Depois de ler comentários sobre a primeira sabatina dos candidatos à Presidência e ouvir suas propostas, fiquei pensando que talvez precisemos mudar um pouco a pergunta.
Bora! 😊Como cidadã cristã que sou, ou pelo menos acho que sou, aprendendo com os governos anteriores e buscando melhoria e qualidade de vida como a maioria para o futuro que está bem ali ...
E acho que temos aqui, para meus leitores, o fio condutor perfeito: este não é um texto contra ninguém, tampouco uma defesa de qualquer candidato, até porque é muito cedo para isso. A intenção é de estrito cunho social: refletir sobre um país que saiba elaborar e, principalmente, colocar em prática seus projetos de governo; que faça cumprir as leis que amparam direitos, mas que também estabelecem limites e responsabilizam aquilo que está errado — tudo em busca de uma convivência mais justa e harmoniosa para a sociedade que temos hoje e para aquela que queremos deixar para o futuro. Talvez um sonho brasileiro baseado no sonho de Louis Armstrong, e tantos outros grandes líderes filósofos, teólogos, etc "Um mundo maravilhoso" e queremos como Jesus tanto quis, fazer parte deste mundo.
É, acima de tudo, uma reflexão de cidadã sobre o que espero do próximo governo.
Não quero permanecer presa ao passado. Ele serve para nos ensinar, para reconhecermos erros, preservarmos acertos e encontrarmos caminhos melhores.
O passado serve para aprender; o futuro, para construir.
E é olhando para esse futuro que digo:
Pra frente, Brasil. Sempre!
Não quero saber apenas quem promete mais.
Quero saber quem está realmente preparado para organizar, planejar, executar e fazer funcionar.
O passado é importante porque nos ensina. Com certeza, erros foram cometidos, escolhas deram certo ou errado, governos acertaram em algumas áreas e falharam em outras. Mas não podemos permanecer eternamente presos ao que já aconteceu. O passado precisa ser referência para corrigirmos os erros e aprimorarmos os acertos não só para o futuro, mas principalmente para o agora.
Agora é olhar para frente.
E olhar para frente, no Brasil, significa reconhecer que ainda temos problemas sociais básicos que não podem ser tratados como questões secundárias.
Como falar em democracia plena para uma população que ainda vive, em determinadas comunidades, sem saneamento adequado, com esgoto a céu aberto, precariedade no abastecimento de água e energia, ruas sem infraestrutura e famílias lutando diariamente para garantir o mínimo necessário à sobrevivência, aqui falo das favelas das grandes cidades, para onde migram diariamente famílias inteiras em busca de trabalho, qualidade de vida melhor!!?
Democracia não é somente votar.
É também ter condições mínimas para exercer a cidadania.
É ter educação para compreender seus direitos e deveres; saúde quando precisar; segurança para viver; trabalho digno; moradia; saneamento; transporte; alimentação e possibilidade real de construir uma vida melhor. Não me canso de repetir.
Por isso, quando discutimos temas como vacinação, voto, liberdade de expressão, de ir e vir com segurança, e responsabilidade individual, precisamos falar também de educação e consciência social.
Direitos caminham junto com responsabilidades.
Uma sociedade verdadeiramente democrática não se constrói apenas por leis. Constrói-se por cidadãos conscientes, preparados para compreender que suas escolhas individuais também produzem consequências coletivas.
E isso começa na família, passa pela escola, pela universidade, pelas comunidades e chega às instituições públicas.
Também precisamos falar da distância, muitas vezes dolorosa, entre o direito reconhecido e o direito efetivamente entregue.
A Justiça pode reconhecer o direito de uma pessoa a um medicamento, tratamento ou equipamento indispensável à sua sobrevivência. Mas, se o Poder Público não cumpre a decisão alegando falta de recursos, que tipo de cidadania estamos oferecendo?
De que vale um direito escrito na lei se o cidadão precisa passar anos lutando judicialmente para conseguir aquilo que deveria receber naturalmente, e uma vez deferido, o sistema governamental não cumpre em tempo e hora?
O mesmo acontece na Previdência e em tantos outros setores.
Pessoas trabalham durante décadas, algumas começaram com apenas 13, 14, 15 anos de idade, como eu e meus irmãos, contribuindo, pagam impostos e esperam chegar à velhice com um pouco de tranquilidade. Entretanto, muitas vezes encontram filas, dificuldades, processos e obstáculos para receber benefícios aos quais entendem ter direito.
Isso precisa ser revisto, é um tema que urge. Não queremos encontrar barreiras que tornam nosso direito diminuto, mas sim, agilidade, sem custos, qualidade e cumprimento eficaz.
