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sexta-feira, 3 de abril de 2026

NO SILÊNCIO QUE AMANHECE… EU NÃO ME ENCONTRO SÓ!

 Hoje, o silêncio não é ausência…
é reverência. 

33.373.
Este é o número que abre meu blog nesta manhã de Sexta-feira da Paixão.

Não é o número em si que me chama…
mas o que ele, silenciosamente, me revela.

Hoje, quando Jesus já repousa em seu sepulcro,
envolto no mais profundo mistério do amor,
aguardando o terceiro dia para nos brindar
com sua luz transcendental…

eu paro.

E, como não creio em coincidências,
mas em providências,
me recordo que o número três
tem sido uma presença constante em minha caminhada.

Ele me acompanha…
quase como um sussurro que não me deixa só.

Está nos detalhes,
nos encontros,
até mesmo no número que inicia minha morada.

E assim…
neste dia em que o mundo silencia,
eu também me recolho —
não para buscar respostas,
mas para sentir o que, em mim,
ainda espera o seu terceiro dia.

Hoje, não escrevo para o mundo.
Escrevo para dentro.

Há um silêncio que não pede palavras…
apenas presença.

É como se o tempo tivesse desacelerado,
e a alma, respeitosa, caminhasse descalça
diante do mistério.

Penso no corpo de Jesus…
agora envolto em quietude,
acolhido nos braços da dor e do amor.

E algo em mim também silencia.

Minhas inquietações se curvam,
meus ruídos se recolhem,
e tudo aquilo que antes gritava…
hoje apenas observa.

E, nesse recolhimento,
o que antes era apenas um número
ganha um novo sentido em mim.

O três…
tão presente, tão inteiro, tão silencioso.

E eu compreendo, sem pressa:
há nele um convite ao alinhamento.

Corpo, mente e espírito.
Pai, Filho e Espírito Santo.
Sentir, refletir e transformar.

Uma unidade que não se divide,
mas se completa.

E percebo que minha vida,
mesmo em seus desencontros,
tem sido conduzida por essa harmonia silenciosa —
onde o que sinto, o que penso e o que escrevo
buscam, ainda que imperfeitamente,
se encontrar em verdade.

Percebo, então, que nem sempre é na luz que me encontro,
mas nesse intervalo entre a perda e a esperança,
onde ainda não há respostas —
mas já existe entrega.

E ali… nesse lugar sem forma,
eu me reconheço pequena,
mas profundamente amparada.

Hoje, compreendo que há um tempo sagrado
em que não se deve explicar,
não se deve reagir,
não se deve apressar.

Apenas velar.

Velar o que foi.
Velar o que doeu.
Velar o que ainda não ressuscitou em mim.

Porque até o silêncio…
tem sua promessa escondida.

E talvez, seja nesse recolhimento
que a vida, silenciosamente,
recomeça.

Uma Santa silenciosa e profunda reflexão sobre o que Jesus Cristo com seu sacrifício, continua fazendo por transformações em nossas vidas e como as estamos acolhendo, aplicando, movendo-nos ...

By MângelaCastro - 03/4/2026

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