Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador #ReflexãoNoAmanhecer.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #ReflexãoNoAmanhecer.. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de maio de 2026

CAMINHOS - "QUANDO ISSO NÃO ACONTECE, A ALMA ADOECE..."

 "ESPÍRITO SANTO EM DEUS, FAÇA QUE SEJAMOS UM" ....

Quando a alma perde o sentido de pertencimento, adoece em silêncio. Talvez caminhar não seja apenas seguir em frente… mas reaprender a estar ligado ao Amor que sustenta a vida. É dar as mãos e sentir o coração (sentimento) do outro (a) ...

Esta é mais uma de antigas mensagens dos meus guardados, que trago para o hoje, o agora, sacudindo a poeira do tempo, mas, a essência continua a mesma. Nesse texto: escrito em 1982, já carrega em si, inquietações que parecem atemporais — solidão, desconexão, excesso de autonomia sem comunhão, alma cansada, necessidade de pertencimento e de Deus. Eu já escrevia sobre isso décadas antes de se tornar conversa cotidiana.

Diz-nos Jesus, embora muitas vezes O escutemos pouco:

"Eu estou neles… e eles deveriam estar em Mim."

Entretanto, talvez sem perceber, o mundo continua caminhando sozinho, desconectado da essência, da verdade maior, da união necessária. Quando afrouxamos os laços que nos tornam mais vivos, mais humanos e mais plenos, a alma — sim — tende a adoecer. Passa a tremer, mesmo sem sentir frio.

O que sou, o que tu és, talvez sejam poemas nascidos do invisível, procurando sentido.

Talvez da inquietude do ser.
Talvez da mansidão do saber.

A singeleza e a pureza acalentam nossa alma aflita, muitas vezes carente de tudo… e de todos.

Somos como rios: corremos apressados, formando espumas ao longo do caminho, enquanto a água parece sussurrar:

"A vida não deve parar."

Assim como o rio corre em direção ao mar, o homem necessita caminhar ao encontro do próprio "eu".

São caminhos percorridos por conta e risco. Às vezes difíceis, sofridos; outras vezes, transformadores. Caminhos que ajudam a renascer, reencontrar paz e sentido.

Não basta apenas seguir.
Enquanto caminhas, observa a vida que germina ao redor.

Nas grandes jazidas encontra-se a riqueza das labutas. No saber, habita outra fortuna ainda maior: a experiência compartilhada, a benevolência, as relações verdadeiras entre seres humanos, que podem ser até divergentes uns com outros, e segundo alguns espiritualistas, filósofos, nos leva ao lê-los que nosso pensamento só 20% é nosso, os outros 80% vem de nosso exterior, são os barulhos, as ondas hertz, que chegam de lugares longínquos às vezes, por isso, precisamos saber bem filtrar tudo que nos vem ...

" Ensina a Bíblia que o próprio Senhor da Vida não estacionou no Verbo e continuou o trabalho criativo na Ação. Todos sabemos que o pensamento é força essencial, mas não admitimos nossa milenária viciação no desvio dessa força”.

E ensina mais: __“O pensamento é força viva, em toda parte; é atmosfera criadora que envolve o Pai e os filhos, a Causa e os Efeitos, no Lar Universal. Nele, transformam-se homens em anjos, a caminho do céu ou se fazem gênios diabólicos, a caminho do inferno”.

Diante de tais informações só nos resta, como obrigação natural, nos conscientizarmos a respeito do esforço que devemos priorizar no vigiar e orar, conforme nos recomendou Nosso Senhor Jesus Cristo, para pensar sempre no bem e no amor.

Não aquelas construídas pelo hábito automático, mas pela presença.

Não basta dizer:

"Eu posso."
"Eu faço."
"Eu deixo de fazer porque quero."

Talvez seja mais profundo dizer:

"Faço e refaço, se preciso for, porque O sinto em minha essência. e o refaço da melhor forma que me é possível".

O verdadeiro poder não está em aparentá-lo, mas em lapidá-lo silenciosamente, dia após dia.

Às vezes, diante da imensidão do mundo, sentimos ser apenas um ponto perdido no universo.

Mas são justamente esses pequenos pontos que compõem a grandeza da existência.

São eles que formam cada nota musical soada dentro de nós.

As estrelas, a lua e o sol, são Deus em todo seu contexto de coexistir em nós, que irradiam sua luz; e aqueles que já não conseguem enxergar com os olhos, podem ainda senti-la pela alma.

Porque este é o caminho indicado por Jesus:

A Verdade.
A Luz.
A Vida.

Luz que clareia passos imperfeitos.
Passos que erram, amam, caem, recomeçam e seguem procurando a união que um dia Cristo nos propôs pela Boa Nova.

"Eu sou o caminho, a verdade e a vida."
— (Cf Ioão 14:6)

Não tenhamos medo de caminhar.

Temamos, talvez, apenas permanecer estagnados.

A vida não cessa. O mundo não para.

E talvez nossa maior força esteja justamente nisso: continuar percorrendo as alamedas da existência entre suor e esperança, labutas e amor, fé e união de coração para coração.

Porque Ele existe.

Mesmo quando não O percebemos.
Mesmo quando o desespero chega.

Ele caminha conosco.

Intui, fortalece, sustenta.

E parece repetir baixinho:

"Olhe… não pare. Continue. O caminho ainda é longo. A jornada precisa prosseguir."

MângelaCastro - 21/5/2026
Escrito originalmente em 11/02/1982 — Uberaba/MG
Revisitado pelo tempo, mas ainda vivo.

MângelaCastro - 21/5/2026


sexta-feira, 3 de abril de 2026

NO SILÊNCIO QUE AMANHECE… NÃO ME ENCONTRO SÓ!

hashtag

Ela não enseja só religiosidade, cristandade, dogmas, obras sociais, sermos presenteados com ovinhos de chocolate, é muito mais que isso, ela vai além de nossa imaginação, criatividade, humanidade... Um tempo para refletir, qual sentido estamos dando realmente para nossas vidas?


Hoje, o silêncio não é ausência…
é reverência. 

33.373.
Este é o número que abre meu blog nesta manhã de Sexta-feira da Paixão.

Não é o número em si que me chama…
mas o que ele, silenciosamente, me revela.

Hoje, quando Jesus já repousa em seu sepulcro,
envolto no mais profundo mistério do amor,
aguardando o terceiro dia para nos brindar
com sua luz transcendental…

eu paro.

E, como não creio em coincidências,
mas em providências,
me recordo que o número três
tem sido uma presença constante em minha caminhada.

Ele me acompanha…
quase como um sussurro que não me deixa só.

Está nos detalhes,
nos encontros,
até mesmo no número que inicia minha morada.

E assim…
neste dia em que o mundo silencia,
eu também me recolho —
não para buscar respostas,
mas para sentir o que, em mim,
ainda espera o seu terceiro dia.

Hoje, não escrevo para o mundo.
Escrevo para dentro.

Há um silêncio que não pede palavras…
apenas presença.

É como se o tempo tivesse desacelerado,
e a alma, respeitosa, caminhasse descalça
diante do mistério.

Penso no corpo de Jesus…
agora envolto em quietude,
acolhido nos braços da dor e do amor.

E algo em mim também silencia.

Minhas inquietações se curvam,
meus ruídos se recolhem,
e tudo aquilo que antes gritava…
hoje apenas observa.

E, nesse recolhimento,
o que antes era apenas um número
ganha um novo sentido em mim.

O três…
tão presente, tão inteiro, tão silencioso.

E eu compreendo, sem pressa:
há nele um convite ao alinhamento.

Corpo, mente e espírito.
Pai, Filho e Espírito Santo.
Sentir, refletir e transformar.

Uma unidade que não se divide,
mas se completa.

E percebo que minha vida,
mesmo em seus desencontros,
tem sido conduzida por essa harmonia silenciosa —
onde o que sinto, o que penso e o que escrevo
buscam, ainda que imperfeitamente,
se encontrar em verdade.

Percebo, então, que nem sempre é na luz que me encontro,
mas nesse intervalo entre a perda e a esperança,
onde ainda não há respostas —
mas já existe entrega.

E ali… nesse lugar sem forma,
eu me reconheço pequena,
mas profundamente amparada.

Hoje, compreendo que há um tempo sagrado
em que não se deve explicar,
não se deve reagir,
não se deve apressar.

Apenas velar.

Velar o que foi.
Velar o que doeu.
Velar o que ainda não ressuscitou em mim.

Porque até o silêncio…
tem sua promessa escondida.

E talvez, seja nesse recolhimento
que a vida, silenciosamente,
recomeça.

Uma Santa silenciosa e profunda reflexão sobre o que Jesus Cristo com seu sacrifício, continua fazendo por transformações em nossas vidas e como as estamos acolhendo, aplicando, movendo-nos ...

