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domingo, 30 de agosto de 2026

A PONTE ENTRE A SAUDADE E A PRESENÇA AMIGA.

 

E se a dor e as preocupações persistirem,

talvez eu não possa fazer tudo para que tudo se resolva,
mas lembrem-se, cada um de vocês:
ainda, mesmo que à distância, permanecemos juntos nas lembranças,

Às vezes em silêncio, outras tantas talvez em orações, 

com as mãos estendidas um para o outro,
como naquela infância em que aprendíamos, juntos,
que ninguém precisava caminhar sozinho.

Porque algumas amizades atravessam o tempo,
vencem a distância, a ausência e até a morte.
E quando a saudade apertar,
olhem para esta fotografia:
ali estaremos nós outra vez —
crianças, amigos, irmãos…
ainda todos juntos.

E talvez, por trás daquela fina cortina branca,

Como no sonho dessa noite... 

Estávamos ali, juntos, lado a lado, apenas sentindo os ventos

batendo forte, levantando as finas cortinas de voal, 

como a ensejar, que não tivessemos medo, bastava se deixar levar

e alçar voo, porque do outro lado um braço acolheria... 

haja apenas a vida nos lembrando
que os verdadeiros laços não se desfazem:
apenas mudam de lugar.

 


“Amigos de ontem, irmãos para sempre — porque o amor não conhece ausências.”

By MângelaCastro - 30/8/2026




sexta-feira, 28 de agosto de 2026

A VASILHA QUE DEIXAREMOS PARA O FUTURO🌱

Quando me pego vislumbrando o horizonte, com um olhar pensativo, o que me questiono? E você também já se pegou auto questionando? Como está a sua íntima vasilha? O que tem feito de bom para a sua família, vista que o bom trabalho começa dentro do nosso lar, ou tem apenas se preocupado com a vasilha dos outros, então como tem sido? Qual a medida da sua vasilha?

Hoje é aniversário de passagem do nosso pai para a pátria celestial, é verdade que pouco ele pode nos ensinar, pois estava apenas com 33 anos, e poucos desses, viveu junto do seu seio familiar, dos três filhos biológico, o mais velho, tinha acabado de completar 7 aninhos de idade, mas o que realizou para nós em amor, afeto, acolhida, foi o suficiente para que permanecêssemos unidos durante a nossa caminhada por essas terras, e minha mãe, foi uma verdadeira Pãe! Sempre nos ensinou o bom caminho, principalmente a respeitar as pessoas, desde cedo, aprendemos a não discriminar pessoas, e não sermos preconceituosos, embora, fomos por uma sociedade machista muito discriminados, mas isso, nunca nos afetou a ponto de revidarmos, sempre seguimos o ensinamento de amor de Jesus, mesmo chateada, nervosa às vezes com alguns acontecimentos, penso comigo mesma: ___Pai, perdoa- os, pois não sabem o que fazem ou o que dizem, e esse pensamento acalma o meu coração, alivia minha alma, porque é Nele que entrego todas as minhas tribulações, dúvidas, inquietações, e continuo seguindo o destino para mim por Ele traçado, sabendo também que tenho junto de nós uma perfeita guarida. E que nosso pai, esteja onde estiver, esteja bem, em paz, e aprendendo bastante, melhorando ainda mais o que seus pais iniciaram em sua vida.

Noite passada tive um sonho bem expressivo: Sonhei que estava em uma casa grande, porém bem simples na aparência. Via como se fosse através de uma janela, uma mulher alimentando alguns cachorrinhos, um deles até parecia o nosso querido Bethoven, esse o nome que demos ao cachorrinho que chegou às nossas mãos, após ter sido rejeitado por ser pretinho 😪, e o registramos no veterinário com esse nome, mas, o apelidamos de Be, viveu mais de 17 anos conosco, era da raça poodle médio, o cachorrinho do sonho era maior que o Be, mas, muito parecido em peraltices, ficava saltitando diante daquela mulher esperando seu alimento. Vendo eu as vasilhas que ela enchia com o alimento para eles, percebi que do cachorrinho, maior que os outros, precisava também de uma vasilha maior, então, lhe fiz esta sugestão, chamando-a, disse-lhe apontando para o cachorrinho maior: ___Ele precisa ser alimentado com uma vasilha maior, e mostrei-lhe qual era a vasilha. Ela abaixou-se pegando-a, e depositou nela o alimento para o cachorrinho maior. E o cachorrinho ficou saltitando à sua frente todo alegrinho, como se lhe estivesse a agradecer!

Preste bem atenção: não precisamos nos revoltar diante daquilo que não temos. Precisamos compreender e cuidar bem daquilo que nos foi confiado.

Jesus nos ensina, em Lucas 12:48: “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido.”

Essa passagem não fala apenas — e talvez nem principalmente — de bens materiais, riqueza, fortuna ou conforto. Talvez não tenha sido para isso que viemos a este mundo.

Viemos para aprender, amadurecer, transformar-nos e, de alguma maneira, deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos.

Deus nos concede oportunidades, talentos, inteligência, afetos, encontros, experiências, pessoas e, sobretudo, o precioso dom da vida. E tudo aquilo que recebemos traz consigo uma responsabilidade.

Por isso, talvez a grande pergunta não seja:

“Quanto eu tenho?”

Mas:

“O que estou fazendo com aquilo que recebi?”

Que fizemos com as oportunidades que a vida nos ofereceu?

Com os conhecimentos adquiridos?

Com as dores que atravessamos?

Com as pessoas que encontramos pelo caminho?

Com os filhos, netos, amigos e afetos que nos foram confiados?

Com as memórias que construímos?

Talvez seja isso que precisamos nos questionar, e tentar melhorar, a nossa própria vida e dos nossos entes queridos que serão uma consequência dos meus atos praticados.

Talvez seja exatamente para isso que criamos memórias: para que o tempo não leve tudo consigo e para que aqueles que vierem depois possam encontrar, em nossas experiências, alguma pequena luz para iluminar seus próprios caminhos. Deus sempre providencia exatamente o que precisamos, não precisamos nos preocupar tanto, olhe o ensino que Jesus nos deixou: Não precisamos nos preocupar com o amanhã, nem com o que tem na vasilha do outro, posto que Deus tudo já nos providencia, mas isso não quer dizer que fiquemos muito acomodados, precisamos seguir sim trabalhando, nos esmerando para que tenhamos uma vida digna, próspera preparando a vida para nossa descendência, foi isso que Jesus fez para nós.

«Ninguém pode servir a dois senhores; pois ou há de aborrecer a um e amar ao outro, ou há de unir-se a um e desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos da vossa vida pelo que haveis de comer ou beber, nem do vosso corpo pelo que haveis de vestir; não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais que o vestido? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros, e vosso Pai celestial as alimenta; não valeis vós muito mais do que elas? Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um cúbito à sua estatura? Por que andais ansiosos pelo que haveis de vestir? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam, contudo vos digo que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Se Deus, pois, assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Assim não andeis ansiosos, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois os gentios é que procuram todas estas coisas); porque vosso Pai celestial sabe que precisais de todas elas. Mas buscai primeiramente o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.» (Mateus 6:24–33)

Não fomos colocados neste mundo para acumular indefinidamente.

Somos passageiros.

Somos sementes.

Somos frutos de uma árvore que já existia antes de nós e raízes que, de alguma forma, continuarão alimentando aqueles que vierem depois.

E talvez seja essa a verdadeira riqueza que levaremos conosco:

não aquilo que conseguimos possuir, mas aquilo que conseguimos transformar em amor, conhecimento, dignidade, solidariedade e bons exemplos, aqui, devemos nos perguntar: ___estou realmente sendo bom exemplo para os meus afetos, amigos? Porque os nossos pequenos seguirão no caminho que para eles preparamos, e nunca sairá dele.

Provérbios 22:6 - Ensine com bons exemplos para seus filhos, pois será essa linha de conduta que ele seguirá na sua vida adulta. Entretanto, o fato de passarmos esses valores ainda na infância, não é garantia de que quem recebeu a instrução não terá um desvio de conduta. É evidente que aquele que foi fundamentado na Palavra de Deus logo na infância, terá os meios necessários para ter uma vida reta, próspera e digna. Mas, com o livre-arbítrio, cabe sempre a quem recebe o ensino praticar o que aprendeu e permanecer no que foi instruído, e sucessivamente ensinar para sua descendência.

Por isso, diante daquilo que não temos, não precisamos alimentar revoltas.

Diante daquilo que recebemos, precisamos cultivar responsabilidade.

Porque quanto maiores forem os dons, as oportunidades e a confiança que nos foram entregues, maior será também a responsabilidade de fazê-los frutificar.

E talvez seja justamente aqui que aquela pequena vasilha do meu sonho volte a fazer sentido.

Alguns receberam uma vasilha pequena.

Outros, uma maior.

Não nos cabe invejar a vasilha do outro.

Cabe-nos perguntar:

“O que estou fazendo com a minha?”

Porque, no final, não seremos lembrados pelo tamanho da vasilha que recebemos, mas pelos frutos que conseguimos oferecer.

E esses frutos, cedo ou tarde, encontrarão alguém que deles necessite.

Talvez essa seja a maneira mais bonita de atravessarmos o nosso próprio tempo:

receber com gratidão, cuidar com responsabilidade, repartir com generosidade e partir em paz.

O que estamos preparando para quem virá depois de nós?

Entre a poeira que a chuva pode lavar, a cruz que às vezes precisamos dividir e a vasilha que precisa ser maior para alimentar quem tem mais necessidade, talvez a vida esteja nos fazendo uma pergunta simples:

Não importa apenas o que recebemos. Importa o que fazemos com aquilo que nos foi confiado.

Porque, no fim, não seremos lembrados pelo tamanho da nossa vasilha, mas pelos frutos que conseguimos oferecer. E isso, nossos pais devem estar em paz, pois, deram o melhor de si para sua família. E se por alguma desventura, algum de nós tenha errado não seguindo os princípios de vida que nos ensinou, e sempre dizia: __Faça o que falo, mas não faça o que faço, porque na sua simples sabedoria de vida, sabia que em algum momento podemos errar, e se assim foi, PEÇO PERDÃO! Só gratidão!

By MângelaCastro - 28/8/2026

 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

PRA FRENTE, BRASIL! — O QUE ESPERO DO PRÓXIMO GOVERNO. MILAGRES SÃO POSSÍVEIS.


Depois de ler comentários sobre a primeira sabatina dos candidatos à Presidência e ouvir suas propostas, fiquei pensando que talvez precisemos mudar um pouco a pergunta.

Bora! 😊Como cidadã cristã que sou, ou pelo menos acho que sou, aprendendo com os governos anteriores e buscando melhoria e qualidade de vida como a maioria para o futuro que está bem ali ...

E acho que temos aqui, para meus leitores, o fio condutor perfeito: este não é um texto contra ninguém, tampouco uma defesa de qualquer candidato, até porque é muito cedo para isso. A intenção é de estrito cunho social: refletir sobre um país que saiba elaborar e, principalmente, colocar em prática seus projetos de governo; que faça cumprir as leis que amparam direitos, mas que também estabelecem limites e responsabilizam aquilo que está errado — tudo em busca de uma convivência mais justa e harmoniosa para a sociedade que temos hoje e para aquela que queremos deixar para o futuro. Talvez um sonho brasileiro baseado no sonho de Louis Armstrong, e tantos outros grandes líderes filósofos, teólogos, etc "Um mundo maravilhoso" e queremos como Jesus tanto quis, fazer parte deste mundo.

É, acima de tudo, uma reflexão de cidadã sobre o que espero do próximo governo.

Não quero permanecer presa ao passado. Ele serve para nos ensinar, para reconhecermos erros, preservarmos acertos e encontrarmos caminhos melhores.

O passado serve para aprender; o futuro, para construir.

E é olhando para esse futuro que digo:

Pra frente, Brasil. Sempre! 

Não quero saber apenas quem promete mais.

Quero saber quem está realmente preparado para organizar, planejar, executar e fazer funcionar.

O passado é importante porque nos ensina. Com certeza, erros foram cometidos, escolhas deram certo ou errado, governos acertaram em algumas áreas e falharam em outras. Mas não podemos permanecer eternamente presos ao que já aconteceu. O passado precisa ser referência para corrigirmos os erros e aprimorarmos os acertos não só  para o futuro, mas principalmente para o agora.

Agora é olhar para frente.

E olhar para frente, no Brasil, significa reconhecer que ainda temos problemas sociais básicos que não podem ser tratados como questões secundárias.

Como falar em democracia plena para uma população que ainda vive, em determinadas comunidades, sem saneamento adequado, com esgoto a céu aberto, precariedade no abastecimento de água e energia, ruas sem infraestrutura e famílias lutando diariamente para garantir o mínimo necessário à sobrevivência, aqui falo das favelas das grandes cidades, para onde migram diariamente famílias inteiras em busca de trabalho, qualidade de vida melhor!!?

Democracia não é somente votar.

É também ter condições mínimas para exercer a cidadania.

É ter educação para compreender seus direitos e deveres; saúde quando precisar; segurança para viver; trabalho digno; moradia; saneamento; transporte; alimentação e possibilidade real de construir uma vida melhor. Não me canso de repetir.

Por isso, quando discutimos temas como vacinação, voto, liberdade de expressão, de ir e vir com segurança, e responsabilidade individual, precisamos falar também de educação e consciência social.

Direitos caminham junto com responsabilidades.

Uma sociedade verdadeiramente democrática não se constrói apenas por leis. Constrói-se por cidadãos conscientes, preparados para compreender que suas escolhas individuais também produzem consequências coletivas.

E isso começa na família, passa pela escola, pela universidade, pelas comunidades e chega às instituições públicas.

Também precisamos falar da distância, muitas vezes dolorosa, entre o direito reconhecido e o direito efetivamente entregue.

A Justiça pode reconhecer o direito de uma pessoa a um medicamento, tratamento ou equipamento indispensável à sua sobrevivência. Mas, se o Poder Público não cumpre a decisão alegando falta de recursos, que tipo de cidadania estamos oferecendo?

De que vale um direito escrito na lei se o cidadão precisa passar anos lutando judicialmente para conseguir aquilo que deveria receber naturalmente, e uma vez deferido, o sistema governamental não cumpre em tempo e hora?

O mesmo acontece na Previdência e em tantos outros setores.

Pessoas trabalham durante décadas, algumas começaram com apenas 13, 14, 15 anos de idade, como eu e meus irmãos, contribuindo, pagam impostos e esperam chegar à velhice com um pouco de tranquilidade. Entretanto, muitas vezes encontram filas, dificuldades, processos e obstáculos para receber benefícios aos quais entendem ter direito.

Isso precisa ser revisto, é um tema que urge. Não queremos encontrar barreiras que tornam nosso direito diminuto, mas sim, agilidade, sem custos, qualidade e cumprimento eficaz.

A saúde pública também precisa funcionar de verdade.

Não podemos simplesmente dizer que existe atendimento gratuito(?) quando o cidadão enfrenta meses e às vezes mais de um ano, de espera para consultas, exames ou tratamentos.

É certo, que em nosso país, a família mais carente não paga impostos direto Municipal e ou governamental, algumas até possuem isenções legais, mas, por outro lado, pagam impostos de circulação de mercadorias, alimentos , roupas, medicamentos, e produtos de primeira necessidade, quando vão às redes varejistas, quem vive sem uma geladeira por mais precária que seja, nos dias de hoje, e vazia de nada serve? E, diante dos custos cada vez maiores da saúde privada, para muitas famílias não existe sequer a possibilidade de manter um plano particular cada vez mais oneroso para o "bolso do consumidor", é caro para quem paga, e barato para quem recebe, assim dizem, então, o que fazer? 

Salario mínimo aumenta, com ele majora combustível, cesta básica, serviços de água, luz, medicamentos, e todos os mais setores de mantença básica do cidadão (ã) brasileira.

Mister, chegar a um ponto de equilíbrio, nem tanto ao mar, nem tanto a terra, se o índice de pagantes de planos de saúde diminuir por demais, por falta de condições financeiras de arcar com estes que sofrem majorações a toque de caixa, os hospitais irão à falência, porque a família que mantém um custo alto particular hospitalar, é bem menor que a grande massa de trabalhadores contribuintes, que precisa de um plano de saúde, isso é fato! 

Tem-se que chegar a um consenso nos aumentos a passos rápidos, e estes, estão realmente incompatíveis com o atual mercado financeiro e salários recebidos pelos trabalhadores, até mesmo os planos com parcerias empresariais, se os aumentos continuarem da forma como estão sendo praticados, a tendência é diminuir tais parcerias, e quem sofre, é e sempre será a classe trabalhadora, tem-se que ter bom senso. Simples assim. 

Oferecer parcelas com diferenciais de atendimento. Por exemplo, plano que pode atender, plantões emergenciais e internações. Haja vista, muitos possuem parcerias com sindicatos, e associações para consultas e exames, ficando a descoberto os atendimentos emergenciais nos plantões de saúde, e internações privados. Isso é fato! Por exemplo no meu setor de trabalho: A Ordem dos Advogados de cada subseção, tinha há alguns anos atrás, parceria com uma rede hospitalar de cada cidade, e os advogados (as) tinham o direito aos plantões de saúde de emergência, e internações, claro, pagos pela classe, mas eram valores accessíveis, as consultas e exames sempre puderam ser realizados pela CAASP, um fundo que os advogados contribuintes da classe tem direito junto com a mensalidade, agora, não temos mais, a parceria com planos de saúde, com hospitais de nossa cidade, e os idosos ficam a descobertos, chega a aposentadoria, as honras ao mérito, e os custos oferecidos são caríssimos para uma classe de centros urbanos abaixo de 200 mil habitantes. Essa é a nossa realidade.

A rede pública precisa cumprir sua função social, e as redes de classes trabalhistas e prestadores de serviços também.

Não apenas remediar.

Prevenir, atender, acompanhar e cuidar.

E precisamos falar de violência.

A violência doméstica, os feminicídios, a violência psicológica, as perseguições infundadas, as agressões físicas e os conflitos que começam dentro de famílias, vizinhanças, condomínios e comunidades mostram que alguma coisa está profundamente adoecida em nossa convivência social, como temos acompanhado nas redes sociais de internet e mídias jornalísticas.

É claro que crimes, contravenções penais, precisam ser responsabilizados e que as penas precisam ser cumpridas.

Mas será que só prender resolve?

Precisamos alcançar as raízes.

Precisamos de educação e conscientização do que seja uma convivência, livre, educada, respeitosa, acompanhamento psicológico e social para quem urge, junto aos centros de convivência de bairros, como já existem, mas precisam realmente de funcionalidade, respeito mútuo, equipes multidisciplinares preparadas e com contingentes de profissionais qualificados aumentados, políticas públicas capazes de alcançar e agir antes que um conflito se transforme em tragédia, isso se chama, AÇÃO PREVENTIVA/INVESTIGATIVA, mas, com profissionais preparados, qualificados para essa função social, em tudo filtrar.

Quando digo que precisamos extirpar as raízes venenosas da violência, não falo em eliminar pessoas.

Falo em impedir que novas sementes de violência sejam plantadas por pessoas que não foram devidamente conscientizadas junto aos recursos de função social, existem muitos setores nesse contexto que podem auxiliar nesse trabalho de conscientização para melhoria de vida, de respeito para com o próximo, e de pensamento, um recurso que não exige títulos acadêmicos, mas de recursos humanos igualitários, para todos, qualidade de vida.

Precisamos plantar sementes de respeito, responsabilidade, diálogo, limites, solidariedade e dignidade, discernimento, bom senso. Assim como temos direito ao respeito e aos limites de nossas propriedades públicas e privadas (nossas moradias familiares) direito ao voto secreto. Onde você só entra, se for convidado e ou autorizado pelo proprietário, por exemplo, não é porque um ambiente é público que podemos entrar sem pedir a devida licença, com educação e respeito uns para com os outros, já dizia nossos avós: __Se chega ao longe, e essa não se adquire com títulos acadêmicos, mas com nossos pais, ela parte de casa e se estende para a sociedade. Se não estamos satisfeitos com as atuais governanças, se somos um povo educado, discernido, temos várias formas de resolver as questões que não sejam com violência, destratativas, essa com certeza gerará mais violência, e o mundo, nosso povo, precisa é de paz.

A religião pode nos lembrar que existe também uma dimensão espiritual na perda dos valores humanos. Como bem lembrado na missa matinal de hoje. Concordo. Mas existe igualmente uma dimensão social, educacional, familiar e institucional que precisa ser enfrentada.

E isso é responsabilidade de todos nós, inclusive do Estado, e do ponto de vista religioso, conscientizar, não é falar mal, conscientizar é papel de toda a egrégora de lideranças, uma soma de pensamentos, dividir a carga, pesa menos nos ombros, e aqui não falo só de moeda corrente, de dízimos, mas também de função social, de divisão de encargos laborais, e, sim, todos devem trabalhar em prol do bem comum. E isto não é sistema socialista, e outros mais que muitos denominam, isso é um atributo à verdadeira justiça social .

Segurança precisa conversar com educação e prevenção.

Habitação precisa conversar com infraestrutura.

Previdência precisa conversar com trabalho e dignidade.

Economia precisa conversar com o custo real de vida da população.

E, principalmente, os projetos precisam sair do papel.

Temos um familiar arquiteto, com experiência em projetos e obras para diferentes esferas de governo, inclusive com trabalhos reconhecidos e homenageados, sem nenhuma modéstia, um excelente profissional, competente, criativo, com ideais de cunho social, bem conscientizado e responsável com seus projetos, que esteve recentemente na Índia para ampliar seus conhecimentos profissionais.

Ele foi talvez, esperando encontrar uma realidade ainda dominada pela pobreza e acabou se surpreendendo com o desenvolvimento encontrado em determinadas regiões, especialmente nas áreas de tecnologia, engenharia civil, arquitetura e organização urbanística.

Segundo seu relato, algumas experiências e soluções sociais foram adaptadas à realidade indiana e efetivamente colocadas em prática.

Isso me fez pensar.

Talvez não nos faltem projetos.

Talvez nos falte, muitas vezes, transformar conhecimento em planejamento, planejamento em execução e execução em política pública permanente.

Também observo, por meio de relatos de pessoas que viajam e estudam em outros países, experiências interessantes em lugares como Irlanda, Dinamarca, Suécia, Portugal, Espanha, Escócia, Reino Unido e tantos outros.

Não porque sejam países perfeitos.

Nenhum país é.

E não podemos simplesmente importar modelos, porque cada nação possui sua própria história, população, território, economia e estrutura social.

Mas podemos aprender como fazer diferente e funcionar, ter novos projetos a partir de quem os tem e fez funcionar, uma questão de adaptação e funcionalidade social do mundo das ideias.

Assim como, nosso familiar e amigo, voltou da Índia trazendo outra percepção.

São experiências que nos mostram que observar quem conseguiu fazer algo funcionar também é uma forma de aprender.

E é isso que espero de nossos governantes.

Não quero que o Brasil copie outros países.

