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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

O VOTO NÃO PODE DESANIMAR

 "Uma democracia viva não precisa de um povo que pense igual”,

Estamos indo para o segundo turno...

Amanhecemos depois de um domingo de escolhas, pelo menos em nossa cidade com ordem e paz, não vi ninguém do lado de fora expressando seu candidato, até menos "santinhos" espalhados pelas calçadas, para mim bom sinal, que o povo está pensando melhor nas suas incertezas tão normais diante do palco político que vimos atravessando nos últimos tempos. O Brasil depende de nós!

Milhões de brasileiras e brasileiros foram às urnas, levando consigo suas convicções, suas dúvidas, suas esperanças — e também suas decepções. Cada um, dentro de sua consciência, escolheu aqueles que entendeu serem os melhores representantes para o Brasil que deseja construir.

Mas um número chama a atenção: 21,08% de abstenção no primeiro turno das Eleições 2026, o maior percentual desde 1998. Foram mais de 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas.

É um número que merece reflexão.

A ausência pode significar descontentamento, descrença ou cansaço com a política. Mas também pode decorrer de tantas outras circunstâncias da vida real: dificuldades de locomoção, problemas pessoais, impedimentos ou simplesmente a impossibilidade de chegar à urna naquele domingo.

Por isso, não devemos transformar toda abstenção em uma mensagem política.

Mas devemos, sim, enxergar nela um sinal que merece ser compreendido.

Porque desanimar da política não resolve os problemas da política.

E desistir do voto não significa deixar de ser afetado pelas decisões daqueles que serão escolhidos.

Agora teremos o segundo turno presidencial. E, independentemente da preferência de cada cidadã ou cidadão, uma coisa permanece: a democracia precisa da participação de seu povo.

O voto é uma ferramenta poderosa.

Não é perfeita. Não resolve tudo. Não termina no momento em que apertamos a tecla CONFIRMA.

Depois do voto, vem a cidadania.

Vem o acompanhamento das gestões.

Vem a fiscalização dos recursos públicos.

Vem a atenção aos orçamentos, às políticas públicas, às leis que estão sendo discutidas e à maneira como os governos cumprem — ou deixam de cumprir — aquilo que prometeram.

Cidadania não é apenas escolher.

É participar.

E aqui faço uma provocação especialmente às mulheres.

Somos maioria no eleitorado brasileiro: 52,84% das pessoas aptas a votar em 2026 são mulheres.

Temos, portanto, uma força eleitoral imensa.

Mas será que estamos utilizando essa força também para ampliar nossa presença nos espaços onde as decisões são tomadas?

Nada contra os homens. Absolutamente nada.

A questão é outra.

Se nós, mulheres, queremos ver mudanças concretas nas questões que atravessam nossa vida cotidiana — segurança, educação, saúde, dignidade, proteção contra a violência, oportunidades para nossos filhos e tantas outras — precisamos também acreditar na nossa capacidade de participar da construção dessas mudanças.

Não basta reclamar que somos pouco representadas.

Precisamos escolher melhor.

Precisamos conhecer propostas.

Precisamos acompanhar mandatos.

Precisamos cobrar.

Precisamos participar da elaboração das leis e da discussão das políticas públicas.

Precisamos deixar de enxergar a política como alguma coisa distante, pertencente somente aos políticos.

A política também somos nós.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores forças da democracia: compreender que o Brasil não muda somente de quatro em quatro anos.

Ele muda todos os dias, quando uma cidadã pergunta para onde foi o dinheiro público.

Quando um pai cobra uma escola melhor.

Quando uma mãe exige atendimento digno na saúde.

Quando uma mulher não aceita a violência como destino.

Quando um cidadão acompanha o trabalho de seu vereador, deputado, senador, governador ou presidente.

Quando alguém lê uma lei antes de criticá-la.

Quando participa de uma audiência pública.

Quando fiscaliza.

Quando cobra.

Quando não se cala.

O segundo turno está chegando.

Que não seja apenas uma nova oportunidade de escolher entre dois nomes.

Que seja também uma oportunidade de reacender em nós a responsabilidade de participar da vida pública.

Podemos discordar.

Podemos escolher lados diferentes.

Podemos até estar profundamente insatisfeitos.

Tudo isso faz parte da democracia.

O que não podemos é desistir dela.

Porque o povo tem uma força que muitas vezes esquece que possui.

E essa força começa com uma pequena tecla diante de uma urna.

CONFIRMA.

Mas continua muito além dela.

Votar é um direito conquistado com muitas lutas.

Exercê-lo com consciência é cidadania.

E continuar participando depois do voto é responsabilidade.

Ainda podemos acreditar.

Ainda podemos participar.

Ainda podemos ajudar a construir o Brasil que queremos deixar para aqueles que virão depois de nós.

Porque uma democracia viva não precisa de um povo que pense igual.

Precisa de um povo que não desista de pensar, escolher, participar e fiscalizar.

Paz e Bem.

By MângelaCastro - 05/10/2026

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A VOZ!...

 Bom dia, caros leitores e eleitores cristãos ou não.

Vejamos, aqui se fala de:

_Consciência, Transparência e Democracia, através da voz de uma cidadã cristã.

“Apurar não é condenar. Investigar não é julgar antecipadamente. E transparência não significa transformar suspeitas em verdades antes que os fatos sejam devidamente esclarecidos.”


E por falar em metáforas: "Uma coisa, é uma coisa, outra coisa, é outra coisa" rs, ou seja, CRISE INVESTIGATIVA DO STF, é do STF, ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS, são nossas escolhas como cidadãos brasileiros que somos, responsáveis, e bem saibamos discernir e bem nos auto conduzir, não nos deixando confundir.

Há manhãs em que acordamos procurando organizar os pensamentos, como quem abre as janelas de uma casa depois de uma noite de muito vento.

Talvez esta seja uma delas.

Olho para o Brasil e penso em sua grande casa. Uma casa onde vivem mais de 200 milhões de brasileiros, cada qual com sua história, seus sonhos, suas necessidades e, neste momento, também suas preocupações.

E o que ouvimos lá fora?

Vozes. Muitas vozes.

Algumas pedem justiça. Outras pedem transparência. Outras defendem instituições. Outras questionam decisões. E, no meio de tantas vozes, existe uma que não pode desaparecer: a voz do cidadão.

É por isso que hoje não quero falar do berço.

Quero falar da voz.

Porque o Brasil não está precisando de mais gritos.

Está precisando de clareza.

Estamos vivendo um momento de forte tensão institucional, particularmente dentro do Supremo Tribunal Federal. Documentos foram tornados públicos, surgiram denúncias e pedidos de investigação envolvendo ministros, e a própria Corte passou a enfrentar, publicamente, divergências internas que chegaram ao conhecimento de toda a sociedade. Treze ex-ministros do STF chegaram a pedir uma apuração rigorosa dos fatos, com respeito ao devido processo legal.

Tudo isso precisa ser apurado.

Mas apurar não é condenar.

Investigar não é julgar antecipadamente.

E transparência não significa transformar suspeitas em verdades antes que os fatos sejam devidamente esclarecidos.

Talvez seja exatamente aí que esteja a nossa maior dificuldade.

Porque quando a informação chega ao povo misturada ao barulho, à indignação, à disputa política e às interpretações de cada lado, já não sabemos mais onde termina o fato e começa a opinião.

E isso é perigoso.

Não apenas para uma instituição.

Para todos nós.

O Supremo Tribunal Federal é uma instituição fundamental da República. Seus ministros possuem responsabilidades e competências definidas pela Constituição e pelas leis. Se existem denúncias envolvendo integrantes da Corte, que sejam investigadas pelos meios adequados, com transparência, contraditório, devido processo legal e respeito às garantias que devem valer para todos.

Mas, ao mesmo tempo, não podemos esquecer que existe uma outra grande responsabilidade diante de nós.

As eleições.

E é aqui que a minha inquietação de cidadã encontra a minha inquietação de mulher.

Pode-se dizer que uma coisa não tem relação com a outra.

Juridicamente, talvez sejam processos distintos.

Politicamente, porém, é impossível pedir ao cidadão que não perceba o ambiente institucional em que fará sua escolha.

Porque estamos falando de instituições que, de diferentes maneiras, participam da vida democrática do País; estamos falando de candidatos que disputarão os votos dos brasileiros; estamos falando de decisões, relações, denúncias e acontecimentos que chegam diariamente aos olhos e aos ouvidos de quem precisará escolher.