By MângelaCastro - 03/4/2026

Enviado por MângelaCastro em 04/04/2026

Código do texto: T8597098

Classificação de conteúdo: seguro

terça-feira, 24 de março de 2026

"MICROFONIAS" DA VIDA: ENCONTRANDO O PONTO CERTO.

 Bom dia!

A, como é bom ouvir Tua Palavra, logo ao amanhecer..🙏

🌿 Decisões que nascem sem barulho, mas mudam caminhos,

entre os que creem, e os que não creem, mas tudo pode acontecer.

Amanheci em silêncio…

desses que não pesam — acolhem.

Depois de uma noite tranquila, sentei-me diante da vida
Assistindo um acerto de som curioso:
as "microfonias" entre _ nós.

Veja, bem.

Se nos aproximamos demais, o som estoura, incomoda, confunde.
Se nos afastamos em excesso, a voz se perde, o som se abafa …
e o outro já não nos alcança.😊sim, é difícil, mas com probabilidades favoráveis,

E assim seguimos —
entre tentativas de ajuste
e desencontros de sintonia.

Talvez não seja sobre falar mais alto,
nem sobre se calar por completo…
mas sobre encontrar o lugar certo
O ponto central entre almas afins.
onde esta consegue ser ouvida.

Me vem um sonho que tive há tempos.
Onde o outro estava no lugar mais alto,
e eu, bem no centro do templo, com
um aparelho (amarelo) ao lado, simbólico.
Jesus se aproxima e passa entre nós...

Lembrei-me então de uma passagem com Ele,
no evangelho de Mateus 13.:
Estava, às margens do Mar da Galileia.

A multidão O cercava,
o som das águas confundia as palavras…
e Ele, com simplicidade e sabedoria,
não forçou a voz.

Apenas se reposicionou.

Subiu em uma pequena embarcação,
afastou-se o suficiente…
e deixou que o vento fizesse o resto.

Nem distante demais,
nem próximo em excesso.

Apenas no ponto certo.

E tudo fluiu.

Hoje entendo…
há momentos em que a vida nos pede isso:
um leve recuo,
um ajuste fino,
uma decisão silenciosa.

Sair um pouco do automático,
do confortável,
do “depois eu vejo”.

Talvez seja tempo de voltar…
aos encontros,
aos olhares,
às presenças que não cabem em telas.

Porque há vozes que só se compreendem
no “tete a tete”,
no calor do instante,
no encontro vivo.

E se não der de um jeito…
a gente aprende outro.

Porque viver também é isso:
afinar a própria existência
até que o coração encontre
a sua melhor frequência.
O ponto de equilíbrio.
e por que não escrever, notas...
como o Apóstolo Paulo, fez?
Escreveu cartas direcionadas.


✍️ MângelaCastro  - 24/3/2026

sábado, 28 de fevereiro de 2026

“HÁ AMANHECERES QUE NÃO FAZEM ALARDE" ... SIMPLESMENTE NASCEM.

 

“Respire… você é mais forte do que imagina, e mais luz do que percebe.” 

🌿Há amanheceres que chegam sem alarde

mas reorganizam a alma inteira. 
Hoje eu escolhi silenciar — e florescer.
E ontem nosso pai estivesse ainda entre nós, estaria aniversariando, partiu para a morada eterna muito jovem ainda, com apenas 33 anos de idade, e sim, deixou muita saudade. Com certeza hoje nossos pais libertos da matéria, se abraçam em espírito na Pátria Celestial.
Amanheci serena, graças ao meu bom Deus, como quem contempla o horizonte pela janela antes mesmo que o sol toque a linha do céu com seu pincel alaranjado, capaz de encantar o olhar e aquecer o coração.

Este amanhecer chegou leve e silencioso — e são justamente esses os mais fecundos. É no silêncio que a alma se reorganiza, que os pensamentos assentam como poeira boa depois da chuva, trazendo aquele suave perfume de terra e rama molhada, que parecem renovar também o nosso interior.

Sinto na pele o ar macio da manhã. O céu ainda pálido se prepara, timidamente, para ganhar cor. Há amanheceres que não fazem alarde — simplesmente chegam, como bênçãos discretas, pousando sobre nós sem pressa.

Hoje, desejo que esse silêncio seja fértil. Que não seja vazio, mas cheio de presença. Presença que acalma. Presença que sustenta.

E quando vieres ler minhas palavras, que venhas como quem colhe orvalho: sem pressa, mas com profundidade. Permitindo-se absorver também esse silêncio de alma que envolve cada linha escrita.