Quero que o Brasil tenha humildade para aprender com experiências que deram certo, inteligência para adaptá-las à nossa realidade e competência para colocá-las em prática.

Porque o Brasil possui profissionais extraordinários.

Temos arquitetos, engenheiros, médicos, professores, pesquisadores, juristas, técnicos, empreendedores e trabalhadores em todas as áreas, da mais simples, a mais sofisticada, altamente qualificados.

Por que tantos jovens precisam pensar em deixar o país para encontrar oportunidades melhores?

Se alguém deseja conhecer o mundo, estudar fora ou viver uma experiência internacional, ótimo.

O problema é quando a necessidade econômica empurra nossos jovens e pais de família, para fora.

Eu gostaria de ver um Brasil onde nossos filhos pudessem dizer:

“Quero conhecer o mundo, mas também quero voltar e construir meu país.”

Para isso, precisamos valorizar nossa mão de obra, criar empregos, remunerar adequadamente o trabalho qualificado e oferecer condições para que famílias possam se formar, crescer e prosperar aqui em nossa terra natal. E para isso o setor da economia, tem que rever planos de taxas de juros, atualmente exorbitantes, como um devedor quita dívidas, sem perder sua dignidade de vida e auto sustento e de sua família?

Desenvolvimento não é apenas construir prédios modernos, estradas, hospitais ou grandes obras. 

Desenvolvimento é permitir que as pessoas vivam melhor dentro do país que ajudaram a construir.

Por isso, não espero do próximo governo apenas boa vontade.

Espero preparo.

Espero planejamento.

Espero organização.

Espero metas possíveis, recursos bem administrados, fiscalização, transparência e, sobretudo, capacidade de execução.

Não basta dizer o que será feito.

É preciso explicar:

Como será feito?
Quanto custará?
De onde virão os recursos?
Quem executará?
Em quanto tempo?
Quem fiscalizará?
E o que será feito se não funcionar? Tem um plano "B" já programado?

Governar um país continental, populoso e profundamente desigual como o Brasil nunca foi — e nunca será — tarefa simples.

Mas justamente por ser difícil, como Jesus disse aos seus apóstolos, não pode ser entregue apenas a quem tem boas intenções. E que não se precise enfatizar rotineiramente: __Déspotas"!

Precisamos de governantes diplomáticos para interrelações de nível mundial, preparados, e com práticas bem qualificadas para administrar. Nossa mãe já ensinava, ___aprendam e façam direito seu trabalho doméstico, minhas filhas, para poder amanhã saber "mandar", exigir qualidade de serviço. Haja vista, que só criticar e achar defeitos nos outros líderes, não se chega a lugar algum.

O povo brasileiro não é o problema.

O povo é a solução.

Desde que tenha educação, saúde, alimentação, trabalho, segurança, moradia e condições dignas para exercer sua cidadania.

E talvez essa seja a pergunta que eu gostaria de fazer a todos os candidatos, e todas as eleições são repetidas continuamente:

Que Brasil vocês pretendem entregar aos nossos filhos e netos — e, principalmente, como pretendem chegar até ele?

Não quero viver olhando para trás.

O passado nos ensina.

Os erros precisam ser reconhecidos e corrigidos.

Os acertos precisam ser preservados e aprimorados.

Mas o Brasil precisa seguir adiante.

Chega de promessas vazias.
Chega de projetos que não saem do papel.
Chega de soluções provisórias para problemas permanentes.

Chega de calcar joelhos no chão e orar, pedir misericórdia, se não ocorrem  milagres,

não é culpa do Santo, é nossa fé que está pouca.

Precisamos de um projeto de país.

Um projeto que coloque as pessoas no centro.

Um projeto que transforme direitos em realidade.

Um projeto que faça o cidadão voltar a acreditar que trabalhar, estudar, criar uma família e envelhecer com dignidade ainda é possível dentro de sua própria terra.

O passado é aprendizado.
O presente é responsabilidade.
O futuro é construção.

Então, aos próximos governantes, minha expectativa é simples:

___organizem-se, planejem, executem, fiscalizem e façam o Brasil funcionar.___

Porque o Brasil é grande e rico em escolas, universidades, estaduais, federais e particulares, Hospitais particulares e de redes públicas, é rico em minerais, hortifrutigranjeiro de primeira qualidade, industrial, comércio varejo e atacado, e muito mais, o Brasil é guerreiro, povo trabalhador, rezador, um país cristão em nossa origem, que ama sua pátria, demais para continuar pequeno em suas soluções, de saúde, segurança, e se gladiando como "animais selvagens" não precisamos marcar território, temos nossa guarda fronteiriça, só precisa bem funcionar, se adequar, porque ele já é nosso desde que foi libertado do Imperialismo, proclamada a República, e agora livre e democrática pela nossa Constituição Federal, nossa Carta Magna desde 1988. Embora já estejam alguns políticos, pensando em altera-la, emendá-la, tudo bem, desde que não seja para o próprio benefício, mas em prol de toda uma coletividade democrática e de direitos.

Pra frente, Brasil. Sempre! 

By MângelaCastro - 25/8/2025


sábado, 22 de agosto de 2026

UMA ESCRITA SOBRE A VIDA. COMO UMA LIBÉLULA INCANDESCENTE ...A LUZ QUE NÃO OFUSCA, MAS FAZ VIVER.


E SE NEM TODA LUZ FOR VIDA? ✨

Há luzes que impressionam os olhos...
e há uma Luz que ilumina a alma.

Você sabe reconhecê-la?

#LuzDeCristo #Jesus #VidaPlena #Fé #Esperança #Reflexão #ReflexãoNoAmanhecer #MângelaCastro

Uma luz que brilha tanto, que chega a nos ofuscar o olhar, deixa assombrado de tão bela e esplêndida que é.

O que te faz pensar em luz? Jesus?

Talvez para os amigos e apóstolos naquele momento silencioso da transfiguração de Jesus, no monte Tabor, quando a madrugada descia sobre eles, eles tenham ficado sim, mais assombrados do que inebriados pela grande luz naquele momento, único!

