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quarta-feira, 8 de abril de 2026

🔥 ENTRE O SABOR DA VIDA E DO SILÊNCIO DA ALMA, A GRANDE PORTA SE ABRE ...

___Há textos que nascem assim: entre o sabor da vida e o silêncio da alma.__

E é claro que podemos às vezes divergir em pensamentos, ainda bem, pois assim não sendo, não seríamos humanos e sim robotizados, apenas mais uma ferramenta, o que não podemos, como disse um dia nosso Bispo Paulo Roberto Beloto, não podemos "brigar" , não somos como toda ferramenta que chega um tempo se enferruja, quebra, estraga e não tem mais concerto. Aleluia, somos carne e osso, mente e espírito, assim, podemos reflorescer a cada manhã, sendo: rosas, jasmins, petúnias, hortênsias, um jardim de Deus, onde possamos pousar confortavelmente ....

Há momentos em que o céu não apenas se inclina…

ele se abre.

E quando a grande porta se abre,
não é apenas a luz que desce —
é a responsabilidade que se levanta.

Após a dor da cruz e o silêncio da ausência,
corações ainda tremiam…
recolhidos, fechados, temerosos.

Mas a promessa não adormece em Deus.

E foi no recolhimento,
no secreto do Cenáculo,
que o invisível começou a se tornar presença.

O Cristo, vivo, entrou onde o medo havia trancado portas…
e disse, com a serenidade de quem venceu a morte:

A paz esteja convosco.

Não era apenas saudação.
Era envio.

Não era apenas consolo.
Era missão.

E ao soprar sobre eles,
não lhes deu apenas um sinal…
deu-lhes o Espírito.

O mesmo Espírito que, dias depois,
como fogo que não fere, mas transforma,
desceria sobre suas cabeças
na festa das colheitas —
Pentecostes.

Ali, não se inaugurava um privilégio…
mas um chamado universal.

Porque nas coisas de Deus,
ninguém é escolhido para si mesmo —
mas para servir.

As línguas de fogo não queimaram…
derreteram endurecimentos.
Não feriram…
acenderam coragem.

E aqueles que antes choravam escondidos,
ergueram-se.

Não mais como homens tomados pelo medo,
mas como testemunhas movidas pelo Amor.

Foi então que compreenderam:
perdoar não era apenas gesto…
era caminho.

E serem enviados
não era honra…
era entrega.

A Boa Nova não seria apenas anunciada com palavras,
mas vivida com a própria vida.

E desde então,
a cada coração que se abre,
a grande porta volta a se abrir também.

Porque Cristo vive.
E onde Ele vive,
há recomeço.

Há vida que se levanta
daquilo que parecia perdido.

Há perdão que restaura
o que o tempo tentou endurecer.

Há Espírito que sopra…
ainda hoje.

E quando a grande porta se abre… não é apenas o céu que desce — é o coração que se levanta.

Pentecostes não é só fogo… assim como foi, continua sendo:__ missão, perdão e recomeço. Por isso, tudo que tem vida (Salmos 150:6) : Louve ao SenhorPaz & Bem. 

By MângelaCastro – 07/04/2026

Enviado por MângelaCastro em 08/04/2026
Código do texto: T8600183

Classificação de conteúdo: seguro

sábado, 10 de janeiro de 2026

“EU SOPRO AOS TEUS OUVIDOS"!

Quando Deus sussurra, a alma reconhece. Há chamados que não fazem barulho — apenas pedem presença. ✨

Depois de alguns dias de descanso nas abençoadas litorâneas de São Sebastião do Rio de Janeiro, mais precisamente em Niterói — onde meu filho e eu fomos acolhidos com amor e alegria — retorno ao lar com a alma mais atenta. Nada acontece fora da condução de Deus; tudo é convite, quando sabemos escutar.

Já em casa, após o café da manhã, quando o corpo desperta para o dia e a alma pede silêncio, retorno às escritas. Foi assim, numa manhã comum, durante a prática ergométrica, que um pensamento veio suave e firme, como quem não pede licença:

“Eu sopro aos teus ouvidos.”

Ao revisitar a postagem de ontem, que nasceu com esse mesmo sopro, compreendi o que nela habitava: um chamado ao retorno. E respondi, quase sem pensar, como quem reconhece a voz que sempre esteve ali:

“Eis-me aqui, Senhor.”

Naquela mesma noite, um sonho veio confirmar a entrega. Nele, uma amiga da adolescência me pedia ajuda para favorecer um encontro que parecia simples, mas carregava esperança. Minha resposta foi igualmente simples, nascida do afeto e da confiança:

Convide-o para um café.

Acordei com o coração leve. Entendi o sonho como sinal: Deus não convoca aos grandes gestos espetaculares, mas à fidelidade cotidiana. Um compromisso renovado de continuar escrevendo palavras que consolem, esclareçam e acendam pequenas luzes no caminho.

Ecoa em mim a invocação que atravessa a história da fé e permanece viva no coração da Igreja:

“Eis-me aqui, Senhor.”

Amanheço atenta também às palavras do Papa Leão XIV ao corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé. Mais do que protocolos, há um apelo urgente ao diálogo, à responsabilidade coletiva e à reconstrução de pontes, em um mundo ferido por guerras, crises humanitárias, deslocamentos forçados e um empobrecimento perigoso da escuta.

O que acontece além de nossos muros não nos é estranho. Reverbera na terra inteira e alcança nossas estruturas humanas, sociais e espirituais. A fé não nos permite a indiferença; chama-nos à vigilância amorosa.

A vida nos convoca, todos os dias, a mover-nos em direção ao outro. Como cristãos, somos chamados a oferecer o melhor de nós — lucidez, oração, ética e gestos concretos de fraternidade — sendo, à maneira de Jesus, lâmpadas para os pés dos caminhantes cansados, que ainda buscam um pouco mais de vida plena.



“Falai, Senhor, porque o vosso servo escuta.”
  (1 Samuel 3,10)


By - MângelaCastro - 10/1/2026









"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ...