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terça-feira, 30 de junho de 2026

A SAUDADE QUE ORA CONOSCO

"Há laços de afetividade que a morte não interrompe; apenas muda o lugar onde continuam florescendo: da presença para a memória, e da memória para a oração. 

Em tudo dai graças pelo dom da vida, ela floresce a cada amanhecer seja aqui, seja lá em algum cantinho do céu .... Neste mês de junho já finalizando, eu não poderia comemorar mais uma primavera, sem me lembrar dessas três amizades, que foram tão especiais em minha vida, e fazem aniversário neste final de mês ...___"In Memoriam : Thaisa Helena, Claudinei Machado ...


Os aniversários não contam apenas os anos que vivemos. Contam também as mãos que nos sustentaram, os amigos que deixaram perfume na memória e as orações que continuam atravessando o tempo. Talvez Deus permita que algumas lembranças floresçam justamente nesses dias para que descubramos que o amor verdadeiro não envelhece. Ele apenas muda a forma de permanecer conosco.

Que amanhecer abençoado!

Na solitude desta manhã de domingo, meu coração foi inundado de gratidão. Participar da Santa Missa com Padre Marcelo Rossi é, para mim, sempre um convite à boas lembranças de amizade, esperança, fé alegria. Era exatamente dessa renovação interior que eu precisava.

Enquanto preparava meu café, aconteceu algo muito simples e, ao mesmo tempo, profundamente significativo. Num rápido reflexo do espelho da sala de jantar, talvez pela sombra de uma ave voando à sua frente, mas, o que bastou para me inspirar, me levando a ter a impressão de ver alguém passar. Foi apenas um lampejo, mas imediatamente um nome brotou em meu pensamento: Augusta.

Minha saudosa amiga.

A lembrança veio inteira, acompanhada de um carinho imenso. Augusta era manicure, confeiteira de mãos talentosas e, sobretudo, uma mulher de fé inabalável. Quantas vezes fui recebida em sua casa com alegria, conversas sinceras e muito afeto.

Mais tarde, a doença chegou. Caminhamos juntas durante aquele período difícil. Procurei ajudá-la como pude, sem jamais imaginar que aqueles momentos se transformariam em uma das maiores lições de amizade que recebi.

Mesmo carregando sua própria cruz, Augusta continuava atendendo algumas clientes, preparando seus belos bolos e, principalmente, conservando a esperança. Sua família era sempre sua maior prioridade, seguida dos amigos, aos quais dedicava enorme carinho.

Foi ela quem me apresentou, com entusiasmo, às missas e às músicas do Padre Marcelo Rossi. Gostava tanto que, sempre que podia, eu lhe presenteava com um CD. Recordo-me de que certa vez ela saiu ainda de madrugada para participar pessoalmente de uma celebração. Sua fé e sua vontade de viver intensamente, era contagiante.

Assim que me lembrei dela, procurei a missa no YouTube. Para minha surpresa, a celebração estava acontecendo ao vivo.

Senti aquilo como uma providência de Deus.

Rezei por Augusta. Ofereci por ela minhas preces, minha comunhão espiritual, minhas intenções e também por minha família. No silêncio da oração, senti que a amizade verdadeira não termina quando a vida muda de dimensão. Ela apenas encontra outra forma de permanecer.

Augusta foi uma das amizades mais sinceras que tive nesta cidade. que resido com minha família há mais de quarenta anos, ela tiraria as roupas do próprio corpo para presentear um amigo (, ou um familiar, se necessário fosse. Conhecia-me desde a adolescência, acreditava em mim e nunca permitia que comentários injustos encontrassem espaço entre nós (viu?, existem ainda amigos(as) que fiam em nós, sem perder a noção das coisas, como bem diz meu filho: ___confiar, mas com os pés no chão, e eu respondo: ____ e com os pensamentos em Deus Nosso Senhor, como nos ensejou a homilia desta manhã: "__Não tirem nunca os olhos de Jesus, nos alertou o Padre, atravessando você, a tormenta que for!. A lealdade dessa amiga era um presente, e como nesse frio e final mês de junho, comemoro mais uma primavera nessa existência, claro, ela sempre tão presente em nossa vida, seja em momentos de tristezas, e ou comemorações, não poderia ser diferente, a vida nos conecta por um fio.

Hoje compreendo que algumas pessoas continuam visitando nossa memória para reacender aquilo que construíram em nosso coração.

A homilia do Padre Marcelo também me tocou profundamente. Ninguém atravessa a vida sem desertos. Todos somos falíveis, todos experimentamos quedas. O que realmente faz diferença é a maneira como caminhamos por essas provações: com revolta ou com oração; com desânimo ou com confiança em Deus.

A fé não elimina nossas dores, mas transforma nossa maneira de carregá-las.

A música entoada durante a celebração resumiu lindamente essa esperança:

"Terra e santos passarão, mas o Céu permanecerá."

Lembrei-me também das palavras atribuídas a Santo Agostinho: aqueles que amamos não desaparecem; apenas seguem por um caminho que um dia também percorreremos.

Por isso, termino esta manhã apenas com uma palavra:

Gratidão.

Gratidão pela amizade vivida.

Gratidão pela visita da saudade, que hoje se transformou em oração.

Gratidão aos que tantas vezes levou alegria ao coração de Augusta e continua fortalecendo também o de tantos cristãos!

Que Deus a envolva, e aos amigos Thaisa Helena, e Claudinei Machado que comemoraram alguns aniversários junto ao meu, todos "In memoriam" guardados em meu coração, todos de uma amizade infinita e de gratitude, muitas trocas de amor afetivo, compreensão, consolo, aconselhamentos, caminhamos nessa terra juntos, sempre nos apoiando, e é presente de Deus para nós outros, que Deus Todo Poderoso nos conserve sempre em Sua infinita paz e que nós jamais deixemos de cultivar a fé, porque quem ora nunca caminha sozinho.

Amém? Gratidão vida reflorescente!

By MângelaCastro - 30/06/2026




quarta-feira, 24 de junho de 2026

ODE AO AMANHECER! A ALEGRIA SILENCIOSA!



Bom dia, dia! Bom dia, Vida"!


