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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

🌹✨ Espiritualidade, Fama e Dinheiro: “O preço da fama e o valor da infância”🌹✨

 



Vivemos um tempo em que a infância tem sido acelerada pela tecnologia. Crianças que deveriam estar entre livros, jogos, montagem de quebra-cabeças, conversas simples e abraços de família, traquejos tão normais, como foi a de nossa geração "Coca-Cola", anos 60/70/80, sim, sei que os tempos são outros, hoje são crianças "diamantes", "modernizaram-se" a tecnologia substituiu essa infância pretérita, e nossas crianças e até nós mesmas, acabamos por ser lançadas às telas como pequenas celebridades. A fama chega cedo, o dinheiro acompanha, e até a espiritualidade, em sua pureza, é usada como espetáculo.

A exposição de crianças nas mídias digitais, quando mistura espiritualidade, fama e dinheiro, toca em três pontos muito sérios: os direitos da criança, a responsabilidade dos pais e os limites da sociedade diante da tecnologia.

Não se trata apenas de vídeos inocentes. Há uma competição velada, uma corrida de likes e visualizações, que pode afetar profundamente o desenvolvimento da personalidade da criança. O excesso de fama traz a perda da privacidade, pressiona a identidade e, muitas vezes, substitui o brincar por compromissos de “influencer”.

A infância é sagrada. É um tempo que não retorna. Transformá-la em palco para expectativas adultas, ou vitrine para aplausos, é retirar da criança o direito de ser criança. É urgente lembrar que proteger esse tempo é mais valioso que qualquer fortuna acumulada.

Que saibamos, como sociedade, distinguir entre o que edifica e o que explora. Porque espiritualidade não é espetáculo, fama não é afeto e dinheiro nenhum compra a essência de uma infância bem vivida.

Portanto, a postura dos pais, na fase infantil, é primordial para o desenvolvimento de seus filhos. Aqui não se fala em castas, classes sociais, gênero, etnia ou religião, mas em AMOR, RESPEITO e ZELO.

A infância é um tempo precioso de descobertas, aprendizado e proteção. É admirável quando os pais priorizam a escola, os momentos de lazer e o convívio saudável, em vez da pressão dos algoritmos e da exposição precoce. Dinheiro nenhum pode compensar a perda de uma infância bem vivida. Dar limites também é um gesto de amor.

Finalizando,

Confesso que eu mesma aprecio assistir aos vídeos das (os) pequenas (os) influencers. Muitas vezes os acho engraçadinhos, leves e até pedagógicos. Já cheguei a enfatizar isso em postagens anteriores. Mas então me pergunto: até onde, como espectadora, também estou contribuindo para aquilo que considero não tão louvável? 🌸 Essa é a reflexão que deixo, porque cuidar da infância não é apenas dever das famílias ou do Estado — é um compromisso de todos nós, como sociedade. 

Só para enfatizar, e confirmar o que pensamos a respeito, meu netinho, sua mãezinha, suas titias, procuram compartilhar suas fotos, vídeos, somente com amigos, família, grupo fechado e super apoio, é uma criança hiper ativa, diagnosticada como superdotada, inteligente, comunicativa, amorosa, está sendo devidamente evangelizada, sem excessos, e pode sim, sofrer alterações em sua identidade, personalidade, se não bem acompanhada e preservada dos excessos de zelo, procurando agir com a maior naturalidade possível, o necessário para que seja apenas criança de sua pouca idade, que em maioria são mentes adultas em corpos de crianças, interagindo com seus coleguinhas de escola, sendo já alfabetizada, orientada com psicopedagoga conforme requer, uma vez que o clã familiar é composto em maioria de adultos, outro ponto importante para a devida atenção!

Bem, gostaria de encerrar este pensamento revelando um sonho que tive esta noite, e como sempre com missa matinal, Hoje, ao acordar refletindo sobre um sonho com um padre de longa data em meu caminho, e de outro lado, um amigo da adolescência, percebi dois caminhos distintos de experiência de vida: o divino e o secular. Confesso que o divino me alegrou profundamente, penso que não seria mesmo diferente 😊. 

