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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

A COZINHA. OFICINA DA ALMA... ...

 OS ANJOS QUE CHEGAM SEM ASAS

E se alguns anjos chegassem sem asas?
Talvez disfarçados de amigos, abraços, lembranças e sonhos...
Há encontros que parecem acontecer justamente quando mais precisamos deles. ✨

Há sonhos que parecem apenas sonhos. E há aqueles que, quando despertamos, permanecem conosco como uma visita que ainda não terminou. Não sabemos exatamente de onde vieram, nem se foram apenas costurados pelas linhas da memória, pelos movimentos do corpo adormecido ou por alguma delicada passagem entre o visível e o invisível. Mas ficam.

Naquela noite, antes de dormir, eu havia feito um pedido. A dor no pescoço, provocada talvez por um travesseiro alto demais ou por alguma posição desajeitada, estava quase insuportável. Pedi aos medianeiros de Jesus que intercedessem por mim, que aliviassem aquela dor.

E dormi.

Foi então que meus amigos de adolescência chegaram.

João, Izabel e Lourdes.

Três amigos que pertencem a um tempo distante da minha vida. Dois deles não vejo há muitos anos; com a outra, vez ou outra, ainda troco algumas palavras pelo WhatsApp. Curiosamente, os três carregam nomes de santos. E, no sonho, chegaram juntos, felizes, sorridentes, como se o tempo não tivesse passado.

João me abraçou.

E eu fiquei surpresa com aquela visita.

Meu irmão mais velho também estava ali. Estávamos numa cozinha — e isso não deixa de me intrigar, porque em tantos dos meus sonhos a cozinha aparece como cenário. Talvez seja apenas uma lembrança afetiva. Talvez seja o lugar onde minha memória costuma preparar suas refeições invisíveis.

João vestia uma camisa vermelha, simples, de mangas curtas.

Lourdes estava, em determinado momento, do lado de fora da casa, num terreno baldio, como se aguardasse o momento certo para entrar.

Izabel corria pelos campos, feliz.

E, depois, estávamos todos juntos.

Havia também uma igreja. Pessoas usando máscaras brancas. A missa seria presidida por um padre amigo, de quem estou afastada há algum tempo e que atualmente enfrenta um tratamento. Talvez uma viagem ou uma missa com a Nossa Senhora de Lourdes pode curar todas as dores que enfrentam-se no momento.

Na fé, uma obra na oficina da alma, nada nos parece assustador.

Ao contrário.

Antes de tudo um alento, um abraço conforta_dor.

Havia uma espécie de alegria silenciosa naquele encontro.

E foi então que, pela manhã, tudo ganhou outra tonalidade.

Uma dimensão sem precedentes com a espiritualidade.

Assistindo à missa pela televisão, ouvi a leitura e a homilia falando sobre os anjos que o Senhor envia pelos caminhos.

Parei.

Meu pensamento voltou imediatamente ao sonho.

E pensei:

Talvez os anjos nem sempre cheguem com asas.

Às vezes chegam com o rosto de um amigo que não víamos há muito tempo.

Chegam num abraço.

Num sorriso.

Numa lembrança que reaparece quando menos esperamos.

Chegam correndo pelos campos, como Izabel.

Esperando do lado de fora, como Lourdes.

Ou simplesmente entrando pela porta da nossa memória, como João.

Talvez os anjos também possam ser aqueles que, de alguma maneira, nos devolvem a alegria de um tempo que julgávamos distante.

Não sei se o sonho foi uma resposta espiritual, uma elaboração da minha memória, uma reação do corpo à dor ou uma dessas misteriosas combinações que a alma faz enquanto dormimos.

E talvez eu nem precise saber.

Porque há mistérios que não pedem explicação.

Pedem apenas escuta.

Quando me sentei diante do computador naquela manhã, com a missa ainda acontecendo na televisão, uma frase surgiu dentro de mim:

“Tudo está no seu devido lugar. Agora é só fazer a obra.”

E compreendi que talvez seja exatamente isso.

Pedimos.

Esperamos.

Sonhamos.

Recebemos sinais que interpretamos à luz daquilo em que acreditamos.

Mas depois precisamos levantar e fazer a nossa parte.

Nossos pedidos não são ordens lançadas ao céu. São sementes que entregamos a Deus, confiando que Ele sabe onde, quando e como fazê-las germinar.

E nossos dons talvez sejam justamente essas ferramentas que recebemos para transformar aquilo que sentimos em alguma coisa que possa alcançar o outro.

Uma palavra.

Um abraço.

Uma oração.

Uma profissão exercida com dignidade.

Uma mão estendida.

Uma crônica escrita numa manhã qualquer.

Talvez seja essa a nossa pequena obra.

Deus pode nos enviar anjos pelo caminho.

Mas também pode nos transformar em anjos no caminho de alguém.

E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de compreender a frase que ficou comigo naquela manhã:

Tudo está no seu devido lugar. Agora é só fazer a obra.

A máquina de costura antiga continua ali.

E eu me sento diante dela.

Puxo a linha.

Escolho o tecido das lembranças.

E começo a costurar.

Sem saber exatamente onde terminam os sonhos e começam as respostas.

Mas com uma certeza tranquila:

nunca estamos tão sós quanto imaginamos.

Porque há pessoas que passam pela nossa vida e deixam presença.

Há pessoas que permanecem mesmo depois de partir.

Há pessoas que reaparecem em nossos sonhos.

E há aqueles encontros que, por alguma razão que somente Deus conhece, chegam justamente quando mais precisamos deles.

Talvez sejam anjos.

Talvez sejam memórias.

Talvez sejam simplesmente amigos.

Ou talvez, no misterioso tecido da vida, sejam todas essas coisas ao mesmo tempo.

Paz e Bem.

By MângelaCastro - 02/10/2026

_________________________________\

Enviado por MângelaCastro em 02/10/2026
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domingo, 16 de agosto de 2026

SONHOS E SUAS REVELAÇÕES , ENTRE A PSIQUE, A FÉ E O MISTÉRIO


Eu já inicio essa postagem com uma pergunta. ___E se nem todo sonho vier para ser decifrado, mas alguns apenas para nos fazer olhar para dentro? 🌿

Entre a fé, a psicologia e o mistério, talvez a pergunta mais importante não seja “o que esse sonho quis me revelar?”, mas: “o que ele despertou em mim?”

É sabido que a Bíblia, a qual a vejo como um grande compêndio da vida, reunindo histórias, experiências, vivências, anúncios, profissões de fé, revela-nos alguns sonhos que vieram como profetizados pelo próprio Deus ao homem... Isso é certo.

Atos 2:17 menciona que, no fim dos tempos, os crentes terão visões e sonhos. "Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos".

Essa imagem que postei acima, me faz recordar um sonho que tive já algum tempo atrás, e realmente me deixou a pensar sobre ele, buscar mais informações a respeito, seu significado... O que minha mente tentou me informar? Ao contrário dessa imagem aqui postada, vi primeiro abrirem-se no céu dois portais, os quais haviam nele uma luz perene, e desses portais desceram por uma espécie de caminho rumo à terra, dois cavalos, ambos de cor marrom, e sobre ele dois soldados tipo da idade média, porém, o que mais me chamou a atenção, foi que ambos os cavalos, não encostaram suas patas no solo terrestre, ficaram alguns palmos acima da crosta, como que levitando. E acordei com essa cena. Importante aqui frisar que, meu sonho, não é nada semelhante ao narrado em Apocalipse! Mas foi o meu sonho!

O que esse sonho está me fazendo pensar sobre mim?”

Nem todo sonho precisa ser imediatamente compreendido como revelação divina, ou prenúncios, mas, pode sim, ser uma informação, um alerta, uma mudança de vida. Há, inclusive, uma passagem em Eclesiastes que relaciona os sonhos à multiplicidade das preocupações:

“Dos muitos afazeres vêm os sonhos.”

(Eclesiastes 5,2)

Talvez esteja aí uma primeira chave para compreendermos essa experiência tão humana: há sonhos que nos inquietam porque carregamos muitas coisas dentro de nós; e há experiências que, pela fé, somos convidados a colocar diante de Deus em oração e discernimento.

Há manhãs em que acordamos de um sonho.

E há manhãs em que acordamos do silêncio.

Hoje foi assim.

O vento lá fora, alguns poucos passarinhos chilreando sobre os telhados vizinhos e aquele silêncio quase ensurdecedor fizeram-me sentar diante dos teclados e escrever.

Curiosamente, esta noite não sonhei.

E isso, para mim, é quase uma novidade, porque costumo sonhar com frequência.

Aliás, não sou eu quem afirma que sonhar seja simplesmente uma particularidade minha. Estudos sobre o sono e a psicologia mostram que sonhar faz parte do funcionamento normal do cérebro e está relacionado a processos importantes, como memória, emoções e elaboração de experiências vividas. Há, inclusive, estudos psicológicos que associam a atividade onírica à nossa vida emocional e ao processamento de conteúdos psíquicos. Uma vez tecendo comentário sobre um sonho que tive, minha irmã me disse: ___Maria, acho engraçado como você sonha e recorda de seus sonhos, eu penso que não sonho. Então lhe respondi: ____Sim, você sonha, todos nós sonhamos, só que algumas pessoas tendem a não se recordar de todos os sonhos que têm, e segundo a psicologia, isso é também normal.

Por isso, quando alguém diz: “Eu quase nunca sonho”, talvez não seja necessariamente que não sonhe; muitas vezes, pode simplesmente não se lembrar dos sonhos ao despertar.

No meu caso, porém, costumo lembrar-me de muitos deles — alguns tão intensos que permanecem comigo depois que acordo.

E talvez seja justamente por isso que a ausência de um sonho nesta noite tenha me feito lembrar de tantos outros... Sonhos.

Quem nunca acordou de um deles carregando uma sensação difícil de explicar?

Alguns desaparecem poucos minutos depois de abrirmos os olhos. Outros, entretanto, permanecem. Não sabemos exatamente por quê. Às vezes esquecemos a história, mas a emoção permanece. Outras vezes, uma imagem fica gravada na memória durante anos.

Foi assim com um sonho que tive há algum tempo.

E é sobre ele que quero refletir hoje: não para afirmar que foi uma profecia, nem para tentar decifrar aquilo que talvez pertença ao campo do mistério, mas para olhar para o sonho sob três perspectivas que podem dialogar entre si: o que a Bíblia nos diz sobre os sonhos, o que a psicologia pode nos ajudar a compreender e aquilo que permanece como mistério espiritual.

Por fim é certo que, não precisamos descobrir se o sonho foi uma profecia para reconhecer que ele produziu em nós uma pergunta. 

Às vezes, o mais importante não é aquilo que o sonho “previu”, mas aquilo que ele despertou. Concorda comigo? Como são seus sonhos? Eles te surpreendem? Te colocam para pensar? Ou você se sente incomodado (a), ou até mesmo com medo, com sensações que algo pode acontecer? Nós seres humanos temos uma forte tendência de sofrer por antecipação, por inseguranças plantadas em nosso cotidiano, nem tudo é profecia, nem tudo é fantasmagórico, nem tudo é normal, ou paranormal, são apenas nossas emoções em constantes ebulições... São muitas informações chegando até nós, e isso pode nos confundir as "ideias" rs. Temos que aprender a reagir conosco mesmo, não acreditar em tudo que nos chega, é preciso sim, discernir, saber filtrar. Assim como chega conosco uma manhã com ventos, silêncio, passarinhos, luz solar, serenidade, emoções a burilar, é a vida a despertar...

Talvez seja assim também com alguns sonhos.

Vemos fragmentos.

Imagens.

Sensações.

Portais.

Cavalos.

Pessoas.

Luzes.

Planetas soltos no espaço.

Rochas

Rios, mares

Natureza

Às vezes até damos voos rasos e rápidos que nos dá frio no estômago.

E tentamos organizar tudo com a nossa limitada compreensão. Jesus, mexia muito com a forma de ser, pensar, agir, de seus discípulos, sempre colocava e coloca quem o estuda, meio que, um Mestre que nos põe pra pensar, questionar a nós mesmos, e as ações que os outros nos provocam.

  • Mateus 10:29-31: "Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos." Esses versículos nos lembram da importância de refletir sobre nossos pensamentos e ações, buscando sempre o que é verdadeiro e bom.

Mas nem sempre precisamos transformar tudo em uma resposta.

Às vezes, o mistério também pode ser um convite à contemplação.

A fé não precisa transformar cada sonho em profecia.

E a razão não precisa transformar cada experiência espiritual em mera atividade cerebral.

Podemos simplesmente permanecer diante dela, com respeito e discernimento.

“Senhor, o que isso despertou em mim?”

Talvez essa seja uma oração muito mais fecunda do que:

“Senhor, o que isso vai acontecer?”

Porque uma pergunta procura prever o amanhã.

A outra procura transformar o hoje.

Foi uma profecia?

Não sei.

E talvez seja justamente aqui que eu precise ter cuidado.

Não considero que eu seja uma profetisa porque sonho.

Os sonhos fazem parte da experiência humana, e a própria Bíblia nos mostra que precisamos discernir aquilo que vivenciamos.

Também já tive sonhos acompanhados de vozes, imagens coloridas, e ou preto e branco, como um filme antigo, muito fortes e sensações que permaneceram depois que acordei.

Isso não significa, por si só, que sejam mensagens sobrenaturais.

Mas também não significa que eu deva simplesmente ignorá-los.

Posso observá-los.

Refletir sobre eles.

Pesquisar.

Rezar.

Discernir.

E, sobretudo, perguntar o que eles movimentaram dentro de mim.

Porque talvez a grande revelação de um sonho não esteja necessariamente no que ele nos mostra sobre o futuro. Até porque o futuro já é agora.

Talvez esteja no que ele nos revela sobre nós mesmos.

E aqui volto à manhã de hoje.

Esta noite não sonhei.

O que, para mim, foi uma surpresa.

Mas talvez o silêncio também tenha seus sonhos. Ou talvez, meu cérebro, minhas emoções, precisavam desse tempo de silêncio, de simplesmente nada a ser declarado.😊

Talvez hoje Deus não tenha precisado falar através de imagens enquanto eu dormia.

Talvez tenha bastado o vento batendo forte sobre meus telhados me acordando

Os passarinhos, do lado de fora de mim, chilreando, fazendo-se presentes:

— Oiê! Estamos aqui!

Ventos, passarinhos, anúncio de vida, vertentes que nos anima...

E foi assim, nesse instante, que outra lembrança me ocorreu:

São João Paulo II dedicou uma encíclica inteira a essa relação: Fides et Ratio — Fé e Razão. Nela, refletiu sobre a necessidade de que fé e razão caminhem juntas na busca da verdade.

Talvez seja justamente isso que tantas vezes tenha me tocado em suas homilias: ele não me convidava a sentir menos, mas a pensar também aquilo que eu sentia. Talvez por isso às vezes chegava até chorar, é que ele me colocava meio frente a um espelho...

E Jesus, se prestarmos bastante atenção aos seus ensinamentos, parece fazer algo muito semelhante com seus discípulos: despertá-los para a vida que os rodeava, para aquilo que acontecia diante de seus próprios olhos, no cotidiano, e lhes chamava a ter mais fé, os achava, homens de pouca fé. (Mateus 8:26)

Jesus não ensinava apenas para que seus discípulos acreditassem. Ele os fazia olhar, observar, perguntar, compreender, discernir. E é assim comigo, e talvez com você que me lê.

Talvez seja essa a ponte que hoje consigo perceber entre o sonho, a emoção, a fé e o discernimento racional.

E, pensando nisso, compreendo também que talvez eu mesma tenha, algumas vezes, tentado racionalizar demais a fé, quando o que João Paulo II nos propunha era algo muito mais profundo.

Não se trata simplesmente de ter uma “fé racional”.

Trata-se de permitir que fé e razão caminhem juntas, sem que uma precise eliminar a outra.

Porque fé e razão não se anulam.

Iluminam-se mutuamente na busca da verdade.

E talvez seja justamente nesse equilíbrio — entre aquilo que sentimos, aquilo que pensamos e aquilo que ainda não conseguimos compreender — que vamos, pouco a pouco, amadurecendo nossa maneira de viver, ser e de estar na vida.

E cá para nós, como é bom esse viver cheio de sonhos né não?

By MângelaCastro - 16/8/206

domingo, 9 de agosto de 2026

QUANDO O FOGO SE APAGA COM NOSSAS PRÓPRIAS MÃOS

 

Uma reflexão sobre sonhos, relações, fé, responsabilidade e a coragem de fazer a nossa parte.

Há sonhos que não precisam ser interpretados como presságios. Talvez precisem apenas ser escutados como perguntas.

O que o meu sonho está me fazendo pensar sobre mim?

Talvez, ao olhar para dentro, descubramos alguns “fogos” que só poderão ser apagados quando tomarmos atitudes concretas.

🔥 O que ainda está queimando em mim?
🌿 E o que já queimou, mas ainda deixou marcas?

 — porque às vezes continuamos vivendo como se o incêndio ainda estivesse acontecendo, quando restaram apenas as marcas.

Há sonhos que parecem nascer apenas da imaginação. Outros, porém, quando despertamos, permanecem conosco como uma pergunta.

Foi assim com um sonho que tive recentemente.

Eu estava na cozinha — um espaço muito presente em minha vida cotidiana — quando percebi que o micro-ondas estava em chamas. O fogo ardia dentro dele. Assustei-me, corri para desligá-lo da tomada e, imediatamente, procurei os bombeiros.

Engraçado que no sonho aflita com a situação, tentava lembrar o número de emergência, e me veio esse, mas, eu não tinha certeza, não é que acertei??? 😁Liguei para o 193.

Uma voz feminina me atendeu, dizendo que eu realmente havia ligado para o Corpo de Bombeiros, mas pediu que eu esperasse.

Esperasse?

Meu aparelho estava pegando fogo!

Voltei para ele e, para minha surpresa, o fogo já havia se apagado. Então desliguei o telefone, pensando, com certo humor:

Se eu dependesse deles, estaria “ferrada”!😄Mas na realidade, são bem eficientes, já precisei do corpo de bombeiros, e chegaram bem rápido para o atendimento, nada sério, mas, um foi com enxame de marimbondos, outro, foi com uma panela de óleo que pegou fogo e chegou a queimar o exaustor, nada tão sério, mas solicitei ajuda, esses eventos podem ocorrer em nosso cotidiano, e se tornarem bem drásticos. Mas esse sonho, analiso sob outros aspectos.

Em minhas ocorrências no dia a dia, conto com  meu filho, sempre pronto para ajudar. E com você, tem ajuda também de algum familiar pronto para o auxílio?

Voltando para o sonho. Depois, encontrei-me em uma espécie de sala de aula e conversei com uma jovem. Contei-lhe o que havia acontecido e ela me disse que conversaria com seu “amigo espiritual” para saber o que ele teria a dizer.

Perguntei:

— Mas, para conversar com um amigo espiritual, não precisamos orar ou entrar em meditação?

Ela respondeu tranquilamente que não. Bastava conversar.

E eu, dentro do próprio sonho, questionei.😏

Mais tarde, encontrei algumas roupas queimando no quintal. Joguei água sobre elas. A fumaça subiu, as roupas estavam bem chamuscadas, marcadas pelo fogo, mas já não havia mais chamas.

E pensei:

“Pronto. Agora não há mais perigo.”

Acordei.


Depois de refletir sobre esse sonho, percebi que talvez ele não precise ser entendido como uma previsão, nem como uma mensagem sobrenatural pronta para ser decifrada.

Talvez ele possa ser simplesmente uma pergunta.

Quantas vezes, na vida, percebemos que alguma coisa está “pegando fogo” e imediatamente esperamos que alguém venha apagar?

Esperamos um telefonema.

Uma visita.

Uma palavra.

Uma atitude.

Esperamos que alguém perceba aquilo que estamos sentindo sem que precisemos pedir.

E, algumas vezes, esperamos tanto que descobrimos, depois de algum tempo, que precisamos tomar a iniciativa.

Não porque não precisemos uns dos outros.

Precisamos.

Somos seres de relação. Ninguém atravessa a vida completamente sozinho.

Mas existe uma diferença entre precisar do outro e entregar ao outro a responsabilidade por aquilo que também nos cabe fazer.

Talvez alguns dos incêndios da nossa vida precisem, sim, de ajuda.

Mas outros exigem de nós uma atitude concreta.

É preciso desligar alguma coisa.

É preciso colocar limites.

É preciso conversar.

É preciso pedir perdão.

É preciso perdoar.

É preciso procurar ajuda.

É preciso sair de determinado lugar.

É preciso abandonar um hábito.

É preciso, algumas vezes, simplesmente parar de esperar que o outro faça aquilo que somente nós podemos fazer.

Existe um antigo ditado popular que diz:

“Se queres algo bem feito, faça você mesmo.”

Eu acrescentaria uma pequena ressalva:

Não precisamos fazer tudo sozinhos.

Mas precisamos fazer a nossa parte.


E talvez seja justamente aí que o sonho encontre a espiritualidade.

Fé não significa permanecer parado esperando que Deus faça aquilo que está ao alcance das nossas mãos.

A oração não deveria ser uma substituta da atitude.

Podemos pedir luz e, depois, caminhar.

Podemos pedir discernimento e, depois, escolher.

Podemos pedir força e, depois, agir.

Talvez a fé amadureça justamente quando compreendemos que nem sempre o milagre será o fogo desaparecer sozinho.

Às vezes, o milagre pode estar na coragem que encontramos para procurar a tomada, desligar o aparelho e jogar água sobre aquilo que ainda está ardendo.

E talvez Deus também esteja presente na sabedoria de reconhecer:

“Eu preciso de ajuda.”

Porque pedir ajuda também é uma atitude.


Mas há algo ainda mais interessante no final do sonho.

As roupas estavam queimadas.

A fumaça ainda subia.

As marcas permaneciam.

Mas o fogo havia acabado.

Quantas vezes confundimos as marcas do que aconteceu com o perigo que ainda existe?

Uma experiência pode deixar cicatrizes sem continuar nos ferindo.

Uma perda pode deixar saudade sem continuar nos destruindo.

Uma decepção pode deixar marcas sem determinar nosso futuro.

Uma fase difícil pode deixar fumaça no coração, mesmo depois que as chamas já se apagaram.

Talvez seja preciso aprender a distinguir:

o que ainda está queimando daquilo que simplesmente já queimou.


E quanto aos nossos sonhos?

Talvez devêssemos ter cuidado para não transformá-los imediatamente em revelações ou presságios.

Podemos escutá-los de outra maneira.

Como quem abre uma janela para dentro de si.

O que este sonho despertou em mim?

Que medo ele revelou?

Que relação ele trouxe à memória?

Que necessidade minha apareceu?

O que estou esperando dos outros?

O que está ao meu alcance fazer?

E, sobretudo:

que fogo da minha vida precisa ser apagado com uma atitude concreta?

Talvez cada um de nós tenha, em algum canto da própria “casa interior”, um pequeno incêndio acontecendo.

E talvez nem sempre precisemos esperar pelos bombeiros.

Às vezes, a primeira providência é nossa.

Desligar.

Agir.

Pedir ajuda quando necessário.

E depois, com serenidade, olhar para a fumaça que ficou e reconhecer:

“Ainda há marcas, mas já não há perigo.”

Talvez isso também seja amadurecer.

Talvez isso também seja fé.

Talvez isso também seja aprender a cuidar da própria vida sem deixar de reconhecer que, quando o caminho pesa demais, precisamos uns dos outros. 

E sempre de Deus, tal qual um Pai amoroso, zeloso, cuidador, tudo sabe, nos ausculta, nos ama infinitamente, nos indicando a melhor atitude, o melhor caminho, aquele que precisamos para percorrer em aprendizados, para pedir sabedoria, mas, temos que ser obedientes, seguir os bons conselhos ... 

"Tu és o meu socorro e o meu libertador; meu Deus, não te demores!" (Salmos 34:19)  FELIZ E ABENÇOADO DIA DOS PAIS!


Paz e bem.

MângelaCastro - 08/8/2026

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Enviado por MângelaCastro em 09/08/2026
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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

O PRESENTE ANTES DA RESPOSTA


Bom dia amigos (as) família...

Às vezes, Deus nos fala não por grandes acontecimentos, mas pela delicadeza de um gesto, de uma lembrança... ou até de um sonho.

Nesta reflexão, compartilho como um simples ato de dobrar um tecido branco e florido me levou a compreender que o amor de Deus sempre nos alcança primeiro. Antes de qualquer resposta, Ele nos oferece Seu dom.

Convido você a ler e refletir comigo.

Bora lá, para mais uma reflexão?


(O QUADRO DA SANTA CEIA NA PAREDE FOI PINTADO PELA MINHA IRMÃ MARGARETH)

Esta manhã despertei refletindo sobre um sonho que tive durante a noite.

Sonhos nem sempre são mensagens sobrenaturais. Muitas vezes, eles nascem de lembranças, emoções, preocupações ou desejos que habitam nosso inconsciente. Contudo, para quem vive a fé, eles também podem tornar-se ocasião de discernimento. Por isso, gosto de contemplá-los unindo dois olhares: o psicológico, que revela nossos afetos, e o espiritual, que nos aproxima do nosso íntimo, onde Deus também fala em silêncio.

No sonho, meu irmão e minha cunhada chegavam juntos à nossa casa.

Embora os dois estivessem presentes, era ela quem realizava um gesto muito delicado. Trazia consigo um belo atoalhado branco, com um barrado todo florido, e o dobrava cuidadosamente.

Meu irmão apenas observava.

Naquele instante, pensei: "É Natal..."

Mas logo veio outra preocupação:

"Nossa ceia está tão simples... quase não temos nada. Como poderei retribuir um presente tão bonito?"

Foi então que despertei.

Ao recordar o sonho, compreendi que talvez ele não estivesse falando sobre um Natal, nem sobre um presente material.

Falava sobre algo muito mais profundo.

O branco do tecido recordava a paz, a esperança e os recomeços.

As flores lembravam a delicadeza da vida e do carinho.

E o tecido... o tecido une inúmeros fios para formar uma única peça, assim nos vejo espiritualmente, seres vitalizados unidos por fios, tecidos em uma única consciência, o nosso TODO. Assim também somos nós em nossos cotidianos. Nossa história é tecida pelos encontros, pelos afetos (família, amigos), pelas lembranças e, até mesmo, pelas ausências.

Talvez por isso o sonho me tenha tocado tanto.

Percebi também que minha primeira reação não foi a alegria de receber.

Foi a preocupação em corresponder.

Quantas vezes fazemos isso também na vida?

Preocupamo-nos tanto com o que temos para oferecer, que nos esquecemos de acolher aquilo que a vida, as pessoas e o próprio Deus já nos oferecem gratuitamente.

Foi então que uma verdade do Evangelho iluminou meu coração.

Antes de Deus pedir alguma coisa de nós, Ele sempre chega trazendo algo.

Foi assim desde a Criação.

Foi assim com Abraão, com Moisés, com Maria.

Foi assim com os discípulos.

E foi plenamente assim no Natal.

A humanidade nada possuía para oferecer em troca do nascimento de Jesus.

Foi Deus quem tomou a iniciativa.

Primeiro veio o dom.

Depois veio a resposta.

Talvez seja exatamente esse o convite que o sonho desejava deixar em meu coração.

Nem tudo precisa ser equilibrado pela lógica da reciprocidade.

Existem presentes que simplesmente precisam ser acolhidos.

E há outro detalhe que continua ressoando em mim.

Minha cunhada não abria o tecido.

Ela o dobrava cuidadosamente.

Na tradição bíblica, guardar uma veste ou dobrar um pano é um gesto de cuidado, de respeito e de preparação. Não é abandono. É zelo.

Talvez algumas graças também cheguem assim à nossa vida.

Não de uma só vez.

Mas lentamente.

Respeitando o tempo da alma.

Como um tecido que vai sendo delicadamente desdobrado ao longo da existência.

Hoje compreendo que o sonho talvez não falasse apenas de minha família.

Falava da maneira como Deus continua visitando nossos corações.

Sempre em silêncio.

Sempre com delicadeza.

Sempre oferecendo primeiro o Seu amor.

Porque o amor verdadeiro não começa quando damos.

Muitas vezes, ele começa quando aprendemos, humildemente, a receber.

"Conservai-vos mutuamente no amor fraternal."
(Hebreus 13,1)

Esse sonho com certeza tem muito a me ensinar sobre esse amor quase que filial, entender o verdadeiro significado do que é ser família, recordando que este laço não é somente consanguíneo mas acima de tudo espiritual e fraternal. 

Paz e bem.🌹

By MângelaCastro - 06/8/2026








quarta-feira, 17 de junho de 2026

DEUS, A MENTE E EU... POR TRÁS DO MURO CAIADO .

"Nem toda parede branca anuncia paz. Algumas apenas aguardam que a verdade atravesse a porta."


Como não acredito em coincidência, mas sim providência divina, prefiro pensar que nem toda desconfiança nasce da maldade. Algumas nascem da experiência, do discernimento e da necessidade de proteger aquilo que Deus nos confiou. Às vezes, é apenas a alma percebendo o que os olhos ainda não conseguiram enxergar. Nessas horas, convém olhar para o céu em oração, mas sem tirar os pés do chão.

Bom dia, amigos(as) leitores.

Há sonhos que passam como nuvens. Outros permanecem conosco durante o dia inteiro, como se desejassem nos contar algo.

Recentemente sonhei que homens haviam invadido minha casa ( MEU EU INTERIOR). Quando os encontrei, estavam no quintal, caiando o muro. Tudo parecia organizado, quase bonito. Mas, ao abrir a porta da frente, vi que o cadeado havia sido arrombado.

Enquanto eu tentava explicar que a casa era minha morada, algumas mulheres observavam a cena. Pareciam acreditar na versão apresentada pelos invasores. Mostrei-lhes que estavam sendo enganadas, mas elas continuavam tranquilas, como se a aparência da situação fosse suficiente para convencê-las.

Mais tarde, uma pequena caixa soltava uma fumaça tóxica próxima ao quarto onde minha mãe repousava. Sem hesitar, apanhei a caixa e a joguei para longe. Era preciso limpar o ambiente.

Ao despertar, fiquei refletindo.

Quantas vezes, na vida, encontramos muros recém-pintados escondendo verdades antigas? Quantas vezes as aparências falam mais alto do que os fatos? Nem tudo o que parece organizado está em ordem. Nem tudo o que reluz é sincero.

Talvez a maior lição neste sonho tenha sido esta: conhecer quem somos e aquilo que nos pertence.

A casa pode simbolizar a consciência, os valores, a fé e nossa história. Quando sabemos quem somos, não precisamos disputar espaço com quem vive de aparências. Basta permanecer firmes.

Lembrei-me então de uma frase simples, mas profunda:

"Quando estiver com raiva, conte até dez. Quando estiver com muita raiva, conte até cem."

A paciência não muda os fatos, mas impede que a fumaça da revolta invada nossa própria casa.

E outra verdade também ecoou em meu coração:

Hoje, a homilia me ensejou, como se lesse meus pensamentos: __"Quando fazemos o bem, não devemos cobrar reconhecimento, nem falar mal daqueles a quem ajudamos, ou fomos um dia ajudados e por estes abandonados." 

"A verdadeira caridade é silenciosa. Dá com uma mão e não anuncia com a outra". E confesso que às vezes contraponho com essa dinâmica, pois, gostaria de ver reconhecimento, mas, nem todos estão bem preparados, e ou realmente amadurecidos, para perceber os verdadeiros valores: éticos, morais, sociais, nas interrelações, pois, ainda estamos no processo de aprendizado...

Alguns pintam muros para esconder a verdade.

Outros apenas abrem a porta e mostram quem realmente mora na casa.

"Sonda-me, ó Deus..." talvez seja a oração mais bonita para quem deseja caminhar com os olhos voltados para o céu e os pés firmados no chão. (Salmo 139:23-24.)

By MângelaCastro - 17/6/2026

Enviado por MângelaCastro em 17/06/2026
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sexta-feira, 12 de junho de 2026

De Sonhos, Chuvas e Reencontros: a Alma se Escreve....

Bom dia, amadinhos do Senhor.

Neste 12 de junho, mês em que completarei mais uma primavera — bem vivida, graças a Deus — o dia amanhece chuvoso. Também é o Dia dos Namorados. Eu não tenho um namorado 😋... ou melhor, tenho sim: cada pessoa que dedica alguns minutos para ler meus textos e poesias. Sou, grata e, enamorada de todos vocês.💋💕

Meu despertar de hoje começou ainda no eco de um sonho.

Primeiro, vi apenas um grande vazio, escuro e silencioso, como se estivesse sendo preparada para a visita noturna que antecederia o amanhecer.

Depois, encontrei-me caminhando por uma casa antiga, ampla e toda ladrilhada, de época remota. Os cômodos eram tão espaçosos que transmitiam uma sensação de frio e distância. Eu entrava e saía deles como quem procura alguém muito querido.

Buscava um amigo com quem não troco impressões há bastante tempo. A vida, às vezes, nos leva para lados diferentes da estrada, e seguimos ocupados com nossos próprios propósitos. Neste sonho, eu o via em pensamento, mas não conseguia encontrá-lo.

Até que entrei em uma sala onde estava sentada uma senhora de aparência forte e serena. Parecia uma matriarca à espera de alguém. Próximo dali, em outra pequena sala, uma mulher recebia uma injeção; eu não via seu rosto.

A senhora, porém, eu vi claramente. Era alta, de pele clara, rosto salpicado de sardas, cabelos curtos e grisalhos. Vestia roupas simples e me observava com curiosidade, como se perguntasse silenciosamente:

— Quem é você?

Foi então que, de repente, como um raio, surgiu meu amigo.

Estava sem camisa, vestindo uma calça preta. Olhou para mim e perguntou, sorrindo:

— O que faz aqui, criatura?

Era aquele sorriso de quem surpreende alguém fazendo alguma travessura.

Naquele instante, tive a impressão de que ele não desejava que eu me aproximasse das mulheres presentes, como se estivesse guardando algum segredo.

Gentilmente, ofereceu-me o braço e disse:

— Venha, vamos sair daqui.

Seguimos juntos procurando outro compartimento da casa, onde estava como a me esperar minha irmã ...

Ao encontrar. Acordei.

Meu coração estava sereno e feliz.

Talvez por isso, nesta manhã chuvosa, as palavras tenham chegado mais devagar, como as gotas que escorrem pela janela.

Há dias em que o céu se fecha por fora apenas para nos convidar a acender uma luz por dentro.

E, se me permite uma pequena reflexão para acompanhar o café ou o chá, independentemente do lugar do mundo onde você esteja:

"A chuva não apaga os caminhos. Apenas convida os viajantes a caminharem com mais atenção. Assim também são os dias de silêncio: não interrompem a vida, apenas nos ajudam a ouvir o que o coração costuma dizer baixinho e a encontrar aquilo que procuramos."

Na verdade, o que mais gosto é de transformar sentimentos em palavras e palavras em acolhimento.

Pela ferramenta do Map do meu blog, sei que meus textos atravessam cidades, países e até continentes, alcançando pessoas que talvez eu nunca venha a conhecer, assim como o amigo que procurei naquele sonho.

E isso me faz muito bem. Não por nao encontra-los pessoalmente, mas por minhas palavras chegarem até eles.

Talvez exista nisso um pouco da missionariedade de Paulo de Tarso, que encontrou nas cartas uma forma de compartilhar não apenas suas experiências pessoais, mas também sua transformação interior diante Daquele que mudou sua maneira de pensar, sentir e agir, carregadas de sua cristandade universal.

Paulo compreendeu algo precioso: cada ser humano é único, raro e insubstituível.

Por isso, mesmo diante das quedas, das dúvidas e das dissidências do nosso tempo, continuo acreditando nos recomeços.

As quedas são muitas, bem sei.

Mas os levantes costumam ser ainda maiores.

E foi justamente em um desses momentos de silêncio que ouvi, dentro de mim, uma voz clara e firme dizer:

— Você não existe!

Curiosamente, eu senti lá no meu mais íntimo âmago, que esta frase não me diminuía. Pelo contrário.

Ela me lembrou que o ego passa, as aparências passam, mas aquilo que Deus constrói em nós permanece.

Se puder, aproveite no seu amanhecer ou no ocaso de cada dia, o som da chuva, dos pingos de neve, do chuveiro, ou mesmo o calor do sol tocando sua pele.

Perceba o perfume que deles emanam como fossem terra molhada. Sinta o frescor subir pelos seus pés alcançando seu coração.

Agradeça por mais um amanhecer, e cada entardecer vencido.

E lembre-se:

"Quando sentimos Deus em cada detalhe da vida, passamos a enxergar o mundo como um lindo jardim."

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã."

— Lamentações 3:22-23


By MângelaCastro - 12/06/2026

Enviado por MângelaCastro em 12/06/2026
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sábado, 7 de junho de 2025

O MENINO QUE ENSAIAVA VOAR ....

 


Hoje acordei estranha de mim,

com um leve tremor de frio.

O sonho me levou ao passado —
a um menino.
Voava entre a infância e a puberdade,
tentando ganhar altura.

De alma inquieta,
personalidade forte,
era apenas um menino:
cabelos negros como a noite,
pele alva como a alvorada,
tão magro, quase etéreo —
como se carregasse em si
apenas o sopro da vida.

Sério, mas terno,
intransigente,
seus olhos me perscrutavam
com a intensidade de quem guarda
um segredo —
algo ainda não revelado,
num tempo suspenso.

Um desapego ainda não conquistado,
ensaiava seu voo.

Em sua solitude,
o menino descobria o peso
de abandonar o ninho.

Durante o sonho,
ele apontava,
com seus dedinhos,
para algo atrás de mim —
como quem diz:
___ “Preste atenção...
Vê? Aqui está o que precisa limpar.”

E insistia —
com seu dedinho,
silencioso, mas insistente.

Sua mãe —
jovem senhora de cabelos claros —
atenta a tudo,
mas distraída nos detalhes.

Alguém gritava,
ecoando palavras de agente,
num tom profético:
o futuro do menino
já estava escrito...

Ela queimava papéis,
e colocava uma pedra por cima,
como se enterrasse
um segredo —
talvez um sonho —
sem perceber
os véus que cobriam
as feridas do menino.

Mas ele,
mesmo assim,
era uma fênix —
feridas que não se curam
sem antes se abrasar,
sem antes aprender
com a vida
a se desapegar.

Aceitar,
no entanto,
que tudo tem seu tempo,
que nada se prende para sempre —
e que a vida se solta
em voo de liberdade
quando menos se espera.

Abri os olhos,
e o sol se esgueirava
pelas frestas da janela,
como se viesse correndo
para me aquecer —
corpo e alma.

Talvez tenha significado para você?
Para mim,
é a lembrança
de que, mesmo
nas madrugadas mais frias,
sempre há a promessa
de um novo amanhecer.

E percebo —
entre as teclas e os suspiros —
que o tempo segue seu ritmo,
ainda que, às vezes,
me pareça sem sentido,
pulsando entre o que escrevo
e o que ainda espero.

Ele sopra —
uivante com os ventos —
nos lembrando,
como o menino no sonho,
de que, mesmo que eu escreva,
o tempo não espera.

Ele passa,
escorre pelos vãos da vida,
levando consigo
pensamentos,
sonhos,
desejos —
e a quimera
de quem não soube se desapegar.

Na esperança,
apenas,
de que, como libélula,
ele pouse um dia
em minha pequena janela,
trazendo a paz do desapego,
a renovação,
e a leveza de quem, enfim,
aprendeu a voar.

E como num sopro sublimar,
o menino repousou —
no leito refeito —
e, em silêncio,
se acalmou...

By MângelaCastro - 03/06/2025

Enviado por MângelaCastro em 07/06/2025
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NO AMOR DIALÓGICO, O CRIVO DA RAZÃO

Bom dia queridos (as) do amor de Cristo! Nem tudo o que aprendemos é, necessariamente, verdade. Nem tudo o que ouvimos precisa encontrar mor...