Saiba que estou aqui…
Acompanhando o teu amanhecer, o teu entardecer e até o teu anoitecer — de onde quer que me leias, em qualquer tempo ou lugar.

Esse amanhecer me inspira à passagem de Eclesiastes 3.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Entre o barulho do mundo e o "silêncio" da Quaresma ...

 Bom dia, Caríssimos.

Entre o barulho do mundo e o silêncio da Quaresma, nasce o verdadeiro discipulado: servir, formar e amar. "Eis-me aqui". 🙏

Como é bom despertar para um novo amanhecer, não é?
E poder estar aqui contigo novamente… nestas plagas nem sempre serenas, mas sempre pungentes, de emoções profundas.

Vivemos tempos inquietos. Mas é justamente neles que as palavras de eternidade se fazem necessárias — palavras que não distraem, que não anestesiam, mas que despertam. Que, às vezes, incomodam… mas elevam. Que não afagam apenas, mas ensinam o verdadeiro caminho.

E assim sigo — entre cantos, louvores, amores, linhas e entrelinhas, entre um alinho e outro, com o intuito de   reforçar o amor, com pequenos gestos que possam fortalecer as nossas relações, alinhavando cada sentido de vida. Assim continuo, entre passos e compassos. Se não pelas calçadas da cidade, caminho pelos corredores do pensamento até te encontrar.

Porque escrever, para mim, é isso: ir ao teu encontro pela via invisível da alma.

E me permito a cada amanhecer, uma nova reflexão. A vida não se deixa estagnar. Se há términos, também há novos começos. Se há quedas, há levantes. Deus trabalha nos ciclos — nunca no vazio.

Podemos estar sob saraivadas de ataques, mas, se tivermos coragem e fé, nos levantaremos… e O seguiremos. Se pensamos estar mortos por dentro, em verdade há muita vida reinante nos esperando, confiemos pois, o Mestre nos conduz e nos restaura nos desemboques mais difíceis de nossa vida.

Foi isso que testemunhei na manhã deste sábado, durante a celebração presidida por Dom Orani João Tempesta, na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, mais precisamente na Paróquia São João Batista. Ali foram abençoados novos grupos de discipulado, enviados à missão: diáconos que auxiliam os padres, catequistas que formam crianças, jovens e adultos ao longo do ano, é vida vicejante reverberando.

Que cena bonita.

A cidade, que dias antes fora palco de cores e sons no Carnaval do Rio de Janeiro, agora se recolhe no compasso do tempo quaresmal. O que era festa torna-se reflexão. O que era exterior, volta-se para dentro.

Nada fica estagnado no caminho.

E então ecoam as palavras de Jesus:

“Se alguém quiser seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.”
(Mateus 16:24)

Palavras exigentes. Palavras que ainda hoje nos inquietam.

Seguir não é desfilar facilidades. É decidir-se. É compreender que discipulado não é entusiasmo momentâneo, mas entrega contínua. Não é aplauso — é serviço.

Quando Jesus falou sobre perder a vida para encontrá-la, não exaltava o sofrimento pelo sofrimento. Que você indo, leve contigo sua essência. Ele ensinava que o amor à Missão é maior que o medo. Que a exaustão junto d’Ele é leve. Que o corpo pode se cansar, mas o espírito, sustentado pela fé, permanece vivo.

Como nos recorda a Carta aos Romanos:

“Se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça… e vivificará também os vossos corpos mortais.” (Romanos 8,10-11)

O discipulado é isso: trabalhar na missão, vivendo com os olhos na eternidade.

Catequistas, diáconos, servidores do altar — não são apenas funções na Igreja. São faróis. São mãos que seguram outras mãos. São vozes que repetem, geração após geração: “Há esperança.”

Talvez ainda não compreendamos tudo. Talvez muitas palavras pareçam duras. Estar distanciados nos entristece, nos faz morrer por dentro. Talvez, muitos acontecimentos nos enrijeçam. Talvez agora, muitos de nós, não  entendemos ainda os "por quês" da vida serem tão cruéis, e não como gostaríamos que tivessem sido. Abraçado mais, auxiliado mais, amado mais, morrido menos de amor e por amor. Mas chegará o tempo do entendimento pleno — e então nos alegraremos. E como eu vi em sonho, você vindo ao meu encontro de braços abertos, sorrindo, para me Acolher em seu abraço como um laço afetivo e eterno.

Quem crê e auxilia outros a crer jamais caminha só.

A luz divina permanece acesa, como farol em mar revolto, conduzindo ao Porto Seguro.

E, diante disso, o coração responde:

Eis-me aqui ...

Amém. Paz e Bem.

— By MângelaCastro - 21/2/2026

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

🌿 Entre Cinzas e Caminhos: Santidade em Construção🌿

 

✨ Caríssimos, sem perder a luz, iniciamos o tempo quaresmal.

Entre cinzas, conflitos e recomeços, seguimos…
Não santos prontos — mas santos a caminho. ✨

Quarenta dias que nos convidam ao silêncio, ao jejum, à oração e à caridade — começando dentro de nós.

Talvez eu não participe de todas as celebrações na igreja como em outros tempos. Mas, aqui de casa, no recolhimento do coração, faço minha parte como cristã, respeitando minhas origens católicas e minha história de fé. Porque a Quaresma não começa no altar. Começa na consciência.


E como sempre gosto de dar meu testemunho, porque sem ele não conseguimos alcançar o coração de quem lê, pois cronistas, poetas, escritores, evangelizadores também tem sentimentos...

A manhã chega silenciosa.
Mas o silêncio não pesa — apenas anuncia um novo despertar.

Despertar que nasce das cinzas.
Das mesmas cinzas que nos recordam a origem:
somos pó… e, ainda assim, carregamos eternidade.

Silêncio de mortais.
Silêncio de santos e pecadores.

Porque antes de sermos pecadores — como de fato somos, frágeis e humanos —
somos também chamados à santidade, através de uma íntima conversão diária.

E foi nesse ponto que uma lembrança me atravessou.

Houve um tempo em que, ao final de uma conversa difícil — uma dessas tentativas de entendimento onde digo "alho e escutam bugalho", o que em verdade, em verdade, escutam o que desejam ouvir de fato — saí com o coração pesado. Pensei em desistir de tudo.

Enquanto me dirigia à porta, ouvi:

Santa.

Virei-me séria:

Não sou santa.

E a réplica veio:

Está a caminho.

Passaram dias eu pensando sobre esse desfecho coloquial e cheguei à conclusão de que  caminho dos santos e santas é deveras árduo.
Penoso.
Conflitante.
Às vezes entediante.
Às vezes exaustivo.

Há momentos em que o orgulho fere, a vaidade cega, o bom senso se perde — e a única atitude possível é parar.

E eu parei.

Há dias em que o desejo é mandar tudo embora. Me esvaziar por completo. Tapar os ouvidos, deixar de olhar o mundo como ele é, empoeirado, calar a boca, fechar a porta do coração. Há instantes em que o ódio tenta sufocar o amor como o tentador o fez com Jesus no deserto, que um dia foi puro, valoroso, vibrante.

E a alma sussurra:

Pai, por que me abandonaste nesta via-crúcis?

Assim nos sentimos enquanto atravessamos nossos desertos pessoais.

As guarnições da festa se recolhem.
Os tambores cessam.
A lua parece esconder seu brilho.
O pássaro volta ao ninho.

Uma outra avenida se abre diante de nós.

Não de lantejoulas e aplausos.
Mas de passos silenciosos.
Uma Via-Sacra íntima, feita de quedas e recomeços, de lágrimas ocultas e decisões difíceis.

E, ainda assim, pontilhada por esperança.

Porque existe em nós uma centelha de eternidade que insiste em florescer.
Uma chama que não se apaga, mesmo quando queremos fechar todas as portas.
Aparece em sua frente um abraço afetuoso, ou um sorriso largo, palavras que brincam e não machucam, esse é o renascer do novo, do pleno.

Durante esses quarenta dias quaresmais que possamos seguir assim:
recolhidos, mas não apagados.
Feridos, mas não vencidos.
Em silêncio, mas não vazios.

Não somos santos prontos.
Somos santos a caminho.

E continuar caminhando — mesmo cansados, mesmo incompreendidos —
sofrendo injustiças, já é fé em movimento.

Ele, Senhor dos ares, dos mares, dos céus e da terra, nos convida, num sussurro, ___ continue a brilhar enquanto é tempo.

Convida-nos ao recolhimento quando necessário.
e que nunca deixemos de ser luz.

E vida plena.

By MângelaCastro - 18/02/2026



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Entre o gelo e a coragem, senti cócegas no Coração — Onde Nascem as Medalhas Invisíveis

Entre o gelo e a coragem, descobri que as maiores medalhas não brilham no pódio — aquecem o coração. ❄️🏅As Olimpíadas de Milão e Cortina me fizeram sentir… cócegas na alma.