Sim, mas naquele instante de medo, não negar a existência das luzes que também podem destruir, mas discernir a Luz que vinha de Cristo — aquela que não ofuscou para dominar, mas iluminou para fazer viver.

Há luzes que nos encantam.

Brilham com tamanha intensidade que chegam a ofuscar o olhar, deixando-nos estáticos diante de algo que parece grandioso, extraordinário, quase impossível de contemplar.

Mas será que toda luz é sinônimo de vida?

Uma explosão pode produzir uma luz alaranjada, imensa, em forma de cogumelo, tão bela aos olhos quanto assustadora em seus efeitos. Uma luz que impressiona, mas destrói. Que ilumina por um instante, mas pode deixar atrás de si morte, ruínas e silêncio.

Então me pergunto:

O que realmente nos faz pensar em Luz?

Jesus?

Sim. Jesus.

Mas não a luz que assombra e destrói.
Não a luz que cega.
Não a luz que anuncia o fim.

A Luz de Cristo é outra.

É aquela que ilumina o caminho do caminheiro quando a noite parece não ter estrelas nem luar.

É como o pequeno ponto luminoso de um farol, no alto de uma fortaleza à beira-mar, orientando o barqueiro perdido a encontrar novamente o caminho de casa.

É direção.

É abrigo.

É Porto Seguro.

É a luz que não precisa fazer barulho para transformar.

Talvez seja por isso que podemos reconhecê-la em tantas dimensões da própria existência.

Clarividência, quando conseguimos enxergar aquilo que antes permanecia oculto.

Transparência, quando já não precisamos esconder de nós mesmos aquilo que habita nossa alma.

Transfiguração, quando a luz não destrói quem somos, mas revela aquilo que podemos nos tornar.

Calor, quando o sol toca a pele e nos lembra que viver também é receber.

Fotossíntese, quando uma planta silenciosamente recebe a luz e a transforma em alimento, crescimento, florescimento.

Até a natureza parece nos ensinar que a luz verdadeira não existe para simplesmente ser contemplada.

Ela existe para gerar vida. Como a parturiente que dá a luz. Um nascimento.

E talvez seja justamente aí que possamos reconhecer a Luz de Jesus.

Porque onde Cristo ilumina, alguma coisa começa a nascer.

Nasce esperança onde havia desânimo.

Nasce perdão onde havia ressentimento.

Nasce coragem onde havia medo.

Nasce verdade onde havia máscaras.

Nasce vida onde tudo parecia anunciar um fim.

Ou talvez não aconteça nessa sequência, nessa dinâmica ...

Aqui a luz Maior Evangelizadora é que deveria prevalecer, por ter uma capacidade transformadora. 

Haja vista, quando se é evangelizado, a transformação não deve ser por parte, mas total... Penso assim, não podemos ser apenas metade, simplificados, temos que ser completos... porém, caso não seja possível, que comece por partes, uma mudança comportamental por vez, o importante é melhorar nossa qualidade de vida, sermos um ponto de luz na escuridão de uma alma pregressa, tornando encontros possíveis, criando oportunidades de formar parcerias, fazer amizades .

E talvez seja essa uma das maiores diferenças entre a luz que impressiona os olhos e a Luz que alcança a alma.

Uma pode nos deixar maravilhados por alguns instantes.

A outra nos transforma por dentro.

Uma pode incendiar o horizonte.

A outra aquece o coração.

Uma pode destruir.

A outra preserva.

Uma pode marcar o fim.

A outra anuncia um começo.

E, quando tudo parece mergulhado em um grande breu, talvez seja justamente aí que devamos aprender a procurar os pequenos sinais de luz.

Porque o começo nem sempre chega fazendo barulho.

Às vezes ele chega silenciosamente.

Como uma semente rompendo a terra.

Como uma fonte encontrando passagem entre os veios profundos do chão.

Como o primeiro raio de sol atravessando a janela.

Como uma palavra de esperança surgindo quando já não esperávamos ouvir nenhuma.

Como uma mãe que acolhe.

Como Maria, Mãe Rainha, que permanece junto à vida, cuidando, conduzindo, abençoando.

Ou simplesmente uma mãe terrena, que se comprometeu com o aprendizado do filho (a)...

Como Jesus, que nasceu de um ventre imaculado, mas de uma mulher comum do povo, que não veio anunciar a morte como destino, mas a Vida em plenitude.

E então compreendemos:

A verdadeira Luz não é aquela que nos deixa cegos diante de sua intensidade. É aquela que, ao nos iluminar, nos permite enxergar, transformar e viver.

É luz que revela.

Luz que aquece.

Luz que transforma.

Luz que alimenta.

Luz que orienta.

Luz que preserva.

Luz que faz nascer.

Luz que é VIDA.

Talvez seja por isso que, mesmo quando o mundo parece insistir em nos mostrar tantos sinais de destruição, a Palavra de Deus continua nos convidando a olhar para o começo.

Porque Deus não se cansa de fazer nascer.

E talvez a fé seja justamente isso:

aprender a reconhecer a Luz de Deus mesmo quando tudo ao redor parece mergulhado na escuridão.

É como uma mensagem que recebi das mãos do próprio Chico Xavier, em momentos que eu de forma pessoal, lá nos idos 80, estava mergulhada na tristeza, na fragilidade, me sentindo só, quase que em um "beco sem saída", não achando sentido na vida que eu vivia, e eu nada havia dito e ou lamentado para ele, simplesmente estava ali, em pé, silente, à sua frente, quando ele estendeu as mãos e me entregou essa mensagem que carreguei por anos, até se auto destruir, ela dizia-me ____ Quando conseguirmos enxergar Deus em todas as coisas, veremos o mundo como um lindo jardim! Ponto.

E continuar caminhando. Foi a partir daí o meu propósito de vida, um passo de cada vez...

Porque quem encontrou a Luz sabe que a noite pode ser longa...

mas ela nunca é o fim.

Paz e bem.

By MângelaCastro - 22/8/2026

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Enviado por MângelaCastro em 22/08/2026
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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

O HOMEM DE VERDE

Um verde, uma energia de esperança... ou apenas um sonho?


Caríssimos,

hoje venho com um tema talvez meio que “embolando o meio de campo” — coisa que, convenhamos, não é novidade por aqui. 😊

Mas, no meu ponto de vista, há experiências que merecem ser olhadas com um pouco mais de atenção, não necessariamente para encontrarmos uma explicação definitiva, mas para percebermos o que elas despertam em nós.

Há poucos dias, tive um sonho muito curioso.

Eu estava em um ambiente simples, parecido com um lugar de refeições. Havia ali um pequeno palco, onde acontecia algo semelhante a um concurso de canto.

Foi quando subiu ao palco um jovem, aparentando pouco mais de vinte anos. Cabelos pretos, lisos, meio de franja, sorridente.

Começou a cantar.

A música era suave, lembrava uma mistura de samba-canção com sertanejo, um pouco triste, mas muito poética.

E havia algo ainda mais curioso: enquanto ele cantava, frases apareciam escritas no ar. Foram três. Eu as lia e compreendia perfeitamente naquele momento, mas, ao despertar, não consegui recordar nenhuma delas.

O rapaz, entretanto, desafinou.

Sua voz não foi aprovada.

Percebi que ele ficou triste, preocupado, talvez envergonhado.

E eu, que estava assistindo, corri em sua defesa. Disse que ele poderia cantar novamente, pois talvez estivesse nervoso, e isso era perfeitamente compreensível.

Foi então que ele veio em minha direção.

O homem de verde

Quando chegou perto, eu o vi muito grande diante de mim.

Vestia uma blusa verde-folha e, sobre os ombros, trazia uma echarpe retorcida, também verde, mas em uma tonalidade mais clara.

E então aconteceu uma cena que ficou muito viva em minha memória.

Ele colocou sobre o próprio peito, com uma esponja, talco branco.

Eu vi o gesto.

E daquele talco exalava um delicado perfume de bebê.

Não foi apenas uma sensação vaga de perfume. Eu vi de onde ele vinha, acompanhei o gesto e senti o aroma no ar.

E, quando o sonho parecia chegar ao fim, aconteceu algo ainda mais curioso.

Ouvi alguém chamar:

“Luiz!”

Como se estivesse chamando aquele rapaz.

Como se dissesse: já é hora de irmos embora.

Foi essa voz que me despertou.

E aqui está talvez uma das partes que mais me intrigam: o sonho terminou justamente com um chamado para despertar.

Primeiro, o perfume.

Depois, a voz.

Primeiro, algo que eu não podia segurar, mas podia sentir.

Depois, uma palavra que eu podia ouvir.

E então acordei.

Não sei quem era aquele Luiz.

Não sei se o nome nasceu de alguma associação da minha própria mente, de alguma lembrança guardada ou até mesmo de algum estímulo que meu cérebro incorporou ao sonho.

Também não preciso transformar isso em uma mensagem sobrenatural.

Mas posso reconhecer a força simbólica da experiência.

Porque, no fim das contas, o sonho inteiro parece ter caminhado para uma única palavra:

DESPERTAR.

O verde que continuou depois do sonho

Na manhã seguinte, assistindo à Missa, aconteceu algo que me chamou particularmente a atenção.

Sem que eu tivesse contado publicamente sobre o sonho, meus olhos encontraram diante de mim justamente duas tonalidades de verde: o sacerdote com um verde mais oliva e o ministro, que normalmente vejo de branco, com um verde mais vivo, quase verde-folha fechado.

Atrás deles, o vitral do altar ainda reunia outras cores — azul, verde, amarelo e vermelho — compondo uma cena que, para mim, parecia continuar visualmente aquilo que havia acontecido durante a madrugada.

Claro: aqui não era sonho.

Era a Missa.

E a cor verde, na liturgia daquele dia, não era uma novidade nem uma mensagem particular dirigida a mim. É a cor própria do Tempo Comum.

Ainda assim, meus olhos foram imediatamente atraídos por ela.

E talvez seja justamente isso que me interessa.

Coincidência não precisa virar presságio para ser significativa.

Pode ser apenas uma coincidência.

Pode ser uma associação produzida pela própria mente depois de um sonho marcante.

Pode ser uma daquelas sincronicidades às quais atribuímos significado subjetivo.

E, dentro da minha experiência de fé, também posso recebê-la simplesmente como uma pequena delicadeza de Deus.

**Não preciso decidir o que foi.

Posso simplesmente acolher o que despertou em mim.**

A Palavra que encontra a vida

Naquela manhã, a liturgia trazia Ezequiel 34,1-11, o Salmo 22(23) e o Evangelho de Mateus 20,1-16a.

Na primeira leitura, Deus critica os pastores que não cuidaram das ovelhas e afirma que Ele próprio irá procurá-las e cuidar delas.

O Salmo nos conduz aos “prados e campinas verdejantes”.

E, no Evangelho, Jesus conta a parábola dos trabalhadores da vinha, concluindo com aquela pergunta que havia ficado ecoando em mim:

“Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?”
(Mateus 20,15)

Talvez a Palavra não esteja falando apenas de religião no sentido em que tantas vezes reduzimos a experiência religiosa.

Quando alguém começa a prestar verdadeira atenção aos ensinamentos de Jesus, pode acontecer algo muito maior: começa a questionar, a refletir, a perceber suas próprias escolhas, seus comportamentos, suas contradições.

Começa, talvez, a despertar.

E eu gosto de pensar nesse despertar não como uma imposição externa, mas como um movimento interior.

Se nossos sonhos são, em alguma medida, atravessados por lembranças, emoções, experiências e pensamentos acumulados ao longo dos dias, talvez também precisemos, de vez em quando, permitir que nossa mente faça uma espécie de arrumação interior: guardar aquilo que aprendemos, rever aquilo que fizemos, reconhecer o que precisamos mudar e preservar aquilo que nos fez crescer.

Aí pode nascer uma espécie de sabedoria de vida.

Um despertar real.

Porque de pouco nos adianta simplesmente passar pela vida como consequências automáticas de nossas escolhas, atitudes e ações.

Viver talvez exija algo mais.

Exige presença.

Exige reflexão.

Exige responsabilidade.

Exige aprender a escolher.

Exige também um desapegar-se.

Fé também é despertar

É aqui que me lembro de João 11.

Na passagem de Lázaro, Jesus conduz Marta para além daquilo que seus olhos conseguem compreender naquele momento. Ele a leva a olhar para a fé como algo vivo, capaz de transformar a maneira de enxergar a própria existência.

Não se trata apenas de acreditar que algo extraordinário acontecerá.

Talvez seja também aprender a enxergar de outra maneira.

E isso me faz pensar no poder da fé nos dias atuais.

Às vezes tenho a impressão de que sua chama se parece com uma estrela cadente: surge brilhante no céu, desperta nossa atenção e, pouco depois, vai desaparecendo.

Mas talvez a fé não tenha sido feita para ser apenas um clarão passageiro.

Talvez seja uma energia interior que precisa ser alimentada.

Uma energia que não nos tira da realidade, mas nos devolve a ela com mais consciência.

Uma espécie de energia da esperança — uma chama interior que não destrói, mas mantém viva em nós a possibilidade de recomeçar.

E talvez seja esse um dos mistérios da fé.

A liberdade começa por dentro

Foi também pensando nisso que me lembrei das palavras de Jesus em João:

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
(João 8,32)

Para mim, essa liberdade começa quando passamos a olhar para dentro de nós mesmos.

Quando refletimos sobre nossas ações.

Quando aprendemos a reconhecer nossas limitações.

Quando sabemos desejar — e também discernir aquilo que desejamos.

Quando compreendemos que não podemos colocar continuamente sobre o outro a responsabilidade pelas escolhas que também nos pertencem.

Liberdade não significa fazer tudo o que queremos.

Talvez signifique justamente aprender a escolher melhor.

Filtrar.

Ponderar.

Recomeçar.

Errar menos, não porque finalmente nos tornamos perfeitos, mas porque começamos a aprender com aquilo que fazemos.

Talvez tenha sido esse o mundo que tantos sábios desejaram para os homens e mulheres de seu tempo — e que Jesus, à sua maneira, anunciava: um mundo no qual a justiça, a bondade, o equilíbrio e o amor não fossem apenas palavras, mas experiências concretas de vida.

E então volto ao homem de verde...

O jovem do meu sonho não cantou perfeitamente.

Desafinou.

Mas isso acabou sendo apenas um detalhe.

O que me chamou a atenção foi outra coisa:

alguém estava prestes a ser julgado pelo resultado, e eu me preocupei com a pessoa.

Talvez seja essa a parte do sonho que mais merece permanecer comigo.

O verde pode ser esperança.

Pode ser vida.

Pode ser renovação.

Pode ser apenas uma cor que minha mente escolheu durante o sonho.

E pode ser tudo isso ao mesmo tempo, sem que eu precise transformar nenhuma dessas possibilidades em certeza.

E há algo ainda mais curioso.

Depois de tudo o que pensei sobre o verde, minha mente chegou até mesmo ao chamado “hidrogênio verde”, a energia do futuro tão discutida nos debates ambientais e na COP30.

Nossa! Viajei longe aqui, não? 😋

Melhor dar um pequeno retrocesso de tecla, como fazíamos nos antigos gravadores de mão dos anos 60. Alguém lembra? 😊

Porque talvez esse assunto fique para outra conversa.

Por enquanto, prefiro permanecer no verde do sonho.

No verde da esperança.

No verde que meus olhos encontraram naquela manhã.

No verde que me fez pensar.

Afinal, o que significa despertar?

Talvez seja essa a pergunta que ficou comigo.

Despertar para aquilo que sentimos.

Despertar para aquilo que pensamos.

Despertar para o outro.

Despertar para nossas escolhas.

Despertar para a própria vida.

Talvez estejamos vivendo em uma época em que muitos de nós permanecemos fisicamente acordados, mas emocionalmente, espiritualmente e até intelectualmente adormecidos.

E talvez a fé, quando verdadeiramente vivida, não seja uma fuga da realidade.

Talvez seja justamente um convite para acordarmos para ela.

O sonho não precisa ser uma previsão.

O verde não precisa ser um código.

Luiz não precisa necessariamente representar alguém.

As três frases que li no ar talvez nunca voltem à minha memória.

E tudo bem.

Porque talvez o sonho não tenha vindo para me entregar respostas prontas.

Talvez tenha vindo para me deixar uma pergunta.

E, naquela manhã, a realidade simplesmente continuou a conversa.

Então me pergunto:

Por que, entre tantas coisas que vejo numa Missa, meus olhos foram imediatamente atraídos pelo verde?

Será esperança de dias melhores?

Será simplesmente porque o sonho havia colocado aquela cor em evidência dentro de mim?

Ou será que, por alguns instantes, minha própria mente estava me ensinando a prestar atenção àquilo que antes passava despercebido?

Não sei.

E talvez eu nem precise saber.

Porque talvez não seja a resposta que esteja acontecendo diante dos meus olhos.

Talvez seja uma pergunta que o sonho deixou dentro de mim — e que a manhã veio iluminar. 🌿

MângelaCastro - 21/8/2026
Paz e bem.
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Enviado por MângelaCastro em 21/08/2026
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  Bom dia, caros leitores e eleitores cristãos ou não. Vejamos, aqui se fala de: _Consciência, Transparência e Democracia, através da voz de...