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domingo, 17 de maio de 2026

QUE ALMAS AINDA SE AUTORIZAM PERMANECER ...

___ Há amanheceres em que a alma ainda procura abrigo. Em outros, ela descobre que o próprio caminho já era resposta. 🌿✨___

Bom dia amadinhos (as) de Nosso Senhor, aqui ainda sentindo os reflexos da luz de Nossa Senhora, agora, de Fátima, sempre no auxilio da nossa inquieta humanidade.

Traz-me a certeza de que há dias em que a escrita parece vir antes do pensamento, como se algo antigo dentro de nós (alma e eu) acordasse primeiro. E essa prosa poética que faço contigo que me lê, me sente também, traz esse movimento: de alma inquieta, mas ainda aberta ao renovo.

Esse é um diálogo entre cansaço e esperança. 


Lembremo-nos pois, que Deus ( O Emanuel ) anda conosco, acalmando todo torpor,

quando ciclos se encerram

e outros, silenciosos, começam a nascer?

Sinergias contínuas se expandem
no sair do tempo gasto,
restaurando vida vicejante
em cada novo amanhecer.

Nos caminhos, o Senhor clama em louvor;
e a vida ressurge,
passo após passo,
num só compasso.

Chega trazendo esperança,
vida nova,
abrigo no abraço.

Diz-te o Salmo 42:5 ___"Por que te inquietas, alma querida"?

É o nosso eu espiritual falando conosco mesmo ... Não te desanimes!

Busque lapidar essa alma primitiva, ainda rústica, caminhando nas poeiras soltas de vosso íntimos desertos...

___Como alma ferida,
andas procurando destino,
algum lugar onde possas repousar
e enfim te aquietar.

Busca em "animus",
o sopro, o calor,
o mantra secreto da existência,
capaz de surpreender-te
nas sendas das estranhezas.

Observa cada palmo do chão que percorres:
nada é em vão.

Até as perdas,
quando atravessadas com fé,
transformam-se em sementes
do que ainda florescerá.
Paz e bem!

— By MângelaCastro - 17/5/2027


Enviado por MângelaCastro em 17/05/2026
Código do texto: T8629614
Classificação de conteúdo: seguro



sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

SILÊNCIO QUE CURA A ALMA CRISTÃ ...

Bom dia amigxs de caminhada incessante..

Assim sigo… tentando poetizar no tempo, entre sonhos e desejos contidos. Permaneço nesse tempo mudo e silencioso, onde apenas minhas mãos conversam comigo, revelando o que meus olhos ainda não veem, mas meu coração já sente, mesmo estando o ser ausente, tão longe de meu querer. E enquanto a chuva cai lá fora, é a alma que, em silêncio, pede para ser lavada, enquanto isso vou criando raízes profundas.

 por dentro.

Hoje amanheci assim, como os poetas de noites enluaradas, ouvindo uma doce e entristecedora música, que me remete a um lindo tema de amor iniciando uma película em uma sala de cinema, enaltecendo o que não é tão belo, como parece ser rs. Dizemos que somos cristãos, que amamos Jesus… mas quantas vezes não conseguimos amar nossos próprios irmãos? E assim seguimos pelas estradas da vida, tentando preencher páginas brancas e vazias do nosso ser. Buscando, como a chuva, lavar por dentro e por fora. É nessa madrugada que abre portais, nessa atmosfera que mistura dor e alívio, que a alma tenta enfim respirar o que há muito silenciou.

Depois de uma noite inteira lavada pela chuva torrencial que desabou sobre os velhos telhados, estamos cá, como a enxergá-los, perdendo o sono como criança que nao quer dormir, ou como a moça que erra a porta e sai vagando por um longo corredor se procurando, mas, o amanhecer chega leve, com temperatura amena. Até os passarinhos, já longe de seus ninhos, parecem agradecer o suave alvorecer.

Então pego o lápis e começo a escrever numa folha branca de um caderno que retiro da estante, estava ali esquecidinho, como criança que adormece no canto da mãe — parecia estar ali à minha espera, saudoso.

Aqui dentro, porém, ventos fortes sopram minha noite sem estrelas. Sem o brilho do luar, as nuvens escurecem ainda mais este lugar, que antes gritava como a dor da alma ferida. Lá fora, a chuva desce incessante, no seu jeito de levar e lavar tudo. Não permite mais intempéries. A rama, do lado de fora, não reclama: apenas se entrega ao vento fresco, e juntas — chuva e rama — permanecem sob a cálida madrugada que parece chorar. Nada mais é sufocante como um fracasso isolante.