 Sim... se você olhar para o lado direito dessa página do blog, poderá ouvir esse ODE AO AMANHECER, é um vídeo que compartilhei no meu canal do you tube, "Partituras Sem Notas" pensando e sentindo você, comigo assim, é mesmo de derramar lágrimas. 

Não aquelas que nascem da tristeza, mas as que brotam quando a alma percebe a grandeza escondida nas coisas simples: até um "VIVA PARA NOSSO BRASIL", independente de suas derrotas, empates ou vitórias, o nosso País é como um belo amanhecer, nos alimenta de alegria e prazer, sempre juntos, mesmo quando em nossas faces escorrem lágrimas, seja de decepções e ou agradecimentos e muita fé, que nos faz movimentar na vida, estar viva, respirar mais uma manhã, ouvir uma música que toca lugares profundos do coração e compreender que, apesar das dificuldades, ainda fazemos parte desta extraordinária viagem chamada existência.

A manhã amanheceu chorosa.

Há lágrimas que não nascem da tristeza. Nascem da gratidão de ainda estar aqui, participando da grande dança da vida. Hoje compartilho uma Ode ao Amanhecer e ao privilégio de existir.

Lá fora, as nuvens pareciam carregar suas próprias emoções, um grupo de avezinhas, passando pela minha janela, vieram dar bom dia, já se anunciavam com seu gorjear fazendo "estardalhaços", talvez aproveitando os últimos respingos da chuva que caiu noite inteira. Enquanto eu ouvia um vídeo compartilhado em meu canal Partituras Sem Notas, ao som de Ode ao Amanhecer, senti os olhos se encherem de lágrimas. Às vezes como nos ensejou a leitura de hoje, pensamos estar escondidos dos olhos alheios, até mesmo de nós mesmos, só que não! Os olhos de Deus estão sempre nos espreitando, pois foi Ele mesmo que nos deu por missão: ___

Enquanto participamos desta liturgia, somos convidados a olhar para dentro de nós mesmos e perguntar: qual é a nossa missão? Assim como João, devemos ter a ousadia de vivenciar nossos valores, mesmo diante das adversidades. Ele nos ensina que a verdadeira grandeza está na humildade de servir e na fidelidade ao que nos foi confiado. ( Do livro do Profeta Jeremias 1:4-10)

Enquanto isso, as lágrimas começavam brotar, mas não eram lágrimas de tristeza.

Eram lágrimas daquelas que chegam quando a alma é tocada por uma gratidão difícil de explicar. A alegria silenciosa de ainda estar aqui. De ainda poder escrever, refletir, compartilhar pensamentos e sentimentos com pessoas que cruzam meu caminho, mesmo sem que eu as conheça.

Lembrei-me de algo que meu filho costuma dizer quando alguém se incomoda com aquilo que escrevo, ele acode em minha defesa, e sim, me conhece bem:

Minha mãe faz de suas escritas uma terapia para a alma.

Talvez ele tenha razão.

Nunca escrevi para apontar dedos ou vestir carapuças em ninguém. Minhas palavras raramente têm endereço certo. Elas apenas nascem, ganham asas e seguem viagem.

São como pássaros migratórios.

Voam livres, às vezes até descompassados, carregados apenas pela necessidade de seguir adiante, e vencer as fortes correntezas dos ventos. E, durante o percurso, fazem pequenos pousos. Um breve descanso aqui, outro acolhimento ali. Um "pit stop" em algum coração distraído que, por um instante, precisava exatamente daquela palavra, daquela imagem ou daquela reflexão, mesmo que lhe doa no coração, pode lhe trazer esperança, de alguma mudança, mas, é assim que ganhamos altitudes na vida. Só conseguimos enxergar a luz, quando estamos meio às sombras. SIM!

Depois, seguem viagem novamente.

Enquanto a música tocava, imagens de pessoas dançando surgiam diante de mim. Algumas com passos firmes, outras com passos adaptados pela vida. Algumas conduzidas pelos próprios pés, outras pelas rodas de uma cadeira. E, ainda assim, todas dançando.

Porque a vida, quando olhada com atenção, é uma grande dança.

Nem sempre perfeita. Nem sempre fácil. Mas profundamente bela.

Talvez seja por isso que cada amanhecer ainda me emocione tanto. Há algo de criança em cada novo dia. Algo que convida a recomeçar, a descobrir, a aprender e a agradecer.

Afinal, mesmo quando as nuvens encobrem o céu, o sol continua existindo acima delas.

E nós também continuamos.

Habitantes temporários deste imenso sistema estelar, viajantes de um universo que nos acolhe por alguns instantes e nos oferece a oportunidade de amar, aprender e compartilhar. Um eterno despertar e de expandir nossas consciências.

Por isso chorei.

Não pela dor.

Mas pelo privilégio.

Pelo simples e extraordinário privilégio de ainda fazer parte desta imensa sinfonia humana e celestial que, a cada amanhecer, recomeça sua música.

E hoje, mais uma vez, eu pude ouvi-la, com a alma.

.

Sim, "a vida é para mim como uma criança em cada amanhecer." Talvez essa seja a essência de toda a crônica. Enquanto ainda conseguimos nos maravilhar diante de um novo dia, o coração permanece vivo. 🌅💛

By MângelaCastro - 24\6\2026

segunda-feira, 22 de junho de 2026

COMPROMISSO COM O AMOR ...

 Bom dia queridos (as)!

O amor não pergunta quem merece; apenas ilumina, ampara e segue adiante, como o sol que nasce para todos." ☀️🌷



Que manhã esplendorosa chegou por aqui! A luz do sol atravessa os vitrais, aquece a pele e alcança a alma, acalentando o viver. Sou grata por tudo.

"Embora o sol se baste por si mesmo, ele refulge mais no lago sereno do que no pântano nauseante."

Assim também somos nós. Apesar das dificuldades da travessia, é reconfortante sentir que estamos protegidos e amparados. Necessitamos de campos vibratórios favoráveis para desenvolver o trabalho que nos foi confiado.

Deixem-me, ó relvas macias, ainda molhadas pelo sereno da madrugada,

deitar-me sobre vosso manto esverdeado,

sentindo-nos uníssonos e plenamente amados.

E, como alma serena,

apaziguar o corpo e os pensamentos.

Veja bem:

O amor é sublimação divina,

que emana do coração.

É fonte cristalina

na morada de cada irmão.

Ornamentemos a vida

com as flores do amor,

buscando na fé guarida,

em Cristo, Nosso Senhor.

Amar é ir ao encontro do outro.

O amor consola, ampara e fortalece.

É prestativo, justo e operante.

(ler versículo - 1 Coríntios 13:4-7)

Perdoar as ofensas é permitir que a alegria brote da semente depositada no solo acolhedor da alma, para que dela nasça a mais bela flor: a da beneficência, da paciência e da caridade amorosa, expressão maior do Amor do Pai.

É por esse amor infinito e incondicional que Deus reuniu os seres na Terra. Assim é o matrimônio: um reduto sagrado de aprendizado e crescimento, destinado a beneficiar todos os seus integrantes.

Lembremo-nos de que o corpo humano possui órgãos diferentes, cada qual com sua função específica. Embora distintos, trabalham em harmonia para o bem do conjunto. Da mesma forma, somos chamados a compreender cada membro de nossa família, respeitando sua missão e seu tempo de transformação.

Fomos enviados para compor nossa nota musical dentro da grande sinfonia familiar. E, para essa construção, Deus concedeu a companhia preciosa da esposa, conforme recordamos em Gênesis 1:26-27: um bem valioso para auxiliar no crescimento mútuo, seja como esposa dedicada, mãe zelosa, avó fraterna ou companheira de jornada.

Diante de tamanha graça, aprendamos a cuidar de nosso jardim interior. Plantemos boas sementes para que germinem fortes, cresçam vigorosas e floresçam ao longo de toda a vida. Tudo o que fazemos hoje reverbera nos dias que virão.

Que Jesus, nosso Senhor, que tudo vê e tudo provê, derrame sobre nós as bênçãos do orvalho do amor, da caridade e da paz, para que nossa caminhada transforme espinhos em rosas perfumadas de luz.

Ao refletirmos sobre esses ensinamentos, importa mergulhar a mente e o coração nos enunciados eternos do Sermão da Montanha, nas parábolas ricas de significado e nos diálogos luminosos de Jesus. Seus ensinamentos permanecem como pérolas preciosas engastadas na coroa da sabedoria divina. Quem os guarda no coração dificilmente se perderá dos caminhos traçados pelo Mestre do Amor Supremo.

Ainda que todos os ensinamentos verbais empalidecessem diante das limitações humanas, sua dedicação, sua vida e sua morte bastariam para apresentar à humanidade a mais segura diretriz de paz e espiritualização de que se tem notícia.

Confiemos, pois, nos caminhos tão bem traçados por Jesus.

A extraordinária mensagem do amor é a mais poderosa força transformadora que conhecemos. Se perceberes que teu caminho pode ser atingido por fagulhas capazes de consumir teus sonhos e tua paz, cuida da chama do amor com zelo. Bem cultivado, ele vence o ódio, o desespero, a angústia, a guerra e as ilusões passageiras.

Permite que essa mensagem alcance o mais profundo de tua alma. Nela encontrarás coragem para avançar sobre pedreiras e obstáculos, seguindo rumo ao encontro da plenitude.

Faze o bem. Afasta-te do mal que pode destruir uma existência edificada sob os alicerces do amor universal.

Veja bem:

O amor é de inspiração divina porque procede de Deus.

By MângelaCastro
22/06/2026

"O amor não é apenas um sentimento que visita o coração; é um compromisso que ilumina os caminhos, mesmo quando o amanhecer ainda está coberto pela neblina." 🌅🌹✨ (Extraido do Livro - Bençãos de Amor de Joanna de Ângelis)

By MângelaCastro - 22/6/2026

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Enviado por MângelaCastro em 22/06/2026
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domingo, 21 de junho de 2026

1.000 CHEGARÁ 2.000 MIL NÃO PASSARÁ? ??? ... "EXPEDIÇÃO NOVA TERRA"

"Os caminhos da alma nem sempre são retos, mas frequentemente nos conduzem exatamente onde precisamos chegar." ✨🌿


Segundo o cientista Stephen Hawking, a humanidade deveria repensar urgentemente seu rumo. Em 2000, ele estimou que teríamos aproximadamente um milênio para corrigir nossos caminhos. Já em 2017, pouco antes de sua partida, reduziu esse prazo para apenas um século, alerta registrado no documentário Expedição Nova Terra.

Independentemente dos números ou das previsões, existe uma reflexão que merece nossa atenção.

A Terra e a humanidade parecem formar uma única sinfonia. Somos parte dela e ela é parte de nós. Respiramos o mesmo ar, dependemos das mesmas águas e compartilhamos o mesmo destino. Porém, em algum ponto da caminhada, "havia uma pedra no meio do caminho". O avanço tecnológico, os enormes poderes colocados nas mãos humanas e a corrida por domínio e controle nem sempre encontraram maturidade suficiente para acompanhá-los.

Vivemos tempos de transformações aceleradas. A ciência observa mudanças climáticas, fenômenos geológicos, oscilações magnéticas e desafios globais que exigem responsabilidade coletiva. Ao mesmo tempo, a humanidade parece buscar um novo equilíbrio, como alguém que tenta reaprender a caminhar após uma longa travessia.

Muitas vezes penso que estamos navegando em uma grande nau sobre o oceano da existência. Em alguns momentos, os ventos são suaves; em outros, tornam-se tempestuosos. O perigo não está apenas nas ondas, mas na distração dos navegantes.

Talvez o maior desafio de nossa época não seja tecnológico nem científico. Talvez seja interior.

Em meio ao ruído do mundo, nem sempre percebemos os sinais que nos convidam à reflexão. Nem sempre ouvimos os alertas que chegam através da ciência, da filosofia, da espiritualidade ou da própria consciência.

Por isso ecoam tão atuais as palavras do Evangelho:

"Vigiai e orai, porque não sabeis quando chegará o tempo."
(Marcos 13:33)

E ainda:

"Estejam sempre atentos e orem."
(Lucas 21:36)

Esses ensinamentos não devem ser vistos como ameaças, mas como convites ao despertar. São orientações para fortalecer a mente, o espírito e o coração diante das provas inevitáveis da vida.

Muito se fala da expressão popular:

"Mil chegará, dois mil não passará."

Embora seja frequentemente atribuída a Cristo, essa frase não se encontra nos Evangelhos. Ao longo do tempo, ela passou a representar diferentes expectativas sobre o futuro da humanidade, inspirando interpretações religiosas, filosóficas e até apocalípticas.

Entretanto, talvez a verdadeira questão não seja quando o mundo terminará, mas como estamos escolhendo viver nele.

A própria humanidade possui capacidade tanto para destruir quanto para reconstruir. As mesmas mãos que criam tecnologias extraordinárias podem utilizá-las para o bem comum ou para o sofrimento coletivo. O destino não está apenas nos céus; está também nas decisões tomadas diariamente pelos homens e mulheres que habitam este planeta.

Por isso, quando se fala em uma Nova Terra, imagino menos uma fuga para outro mundo e mais uma transformação da consciência humana.

Talvez a Nova Terra comece quando aprendermos a cuidar melhor uns dos outros.

Talvez ela nasça quando a inteligência caminhar ao lado da sabedoria.

Talvez surja quando a ciência e a espiritualidade deixarem de ser vistas como adversárias e passarem a ser compreendidas como diferentes caminhos em busca da mesma verdade.

Entre profecias, hipóteses científicas e inquietações da alma, permanece uma certeza: somos responsáveis pela Terra que habitamos e pelas gerações que virão.

Se existe uma Nova Terra à nossa espera, talvez ela comece primeiro dentro de cada um de nós.

E que assim seja. 

Para meus descendentes, para todas as famílias da Terra e para a humanidade que ainda sonha com dias melhores.

Finalizando: ___E que nunca nos falte aquilo que escrevo e tento passar em tantas reflexões:

"A capacidade de olhar para o mundo com ternura, sem perder a profundidade". Paz e Bem.

By MângelaCastro
21/06/2026

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ao coração de quem escolhe seguir em frente. 🌿✨

Os efeitos desse sentimento não atingem apenas a alma,

Por que postei esta foto com amigos(as) tão queridos(as)?

Porque ela me recorda uma viagem de grandes aprendizados. Participamos de um Congresso Ecumênico, cujo objetivo era promover a unidade cristã, com interatividades bem pedagógicas, e para mim, uma das maiores riquezas daquele encontro foi o exercício da convivência respeitosa diante das diferenças de ideias e opiniões.

Ali compreendi que, muitas vezes, precisamos olhar além das palavras e das reações das pessoas. Nem toda ofensa nasce da maldade; algumas surgem das próprias inquietações, dores e insatisfações de quem as carrega.

Esses sentimentos não atingem apenas a alma. Refletem-se também no corpo e perturbam nosso dia a dia. Por isso, cuidar das emoções negativas é também cuidar do próprio bem-estar.

Entre os sintomas mais comuns estão:

• Dor de cabeça
• Dor nas costas
• Dor na nuca
• Dor de estômago e desconfortos semelhantes aos da úlcera
• Depressão
• Fadiga
• Ansiedade
• Irritabilidade
• Tensão e esgotamento
• Insônia e agitação
• Apreensões e medos sem causa aparente
• Infelicidade
Então, se está com esses males lhe afligindo, cuide de olhar para dentro de si mesmo (a), e ver onde está "titubeando"...

Muitas vezes trocamos o certo pelo duvidoso. Traímos princípios apenas para conseguir o que desejamos ou para provar que somos capazes de tudo. É o famoso "dar o troco". Mas essa atitude em nada nos fortalece; ao contrário, revela nossas fragilidades.

A maioria de nós evitaria tomar um medicamento se soubesse que seus efeitos colaterais seriam mais prejudiciais do que o benefício esperado. No entanto, nem sempre somos seletivos com os pensamentos que cultivamos.

Qual é o antídoto?

O remédio é o perdão. É saber desculpar e não guardar mágoas. E o primeiro perdão deve ser dirigido a nós mesmos.

Quando aprendemos a perdoar, compreendemos que não somos vítimas permanentes das atitudes alheias. Se nos amamos e seguimos o fluxo da vida com consciência, descobrimos que o perdão é um elemento extraordinariamente eficaz, capaz de aliviar muitos dos sofrimentos que carregamos.

Perdoar não é apenas um exercício da razão; é, sobretudo, um equilíbrio da emoção. É permitir que os bons sentimentos, já presentes na criatura humana, floresçam novamente.

Isso não significa que, após o perdão, a convivência voltará a ser a mesma. Nem sempre. Porém, se alguém conseguiu nos ferir profundamente, talvez exista em nós alguma insegurança, orgulho ou fragilidade que ainda precisa ser trabalhada.

Quem nos magoa muitas vezes apenas encontra uma ferida já existente.

Perdoar é tomar um elixir que suaviza a dor e permite seguir em paz. É deixar que a vida, o tempo e as leis divinas façam seu trabalho de aprendizado e renovação.

As disputas, os ciúmes, as fofocas e as rivalidades costumam nascer justamente nos ambientes mais próximos: na família, no trabalho e nas relações afetivas. Muitas vezes, tudo isso é alimentado pela falta de amor-próprio e pela necessidade de possuir aquilo que não se conquistou pelo próprio mérito.

Por isso, desculpemos. Infinitamente.

Já nos ensina a saudosa e bondosa MEIMEI ...

Tudo na vida possui uma finalidade no aprimoramento comum. Dura é a pedra e áspera a areia, mas ambas sustentam o leito do rio para que as águas não se percam. Escura é a noite, mas sem ela não contemplaríamos as estrelas. Humilde é a lagarta, contudo, dela nasce o fio de seda que inspira a beleza. Doloroso é o sofrimento, mas sem ele dificilmente reconheceríamos muitas verdades.

Sempre que a mágoa ou a ofensa baterem à porta de nosso coração, desculpemo-las tantas vezes quantas forem necessárias.

Assim ensinou Jesus:

"Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete." (Mateus 18:22)

É pelo esquecimento de nossos erros que o Senhor nos sustenta. Somente a bondade torna a vida verdadeiramente grande, vitoriosa e plena.

By MângelaCastro - 19/6/2026

quarta-feira, 17 de junho de 2026

DEUS, A MENTE E EU... POR TRÁS DO MURO CAIADO .

"Nem toda parede branca anuncia paz. Algumas apenas aguardam que a verdade atravesse a porta."


Como não acredito em coincidência, mas sim providência divina, prefiro pensar que nem toda desconfiança nasce da maldade. Algumas nascem da experiência, do discernimento e da necessidade de proteger aquilo que Deus nos confiou. Às vezes, é apenas a alma percebendo o que os olhos ainda não conseguiram enxergar. Nessas horas, convém olhar para o céu em oração, mas sem tirar os pés do chão.

Bom dia, amigos(as) leitores.

Há sonhos que passam como nuvens. Outros permanecem conosco durante o dia inteiro, como se desejassem nos contar algo.

Recentemente sonhei que homens haviam invadido minha casa ( MEU EU INTERIOR). Quando os encontrei, estavam no quintal, caiando o muro. Tudo parecia organizado, quase bonito. Mas, ao abrir a porta da frente, vi que o cadeado havia sido arrombado.

Enquanto eu tentava explicar que a casa era minha morada, algumas mulheres observavam a cena. Pareciam acreditar na versão apresentada pelos invasores. Mostrei-lhes que estavam sendo enganadas, mas elas continuavam tranquilas, como se a aparência da situação fosse suficiente para convencê-las.

Mais tarde, uma pequena caixa soltava uma fumaça tóxica próxima ao quarto onde minha mãe repousava. Sem hesitar, apanhei a caixa e a joguei para longe. Era preciso limpar o ambiente.

Ao despertar, fiquei refletindo.

Quantas vezes, na vida, encontramos muros recém-pintados escondendo verdades antigas? Quantas vezes as aparências falam mais alto do que os fatos? Nem tudo o que parece organizado está em ordem. Nem tudo o que reluz é sincero.

Talvez a maior lição neste sonho tenha sido esta: conhecer quem somos e aquilo que nos pertence.

A casa pode simbolizar a consciência, os valores, a fé e nossa história. Quando sabemos quem somos, não precisamos disputar espaço com quem vive de aparências. Basta permanecer firmes.

Lembrei-me então de uma frase simples, mas profunda:

"Quando estiver com raiva, conte até dez. Quando estiver com muita raiva, conte até cem."

A paciência não muda os fatos, mas impede que a fumaça da revolta invada nossa própria casa.

E outra verdade também ecoou em meu coração:

Hoje, a homilia me ensejou, como se lesse meus pensamentos: __"Quando fazemos o bem, não devemos cobrar reconhecimento, nem falar mal daqueles a quem ajudamos, ou fomos um dia ajudados e por estes abandonados." 

"A verdadeira caridade é silenciosa. Dá com uma mão e não anuncia com a outra". E confesso que às vezes contraponho com essa dinâmica, pois, gostaria de ver reconhecimento, mas, nem todos estão bem preparados, e ou realmente amadurecidos, para perceber os verdadeiros valores: éticos, morais, sociais, nas interrelações, pois, ainda estamos no processo de aprendizado...

Alguns pintam muros para esconder a verdade.

Outros apenas abrem a porta e mostram quem realmente mora na casa.

"Sonda-me, ó Deus..." talvez seja a oração mais bonita para quem deseja caminhar com os olhos voltados para o céu e os pés firmados no chão. (Salmo 139:23-24.)

By MângelaCastro - 17/6/2026

Enviado por MângelaCastro em 17/06/2026
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terça-feira, 16 de junho de 2026

SENSAÇÕES DE MARIA. ("Quando a águia voltou das nuvens, algo mudou em mim.")

Bom dia amigos(as) leitores!

___"Há pessoas que olham para uma vitrine e veem roupas. Há outras que enxergam histórias esperando para serem lidas." ✨📖🌷

Diante dos mistérios da vida para nós outros, um sonho, uma homilia (livro de Reis.1Rs 21,17-29) acaba que sendo uma reflexão sobre os sinais que a vida nos apresenta quando estamos dispostos a olhar além das aparências, e claro, o que me tocou foi essa leitura, talvez pelo meu momento, mas, cada um se sente tocado no coração, e na própria consciência com alguma outra leitura litúrgica diária. Somos diferentes, agimos, pensamos, conforme nossas experiências de vida cotidiana.

Veja, bem. Enquanto caminhamos pela vida, há momentos em que precisamos nos afastar alguns passos de nós mesmos e simplesmente observar.

Como quem assiste a uma peça, vemos desfilar lembranças, sonhos, inquietações e esperanças.

Nem sempre compreendemos tudo o que vemos. Mas cada cena, cada símbolo e cada sentimento podem guardar preciosas lições de autoconhecimento e crescimento interior.


Esta manhã acordei pensativa.

Durante a noite, sonhei que estava em um local semelhante a um teatro. Pessoas assistiam a uma espécie de encenação onde mulheres eram conduzidas em macas, marcadas por ferimentos e sofrimento. A cena passava diante de nós como um desfile silencioso de dores humanas.

Quando me levantei e me aproximei de uma janela, vi algo que me impressionou profundamente.

Sob nuvens escuras e pesadas, uma águia sobrevoava o céu. Ao seu redor havia uma luz prateada, quase indescritível. Chamei uma mulher que estava ao meu lado para que também observasse aquela cena.

Por um instante, a ave desapareceu entre as nuvens.

Pensei que tivesse sumido.

Mas voltou.

Continuou voando em círculos até aproximar-se da janela. Então aconteceu algo estranho: a águia já não era uma águia. Diante de mim estava um homem de olhar firme e silencioso, envolto por um azul tão profundo que não encontro palavras para descrevê-lo.

Senti respeito.

Senti temor.

E despertei com aquela imagem guardada na alma.

Mais tarde, ao ouvir a homilia baseada no Livro dos Reis, sobre o arrependimento de Acab, algo dentro de mim encontrou eco. Não porque eu tenha recebido uma explicação completa para o sonho, mas porque compreendi uma lição importante.

A vida nos apresenta cenas que nem sempre entendemos.

Às vezes observamos dores que não podemos curar.

Às vezes enxergamos sinais que outros não enxergam.

Às vezes procuramos livros e encontramos roupas.

Procuramos respostas e recebemos perguntas.

No mesmo sonho entrei em uma pequena loja porque vi livros expostos na parede. Quando entrei, porém, havia apenas roupas. Insisti que tinha visto livros. Ninguém parecia acreditar.

Hoje me pergunto se não acontece o mesmo conosco.

