Total de visualizações de página

terça-feira, 3 de novembro de 2026

ENTRE A FÉ E A HISTÓRIA: QUANDO O CONHECIMENTO NOS ENSINA A PERGUNTAR E CONHECER!

 “Que tenhamos sempre a humildade de aprender, a coragem de pensar e a delicadeza de respeitar.”


Que tenhamos uma manhã que já vai longe, 😊de boas reflexões em nosso Reflexão no Amanhecer e que chegue até o seu anoitecer, para o repouso do corpo e da mente, sabe aquele horário que você repousa seus pés cansados do ir e vir, dentro dos chinelos macios, recosta-se em uma poltrona, coloca seus óculos, seja de aro metálico, ou aqueles que conseguimos também enxergar o que está passando em nossa alma? Então é o que te desejo...tranquilidade e paz do nosso lar, nosso aconchego real.

Assim pensando, chego hoje com um desejo enorme de iniciar esta manhã abraçando afetuosamente cada pessoa que, amorosamente, chega por aqui.

Sinto o mundo carente de afeto, de aproximações mais leves, de gestos que nos devolvam um pouco da ternura tantas vezes sufocada pela correria cotidiana, e divergências de pensamentos, a princípio tão normais, desde que sob precisa medida.

São tantos acontecimentos, tantas informações, boas e não tão boas, que têm "pipocado" em nosso meio social, provocando inquietações e exigindo de nós constantes adaptações. É como se novas acomodações sensoriais e reformas interiores e exteriores estivessem, pouco a pouco, nos burilando.

E, nesse movimento de tantas transformações, desejo que minhas palavras cheguem até você como o sol que nos ilumina e aquece, a poesia que suaviza os caminhos e a inspiração que nos convida a olhar a vida com mais carinho.

Seja pois, muito bem-vindo, bem-vinda!

Falar sobre ela, a fé,  que é o que nos aproxima dos ensinamentos de Jesus, mas tentando nos ensejar que o conhecimento nos ajuda a compreender a dimensão humana, histórica e cultural daqueles que viveram em seu tempo.

Sempre considerei importante tirar minhas dúvidas, porque as tenho, estudar as Escrituras, seus quatro Evangelhos e os ensinamentos que atravessaram gerações, embora não seja eu uma assídua estudante rs, mas sempre que preciso me apoio nas ferramentas de pesquisas confiáveis, hoje, a tecnologia nos ajuda bastante. Nada contra aqueles que dedicam seus estudos exclusivamente aos textos bíblicos e com seus grupos de forma presencial fisicamente. Entretanto, acredito que existe uma riqueza extraordinária quando procuramos compreender também o contexto histórico e cultural no qual foram escritos, aí, precisamos nos munir da tecnologia, rápida e bem completa.

Ao estudarmos as Escrituras, é importante considerar não apenas os versículos, mas também o contexto histórico, social e cultural em que foram escritos. Afinal, os ensinamentos atravessaram séculos, diferentes idiomas e sociedades, chegando até nós por meio de traduções e interpretações que merecem ser compreendidas com atenção.

Não se trata de questionar a fé de ninguém, tampouco de desconsiderar os conhecimentos daqueles que dedicam sua vida ao estudo bíblico. Trata-se de ampliar nosso olhar, compreendendo que nem todos os costumes de uma sociedade antiga representam, necessariamente, princípios que devam ser reproduzidos em nossa contemporaneidade.

Afinal, existe uma diferença entre preservar a essência de um ensinamento e reproduzir literalmente os hábitos de uma época. A mensagem de Jesus permanece, mas nossa compreensão sobre a dignidade humana, as relações sociais e a justiça também precisa amadurecer.

Estudar, perguntar e contextualizar não significa contestar por contestar. Significa buscar compreensão, com humildade para reconhecer o que ainda não sabemos e liberdade para refletir sobre aquilo que aprende

Um exemplo que sempre me chamou a atenção é a maneira como Maria Madalena foi apresentada durante séculos.

MARIA MADALENA: A MULHER POR TRÁS DAS INTERPRETAÇÕES

Quantas vezes ouvimos referências a Maria Madalena como a prostituta que se arrependeu de seus pecados após conhecer Jesus?

Entretanto, quando voltamos aos Evangelhos, encontramos uma realidade diferente: não existe identificação bíblica de Maria Madalena como prostituta. Por que falo sobre essa caracterização da Mulher de forma discriminatória, preconceituosa? Porque as vezes ainda ouço de alguns cristãos se referirem a ela, como prostituta, embora a Igreja Católica tenha abolido o termo "prostituta" para se referir a Maria Madalena, isso aconteceu em 1969, quando o Papa Paulo VI confirmou que ela não era uma prostituta, mas sim uma discípula fiel de Jesus. Essa confusão surgiu de interpretações errôneas do Novo Testamento, onde Maria Madalena é frequentemente associada a outras mulheres descritas como pecadoras. O Papa Gregório Magno, em 591 d.C., também contribuiu para essa imagem equivocada, mas a Igreja reconheceu oficialmente sua verdadeira identidade em 1969, destacando sua importância como apóstola e testemunha da Ressurreição.

Lucas 8,1-3 apresenta Maria Madalena entre as mulheres que acompanhavam Jesus e contribuíam para o sustento de seu ministério com seus próprios recursos. Maria Madalena, era originária de uma família abastada e trabalhava por conta própria para se manter, muitas vezes, lendo documentos e cartas para algumas autoridades, que não tinham o conhecimento da leitura, como por exemplo o governador na época, Pôncio Pilatos. Lucas também relata que dela haviam saído sete demônios (isso na forma pensamento dos cristãos lá nos idos de Jesus, tinham ainda muitas dificuldades nas tratativas, principalmente com as mulheres, e claro, com a aproximação de Maria Madalena de Jesus, tornou-se visível com seus convivas, a sua transformação moral, e gratidão pela acolhida, e sua salvação de uma sociedade castradora, limitadora, claro, nesse ínterim, ela foi abolindo seus pecados, seus erros, foi se lapidando conforme os ensinamentos amorosos e sábios de Jesus.

A mulher pecadora que unge os pés de Jesus, em Lucas 7, não tem seu nome revelado. A associação posterior entre essas personagens contribuiu para a construção de uma imagem que acabou marcando a memória religiosa de Maria Madalena.

Hoje, inclusive, a própria Igreja Católica reconhece sua importância como discípula e testemunha da Ressurreição.

Veja, não precisamos inventar uma biografia para reconhecer sua grandeza. O que os Evangelhos já nos apresentam é extraordinário: uma mulher que permaneceu próxima de Jesus, acompanhou os acontecimentos de sua Paixão e foi anunciadora da Ressurreição.

O CONTEXTO HISTÓRICO NÃO É UMA DESCULPA PARA PERPETUAR ERROS.

