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domingo, 29 de março de 2026

MARIA, MARIA... POR QUE CHORAS?

 

— Porque mataram e sepultaram meu Amado…

Mas não percebes, Maria,
que apesar das tormentas e das feridas,
Ele vive…
e está bem perto de ti?

Na poeira dos séculos,
este diálogo ainda ressoa pelos caminhos.
As palavras voam como pássaros pelos céus,
procurando um novo ninho,
um coração onde possam pousar
e novamente florescer.

Não chores mais, Maria…

O corpo padeceu, sofreu, foi macerado,
mas Seu Espírito vive —
vive para toda a eternidade.

E todos aqueles que Nele creem
também serão elevados
à presença de Nosso Senhor, Nosso Pai.

Canta, Maria…
Louve…
Alegra-te…

Uma nova vida ressurge nos céus
para abençoar a Terra.

Crês, Maria?

— Sim, Senhor… eu creio.

Então vai…
leva esta boa nova aos outros,
e tudo se esclarecerá entre vós.

Não tenhais medo.

Hoje é o Domingo de Ramos,
o dia em que Jesus Cristo entra em Jerusalém,
Rei dos judeus,
dos fracos e oprimidos,
dos justos e dos injustos…
Rei de toda a Terra.

Com promessas de construção

de morada para todos nós!

Se na terra o poder é falho,

No céu O Reino é vasto,

justo, e tem muitas moradas.

Enxuga, pois, tuas lágrimas…
e vai.

Eu estarei contigo
até a eternidade.

“Não chores, Maria… Ele vive.
E onde há fé, a esperança sempre renasce.” 🌿

Promessa do Nosso Senhor.

BY MângelaCastro -29/3/2026

terça-feira, 24 de março de 2026

"MICROFONIAS" DA VIDA: ENCONTRANDO O PONTO CERTO.

 Bom dia!

A, como é bom ouvir Tua Palavra, logo ao amanhecer..🙏

🌿 Decisões que nascem sem barulho, mas mudam caminhos,

entre os que creem, e os que não creem, mas tudo pode acontecer.

Amanheci em silêncio…

desses que não pesam — acolhem.

Depois de uma noite tranquila, sentei-me diante da vida
Assistindo um acerto de som curioso:
as "microfonias" entre _ nós.

Veja, bem.

Se nos aproximamos demais, o som estoura, incomoda, confunde.
Se nos afastamos em excesso, a voz se perde, o som se abafa …
e o outro já não nos alcança.😊sim, é difícil, mas com probabilidades favoráveis,

E assim seguimos —
entre tentativas de ajuste
e desencontros de sintonia.

Talvez não seja sobre falar mais alto,
nem sobre se calar por completo…
mas sobre encontrar o lugar certo
O ponto central entre almas afins.
onde esta consegue ser ouvida.

Me vem um sonho que tive há tempos.
Onde o outro estava no lugar mais alto,
e eu, bem no centro do templo, com
um aparelho (amarelo) ao lado, simbólico.
Jesus se aproxima e passa entre nós...

Lembrei-me então de uma passagem com Ele,
no evangelho de Mateus 13.:
Estava, às margens do Mar da Galileia.

A multidão O cercava,
o som das águas confundia as palavras…
e Ele, com simplicidade e sabedoria,
não forçou a voz.

Apenas se reposicionou.

Subiu em uma pequena embarcação,
afastou-se o suficiente…
e deixou que o vento fizesse o resto.

Nem distante demais,
nem próximo em excesso.

Apenas no ponto certo.

E tudo fluiu.

Hoje entendo…
há momentos em que a vida nos pede isso:
um leve recuo,
um ajuste fino,
uma decisão silenciosa.

Sair um pouco do automático,
do confortável,
do “depois eu vejo”.

Talvez seja tempo de voltar…
aos encontros,
aos olhares,
às presenças que não cabem em telas.

Porque há vozes que só se compreendem
no “tete a tete”,
no calor do instante,
no encontro vivo.

E se não der de um jeito…
a gente aprende outro.

Porque viver também é isso:
afinar a própria existência
até que o coração encontre
a sua melhor frequência.
O ponto de equilíbrio.
e por que não escrever, notas...
como o Apóstolo Paulo, fez?
Escreveu cartas direcionadas.


✍️ MângelaCastro  - 24/3/2026

sábado, 21 de março de 2026

UMA PITADA DE AMOR NO ESFUMAÇAR DO TEMPO

___Entre lembranças e saudades, descobri: o tempo passa… mas o amor permanece.__ Aqui, neste lugar, onde tudo começou, em uma madrugada de inverno rigoroso, nasci para mais uma jornada, uma estação para renovação de um ciclo. Grandes aprendizados de vida!



✨ Logo ao amanhecer, deixo-me envolver por uma música suave…

E, sem perceber, sou levada pelo tempo —

esse sopro invisível que passa como fumaça,
esvaindo-se entre os dedos da memória.

Tudo parece distante…
e, ao mesmo tempo, tão perto do coração.

Há dias em que as lembranças doem.
Não por serem tristes —
mas porque já não podemos voltar para habitá-las.
Ainda assim, permito-me senti-las…
como quem toca, com reverência, o que foi sagrado.

Às vezes me percebo assim:
um pouco perdida no tempo,
como se uma névoa suave embaçasse os contornos da vida —
e, ainda assim, sigo.

Sigo por uma estrada cujo fim não enxergo,
mas onde cada passo é recomeço,
cada etapa, uma estação.

Há primaveras que florescem dentro da alma…
e há outonos que chegam, silenciosos,
dourando o chão com folhas secas —
não como fim,
mas como preparação.

Respiro…
e em cada arfar, uma pausa:
para sentir o pulsar da vida,
que insiste em se renovar em tudo.

O tempo passa…
e com ele, os dias.

E, de repente, me vejo criança outra vez —
levada, curiosa, arteira —
recortando, com mãos pequenas,
o vestidinho que mamãe havia acabado de costurar.

Era sua primeira criação…
feita com tanto zelo,
sobre a cama estendida,
esperando o olhar orgulhoso de papai.

Mamãe…
mulher de tantos dons.
Costurava, bordava, cozinhava, cuidava —
e, em tudo, colocava algo que não se aprende:
o amor que transforma o simples em extraordinário.

Na cozinha, era mestra.
Das mãos dela nasciam sabores que arrancavam sorrisos —
e quem provava, nunca esquecia.

Lembro-me de vovó chegando e dizendo:
Antonia, faz aquela polentinha gostosa com leite?

E mamãe, com alegria, atendia.

Quando pedíamos a receita, curiosas, ela sorria e dizia:
Uma pitada de amor, minha filha…

Hoje, já no amadurecer dos dias,
carrego essas palavras como herança viva.

E sigo…
no meio da luta, das incertezas, dos recomeços,
tentando, em tudo, colocar essa mesma medida invisível.

Porque aprendi:
quando há amor, há caminho.

Não há erro que não possa ser corrigido,
não há clamor que não seja ouvido por Deus.

"Ergo meus olhos para os montes,

de onde vem meu socorro?. Vem d'O Deus de Israel

que nunca dorme..." (salmo 121:1-4)

E assim atravessamos…
esse tempo que se desfaz como fumaça —
mas que, quando vivido com amor,
permanece eterno naquilo que realmente importa.

Envia

MângelaCastro 🌿21/3/2026

Enviado por MângelaCastro em 21/03/2026
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sexta-feira, 20 de março de 2026

O Azul das Paredes, o Perfume do Tempo e Simplesmente Antonia

“Entre paredes azuis e o cheiro de café fresco, descobri que a saudade também é uma forma de abraço…” 💙☕



É importante antes de tudo entronizar a família em tudo que fazes.
Uma família conduzida pela Palavra de Deus foi edificada sobre rocha! Toda família tem os seus problemas e dificuldades, mas aquela família edificada em Cristo supera tudo…- 2 Timóteo 3:16-17

Logo ao amanhecer, sento-me à minha mesa costumeira.

Ergo a tampa do notebook… e, como em cena de filme antigo, os pensamentos me levam de volta no tempo.

Vejo-me sentada diante de uma mesa de fórmica branca.
Estou no interior de uma cozinha de paredes azul intenso — um azul vivo, quase pulsante.
A tinta era preparada ali mesmo: anil, água e cal.
Era mamãe quem misturava tudo, com gosto e paciência, dizendo que nada se comparava ao perfume de parede recém-pintada.

O dinheiro era curto…
mas a criatividade e a vontade de fazer bonito eram imensas.
E, de algum modo, tudo parecia mais simples. Mais leve. Mais possível.

Naquela manhã, porém, algo rompe o silêncio.
Gritos — ou melhor, risos misturados a gritos — ecoam pela casa.

Corro até a cozinha.

E ali encontro uma cena que o tempo jamais apagou:
mamãe jogava sal em uma pequena perereca, tentando fazê-la sair dali.
O bichinho pulava de um canto a outro, enquanto mamãe e meu irmão caçula — ainda no andador, nosso “disco voador” — gargalhavam sem parar.