Dedico também essa postagem aos que por um motivo ou outro, não puderam imprimir sua tatuagem na alma, e não estar presente nesta Olimpíadas de Inverno em Milão/Cortina d'Ampezzo/2026 ... de coração pra coração.

Entre risos e lágrimas, assisto de longe às competições de Milão e Cortina d’Ampezzo.
E ainda que a tela da televisão nos separe do frio intenso das montanhas, algo me alcança — uma vibração antiga, quase espiritual.

No mundo dos esportes, seja sob o gelo extremo ou sob o sol ardente das arenas da vida, o que mais importa não é apenas o pódio.
É o caminho.

Anos de preparo silencioso.
Desafios físicos que testam os limites do corpo.
Exigências técnicas que exigem precisão milimétrica.
Abalos psicológicos que pedem coragem invisível.

E, sobretudo, a arte de se expressar — porque competir também é revelar alma.

Nesta edição, o Brasil surge como presença firme entre a neve.
Um país tropical desenhando sua bandeira sobre o branco do gelo.
Mostrando ao mundo que o calor não está apenas no clima — está na determinação.

Bobsled.
Esqui Alpino.
Esqui Cross-Country.
Skeleton.
Snowboard.

Catorze atletas.
Catorze histórias.
Catorze corações pulsando em meio ao frio europeu.

Vejo a patinação artística e me emociono.
O balé sobre o gelo mistura leveza e força, romantismo e técnica “hard”.
Há voos que lembram aves nas alturas.
Há quedas que lembram nossa própria humanidade.
Há lágrimas de vitória.
Há lágrimas de frustração.

Mas há algo maior que todas as medalhas.

A coragem de estar ali.

As mudanças climáticas desafiam pistas, cronogramas e estruturas. A natureza também participa da competição, lembrando que todos, sem exceção, enfrentam limites semelhantes.

E ainda assim… eles deslizam.
Eles saltam.
Eles continuam.

Talvez seja por isso que acordo com “cócegas no coração”.
Como no sonho com um amigo querido que não via há tempos — aquele sentimento leve, inesperado, quase infantil, que nos desperta para algo maior.

Competir, quando é saudável, não é derrotar o outro.
É superar a si mesmo.

O apóstolo Paulo escreveu:

“Não sabeis que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.”
(1 Coríntios 9:24)

E ainda:

“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.”
(2 Timóteo 4:7)

A maior medalha é invisível.
Ela não pesa no pescoço.
Pesa na consciência.

Estar ali já é vitória.
Levantar-se após a queda é ouro puro.
Persistir é pódio da alma.

Que todos os competidores sejam honrados — com medalhas ou sem elas.
Porque quem enfrenta o gelo, o medo e o próprio limite… já venceu.


🌟 “Que possamos competir com coragem, vencer com humildade e perder com dignidade — porque a maior medalha é aquela que aquece o coração.”

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

A LUA FRIA E EU: ___ FASES SEGREDADAS"

“A lua e o ano de 2025, já se despede, para renascer em novas manhãs primaveris de um novo ciclo, mas a luz permanece. Assim seguimos nós cristãos: mudando de fase, sem perder o brilho de Jesus.”

Como todo ciclo que se renova, despede-se serena deste ano, levando consigo o frescor e o brilho que derramou sobre ele. Lá no alto, livre em sua dança lenta, vai se afastando dia após dia — um movimento quase imperceptível aos olhos humanos.

A Lua, ainda uma incógnita para a humanidade, não se mostra em sua totalidade, um mistério, e de cá da terra erguem-se os olhos para o céu em busca do seu brilho, da sua presença marcante, um hábito incessante....Uma lua em verdade, com sua irmandade, cheia de buracos, empoeirada, cujos poetas a escreveram, como a lua dos enamorados, lado a lado, terra e lua, com seus encantos, inóspita e bela, és tu lua, não perde sua majestade e impera em nosso céu.

Frequentemente associada à luz à sabedoria, que são características de Jesus. Lua é __-mencionada em versículos que falam sobre luz ordem de Deus, como em Gênesis 1:16, onde Lua é criada para governar noite. Esses versículos refletem sabedoria a grandeza de Deus, que é essência de Jesus
E como é bom percebê-la ainda assim, alta e silenciosa, como quem acena de longe com seu brilho de luar… Um suave balançar, desses que só ela sabe como fazer. Os anos chegam e se vão, mas ela, permanece intocável em sua própria solitude, guardando mistérios que nem o tempo ousa desvendar. Somos filhas, unidas, únicas, regidas junto das estrelas, e essa forma de ser, incomoda os fariseus, não a Deus.