Precisamos compreender que Jesus viveu em uma sociedade profundamente patriarcal, com costumes, leis e relações de poder muito "diferentes das nossas", embora também nós mulheres passamos por um período patriarcal, quando moças de "boa família", eram preparadas para serem boas esposas, mães, foram educadas para o lar, só a partir dos anos 1827, uma parte da sociedade claro, começou a se ingressar na escola, a educação voltada às mulheres era exclusivamente dirigida aos cuidados com o lar e às famílias. No Brasil Colônia, persistiam as influências de Portugal, que em uma de suas leis estabeleceu as pessoas do sexo feminino como imbecilitus sexus (sexo imbecil), grupo ao qual ainda pertenciam as crianças e doentes mentais. Mas graças a Deus, a terra é um planeta em constante transformação e evolução cultural, e fomos nos libertando pouco a pouco de culturas arcaicas, patriarcais, embora o machismo ainda persiste assombrar nós mulheres nos dias atuais.

Mulheres tinham sua autonomia limitada, enfrentavam restrições sociais e religiosas e, muitas vezes, eram submetidas a julgamentos muito mais severos do que os homens.

A existência de determinados costumes naquela sociedade não significa que devam ser reproduzidos em nossa época, seria regredir no tempo, em verdade, precisamos ajudar as culturas que ainda insistem em manter mulheres cativas, desrespeitadas em sua dignidade humana, a se libertarem, porque ainda existe e resiste ao tempo.

Afinal, contextualizar não é desrespeitar as Escrituras. É procurar compreender o significado de seus ensinamentos sem confundir a realidade cultural de dois mil anos atrás com as responsabilidades humanas de hoje.

E aqui faço uma pergunta: será que estamos realmente aprendendo com Jesus quando reproduzimos preconceitos e desigualdades que sua própria mensagem de amor, misericórdia e acolhimento nos convida a superar?

A FÉ TAMBÉM PRECISA CAMINHAR COM O CONHECIMENTO.

Ao longo da história, os textos religiosos foram transmitidos, copiados, traduzidos e interpretados em diferentes idiomas e culturas. Por isso, estudar os manuscritos antigos, conhecer a história dos primeiros cristãos, primeiras comunidades, e compreender as diferentes correntes filosóficas e religiosas não diminui a fé. Pode, ao contrário, ampliar nossa compreensão.

Não precisamos abandonar nossas convicções para fazer perguntas. Tampouco precisamos transformar nossas perguntas em verdades sem comprovação.

Platão, Aristóteles, Orígenes, os essênios, os primeiros cristãos e tantos outros personagens da história do pensamento humano merecem ser conhecidos dentro de seus respectivos contextos.

O conhecimento não precisa ser uma ameaça à fé. A ignorância, sim, pode nos impedir de compreender aquilo que professamos.

E, particularmente, não acredito que devamos utilizar os ensinamentos de Jesus para justificar práticas de discriminação, violência ou submissão feminina.

A mensagem cristã precisa produzir frutos em nossas relações contemporâneas, respeitando a dignidade de homens e mulheres, sem transformar costumes, e culturas antigos em justificativas para injustiças atuais.

UMA REFLEXÃO PARA O NOSSO TEMPO

Jesus não nos deixou apenas palavras para serem repetidas. Deixou ensinamentos para serem compreendidos e praticados.

Que saibamos estudar sem preconceitos, acreditar sem deixar de questionar e, sobretudo, compreender que a verdadeira sabedoria não está em conhecer todos os versículos, mas em permitir que seus ensinamentos transformem nossas atitudes cotidianas.

Que a fé não nos impeça de aprender, que o conhecimento não nos afaste da humildade e que jamais percamos a capacidade de reconhecer a dignidade humana no outro.

Que Jesus continue sendo nossa inspiração para uma vida de amor, justiça e misericórdia, sob as bênçãos de Nossa Senhora.

"Humildade não é silenciar o pensamento, assim como liberdade não é impor nossas convicções. É possível respeitar a fé e as ideologias do outro sem renunciar à própria capacidade de refletir."

Paz e Bem!

By MângelaCastro - 02/11/2026

__________________________________/

Enviado por MângelaCastro em 03/11/2026
Código do texto: T8756108
Classificação de conteúdo: seguro

Licença Creative CommonsEsta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


sábado, 31 de outubro de 2026

🌿 OS ESPINHEIROS POR ONDE CAMINHAS ...



Bom dia caríssimos!

Um pouco de reflexão nos ajuda a entender os últimos tempos, e iniciar um tempo novo, como colocar o vinho em odres novos.

“A melhor maneira de se vingar é não se tornar semelhante a quem cometeu a injustiça.” — Marco Aurélio, imperador e filósofo.

Tem como intuito atingir o nosso mais profundo âmago do amor incondicional ensinado por Jesus Cristo, Aquele que sentiu na própria pele a coroa de espinhos, nos ensina que através das dores que sentimos, vamos nos admoestando enquanto caminhamos sobre eles. Perdoar não é fraqueza, assim como não revidar não significa aceitar toda injustiça. Entre a filosofia de Marco Aurélio, os ensinamentos de Cristo e as nossas próprias contradições, fica uma pergunta: estamos realmente a caminho da santidade ou apenas aprendendo a caminhar com nossos espinhos?

Uma reflexão sobre o perdão, a dignidade e o desafio diário de não nos tornarmos semelhantes àquilo que nos fere.

Leia, reflita e caminhe conosco.


Outubro chegou ao término de seu ciclo evolutivo, mês rosa, 

um mês de conscientização à prevenção do câncer de mama, um mês também miscigenado por outras cores: 

Vibrantes, com tons enriquecedores, convidativas a sermos mais do que consciência desperta, sermos almas despidas de tudo que nos atrapalha a crescer como pessoa, em um mundo cheio de ________ contradições ...

Romanos 12:19 nos ensina:

“Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor.”

Esse versículo tenta nos ensejar que : Diante das traições, das ofensas e das injustiças cotidianas, o impulso de revidar pode surgir com força. Afinal, somos humanos, sentimos as dores daquilo que nos fere e nem sempre conseguimos compreender por que, tantas vezes, a injustiça parece caminhar de cabeça erguida. 

Então vem o pensamento de Marco Aurélio e nos convida a uma reflexão: não permitir que a maldade alheia transforme aquilo que temos de melhor em algo semelhante ao que nos feriu. Alimentar o rancor é prolongar dentro de nós uma dor que, muitas vezes, já deveria ter encontrado seu caminho de saída, se assim não for, com certeza, essa dor retida se transformará em doença para o corpo e para a alma, então liberte-se dessas doenças psicossomáticas!

Jesus e as Escrituras nos ensinam a vencer o mal com o bem, sem que isso signifique aceitar passivamente toda injustiça, mas escolher não permitir que o ódio governe nossas atitudes.

Provérbios 20:22 aconselha: "Não digas: Eu o pagarei. Espera pelo Senhor, e Ele te salvará.”

Perdoar e agir com generosidade não são sinais de fraqueza, ______ tampouco significam renunciar à própria dignidade. São escolhas que podem preservar nossa paz interior e nos poupar do desgaste de viver alimentando ressentimentos.