Entro apressada e protesto:
— Mas o que é isso? Coitado do bichinho!

Ela, rindo, responde:
— Estou tentando colocá-la para fora… não quero usar a vassoura e acabar machucando.

Ainda assustada, retruco:
— Eu ein… acordei com esse alvoroço!

E ela, D.Antonia viúva, como quem muda o rumo da vida com simplicidade, diz:
— Então senta… vou preparar seu café.

E assim… nascia mais um dia.

Na casa da “viúva”, como a chamavam.
Naquele tempo, era comum nomear assim, para distinguir entre tantas outras Senhoras D. Antônias da cidade.
Não havia maldade — ao menos não como hoje, quando palavras podem ferir, ganhar força, ecoar e se tornar peso.

Porque, no fundo, o que realmente importa…
é a intenção que habita cada gesto, cada palavra.

Hoje, mamãe mora na pátria celeste.
E eu espero, de coração, que esteja em paz.

Mas sua presença ainda vive — forte — nas lembranças.
Nada era exatamente bucólico…
conviver com ela era, ao mesmo tempo, fácil e desafiador.

Era firme. Intransigente com a vida.

Mas deixou…
um rastro inesquecível.

O perfume do pão aquecido na chapa.
O café passado na hora.
O lanche da escola — ora com mortadela, ora com doce de goiaba,
ou simplesmente pão com margarina, açúcar e canela.

E, de repente…
a vida se tornava doce.

As risadas ainda ecoam — distantes, quase se apagando —
mas não se perdem.

Porque hoje, tudo revive na memória.

E o que resta…
é essa saudade mansa,
dos bons tempos que não voltam mais,
mas que insistem em permanecer vivos
enquanto o coração souber lembrar.
MângelaCastro 🌿20/3/2026
Enviado por MângelaCastro em 20/03/2026
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quinta-feira, 19 de março de 2026

"FOLHETINS" DO COTIDIANO...ENTRE A PACIÊNCIA E O APRENDIZADO

 Tudo é benção, tudo é graça, é aprendizado >>>

'Entre acertos e tropeços, a verdadeira vitória é continuar aprendendo a amar."

No século XIX, e acredito até os dias atuais, ofolhetins, como os livros que compõe a Bíblia Sagrada, histórias ali impressas não apenas entretinham, mas também ajudavam e seguem ainda esta pedagogia de formar identidade cultural, religiosa social da sociedade brasileira. __Eles foram um instrumento importante na construção desenvolvimento _das identidades culturais sociais de uma sociedade, influenciando costumes valores da época. E têm valores que não se perdem no tempo, se aprimoram com nosso cotidiano.

Ontem percorri caminhos que exigiram de mim mais do que força — exigiram amor.

Quando no cuidado a um parente doente, senti que, quando agimos com paciência e doação, os momentos difíceis se tornam mais leves de atravessar, traz por si só, alegria pro coração, principalmente quando tudo transcorre bem. E, graças a Deus, tudo correu bem.

Voltei para casa em paz comigo mesma.

Mas a vida, com sua sabedoria silenciosa, sempre nos reserva um último teste.

Já ao final da tarde, não com o doente, mas comigo mesma, e um terceiro que entra nesta história, que até então, era só alegria e alívio pro coração, não mais que de repente, me surpreendi com uma palavra áspera, sem caridade… e, por um instante, perdi o equilíbrio. A resposta veio rápida — reflexo de um coração ainda em aprendizado.

Depois… o silêncio quase mortal.

A dor do arrependimento, me cobrando: ____logo você que recebe lições de direcionamento todos os dias, se deixa pegar desprevenida?
E nele, a reflexão.

Perguntei a mim mesma:
como foi a minha colheita neste dia?

Consegui vencer sem me enraivecer?
Ou deixei escapar, justamente no fim, aquilo que mais precisava guardar?

E compreendi…
não se trata de voltar atrás, não trata de se pegar em erro — o tempo segue.
Mas sempre posso recomeçar diferente.

Hoje amanheci com o coração sereno, com o sabor de dever cumprido, tanto fora de meu lar, quanto dentro dele, mesmo com as pedras no caminho, não por ter acertado em tudo, mas por reconhecer onde posso melhorar.

Percebo que todos nós estamos atravessando grandes provações.
Cada alma carrega seus próprios pesos, suas dores invisíveis, seus cansaços não ditos.

Talvez, aquela palavra, ou gesto que feriu… também tenha nascido de um dia difícil do outro.

E isso muda tudo.