Alma feminina regida por essa senhora de fases, reconheço nela a quietude que me habita — e a maré que me agita, e que faz brotar da seiva novo rebento. Com suas noites enluaradas como o oceano cheio de altos e baixos, almejam descanso depois de suas idas e vindas, ela carrega consigo sonhos, desejos, pensamentos que se deixam levar como as ondas do mar, como um porto seguro, aportam-se nas quentes areias em forma de espumas flutuantes, refletindo sua luz sobre os doces mares dos navegantes, e sobre os campos verdejantes, silenciosa, parece almejar depois de tudo, um remanso. 

Esse silêncio do ser que nem sempre é compreendido… mas que insiste em permanecer. A lua se recolhe e ressurge: às vezes plena, às vezes minguada — sempre luminosa à sua maneira.

Assim também seguimos nós: brilhando quando é tempo, recolhendo-nos quando necessário, mas nunca deixando de ser luz, e vida plena.
 


By MângelaCastro. - 03/12/2025
Enviado por MângelaCastro em 03/12/2025
Código do texto: T8503628
Classificação de conteúdo: seguro

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

🌟 Natal e Páscoa: Quando a Luz Chega e Quando a Luz Vence

Bom dia Caríssimos!

Entre o presépio que dá início à vida, e no ocaso, a cruz, onde a fé revela seu maior segredo: a Luz que nasce é a mesma que vence.

“Estamos nos aproximando do Natal. Há uma movimentação dentro e fora de nossas casas: arrumamos os detalhes, agradecemos pelo ano que se despede e nos preparamos para celebrar, mais uma vez, o nascimento do Menino Deus. Cada família, com sua cultura e sua fé, encontra um jeito próprio de acolher essa Luz que renasce.”


Assim, 

Hoje o sol amanheceu brando para mim.
Depois de dias carregando uma angústia sem nome, a oração me devolveu o fôlego da alma.
Enquanto eu escutava o canto dos passarinhos recém-saídos do ninho, fui envolvida por uma paz que parecia anunciar algo novo.
Assisti à missa matinal, ontem e hoje, cujas palavras sacerdotais, lançaram luz sobre o tema que hoje toca meu coração: as festas que marcam a nossa fé.

Estamos próximos do Natal, tempo de ternura, família, ceia, abraços e memória viva do nascimento de Jesus. É uma data de alegria, de aconchego, de luz acesa nas janelas e no coração.

Mas, como foi recordado, embora o Natal nos encante com sua doçura, a festa mais importante para nós cristãos é a Páscoa. E é natural perguntar: por quê?

🌿 A Páscoa que Jesus transformou

Muito antes de Cristo, a Páscoa já era celebrada pelos judeus como festa das colheitas.
Os agricultores subiam ao templo levando suas cestas cheias dos primeiros frutos: símbolo de vida, gratidão e esperança. Cantavam, dançavam, festejavam — como quem celebra a bondade da terra e a fidelidade de Deus.

Mas quando Jesus participa dessa mesma festa, tudo muda.
A colheita deixa de ser apenas dos frutos do campo e passa a ser a colheita da vida eterna.

O que era apenas agradecimento agrícola torna-se mistério, aliança, entrega.
Naquele ambiente festivo, Jesus caminha para Seu calvário e nos revela que a verdadeira Páscoa é passagem:
da dor para a vida,
da cruz para a esperança,
da morte para a ressurreição.

Por isso a Páscoa é maior que o Natal.

No Natal, Deus vem ao nosso encontro.
Na Páscoa, Ele nos leva de volta para o Pai.

O nascimento é o início da Luz.
A Páscoa é quando essa Luz vence a noite.


🌾 A colheita que permanece

O símbolo não se perdeu:
assim como o grão que cai na terra e renasce multiplicado, Cristo se entrega e nos transforma em fruto novo.

A Páscoa é a festa que sustenta o coração da fé cristã.
A cruz não é o fim — é o começo do que Deus sonha para nós.


✨ Reflexão Final

Que este Natal nos lembre que a Luz chegou ao mundo.
E que esta próxima Páscoa — sempre a maior de todas as festas — nos recorde que a Luz venceu, vence e vencerá.

Que vivamos esse tempo com o coração desperto, sensível e agradecido, como quem colhe do próprio Deus a esperança que não murcha.


📜 Versículo

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá.”
(João 11, 25)

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

“ENTRE A RAZÃO E O CORAÇÃO: ____Qual dos 2 Lados Você Está Enxergando? A FÉ É PONTE, CONSCIÊNCIA E ABERTURA.