Em verdade, ninguém está acima de Deus, nem é tão sábio que possa fazer de seus sentimentos feridos a medida definitiva da justiça.____ Quando a nossa verdade é colocada à prova, é preciso cautela para que a dor não se transforme em orgulho, e a indignação, em desejo de vingança. Pois este Em  s se voltarão contra ti mesmo. É bem tomar do próprio veneno.

Afinal, como caminhar com Cristo sem aprender, a cada passo, a reconhecer os espinhos que também carregamos dentro de nós?

E como colocar tudo isso em prática? Confiar na justiça de Deus, sem transformar a espera em desejo de vingança.

Aprendamos pois estas práticas:

Responder com dignidade e generosidade, sem confundir bondade com submissão. Perdoar, amar e exercitar a misericórdia, seguindo o exemplo de Cristo, sem deixar de estabelecer limites diante do que nos faz mal. Transformar a dor em aprendizado, buscando fazer o bem sempre que possível, inclusive quando a vida nos coloca diante de quem nos feriu.

Mas será que já estamos a caminho da santidade?

Certa vez, conversava sobre assuntos corriqueiros quando, percebendo que não havíamos chegado a uma conclusão pertinente, resolvi me retirar. Foi então que meu interlocutor me chamou de santa! 😌

Parei no meio do caminho. A palavra me soou carregada de ironia e, sem pensar duas vezes, respondi:— Não sou santa!

A criatura, então, retrucou:
— Mas está a caminho!
Confesso que aquela resposta ficou comigo.

Talvez você também chegue ao final desta leitura pensando: Ora, então basta perdoar, não revidar e fazer o bem para já nos considerarmos santos?

Se assim fosse, bastaria seguir algumas recomendações e pronto: estaria concluída a nossa jornada! Quem sabe até pudéssemos dispensar o restante da vida, com seus desafios, suas contradições e seus espinhos. 

Mas não é bem assim, não é mesmo?

Um pouco de ironia, quando nos ajuda a reconhecer nossas próprias contradições, também pode ser uma boa companheira de caminhada. Afinal, a santidade não está em nunca tropeçar, mas em reconhecer nossas falhas e continuar buscando o bem, mesmo quando os espinhos nos ferem os pés.

Ser cristão no mundo não significa ter uma vida sem conflitos, tampouco possuir todas as respostas. Significa, antes, procurar viver aquilo em que acreditamos, mesmo quando a prática se revela muito mais difícil do que as palavras.

E, se por vezes tropeçamos, que não nos falte humildade para reconhecer o erro, coragem para reparar o que for possível e sabedoria para não devolver ao mundo a mesma dor que recebemos.

Porque os espinheiros fazem parte da caminhada, mas não precisam determinar quem nos tornaremos ao atravessá-los. 

Que Jesus nos ensine a caminhar com o coração mais leve, sem perder a firmeza diante das injustiças, e que a paz seja sempre o fruto de nossas melhores escolhas.

Concluindo:

A resposta “Mas está a caminho!”  Teve por escopo quebrar a solenidade do texto, te aproximando como leitor (a) de minha experiência e buscar impedir que a reflexão se transforme em uma lição de moral dada de cima para baixo.

O cristão pode rejeitar a vingança e, ao mesmo tempo, defender seus direitos com firmeza.

Quiçá essa mensagem não termine nos espinhos, mas na possibilidade de atravessá-los sem perder a nossa humanidade. Afinal, caminhar em direção ao bem é uma tarefa para todos os dias — e ninguém precisa se declarar santo para começar. 

Paz e Bem! 

By MângelaCastro -31\10\2026

______________________/

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

O QUE O MUNDO EMPREENDEDOR ESPERA DE NÓS? ...


Direitos para todos. Oportunidades para quem produz. Dignidade para quem trabalha. E responsabilidade para quem empreende.

🌿 Porque o progresso de uma nação se mede não apenas pelo que produz, mas também pela justiça com que distribui oportunidades.

 “Não precisamos escolher entre proteger quem trabalha e valorizar quem empreende. Precisamos construir condições para que ambos prosperem com dignidade, responsabilidade e justiça.”

Encerramos mais uma etapa democrática: as eleições. Com elas, vieram as controvérsias, as divergências e até as teorias da conspiração. Mas a vida segue, e talvez seja justamente este o momento de refletirmos: onde foi que erramos? Porque, quando os resultados não correspondem às expectativas, sempre há algo a rever, aprender e reorganizar. Novas oportunidades surgem para quem tem a humildade de reconhecer falhas e a disposição de fazer diferente.

Sou advogada, também atuante na área trabalhista, e não poderia deixar de defender aquilo em que acredito: direitos para todos!

Os trabalhadores são parte essencial da força produtiva do nosso país. Com seu trabalho, conhecimento e dedicação, contribuem diariamente para o crescimento econômico e para a construção da riqueza nacional. Seus direitos precisam ser respeitados, valorizados e protegidos.

Da mesma forma, os empreendedores e empregadores também merecem condições para produzir, investir, gerar empregos e manter seus negócios sustentáveis. Diante de novas regras, será necessário buscar adaptações responsáveis, conciliando a proteção dos direitos trabalhistas com a produtividade, a segurança jurídica e a continuidade das atividades econômicas.

Não se trata de colocar trabalhadores contra empregadores, mas de compreender que justiça social e desenvolvimento econômico não precisam caminhar em direções opostas. O desafio está em encontrar caminhos que respeitem a dignidade de quem trabalha, a responsabilidade de quem emprega e o futuro de todos nós.

A democracia não se encerra nas urnas. Ela continua nas escolhas que fazemos, nas leis que respeitamos e na disposição de construir uma sociedade mais justa, produtiva e solidária.

Que a nossa voz não seja instrumento de divisão, mas de consciência, equilíbrio e transformação.


🔗 Leia também: HORIZONTES MEMORÁVEIS...: A VOZ!

By MângelaCastro - 29/10/2026





quarta-feira, 28 de outubro de 2026

NÃO EXISTE BOM POLÍTICO, EXISTE BOA POLÍTICA? OU SERÁ O CONTRÁRIO?

Princípio de vida primordial, que devemos aplicar em nossas tratativas: ___“Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei.” (1 Pedro 2:17)
BOM DIA, CARÍSSIMOS IRMÃOS E IRMÃS EM CRISTO JESUS! 🌷

A palavra de hoje nos convida a professar a nossa fé, a nossa crença, mas acima de tudo exercitar a paz!

Quando escolho silenciar sobre contendas que podem influenciar no meu dia a dia, é justo, ou é esse calar da minha voz, omissão?

Ora, bem nos disse Jesus: "Não vim trazer a paz, mas a espada" (Mateus 10:34) ou seja, os seus ensinamentos tenderiam a trazer divergências, discordâncias, entre familiares, amigos, posto que, não estavam, e ainda não estamos, totalmente preparados, e com sabedoria necessária para entendermos uns aos outros, sem que a discussão tome conta! Não era para ser assim.... mas, acaba sendo, não é mesmo?