Aprendo, então, a fechar as portas do ressentimento e abrir espaço para a compreensão.

Aprendo a valorizar o que tenho:
um teto, um leito, um alimento sobre a mesa, o calor do amparo…
enquanto tantos — como pequenos órfãos, que vi em sonho e mais um ensinamento — dependem do cuidado de mãos abençoadas para simplesmente existir.

E me pergunto:
como não ser mais grata?

Se posso amar, ainda que imperfeitamente…
já estou no caminho.

Porque sei:
ninguém que caminha na caridade permanece desamparado.

Somos apenas chamados, dia após dia, a vigiar o coração —
para que não sejamos surpreendidos por nós mesmos.

Mas, se formos…
há sempre um novo amanhecer.

E nele, a chance de fazer melhor.

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos… renovam-se a cada manhã.”
Lamentações 3:22-23

By MângelaCastro - 19/3/2026

Enviado por MângelaCastro em 19/03/2026
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terça-feira, 17 de março de 2026

A BENÇÃO QUE NÃO PODE SER NEGADA ...

 “Nem toda rejeição vem de Deus.

E nenhuma bênção verdadeira deixa de chegar.
Só pela nossa forma diferente de nos expressar” 🌿




Um testemunho de vida

Embora Jesus Cristo, em suas andanças missionárias, tivesse como propósito ensinar por meio de parábolas e preparar seu povo para tempos difíceis, era um Mestre de natureza discreta.

Ainda assim, sua mensagem não se conteve.

Após sua elevação, seus discípulos deram continuidade à missão, registrando ensinamentos e vivências que atravessaram os séculos. Assim chegaram até nós os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João — diferentes olhares, uma mesma essência: amor, verdade e esperança.

E foi também João quem nos deixou o Apocalipse, não como anúncio de fim, mas como revelação de transformação — um chamado à perseverança, entendo, como a verdadeira e necessária conversão humana. Como toda reforma se inicia com o caos total, para depois se transformar em obra prima.

É nesse mesmo caminho que seguimos.

Há quem, em sua jornada de fé, já tenha se sentido deslocado dentro de um lugar que deveria acolher.
Não por falta de crença, mas por experiências que ferem.

Olhares que julgam.
Palavras que silenciam.
Gestos que afastam.

E então surge, em silêncio, a pergunta:
Será que há algo de errado comigo?

Mas é preciso dizer com serenidade:
nem toda rejeição vem de Deus.

Há mãos que abençoam,
mas há corações que ainda estão aprendendo a amar.

E quando a bênção não chega pelas vias esperadas,
ela encontra outros caminhos.

Chega na palavra que consola.
No gesto simples.
Na fé que, mesmo ferida, permanece.

Porque a verdadeira bênção não depende de quem a entrega —
mas de Quem a envia.

Deus conhece o íntimo.
Vê o que ninguém viu.
E acolhe, sobretudo, aqueles que não desistiram de amar.

Se, em algum momento, alguém se sentiu esquecido(a), excluído(a) ou recusado(a), que saiba:

A bênção não foi negada.

Ela apenas não veio pelas mãos que se esperava.

E talvez, por isso, tenha vindo mais pura —
direta do Alto,
silenciosa,
inteira.

Porque há bênçãos que não passam por homens.
Encontram morada nos corações que permanecem…
mesmo quando tudo parecia convidar a desistir.

“O que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora.”
(João 6:37)


MângelaCastro - 17/3/2026🌿

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segunda-feira, 16 de março de 2026

🌿 ENTRE O VENTO,O TREMULAR DO CORPO, E O TEMPO. 🌿

 Bom dia!

SUBTÍTULO: __ A NATUREZA DO TEMPO, O VENTO E O PROPÓSITO DA VIDA

Não sei aí para você…
Mas espero que esta manhã também tenha despertado radiante, cheia de esperança.

Aqui, o cheiro de terra molhada chega com a brisa suave — quase doce.
Os primeiros raios de sol atravessam minha janela quando abro a cortina e me debruço nela, gesto simples que há mais de um mês eu não fazia, pois as chuvas não permitiam.

A rua ainda acorda devagar.
Até os passarinhos parecem permanecer em seus ninhos.
Assim nasce o dia: calmo.

Assisto minha missa matinal pela televisão.
Enquanto a oração percorre cada canto do meu espaço, meu lar se torna um pequeno templo.
Inspiro, respiro cada palavra de Deus escolhida para hoje, como quem colhe uma pequena flor.

E Ele fala de fé.
Fala da nossa postura diante dos pedaços da vida.
Fala de cura que muitas vezes chega antes mesmo de nós percebemos.

