___ Há amanheceres em que a alma ainda procura abrigo. Em outros, ela descobre que o próprio caminho já era resposta. 🌿✨___
Bom dia amadinhos (as) de Nosso Senhor, aqui ainda sentindo os reflexos da luz de Nossa Senhora, agora, de Fátima, sempre no auxilio da nossa inquieta humanidade.
Traz-me a certeza de que há dias em que a escrita parece vir antes do pensamento, como se algo antigo dentro de nós (alma e eu) acordasse primeiro. E essa prosa poética que faço contigo que me lê, me sente também, traz esse movimento: de alma inquieta, mas ainda aberta ao renovo.
Esse é um diálogo entre cansaço e esperança.
Lembremo-nos pois, que Deus ( O Emanuel ) anda conosco, acalmando todo torpor,
quando ciclos se encerram
e outros, silenciosos, começam a nascer?
Sinergias contínuas se expandem
no sair do tempo gasto,
restaurando vida vicejante
em cada novo amanhecer.
Nos caminhos, o Senhor clama em louvor;
e a vida ressurge,
passo após passo,
num só compasso.
Chega trazendo esperança,
vida nova,
abrigo no abraço.
Diz-te o Salmo 42:5 ___"Por que te inquietas, alma querida"?
É o nosso eu espiritual falando conosco mesmo ... Não te desanimes!
Busque lapidar essa alma primitiva, ainda rústica, caminhando nas poeiras soltas de vosso íntimos desertos...
Assim sigo… tentando poetizar no tempo, entre sonhos e desejos contidos. Permaneço nesse tempo mudo e silencioso, onde apenas minhas mãos conversam comigo, revelando o que meus olhos ainda não veem, mas meu coração já sente, mesmo estando o ser ausente, tão longe de meu querer. E enquanto a chuva cai lá fora, é a alma que, em silêncio, pede para ser lavada, enquanto isso vou criando raízes profundas.
por dentro.
Hoje amanheci assim, como os poetas de noites enluaradas, ouvindo uma doce e entristecedora música, que me remete a um lindo tema de amor iniciando uma película em uma sala de cinema, enaltecendo o que não é tão belo, como parece ser rs. Dizemos que somos cristãos, que amamos Jesus… mas quantas vezes não conseguimos amar nossos próprios irmãos? E assim seguimos pelas estradas da vida, tentando preencher páginas brancas e vazias do nosso ser. Buscando, como a chuva, lavar por dentro e por fora. É nessa madrugada que abre portais, nessa atmosfera que mistura dor e alívio, que a alma tenta enfim respirar o que há muito silenciou.
Depois de uma noite inteira lavada pela chuva torrencial que desabou sobre os velhos telhados, estamos cá, como a enxergá-los, perdendo o sono como criança que nao quer dormir, ou como a moça que erra a porta e sai vagando por um longo corredor se procurando, mas, o amanhecer chega leve, com temperatura amena. Até os passarinhos, já longe de seus ninhos, parecem agradecer o suave alvorecer.
Então pego o lápis e começo a escrever numa folha branca de um caderno que retiro da estante, estava ali esquecidinho, como criança que adormece no canto da mãe — parecia estar ali à minha espera, saudoso.
Aqui dentro, porém, ventos fortes sopram minha noite sem estrelas. Sem o brilho do luar, as nuvens escurecem ainda mais este lugar, que antes gritava como a dor da alma ferida. Lá fora, a chuva desce incessante, no seu jeito de levar e lavar tudo. Não permite mais intempéries. A rama, do lado de fora, não reclama: apenas se entrega ao vento fresco, e juntas — chuva e rama — permanecem sob a cálida madrugada que parece chorar. Nada mais é sufocante como um fracasso isolante.
Ouço a chuva bater forte na janela, como se pedisse para entrar. Mas não permito. É preciso que cante seu canto antes emudecido ao mundo lá fora, tão nauseante neste agora conflitante.
A noite segue o seu curso. O silêncio toca o fundo dos dias cansados, e o tempo — esse tempo sem tempo — pulsa como as gotas e o vento que sacolejam, lavando o que é imundo, o que não pode mais prevalecer. É como se a madrugada, augusto portal da alma, abrisse espaço para tudo o que é vivo tocar, como dedilhados suaves na harpa.
E quando os ventos chegam e depois se vão, a chuva cessa, e nada mais agride ou confunde a mente. Tudo se aquieta — simples _mente — como um bebê nadando no ventre. Silêncio. Quietude. Um calor suficiente para fazer brotar a rama ansiosa por nascer, erguendo-se direto para o sol, sorvendo as últimas gotas de orvalho da madrugada, da água que lhe lava a alma, e engrandece todos o seres.
Sextooou e eu, a, eu continuo sem muitas novidades, percorrendo os corredores da vida, olhando pela vidraça quebrada pelas fortes rajadas de ventos, às vezes crescentes, outras decrescentes, as vezes verdades, outras mentiras...afinal, sou humana, e mulher de fases, como pássaro preso em uma gaiola ansiando alcançar o céu, e livre, voar, voar como meus pensamentos voam por aí ...
“A lua e o ano de 2025, já se despede, para renascer em novas manhãs primaveris de um novo ciclo, mas a luz permanece. Assim seguimos nós cristãos: mudando de fase, sem perder o brilho de Jesus.”
Como todo ciclo que se renova, despede-se serena deste ano, levando consigo o frescor e o brilho que derramou sobre ele. Lá no alto, livre em sua dança lenta, vai se afastando dia após dia — um movimento quase imperceptível aos olhos humanos.
ALua, ainda uma incógnita para a humanidade, não se mostra em sua totalidade, um mistério, e de cá da terra erguem-se os olhos para o céu em busca do seu brilho, da sua presença marcante, um hábito incessante....Uma lua em verdade, com sua irmandade, cheia de buracos, empoeirada, cujos poetas a escreveram, como a lua dos enamorados, lado a lado, terra e lua, com seus encantos, inóspita e bela, és tu lua, não perde sua majestade e impera em nosso céu.
Frequentemente associada à luz e à sabedoria, que são características de Jesus. A Lua é __-mencionada em versículos que falam sobre a luz e a ordem de Deus, como em Gênesis 1:16, onde a Lua é criada para governar a noite. Esses versículos refletem a sabedoria e a grandeza deDeus, que é a essência de Jesus
E como é bom percebê-la ainda assim, alta e silenciosa, como quem acena de longe com seu brilho de luar… Um suave balançar, desses que só ela sabe como fazer. Os anos chegam e se vão, mas ela, permanece intocável em sua própria solitude, guardando mistérios que nem o tempo ousa desvendar. Somos filhas, unidas, únicas, regidas junto das estrelas, e essa forma de ser, incomoda os fariseus, não a Deus.
Alma feminina regida por essa senhora de fases, reconheço nela a quietude que me habita — e a maré que me agita, e que faz brotar da seiva novo rebento. Com suas noites enluaradas como o oceano cheio de altos e baixos, almejam descanso depois de suas idas e vindas, ela carrega consigo sonhos, desejos, pensamentos que se deixam levar como as ondas do mar, como um porto seguro, aportam-se nas quentes areias em forma de espumas flutuantes, refletindo sua luz sobre os doces mares dos navegantes, e sobre os campos verdejantes, silenciosa, parece almejar depois de tudo, um remanso.
Esse silêncio do ser que nem sempre é compreendido… mas que insiste em permanecer. A lua se recolhe e ressurge: às vezes plena, às vezes minguada — sempre luminosa à sua maneira.
Assim também seguimos nós: brilhando quando é tempo, recolhendo-nos quando necessário, mas nunca deixando de ser luz, e vida plena.