revela sobre nós mesmos.

E aqui volto à manhã de hoje.

Esta noite não sonhei.

O que, para mim, foi uma surpresa.

Mas talvez o silêncio também tenha seus sonhos. Ou talvez, meu cérebro, minhas emoções, precisavam desse tempo de silêncio, de simplesmente nada a ser declarado.😊

Talvez hoje Deus não tenha precisado falar através de imagens enquanto eu dormia.

Talvez tenha bastado o vento batendo forte sobre meus telhados me acordando

Os passarinhos, do lado de fora de mim, chilreando, fazendo-se presentes:

— Oiê! Estamos aqui!

Ventos, passarinhos, anúncio de vida, vertentes que nos anima...

E foi assim, nesse instante, que outra lembrança me ocorreu:

São João Paulo II dedicou uma encíclica inteira a essa relação: Fides et Ratio — Fé e Razão. Nela, refletiu sobre a necessidade de que fé e razão caminhem juntas na busca da verdade.

Talvez seja justamente isso que tantas vezes tenha me tocado em suas homilias: ele não me convidava a sentir menos, mas a pensar também aquilo que eu sentia. Talvez por isso às vezes chegava até chorar, é que ele me colocava meio frente a um espelho...

E Jesus, se prestarmos bastante atenção aos seus ensinamentos, parece fazer algo muito semelhante com seus discípulos: despertá-los para a vida que os rodeava, para aquilo que acontecia diante de seus próprios olhos, no cotidiano, e lhes chamava a ter mais fé, os achava, homens de pouca fé. (Mateus 8:26)

Jesus não ensinava apenas para que seus discípulos acreditassem. Ele os fazia olhar, observar, perguntar, compreender, discernir. E é assim comigo, e talvez com você que me lê.

Talvez seja essa a ponte que hoje consigo perceber entre o sonho, a emoção, a fé e o discernimento racional.

E, pensando nisso, compreendo também que talvez eu mesma tenha, algumas vezes, tentado racionalizar demais a fé, quando o que João Paulo II nos propunha era algo muito mais profundo.

Não se trata simplesmente de ter uma “fé racional”.

Trata-se de permitir que fé e razão caminhem juntas, sem que uma precise eliminar a outra.

Porque fé e razão não se anulam.

Iluminam-se mutuamente na busca da verdade.

E talvez seja justamente nesse equilíbrio — entre aquilo que sentimos, aquilo que pensamos e aquilo que ainda não conseguimos compreender — que vamos, pouco a pouco, amadurecendo nossa maneira de viver, ser e de estar na vida.

E cá para nós, como é bom esse viver cheio de sonhos né não?

By MângelaCastro - 16/8/206

domingo, 9 de agosto de 2026

QUANDO O FOGO SE APAGA COM NOSSAS PRÓPRIAS MÃOS

 

Uma reflexão sobre sonhos, relações, fé, responsabilidade e a coragem de fazer a nossa parte.

Há sonhos que não precisam ser interpretados como presságios. Talvez precisem apenas ser escutados como perguntas.

O que o meu sonho está me fazendo pensar sobre mim?

Talvez, ao olhar para dentro, descubramos alguns “fogos” que só poderão ser apagados quando tomarmos atitudes concretas.

🔥 O que ainda está queimando em mim?
🌿 E o que já queimou, mas ainda deixou marcas?

 — porque às vezes continuamos vivendo como se o incêndio ainda estivesse acontecendo, quando restaram apenas as marcas.

Há sonhos que parecem nascer apenas da imaginação. Outros, porém, quando despertamos, permanecem conosco como uma pergunta.

Foi assim com um sonho que tive recentemente.

Eu estava na cozinha — um espaço muito presente em minha vida cotidiana — quando percebi que o micro-ondas estava em chamas. O fogo ardia dentro dele. Assustei-me, corri para desligá-lo da tomada e, imediatamente, procurei os bombeiros.

Engraçado que no sonho aflita com a situação, tentava lembrar o número de emergência, e me veio esse, mas, eu não tinha certeza, não é que acertei??? 😁Liguei para o 193.

Uma voz feminina me atendeu, dizendo que eu realmente havia ligado para o Corpo de Bombeiros, mas pediu que eu esperasse.

Esperasse?

Meu aparelho estava pegando fogo!

Voltei para ele e, para minha surpresa, o fogo já havia se apagado. Então desliguei o telefone, pensando, com certo humor:

Se eu dependesse deles, estaria “ferrada”!😄Mas na realidade, são bem eficientes, já precisei do corpo de bombeiros, e chegaram bem rápido para o atendimento, nada sério, mas, um foi com enxame de marimbondos, outro, foi com uma panela de óleo que pegou fogo e chegou a queimar o exaustor, nada tão sério, mas solicitei ajuda, esses eventos podem ocorrer em nosso cotidiano, e se tornarem bem drásticos. Mas esse sonho, analiso sob outros aspectos.

Em minhas ocorrências no dia a dia, conto com  meu filho, sempre pronto para ajudar. E com você, tem ajuda também de algum familiar pronto para o auxílio?

Voltando para o sonho. Depois, encontrei-me em uma espécie de sala de aula e conversei com uma jovem. Contei-lhe o que havia acontecido e ela me disse que conversaria com seu “amigo espiritual” para saber o que ele teria a dizer.

Perguntei:

— Mas, para conversar com um amigo espiritual, não precisamos orar ou entrar em meditação?

Ela respondeu tranquilamente que não. Bastava conversar.

E eu, dentro do próprio sonho, questionei.😏

Mais tarde, encontrei algumas roupas queimando no quintal. Joguei água sobre elas. A fumaça subiu, as roupas estavam bem chamuscadas, marcadas pelo fogo, mas já não havia mais chamas.

E pensei:

“Pronto. Agora não há mais perigo.”

Acordei.


Depois de refletir sobre esse sonho, percebi que talvez ele não precise ser entendido como uma previsão, nem como uma mensagem sobrenatural pronta para ser decifrada.

Talvez ele possa ser simplesmente uma pergunta.

Quantas vezes, na vida, percebemos que alguma coisa está “pegando fogo” e imediatamente esperamos que alguém venha apagar?

Esperamos um telefonema.

Uma visita.

Uma palavra.

Uma atitude.

Esperamos que alguém perceba aquilo que estamos sentindo sem que precisemos pedir.

E, algumas vezes, esperamos tanto que descobrimos, depois de algum tempo, que precisamos tomar a iniciativa.

Não porque não precisemos uns dos outros.

Precisamos.

Somos seres de relação. Ninguém atravessa a vida completamente sozinho.

Mas existe uma diferença entre precisar do outro e entregar ao outro a responsabilidade por aquilo que também nos cabe fazer.

Talvez alguns dos incêndios da nossa vida precisem, sim, de ajuda.

Mas outros exigem de nós uma atitude concreta.

É preciso desligar alguma coisa.

É preciso colocar limites.

É preciso conversar.

É preciso pedir perdão.

É preciso perdoar.

É preciso procurar ajuda.

É preciso sair de determinado lugar.

É preciso abandonar um hábito.

É preciso, algumas vezes, simplesmente parar de esperar que o outro faça aquilo que somente nós podemos fazer.

Existe um antigo ditado popular que diz:

“Se queres algo bem feito, faça você mesmo.”

Eu acrescentaria uma pequena ressalva:

Não precisamos fazer tudo sozinhos.

Mas precisamos fazer a nossa parte.


E talvez seja justamente aí que o sonho encontre a espiritualidade.

Fé não significa permanecer parado esperando que Deus faça aquilo que está ao alcance das nossas mãos.

A oração não deveria ser uma substituta da atitude.

Podemos pedir luz e, depois, caminhar.

Podemos pedir discernimento e, depois, escolher.

Podemos pedir força e, depois, agir.

Talvez a fé amadureça justamente quando compreendemos que nem sempre o milagre será o fogo desaparecer sozinho.

Às vezes, o milagre pode estar na coragem que encontramos para procurar a tomada, desligar o aparelho e jogar água sobre aquilo que ainda está ardendo.

E talvez Deus também esteja presente na sabedoria de reconhecer:

“Eu preciso de ajuda.”

Porque pedir ajuda também é uma atitude.


Mas há algo ainda mais interessante no final do sonho.

As roupas estavam queimadas.

A fumaça ainda subia.

As marcas permaneciam.

Mas o fogo havia acabado.

Quantas vezes confundimos as marcas do que aconteceu com o perigo que ainda existe?

Uma experiência pode deixar cicatrizes sem continuar nos ferindo.

Uma perda pode deixar saudade sem continuar nos destruindo.

Uma decepção pode deixar marcas sem determinar nosso futuro.

Uma fase difícil pode deixar fumaça no coração, mesmo depois que as chamas já se apagaram.

Talvez seja preciso aprender a distinguir:

o que ainda está queimando daquilo que simplesmente já queimou.


E quanto aos nossos sonhos?

Talvez devêssemos ter cuidado para não transformá-los imediatamente em revelações ou presságios.

Podemos escutá-los de outra maneira.

Como quem abre uma janela para dentro de si.

O que este sonho despertou em mim?

Que medo ele revelou?

Que relação ele trouxe à memória?

Que necessidade minha apareceu?

O que estou esperando dos outros?

O que está ao meu alcance fazer?

E, sobretudo:

que fogo da minha vida precisa ser apagado com uma atitude concreta?

Talvez cada um de nós tenha, em algum canto da própria “casa interior”, um pequeno incêndio acontecendo.

E talvez nem sempre precisemos esperar pelos bombeiros.

Às vezes, a primeira providência é nossa.

Desligar.

Agir.

Pedir ajuda quando necessário.

E depois, com serenidade, olhar para a fumaça que ficou e reconhecer:

“Ainda há marcas, mas já não há perigo.”

Talvez isso também seja amadurecer.

Talvez isso também seja fé.

Talvez isso também seja aprender a cuidar da própria vida sem deixar de reconhecer que, quando o caminho pesa demais, precisamos uns dos outros. 

E sempre de Deus, tal qual um Pai amoroso, zeloso, cuidador, tudo sabe, nos ausculta, nos ama infinitamente, nos indicando a melhor atitude, o melhor caminho, aquele que precisamos para percorrer em aprendizados, para pedir sabedoria, mas, temos que ser obedientes, seguir os bons conselhos ... 

"Tu és o meu socorro e o meu libertador; meu Deus, não te demores!" (Salmos 34:19)  FELIZ E ABENÇOADO DIA DOS PAIS!


Paz e bem.

MângelaCastro - 08/8/2026

______________________/

Enviado por MângelaCastro em 09/08/2026
Código do texto: T8693139
Classificação de conteúdo: seguro

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

O PRESENTE ANTES DA RESPOSTA


Bom dia amigos (as) família...

Às vezes, Deus nos fala não por grandes acontecimentos, mas pela delicadeza de um gesto, de uma lembrança... ou até de um sonho.

Nesta reflexão, compartilho como um simples ato de dobrar um tecido branco e florido me levou a compreender que o amor de Deus sempre nos alcança primeiro. Antes de qualquer resposta, Ele nos oferece Seu dom.

Convido você a ler e refletir comigo.

Bora lá, para mais uma reflexão?


(O QUADRO DA SANTA CEIA NA PAREDE FOI PINTADO PELA MINHA IRMÃ MARGARETH)

Esta manhã despertei refletindo sobre um sonho que tive durante a noite.

Sonhos nem sempre são mensagens sobrenaturais. Muitas vezes, eles nascem de lembranças, emoções, preocupações ou desejos que habitam nosso inconsciente. Contudo, para quem vive a fé, eles também podem tornar-se ocasião de discernimento. Por isso, gosto de contemplá-los unindo dois olhares: o psicológico, que revela nossos afetos, e o espiritual, que nos aproxima do nosso íntimo, onde Deus também fala em silêncio.

No sonho, meu irmão e minha cunhada chegavam juntos à nossa casa.

Embora os dois estivessem presentes, era ela quem realizava um gesto muito delicado. Trazia consigo um belo atoalhado branco, com um barrado todo florido, e o dobrava cuidadosamente.

Meu irmão apenas observava.

Naquele instante, pensei: "É Natal..."

Mas logo veio outra preocupação:

"Nossa ceia está tão simples... quase não temos nada. Como poderei retribuir um presente tão bonito?"

Foi então que despertei.

Ao recordar o sonho, compreendi que talvez ele não estivesse falando sobre um Natal, nem sobre um presente material.

Falava sobre algo muito mais profundo.

O branco do tecido recordava a paz, a esperança e os recomeços.

As flores lembravam a delicadeza da vida e do carinho.

E o tecido... o tecido une inúmeros fios para formar uma única peça, assim nos vejo espiritualmente, seres vitalizados unidos por fios, tecidos em uma única consciência, o nosso TODO. Assim também somos nós em nossos cotidianos. Nossa história é tecida pelos encontros, pelos afetos (família, amigos), pelas lembranças e, até mesmo, pelas ausências.

Talvez por isso o sonho me tenha tocado tanto.

Percebi também que minha primeira reação não foi a alegria de receber.

Foi a preocupação em corresponder.

Quantas vezes fazemos isso também na vida?

Preocupamo-nos tanto com o que temos para oferecer, que nos esquecemos de acolher aquilo que a vida, as pessoas e o próprio Deus já nos oferecem gratuitamente.

Foi então que uma verdade do Evangelho iluminou meu coração.

Antes de Deus pedir alguma coisa de nós, Ele sempre chega trazendo algo.

Foi assim desde a Criação.

Foi assim com Abraão, com Moisés, com Maria.

Foi assim com os discípulos.

E foi plenamente assim no Natal.

A humanidade nada possuía para oferecer em troca do nascimento de Jesus.

Foi Deus quem tomou a iniciativa.

Primeiro veio o dom.

Depois veio a resposta.

Talvez seja exatamente esse o convite que o sonho desejava deixar em meu coração.

Nem tudo precisa ser equilibrado pela lógica da reciprocidade.

Existem presentes que simplesmente precisam ser acolhidos.

E há outro detalhe que continua ressoando em mim.

Minha cunhada não abria o tecido.

Ela o dobrava cuidadosamente.

Na tradição bíblica, guardar uma veste ou dobrar um pano é um gesto de cuidado, de respeito e de preparação. Não é abandono. É zelo.

Talvez algumas graças também cheguem assim à nossa vida.

Não de uma só vez.

Mas lentamente.

Respeitando o tempo da alma.

Como um tecido que vai sendo delicadamente desdobrado ao longo da existência.

Hoje compreendo que o sonho talvez não falasse apenas de minha família.

Falava da maneira como Deus continua visitando nossos corações.

Sempre em silêncio.

Sempre com delicadeza.

Sempre oferecendo primeiro o Seu amor.

Porque o amor verdadeiro não começa quando damos.

Muitas vezes, ele começa quando aprendemos, humildemente, a receber.

"Conservai-vos mutuamente no amor fraternal."
(Hebreus 13,1)

Esse sonho com certeza tem muito a me ensinar sobre esse amor quase que filial, entender o verdadeiro significado do que é ser família, recordando que este laço não é somente consanguíneo mas acima de tudo espiritual e fraternal. 

Paz e bem.🌹

By MângelaCastro - 06/8/2026








domingo, 26 de julho de 2026

SERENIDADE NO ENTARDECER DA IDADE ... RETROSPECTIVA DA VIDA!