É uma palavra de confirmação e grandeza espiritual.
Uma palavra de amor e esperança para o coração.

Quase posso ouvir o Senhor dizer baixinho:

— Confie. Tudo ficará bem.
Entregue seu clamor ao Pai Redentor, e Ele fará novas todas as coisas.

Enquanto isso, o perfume da terra continua respirando.
O vento passa suave, cheio de lembranças.
O café coado na hora espalha seu aroma pela casa.

Tudo parece convidar a alma a entrar em sintonia com as coisas divinas.
Um tempo sem pressa.
Um tempo que repousa no cantinho da memória — minha, e talvez também da sua.

Lá fora, as folhas tremulam com o vento.
Aqui dentro, o corpo ainda repousado desperta tremulando, devagar.

Não é frio.
Não é medo.

É anúncio de vida.

O vento corre pelas frestas como se fossem veias abertas da manhã, exalando movimento e esperança.

E assim percebo:
não é a morte da flor que o dia anuncia,
mas a continuidade da vida.

Vida verdejante.
Vida que corre como rio cristalino entre encostas,
remanso para tudo o que toca.

Hoje me inspira a Palavra de Eclesiastes 3.

Muitos de nós já ouvimos ou lemos esse capítulo,
mas será que realmente compreendemos sua profundidade?

O texto reflete sobre a natureza do tempo e o propósito da vida.
O autor, conhecido como Qohelet, afirma:

“Tudo tem o seu tempo determinado,
e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”

Há tempo de nascer e tempo de partir.
Tempo de plantar e tempo de colher.

Cada fase da existência possui seu momento.

E talvez a sabedoria esteja justamente em reconhecer isso.

Há quem pense que o homem não combina com prosperidade.
Mas esse pensamento também pode ser um equívoco.

Podemos, sim, desfrutar do fruto do nosso trabalho honrado e suado.
O que não é sábio é esquecer o sentido das coisas.

Não saber administrar.
Não saber compartilhar.

Minha mãe dizia com simplicidade quando nos via olhando só para a prateleira de cima, querendo tudo e muito possuir, e isso é fato:

— É preciso saber recolher, saber desfrutar e também saber repartir.

Quando nos tornamos bons gestores daquilo que a vida nos concede,
descobrimos que a prosperidade não está apenas no possuir,
mas no propósito do que fazemos com o que possuímos.

Porque tudo passa.

E aquilo que se perde no vento do descuido
não retorna da mesma forma.

A vida também é assim.

Por isso, como nos ensina Eclesiastes,
há tempo —
e há propósito —
para tudo debaixo do céu.

E talvez a sabedoria maior seja aprender a viver cada um desses tempos com consciência, gratidão e fé.

By MângelaCastro - 16/3/2026

(Enviado por MângelaCastro em 16/03/2026

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domingo, 15 de março de 2026

CHINELO DE DEDO: O VALOR QUE NÃO SE COMPRA ...

Veja bem:  Num mundo que mede pessoas pelo que vestem, às vezes um simples chinelo de dedo revela uma riqueza que dinheiro nenhum consegue comprar.

“Deus escolheu as coisas simples deste mundo para confundir as sábias.” 

— Primeira Carta aos Coríntios 1:27


Bom dia com alegria e paz.

O domingo amanheceu ensolarado, como se a própria manhã desejasse lembrar que a vida ainda tem claridade.
Do telhado vizinho, um sabiá solitário canta.
E, naquele instante, percebo como a simplicidade também pode ser poesia para os ouvidos cansados de tantas balbúrdias do mundo.

Ontem visitei amigos queridos.
Era uma visita prometida há algum tempo, adiada pelas correrias da vida. Fomos meu filho e eu, além de fazer a visita para o provedor da família, que está doente, levar também um presente de aniversário para o jovem amiguinho de infância, que mesmo que o tempo passe, o verdadeiro valor da amizade permanece inalterado.
Mas, ao chegar, algo dentro de mim mudou de lugar.

Quando a vida interrompe o caminhar de alguém — por doença, por limitações inesperadas — somos convidados a rever a nós mesmos.
Senti até uma leve vergonha silenciosa: quando corpo e mente ainda estão saudáveis, há tanto que podemos fazer e tantas vezes não fazemos.

Essa visita também, colocando-me atualizada das lidas dessa família, mais precisamente sobre seus filhos, o que estudaram, e hoje no que trabalham. as dificuldades que vem sendo vencidas passo a passo, me trouxe à memória uma conversa com um jovem familiar nosso.

Ele observava a fotografia de um amigo — filho de família abastada — passeando em um elegante shopping de São Paulo.
Mas havia algo que o intrigava.

Não entendo, "Mariquinha," assim que ele carinhosamente me chama, disse ele. ___ O rapaz poderia estar usando um tênis caríssimo, de marca famosa… mas está de chinelo de dedo?!!!

Sorri diante da inquietação dele e respondi com serenidade, e firmeza, buscando faze-lo refletir sobre os verdadeiros valores da vida:

— Talvez, disse-lhe eu, ele já tenha aprendido algo que muitos ainda não compreenderam.

O valor de uma pessoa não está nas marcas que veste,
mas na marca que deixa na vida.

Não é o preço do sapato que define quem somos.
É o caminho que percorremos com os pés que temos.

A verdadeira elegância está na dignidade do trabalho, na honestidade das escolhas, dos esforços somados ao longo do seu aprendizado de vida, na simplicidade de quem não precisa provar nada a ninguém.

Há pessoas que vestem roupas caríssimas e ainda assim carregam uma pobreza interior imensa.

E há outras que caminham com chinelos simples —
mas trazem nos pés a riqueza de quem construiu caráter, honra e responsabilidade.

Esses, sim, são ricos de verdade.

Porque no grande livro da vida,
não é a etiqueta das roupas que nos identifica.

É o caráter da alma.

E, muitas vezes,
um simples chinelo de borracha
pode valer mais que mil tênis de grife
quando sustenta os passos de alguém que aprendeu
o verdadeiro valor de ser humano.

Talvez o certo é que, às vezes confundimos preço com valor.

Mas o que realmente define uma pessoa não está nas marcas que veste — está no caráter que carrega na alma.

By MângelaCastro - 15/3/2026

Enviado por MângelaCastro em 15/03/2026
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quarta-feira, 11 de março de 2026

Quando uma Mulher Decide Florescer, o Tempo lhe Torna Aliado.”

( https://www.linkedin.com/posts/gisela-) PROJETO - "NUNCA É TARDE PARA APRENDER"

(🎥: ufnt.oficial)

🌿 Quando uma mulher decide aprender, o tempo deixa de ser limite e passa a ser aliado. Nunca é tarde para florescer. 🌿


Uma mulher senil, camponesa do Norte do Brasil concluiu a universidade com louvor — e provou algo essencial: nunca é tarde para aprender, florescer e recomeçar. Talvez você se pergunte: ___ mas o que tem de especial nisso, quando muitas mulheres graduam todos os anos? Te respondo de pronto: ____A diferença é que além de ser camponesa,  mulher de lidas campestres, simples, humilde, sem muitos conhecimentos, estar nos mais de oitenta anos primaveris, e creia, nessa estação, cabe muitas mais flores do que possa a vã filosofia trivial imaginar. Essa é a diferença, o divisor de águas. Idade, rugas? Nem sempre condiz com a realidade, o corpo "murcha" como as rosas murcham com o tempo, mas a mente tem ainda muito viço e vontades de aprendizados.

Para alguns, talvez esse gesto não signifique muito.
Outros ainda olham com certo deboche, como se a idade trouxesse apenas o tempo de rezar o terço, fazer crochê ou tricô — o que também é belo, mas certamente não é a única possibilidade da maturidade.

A maturidade chega carregada de experiências, sabedoria e caminhos percorridos.
E muitas vezes traz consigo um desejo silencioso de recomeçar.

Por que não?

Mesmo em jardins onde algumas rosas já parecem murchas, sem cores, e quase já não exalam perfumes da vivacidade, permanecem no solo inúmeras sementes plantadas ao longo dos anos. E sementes sabem esperar.

Nesta manhã de oração, recordei algo que aprendi no Caminho Neocatecumenal: a Palavra de Deus fala de forma pessoal a cada coração.

Uma mesma leitura pode tocar profundamente uma pessoa e, para outra, parecer estranha ou distante. Não porque esteja errada, mas porque cada vida está em um momento diferente de escuta.

Assim também acontece com as histórias humanas.

A história desta mulher me tocou profundamente.

Ela concluiu o curso de Educação do Campo: Artes, na Universidade Federal do Norte do Tocantins, sendo aprovada com louvor pela banca avaliadora.

Seu trabalho recebeu o título:
“Nunca é Tarde para Aprender”.

Em seu memorial acadêmico, ela narra sua trajetória como mulher negra camponesa, filha de quebradeira de coco babaçu — uma realidade marcada por trabalho duro, resistência e dignidade.

Mais do que um estudo, seu texto tornou-se um testemunho.

Um testemunho de que a educação pode ser caminho de acesso, permanência e resistência.

A banca destacou a relevância da pesquisa e reconheceu o memorial como um importante registro de luta por direitos e oportunidades no campo educacional.

E aqui está o que mais me tocou.

Quantas mulheres, ao chegarem a certa idade, passam a acreditar, no que os outros acham desse seu momento, que a vida agora se resume a sentar no sofá, rezar um terço, preparar bolos para os netos ou cozinhar para a família — como se o tempo de sonhar tivesse ficado para trás.

Mas a vida não foi feita para terminar antes da hora.

Ela foi feita para florescer muitas vezes.

Essa mulher, sem discursos grandiosos e sem autopromoção, apenas vivendo sua própria jornada, torna-se uma inspiração silenciosa para tantas outras que, por algum motivo, pararam no meio do caminho. E creia tu, que não é achando que tudo sabe, entende, que é a correta forma, que és a pedagogia de ensino para todos, não é mesmo, o que leva o ser humano, para o Reino de Deus, não é entender literalmente a Bíblia, saber de cor e sorteado todos os versículos, parábolas, histórias ali vividas de nossos antepassados, que lhe delegará o direito de sentar ao lado de Nosso Senhor, mas sim, a sua simplicidade de ser, a sua alegria no fazer pelo outro, e concretizar obras primordiais para a melhoria de vida daquele que sofre, conforme as escrituras sagradas nos requerem e nos direcionam, muitas vezes sem ao menos entende-la, mas sentindo-a e deixando que ela seja sua fonte inspiradora, simples assim. 

“Pelos seus frutos os conhecereis.”
Evangelho de Mateus 7:16 - ou seja, não são os discursos, e os grandes saberes, mas a vida vivida que revela quem somos.

Enquanto isso, os números do Mapa da Violência de 2025 nos lembram de uma realidade dolorosa: muitas mulheres ainda têm suas vidas interrompidas pela violência justamente dentro de relações que deveriam ser abrigo e proteção. Por conta de parceiros de vida, que não querem que suas parceiras adquiram mais conhecimento, melhorem em suas qualidades de vida, ganhem maiores salários, aliás, esses parceiros que assim procedem, é que devem ser cuidados pelos órgãos institucionais voltados para a família, um tempo para aprender a conviver, respeitar as diferenças, amar mais, sem criticas destrutivas, que  insufle baixa auto estima, mas dar as mãos, e seguir juntos na estrada ...

Por isso histórias como esta precisam circular.

Porque elas nos lembram que a vida de uma mulher não pode ser reduzida à dor, ao silêncio ou à resignação.

A vida de uma mulher é movimento.
É aprendizado.
É recomeço.

Que cada mulher possa viver plenamente —
independente de gênero, etnia, profissão, ideologia, religião ou posição social.

Porque, no fundo, a pele não tem cor.

Tem amor.

Talvez seja exatamente isso que a vida queira nos ensinar, em silêncio:
que a existência não tem prazo para florescer.

Há mulheres que desabrocham cedo.
Outras apenas quando o tempo já lhes prateia os cabelos.

Mas quando florescem…

não o fazem apenas para si.

Florescem para lembrar ao mundo
que a esperança também amadurece.

E que nunca é tarde para recomeçar, aprender, amar e sonhar.

— esteja ela em qualquer parte do nosso planeta.

em sua missão e aos seus cooperadores!

By MângelaCastro – 11/03/2026

segunda-feira, 9 de março de 2026

PREMIER — UMA PALAVRA NO AMANHECER DE UMA MULHER.

No Dia da Mulher, uma reflexão sobre dor, dignidade e o verdadeiro “primeiro lugar” no olhar de Deus.

Hoje amanheceu por aqui entre o morno e o quente.

O sol se esconde entre nuvens e os ventos marcam presença, balançando as folhagens de um lado para o outro.

E foi assim, em meio a esses pensamentos esvoaçantes da manhã, que uma palavra me visitou: premier.

Estranho, pensei.
Mas talvez não tanto.

Nada nasce por acaso neste mundo, e até as palavras que surgem no silêncio da manhã podem carregar pequenas sementes de reflexão.

Premier — primeiro, aquele que ocupa o lugar de destaque.

E então percebo como as mulheres têm ocupado, tantas vezes, os primeiros lugares nos noticiários.

Infelizmente, muitas vezes pelos motivos mais dolorosos: violência doméstica, desaparecimentos, tráfico de mulheres e o terrível crime do feminicídio.

Mesmo existindo leis de proteção, ainda há histórias que nos atravessam o coração.

Pedidos de socorro e sinais são feitos, o botão do pânico é acionado, e muitas vezes, quando a ajuda chega, encontra apenas um corpo estendido no chão. E tem também ocorrido suicídios, deixando um vazio na história do ente querido (a).

Algo ainda falha.

Na prevenção.
Na proteção.
Na estrutura que deveria alcançar essas famílias a tempo.

Mas há também outro primeiro lugar que merece ser lembrado.

O apoio de um amigo(a), um parente, dizendo num abraço forte: ___ Estou aqui, vou te ajudar nessa travessia, de conflitos!

E mais, o das mulheres que lutam por dignidade.
Das que retornam aos bancos acadêmicos já na maturidade da vida.
Das que surgem das periferias, e círculos de mulheres da alta e média sociedade, porque violência humana não escolhe lugar, e diante das divergências e diversidades, vão conquistando espaço "sui generis, algumas conseguem se reestruturar como nas letras, na ciência, na educação e na arte.

Mulheres que refazem suas rotinas, criam seus filhos, reinventam caminhos e seguem caminhando.

Mesmo em uma sociedade que ainda carrega resquícios de machismo, preconceito e racismo — muitas vezes silenciosos — elas continuam avançando.

E então lembro da forma como Jesus Cristo olhava para as mulheres em seu tempo.

Em uma sociedade que frequentemente as marginalizava, escravizava, e ou ainda seguem nesse contexto, Ele lhes devolvia respeito e dignidade.

Entre elas estava Maria Madalena, que encontrou em sua presença a restauração de sua vida e se tornou discípula fiel.

E também a mulher samaritana, no Evangelho de João, que buscava água ao meio-dia, quando famílias almoçavam, para evitar os julgamentos, e ataques da comunidade prosaica.

A ambas Ele ofereceu algo raro naquele tempo: acolhida, escuta, paciência e a possibilidade de recomeçar.

Talvez seja esse o verdadeiro premier no Reino de Deus:

não o primeiro lugar disputado diante do mundo,
mas o lugar onde a dignidade humana é restaurada.

E então me perguntei, neste amanhecer:

quantas mulheres silenciosas, que o mundo quase não vê,
já ocupam diante de Deus o verdadeiro primeiro lugar?

Hoje, portanto, não celebro apenas conquistas.

Celebro a nossa coragem como mulheres que continuam caminhando, aprendendo com a vida, trabalhando, educando seus filhos e reconstruindo suas histórias.

Porque muitas delas — mesmo sem saber —
já são premier no olhar de Deus.

E aqui deixo uma reflexão que talvez possa nos ajudar a pensar em caminhos melhores.

Por que, mesmo com leis protetivas e instrumentos de defesa e apoios multidisciplinares e religiosos, ainda vemos no meio de nós, famílias inteiras, porque sim, qualquer tipo de violência que um membro familiar sofra, desestrutura-se todo o clã, sendo vítimas de violência doméstica, e ou social, por preconceitos, perseguições, racismos, falta de acolhida, bullying, por conta daqueles que foram um dia, próximos, que caminharam lado a lado e tanto se amaram? Percebo que o amor foi transformado pelo desrespeito, insegurança, receios, o desespero toma conta. Um caminho verdejante, florido se transforma em um deserto árido

Que novos caminhos de prevenção, orientação e cuidado ainda precisamos construir para que relações que nasceram do amor não terminem em dor?

Alguns passos já começam a surgir no âmbito serviço social, quando a justiça encaminha companheiros que tornam seu cotidiano doméstico um caos de sofrimento, porque estes somam e estão no ranking da pirâmide estrutural social, para acolhe-los nos grupos de apoio psicológico, multidisciplinar, com o intuito de ajudá-los a compreender seus próprios conflitos e seguir adiante sem repetir a violência.

Talvez a verdadeira mudança comece dentro de cada relação humana.

Como nos enseja esse período quaresmal de conversão interior. Porque, como ensinou Jesus Cristo no Evangelho de Mateus:

Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles.”

Se essa simples regra encontrasse morada no coração das pessoas, talvez muitos lares deixassem de se transformar em campos de batalha.

E o amor, que um dia aproximou duas vidas, poderia ao menos conservar aquilo que nunca deveria se perder: O respeito.

By MângelaCastro - 8/3/2026

LIVRE PENSAR ... E CAMINHOS QUE AINDA NOS UNEM ...

Bom dia, caríssimos de Deus. Pensando seriamente sobre esse versículo aclamado em João 3:3, dito pelo próprio Jesus- "é preciso nascer ...