Logo pela manhã, a missa com Padre João Carlos Ribeiro da AMA, lindíssima e emocionante, me despertou para um novo cotidiano, tocando-me intensamente, como a mulher que tocou Jesus ( Marcos 5:25-34). Só gratidão por mais esta oportunidade de orar juntos, exercitar profundamente minha fé, mesmo à distância, pela Rede Televisiva

A Associação Missionária Amanhecer é uma organização católica a serviço da evangelização nos meios de comunicação social. Tem sede em Recife. É dirigida pelo Padre João Carlos Ribeiro, que ao final da missa ele e sua salmista cantaram lindamente entoando a canção sobre a mulher que tocou JESUS, passagem do novo testamento, e chamou sua atenção, comparei com meu sonho desta noite, em duas situações diferentes, e a que mais me tocou foi com a sensibilidade e alegria do reencontro com minha divindade interior. É isto, deixei misturar o sonho e a realidade, as emoções e sentimentos que experimentei neste final de semana em um novo reencontro com amigos (as) de longa data, de infância, adolescência e agora maturidade (terceira idade - maravilha, quantas experiências adquiridas, quantos sonhos sonhados, refeitos ou cancelados) e me deixei tocar como a pureza de uma criança escondida, dentro de mim mesma, sem querer me abandonar.


By MângelaCastro, 20/08/2025



quinta-feira, 14 de agosto de 2025

"EU SOU ADVOGADA(O) DE MINHA MÃE"! AMOR vs DINHEIRO. HISTÓRIA VERÍDICA.

🚸 Crianças têm voz e vez! Agosto é mês de lembrar que ouvir e proteger é dever de todos.

Conhecereis a verdade, e ela vos libertará de sua própria consciência e julgo. Como equilibrar: AMOR, FÉ E COMPROMISSO (JOÃO 3)!

Este mês de agosto
celebramos a defesa dos direitos das crianças em situação de vulnerabilidade. A partir desta lei, elas podem se dirigir pessoalmente a um tribunal e apresentar sua própria defesa. O Ministério Público da Infância e Juventude, assim como os juízes, têm o dever e a obrigatoriedade de ouvi-las, considerar seus depoimentos e, posteriormente, sentenciar — preferencialmente de forma favorável à criança que se manifesta em causa própria.

Peço que recebam esta postagem não como um julgamento, mas como um alerta e um cuidado: que as famílias possam navegar pelas redes e mídias de forma segura e tranquila. Infelizmente, nem todas têm acesso a conteúdos adequados e seguros. Muitas crianças e adolescentes têm circulado por plataformas impróprias, enfrentando sérios riscos — inclusive à própria vida.

A Lei "Cecília", para quem não a conhece, nasceu de um ato corajoso: uma criança de apenas 7 anos apresentou-se diante de um juiz, durante o julgamento de sua mãe — que estava prestes a perder a guarda para o pai, por motivos exclusivamente financeiros. Essa história é verídica e será mostrada no vídeo abaixo. É justamente para proteger crianças como ela, que podem estar em desvantagem ou sem voz, que essa lei existe.

Não podemos esquecer que as leis são criadas para todos, indistintamente. Esta, em especial, está vinculada à Lei nº 14.617/2023, que institui o mês de agosto como o Mês da Primeira Infância no Brasil. Seu objetivo é promover atenção integral a gestantes, crianças de até seis anos e suas famílias, destacando a importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento humano.

O que a lei estabelece?
  • A   Agosto como Mês da Primeira Infância:
    A lei oficializa agosto como o mês de ações e debates sobre a im______ importância da primeira infância. 


  • AA lei enfatiza a necessidade de cuidados que abrangem saúde, educação, nutrição, proteção e vínculos afetivos. 
  • Pa     Papel da Sociedade:
    A   A lei busca envolver toda a sociedade na conscientização sobre a importância da primeira infância e na garantia dos direitos das crianças nessa fase. 
  • A  Avanços no Marco Legal:
    A lei se soma a outras iniciativas como o Marco Legal da Primeira Infância e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), fortalecendo a proteção e o desenvolvimento infantil no Brasil. 
Direitos das Crianças no Brasil
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em conjunto com a Constituição Federal, estabelece uma série de direitos fundamentais para crianças e adolescentes, incluindo:
  • Direito à vida e à saúde: Inclui acesso a serviços de saúde, prevenção de doenças e tratamento adequado. 
  • Direito à liberdade, ao respeito e à dignidade: Garante a autonomia e o respeito à individualidade da criança. 
  • Direito à convivência familiar e comunitária: Prioriza o desenvolvimento da criança em um ambiente familiar e acolhedor, com apoio da comunidade. 
  • Direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer: Assegura o acesso à educação, atividades culturais, práticas esportivas e momentos de lazer. 
  • Direito à profissionalização e proteção no trabalho: Garante a proteção contra o trabalho infantil e o acesso à educação profissionalizante. 
  • Direito à proteção contra a violência: Proteção contra qualquer tipo de violência, abuso ou exploração. 
A Lei da Primeira Infância e o ECA trabalham em conjunto para garantir que todas as crianças tenham seus direitos respeitados e possam se desenvolver plenamente, como aponta a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, que atua em prol da primeira infância. 

"Deixai venham a mim as criancinhas, não as impeçam, pois delas a quem se assemelham é o reino dos céus"! (Mateus 20)

By MângelaCastro - 14/08/2025



quarta-feira, 13 de agosto de 2025

"Infância Não é Conteúdo: Regulamentar é Proteger"

Bom dia, caríssimos!

Hoje inicio com um tema que, à primeira vista, pode parecer “oportunista”, mas que já venho debatendo em postagens anteriores. Sei que muitos preferem mensagens motivadoras — e concordo que elas têm seu valor —, mas é preciso também usar estes canais para tratar da nossa realidade e dos nossos problemas sociais, afinal, o planeta está evoluindo a passos largos, e somos parte dessa evolução. Por que não propor limites quando a turba parece livre demais, sem a devida cautela?

Desde a antiguidade, há registros da preocupação com sociedades que, sem direção, carecem de normas. A Lei Mosaica, por exemplo, não apenas governava aspectos religiosos, mas também questões civis e morais, estabelecendo um pacto que exigia obediência em troca de proteção e bênçãos divinas. Hoje, muitas leis, quando não cumpridas ao pé da letra, acabam sendo vistas como entraves, especialmente quando tocam interesses financeiros — e, convenhamos, isso causa incômodo. É fato que proibições excessivas podem, sim, ameaçar nossa tão declarada democracia. No entanto, é igualmente necessário rever e estabelecer limites, sem sufocar a criatividade, e garantir que a alta tecnologia seja usada a nosso favor, e não contra nós.

Tudo parece encantador — alegre, criativo, até comovente — quando vemos crianças e adolescentes expressando sua inteligência e talento natural nas mídias digitais. É impossível não se admirar com essa nova geração, muitas vezes dotada de habilidades impressionantes. Eu mesma me emociono ao assistir a esses pequenos “pululando” com espontaneidade e criatividade. Alguns deixam de ser apenas “engraçadinhos” e contribuem com didática pedagógica importante, mas continuam sendo crianças — corpos infantis com mentes inteligentes e autodeterminadas.

Quando os pais não concordam, eu respeito, não compartilho seus trabalhos em minhas redes sociais, deixando a critério dos responsáveis. Ao mesmo tempo, chamo atenção para a responsabilidade mútua na preservação do ambiente que acolherá essas crianças no futuro. A espiritualidade as chama de “crianças diamantes”, e a mídia, de superdotadas — tudo é válido quando a alma não é pequena e o respeito impera.

No entanto, junto às boas intenções, existem aqueles que exploram essa exposição, aproveitando-se da ausência de fiscalização adequada por parte de pais e responsáveis — aqui, insiro o papel do Ministério Público da Infância e Juventude. Embora existam aplicativos e recursos capazes de impor limites ao que crianças e adolescentes podem assistir ou participar, ainda falta um marco regulatório efetivo. Urge regulamentar para que não se perca o controle, evitando que o brilho do “sucesso” se transforme em risco para seu desenvolvimento e dignidade.

A crescente exposição de crianças e adolescentes em plataformas digitais, frequentemente associada à monetização de conteúdos produzidos com sua imagem, inteligência e criatividade, exige atenção urgente do legislador e das autoridades competentes. Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) já assegure, em seu art. 17, o direito à preservação da imagem, identidade e vida privada, e, no art. 79, a vedação de conteúdos que possam prejudicar a formação moral, verifica-se que tais dispositivos têm sido sistematicamente negligenciados na prática.

A situação demanda regulamentação específica, conforme já sugerido pelo Poder Máximo de nosso País, o Executivo Federal, com normas claras para a atuação do poder de polícia digital, prevendo limites, exigências e mecanismos de fiscalização. O objetivo deve ser a proteção integral da criança e do adolescente contra riscos ao desenvolvimento psicológico, social, ético e moral, evitando que sejam tratados como mão de obra precoce ou “mina de ouro” familiar, ou explorados por plataformas sem limites, em troca de ganhos financeiros imediatos. A atual situação carece de controle eficaz, assegurando a proteção da vulnerabilidade infantil e adolescente, em plena formação de identidade e personalidade. A prioridade deve permanecer na formação e dignidade, e não na exploração midiática.


By MângelaCastro - 13/08/2025


"DAR O TROCO" ...CAINDO NA MALHA DA PRÓPRIA INSATISFAÇÃO ...

___Dar o troco parece justiça, mas quase sempre se transforma em prisão para quem o pratica. O perdão não muda o passado, mas devolve a paz ...