A saúde pública também precisa funcionar de verdade.
Não podemos simplesmente dizer que existe atendimento gratuito(?) quando o cidadão enfrenta meses e às vezes mais de um ano, de espera para consultas, exames ou tratamentos.
É certo, que em nosso país, a família mais carente não paga impostos direto Municipal e ou governamental, algumas até possuem isenções legais, mas, por outro lado, pagam impostos de circulação de mercadorias, alimentos , roupas, medicamentos, e produtos de primeira necessidade, quando vão às redes varejistas, quem vive sem uma geladeira por mais precária que seja, nos dias de hoje, e vazia de nada serve? E, diante dos custos cada vez maiores da saúde privada, para muitas famílias não existe sequer a possibilidade de manter um plano particular cada vez mais oneroso para o "bolso do consumidor", é caro para quem paga, e barato para quem recebe, assim dizem, então, o que fazer?
Salario mínimo aumenta, com ele majora combustível, cesta básica, serviços de água, luz, medicamentos, e todos os mais setores de mantença básica do cidadão (ã) brasileira.
Mister, chegar a um ponto de equilíbrio, nem tanto ao mar, nem tanto a terra, se o índice de pagantes de planos de saúde diminuir por demais, por falta de condições financeiras de arcar com estes que sofrem majorações a toque de caixa, os hospitais irão à falência, porque a família que mantém um custo alto particular hospitalar, é bem menor que a grande massa de trabalhadores contribuintes, que precisa de um plano de saúde, isso é fato!
Tem-se que chegar a um consenso nos aumentos a passos rápidos, e estes, estão realmente incompatíveis com o atual mercado financeiro e salários recebidos pelos trabalhadores, até mesmo os planos com parcerias empresariais, se os aumentos continuarem da forma como estão sendo praticados, a tendência é diminuir tais parcerias, e quem sofre, é e sempre será a classe trabalhadora, tem-se que ter bom senso. Simples assim.
Oferecer parcelas com diferenciais de atendimento. Por exemplo, plano que pode atender, plantões emergenciais e internações. Haja vista, muitos possuem parcerias com sindicatos, e associações para consultas e exames, ficando a descoberto os atendimentos emergenciais nos plantões de saúde, e internações privados. Isso é fato! Por exemplo no meu setor de trabalho: A Ordem dos Advogados de cada subseção, tinha há alguns anos atrás, parceria com uma rede hospitalar de cada cidade, e os advogados (as) tinham o direito aos plantões de saúde de emergência, e internações, claro, pagos pela classe, mas eram valores accessíveis, as consultas e exames sempre puderam ser realizados pela CAASP, um fundo que os advogados contribuintes da classe tem direito junto com a mensalidade, agora, não temos mais, a parceria com planos de saúde, com hospitais de nossa cidade, e os idosos ficam a descobertos, chega a aposentadoria, as honras ao mérito, e os custos oferecidos são caríssimos para uma classe de centros urbanos abaixo de 200 mil habitantes. Essa é a nossa realidade.
A rede pública precisa cumprir sua função social, e as redes de classes trabalhistas e prestadores de serviços também.
Não apenas remediar.
Prevenir, atender, acompanhar e cuidar.
E precisamos falar de violência.
A violência doméstica, os feminicídios, a violência psicológica, as perseguições infundadas, as agressões físicas e os conflitos que começam dentro de famílias, vizinhanças, condomínios e comunidades mostram que alguma coisa está profundamente adoecida em nossa convivência social, como temos acompanhado nas redes sociais de internet e mídias jornalísticas.
É claro que crimes, contravenções penais, precisam ser responsabilizados e que as penas precisam ser cumpridas.
Mas será que só prender resolve?
Precisamos alcançar as raízes.
Precisamos de educação e conscientização do que seja uma convivência, livre, educada, respeitosa, acompanhamento psicológico e social para quem urge, junto aos centros de convivência de bairros, como já existem, mas precisam realmente de funcionalidade, respeito mútuo, equipes multidisciplinares preparadas e com contingentes de profissionais qualificados aumentados, políticas públicas capazes de alcançar e agir antes que um conflito se transforme em tragédia, isso se chama, AÇÃO PREVENTIVA/INVESTIGATIVA, mas, com profissionais preparados, qualificados para essa função social, em tudo filtrar.
Quando digo que precisamos extirpar as raízes venenosas da violência, não falo em eliminar pessoas.
Falo em impedir que novas sementes de violência sejam plantadas por pessoas que não foram devidamente conscientizadas junto aos recursos de função social, existem muitos setores nesse contexto que podem auxiliar nesse trabalho de conscientização para melhoria de vida, de respeito para com o próximo, e de pensamento, um recurso que não exige títulos acadêmicos, mas de recursos humanos igualitários, para todos, qualidade de vida.
Precisamos plantar sementes de respeito, responsabilidade, diálogo, limites, solidariedade e dignidade, discernimento, bom senso. Assim como temos direito ao respeito e aos limites de nossas propriedades públicas e privadas (nossas moradias familiares) direito ao voto secreto. Onde você só entra, se for convidado e ou autorizado pelo proprietário, por exemplo, não é porque um ambiente é público que podemos entrar sem pedir a devida licença, com educação e respeito uns para com os outros, já dizia nossos avós: __Se chega ao longe, e essa não se adquire com títulos acadêmicos, mas com nossos pais, ela parte de casa e se estende para a sociedade. Se não estamos satisfeitos com as atuais governanças, se somos um povo educado, discernido, temos várias formas de resolver as questões que não sejam com violência, destratativas, essa com certeza gerará mais violência, e o mundo, nosso povo, precisa é de paz.
A religião pode nos lembrar que existe também uma dimensão espiritual na perda dos valores humanos. Como bem lembrado na missa matinal de hoje. Concordo. Mas existe igualmente uma dimensão social, educacional, familiar e institucional que precisa ser enfrentada.
E isso é responsabilidade de todos nós, inclusive do Estado, e do ponto de vista religioso, conscientizar, não é falar mal, conscientizar é papel de toda a egrégora de lideranças, uma soma de pensamentos, dividir a carga, pesa menos nos ombros, e aqui não falo só de moeda corrente, de dízimos, mas também de função social, de divisão de encargos laborais, e, sim, todos devem trabalhar em prol do bem comum. E isto não é sistema socialista, e outros mais que muitos denominam, isso é um atributo à verdadeira justiça social .
Segurança precisa conversar com educação e prevenção.
Habitação precisa conversar com infraestrutura.
Previdência precisa conversar com trabalho e dignidade.
Economia precisa conversar com o custo real de vida da população.
E, principalmente, os projetos precisam sair do papel.
Temos um familiar arquiteto, com experiência em projetos e obras para diferentes esferas de governo, inclusive com trabalhos reconhecidos e homenageados, sem nenhuma modéstia, um excelente profissional, competente, criativo, com ideais de cunho social, bem conscientizado e responsável com seus projetos, que esteve recentemente na Índia para ampliar seus conhecimentos profissionais.
Ele foi talvez, esperando encontrar uma realidade ainda dominada pela pobreza e acabou se surpreendendo com o desenvolvimento encontrado em determinadas regiões, especialmente nas áreas de tecnologia, engenharia civil, arquitetura e organização urbanística.
Segundo seu relato, algumas experiências e soluções sociais foram adaptadas à realidade indiana e efetivamente colocadas em prática.
Isso me fez pensar.
Talvez não nos faltem projetos.
Talvez nos falte, muitas vezes, transformar conhecimento em planejamento, planejamento em execução e execução em política pública permanente.
Também observo, por meio de relatos de pessoas que viajam e estudam em outros países, experiências interessantes em lugares como Irlanda, Dinamarca, Suécia, Portugal, Espanha, Escócia, Reino Unido e tantos outros.
Não porque sejam países perfeitos.
Nenhum país é.
E não podemos simplesmente importar modelos, porque cada nação possui sua própria história, população, território, economia e estrutura social.
Mas podemos aprender como fazer diferente e funcionar, ter novos projetos a partir de quem os tem e fez funcionar, uma questão de adaptação e funcionalidade social do mundo das ideias.
Assim como, nosso familiar e amigo, voltou da Índia trazendo outra percepção.
São experiências que nos mostram que observar quem conseguiu fazer algo funcionar também é uma forma de aprender.
E é isso que espero de nossos governantes.
Não quero que o Brasil copie outros países.
Quero que o Brasil tenha humildade para aprender com experiências que deram certo, inteligência para adaptá-las à nossa realidade e competência para colocá-las em prática.
Porque o Brasil possui profissionais extraordinários.
Temos arquitetos, engenheiros, médicos, professores, pesquisadores, juristas, técnicos, empreendedores e trabalhadores em todas as áreas, da mais simples, a mais sofisticada, altamente qualificados.
Por que tantos jovens precisam pensar em deixar o país para encontrar oportunidades melhores?