Como viver os ensinamentos de Cristo na sociedade sem nos omitirmos diante das questões que afetam a dignidade humana?

Para mim, é difícil falar em dignidade humana afastando-a de nossa fé e da política exercida como cidadania, em favor do povo e do bem comum. Como separar os ensinamentos de Jesus da vida em sociedade, quando tanto nos falou sobre o amor ao próximo, a justiça, a compaixão e o respeito à dignidade humana?

Talvez alguns temam que, ao aproximarmos Jesus das questões políticas, seus ensinamentos sejam contaminados por nossas disputas, divergências e interesses particulares. Compreendo essa preocupação, pois a fé não deve ser instrumento de manipulação ou de conveniência partidária. Entretanto, será que devemos, por esse receio, deixar de refletir sobre a responsabilidade social que também faz parte de nossa vivência cristã?

É com esse propósito que trago, hoje, uma postagem mais questionadora do que conclusiva. Não pretendo oferecer respostas definitivas, até porque também não as tenho, as quais possam agradar a todos, mas compartilhar inquietações e convidar à reflexão.

Ser cristão no mundo em que vivemos não é uma tarefa fácil. Os desafios do dia a dia, as provas, as lutas e as tribulações tentam, a todo momento, enfraquecer nossa fé. Mas não podemos desistir de viver os ensinamentos de Cristo, inclusive em nossas atitudes como cidadãos.

E, quando o assunto é política, vale lembrar a Palavra de Deus, que nos orienta não apenas em nossa relação com o Senhor, mas também em nossa convivência com o próximo.

🌷 Eis a questão que deixo para nossa reflexão: como professar o amor de Cristo e defender a dignidade humana sem nos preocuparmos com as escolhas, as leis e as políticas sociais que interferem diretamente na vida de nosso povo?

Você caro amigo (a) pode perceber que esta manhã chegou, chegando... (😊), trazendo consigo um pensamento que merece nossa reflexão: não existe bom político, existe boa política; ou será justamente o contrário? Ou simplesmente nada disso"?

Em verdade, quando tudo parece perdido, a esperança pode abrir novos caminhos. Das Bodas de Caná às lições da vida pública, aprendemos que a fé nos fortalece, a razão nos orienta e a Justiça deve assegurar os direitos de todos. 

Os acontecimentos políticos recentes, envolvendo integrantes da família Bolsonaro e os desdobramentos de investigações judiciais, levam-nos a refletir não apenas sobre as atitudes individuais, mas também sobre as consequências que elas podem produzir na vida pública.

Quando um representante político toma decisões que surpreendem seus próprios aliados, deixando perguntas sem respostas e exigindo uma reorganização partidária a toque de caixa para que não permaneçam "órfãos", cabe-nos pensar: o que deve prevalecer na política — os interesses pessoais ou o compromisso com aqueles que confiaram seu voto a determinado projeto?

É importante lembrar que investigações não equivalem a condenações. Em um Estado Democrático de Direito, a presunção de inocência deve ser respeitada, assim como as decisões judiciais precisam ser observadas, acatadas. A Justiça não pode servir à conveniência de grupos, mas tampouco deve deixar de cumprir sua função diante dos fatos e das provas.

Eis, então, a questão que me acompanha nesta manhã: será que precisamos de bons políticos para construir uma boa política, ou é a qualidade das instituições, das leis e dos princípios que pode orientar até mesmo aqueles que ocupam temporariamente o poder?

Talvez a resposta esteja na união dessas duas responsabilidades. Pessoas passam, partidos se reorganizam, governos terminam; mas os princípios republicanos, o respeito às leis e o compromisso com o bem comum devem permanecer.

Afinal, a política não deveria ser um instrumento para atender a interesses particulares, mas um caminho para assegurar direitos, promover a dignidade humana e construir uma sociedade mais justa, equânime.

Que a esperança não nos torne ingênuos, que a razão não nos roube a humanidade e que a fé jamais nos impeça de questionar, com serenidade, aquilo que precisa ser melhorado, e por que não cobrado daqueles a quem depositamos nossa confiança, o direcionamento de nossa vida familiar e social?

Porque uma boa política não se mede apenas pelo discurso de quem governa, mas pelos frutos que produz na vida de seu povo.

Assim pensando faço essa rogativa: 🙏 Que Jesus continue nos inspirando a boas atitudes e, sob as bênçãos de Nossa Senhora, saibamos permanecer em paz conosco, fiéis aos nossos princípios de vida e à ética cristã, sem nos esquecermos daqueles cuja dignidade e bem-estar também dependem de nossas escolhas e boas ações.


🌷 Paz e Bem!

By MângelaCastro - 28/10/2026


terça-feira, 27 de outubro de 2026

VAI PASSAR! NO BALOUÇAR DA VIDA...


Como a mente humana processa a busca pela verdade no cotidiano?


“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e Ele tudo fará.”

— Salmos 37:5 (Almeida)

"A maturidade, a própria transformação, não consiste em deixar de questionar a vida, mas em aprender a questioná-la sem perder a paz, a humildade e a capacidade de reconhecer a verdade, mesmo quando ela nos pede uma mudança de olhar."

Afinal, até a nossa maneira de compreender o mundo também pode mudar. 🌷

Hoje, amanheci com minha alma em paz, e sinceramente, não me sinto culpada por isto, quando muitos afetos meus, estão nervosos, pesarosos, essa paz que sinto, é uma conquista minha, fruto do meu entendimento. Mesmo depois de ouvir de uma amiga que enxergamos o Brasil de formas diferentes, respeitei sua maneira de pensar, assim como ela tem o direito de manter suas convicções, e eu tenho as minhas. Ao mesmo tempo, vi postagens de amigos e amigas que se sentem impotentes, derrotados diante de resultados que não corresponderam às suas expectativas.

Fiquei refletindo e reafirmando minha confiança em Deus, acreditando que até mesmo as circunstâncias que não compreendemos podem nos ensinar alguma coisa. Pensar e agir de maneiras diferentes faz parte do nosso crescimento interior, do despertar da consciência e do desenvolvimento da inteligência. 

Afinal, ainda somos seres em construção, aprendendo a distinguir o que sentimos daquilo que os fatos nos mostram. Em verdade, eu já sentia que tudo correria conforme os propósitos Daquele que tudo vê e provê! Eu sabia, e por isso sem ficar instigando um e outro, silenciei e aguardei meu momento de exercitar meu direito de cidadania. Simples assim. Se a gente aprende a ouvir nossa intuição, nosso coração, sim, porque eles nos ditam, nós é que não queremos ouvi-los, aí, vem a decepção!

Mas você pensa que sempre fui assim? Que sempre aceitei tudo com serenidade? Não mesmo! E, muitas vezes, ainda me pego questionando, deixando minha impaciência falar mais forte do que gostaria. Acontece!!

