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terça-feira, 27 de outubro de 2026

VAI PASSAR! NO BALOUÇAR DA VIDA...


Como a mente humana processa a busca pela verdade no cotidiano?


“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e Ele tudo fará.”

— Salmos 37:5 (Almeida)

"A maturidade, a própria transformação, não consiste em deixar de questionar a vida, mas em aprender a questioná-la sem perder a paz, a humildade e a capacidade de reconhecer a verdade, mesmo quando ela nos pede uma mudança de olhar."

Afinal, até a nossa maneira de compreender o mundo também pode mudar. 🌷

Hoje, amanheci com minha alma em paz, e sinceramente, não me sinto culpada por isto, quando muitos afetos meus, estão nervosos, pesarosos, essa paz que sinto, é uma conquista minha, fruto do meu entendimento. Mesmo depois de ouvir de uma amiga que enxergamos o Brasil de formas diferentes, respeitei sua maneira de pensar, assim como ela tem o direito de manter suas convicções, e eu tenho as minhas. Ao mesmo tempo, vi postagens de amigos e amigas que se sentem impotentes, derrotados diante de resultados que não corresponderam às suas expectativas.

Fiquei refletindo e reafirmando minha confiança em Deus, acreditando que até mesmo as circunstâncias que não compreendemos podem nos ensinar alguma coisa. Pensar e agir de maneiras diferentes faz parte do nosso crescimento interior, do despertar da consciência e do desenvolvimento da inteligência. 

Afinal, ainda somos seres em construção, aprendendo a distinguir o que sentimos daquilo que os fatos nos mostram. Em verdade, eu já sentia que tudo correria conforme os propósitos Daquele que tudo vê e provê! Eu sabia, e por isso sem ficar instigando um e outro, silenciei e aguardei meu momento de exercitar meu direito de cidadania. Simples assim. Se a gente aprende a ouvir nossa intuição, nosso coração, sim, porque eles nos ditam, nós é que não queremos ouvi-los, aí, vem a decepção!

Mas você pensa que sempre fui assim? Que sempre aceitei tudo com serenidade? Não mesmo! E, muitas vezes, ainda me pego questionando, deixando minha impaciência falar mais forte do que gostaria. Acontece!!

Foram as decepções, as lágrimas e as inquietações que, durante muito tempo, envolveram minhas emoções, minha sensibilidade, e foram burilando meus sentimentos, era um mar de lágrimas, quando deveria ser, um mar_de_amar. Nessas ocasiões, minha mãe, ao me ver chorando ou revoltada com os acontecimentos, dizia:

— Filha, assim você vai aparentar mais velha do que parece, entrega tua vida, teu filho e tua profissão nas mãos de Deus. Confia e dorme em paz! Mães são nossos anjos da guarda aqui na terra, mesmo quando nos provocam com seus ensinamentos, e continuam nos guiando e iluminando lá do céu...

Não foram apenas esses conselhos que me transformaram. Foi o próprio sofrimento, ao longo do tempo, que veio lapidando e me ensinando que não adianta derramar tantas lágrimas por situações que não aconteciam conforme meus desejos. A vida não segue sempre a nossa vontade; há circunstâncias que exigem paciência, outras pedem mudança, e algumas nos convidam a aceitar aquilo que não podemos controlar, que sai do nosso circulo de convivência, do nosso entendimento.

Foi então que comecei a dizer a mim mesma:

— Isso vai mudar, Maria! Uma hora tem que passar!

Até que, certa vez, durante uma confissão, um padre me disse palavras semelhantes:

— Confia em Jesus. Vai passar!

E Chico Xavier também deixou, em seu legado, essa mesma mensagem de esperança, recebida se não me falha a memória, pelo seu mentor, Emmanuel, em um de seus momentos de dificuldades, lhe esperançou: __tudo passa, isto também passará! Por que vez ou outra cito Chico Xavier em minhas postagens, porque foi em momentos de dúvidas, dificuldades as quais eu passava, e buscava respostas, lá nos idos 78/80, que ele acabou sendo um divisor de águas em minha vida, de forma presencial. Sabe aquele pensamento, nada é coincidência, mas sim providência? Então, só gratidão!

Olhe, você pode até pensar que estou imaginando coisas, mas quero compartilhar uma experiência que marcou minha caminhada.

Eu estava em oração na sala aqui de minha casa, de olhos fechados, concentrada nas palavras que pronunciava, foi um tempo de aflições e tomadas de decisões, quando me pareceu ver, do lado de fora, no corredor, uma enorme imagem de um ser feminino, vestida toda de branco, vi até suas sandálias de couro, mas não vi o seu rosto, naquela rápida passagem, e seguindo adiante.

Levei um susto! Meu coração disparou. Naquele instante, pensei: É Nossa Senhora passando!?

Independentemente de como se possa compreender aquela experiência, o fato é que ela adquiriu um significado muito especial para mim. Foi como se aquelas palavras, que já haviam chegado à minha vida por diferentes caminhos, encontrassem naquele momento um lugar, e um pouso definitivo em meu coração.

Decidi, então, confiar mais e sofrer menos diante daquilo que não conseguia controlar.

Quando algo me aflige, procuro rezar:

— Meu Deus, entrego este problema em Tuas mãos. Ajuda-me a pensar melhor, concede-me paciência e sabedoria para agir e encontrar a melhor solução. Se existem pessoas com quem tenho dificuldades, ajuda-me a compreender meus próprios sentimentos e a não alimentar ressentimentos. Se os obstáculos insistem em obstruir meu caminho, que eu encontre pontes em outro percurso sem perder minha direção. Tu sabes o que é necessário para cada um de nós. E incluo nessa oração, o aniversariante do dia nosso Presidente reeleito pela 4ª vez, Excelentíssimo Sr Luiz Inácio Lula da Silva, que sua gestão seja voltada para todos, principalmente para economia do nosso País, para a classe trabalhadora, e também pelos empregadores, que é o motor que nos impulsiona para um futuro melhor, que ele continue olhando para as famílias mais vulneráveis e suas maiores necessidades, mas, que também as ajude a se soerguerem através de boas oportunidades de trabalho e salários dignos, escolas, educação, saúde, segurança e universidades que cumpram com sua função social!

Sabe? Aprendi também que nossos inimigos nem sempre são pessoas. Às vezes, são os próprios medos, os preconceitos, as expectativas frustradas e as situações que ainda não conseguimos compreender.

Quando procuro olhar para o problema por outro ângulo, afastando-me por alguns instantes das emoções que me dominam, consigo organizar melhor os pensamentos. É como se observasse, diante de mim, uma fila de preocupações passando, uma após outra. E, pouco a pouco, recupero a calma e digo a mim mesma:

Vai passar! Tudo na Terra é transitório!

Foi então que compreendi o quanto essa pequena frase pode representar em nossa caminhada. Três vezes, de diferentes maneiras, a mensagem da esperança, e da resiliência chegou até mim. E aquela experiência com a imagem de Nossa Senhora, fosse qual fosse sua explicação, tornou-se parte dessa descoberta interior.

Passei a entender que também aprendemos com nossos erros, com nossas escolhas e até com as contrariedades. Quando nossas vontades são frustradas, talvez seja o momento de rever nossas atitudes, nossos pensamentos e a maneira como nos relacionamos com tudo o que nos cerca.

Isso não significa que estejamos sempre errados quando somos contrariados, nem que os outros estejam sempre certos. Significa apenas que precisamos ter humildade para examinar nossas próprias razões, sem deixar de reconhecer os fatos e as responsabilidades de cada um.

A verdade é que temos uma enorme facilidade para colocar nos ombros alheios o peso de nossas dificuldades, apontando os dedos para aquilo que, muitas vezes, também precisamos rever em nós mesmos.

E é justamente aí que começa o amadurecimento interior: quando deixamos de olhar apenas para as aparências e passamos a questionar nossas certezas, nossos pensamentos automáticos e a maneira como interpretamos o mundo.

Buscar a verdade exige mais do que defender aquilo em que acreditamos. Exige disposição para ouvir, coragem para rever conceitos e sabedoria para reconhecer que nem tudo se apresenta como realmente é à primeira vista.

Talvez aquilo que julgamos estar contra nós possa, em certas circunstâncias, revelar uma oportunidade que ainda não conseguimos perceber. Em vez de nos entregarmos à lamentação ou à pena de nós mesmos, podemos procurar outras formas de agir, pensar e encontrar soluções.