 "A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." (Romanos 5,5)

Há escritos que o tempo não apaga. Apenas lhes acrescenta significado. Hoje compartilho uma página do meu caderno de 1983, onde a esperança já aprendia a florescer. 🌿

Assim nasceram, Joias do Baú das Memórias

Olá, queridos e queridas.

Hoje tomo a liberdade de compartilhar um pouco da minha intimidade. Lá nos idos de 1983, jovem ainda, com muitos sonhos e desejos à flor do coração, a vida parecia florescer ao meu redor. Uma nova etapa estava nascendo. Recém-casada e, em meio às incertezas do futuro, escolhi viver apenas aquele sutil momento.

Quantas tardes primaveris já vivenciei ao longo da vida! Neste meu entardecer da idade, muitas ficaram para trás, mas uma, em especial, permaneceu guardada na memória, preservada em uma simples folha de caderno.

Foi numa tarde de novembro, quando as emoções borbulhavam dentro de mim e tudo parecia querer brotar das profundezas da alma, que tive um encontro comigo mesma. Hoje, relendo essas singulares palavras, tenho a certeza de que, naquele instante, algo maior do que eu me impelia a tomar uma folha de papel para escrever.

Na verdade, isso já havia se tornado um hábito. Escrever era a maneira que encontrava para não somatizar tanto os desafios do dia a dia, afinal, quem não os tem? A diferença está em aprender a lidar com eles e procurar resolvê-los da melhor forma possível.

E, como uma suave brisa, um soneto brotou do meu coração. Parecia surgir dos recônditos adormecidos da alma como um sopro de esperança.

Serenidade... Era exatamente assim que eu me sentia naquele momento. Então escrevi:

No borbulhar da emoção,
expresso a alegria da paz.

Meu corpo sereno
acalenta a mansidão
de um olhar lânguido,
de tristezas que jazem.

E o soneto do sopro
da esperança; brota vívido.

Sinto o beijo
da brisa suave
que me acaricia,

acalenta, acalma a alma,

na gostosa tarde de primavera.

Chega de mansinho o desejo

de sonhos, e que sejam meigos,
de doces ilusões do amor,

os quais, ali naquele momento,
viriam.

Como na singeleza da vida,
na pureza de uma criança,

que meu ser implorava
e sempre pedia...

Não se perca da esperança!

Franca, 04 de novembro de 1983 – 14h35.

Relendo essas simples palavras, percebo quase um percurso interior. É como se eu saísse da agitação de um borbulhar de emoções e chegasse, passo a passo, à serenidade. O título, portanto, não é apenas um nome: é o destino do poema.

Ao revisitar meus guardados, hoje um pouco empoeirados, com folhas já amareladas pelo tempo, percebo o valor que cada uma delas carrega. Guardo-as com carinho, pois não são apenas lembranças: são as primeiras páginas de uma primavera interior.

Tudo começou com um conselho que recebi, por volta de 1975. Ao buscar alívio para as inquietações daquele tempo, um sacerdote, quase em segredo, me aconselhou:

"Escreva, Maria. Passe para um caderno, como se fosse um diário, os pensamentos que lhe chegam."

Foi assim que a jovem Maria começou a escrever para aliviar a alma, buscando respostas e tornando-se cúmplice de cada momento vivido.

Assim sigo ainda hoje: escrevendo. Agora, porém, compartilhando essas palavras com o sincero desejo de que elas também possam aliviar ou inspirar o coração de quem as lê.

É claro que, às vezes, as palavras podem incomodar. São como sementes sendo remexidas na terra que as abriga. Talvez, num primeiro momento, não façam sentido, pois cada leitura é profundamente pessoal. Muitas vezes questionamos; outras, como diz o jargão popular, "demora para cair a ficha". E isso faz parte, principalmente quando algo toca as profundezas da alma ou desperta sentimentos que permaneciam escondidos — por medo, insegurança ou simples necessidade de proteção.

Cada um possui seu tempo interior.