Foram as decepções, as lágrimas e as inquietações que, durante muito tempo, envolveram minhas emoções, minha sensibilidade, e foram burilando meus sentimentos, era um mar de lágrimas, quando deveria ser, um mar_de_amar. Nessas ocasiões, minha mãe, ao me ver chorando ou revoltada com os acontecimentos, dizia:

— Filha, assim você vai aparentar mais velha do que parece, entrega tua vida, teu filho e tua profissão nas mãos de Deus. Confia e dorme em paz! Mães são nossos anjos da guarda aqui na terra, mesmo quando nos provocam com seus ensinamentos, e continuam nos guiando e iluminando lá do céu...

Não foram apenas esses conselhos que me transformaram. Foi o próprio sofrimento, ao longo do tempo, que veio lapidando e me ensinando que não adianta derramar tantas lágrimas por situações que não aconteciam conforme meus desejos. A vida não segue sempre a nossa vontade; há circunstâncias que exigem paciência, outras pedem mudança, e algumas nos convidam a aceitar aquilo que não podemos controlar, que sai do nosso circulo de convivência, do nosso entendimento.

Foi então que comecei a dizer a mim mesma:

— Isso vai mudar, Maria! Uma hora tem que passar!

Até que, certa vez, durante uma confissão, um padre me disse palavras semelhantes:

— Confia em Jesus. Vai passar!

E Chico Xavier também deixou, em seu legado, essa mesma mensagem de esperança, recebida se não me falha a memória, pelo seu mentor, Emmanuel, em um de seus momentos de dificuldades, lhe esperançou: __tudo passa, isto também passará! Por que vez ou outra cito Chico Xavier em minhas postagens, porque foi em momentos de dúvidas, dificuldades as quais eu passava, e buscava respostas, lá nos idos 78/80, que ele acabou sendo um divisor de águas em minha vida, de forma presencial. Sabe aquele pensamento, nada é coincidência, mas sim providência? Então, só gratidão!

Olhe, você pode até pensar que estou imaginando coisas, mas quero compartilhar uma experiência que marcou minha caminhada.

Eu estava em oração na sala aqui de minha casa, de olhos fechados, concentrada nas palavras que pronunciava, foi um tempo de aflições e tomadas de decisões, quando me pareceu ver, do lado de fora, no corredor, uma enorme imagem de um ser feminino, vestida toda de branco, vi até suas sandálias de couro, mas não vi o seu rosto, naquela rápida passagem, e seguindo adiante.

Levei um susto! Meu coração disparou. Naquele instante, pensei: É Nossa Senhora passando!?

Independentemente de como se possa compreender aquela experiência, o fato é que ela adquiriu um significado muito especial para mim. Foi como se aquelas palavras, que já haviam chegado à minha vida por diferentes caminhos, encontrassem naquele momento um lugar, e um pouso definitivo em meu coração.

Decidi, então, confiar mais e sofrer menos diante daquilo que não conseguia controlar.

Quando algo me aflige, procuro rezar:

— Meu Deus, entrego este problema em Tuas mãos. Ajuda-me a pensar melhor, concede-me paciência e sabedoria para agir e encontrar a melhor solução. Se existem pessoas com quem tenho dificuldades, ajuda-me a compreender meus próprios sentimentos e a não alimentar ressentimentos. Se os obstáculos insistem em obstruir meu caminho, que eu encontre pontes em outro percurso sem perder minha direção. Tu sabes o que é necessário para cada um de nós. E incluo nessa oração, o aniversariante do dia nosso Presidente reeleito pela 4ª vez, Excelentíssimo Sr Luiz Inácio Lula da Silva, que sua gestão seja voltada para todos, principalmente para economia do nosso País, para a classe trabalhadora, e também pelos empregadores, que é o motor que nos impulsiona para um futuro melhor, que ele continue olhando para as famílias mais vulneráveis e suas maiores necessidades, mas, que também as ajude a se soerguerem através de boas oportunidades de trabalho e salários dignos, escolas, educação, saúde, segurança e universidades que cumpram com sua função social!

Sabe? Aprendi também que nossos inimigos nem sempre são pessoas. Às vezes, são os próprios medos, os preconceitos, as expectativas frustradas e as situações que ainda não conseguimos compreender.

Quando procuro olhar para o problema por outro ângulo, afastando-me por alguns instantes das emoções que me dominam, consigo organizar melhor os pensamentos. É como se observasse, diante de mim, uma fila de preocupações passando, uma após outra. E, pouco a pouco, recupero a calma e digo a mim mesma:

Vai passar! Tudo na Terra é transitório!

Foi então que compreendi o quanto essa pequena frase pode representar em nossa caminhada. Três vezes, de diferentes maneiras, a mensagem da esperança, e da resiliência chegou até mim. E aquela experiência com a imagem de Nossa Senhora, fosse qual fosse sua explicação, tornou-se parte dessa descoberta interior.

Passei a entender que também aprendemos com nossos erros, com nossas escolhas e até com as contrariedades. Quando nossas vontades são frustradas, talvez seja o momento de rever nossas atitudes, nossos pensamentos e a maneira como nos relacionamos com tudo o que nos cerca.

Isso não significa que estejamos sempre errados quando somos contrariados, nem que os outros estejam sempre certos. Significa apenas que precisamos ter humildade para examinar nossas próprias razões, sem deixar de reconhecer os fatos e as responsabilidades de cada um.

A verdade é que temos uma enorme facilidade para colocar nos ombros alheios o peso de nossas dificuldades, apontando os dedos para aquilo que, muitas vezes, também precisamos rever em nós mesmos.

E é justamente aí que começa o amadurecimento interior: quando deixamos de olhar apenas para as aparências e passamos a questionar nossas certezas, nossos pensamentos automáticos e a maneira como interpretamos o mundo.

Buscar a verdade exige mais do que defender aquilo em que acreditamos. Exige disposição para ouvir, coragem para rever conceitos e sabedoria para reconhecer que nem tudo se apresenta como realmente é à primeira vista.

Talvez aquilo que julgamos estar contra nós possa, em certas circunstâncias, revelar uma oportunidade que ainda não conseguimos perceber. Em vez de nos entregarmos à lamentação ou à pena de nós mesmos, podemos procurar outras formas de agir, pensar e encontrar soluções.

Porque a vida não nos pede que sejamos indiferentes à dor, tampouco que aceitemos passivamente todas as injustiças. Ela nos convida a aprender a atravessar as dificuldades sem perder a capacidade de discernir, de mudar o que precisa. Talvez aquilo que julgamos estar contra nós possa, em certas circunstâncias, revelar uma oportunidade que ainda não conseguimos perceber. Em vez de nos entregarmos à lamentação ou à pena de nós mesmos, podemos procurar outras formas de agir, pensar e encontrar soluções para nós, e para quem nos pede.

Porque a vida não nos pede que sejamos indiferentes à dor, tampouco que aceite ser mudado e de aceitar aquilo que não está ao nosso alcance.

E, quando o coração estiver inquieto, que possamos respirar, refletir, buscar a sabedoria e recordar:

Nem tudo acontece como desejamos, e nem sempre compreendemos os caminhos da vida. Mas podemos aprender com as decepções, rever nossas atitudes e encontrar na fé a serenidade para seguir adiante. Afinal, amadurecer também é aprender a olhar a vida por outros ângulos, sem perder a esperança.

Tudo na Terra é transitório. Vai passar! E que passemos bem!

Segundo o filósofo Epicteto: “Algumas coisas dependem de nós, enquanto outras não; aprender essa diferença é o início da liberdade”

Concluindo, ancoro esse versículo que gosto muito de colocar no meu cotidiano: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” — Eclesiastes 3:1 

Paz e Bem!

By MângelaCastro — 27/10/2026

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

QUANDO TUDO PARECE PERDIDO, A ESPERANÇA FAZ O MILAGRE ACONTECER!

Bom dia com Deus! Ele é o Vencedor Maior...

Quando tudo parece perdido, a esperança pode abrir novos caminhos. Das Bodas de Caná às lições da vida pública, aprendamos que a fé nos fortalece, a razão nos orienta e a Justiça deve assegurar os direitos de todos. 🌷

Sim, com Deus, até mesmo quando os caminhos parecem encobertos pela escuridão, a esperança pode nos surpreender. Diante das incertezas, o medo toma conta, as dúvidas fazem morada e o coração, por vezes cansado, já não consegue enxergar uma saída. Mas, de repente, uma luz desponta no horizonte, e aquilo que parecia impossível começa a ganhar novos contornos.

É como contemplar a grandiosidade do Big Bang, o evento que, segundo o conhecimento científico atual, deu início à expansão do Universo há aproximadamente 13,8 bilhões de anos. Da imensidão que ainda buscamos compreender, a humanidade continua aprendendo que há muito além do que nossos olhos conseguem alcançar.

Assim também acontece com a esperança: quando tudo parece imóvel, uma nova possibilidade pode surgir, a luz se expande e a alegria volta a encontrar espaço em nossos corações. E onde pessoas aflitas esperavam,  e nada acontecia, vem Deus Pai, ilumina pensamentos, e faz com que não prevaleça a inércia, é preciso tomar uma atitude, e renova a frota dos Filhos Seus, e faz tudo novamente acontecer.

Para nós, cristãos, que nos reconhecemos filhos espirituais de Maria e buscamos sua intercessão materna, há uma passagem do Evangelho que nos convida a refletir sobre esses momentos em que algo essencial parece faltar.

Nas Bodas de Caná, durante uma festa de casamento, o vinho acabou. Maria percebeu o constrangimento que aquela falta poderia causar aos anfitriões e levou a situação ao conhecimento de Jesus:

“Eles não têm mais vinho.” (João 2,3)

Jesus respondeu-lhe, conforme a narrativa evangélica, que sua hora ainda não havia chegado. Maria, porém, confiando Nele, disse aos servidores:

“Fazei tudo o que ele vos disser.” (João 2,5)

E foi assim que os servidores encheram de água as talhas, conforme a orientação recebida. Jesus realizou ali o primeiro de seus sinais, transformando a água em vinho, e a celebração prosseguiu.

Que bela lição de fé! Maria percebe a necessidade, intercede e orienta os servidores a confiar na palavra de seu Filho. Jesus realiza o sinal, e a alegria retorna à festa.

Não seria essa também uma imagem da vida em sociedade?

Quantas vezes o povo se vê diante de dificuldades que parecem insuperáveis? Quantas vezes o direito de alguém corre o risco de não ser plenamente exercido por obstáculos que poderiam ser evitados? E quantas vezes, quando tudo parece perdido, uma iniciativa responsável, uma decisão justa ou a cooperação entre pessoas e instituições abre um novo caminho?

Os acontecimentos da vida pública também nos convidam à reflexão. Quando surgem dificuldades que podem comprometer o exercício da cidadania, é fundamental que as instituições competentes examinem as circunstâncias e adotem medidas que assegurem, dentro da lei, os direitos de todos, sem privilégios ou favorecimentos.

Afinal, a democracia não se resume à vitória de um partido ou à derrota de outro. Ela se fortalece quando o cidadão pode exercer seus direitos e quando a Justiça atua com imparcialidade, respeitando a legislação e a igualdade de todos perante ela.

É nos momentos mais difíceis, quando quase não resta esperança, que compreendemos o valor de uma mão estendida, de uma decisão responsável e de uma oportunidade que não se perdeu.

Nem todo acontecimento tem uma explicação que alcançamos de imediato. Mas podemos aprender com cada um deles, reconhecendo que a fé nos sustenta, a razão nos orienta e a Justiça, quando exercida com responsabilidade, pode restaurar direitos e devolver à sociedade a confiança de que tanto necessita.

Que saibamos, portanto, fazer a nossa parte: confiar sem abandonar a razão, esperar sem cruzar os braços e defender nossos direitos sem desrespeitar os direitos alheios.

Porque, mesmo quando o vinho parece ter acabado, a vida ainda pode nos reservar novos caminhos, novas oportunidades e razões para continuar acreditando.

“… E a gente segue driblando o medo e trabalhando a coragem... Escolhendo os melhores caminhos, acreditando na própria intuição, caindo e levantando mais forte. Pois viver é um exercício de _____ superação!”🌷

Por MângelaCastro - 26/10/2026


domingo, 25 de outubro de 2026

__ " O SOL TAMBÉM ENTRA EM MINHA CASA"!

Bom dia de domingo de Nosso Senhor, JUNTAS, PODEMOS MAIS!! Aqui me reporto às mulheres brasileiras, fortes, guerreiras, antes da sua preciosa leitura, gostaria de desejar a nós cidadãos brasileiros(as)uma votação em paz, com dignidade, consciência desperta, e liberdade conquistada com ferrenhas lutas, de poder ir às urnas para dar nosso precioso voto! Lembrando a todas, das jovens às senis, pois somos maioria nesse país de sol e alegria, a ir às urnas votar, podemos e devemos ter a consciência de que continuar transformando e criando condições de vida mais digna e próspera para nosso País, filhos e netos. é necessário, e depois, cobrar resultados das promessas feitas pelos políticos, e tantas não feitas, que sejam repensadas.

"Uma coisa é a pobreza como condição de privação; outra é o desapego material como escolha de liberdade". 

Repensando sobre o tema -"Pobreza"- que ao longo dos séculos sempre foi tema da política social praticamente em todo o mundo, mesmo com "modus operandi" diferentes, e assim também foi na cultura grega, quanto nos tempos Romanos.

E é justamente esse o caminho que transitei e comparei entre o filósofo Diógenes, com o de Jesus, que podem dialogar perfeitamente entre si, embora ambos tenham vivido em contextos muito diferentes, transcorridos em linhas paralelas, mas algo no final se converge, e torna-se interessante e ambos teem para nos oferecer e refletir sobre, se quisermos, em Mateus 20:1-16".