Por isso, não é o momento de apagar a voz da sociedade.

É o momento de torná-la mais consciente.

Talvez aquela mulher que existe dentro de tantas de nós — aquela que olha uma casa desarrumada e imediatamente pensa que é preciso colocar cada coisa em seu devido lugar — pudesse dizer:

— Nobres colegas, não estou pedindo que parem de investigar. Não estou pedindo que escondam nada. Estou apenas perguntando se não podemos fazer tudo isso com a serenidade necessária para que o cidadão consiga enxergar.

Porque jogar mais poeira sobre uma casa já cheia de ruídos não ajuda ninguém a encontrar a verdade.

Precisamos de luz.

E luz não escolhe lado.

Luz simplesmente mostra.

Se há irregularidade, que apareça.

Se não há irregularidade, que também apareça.

Se há responsabilidade, que seja demonstrada.

Se não há, que seja reconhecida.

E que cada instituição responda por aquilo que lhe cabe.

Ao Judiciário, a Justiça.

Ao Ministério Público, suas atribuições.

Às demais instituições, suas responsabilidades.

Aos candidatos, suas propostas, seus compromissos e seus históricos.

E ao povo?

Ao povo, a voz.

A voz que pergunta.

A voz que fiscaliza.

A voz que não aceita ser conduzida pelo simples barulho das multidões.

A voz que lê antes de compartilhar.

A voz que procura conhecer antes de condenar.

A voz que não entrega sua consciência a ninguém.

E, finalmente, a voz que chega às urnas.

Porque votar não deveria ser apenas escolher um nome.

Deveria ser um ato de consciência.

E talvez seja aqui que uma antiga frase de Jesus possa novamente nos fazer pensar:

“Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”
(Mateus 22:21; Marcos 12:17; Lucas 20:25.)

Jesus não estava falando de eleições brasileiras, evidentemente. Respondia a uma questão sobre as obrigações diante da autoridade civil. Mas a distinção permanece como uma provocação para nossa consciência: cada esfera deve responder por aquilo que lhe pertence.

Talvez hoje precisemos justamente disso.

Que cada um ocupe o seu lugar.

Que as instituições cumpram suas competências.

Que as denúncias sejam investigadas.

Que as provas sejam examinadas.

Que as decisões sejam tomadas dentro da lei.

Que os candidatos apresentem ao povo aquilo que pretendem fazer.

E que o cidadão tenha tranquilidade para observar tudo isso e, finalmente, escolher.

Sem medo.

Sem cabresto.

Sem manipulação.

Sem transformar indignação em certeza antes da hora.

Porque uma democracia não precisa de um povo silencioso.

Mas também não precisa de um povo ensurdecido pelo próprio vozerio.

Precisa de um povo que saiba ouvir.

E talvez essa seja a voz que mais nos esteja faltando.

A voz serena.

A voz consciente.

A voz que não grita para ser ouvida, porque sabe que a verdade, quando encontra espaço para aparecer, não precisa de gritos.

O Brasil é uma grande casa.

E, dentro dela, somos todos moradores.

Que Deus nos conceda discernimento para não confundir barulho com verdade, indignação com justiça e opinião com conhecimento.

Porque, no fim, quando chegar a hora de escolher os caminhos que queremos para nossa casa, será a nossa voz — a voz de cada cidadão — que ajudará a escrever o próximo capítulo desta história. E que não sejam apenas "Sepulcros Caiados"!

Conforme Mateus 8:22, que diz ao povo cristão: "Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos." Este versículo enfatiza a importância de seguir Jesus e deixar que os mortos enterrem em paz, sem a pressão de pregar sobre eles. A frase "deixar que os mortos sepultem seus mortos" é um paradoxo que sugere que, embora os mortos não possam ser levados a pregar, eles devem ser tratados com respeito e dignidade, conforme a tradição judaica. E assim, todos nós seres viventes em nosso berço esplêndido - BRASIL!

Paz e Bem.

By MângelaCastro -  16/9/2026

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Enviado por MângelaCastro em 16/09/2026
Código do texto: T8720877
Classificação de conteúdo: seguro

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