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domingo, 26 de julho de 2026

SERENIDADE NO ENTARDECER DA IDADE ... RETROSPECTIVA DA VIDA!

 "A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.(Romanos 5,5)

Há escritos que o tempo não apaga. Apenas lhes acrescenta significado. Hoje compartilho uma página do meu caderno de 1983, onde a esperança já aprendia a florescer. 🌿

Assim nasceram, Joias do Baú das Memórias

Olá, queridos e queridas.

Hoje tomo a liberdade de compartilhar um pouco da minha intimidade. Lá nos idos de 1983, jovem ainda, com muitos sonhos e desejos à flor do coração, a vida parecia florescer ao meu redor. Uma nova etapa estava nascendo. Recém-casada e, em meio às incertezas do futuro, escolhi viver apenas aquele sutil momento.

Quantas tardes primaveris já vivenciei ao longo da vida! Neste meu entardecer da idade, muitas ficaram para trás, mas uma, em especial, permaneceu guardada na memória, preservada em uma simples folha de caderno.

Foi numa tarde de novembro, quando as emoções borbulhavam dentro de mim e tudo parecia querer brotar das profundezas da alma, que tive um encontro comigo mesma. Hoje, relendo essas singulares palavras, tenho a certeza de que, naquele instante, algo maior do que eu me impelia a tomar uma folha de papel para escrever.

Na verdade, isso já havia se tornado um hábito. Escrever era a maneira que encontrava para não somatizar tanto os desafios do dia a dia, afinal, quem não os tem? A diferença está em aprender a lidar com eles e procurar resolvê-los da melhor forma possível.

E, como uma suave brisa, um soneto brotou do meu coração. Parecia surgir dos recônditos adormecidos da alma como um sopro de esperança.

Serenidade... Era exatamente assim que eu me sentia naquele momento. Então escrevi:

No borbulhar da emoção,
expresso a alegria da paz.

Meu corpo sereno
acalenta a mansidão
de um olhar lânguido,
de tristezas que jazem.

E o soneto do sopro
da esperança; brota vívido.

Sinto o beijo
da brisa suave
que me acaricia,

acalenta, acalma a alma,

na gostosa tarde de primavera.

Chega de mansinho o desejo

de sonhos, e que sejam meigos,
de doces ilusões do amor,

os quais, ali naquele momento,
viriam.

Como na singeleza da vida,
na pureza de uma criança,

que meu ser implorava
e sempre pedia...

Não se perca da esperança!

Franca, 04 de novembro de 1983 – 14h35.

Relendo essas simples palavras, percebo quase um percurso interior. É como se eu saísse da agitação de um borbulhar de emoções e chegasse, passo a passo, à serenidade. O título, portanto, não é apenas um nome: é o destino do poema.

Ao revisitar meus guardados, hoje um pouco empoeirados, com folhas já amareladas pelo tempo, percebo o valor que cada uma delas carrega. Guardo-as com carinho, pois não são apenas lembranças: são as primeiras páginas de uma primavera interior.

Tudo começou com um conselho que recebi, por volta de 1975. Ao buscar alívio para as inquietações daquele tempo, um sacerdote, quase em segredo, me aconselhou:

"Escreva, Maria. Passe para um caderno, como se fosse um diário, os pensamentos que lhe chegam."

Foi assim que a jovem Maria começou a escrever para aliviar a alma, buscando respostas e tornando-se cúmplice de cada momento vivido.

Assim sigo ainda hoje: escrevendo. Agora, porém, compartilhando essas palavras com o sincero desejo de que elas também possam aliviar ou inspirar o coração de quem as lê.

É claro que, às vezes, as palavras podem incomodar. São como sementes sendo remexidas na terra que as abriga. Talvez, num primeiro momento, não façam sentido, pois cada leitura é profundamente pessoal. Muitas vezes questionamos; outras, como diz o jargão popular, "demora para cair a ficha". E isso faz parte, principalmente quando algo toca as profundezas da alma ou desperta sentimentos que permaneciam escondidos — por medo, insegurança ou simples necessidade de proteção.

Cada um possui seu tempo interior.

Mas chega o momento em que é preciso permitir que as emoções floresçam, como flores de um jardim. Algumas trazem espinhos; outras exalam perfumes delicados. Assim como nós possuímos nossa própria identidade,  elas também possuem sua própria tonalidade, sua beleza e sua razão de existir. Também isso faz parte da lei natural da autopreservação e evolução natural de todas as coisas sob a Onisciência de Deus - (Isaías 46:9-10:). O importante é cultivar nossos jardins interiores, respeitando os divisores de águas que a própria vida nos apresenta.

E isso, minha amiga, meu amigo, pode ser apenas um desenrolar do tempo. Não porque algo tenha deixado de amadurecer, mas porque ainda repousa no aconchego da alma, maturando silenciosamente, como um bom vinho preservado nos tonéis da vida.

Hoje vivo o entardecer da idade, mas continuo preservando o doce sabor da esperança que já habitava aquela tarde de 4 de novembro de 1983.

Ela permanece jorrando palavras como a nascente que desce pelas encostas, regando as sementeiras e conduzindo as águas da vida. Às vezes serenas, outras vezes turbulentas, como um vendaval, mas sempre seguindo seu curso natural, até encontrarem, um dia, o grande oceano da Vida... onde, enfim, todas as almas encontrarão a cura. Posto que, sem perder a esperança, acreditemos que: ___

"Na velhice darão ainda frutos, serão viçosos e florescentes."
Salmo 92,14

Paz e Bem.

By MângelaCastro — 24/07/2026


Enviado por MângelaCastro em 26/07/2026
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terça-feira, 14 de julho de 2026

NOVA TERRA, NOVA HUMANIDADE DESPERTA ...

 "Deus não cria para o vazio, mas para a plenitude'

No silêncio que me afogo nessa manhã, permito que essa reflexão não nasça do medo do fim, nem tão pouco da punição, e sim da confiança na continuidade da vida com total dignidade humana.

Pois sim, por mais difícil que nos seja compreender os tempos atuais, a vida transborda em cada instante como fonte inesgotável do amor que tudo cria, sustenta e renova, estamos em constante transformação, como libélulas em seu casulo. Somos peregrinos do tempo, chamados a renascer em cada amanhecer, descobrindo que nossa verdadeira força não está naquilo que possuímos, mas na centelha divina que habita em nós.

A Nova Terra não representa o fim da criação de Deus, mas o seu pleno florescimento. O Criador não abandona Sua obra; Ele a conduz, pacientemente, rumo à plenitude. Assim como a semente se transforma em árvore sem perder sua essência, também a humanidade é convidada a amadurecer espiritualmente, tornando-se mais consciente, mais fraterna e mais semelhante ao Amor que a originou. E talvez pela nossa imperfeição, sofremos um "cadinho" mais para cumprir o objetivo da verdadeira criação. Chegar à perfeição!

Talvez a grande transição planetária comece, antes de tudo, não em tempo marcado pelo relógio, mas dentro de cada coração. Cada gesto de misericórdia, cada escolha pelo bem, cada olhar de compaixão já anuncia esse novo horizonte. A renovação da Terra começa na renovação do ser humano.

Ainda que venham tempos de provações, como tantas vezes aconteceram ao longo da história, não caminharemos sozinhos. Nossa esperança repousa naquele que faz novas todas as coisas e cuja obra permanece para sempre (Apocalipse 21:5). O amor de Deus não conhece extinção; transforma, restaura e eterniza.

Quem viveu intensamente, semeando bondade e cumprindo com fidelidade sua missão, já venceu o tempo, e com alegria. Descobre que a eternidade não começa depois da vida, mas floresce em cada instante vivido com amor.

Vejo, pela fé, um novo paraíso despontando no horizonte. Não um lugar distante, mas uma humanidade desperta, reconciliada com Deus, consigo mesma, com o próximo e com toda a criação. Quando nossos corações aprenderem a amar sem medida, compreenderemos que a Nova Terra já começou a nascer entre nós.

"Sinto no meu coração, que mesmo diante de tantas intempéries, vicissitudes, devassidão, que nosso Criador, quer que sobrevivamos a nós mesmos, para reflorestar as estrelas de nossa beleza inimaginável de puro amor e luz."

Busco passar com esse pensamento uma imagem extraordinária, sim! "Sobreviver a nós mesmos" significa para mim, deixar morrer o egoísmo, o orgulho, a violência, a arrogância, o medo, posto que precedidas da insatisfação, trazem consigo, a separação do amor, assim sendo, tudo isso acontece para que permaneça aquilo que Deus plantou em nós desde o princípio, para que possamos depois de tudo, continuar "Reflorestando as estrelas;" imagine você, seja essa, uma metáfora de rara beleza, como se cada alma renovada devolvesse luz ao universo.

Porque tudo o que nasce do Amor não fenece. Permanece para sempre.