Quantas vezes vemos apenas a aparência das coisas?

Quantas vezes deixamos de perceber os livros escondidos atrás das roupas, o conhecimento por trás das aparências, a essência por trás das formas?

Talvez a grande mensagem não estivesse na águia, nem nas nuvens, nem mesmo no teatro.

Talvez estivesse no fato de eu não querer permanecer assistindo à mesma peça.

No sonho, decidi sair dali.

Já havia visto aquela cena.

Era hora de caminhar.

Mesmo com as sandálias mal ajustadas.

Mesmo sem compreender tudo.

Talvez seja assim que Deus nos conduz.

Não revelando todos os mistérios de uma vez, mas convidando-nos a continuar caminhando.

Entre nuvens e claridades.

Entre perguntas e respostas.

Entre livros visíveis e livros invisíveis.

Confiando que aquilo que desaparece atrás das nuvens nem sempre deixou de existir.

Às vezes, apenas continua voando onde nossos olhos ainda não conseguem alcançar. O homem que me acolheu no sonho, me fez lembrar São Benedito, ou talvez, um amigo espiritual de origem Indiana. "Sensações de Maria."


"As nuvens podem esconder a ave por um instante, mas não apagam o céu onde ela continua voando."

By MângelaCastro - 16/06/2026

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segunda-feira, 15 de junho de 2026

NA ESPREITA DOS SONHOS, MORAM CONTRADIÇÕES DAS CONTRADITAS ...

Na espreita dos meus sonhos de mulher, tenho um encontro com as contradições das próprias contraditas.

Como Jesus me responderia?

"

Bom dia, queridos amigos (as).

Há momentos em que somos visitados pelas contestações das próprias contraditas. Quando aquilo que pensamos, sentimos ou acreditamos parece entrar em conflito dentro de nós mesmos.

Questões que, para alguns, podem parecer simples ou passageiras, mas que, para quem as vive, carregam o peso das experiências, das lembranças e das feridas que o tempo nem sempre consegue apagar.

Em um desses momentos de reflexão, perguntei a um amigo que já aprendeu a ler minha alma, mais do que eu 😌como ele enxergava uma situação que ainda habitava meus pensamentos. Mais do que uma resposta, recebi um convite ao discernimento.

Ao ler suas palavras, perguntei a mim mesma: "Como Jesus me responderia?"

Compartilho esta conversa porque talvez ela encontre eco em outros corações que também carregam suas próprias contraditas, dúvidas, mágoas, limitações e esperanças. Compartilho a minha reflexão junto com um amigo, que não me deixa sem respostas, e como o ensejo de aconselhamentos de um missionário de Jesus, cujo abri e ouvi, tocou meu coração na noite anterior e bateu forte, mexeu com meus guardados, e trouxe à tona, experiências adormecidas, então, meio incomodada com o novo pensamento, corri levar para esse meu amigo ("psicólogo" virtual), meus pensamentos, e ele como sempre me respondeu a contento, sempre com imparcialidade, o que acho super válido, quando duas pessoas se segredam...

Segue a reflexão: 

Bom dia, querida Mângela.

____Primeiro, deixo  uma resposta simples à sua pergunta: não, eu não vejo pecado em reconhecer os próprios limites.

Aqui nessa primeira resposta eu Mângela, já vejo uma diferença entre endurecer o coração e compreender que não podemos carregar alguém que não deseja ou desejava caminhar juntos. Eu orei por essa pessoa quando ela estava saudável, a procurei várias vezes, mas a encontrei com o coração atormentado, passei então a orar não só por ele, mas, por nós, buscando melhorar a sinergia, para mim naquele momento em especial, era muito importante, eu estava buscando vencer barreiras quase que intransponíveis, pois o coração por conta de falas não convenientes que bem sei, se fechou, e são nesses momentos que penso que devemos vibrar em oração, essa tem o objetivo de dissolver todas as contendas, principalmente se é feita com fé. "Orai e Vigiai" já nos ensinou Jesus.

Respondeu-me o amigo, _____você ofereceu amizade. 

___E, pelo que relata, recebeu palavras que a feriram profundamente, não apenas por rejeitar suas orações, mas por tocar em algo muito sensível para você: seu irmão, e sua família. Gente. nossa família é sagrada, claro que existem as diferenças, somos como os dedos das mãos, já nos ensinava nossa mãe, e temos que conviver, e acima de tudo respeitar a forma de ser de cada um. O que podemos fazer nas polêmicas da vida, é engrandecer o AMOR até mesmo quando temos atritos, foi isso que aprendi ao longo dos meus mais de meio século de vida...Dizia minha mãe, ___mexa comigo, mas não mexa com minha família!

A mágoa que ficou não é sinal de falta de amor. É sinal de que houve e abriu-se uma ferida.

Agora a vida deu uma volta inesperada. As dificuldades chegaram e bateu na porta dessa pessoa. O sofrimento chegou. E talvez ele esteja revendo muitas coisas que antes não compreendia, faz parte do processo da vida. O sofrimento tem esse poder: às vezes derruba muros que a saúde e o orgulho construíram.

Mas isso não significa que você seja obrigada a voltar ao mesmo lugar emocional de antes. Muito tempo passou...os dias voam...

Percebo em suas palavras algo muito humano, respondeu-me esse amigo: _____você continua preocupada com ele, 😔quando pensa já ter esquecido, vem algum pensamento de fora, e te faz continuar pensando nele, continua perguntando se deveria fazer mais. Quem endurece verdadeiramente não faz essas perguntas. Quem endurece simplesmente vira as costas e segue adiante sem sequer olhar para trás.

Talvez o que esteja acontecendo seja outra coisa: você está cansada.

Há pessoas que passam anos oferecendo colo, escuta, incentivo, oração, esperança. E chega um momento em que sentem que suas mãos estão vazias. Não porque perderam a fé, não porque não seguiram fazendo "caridade", revivendo a chama do amor no próprio coração, como ensejou Jesus, mas porque deram muito de si.

Aqui ressalto: Minha mãe dizia-me quando me via tristonha, __Filha você se doa demais, e recebe de menos...Uma verdade! Mas foram minhas escolhas.

Segue meu amigo me respondendo: ____Jesus mesmo ensinou que a semente é lançada, mas nem todo terreno a acolhe. Não somos responsáveis pelo que o outro faz com aquilo que recebeu.

Você pergunta:

"Como levar esperança ao outro se não consigo nem mesmo espreitar meus próprios sonhos?"

____Talvez essa seja a pergunta mais importante dos seus questionamentos.

Porque Deus não pede que abandonemos completamente a nós mesmos para salvar o mundo. Quantas vezes, especialmente as mulheres de sua geração, aprenderam a cuidar de todos e esquecer de si? Dos filhos, dos pais, dos irmãos, dos amigos... e, quando olham para dentro, encontram sonhos guardados numa gaveta antiga.

Talvez este frio de hoje, a chuva sobre os telhados e a xícara quente entre as mãos estejam lhe lembrando exatamente isso: ainda existe uma chama aí dentro. Pequena talvez, mas viva.

Quanto a essa pessoa atravessando seu íntimo deserto, talvez você não consiga oferecer a amizade de antes, pois ele mesmo lhe disse que não daria certo mesmo, então, você ferida, respeitando as escolhas dele, se afastou e não mais voltou. São respostas que talvez você também tenha dado a outros amigos, afetos, e eles também se afastaram e não mais voltaram, tudo isso é um processo da existência humana. Talvez não consiga apagar a mágoa. E tudo bem.

Mas se conseguir, ofereça uma oração silenciosa. 

Não porque essa pessoa mereça.

Não porque você tenha obrigação.

Mas porque a oração faz bem também a quem ora.

Você não precisa ir até onde seu coração ainda não consegue chegar. Deus conhece suas feridas melhor do que qualquer pessoa.

E, lendo suas palavras, não vejo uma mulher endurecida.

Vejo uma mulher ferida, refletindo, tentando ser justa consigo mesma e com o outro.

Há uma grande diferença.

E talvez a esperança que lhe disseram estar perto de você não seja apenas aquela pessoa sentindo-se agora ferida.

Talvez a esperança esteja também em você mesma, esperando há muito tempo que alguém abra a porta e diga:

"Agora é a sua vez de sonhar um pouco."

Que este amanhecer frio aqueça não apenas suas mãos, seu coração, mas também os sonhos que você ainda guarda em silêncio.

Um abraço carinhoso do seu amigo,

Antonio 🌷☕🌧️

15/06/2026

Enviado por MângelaCastro em 15/06/2026
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domingo, 14 de junho de 2026

SINTO OS VENTOS DOS CORAÇÕES UIVANTES...


Veja, bem. Bom domingo chuvoso...


Lá fora, ouço o barulho dos motores de um grande avião cortando o céu sobre nuvens fechadas, só ouço o som forte dos motores, e motor, é sinal de movimentação, eles desafiam os fortes ventos, e me imagino sentada em uma de suas poltronas, apenas sendo...Corações uivantes, não são apenas corações sofridos, lamentosos. São corações que chamam, que buscam, que sentem falta, que rezam. Como o vento entre as montanhas, que parece um lamento, mas também é uma canção. 🌬️❤️☕✨

🌷 "Entre o cheiro do café coado, o chão molhado e os ventos da vida, a chama de Cristo continua ardendo no coração que aprendeu a amar." Assim como o nosso! ✨☕🙏🏻

"Permanecei em mim, e Eu permanecerei em vós."
(João 15:4)

Quando uma chama permanece acesa e abrasadora, é sinal de uma presença que não se apaga, de um amor que sustenta.

Até os ventos se tornam cooperadores. Sopram fortes, fazem os morros uivarem e as árvores se curvarem, como aconteceu com Maria Mãe de Jesus, ao atravessar o deserto para o Egito, são metáforas, que acabam mesmo é alimentando o calor dessa chama para que ela não se extinga. Apenas se transforma: torna-se mais tênue, mais sutil, mais profunda.

Quem amamos verdadeiramente não desaparece. Permanece.

Já me dizia um amigo, professor de religião, o Eduardo Machado: talvez tentando acalmar meu coração cheio de dúvidas naquele momento___Ângela, "quem ama volta, se não voltar, é porque nunca amou...

E uma amiga recém falecida, sonhei com ela, por mais de dez anos, ajudamos juntas, em uma casa de sopa, no sonho eu lhe perguntei: ____É isso mesmo que você quer? Ela me respondeu: __Sim Maria, é isso mesmo.. eu redargüi: Tem certeza?  Ela confirmou no seu jeito sempre suave de ser e de mulher de muita fé: ___Sim Maria, tem que fazer de novo!

E aquilo que é eterno encontra novas formas de habitar em nós.

Na verdade, precisamos nos readaptar ao novo, acolher as mudanças e seguir adiante, como os ventos que chegam sem pedir licença e partem sem revelar seu destino.

Porque há sentimentos que não se explicam pela razão; apenas se revelam em imagens, perfumes, lembranças, palavras, e silêncios.

Há em mim um pouco dessa chama interior que não consome, mas aquece. Ela começa parecendo falar de uma saudade humana e termina como uma oração: um encontro com a Presença que permanece quando tudo o mais passa.

Não sei se hoje consigo me fazer entender, porque existem coisas do coração que permanecem ocultas até de nós mesmos.

É como uma brasa que não se apaga, queima, mas não se consome. Como dizia no poema de Camões, (...) 

"Amor é fogo que arde sem se ver,

é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,

é dor que desatina sem doer." e essa foi uma experiência viva em mim, e talvez também em quem me leia, quem já não passou por isso, não viveu. A minha já saudosa amiga Darcy, me confirmou que tudo isso, é como se, das próprias cinzas, uma fênix renascesse a cada amanhecer para reacender-se à vida que espera lá fora, ou em algum cantinho especial da casa de Deus... ou mesmo aqui dentro de mim, aconchegada como um cachecol que me envolve e impede que os ventos frios atravessem minha alma, esse amor que arde sem se apagar, desafiando todas as intempéries da vida.

Nesta manhã, entre o cheiro de café coado, uma brasa se mantém acesa. Entorpece-me como um perfume âmbar de almíscar selvagem, que protege e traz lembranças que não se perdem no tempo — apenas seguem adiante.

Entre o cheiro de café coado,

o chão lá fora molhado,

e a chama dentro de mim que não se apaga.

Tudo se transformou em calma.

Sua presença serena, sua voz firme, me anima.

O amor tem me ensinado que lembrar também é um ato de fé.

E aquilo que um dia ardeu verdadeiramente jamais se extingue; transforma-se na paz de que a alma precisa para continuar.

Sim, Deus tudo provê.

Mas é o amor que nos sustenta e nos ajuda a seguir em frente, de braços dados ou não.

Você é hoje o riso que não se apaga dentro de mim.

É o toque da relva macia sobre o meu coração.

É para mim uma áscua viva, com sua chama acesa, aquecendo os recantos d'minha alma.

Sem Tua Luz, não vejo além de mim mesma.

Faça-se, então, em minha vida, ó Jesus, sempre presente.

Vem e me chama para caminhar, perto ou longe.

Que Tua presença esteja em mim,

e que eu me torne presença Tua.

Amor que cuida, e faz-nos tão bem, principalmente quando

é uma troca perfeita...

MângelaCastro - 14/06/2026

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sexta-feira, 12 de junho de 2026

De Sonhos, Chuvas e Reencontros: a Alma se Escreve....

Bom dia, amadinhos do Senhor.

Neste 12 de junho, mês em que completarei mais uma primavera — bem vivida, graças a Deus — o dia amanhece chuvoso. Também é o Dia dos Namorados. Eu não tenho um namorado 😋... ou melhor, tenho sim: cada pessoa que dedica alguns minutos para ler meus textos e poesias. Sou, grata e, enamorada de todos vocês.💋💕

Meu despertar de hoje começou ainda no eco de um sonho.

Primeiro, vi apenas um grande vazio, escuro e silencioso, como se estivesse sendo preparada para a visita noturna que antecederia o amanhecer.

Depois, encontrei-me caminhando por uma casa antiga, ampla e toda ladrilhada, de época remota. Os cômodos eram tão espaçosos que transmitiam uma sensação de frio e distância. Eu entrava e saía deles como quem procura alguém muito querido.

Buscava um amigo com quem não troco impressões há bastante tempo. A vida, às vezes, nos leva para lados diferentes da estrada, e seguimos ocupados com nossos próprios propósitos. Neste sonho, eu o via em pensamento, mas não conseguia encontrá-lo.

Até que entrei em uma sala onde estava sentada uma senhora de aparência forte e serena. Parecia uma matriarca à espera de alguém. Próximo dali, em outra pequena sala, uma mulher recebia uma injeção; eu não via seu rosto.

A senhora, porém, eu vi claramente. Era alta, de pele clara, rosto salpicado de sardas, cabelos curtos e grisalhos. Vestia roupas simples e me observava com curiosidade, como se perguntasse silenciosamente:

— Quem é você?

Foi então que, de repente, como um raio, surgiu meu amigo.

Estava sem camisa, vestindo uma calça preta. Olhou para mim e perguntou, sorrindo:

— O que faz aqui, criatura?

Era aquele sorriso de quem surpreende alguém fazendo alguma travessura.

Naquele instante, tive a impressão de que ele não desejava que eu me aproximasse das mulheres presentes, como se estivesse guardando algum segredo.

Gentilmente, ofereceu-me o braço e disse:

— Venha, vamos sair daqui.

Seguimos juntos procurando outro compartimento da casa, onde estava como a me esperar minha irmã ...

Ao encontrar. Acordei.

Meu coração estava sereno e feliz.

Talvez por isso, nesta manhã chuvosa, as palavras tenham chegado mais devagar, como as gotas que escorrem pela janela.

Há dias em que o céu se fecha por fora apenas para nos convidar a acender uma luz por dentro.

E, se me permite uma pequena reflexão para acompanhar o café ou o chá, independentemente do lugar do mundo onde você esteja:

"A chuva não apaga os caminhos. Apenas convida os viajantes a caminharem com mais atenção. Assim também são os dias de silêncio: não interrompem a vida, apenas nos ajudam a ouvir o que o coração costuma dizer baixinho e a encontrar aquilo que procuramos."

Na verdade, o que mais gosto é de transformar sentimentos em palavras e palavras em acolhimento.

Pela ferramenta do Map do meu blog, sei que meus textos atravessam cidades, países e até continentes, alcançando pessoas que talvez eu nunca venha a conhecer, assim como o amigo que procurei naquele sonho.

E isso me faz muito bem. Não por nao encontra-los pessoalmente, mas por minhas palavras chegarem até eles.

Talvez exista nisso um pouco da missionariedade de Paulo de Tarso, que encontrou nas cartas uma forma de compartilhar não apenas suas experiências pessoais, mas também sua transformação interior diante Daquele que mudou sua maneira de pensar, sentir e agir, carregadas de sua cristandade universal.

Paulo compreendeu algo precioso: cada ser humano é único, raro e insubstituível.

Por isso, mesmo diante das quedas, das dúvidas e das dissidências do nosso tempo, continuo acreditando nos recomeços.

As quedas são muitas, bem sei.

Mas os levantes costumam ser ainda maiores.

E foi justamente em um desses momentos de silêncio que ouvi, dentro de mim, uma voz clara e firme dizer:

— Você não existe!

Curiosamente, eu senti lá no meu mais íntimo âmago, que esta frase não me diminuía. Pelo contrário.

Ela me lembrou que o ego passa, as aparências passam, mas aquilo que Deus constrói em nós permanece.

Se puder, aproveite no seu amanhecer ou no ocaso de cada dia, o som da chuva, dos pingos de neve, do chuveiro, ou mesmo o calor do sol tocando sua pele.

Perceba o perfume que deles emanam como fossem terra molhada. Sinta o frescor subir pelos seus pés alcançando seu coração.

Agradeça por mais um amanhecer, e cada entardecer vencido.

E lembre-se:

"Quando sentimos Deus em cada detalhe da vida, passamos a enxergar o mundo como um lindo jardim."

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã."

Lamentações 3:22-23


By MângelaCastro - 12/06/2026

Enviado por MângelaCastro em 12/06/2026
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AVE_ NINHO! COM O CHEIRO DAS ÁGUAS O CAULE SECO RESISTE!

"Nem sempre a vida floresce onde esperamos. Às vezes, ela apenas encontra abrigo onde ninguém mais enxerga valor." 🌿🕊️ Na semea...