A pobreza sempre ocupou lugar de destaque nas discussões sociais e políticas. Mas será que já paramos para refletir sobre o que realmente significa ser pobre? E será que toda riqueza representa prosperidade, assim como toda simplicidade significa privação?

O filósofo grego Diógenes de Sinope, conhecido por sua vida despojada, provocava os poderosos ao demonstrar que não precisava de suas riquezas para encontrar satisfação naquilo que era essencial. Diante de Alexandre, o Grande, teria pedido apenas que saísse da frente do Sol, pois sua presença lhe fazia sombra.

Que bela provocação filosófica! Um homem sem palácio lembrava ao conquistador de tantos territórios que nem tudo o que tem valor pode ser comprado.

Jesus, por sua vez, também nos ensinou a não fazer dos bens materiais o centro da existência. Mas sua mensagem ia além do desapego: chamava-nos a olhar para os pobres, os enfermos, os excluídos e todos aqueles que necessitavam de acolhimento e justiça. Ele chamava e nos chama até os dias de hoje, para que primemos a dignidade humana, ser pobre sim, uma condição de vida, agora, jamais perdermos nossa dignidade!

E aqui cabe uma reflexão para os nossos dias: combater a pobreza, a mendicância, não significa apenas falar sobre ela, mas compreender suas causas e buscar condições dignas de vida para todos. Afinal, não podemos confundir a simplicidade escolhida com a privação imposta a quem não dispõe sequer do necessário.

Talvez a grande lição esteja em reconhecer que a riqueza de uma nação não se revela somente em seus números, assim como a grandeza de uma pessoa não se mede por seus bens. Revela-se também na maneira como tratamos os mais vulneráveis e na responsabilidade com que transformamos palavras em ações.

Que saibamos desejar menos aquilo que alimenta a vaidade e valorizar mais aquilo que promove a dignidade humana. Porque o Sol pode entrar igualmente em muitas casas, mas nem todas as pessoas têm as mesmas oportunidades de viver sob sua luz.

Paz e Bem!🌷

By MângelaCastro - 25/10/2026



sábado, 24 de outubro de 2026

A FIGUEIRA, O TRABALHADOR E A ESPERANÇA DE NOVOS FRUTOS, UM BRASIL QUE DÁ CERTO!



  • Bom dia de sábado!

  • “Senhor, deixa-a ( a figueira) ainda este ano, até que eu cave em redor dela e lhe ponha adubo.” — Lucas 13,8.

  • Nem tudo que reluz é ouro. Filho de peixe, peixinho é!

    O que você entende desses ditados? Concorda com eles? O que de positivo podemos extrair dessas ideias — ou será que também precisamos questioná-las?

    Reflitamos: nossa vida profissional é como uma árvore frutífera. Há ciclos de abundância, outros de menor produção e até estações em que os frutos parecem não chegar. Mas, por isso, devemos arrancá-la pela raiz?

    Será que, ao julgar quem já não produz como antes, nos esquecemos da própria história? Quanto trabalho, quantas renúncias e quantas estações foram necessárias para chegarmos até aqui?

  • Reflitamos sobre os ensinamentos que nos vieram nesta manhã de sábado, ainda meio moroso, como todo final de semana, vai perdendo um pouco sua força, assim é a vida, mas isso não quer dizer que já é o fim... o dia está apenas começando...

  • A intercessão: alguém que conhece o valor da figueira se coloca entre ela e a decisão de cortá-la.

  • A dignidade do trabalhador: uma deficiência física jamais deve ser motivo de humilhação ou instrumento para desqualificar uma trajetória.

  • A esperança coletiva: uma safra menos abundante em um determinado ciclo, não condena a terra; convida à revisão dos cuidados e à renovação do trabalho.

  • Deus hoje nos convida à misericórdia, sobretudo diante daqueles que, aos nossos olhos, parecem já não produzir os frutos que deles esperávamos. Na homilia desta manhã, a parábola da figueira estéril nos trouxe uma importante lição: antes de arrancar uma árvore que deixou de frutificar, é preciso permitir que alguém cuide dela por mais uma estação.

    Em Lucas 13,6-9, Jesus nos apresenta a figura de um proprietário que, não encontrando frutos na figueira, pensa em cortá-la. Mas o trabalhador intercede por ela, pedindo-lhe mais uma oportunidade. Conhecedor da terra e dos ciclos da natureza, ele sabe que nem toda árvore perde sua capacidade de frutificar porque atravessa uma estação menos generosa.

    Quantas vezes, na vida, também nos precipitamos em nossos julgamentos? Quantos trabalhadores, depois de anos de dedicação, são considerados descartáveis quando já não correspondem ao ritmo ou às expectativas de seus empregadores? Esquecemo-nos de que cada pessoa tem seu tempo, suas limitações e suas próprias estações. A experiência acumulada não desaparece com o passar dos anos, assim como a dignidade humana não diminui diante de uma deficiência.

    O valor de um trabalhador não se mede pela integridade de seus membros, mas pela dignidade de sua história, pelo esforço de suas mãos e pela contribuição que deixou ao longo da vida. Há quem tenha perdido parte de si no exercício do trabalho e, ainda assim, tenha continuado a produzir frutos para sua família, para a sociedade e para o País.

    Por isso, precisamos aprender com aquele trabalhador da parábola: em vez de simplesmente condenar uma árvore, ofereçamos-lhe cuidado; em vez de descartar uma pessoa, reconheçamos o que ela já fez e o que ainda pode oferecer. Até mesmo quem chegou à aposentadoria pode continuar frutificando, transmitindo conhecimentos, aconselhando os mais jovens e compartilhando a sabedoria adquirida em tantas estações da vida.

    Essa reflexão também se estende ao nosso Brasil, esse grande celeiro de riquezas naturais e humanas. Nem todas as safras são iguais. Há épocas de abundância, outras de dificuldades; há momentos em que precisamos rever nossos caminhos, fortalecer nossas raízes e preparar melhor a terra para a colheita seguinte.

    Quando uma safra não corresponde ao esperado, não significa que a terra perdeu sua fertilidade. Talvez seja tempo de rever os cuidados, renovar o adubo, unir forças e valorizar ainda mais as mãos que semeiam e colhem. O que não podemos é desanimar diante das dificuldades, muito menos esquecer aqueles que contribuíram para que chegássemos até aqui.

    A parábola nos ensina que a esperança também exige trabalho. A oportunidade concedida à figueira não dispensa o cuidado: é preciso afofar a terra, adubá-la e aguardar, com paciência, a possibilidade de novos frutos.

    Que saibamos, portanto, interceder uns pelos outros. Que não sejamos precipitados em nossos julgamentos, nem insensíveis diante das limitações alheias. Antes de decidir que alguém já não tem valor, lembremo-nos de quantas vezes nós mesmos precisamos de paciência, compreensão e uma nova oportunidade.

    A misericórdia não significa ignorar as dificuldades, mas reconhecer que ninguém deve ser reduzido a uma limitação, a uma fase difícil ou a uma estação de poucos frutos.

    Que Deus nos conceda a sabedoria daquele trabalhador que intercedeu pela figueira e nos ensine a cultivar, com justiça e humanidade, tanto a terra que nos alimenta quanto as relações que sustentam a nossa sociedade.

    Porque, enquanto houver vida, cuidado e oportunidade, ainda poderá haver uma nova estação de frutos.

    Paz e Bem! 🌿




  • terça-feira, 20 de outubro de 2026

    VIGIAI E ORAI: A LUZ QUE NOS ORIENTA NAS ESCOLHAS E NÃO NOS DEIXA SER ARRASTADOS PELOS VENDAVAIS DA INTOLERÂNCIA E DO DESÂNIMO.


    Bom dia a todxs!



    __Em tempos de incertezas, disputas e escolhas decisivas, quando os cristãos são recebidos com palavras ofensivas que chegam a doer na alma, a sabedoria de Jesus permanece atual: “Vigiai e orai!” Que a fé ilumine nossas atitudes, que a prudência oriente nossas escolhas e que o compromisso com o bem prevaleça sobre toda ambição. Pelo Brasil e por todos nós, uma prece por sabedoria, justiça e paz. 🌷🙏__

    Depois de dias chuvosos, amanhecemos sob um sol radiante. O frescor da manhã parece renovar a alegria dos pássaros, que gorjeiam livremente, e a minha também, pois adoro esse clima ameno, que irradia luz e faz nascer, de mansinho, a esperança de bons acontecimentos.

    É o que desejo para todos nós, brasileiros, independentemente de quem vença a batalha das urnas no próximo domingo.

    Se o vencedor for alguém que chega agora ao comando do País, que saiba governar com prudência, ouvir os mais experientes e compreender que a Pátria não pertence a um governante, mas ao seu povo. É preciso apresentar um plano de governo consistente, capaz de transmitir segurança, estimular o crescimento e evitar que o Brasil permaneça à espera de decisões que deveriam já estar no mínimo bem preparadas.

    Se, por outro lado, vencer quem já está no comando, que reveja seu planejamento, aprimore o que foi realizado, fortaleça as políticas sociais e internacionais, e concentre esforços na economia, sem perder de vista o povo para o qual governa. Que haja também mais diplomacia nas relações com as grandes potências, e com o próprio povo. Afinal, acompanhar as oscilações políticas e econômicas do País, ora avançando, ora recuando, deixa a população insegura e, muitas vezes, sem chão.

    Governar exige responsabilidade, planejamento e compromisso com o bem comum.

    Mas há outra dimensão que não podemos deixar de lado: a espiritualidade. Para quem conhece, ainda que minimamente, as Escrituras, os ensinamentos de Jesus oferecem referências importantes para compreender os conflitos humanos e enfrentar as dificuldades da vida. Sua mensagem atravessou séculos porque nos convida a cultivar o amor, a humildade, a prudência e a responsabilidade por nossas escolhas.

    Muitas vezes, angustiados por tarefas inacabadas e pelas injustiças que presenciamos, deixamo-nos arrastar pelos vendavais da intolerância e do desânimo. É preciso estar atentos, pois até mesmo uma conquista, que poderia representar mais um degrau em nossa evolução, pode transformar-se em queda quando nos faltam discernimento e humildade.

    Foi em um dos momentos mais dolorosos de sua caminhada, no Jardim do Getsêmani, diante da proximidade de sua prisão, sim, pois se até Jesus foi preso pelo poder romano, imagine nós em nossa fragilidade tão humana, e foi nesse momento, que Jesus deixou aos discípulos uma advertência que permanece atual:

    “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”
    (Mateus 26:41)

    Vigiar e orar não significa apenas rezar, mas também observar nossos pensamentos, ponderar nossas atitudes e reconhecer nossas próprias fragilidades e limitações. É buscar forças para não sucumbir às tentações do poder, às provocações e aos sentimentos que nos afastam do bem.

    Em tempos de tantas disputas, inclusive políticas, precisamos nos lembrar de que a busca pelo poder, quando desprovida de valores e limites, pode conduzir o ser humano a atitudes destrutivas. A fé, quando acompanhada de reflexão e responsabilidade, ajuda-nos a encontrar caminhos mais justos e humanos.

    Recentemente, ao recordar o Dia Mundial das Missões, celebrado em 18 de outubro, também me veio à memória o compromisso da Igreja com a missão de anunciar o Evangelho, conforme as palavras de Jesus: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15).

    E, nesta manhã de luz, pensei também em Divaldo Pereira Franco, grande orador espírita que dedicou sua vida à divulgação dos ensinamentos cristãos e à assistência a crianças e pessoas vulneráveis. Sua trajetória nos recorda que a fé pode ultrapassar as palavras e transformar-se em serviço, acolhimento e amor ao próximo. Entre tantas obras editadas, destacadas como sementeiras de luz, com Jesus e o evangelho à luz da psicologia profunda, O Homem Integral, a a série psicológica, composta por 16 volumes, entre eles: Conflitos Existenciais e AutoDescobrimento: uma busca interior, aprendendo com a própria experiência de auxílio ao próximo, o quanto a oração é luz, cura e transformação daquele que a recebe.

    Por isso, compartilho a oração que me veio ao pensamento nesta manhã, como um pedido de perdão, amparo e fortalecimento espiritual:

    ORAÇÃO A JESUS

    Jesus, humildes são os filhos teus.

    Grandes pecadores te imploram:
    perdoa-nos, Divino Jesus!

    São tantos os nossos pecados...
    Que sejamos perdoados
    e consigamos vencer as barreiras
    que nos impedem de chegar a Ti.

    Perdão, Senhor, Deus de amor,
    nosso amado Redentor!

    Afasta de nós a grande dor
    e concede-nos o verdadeiro fervor,
    nosso amado Redentor.

    Perdoa-nos, Divino Mestre Jesus!

    Que tenhamos confiança em meio às lutas,
    para que delas possamos sair vencedores,
    sobretudo de nós mesmos.

    Amém!

    Que saibamos vigiar nossas palavras, orar por sabedoria e agir com consciência, tanto nas pequenas decisões cotidianas quanto nas grandes escolhas que influenciam o destino de uma nação.

    Que Deus ilumine nossas mentes, fortaleça nossos corações e nos ensine a escolher sempre o caminho do bem.

    Paz e Bem!

    by MângelaCastro - 20/10/2026

    ENTRE A FÉ E A HISTÓRIA: QUANDO O CONHECIMENTO NOS ENSINA A PERGUNTAR E CONHECER!

      “Que tenhamos sempre a humildade de aprender, a coragem de pensar e a delicadeza de respeitar.” Que tenhamos uma manhã que já vai longe, ...