Finalizo essa postagem ensejando meu parco entendimento, mas que pode auxiliar na condução de estudos e reflexões catequéticas, independente de crenças religiosas, filosóficas e ou morais do ponto de vista social: ___

"Na tradição cristã, especialmente a partir das cartas de São Pedro e do livro do Apocalipse, a expressão "Nova Terra" não costuma ser entendida como Deus desistindo de Sua criação para começar outra completamente diferente. Pelo contrário, ela aponta para a renovação definitiva de toda a criação. Assim como Cristo ressuscitado conserva sua identidade, mas glorificada, também a criação é apresentada como sendo libertada da corrupção para participar da plenitude de Deus. Essa esperança também aparece na carta aos Romanos (8,19-22), quando toda a criação "geme" aguardando sua libertação".

Paz, bem e luz.

By MângelaCastro - 14/7/2026


terça-feira, 7 de julho de 2026

"HE-MAN, E OS MESTRES DO UNIVERSO!!

Gostaria de viajar no tempo comigo? Então venha! 

Mateus 26__2 Então Jesus disse-lhe, em sinal de alerta, convenhamos: ___Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.

Mais do que uma nostalgia,  uma realidade ... A verdadeira espada é a consciência; a verdadeira força nasce quando descobrimos que Deus habita em nós.

Nas manhãs que se seguiram, assistindo à Copa de 2026 pela televisão, torcendo por nosso País, mas também pelas demais nações, percebi como o esporte é capaz de despertar uma força extraordinária. Durante aqueles momentos, inúmeros corações passam a bater em uníssono, movidos por um desejo quase irresistível de vitória.

Forma-se uma energia contagiante que une pessoas de diferentes culturas e histórias. Por alguns instantes, esquecemos as preocupações do cotidiano. Mantemos os olhos fixos na telinha: ora esbugalhados pela tensão, ora iluminados pela alegria. Compartilhamos gritos, risos, aplausos, lágrimas e uma sincera empatia, mesmo entre adversários.

Foi justamente nesse cenário que uma pequena centelha de lembrança transformou-se em uma reflexão mais profunda sobre a existência. Veio-me à memória um antigo desenho animado, eu, mesmo adulta amava assisti-los junto com meu filho, 'inda criança, e ríamos juntos, torcíamos juntos, e seu pai ria de mim, achava engraçado como eu gostava dos desenhos animados e me divertia junto com nosso filho, talvez como resposta ao desejo de encontrar forças para seguir adiante, mesmo diante das dificuldades da vida, das notícias que nos entristecem e das derrotas que, muitas vezes, acabam nos tornando mais fortes e conscientes.

(https://youtube.com/shorts/XQFbcm-60Bg?si=-S9b_MXN6kUV9rJc)

Quem viveu as inesquecíveis Copas dos anos 1970, as infâncias e o despertares da maturidade a partir dos anos 80, 90 e seguintes, ou teve filhos pequenos naquela época e depois acompanhou as grandes transformações culturais e tecnológicas das décadas seguintes, certamente se lembrará daquele personagem que, ao erguer sua espada, proclamava com convicção:

"Eu tenho a força!"

Talvez essa frase nunca tenha sido apenas o bordão de um herói da ficção. Talvez sempre tenha sido um convite para descobrirmos a força que Deus plantou, silenciosamente, dentro de cada um de nós.

Aqui sigo, lutando com a vida e, sobretudo, comigo mesma, tentando vencer barreiras que, por vezes, insistem em se erguer diante de mim. E, neste amanhecer, nasceu um pensamento que despertou coragem.

Foi então que comecei a refletir.

Se o próprio Jesus nos ensinou que a força da fé habita em nosso íntimo e que, por meio dela, somos capazes de realizar muito mais do que imaginamos, Ele não apenas nos convida à esperança. Convida-nos também à coragem, ao autoconhecimento e, principalmente, a sermos mestres de nós mesmos.

Mais do que esperar pelos acontecimentos, precisamos confiar na força que Deus depositou em cada ser humano. Essa confiança é a centelha das grandes transformações. Saber o que queremos e aprender a construir esse caminho significa despertar o melhor que existe em nós.

A força do bem querer é poder.

Querer o próprio bem nunca foi pecado nem egoísmo. É reconhecer a dignidade que Deus nos concedeu e assumir a responsabilidade de cuidar da própria vida, do corpo, da mente e do espírito, sem burilar ninguém, para que possamos servir ainda melhor ao próximo a nós dado como missão de vida.

Se acreditamos que a presença divina habita em nós, por que permitir que o medo nos paralise? Por que duvidar de que podemos vencer, antes de tudo, a nós mesmos? Novas oportunidades estão desabrochando como flores em cada amanhecer. O importante é zelar por esse grande jardim de Deus, que é nosso próprio coexistir.

Curiosamente, sinto que essa mensagem encontra eco até mesmo naquele antigo desenho animado. Quando o herói, de físico forte e caucasiano, loiro como um anjo, erguia sua espada e proclamava:

"EU TENHO A FORÇA!"

E hoje, mais conscientizados, abertos a tudo que renova e nos desperta, transformamos anjos loiros, em anjos sem cores, apenas, humanizados ...

Talvez a maior lição não estivesse nos músculos, nem nos poderes extraordinários, nem na cor, nem na etnia, gênero, mas na confiança despertada dentro de si.

A verdadeira força nunca esteve na espada.

Sempre esteve na coragem de acreditar.

E quando a fé desperta a coragem, descobrimos que os verdadeiros mestres do universo não são heróis invencíveis, mas seres humanos capazes de vencer a si mesmos.

A maior força não é a que vence batalhas. É a que vence o medo que existe dentro de nós.

Talvez seja por isso que tantas frases e momentos da infância permaneçam vivos em nossa memória. Não conseguimos separar a criança que insiste em habitar em nós do adulto que nos tornamos. Assim como as flores permanecem sustentadas pelo caule e pelas raízes que lhes alimentam a vida, nossas lembranças amadurecem conosco.

Quando crianças, sonhávamos possuir uma espada mágica ou uma varinha de condão. Quando adultos, descobrimos que a verdadeira espada sempre foi a consciência, e que a força não é concedida por um poder exterior, mas despertada silenciosamente por Deus no íntimo de cada ser humano, como um dom que aguarda o momento de florescer.

Acredito que essa reflexão nos convida a olhar para o horizonte com mais esperança. Afinal, talvez o longe não exista quando descobrimos que a verdadeira força sempre esteve tão perto: dentro de nós mesmos. Ela nasce da fé, amadurece no amor e floresce no despertar da consciência.

Paz e bem, caríssimos!

Que neste amanhecer você possa repetir esta frase não como um grito de poder, mas como uma oração silenciosa:

"Eu tenho a força, porque Deus habita em mim."

Mângela Castro
07 de julho de 2026

sexta-feira, 19 de junho de 2026

"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ao coração de quem escolhe seguir em frente. 🌿✨

Os efeitos desse sentimento não atingem apenas a alma,

Por que postei esta foto com amigos(as) tão queridos(as)?

Porque ela me recorda uma viagem de grandes aprendizados. Participamos de um Congresso Ecumênico, cujo objetivo era promover a unidade cristã, com interatividades bem pedagógicas, e para mim, uma das maiores riquezas daquele encontro foi o exercício da convivência respeitosa diante das diferenças de ideias e opiniões.

Ali compreendi que, muitas vezes, precisamos olhar além das palavras e das reações das pessoas. Nem toda ofensa nasce da maldade; algumas surgem das próprias inquietações, dores e insatisfações de quem as carrega.

Esses sentimentos não atingem apenas a alma. Refletem-se também no corpo e perturbam nosso dia a dia. Por isso, cuidar das emoções negativas é também cuidar do próprio bem-estar.

Entre os sintomas mais comuns estão:

• Dor de cabeça
• Dor nas costas
• Dor na nuca
• Dor de estômago e desconfortos semelhantes aos da úlcera
• Depressão
• Fadiga
• Ansiedade
• Irritabilidade
• Tensão e esgotamento
• Insônia e agitação
• Apreensões e medos sem causa aparente
• Infelicidade
Então, se está com esses males lhe afligindo, cuide de olhar para dentro de si mesmo (a), e ver onde está "titubeando"...

Muitas vezes trocamos o certo pelo duvidoso. Traímos princípios apenas para conseguir o que desejamos ou para provar que somos capazes de tudo. É o famoso "dar o troco". Mas essa atitude em nada nos fortalece; ao contrário, revela nossas fragilidades.

A maioria de nós evitaria tomar um medicamento se soubesse que seus efeitos colaterais seriam mais prejudiciais do que o benefício esperado. No entanto, nem sempre somos seletivos com os pensamentos que cultivamos.

Qual é o antídoto?

O remédio é o perdão. É saber desculpar e não guardar mágoas. E o primeiro perdão deve ser dirigido a nós mesmos.

Quando aprendemos a perdoar, compreendemos que não somos vítimas permanentes das atitudes alheias. Se nos amamos e seguimos o fluxo da vida com consciência, descobrimos que o perdão é um elemento extraordinariamente eficaz, capaz de aliviar muitos dos sofrimentos que carregamos.

Perdoar não é apenas um exercício da razão; é, sobretudo, um equilíbrio da emoção. É permitir que os bons sentimentos, já presentes na criatura humana, floresçam novamente.

Isso não significa que, após o perdão, a convivência voltará a ser a mesma. Nem sempre. Porém, se alguém conseguiu nos ferir profundamente, talvez exista em nós alguma insegurança, orgulho ou fragilidade que ainda precisa ser trabalhada.

Quem nos magoa muitas vezes apenas encontra uma ferida já existente.

Perdoar é tomar um elixir que suaviza a dor e permite seguir em paz. É deixar que a vida, o tempo e as leis divinas façam seu trabalho de aprendizado e renovação.

As disputas, os ciúmes, as fofocas e as rivalidades costumam nascer justamente nos ambientes mais próximos: na família, no trabalho e nas relações afetivas. Muitas vezes, tudo isso é alimentado pela falta de amor-próprio e pela necessidade de possuir aquilo que não se conquistou pelo próprio mérito.

Por isso, desculpemos. Infinitamente.

Já nos ensina a saudosa e bondosa MEIMEI ...

Tudo na vida possui uma finalidade no aprimoramento comum. Dura é a pedra e áspera a areia, mas ambas sustentam o leito do rio para que as águas não se percam. Escura é a noite, mas sem ela não contemplaríamos as estrelas. Humilde é a lagarta, contudo, dela nasce o fio de seda que inspira a beleza. Doloroso é o sofrimento, mas sem ele dificilmente reconheceríamos muitas verdades.

Sempre que a mágoa ou a ofensa baterem à porta de nosso coração, desculpemo-las tantas vezes quantas forem necessárias.

Assim ensinou Jesus:

"Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete." (Mateus 18:22)

É pelo esquecimento de nossos erros que o Senhor nos sustenta. Somente a bondade torna a vida verdadeiramente grande, vitoriosa e plena.

By MângelaCastro - 19/6/2026

quarta-feira, 6 de maio de 2026

A SEIVA INVISÍVEL DO PENSAMENTO ...

Hoje, a crônica vem do pensamento de Gênesis, penso que, é preciso antes de tudo que se conheça o princípio de "todas as coisas", para que a vida se desenvolva a contento, e assim entende-la como um TODO NECESSÁRIO ...


Assim, retornando de minhas íntimas e "místicas "viagens, há um novo dia despertando dentro de mim, uma nova vida que ressurge após um descanso temporário, uma pausa para o corpo repousar das lidas diárias. Muitos dizem que é como morrer! Ledo engano. O corpo sim, fica letárgico, todos os nossos órgãos internos reduzem suas capacidades reagentes, mas a alma que é pura energia, deixa esse corpo pesado e vai viajar (sonhos, pesadelos, depende da sintonia de cada um) .... 

Quantos aprendizados trazemos na volta dessa viagem, as chamadas, "intuições" devíamos ouvi-las mais e pesa-las com equilíbrio! Ou não! Vai depender do despertar de alma de cada indivíduo (evolução), de cada pedra, cada plantinha, de cada fruto que "despenca" de uma árvore frutuosa, de cada gota que espirra de um rio e corre em silêncio desviando obstáculos, moldando-se nesse processo, até alcançar o grande oceano da vida, quando tudo pulsa uníssono, é bom nos conscientizar, que não nos desenvolvemos sozinhos. Assim como Deus despertou o nosso universo, a nossa via láctea, dando-lhe luz e cores vivas!

Antes de qualquer forma,

antes de qualquer nome,

antes mesmo do tempo como o conhecemos…
havia o silêncio.

Um silêncio tão absoluto,
que não era ausência —
era potência.

E foi nesse “antes de tudo”, ainda inalcançável à compreensão humana, que o princípio se fez Palavra.

No livro de Gênesis,
não encontramos apenas o relato da criação do mundo,
mas o despertar da própria Luz como origem de todas as coisas.

(Gênesis 1:3)

“Faça-se a luz.”
E a luz se fez.

Fiat Lux
não como um gesto mágico,
mas como o primeiro movimento do Amor criador,
abrindo caminho no que antes era indistinto,
para que tudo pudesse vir a ser.

Talvez seja por isso
que toda verdadeira transformação ainda hoje
comece da mesma forma:

no acender de uma luz
em meio às próprias sombras.


Hoje é um novo dia.
Uma nova vida que ressurge após o repouso do corpo.

Mas a alma… essa não dorme.

Ela apenas se afasta, por instantes, do vaso que a abriga —
e segue.

Vai onde a chama sua própria natureza:
às vezes, vagueia sem rumo;
às vezes, visita afetos distantes;
ou, em silêncio, busca campos mais sutis, onde aprende, serve… e cresce.

Tudo depende da sua maturidade,
das intenções que carrega,
daquilo que cultiva em si.

Porque o pensamento não se encerra em quem o produz.
Ele se desprende.
Viaja.
Encontra morada.

Como uma flecha invisível,
corta o ar em silêncio
à procura de um destino, de um alvo para acertar.

E nem sempre é o amor que lançamos.

Há pensamentos que densificam o caminho,
que tornam o ambiente pesado, opaco —
criando barreiras até mesmo para aqueles que já caminham em esferas mais elevadas.

A luz, para atravessar a sombra,
precisa de passagem.

E nem sempre facilitamos esse caminho.

Recordemos:
a luz veio antes da forma.
Antes do desenho.
Antes da existência como a conhecemos.

E talvez, ainda hoje,
sejamos chamados a fazer o mesmo —
em escala íntima.

Acender a própria luz
antes de querer transformar o mundo.

Porque toda criação,
visível ou invisível,
começa no mesmo lugar:

no pensamento e se expande infinitamente ...

Isso é ser Consciência!

Um trabalho de formiguinha em sua comunidade...




✨ Antes de tudo… houve a luz.

E dentro de você — o que tem sido aceso?

By MângelaCastro - 6/5/2026

Enviado por MângelaCastro em 06/05/2026
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terça-feira, 5 de maio de 2026

“A DE AMARELO"...

__Há um momento em que deixamos de ouvir o mundo…
e começamos, enfim, a lembrar quem somos.


Uma reflexão entre arrependimento, batismo e perdão.

(Bíblia – Atos 2:38)

Há amanheceres que não chegam com o dia.
Despertam por dentro — silenciosos, tardios… inevitáveis.

Às vezes, é preciso descer um degrau
para só depois compreender a subida.
E não como conquista,
mas como consciência.

Há momentos em que alguém nos chama
não pelo nome,
mas por aquilo que vê.

“A de amarelo.”

E, de início, parece pouco.
Quase nada.

Mas há um instante — breve e profundo —
em que a alma pergunta:
“E quem sou eu, além do que veem?”

O batismo, dizem, é um rito.
Mas, em verdade, é lembrança.

É fonte do Espírito Santo.

Não da água que toca a pele,
mas daquilo que um dia tocou o espírito.

Há quem vista o branco por tradição.
Há quem carregue marcas invisíveis por dentro.

Há sombras se revelando na luz.

E, entre símbolos e silêncios,
a vida segue nos chamando de volta.

Nem sempre com palavras.
Às vezes, com encontros.
Outras, com pequenas rupturas.

Um olhar.
Um esquecimento.
Um nome não dito.

E, curiosamente, é nesses desvios
que algo se revela.

Não sobre o outro —
mas sobre nós.

Há silêncios que curam.
E há silêncios que escondem.

Discernir entre eles
é também um caminho de fé.

Como Maria, que guardava no coração,
há tempos de recolher.

Mas também há tempos de emergir.

Sem confronto.
Sem dureza.
Apenas verdade.

Porque lembrar o próprio nome
não é um ato de afirmação ao mundo —
é um reencontro íntimo com aquilo que Deus já conhece.

“Antes que fosses formado, já eras conhecido.”

(Jeremias 1:5)

E então compreendemos:

Nem sempre é sobre o que dizem.
É sobre o que, dentro de nós, desperta.

Há histórias que não precisam ser explicadas.
Há caminhos que não precisam ser justificados.

O que é verdadeiro
permanece.

O que é essencial
retorna.

E, mesmo que o mundo insista em reduzir,
a alma — quando desperta — já não se esquece.

Se vierem os rótulos, que venham.
Se vierem os enganos, que passem.

Há algo que permanece intacto:

o nome inscrito onde ninguém vê.

E, quando isso se torna claro,
já não importa como chamam.

Porque, enfim,
há reconhecimento.

— não no exterior,
mas no silêncio onde Deus habita.

MângelaCastro – 04/05/2026


Enviado por MângelaCastro em 04/05/2026
Reeditado em 05/05/2026
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sábado, 25 de abril de 2026

🌿 A CICATRIZ E O RECOMEÇO 🌿

 

Nem toda dor vai embora…

algumas se tornam cicatriz.

Mas a renovação começa

quando você decide não morar mais nela.

🌿 Leia. Sinta. Recomece.

Ele cura os de coração quebrantado e trata das suas feridas.”
Salmos 147:3

Há dores que não gritam…

mas permanecem.

Quando nos sentimos traídos em nossa lealdade,

abre-se uma ferida profunda.

E dói… não apenas pelo que o outro fez,

mas pelo que nós esperávamos dele.

Temos o hábito — quase automático —

de depositar no outro aquilo que carregamos dentro de nós:

amor, entrega, verdade.

Mas esquecemos de perguntar:

o outro queria?

o outro sabia amar como nós amamos?

A cicatriz nasce.

No início, é aberta, sensível, exposta.

Depois, com o tempo, fecha…

mas não desaparece.

E talvez não deva desaparecer.

Porque a cicatriz não é o fim da dor…

é a prova de que sobrevivemos a ela.

Mas há um ponto essencial:

não podemos transformar a cicatriz em morada.

Ela é memória…

não destino.

A renovação começa quando compreendemos

que o outro não nos deve aquilo

que nunca prometeu com verdade.

E mais ainda…

quando decidimos recolher nossas expectativas,

reorganizamos nossos sentimentos

e devolvemos ao outro a responsabilidade de ser quem é.

Renovar não é esquecer.

Não é fingir que não doeu.

É olhar para dentro e dizer:

“isso me atravessou… mas não me define.”

Há uma força silenciosa nesse processo.

Uma coragem de recomeçar

sem carregar o peso da cobrança,

sem exigir do outro aquilo que ele não pode dar.

A cicatriz permanece…

mas já não fere.

E no lugar da dor constante,

nasce algo novo:

clareza,

maturidade,

e uma forma mais consciente de amar.

e não novamente simplesmente me entregar.

Porque, no fim…

não se trata do que fizeram conosco,

mas do que escolhemos fazer com isso.

E assim, aos poucos,

a alma se recompõe…

não como era antes,

mas mais forte,

mais lúcida,

mais inteira.

Como a semente levada pelos ventos,

Cai em outras plagas, e se faz um renovo

Novas cores, novo perfume, trazendo consigo

Uma entrega leve, e espero não passageira,

Alegrando nossos olhares vazios...

É só soltar o laço, e correr pro abraço.

"Eis que faço novas todas as coisas.”
Apocalipse 21:5

— MângelaCastro - 26/4/2026

Enviado por MângelaCastro em 25/04/2026
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quarta-feira, 22 de abril de 2026

O MAR VIROU, NAVEGADOR…

 “Quando o mar vira, a alma revela do que é feita, e enfrenta suas próprias ondas" ...


A, navegador… o mar se virou.

A vira, virou, navegador… o mar virou.

Foi essa canção que brotou dentro de mim
nesta manhã que já chegou agitada,
burilando todo o meu ser
neste quase nada que sou
diante deste grande e profundo
oceano da vida — onde tudo nasce.

Um mar revirado de lutas,
de ondas bravias,
quando a vida não se faz
do jeito que queremos.

E então… o mar se revira.
Nosso barco vira palha.

Assim estou eu nesses dias:
saí a navegar em busca
de águas profundas,
onde os peixes habitam.
Já direcionava Jesus: ____
"Joguem suas redes
em águas mais profundas"!  
(Lucas 5:4) Obedecer, não é difícil!
Quando se tem medo de perder.

Mas o vento soprou forte…
e tudo se revirou.

O mar se fez revolto
— e não se apiedou.

Eu, enquanto navegadora,
atirei-me de corpo e alma
sobre as ondas bravias,
onde o vento gritava.

Ainda ressoa em mim
a doce ilusão de encontrar
o alimento que nutre
não só os sentimentos,
mas a minha alma.
"doces momentos".

Doce, é a ilusão…
que se quebrou mais uma vez,
como um espelho antigo
pendurado na parede —
silencioso, imóvel,
até o instante da queda.

E então vem o terremoto:
emoções que  se rompem
de cima a baixo, nesse meu
coração navegador. Busca_dor.
Ela foi identificada na tribulação!

Por Aquele que acreditava
ser dono de si mesmo, e de tudo...
se esvanece…

Treme como o mar bravio,
e recua...Não é a hora!

Naquele instante,
não importa mais a aurora,
mas a sobrevivência.

Mais uma vez,
a ilusão venceu.

Mas… depois de tudo revirado,
algo novo há de nascer.

Porque a ilusão
é nada mais que ilusão:
sente-se…
mas não se vê,
não se toca.

É passageira.
Imaterial.

E eu…
posso até me perder nessas ondas,
posso até me desfazer por dentro…

Mas não me entrego.

Se for para naufragar,
que seja tentando. ___
Porque "eu sou" navega_dora.
E talvez você seja, navega_dor!

Veja, bem ...

“Em tudo que fazemos na vida, só faz sentido se nos doarmos,
mas nessa doação, tem que haver retorno…
pois quando só um doa o alimento, o outro silencia —
e quem doa, um dia, se cansa"! É como essa poesia navegador, vai buscar seu alimento em outros mares da vida ...



✍️ By MângelaCastro – 22/04/2026

Enviado por MângelaCastro em 22/04/2026

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segunda-feira, 13 de abril de 2026

UM DESABAFO. DESAFIOS DA EDUCAÇÃO E ALMA... AFINAL, O QUE SOMOS PARA O MUNDO?

 Bom dia caríssimos e amantíssimos do Pai...


Quantas vezes você viveu pelos outros… e esqueceu de si? Por onde andas agora? Em qual caminho se situa?

Entre acertos, renúncias e silêncios,
um dia a alma pede espaço.

Este não é apenas um texto…
é um despertar.

🌿 Leia. Sinta. Reflita.


UM DESABAFO…

Há manhãs em que a alma nos chama para pensar…
não superficialmente, mas profundamente —
como quem revisita os alicerces da própria vida.

Hoje, acordei assim.

Refletindo sobre valores que um dia foram bússola:
morais, éticos, espirituais…
criados para orientar caminhos humanos,
mas que, aos poucos, parecem ter sido deixados de lado.

Vivemos tempos de pressa, de excessos, de aparência.
E, no meio disso, me pergunto:
o que estamos oferecendo àqueles que chegam depois de nós?

Crianças…
algumas tão sensíveis, tão despertas,
que parecem carregar em si uma missão silenciosa.

Mas… que estrutura estamos dando a elas?

Um lar deveria ser ninho.
Ritmo.
Presença.
Segurança.

E o que vemos, muitas vezes,
são rotinas quebradas, valores dispersos,
um cotidiano que confunde mais do que forma.

Será que estamos preparando almas…
ou apenas entretendo corpos?

Volto então ao meu próprio caminho.

Minha mãe… foi intensa.
Amou à sua maneira. Viveu à sua maneira.
E nós… apenas seguíamos.

Fomos muitas vezes arrancados de um lugar para outro,
como pequenas plantas em constante replantio.

Aprendi muito, é verdade.
A vida me ensinou a resistir.

Mas também me ensinou, sem que eu percebesse,
a dificuldade de criar raízes.

E hoje entendo:
sobreviver não é o mesmo que se sentir pertencente.

Mais tarde, fiz minhas escolhas.

Escolhi meu filho.
Escolhi minha família.
Escolhi estar presente.

E, entre essas escolhas…
fui me deixando por último.

Não por falta de amor por mim,
mas por excesso de amor pelos outros.

Hoje, me pergunto:
isso foi acerto… ou ausência de mim mesma?

Vivemos uma época em que tudo parece permitido,
desde que traga prazer imediato.

Mas educar… é também dizer “não”.
Amar… é também orientar.
Cuidar… é também estruturar.

E isso exige coragem.

Não escrevo para julgar o outro.
Escrevo na primeira pessoa…
porque é em mim que posso tocar.

Mas não consigo ignorar o que vejo:
vidas sendo conduzidas sem direção,
almas sendo nutridas apenas com o que é material.

E isso não sustenta ninguém por dentro.

E agora… aqui estou.

Entre o que vivi
e o que ainda posso viver.

Não sei se devo recomeçar,
se devo permanecer,
ou apenas ressignificar.

Só sei que há algo dentro de mim pedindo espaço.
Pedindo vida.
Pedindo verdade.

Talvez não seja sobre escolher entre mim e os outros…
mas sobre, finalmente, não me deixar mais para depois.

Afinal, eu tenho o caminho, a verdade, a vida, com Jesus, mas não basta ler, é preciso aplicar cotidianamente, de preferência, sem retrocessos, em frente sempre. (João 14:6)🌿


— MângelaCastro

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