Mas chega o momento em que é preciso permitir que as emoções floresçam, como flores de um jardim. Algumas trazem espinhos; outras exalam perfumes delicados. Assim como nós possuímos nossa própria identidade,  elas também possuem sua própria tonalidade, sua beleza e sua razão de existir. Também isso faz parte da lei natural da autopreservação e evolução natural de todas as coisas sob a Onisciência de Deus - (Isaías 46:9-10:). O importante é cultivar nossos jardins interiores, respeitando os divisores de águas que a própria vida nos apresenta.

E isso, minha amiga, meu amigo, pode ser apenas um desenrolar do tempo. Não porque algo tenha deixado de amadurecer, mas porque ainda repousa no aconchego da alma, maturando silenciosamente, como um bom vinho preservado nos tonéis da vida.

Hoje vivo o entardecer da idade, mas continuo preservando o doce sabor da esperança que já habitava aquela tarde de 4 de novembro de 1983.

Ela permanece jorrando palavras como a nascente que desce pelas encostas, regando as sementeiras e conduzindo as águas da vida. Às vezes serenas, outras vezes turbulentas, como um vendaval, mas sempre seguindo seu curso natural, até encontrarem, um dia, o grande oceano da Vida... onde, enfim, todas as almas encontrarão a cura. Posto que, sem perder a esperança, acreditemos que: ___

"Na velhice darão ainda frutos, serão viçosos e florescentes."
Salmo 92,14

Paz e Bem.

By MângelaCastro — 24/07/2026


Enviado por MângelaCastro em 26/07/2026
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terça-feira, 14 de julho de 2026

NOVA TERRA, NOVA HUMANIDADE DESPERTA ...

 "Deus não cria para o vazio, mas para a plenitude'

No silêncio que me afogo nessa manhã, permito que essa reflexão não nasça do medo do fim, nem tão pouco da punição, e sim da confiança na continuidade da vida com total dignidade humana.

Pois sim, por mais difícil que nos seja compreender os tempos atuais, a vida transborda em cada instante como fonte inesgotável do amor que tudo cria, sustenta e renova, estamos em constante transformação, como libélulas em seu casulo. Somos peregrinos do tempo, chamados a renascer em cada amanhecer, descobrindo que nossa verdadeira força não está naquilo que possuímos, mas na centelha divina que habita em nós.

A Nova Terra não representa o fim da criação de Deus, mas o seu pleno florescimento. O Criador não abandona Sua obra; Ele a conduz, pacientemente, rumo à plenitude. Assim como a semente se transforma em árvore sem perder sua essência, também a humanidade é convidada a amadurecer espiritualmente, tornando-se mais consciente, mais fraterna e mais semelhante ao Amor que a originou. E talvez pela nossa imperfeição, sofremos um "cadinho" mais para cumprir o objetivo da verdadeira criação. Chegar à perfeição!

Talvez a grande transição planetária comece, antes de tudo, não em tempo marcado pelo relógio, mas dentro de cada coração. Cada gesto de misericórdia, cada escolha pelo bem, cada olhar de compaixão já anuncia esse novo horizonte. A renovação da Terra começa na renovação do ser humano.

Ainda que venham tempos de provações, como tantas vezes aconteceram ao longo da história, não caminharemos sozinhos. Nossa esperança repousa naquele que faz novas todas as coisas e cuja obra permanece para sempre (Apocalipse 21:5). O amor de Deus não conhece extinção; transforma, restaura e eterniza.

Quem viveu intensamente, semeando bondade e cumprindo com fidelidade sua missão, já venceu o tempo, e com alegria. Descobre que a eternidade não começa depois da vida, mas floresce em cada instante vivido com amor.

Vejo, pela fé, um novo paraíso despontando no horizonte. Não um lugar distante, mas uma humanidade desperta, reconciliada com Deus, consigo mesma, com o próximo e com toda a criação. Quando nossos corações aprenderem a amar sem medida, compreenderemos que a Nova Terra já começou a nascer entre nós.

"Sinto no meu coração, que mesmo diante de tantas intempéries, vicissitudes, devassidão, que nosso Criador, quer que sobrevivamos a nós mesmos, para reflorestar as estrelas de nossa beleza inimaginável de puro amor e luz."

Busco passar com esse pensamento uma imagem extraordinária, sim! "Sobreviver a nós mesmos" significa para mim, deixar morrer o egoísmo, o orgulho, a violência, a arrogância, o medo, posto que precedidas da insatisfação, trazem consigo, a separação do amor, assim sendo, tudo isso acontece para que permaneça aquilo que Deus plantou em nós desde o princípio, para que possamos depois de tudo, continuar "Reflorestando as estrelas;" imagine você, seja essa, uma metáfora de rara beleza, como se cada alma renovada devolvesse luz ao universo.

Porque tudo o que nasce do Amor não fenece. Permanece para sempre.

Finalizo essa postagem ensejando meu parco entendimento, mas que pode auxiliar na condução de estudos e reflexões catequéticas, independente de crenças religiosas, filosóficas e ou morais do ponto de vista social: ___

"Na tradição cristã, especialmente a partir das cartas de São Pedro e do livro do Apocalipse, a expressão "Nova Terra" não costuma ser entendida como Deus desistindo de Sua criação para começar outra completamente diferente. Pelo contrário, ela aponta para a renovação definitiva de toda a criação. Assim como Cristo ressuscitado conserva sua identidade, mas glorificada, também a criação é apresentada como sendo libertada da corrupção para participar da plenitude de Deus. Essa esperança também aparece na carta aos Romanos (8,19-22), quando toda a criação "geme" aguardando sua libertação".

Paz, bem e luz.

By MângelaCastro - 14/7/2026


terça-feira, 7 de julho de 2026

"HE-MAN, E OS MESTRES DO UNIVERSO!!

Gostaria de viajar no tempo comigo? Então venha! 

Mateus 26__2 Então Jesus disse-lhe, em sinal de alerta, convenhamos: ___Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.

Mais do que uma nostalgia,  uma realidade ... A verdadeira espada é a consciência; a verdadeira força nasce quando descobrimos que Deus habita em nós.

Nas manhãs que se seguiram, assistindo à Copa de 2026 pela televisão, torcendo por nosso País, mas também pelas demais nações, percebi como o esporte é capaz de despertar uma força extraordinária. Durante aqueles momentos, inúmeros corações passam a bater em uníssono, movidos por um desejo quase irresistível de vitória.

Forma-se uma energia contagiante que une pessoas de diferentes culturas e histórias. Por alguns instantes, esquecemos as preocupações do cotidiano. Mantemos os olhos fixos na telinha: ora esbugalhados pela tensão, ora iluminados pela alegria. Compartilhamos gritos, risos, aplausos, lágrimas e uma sincera empatia, mesmo entre adversários.

Foi justamente nesse cenário que uma pequena centelha de lembrança transformou-se em uma reflexão mais profunda sobre a existência. Veio-me à memória um antigo desenho animado, eu, mesmo adulta amava assisti-los junto com meu filho, 'inda criança, e ríamos juntos, torcíamos juntos, e seu pai ria de mim, achava engraçado como eu gostava dos desenhos animados e me divertia junto com nosso filho, talvez como resposta ao desejo de encontrar forças para seguir adiante, mesmo diante das dificuldades da vida, das notícias que nos entristecem e das derrotas que, muitas vezes, acabam nos tornando mais fortes e conscientes.

(https://youtube.com/shorts/XQFbcm-60Bg?si=-S9b_MXN6kUV9rJc)

Quem viveu as inesquecíveis Copas dos anos 1970, as infâncias e o despertares da maturidade a partir dos anos 80, 90 e seguintes, ou teve filhos pequenos naquela época e depois acompanhou as grandes transformações culturais e tecnológicas das décadas seguintes, certamente se lembrará daquele personagem que, ao erguer sua espada, proclamava com convicção:

"Eu tenho a força!"

Talvez essa frase nunca tenha sido apenas o bordão de um herói da ficção. Talvez sempre tenha sido um convite para descobrirmos a força que Deus plantou, silenciosamente, dentro de cada um de nós.