Ouço a chuva bater forte na janela, como se pedisse para entrar. Mas não permito. É preciso que cante seu canto antes emudecido ao mundo lá fora, tão nauseante neste agora conflitante.

A noite segue o seu curso. O silêncio toca o fundo dos dias cansados, e o tempo — esse tempo sem tempo — pulsa como as gotas e o vento que sacolejam, lavando o que é imundo, o que não pode mais prevalecer. É como se a madrugada, augusto portal da alma, abrisse espaço para tudo o que é vivo tocar, como dedilhados suaves na harpa.

E quando os ventos chegam e depois se vão, a chuva cessa, e nada mais agride ou confunde a mente. Tudo se aquieta — simples _mente — como um bebê nadando no ventre. Silêncio. Quietude. Um calor suficiente para fazer brotar a rama ansiosa por nascer, erguendo-se direto para o sol, sorvendo as últimas gotas de orvalho da madrugada, da água que lhe lava a alma, e engrandece todos o seres.

Sextooou e eu, a, eu continuo sem muitas novidades, percorrendo os corredores da vida, olhando pela vidraça quebrada pelas fortes rajadas de ventos, às vezes crescentes, outras decrescentes, as vezes verdades, outras mentiras...afinal, sou humana, e mulher de fases, como pássaro preso em uma gaiola ansiando alcançar o céu, e livre, voar, voar como meus pensamentos voam por aí ...

By MângelaCastro - 05/12/2025

Enviado por MângelaCastro em 05/12/2025
Código do texto: T8505209
Classificação de conteúdo: seguro

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

A LUA FRIA E EU: ___ FASES SEGREDADAS"

“A lua e o ano de 2025, já se despede, para renascer em novas manhãs primaveris de um novo ciclo, mas a luz permanece. Assim seguimos nós cristãos: mudando de fase, sem perder o brilho de Jesus.”

Como todo ciclo que se renova, despede-se serena deste ano, levando consigo o frescor e o brilho que derramou sobre ele. Lá no alto, livre em sua dança lenta, vai se afastando dia após dia — um movimento quase imperceptível aos olhos humanos.

A Lua, ainda uma incógnita para a humanidade, não se mostra em sua totalidade, um mistério, e de cá da terra erguem-se os olhos para o céu em busca do seu brilho, da sua presença marcante, um hábito incessante....Uma lua em verdade, com sua irmandade, cheia de buracos, empoeirada, cujos poetas a escreveram, como a lua dos enamorados, lado a lado, terra e lua, com seus encantos, inóspita e bela, és tu lua, não perde sua majestade e impera em nosso céu.

Frequentemente associada à luz à sabedoria, que são características de Jesus. Lua é __-mencionada em versículos que falam sobre luz ordem de Deus, como em Gênesis 1:16, onde Lua é criada para governar noite. Esses versículos refletem sabedoria a grandeza de Deus, que é essência de Jesus
E como é bom percebê-la ainda assim, alta e silenciosa, como quem acena de longe com seu brilho de luar… Um suave balançar, desses que só ela sabe como fazer. Os anos chegam e se vão, mas ela, permanece intocável em sua própria solitude, guardando mistérios que nem o tempo ousa desvendar. Somos filhas, unidas, únicas, regidas junto das estrelas, e essa forma de ser, incomoda os fariseus, não a Deus.

Alma feminina regida por essa senhora de fases, reconheço nela a quietude que me habita — e a maré que me agita, e que faz brotar da seiva novo rebento. Com suas noites enluaradas como o oceano cheio de altos e baixos, almejam descanso depois de suas idas e vindas, ela carrega consigo sonhos, desejos, pensamentos que se deixam levar como as ondas do mar, como um porto seguro, aportam-se nas quentes areias em forma de espumas flutuantes, refletindo sua luz sobre os doces mares dos navegantes, e sobre os campos verdejantes, silenciosa, parece almejar depois de tudo, um remanso. 

Esse silêncio do ser que nem sempre é compreendido… mas que insiste em permanecer. A lua se recolhe e ressurge: às vezes plena, às vezes minguada — sempre luminosa à sua maneira.

Assim também seguimos nós: brilhando quando é tempo, recolhendo-nos quando necessário, mas nunca deixando de ser luz, e vida plena.
 


By MângelaCastro. - 03/12/2025
Enviado por MângelaCastro em 03/12/2025
Código do texto: T8503628
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"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ...