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quarta-feira, 24 de junho de 2026

ODE AO AMANHECER! A ALEGRIA SILENCIOSA!



Bom dia, dia! Bom dia, Vida"!


 Sim... se você olhar para o lado direito dessa página do blog, poderá ouvir esse ODE AO AMANHECER, é um vídeo que compartilhei no meu canal do you tube, "Partituras Sem Notas" pensando e sentindo você, comigo assim, é mesmo de derramar lágrimas. 

Não aquelas que nascem da tristeza, mas as que brotam quando a alma percebe a grandeza escondida nas coisas simples: até um "VIVA PARA NOSSO BRASIL", independente de suas derrotas, empates ou vitórias, o nosso País é como um belo amanhecer, nos alimenta de alegria e prazer, sempre juntos, mesmo quando em nossas faces escorrem lágrimas, seja de decepções e ou agradecimentos e muita fé, que nos faz movimentar na vida, estar viva, respirar mais uma manhã, ouvir uma música que toca lugares profundos do coração e compreender que, apesar das dificuldades, ainda fazemos parte desta extraordinária viagem chamada existência.

A manhã amanheceu chorosa.

Há lágrimas que não nascem da tristeza. Nascem da gratidão de ainda estar aqui, participando da grande dança da vida. Hoje compartilho uma Ode ao Amanhecer e ao privilégio de existir.

Lá fora, as nuvens pareciam carregar suas próprias emoções, um grupo de avezinhas, passando pela minha janela, vieram dar bom dia, já se anunciavam com seu gorjear fazendo "estardalhaços", talvez aproveitando os últimos respingos da chuva que caiu noite inteira. Enquanto eu ouvia um vídeo compartilhado em meu canal Partituras Sem Notas, ao som de Ode ao Amanhecer, senti os olhos se encherem de lágrimas. Às vezes como nos ensejou a leitura de hoje, pensamos estar escondidos dos olhos alheios, até mesmo de nós mesmos, só que não! Os olhos de Deus estão sempre nos espreitando, pois foi Ele mesmo que nos deu por missão: ___

Enquanto participamos desta liturgia, somos convidados a olhar para dentro de nós mesmos e perguntar: qual é a nossa missão? Assim como João, devemos ter a ousadia de vivenciar nossos valores, mesmo diante das adversidades. Ele nos ensina que a verdadeira grandeza está na humildade de servir e na fidelidade ao que nos foi confiado. ( Do livro do Profeta Jeremias 1:4-10)

Enquanto isso, as lágrimas começavam brotar, mas não eram lágrimas de tristeza.

Eram lágrimas daquelas que chegam quando a alma é tocada por uma gratidão difícil de explicar. A alegria silenciosa de ainda estar aqui. De ainda poder escrever, refletir, compartilhar pensamentos e sentimentos com pessoas que cruzam meu caminho, mesmo sem que eu as conheça.

Lembrei-me de algo que meu filho costuma dizer quando alguém se incomoda com aquilo que escrevo, ele acode em minha defesa, e sim, me conhece bem:

Minha mãe faz de suas escritas uma terapia para a alma.

Talvez ele tenha razão.

Nunca escrevi para apontar dedos ou vestir carapuças em ninguém. Minhas palavras raramente têm endereço certo. Elas apenas nascem, ganham asas e seguem viagem.

São como pássaros migratórios.

Voam livres, às vezes até descompassados, carregados apenas pela necessidade de seguir adiante, e vencer as fortes correntezas dos ventos. E, durante o percurso, fazem pequenos pousos. Um breve descanso aqui, outro acolhimento ali. Um "pit stop" em algum coração distraído que, por um instante, precisava exatamente daquela palavra, daquela imagem ou daquela reflexão, mesmo que lhe doa no coração, pode lhe trazer esperança, de alguma mudança, mas, é assim que ganhamos altitudes na vida. Só conseguimos enxergar a luz, quando estamos meio às sombras. SIM!

Depois, seguem viagem novamente.

Enquanto a música tocava, imagens de pessoas dançando surgiam diante de mim. Algumas com passos firmes, outras com passos adaptados pela vida. Algumas conduzidas pelos próprios pés, outras pelas rodas de uma cadeira. E, ainda assim, todas dançando.

Porque a vida, quando olhada com atenção, é uma grande dança.

Nem sempre perfeita. Nem sempre fácil. Mas profundamente bela.

Talvez seja por isso que cada amanhecer ainda me emocione tanto. Há algo de criança em cada novo dia. Algo que convida a recomeçar, a descobrir, a aprender e a agradecer.

Afinal, mesmo quando as nuvens encobrem o céu, o sol continua existindo acima delas.

E nós também continuamos.

Habitantes temporários deste imenso sistema estelar, viajantes de um universo que nos acolhe por alguns instantes e nos oferece a oportunidade de amar, aprender e compartilhar. Um eterno despertar e de expandir nossas consciências.

Por isso chorei.

Não pela dor.

Mas pelo privilégio.

Pelo simples e extraordinário privilégio de ainda fazer parte desta imensa sinfonia humana e celestial que, a cada amanhecer, recomeça sua música.

E hoje, mais uma vez, eu pude ouvi-la, com a alma.

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Sim, "a vida é para mim como uma criança em cada amanhecer." Talvez essa seja a essência de toda a crônica. Enquanto ainda conseguimos nos maravilhar diante de um novo dia, o coração permanece vivo. 🌅💛

By MângelaCastro - 24\6\2026

ODE AO AMANHECER! A ALEGRIA SILENCIOSA!

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