Se alguém deseja conhecer o mundo, estudar fora ou viver uma experiência internacional, ótimo.
O problema é quando a necessidade econômica empurra nossos jovens e pais de família, para fora.
Eu gostaria de ver um Brasil onde nossos filhos pudessem dizer:
“Quero conhecer o mundo, mas também quero voltar e construir meu país.”
Para isso, precisamos valorizar nossa mão de obra, criar empregos, remunerar adequadamente o trabalho qualificado e oferecer condições para que famílias possam se formar, crescer e prosperar aqui em nossa terra natal. E para isso o setor da economia, tem que rever planos de taxas de juros, atualmente exorbitantes, como um devedor quita dívidas, sem perder sua dignidade de vida e auto sustento e de sua família?
Desenvolvimento não é apenas construir prédios modernos, estradas, hospitais ou grandes obras.
Desenvolvimento é permitir que as pessoas vivam melhor dentro do país que ajudaram a construir.
Por isso, não espero do próximo governo apenas boa vontade.
Espero preparo.
Espero planejamento.
Espero organização.
Espero metas possíveis, recursos bem administrados, fiscalização, transparência e, sobretudo, capacidade de execução.
Não basta dizer o que será feito.
É preciso explicar:
Como será feito?
Quanto custará?
De onde virão os recursos?
Quem executará?
Em quanto tempo?
Quem fiscalizará?
E o que será feito se não funcionar? Tem um plano "B" já programado?
Governar um país continental, populoso e profundamente desigual como o Brasil nunca foi — e nunca será — tarefa simples.
Mas justamente por ser difícil, como Jesus disse aos seus apóstolos, não pode ser entregue apenas a quem tem boas intenções. E que não se precise enfatizar rotineiramente: __Déspotas"!
Precisamos de governantes diplomáticos para interrelações de nível mundial, preparados, e com práticas bem qualificadas para administrar. Nossa mãe já ensinava, ___aprendam e façam direito seu trabalho doméstico, minhas filhas, para poder amanhã saber "mandar", exigir qualidade de serviço. Haja vista, que só criticar e achar defeitos nos outros líderes, não se chega a lugar algum.
O povo brasileiro não é o problema.
O povo é a solução.
Desde que tenha educação, saúde, alimentação, trabalho, segurança, moradia e condições dignas para exercer sua cidadania.
E talvez essa seja a pergunta que eu gostaria de fazer a todos os candidatos, e todas as eleições são repetidas continuamente:
Que Brasil vocês pretendem entregar aos nossos filhos e netos — e, principalmente, como pretendem chegar até ele?
Não quero viver olhando para trás.
O passado nos ensina.
Os erros precisam ser reconhecidos e corrigidos.
Os acertos precisam ser preservados e aprimorados.
Mas o Brasil precisa seguir adiante.
Chega de promessas vazias.
Chega de projetos que não saem do papel.
Chega de soluções provisórias para problemas permanentes.
Chega de calcar joelhos no chão e orar, pedir misericórdia, se não ocorrem milagres,
não é culpa do Santo, é nossa fé que está pouca.
Precisamos de um projeto de país.
Um projeto que coloque as pessoas no centro.
Um projeto que transforme direitos em realidade.
Um projeto que faça o cidadão voltar a acreditar que trabalhar, estudar, criar uma família e envelhecer com dignidade ainda é possível dentro de sua própria terra.
O passado é aprendizado.
O presente é responsabilidade.
O futuro é construção.
Então, aos próximos governantes, minha expectativa é simples:
___organizem-se, planejem, executem, fiscalizem e façam o Brasil funcionar.___
Porque o Brasil é grande e rico em escolas, universidades, estaduais, federais e particulares, Hospitais particulares e de redes públicas, é rico em minerais, hortifrutigranjeiro de primeira qualidade, industrial, comércio varejo e atacado, e muito mais, o Brasil é guerreiro, povo trabalhador, rezador, um país cristão em nossa origem, que ama sua pátria, demais para continuar pequeno em suas soluções, de saúde, segurança, e se gladiando como "animais selvagens" não precisamos marcar território, temos nossa guarda fronteiriça, só precisa bem funcionar, se adequar, porque ele já é nosso desde que foi libertado do Imperialismo, proclamada a República, e agora livre e democrática pela nossa Constituição Federal, nossa Carta Magna desde 1988. Embora já estejam alguns políticos, pensando em altera-la, emendá-la, tudo bem, desde que não seja para o próprio benefício, mas em prol de toda uma coletividade democrática e de direitos.
Pra frente, Brasil. Sempre!
By MângelaCastro - 25/8/2025
