___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ao coração de quem escolhe seguir em frente. 🌿✨
Os efeitos desse sentimento não atingem apenas a alma,
Por que postei esta foto com amigos(as) tão queridos(as)?
Porque ela me recorda uma viagem de grandes aprendizados. Participamos de um Congresso Ecumênico, cujo objetivo era promover a unidade cristã, com interatividades bem pedagógicas, e para mim, uma das maiores riquezas daquele encontro foi o exercício da convivência respeitosa diante das diferenças de ideias e opiniões.
Ali compreendi que, muitas vezes, precisamos olhar além das palavras e das reações das pessoas. Nem toda ofensa nasce da maldade; algumas surgem das próprias inquietações, dores e insatisfações de quem as carrega.
Esses sentimentos não atingem apenas a alma. Refletem-se também no corpo e perturbam nosso dia a dia. Por isso, cuidar das emoções negativas é também cuidar do próprio bem-estar.
Entre os sintomas mais comuns estão:
Muitas vezes trocamos o certo pelo duvidoso. Traímos princípios apenas para conseguir o que desejamos ou para provar que somos capazes de tudo. É o famoso "dar o troco". Mas essa atitude em nada nos fortalece; ao contrário, revela nossas fragilidades.
A maioria de nós evitaria tomar um medicamento se soubesse que seus efeitos colaterais seriam mais prejudiciais do que o benefício esperado. No entanto, nem sempre somos seletivos com os pensamentos que cultivamos.
Qual é o antídoto?
O remédio é o perdão. É saber desculpar e não guardar mágoas. E o primeiro perdão deve ser dirigido a nós mesmos.
Quando aprendemos a perdoar, compreendemos que não somos vítimas permanentes das atitudes alheias. Se nos amamos e seguimos o fluxo da vida com consciência, descobrimos que o perdão é um elemento extraordinariamente eficaz, capaz de aliviar muitos dos sofrimentos que carregamos.
Perdoar não é apenas um exercício da razão; é, sobretudo, um equilíbrio da emoção. É permitir que os bons sentimentos, já presentes na criatura humana, floresçam novamente.
Isso não significa que, após o perdão, a convivência voltará a ser a mesma. Nem sempre. Porém, se alguém conseguiu nos ferir profundamente, talvez exista em nós alguma insegurança, orgulho ou fragilidade que ainda precisa ser trabalhada.
Quem nos magoa muitas vezes apenas encontra uma ferida já existente.
Perdoar é tomar um elixir que suaviza a dor e permite seguir em paz. É deixar que a vida, o tempo e as leis divinas façam seu trabalho de aprendizado e renovação.
As disputas, os ciúmes, as fofocas e as rivalidades costumam nascer justamente nos ambientes mais próximos: na família, no trabalho e nas relações afetivas. Muitas vezes, tudo isso é alimentado pela falta de amor-próprio e pela necessidade de possuir aquilo que não se conquistou pelo próprio mérito.
Por isso, desculpemos. Infinitamente.
Já nos ensina a saudosa e bondosa MEIMEI ...Tudo na vida possui uma finalidade no aprimoramento comum. Dura é a pedra e áspera a areia, mas ambas sustentam o leito do rio para que as águas não se percam. Escura é a noite, mas sem ela não contemplaríamos as estrelas. Humilde é a lagarta, contudo, dela nasce o fio de seda que inspira a beleza. Doloroso é o sofrimento, mas sem ele dificilmente reconheceríamos muitas verdades.
Sempre que a mágoa ou a ofensa baterem à porta de nosso coração, desculpemo-las tantas vezes quantas forem necessárias.
Assim ensinou Jesus:
"Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete." (Mateus 18:22)
É pelo esquecimento de nossos erros que o Senhor nos sustenta. Somente a bondade torna a vida verdadeiramente grande, vitoriosa e plena.
By MângelaCastro - 19/6/2026




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