Porque a vida não nos pede que sejamos indiferentes à dor, tampouco que aceitemos passivamente todas as injustiças. Ela nos convida a aprender a atravessar as dificuldades sem perder a capacidade de discernir, de mudar o que precisa. Talvez aquilo que julgamos estar contra nós possa, em certas circunstâncias, revelar uma oportunidade que ainda não conseguimos perceber. Em vez de nos entregarmos à lamentação ou à pena de nós mesmos, podemos procurar outras formas de agir, pensar e encontrar soluções para nós, e para quem nos pede.

Porque a vida não nos pede que sejamos indiferentes à dor, tampouco que aceite ser mudado e de aceitar aquilo que não está ao nosso alcance.

E, quando o coração estiver inquieto, que possamos respirar, refletir, buscar a sabedoria e recordar:

Nem tudo acontece como desejamos, e nem sempre compreendemos os caminhos da vida. Mas podemos aprender com as decepções, rever nossas atitudes e encontrar na fé a serenidade para seguir adiante. Afinal, amadurecer também é aprender a olhar a vida por outros ângulos, sem perder a esperança.

Tudo na Terra é transitório. Vai passar! E que passemos bem!

Segundo o filósofo Epicteto: “Algumas coisas dependem de nós, enquanto outras não; aprender essa diferença é o início da liberdade”

Concluindo, ancoro esse versículo que gosto muito de colocar no meu cotidiano: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” — Eclesiastes 3:1 

Paz e Bem!

By MângelaCastro — 27/10/2026

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

QUANDO TUDO PARECE PERDIDO, A ESPERANÇA FAZ O MILAGRE ACONTECER!

Bom dia com Deus! Ele é o Vencedor Maior...

Quando tudo parece perdido, a esperança pode abrir novos caminhos. Das Bodas de Caná às lições da vida pública, aprendamos que a fé nos fortalece, a razão nos orienta e a Justiça deve assegurar os direitos de todos. 🌷

Sim, com Deus, até mesmo quando os caminhos parecem encobertos pela escuridão, a esperança pode nos surpreender. Diante das incertezas, o medo toma conta, as dúvidas fazem morada e o coração, por vezes cansado, já não consegue enxergar uma saída. Mas, de repente, uma luz desponta no horizonte, e aquilo que parecia impossível começa a ganhar novos contornos.

É como contemplar a grandiosidade do Big Bang, o evento que, segundo o conhecimento científico atual, deu início à expansão do Universo há aproximadamente 13,8 bilhões de anos. Da imensidão que ainda buscamos compreender, a humanidade continua aprendendo que há muito além do que nossos olhos conseguem alcançar.

Assim também acontece com a esperança: quando tudo parece imóvel, uma nova possibilidade pode surgir, a luz se expande e a alegria volta a encontrar espaço em nossos corações. E onde pessoas aflitas esperavam,  e nada acontecia, vem Deus Pai, ilumina pensamentos, e faz com que não prevaleça a inércia, é preciso tomar uma atitude, e renova a frota dos Filhos Seus, e faz tudo novamente acontecer.

Para nós, cristãos, que nos reconhecemos filhos espirituais de Maria e buscamos sua intercessão materna, há uma passagem do Evangelho que nos convida a refletir sobre esses momentos em que algo essencial parece faltar.

Nas Bodas de Caná, durante uma festa de casamento, o vinho acabou. Maria percebeu o constrangimento que aquela falta poderia causar aos anfitriões e levou a situação ao conhecimento de Jesus:

“Eles não têm mais vinho.” (João 2,3)

Jesus respondeu-lhe, conforme a narrativa evangélica, que sua hora ainda não havia chegado. Maria, porém, confiando Nele, disse aos servidores:

“Fazei tudo o que ele vos disser.” (João 2,5)

E foi assim que os servidores encheram de água as talhas, conforme a orientação recebida. Jesus realizou ali o primeiro de seus sinais, transformando a água em vinho, e a celebração prosseguiu.

Que bela lição de fé! Maria percebe a necessidade, intercede e orienta os servidores a confiar na palavra de seu Filho. Jesus realiza o sinal, e a alegria retorna à festa.

Não seria essa também uma imagem da vida em sociedade?

Quantas vezes o povo se vê diante de dificuldades que parecem insuperáveis? Quantas vezes o direito de alguém corre o risco de não ser plenamente exercido por obstáculos que poderiam ser evitados? E quantas vezes, quando tudo parece perdido, uma iniciativa responsável, uma decisão justa ou a cooperação entre pessoas e instituições abre um novo caminho?

Os acontecimentos da vida pública também nos convidam à reflexão. Quando surgem dificuldades que podem comprometer o exercício da cidadania, é fundamental que as instituições competentes examinem as circunstâncias e adotem medidas que assegurem, dentro da lei, os direitos de todos, sem privilégios ou favorecimentos.

Afinal, a democracia não se resume à vitória de um partido ou à derrota de outro. Ela se fortalece quando o cidadão pode exercer seus direitos e quando a Justiça atua com imparcialidade, respeitando a legislação e a igualdade de todos perante ela.

É nos momentos mais difíceis, quando quase não resta esperança, que compreendemos o valor de uma mão estendida, de uma decisão responsável e de uma oportunidade que não se perdeu.

Nem todo acontecimento tem uma explicação que alcançamos de imediato. Mas podemos aprender com cada um deles, reconhecendo que a fé nos sustenta, a razão nos orienta e a Justiça, quando exercida com responsabilidade, pode restaurar direitos e devolver à sociedade a confiança de que tanto necessita.

Que saibamos, portanto, fazer a nossa parte: confiar sem abandonar a razão, esperar sem cruzar os braços e defender nossos direitos sem desrespeitar os direitos alheios.

Porque, mesmo quando o vinho parece ter acabado, a vida ainda pode nos reservar novos caminhos, novas oportunidades e razões para continuar acreditando.

“… E a gente segue driblando o medo e trabalhando a coragem... Escolhendo os melhores caminhos, acreditando na própria intuição, caindo e levantando mais forte. Pois viver é um exercício de _____ superação!”🌷

Por MângelaCastro - 26/10/2026


sábado, 1 de agosto de 2026

COEXISTIR: EIS O VERDADEIRO SENTIDO DA VIDA



Vivemos correndo em busca da vida, mas será que, nessa corrida, não estamos deixando de vivê-la?

Uma reflexão inspirada no Evangelho e na própria natureza, sobre o verdadeiro significado de coexistir e descobrir que a vida encontra seu sentido quando deixa de ser apenas nossa para tornar-se um dom compartilhado.

🌿 Boa leitura!

Há pensamentos que chegam sem pedir licença.

Eles simplesmente se apresentam à nossa consciência, como se fossem pequenas sementes trazidas pelo vento. Algumas passam despercebidas. Outras, porém, encontram terreno fértil e insistem em permanecer, convidando-nos a refletir.

Hoje, ao abrir meu blog, uma pergunta surgiu silenciosamente em meu coração:

O que significa, afinal, buscar o sentido da vida?

Talvez nos pegamos questionando: ___Qual minha missão nesta vida?

Vivemos em uma sociedade que nos ensina, desde cedo, a conquistar, acumular, competir, vencer. Corremos atrás de sonhos, objetivos, reconhecimento, estabilidade, bens materiais... e, muitas vezes, nessa busca incessante, esquecemo-nos de viver.

Foi então que me recordei das palavras de Jesus:

"Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á."
(Mateus 16,25)

À primeira vista, esse ensinamento parece um paradoxo. Como alguém pode encontrar a vida justamente quando deixa de tentar possuí-la?

Talvez porque exista uma diferença entre possuir a vida e participar dela.

Quanto mais tentamos fazer da vida uma propriedade exclusivamente nossa, mais ela parece escapar por entre os dedos. A busca desenfreada por sucesso, prestígio ou segurança pode nos afastar daquilo que verdadeiramente dá sentido à existência: o amor, a compaixão, a solidariedade, a gratidão e o cuidado com tudo o que vive.

Foi então que outra palavra brotou em meu pensamento:

Coexistir. Sim. 

Gosto profundamente desse termo.

Porque ninguém existe por si só.

O ser humano depende da fecundação, seja de forma natural e ou laboratorial, da natureza, dos animais, das plantas, da água, do ar e, sobretudo, uns dos outros. Até mesmo os pequenos seres que habitam os lugares mais improváveis da Terra, como os vermes atolados nos charcos, invisíveis aos nossos olhos ou desprezados por nossa ignorância, desempenham uma função indispensável no equilíbrio da criação.

Nada foi criado sem propósito.

Talvez sejamos nós que ainda não o compreendemos completamente.

Ontem conversando com minha irmã, falamos sobre um tipo de melado que a seiva de uma determinada espécie de árvore, "Bracatinga" vi em um filme quando o pai abandona suas pequenas filhas, e juntas com o irmão mais velho, eles coletavam a seiva dessa árvore e a transformavam em mel, como as abelhas e alguns insetos a tem como alimento, em verdade,  tudo coexiste para a prosperidade da própria vida, e uma simples seiva, pode produzir e se fazer fonte de alimento e renda de trabalho, como a seringueira, na floresta amazônica transforma sua seiva em borracha, em tudo coexiste vida em abundância. Quando observamos uma simples  árvore, percebemos que ela não produz frutos para alimentar a si mesma.

O rio não bebe da própria água.

O sol não guarda sua luz.

As flores não conservam seu perfume apenas para si.

Tudo na natureza existe em relação.

Tudo coopera.

Tudo coexiste.

E por que nós, justamente nós, tantas vezes insistimos em viver como se fôssemos ilhas?

As irmãs desse filme que assisti nos passa esse ensinamento, elas aprenderam olhando o pai fabricar o melado da seiva dessa árvore, e mesmo sem saber, ele estava ensinando um ofício a seus filhos, e eles, ao invés de ficarem se lamentando, uniram esforços e reavivaram o pequeno empreendimento familiar em renda para a sua sobrevivência.

Talvez aí esteja uma das maiores lições da vida.

Buscar apenas a própria felicidade pode nos afastar dela.

Enquanto isso, aqueles que repartem o pão, oferecem um abraço, um aconchego, um telhado que nos abriga das intempéries sazonais, ou apenas um "oi", escutam uma dor, estendem a mão ou simplesmente fazem o bem sem esperar recompensa acabam descobrindo uma alegria que não se compra nem se explica.

Jesus também afirmou:

"Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância."
(João 10,10)

Essa abundância não parece referir-se à quantidade de bens acumulados, mas à plenitude de uma existência vivida em comunhão. Por acaso você que lê os evangelhos, viu Jesus caminhar sozinho, alimentar-se sem a companhia de seu próximo, ter atitudes vis, ou não tenha acolhido qualquer que fosse quem Dele se aproximasse, ou fazer suas obras sem o auxilio cooperativo de seus discípulos?

Talvez o verdadeiro sentido da vida nunca tenha sido simplesmente existir.

Talvez Deus nos tenha criado para algo maior: aprender a coexistir. Esse era uma chamado constante de Jesus a todo aquele (a) que o seguia pelos caminhos da vida, ou dizia seguir e com Ele aprender.

Coexistir com a natureza, respeitando cada forma de vida.

Coexistir com as diferenças, reconhecendo a dignidade de cada ser humano.

Coexistir conosco mesmos, acolhendo nossas limitações e possibilidades, principalmente em nossos íntimos momentos de recolhimento.

E coexistir com Deus, permitindo que Seu amor transforme nossa maneira de olhar o mundo.

Quanto mais reflito sobre isso, mais compreendo que viver não significa ocupar espaço ou contar os anos que passam.

Viver é deixar que nossa existência produza frutos capazes de alimentar outras vidas.

Talvez seja esse o grande paradoxo dos Evangelhos.

Nos ensejando, que quando deixamos de correr desesperadamente atrás da vida para aprendermos a compartilhá-la, é justamente nesse instante que começamos, enfim, a encontrá-la.

Concluo:

"Talvez o maior equívoco da humanidade tenha sido acreditar que viver é vencer, possuir ou destacar-se. A natureza, silenciosamente, ensina outra lição. Tudo nela coopera. Tudo se relaciona. Tudo coexisti. E talvez Deus tenha escrito, desde a primeira manhã da criação, que o verdadeiro sentido da vida nunca foi simplesmente existir, mas aprender a coexistir. Porque somente quem compreende que pertence ao Todo descobre, enfim, por que nasceu, e a que veio."

Paz e bem!

A vida é um sopro, por isso, cada momento, cada minuto, cada segundo coexistindo pode fazer toda a diferença.

By MângelaCastro - 01/8/2026

Enviado por MângelaCastro em 01/08/2026
Código do texto: T8687363
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