Aqui sigo, lutando com a vida e, sobretudo, comigo mesma, tentando vencer barreiras que, por vezes, insistem em se erguer diante de mim. E, neste amanhecer, nasceu um pensamento que despertou coragem.

Foi então que comecei a refletir.

Se o próprio Jesus nos ensinou que a força da fé habita em nosso íntimo e que, por meio dela, somos capazes de realizar muito mais do que imaginamos, Ele não apenas nos convida à esperança. Convida-nos também à coragem, ao autoconhecimento e, principalmente, a sermos mestres de nós mesmos.

Mais do que esperar pelos acontecimentos, precisamos confiar na força que Deus depositou em cada ser humano. Essa confiança é a centelha das grandes transformações. Saber o que queremos e aprender a construir esse caminho significa despertar o melhor que existe em nós.

A força do bem querer é poder.

Querer o próprio bem nunca foi pecado nem egoísmo. É reconhecer a dignidade que Deus nos concedeu e assumir a responsabilidade de cuidar da própria vida, do corpo, da mente e do espírito, sem burilar ninguém, para que possamos servir ainda melhor ao próximo a nós dado como missão de vida.

Se acreditamos que a presença divina habita em nós, por que permitir que o medo nos paralise? Por que duvidar de que podemos vencer, antes de tudo, a nós mesmos? Novas oportunidades estão desabrochando como flores em cada amanhecer. O importante é zelar por esse grande jardim de Deus, que é nosso próprio coexistir.

Curiosamente, sinto que essa mensagem encontra eco até mesmo naquele antigo desenho animado. Quando o herói, de físico forte e caucasiano, loiro como um anjo, erguia sua espada e proclamava:

"EU TENHO A FORÇA!"

E hoje, mais conscientizados, abertos a tudo que renova e nos desperta, transformamos anjos loiros, em anjos sem cores, apenas, humanizados ...

Talvez a maior lição não estivesse nos músculos, nem nos poderes extraordinários, nem na cor, nem na etnia, gênero, mas na confiança despertada dentro de si.

A verdadeira força nunca esteve na espada.

Sempre esteve na coragem de acreditar.

E quando a fé desperta a coragem, descobrimos que os verdadeiros mestres do universo não são heróis invencíveis, mas seres humanos capazes de vencer a si mesmos.

A maior força não é a que vence batalhas. É a que vence o medo que existe dentro de nós.

Talvez seja por isso que tantas frases e momentos da infância permaneçam vivos em nossa memória. Não conseguimos separar a criança que insiste em habitar em nós do adulto que nos tornamos. Assim como as flores permanecem sustentadas pelo caule e pelas raízes que lhes alimentam a vida, nossas lembranças amadurecem conosco.

Quando crianças, sonhávamos possuir uma espada mágica ou uma varinha de condão. Quando adultos, descobrimos que a verdadeira espada sempre foi a consciência, e que a força não é concedida por um poder exterior, mas despertada silenciosamente por Deus no íntimo de cada ser humano, como um dom que aguarda o momento de florescer.

Acredito que essa reflexão nos convida a olhar para o horizonte com mais esperança. Afinal, talvez o longe não exista quando descobrimos que a verdadeira força sempre esteve tão perto: dentro de nós mesmos. Ela nasce da fé, amadurece no amor e floresce no despertar da consciência.

Paz e bem, caríssimos!

Que neste amanhecer você possa repetir esta frase não como um grito de poder, mas como uma oração silenciosa:

"Eu tenho a força, porque Deus habita em mim." ✨

Mângela Castro
07 de julho de 2026

ENTRE A FÉ E A HISTÓRIA: QUANDO O CONHECIMENTO NOS ENSINA A PERGUNTAR E CONHECER!

  “Que tenhamos sempre a humildade de aprender, a coragem de pensar e a delicadeza de respeitar.” Que tenhamos uma manhã que já vai longe, ...