 “Antes de julgar, olhe, tente escutar o que o outro tem a falar, a mostrar. Toda história tem dois lados — e a fé nos pede discernimento, não pressa, nem tão pouco prejulgamentos.”

Desta feita, o politicamente correto é não nos precipitarmos em conclusões finais e ou julgamentos sem antes ver os dois lados da versão, toda história tem sua interpretação ...

Pois bem:

Neste fim de semana, veiculou pela internet, um vídeo envolvendo uma fala do Padre Zezinho, o vídeo para quem quiser ver e ouvir, está em minha página do face book, para meus seguidores e amigos, ele, muito respeitado por sua fé e ensinamentos, e com milhares de seguidores em suas redes sociais, assim sendo, a responsabilidade do que fala, é maior ainda, e para mim sua versão deixou a desejar, pois não disse a quem se tratava, ficou uma lacuna, se, um representante de outro credo, afinal eu e muitos outros seguidores não estivemos presentes neste acontecimento. Quem era Aquele homem? Um outro representante de outra comunidade que pensa diferente?  — em verdade, talvez isso não importe tanto, mas sim a moral da história, o respeito e a educação que devemos ter uns para com os outros, e também, não sei se verdadeira ou distorcida pela internet, mas suficiente para despertar uma reflexão necessária. Vivemos tempos em que qualquer episódio se espalha rápido, e muitos formam opinião antes mesmo de ouvir todas as partes.

Em situações assim, é essencial fazer o que Jesus nos ensinou: olhar os dois lados da moeda, discernir, não se precipitar. O ecumenismo, ponto central dessa discussão, caminho que servi por oito (8) anos, ele nos ensina: __ diálogo, não invasão. Orar juntos, sim. Ultrapassar a autoridade da casa sagrada do outro, não. Toda comunidade tem seu pastor; todo altar tem seu guardião. Recordo que quando queríamos orar juntos, enviávamos convites aos anfitriões das respectivas realidades cristãs.

Por isso, antes de condenarmos este ou aquele ministro, essa ou aquela pessoa, é justo lembrar: há sempre duas versões, e a verdade só se revela quando escutamos ambas. Ainda assim, julgar não é nossa função; neste contexto, cabe às autoridades eclesiásticas. A nós, cristãos, cabe a oração pela paz, pela fraternidade e pela justa justiça, e você sabe o que é justa justiça? Devemos colocar antes filtro das 3 (três) peneiras do filósofo Sócrates:  Verdade, Bondade, Necessidade, a real intenção do interlocutor, talvez nasce aqui uma pergunta: ___Qual foi sua real motivação?

Assim como a moeda possui duas faces e um único valor, também a fé se manifesta de dois modos:

empírico, vivido no cotidiano, no confronto com o eu;
transcendental, que ultrapassa a lógica e toca o mistério.

Ambos apontam para o mesmo sentido da vida.

São Tomás de Aquino ___ Importante teólogo filósofo do século XIII, conhecido por suas contribuições à Escolástica por integrar filosofia aristotélica com teologia cristã. Recorda que a fé ilumina nossa razão e nossas decisões diárias (aqui recordo uma das Bulas do Santo Padre o Papa João Paulo II )— desde as pequenas até as mais profundas (sentimentos do coração). E, em todas elas, precisamos acreditar: em nós, no próximo e no Deus que age além daquilo que enxergamos.

A fé é ponte, consciência e aberturaÉ ela que nos ajuda a não cair na armadilha de julgar apressadamente o que não compreendemos por inteiro.


🌿 Moral da história

Toda história tem nuances que não aparecem de imediato.
A verdade exige calma.
E a fé exige humildade.

Que antes de reagirmos, possamos discernir.
Que antes de acusarmos, possamos escutar.
Porque a fé, e a vida do irmão (ã), e suas missões, não é campo de batalha — é caminho de encontro.


🌿 Conclusão:

Examinai tudo; retende o que é bom.”
1 Tessalonicenses 5,21

Tal qual essa florzinha, que muitos a denominam de 11 horas, simples, aparentemente frágil, com toda sua beleza natural, é exemplo vivo, do que Jesus ensinou, você pode arranca-la, pisa-la, machuca-la, ela fenecerá, é verdade, mas até o terceiro dia ela estará novamente reflorescente, bela, em sua simplicidade. Ela é exemplo, de como Jesus foi, vida renovada a cada amanhecer. 
By MângelaCastro - 24/11/2025

"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ...