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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A VOZ!...

 Bom dia, caros leitores e eleitores cristãos ou não.

Vejamos, aqui se fala de:

_Consciência, Transparência e Democracia, através da voz de uma cidadã cristã.

“Apurar não é condenar. Investigar não é julgar antecipadamente. E transparência não significa transformar suspeitas em verdades antes que os fatos sejam devidamente esclarecidos.”


E por falar em metáforas: "Uma coisa, é uma coisa, outra coisa, é outra coisa" rs, ou seja, CRISE INVESTIGATIVA DO STF, é do STF, ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS, são nossas escolhas como cidadãos brasileiros que somos, responsáveis, e bem saibamos discernir e bem nos auto conduzir, não nos deixando confundir.

Há manhãs em que acordamos procurando organizar os pensamentos, como quem abre as janelas de uma casa depois de uma noite de muito vento.

Talvez esta seja uma delas.

Olho para o Brasil e penso em sua grande casa. Uma casa onde vivem mais de 200 milhões de brasileiros, cada qual com sua história, seus sonhos, suas necessidades e, neste momento, também suas preocupações.

E o que ouvimos lá fora?

Vozes. Muitas vozes.

Algumas pedem justiça. Outras pedem transparência. Outras defendem instituições. Outras questionam decisões. E, no meio de tantas vozes, existe uma que não pode desaparecer: a voz do cidadão.

É por isso que hoje não quero falar do berço.

Quero falar da voz.

Porque o Brasil não está precisando de mais gritos.

Está precisando de clareza.

Estamos vivendo um momento de forte tensão institucional, particularmente dentro do Supremo Tribunal Federal. Documentos foram tornados públicos, surgiram denúncias e pedidos de investigação envolvendo ministros, e a própria Corte passou a enfrentar, publicamente, divergências internas que chegaram ao conhecimento de toda a sociedade. Treze ex-ministros do STF chegaram a pedir uma apuração rigorosa dos fatos, com respeito ao devido processo legal.

Tudo isso precisa ser apurado.

Mas apurar não é condenar.

Investigar não é julgar antecipadamente.

E transparência não significa transformar suspeitas em verdades antes que os fatos sejam devidamente esclarecidos.

Talvez seja exatamente aí que esteja a nossa maior dificuldade.

Porque quando a informação chega ao povo misturada ao barulho, à indignação, à disputa política e às interpretações de cada lado, já não sabemos mais onde termina o fato e começa a opinião.

E isso é perigoso.

Não apenas para uma instituição.

Para todos nós.

O Supremo Tribunal Federal é uma instituição fundamental da República. Seus ministros possuem responsabilidades e competências definidas pela Constituição e pelas leis. Se existem denúncias envolvendo integrantes da Corte, que sejam investigadas pelos meios adequados, com transparência, contraditório, devido processo legal e respeito às garantias que devem valer para todos.

Mas, ao mesmo tempo, não podemos esquecer que existe uma outra grande responsabilidade diante de nós.

As eleições.

E é aqui que a minha inquietação de cidadã encontra a minha inquietação de mulher.

Pode-se dizer que uma coisa não tem relação com a outra.

Juridicamente, talvez sejam processos distintos.

Politicamente, porém, é impossível pedir ao cidadão que não perceba o ambiente institucional em que fará sua escolha.

Porque estamos falando de instituições que, de diferentes maneiras, participam da vida democrática do País; estamos falando de candidatos que disputarão os votos dos brasileiros; estamos falando de decisões, relações, denúncias e acontecimentos que chegam diariamente aos olhos e aos ouvidos de quem precisará escolher.

Por isso, não é o momento de apagar a voz da sociedade.

É o momento de torná-la mais consciente.

Talvez aquela mulher que existe dentro de tantas de nós — aquela que olha uma casa desarrumada e imediatamente pensa que é preciso colocar cada coisa em seu devido lugar — pudesse dizer:

— Nobres colegas, não estou pedindo que parem de investigar. Não estou pedindo que escondam nada. Estou apenas perguntando se não podemos fazer tudo isso com a serenidade necessária para que o cidadão consiga enxergar.

Porque jogar mais poeira sobre uma casa já cheia de ruídos não ajuda ninguém a encontrar a verdade.

Precisamos de luz.

E luz não escolhe lado.

Luz simplesmente mostra.

Se há irregularidade, que apareça.

Se não há irregularidade, que também apareça.

Se há responsabilidade, que seja demonstrada.

Se não há, que seja reconhecida.

E que cada instituição responda por aquilo que lhe cabe.

Ao Judiciário, a Justiça.

Ao Ministério Público, suas atribuições.

Às demais instituições, suas responsabilidades.

Aos candidatos, suas propostas, seus compromissos e seus históricos.

E ao povo?

Ao povo, a voz.

A voz que pergunta.

A voz que fiscaliza.

A voz que não aceita ser conduzida pelo simples barulho das multidões.

A voz que lê antes de compartilhar.

A voz que procura conhecer antes de condenar.

A voz que não entrega sua consciência a ninguém.

E, finalmente, a voz que chega às urnas.

Porque votar não deveria ser apenas escolher um nome.

Deveria ser um ato de consciência.

E talvez seja aqui que uma antiga frase de Jesus possa novamente nos fazer pensar:

“Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”
(Mateus 22:21; Marcos 12:17; Lucas 20:25.)

Jesus não estava falando de eleições brasileiras, evidentemente. Respondia a uma questão sobre as obrigações diante da autoridade civil. Mas a distinção permanece como uma provocação para nossa consciência: cada esfera deve responder por aquilo que lhe pertence.

Talvez hoje precisemos justamente disso.

Que cada um ocupe o seu lugar.

Que as instituições cumpram suas competências.

Que as denúncias sejam investigadas.

Que as provas sejam examinadas.

Que as decisões sejam tomadas dentro da lei.

Que os candidatos apresentem ao povo aquilo que pretendem fazer.

E que o cidadão tenha tranquilidade para observar tudo isso e, finalmente, escolher.

Sem medo.

Sem cabresto.

Sem manipulação.

Sem transformar indignação em certeza antes da hora.

Porque uma democracia não precisa de um povo silencioso.

Mas também não precisa de um povo ensurdecido pelo próprio vozerio.

Precisa de um povo que saiba ouvir.

E talvez essa seja a voz que mais nos esteja faltando.

A voz serena.

A voz consciente.

A voz que não grita para ser ouvida, porque sabe que a verdade, quando encontra espaço para aparecer, não precisa de gritos.

O Brasil é uma grande casa.

E, dentro dela, somos todos moradores.

Que Deus nos conceda discernimento para não confundir barulho com verdade, indignação com justiça e opinião com conhecimento.

Porque, no fim, quando chegar a hora de escolher os caminhos que queremos para nossa casa, será a nossa voz — a voz de cada cidadão — que ajudará a escrever o próximo capítulo desta história. E que não sejam apenas "Sepulcros Caiados"!

Conforme Mateus 8:22, que diz ao povo cristão: "Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos." Este versículo enfatiza a importância de seguir Jesus e deixar que os mortos enterrem em paz, sem a pressão de pregar sobre eles. A frase "deixar que os mortos sepultem seus mortos" é um paradoxo que sugere que, embora os mortos não possam ser levados a pregar, eles devem ser tratados com respeito e dignidade, conforme a tradição judaica. E assim, todos nós seres viventes em nosso berço esplêndido - BRASIL!

Paz e Bem.

By MângelaCastro -  16/9/2026

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terça-feira, 15 de setembro de 2026

PERFUME DE ALMAS ...

Bom dia Caríssimos!

QUANDO É CHEGADA A HORA

Paulo Sérgio, é o quarto agachado da esquerda para a direita, era exatamente assim que gostava de estar, entre amigos, e amigos é família, e foi assim a sua ultima viagem, entre família...

_Um sonho, uma despedida e as mesmas palavras ao amanhecer... Coincidência, percepção da consciência ou um daqueles mistérios que a vida não explica? Hoje, escrevo sobre a partida de Paulo e sobre a hora em que, simplesmente, precisamos aprender a entregar.

Mais um amanhecer, e com o sol levanto e meus primeiros passos chegam a uma pequena imagem de Nossa Senhora, essa imagem a mim presenteada por nossa mãe, e ela me disse: ao me entrega-la ___Filha, essa pequenina imagem de ferro fundido, pertenceu a seu pai, agora, é sua, guarde-a, ore por ela, e assim o faço toda manhã, pego-a nas mãos, a beijo, agradeço pela proteção noturna, e entrego o dia que está nascendo para suas bençãos. E que alegria, abrir minha TV, e me deparar com a missa de Aparecida, cuja, ofereço ao espírito de nossa mãe, nossa parentela entre eles agora meu primo Paulinho, e amigos que acabaram de ir ao encontro de nossa Mãe Maior. Amém?

Quantos de nós já não nos deparamos em algum momento de nossas vidas, com essa pergunta: ___Será que eu não poderia ter feito mais? Ajudado mais? O que esse sonho tentou me dizer? Sim ...

Há sonhos que simplesmente passam por nós ao despertar. Outros, porém, permanecem. Não sabemos exatamente por quê, mas alguma coisa dentro de nós insiste em revisitá-los.

Foi assim comigo na madrugada do dia 11 de setembro p.p, pasmem, exatamente um mês do aniversário de nascimento de um dos meus primos.

Sim. Enquanto meu primo Paulo era socorrido, por volta das três horas da madrugada, eu sonhava que conversava com um médico amigo nosso aqui da cidade onde moramos. Eu lhe pedia, quase desesperadamente, que fizesse alguma coisa. Ele segurava nas mãos um pequeno bloco de folhas brancas, talvez um receituário, e me respondia:

— Nada mais a ser feito.

Eu insistia:

— Como assim, nada a fazer? ___Nada mais pode ser feito, reafirmou ele, até meio já nervoso com minha insistência, e me deixou ali meio que sem muito concordar com a sua resposta, tipo: __Como assim? No sonho eu me sentia incomodada, angustiada, porque eu queria que algo ainda pudesse ser feito, só que não!

O dia amanheceu e acordei ainda discutindo, em pensamento, com aquela resposta.

Como assim, nada mais a fazer? Por que? Para quem será que eu pedia ajuda àquele médico?

Depois do meu desjejum matinal, abri o WhatsApp. Ali estava a notícia enviada pelo pai de meu filho:

Alessandra me notificou: ___“Seu primo Paulo faleceu esta madrugada. Infarto fulminante. Nada pôde ser feito.”

Parei. O céu parecia desabar sobre mim naquele instante, o coração parecia que ia sair pela boca. Meu estômago se encheu de borboletas. Que susto!!! Miltinho tem dessas coisas, não é lá muito das práticas de psicologia para dar notícias, quase nos mata de susto rsss ...Entre surpreendida pela notícia, e para mim a resposta do sonho... inacreditável!!

As mesmas palavras. ____Nada pôde ser feito!___

E então fiquei diante de uma pergunta para a qual não tenho resposta: teria sido apenas uma coincidência do inconsciente, ou teria minha consciência percebido, de alguma maneira que desconheço, aquilo que estava acontecendo enquanto eu dormia?

Não sei. Só sei que eu não estava apenas dormindo, algo em mim permanecia desperto e buscando ajuda!

E talvez não seja necessário saber.

Prefiro deixar o acontecimento no território do mistério, onde algumas coisas da vida parecem pertencer.

Lembrei-me então de uma passagem do Evangelho de João, quando Jesus diz:

“É chegada a hora em que o Filho do Homem há de ser glorificado.”
(João 12,23)

Para Jesus, aquela “hora” apontava para a sua Paixão, morte e glorificação. Para nós, seres humanos, também existe uma hora que nenhum de nós conhece, mas que um dia chega.

E quando ela chega, há momentos em que realmente não há mais nada que a medicina, o dinheiro, a força humana ou a vontade dos que amam possam fazer.

Resta-nos então, orar.

Resta-nos entregar.

Resta-nos amar.

Paulo teve sua trajetória como todos nós temos. Foi jovem, jogou futebol com os amigos, foi por eles acordado em alguma manhã, com um suco e alguns pedaços de bolo carinhosamente ofertado por sua mãe, antes da partida de futebol, assim, foi também muito bem lembrado pelo amigo Gilson Paranhos, Paulinho da Anita, como era conhecido, 


(Nessa foto uma das viagens esportiva com o amigo então já do outro lado da vida, João do Bidi, o da esquerda, quem sabe agora, estarão juntos contando novas histórias, novidades?)

Amigos que viajaram, namoraram, frequentaram a piscina do pequeno clube da cidade, João do Bidi, era nosso seresteiro, tocava violão e cantava belamente para as meninas, serenatas, debaixo de suas janelas, deixando nelas, uma flor, em altas madrugadas, foram a bailes, viveram intensamente como todo jovem na sua idade. Até que encontrou uma jovem que, juntamente com sua mãe, ajudou-o a enxergar a vida por outro ângulo. Foi então que sua vida começou uma nova etapa. Paulinho casou-se!

Não foi uma transformação sem relutâncias. Mas ele venceu sua íntima batalha.

Construiu uma família bonita e numerosa. Tornou-se marido, pai, trabalhador, companheiro. Continuou viajando, mas agora levando consigo aqueles que havia escolhido amar e proteger.

E talvez seja justamente essa a maior herança que alguém possa deixar: uma família que permanece unida depois que ele parte.

É bonito observar os jovens primos, amigos entre si, próximos uns dos outros. Como se a própria vida dissesse que uma família não se sustenta apenas pelo sangue, mas pelos laços que escolhemos alimentar.

Foi também assim que Jesus caminhou entre nós.

Passou pelas intempéries da existência como todo ser humano, da inocência de uma criança, pela puberdade e adolescência, até alcançar a fase adulta, e já nessa fase conheceu a dor, a incompreensão e a solidão, mas ensinou que a paz somente encontra morada onde existe amor uns pelos outros.

1 Pedro 4:8: "Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobrirá a multidão de pecados." Esses versículos enfatizam a importância do amor e da paz na vida cristã.

Assim, na sua humanidade, no domingo, exatamente no dia de Nosso Senhor, no dia 12, despedimo-nos de Paulo Sérgio com tristeza, mas também com gratidão, o entregamos em definitivo ao Pai Celestial. Como criança volta ao colo Paterno.

Talvez aquela viagem recente para a Europa com a sua família, aliás, era seu desejo que um dos amigos que tanto gostava e que fez parte de sua juventude, de passeios na praia, de futebol, e até os dias atuais, o Miltinho, também fizesse essa viagem com a família, que não foi realizada, por ordem de saúde, mas, esse desejo, quiçá, fica para uma próxima, e sem que ninguém soubesse, essa era a última despedida.

E talvez aquele sonho tenha sido apenas um sonho.

Ou talvez tenha sido uma dessas misteriosas manifestações da consciência que nos fazem parar diante daquilo que não conseguimos explicar.

Não tenho respostas.

Tenho apenas a certeza de que, quando chega a nossa hora, não podemos impedir a partida.

Podemos, entretanto, ter vivido de modo que aqueles que ficam encontrem em nossas lembranças alguma luz.

Paulinho da Anita, partiu.

Mas deixou uma história, uma família e muitas lembranças.

E toda essa demonstração de afeto, foi expressada através de presenças amigas, familiares, e muitas, muitas corbelhas de flores, esse será seu novo lar, o jardim do Bom Pastor, com aroma de amor, e das flores, como bálsamo para acalmar e elevar seu espírito ... Um perfume de almas ... 

E quando chega a hora de voltar para aquela que nossa fé chama de Pátria Celestial, talvez o que realmente permaneça seja exatamente aquilo que Jesus nos ensinou:

O amor e a alegria que fomos capazes de oferecer enquanto ainda estávamos aqui.

Que Deus o receba na Sua luz.

E que console sua esposa Heloisa, seus filhos: Ana Paula, Amanda, Alessandra e Paulo Aníbal, seus nove netinhos, e todos demais genros, nora e familiares, e todos nós que hoje sentimos sua ausência, mas que ficará sua presença tatuada em nossa alma como boas e eternas lembranças.

Descanse em paz, querido primo-irmão Paulo Sérgio, pois fomos criados juntos, uma vez que seus pais foram também um pouco pais para mim e meus irmãos, tio Paulo, tia Ana, Vó Nicota, Vó Perina. Ficarão com certeza muitas boas recordações e agora, saudades. Sim. Dói muito!




Paulo Sérgio no centro dessa foto com sua esposa Heloisa, filhos e netos em sua ultima recente viagem a Europa, final de julho\2026; despedida? Talvez! Deus tem dessas coisas, que não entendemos às vezes, mas para mim foi como puro merecimento, ter mais essa alegria com sua grande família, antes de partir para a eternidade... Eu eu continuo por aqui, por detrás de uma vidraça, vendo a vida passar como um filme à minha frente... e a escrevendo...

BY MângelaCastro - 14\9\2026


quinta-feira, 10 de setembro de 2026

O OUTRO LADO DA PORTA

Bom dia caríssimos e diletos amigos leitores.

Nesta manhã, achei bem interessante, quando uma pergunta aparentemente simples me veio ao pensamento, sobre algo em que acredito que quase nunca pensamos, embora faça parte da nossa cultura, da nossa casa e da nossa própria intimidade, e até mesmo citada em algumas passagens das escrituras:

Afinal, por que portas em nossas casas?

Há portas que fechamos para proteger nossa intimidade. Há outras que precisamos abrir para acolher o amor.

Mas existe uma porta diante da qual alguém simplesmente bate... e espera.

Hoje uma lembrança antiga me fez pensar nisso. Coincidência? Talvez. Eu prefiro chamar de providência.

E você: o que existe do outro lado da sua porta?

Há manhãs em que o céu amanhece nublado, e nós quase sentimos falta da claridade. Mas talvez até as nuvens tenham sua razão de existir. Precisávamos de chuva para lavar o ar empoeirado, aliviar a terra e levar consigo um pouco das fumaças que ainda insistem em permanecer sobre nós.

E, olhando para uma manhã assim, pensei nas portas.

Apocalipse 3,20 nos apresenta uma das imagens mais delicadas das Escrituras:

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.”

Jesus não abre simplesmente a porta e entra.

Ele bate.

Há uma diferença enorme entre essas duas coisas.

Uma porta existe para separar, proteger, guardar aquilo que está dentro. Desde muito cedo aprendemos que nossa casa é o lugar onde podemos repousar, silenciar, estar com os nossos e, algumas vezes, simplesmente estar conosco.

Fechamos uma porta não necessariamente porque rejeitamos o mundo, mas porque também precisamos de um espaço interior onde possamos respirar, resguardar nossa intimidade.

Há momentos em que precisamos da porta fechada. É uma atitude não só de adultos, mas também de adolescentes, os quais tomam para si, e alguns pais se preocupam. Normal.

E tudo bem.

Precisamos de limites. Precisamos de privacidade. Precisamos daquele pequeno território de silêncio onde ninguém entra sem ser convidado. E aqui pode refletir também a porta do nosso eu interior, do nosso coração, onde pulsam nossas emoções.

Talvez por isso a imagem de Jesus batendo à porta seja tão bonita.

Ele não invade.

Ele espera.

Ele se coloca do lado de fora e deixa que a decisão de abrir venha de quem está dentro.

E talvez essa seja também uma das mais belas lições de convivência e educação, que podemos aprender: amar alguém não nos dá o direito de invadir sua intimidade.

Toda casa tem um senhor.

Todo coração também.

Há portas que somente o próprio dono pode abrir.

E quando pensamos nisso, percebemos que a porta do coração humano pode ser ainda mais delicada que a porta de uma casa. Ali estão nossas lembranças, nossos medos, nossas alegrias, nossas dores, nossos sonhos e tudo aquilo que nem sempre conseguimos explicar.

Por isso, quem ama, e diz respeitar o próximo, não "arromba" portas, às vezes somos por demais ansiosos. (A não ser claro, em alguma situação física, que foge do total controle emergencial, diga-se de passagem.)😐

A princípio, é simples assim: 

Bate.

Espera.

Respeita.

E, quando é recebido, entra com cuidado.

Jesus faz exatamente isso.

Ele deseja sentar-se à nossa mesa, participar de nossa intimidade, cear conosco. Não como um estranho que chega impondo sua presença, ou insistindo quando bate e do outro lado da porta apenas se silencia, mas, se bate, não se obtém resposta, simplesmente espera, e ou volta depois, faz como Amigo que espera o convite.

E há ainda outra porta nas Escrituras: a porta estreita de Lucas 13. Uma porta que nos recorda que entrar ou não, exige escolha, responsabilidade, transformação, respeito, discrição. Não basta desejar atravessá-la; é preciso preparar o coração para aquilo que existe do outro lado.

Talvez porque toda porta verdadeira seja também uma passagem.

Quando abrimos uma porta, alguma coisa muda.

Do lado de fora pode estar o desconhecido.

Do lado de dentro, aquilo que conhecemos, ou não.

E entre os dois existe uma escolha.

Mas por que, afinal, pensei justamente hoje nesse assunto?

Há algum tempo, recordei uma história contada por uma pessoa da família. Sua avó teria sido encontrada já sem vida, caída entre o lado de dentro e de fora da porta, ou seja, exatamente no meio. 

E, se minha memória não me trai, havia em suas mãos algo parecido com um bilhete, uma anotação relacionada justamente àquele momento, e que se referenciava o "outro lado da porta".

Não me recordo de todos os detalhes e, por isso, não quero acrescentar à história aquilo que já não consigo afirmar com segurança.

Mas aquela lembrança ficou em algum lugar da minha memória.

E hoje, sem que eu estivesse procurando por ela, voltou.

Foi então que pensei: talvez algumas lembranças não desapareçam; apenas aguardem o momento de voltar à nossa consciência.

Não sei se devemos chamar tudo de coincidência.

Eu, particularmente, prefiro concordar e aceitar como providência.

Não necessariamente porque tudo tenha sido previamente determinado, mas porque a vida, às vezes, coloca diante de nós uma lembrança, uma palavra, uma imagem ou uma pergunta que nos convida a olhar novamente para alguma coisa.

E foi assim que cheguei à porta.

A uma porta física.

À porta de uma casa.

À porta de uma cidade, ou uma porta no céu, como tantas vezes aparece nas Escrituras.

E, sobretudo, à porta do coração.

O Salmo 118,19-20 também nos conduz à imagem dos portões:

“Abri-me os portões da justiça; entrarei por eles e darei graças ao Senhor.”

Que bela imagem para uma vida inteira.

Portas, portões, janelas, tramelas, chancelas, que se abrem para a justiça, para a verdade, para o amor, para a reconciliação, para o respeito da intimidade, um silenciar, e ou simplesmente não abrir a porta, escolhas.

Mas também portas que precisamos aprender a manter fechadas quando aquilo que vem de fora ameaça a paz que Deus nos confiou.

Talvez maturidade seja justamente aprender a diferença entre uma porta fechada por medo, por necessidade, e uma porta fechada por sabedoria.

Porque existem portas que precisam permanecer fechadas.

Outras precisam ser abertas.

E há aquelas diante das quais alguém permanece silenciosamente esperando.

Quem sabe, nesta manhã nublada, Jesus esteja novamente do outro lado de alguma porta nossa.

Não para forçar passagem.

Apenas para bater.

E esperar.

Assim seja. E assim permaneça em nós a boa convivência: com Deus, conosco mesmos e com aqueles que caminham ao nosso lado.

Paz e Bem.

By MângelaCastro - 10/9/2026

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Enviado por MângelaCastro em 10/09/2026
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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

7 DE SETEMBRO: O GRITO QUE AINDA FALTA/.

  "LIBERTAS QUAE SERA TAMEM MARIA" ..

Bom dia Brasil, TERRA DE SANTA CRUZ!!!

Hoje comemoramos 204 anos de sua Independência continental, uma terra composta por uma crescente miscigenação, mas, seria somente essa liberdade que precisamos comemorar? Brasil é e tem muito mais que ser revisto, para ser bem comemorado, concorda comigo?

E se o 7 de Setembro não falasse apenas da Independência do Brasil, mas da nossa própria liberdade? Neste ano, não quero olhar para o Ipiranga. Quero olhar para dentro de mim — e para tantas Mulheres e Marias como eu, que ainda lutam para serem livres, respeitadas e simplesmente donas de suas escolhas.

Porque talvez o Brasil ainda esteja esperando pelo seu verdadeiro grito de liberdade.

Mais um ano comemorativo, sobre a Independência do Brasil; e ele quer perguntar se nós, brasileiros, realmente nos tornamos independentes. E, sobretudo, quer colocar a sua própria história — a história de sua Maria entre tantas Marias — dentro dessa pergunta.

Hoje, 7 de setembro, o Brasil vesti suas cores, as bandeiras ocupam as ruas, os prédios públicos e, mais uma vez, ouviremos falar do famoso Grito do Ipiranga.

"Independência ou Morte!”

Os livros nos ensinaram a data, os personagens, os acontecimentos e os símbolos. Aprendemos que, naquele momento, o Brasil rompeu os seus laços políticos com Portugal e começou a caminhar como nação independente.

Há versões, controvérsias, documentos, interpretações e até discussões sobre a maneira como aquele momento foi posteriormente representado na memória brasileira.


Mas, para mim, hoje, isso já não é o mais importante.

Porque existe uma pergunta que nenhum livro escolar consegue responder por nós:

Depois de tantos anos, de que realmente nos tornamos independentes?

É aqui que começa a minha história.

Não sou Dom Pedro de Alcântara.

Não tenho uma espada nas mãos.

Não estou às margens do Ipiranga.

Sou apenas Maria.

Maria, cidadã brasileira.
Mulher.
Advogada Pós Graduada (mas esse é só um título, sou muito mais do que isso)
Trabalhadora de várias lidas
Mãe.
Esposa que um dia foi.
Mulher separada não só de alguém, mas de muitas "coisas" que aprendeu a continuar.
Filha.
Professora temporária

Amiga 

Catequista.

Escritora de amanheceres.

Uma mulher que já chorou escondida e também já sorriu quando a vida parecia dizer que não havia motivo para sorrir.

Sou uma entre tantas Marias deste imenso Brasil.

E talvez seja justamente por isso que eu tenha aprendido que independência não é apenas romper com quem nos governa.

Independência também é poder pensar.

Escolher.

Trabalhar.

Ser respeitada.

Ter dignidade.

Ter voz.

Poder dizer “sim” quando o coração diz sim e “não” quando alguma coisa dentro de nós grita não.

É não precisar ser escolhida quando desejamos simplesmente ter o direito de escolher.

É poder envelhecer sem perder o direito de sonhar.

É poder discordar sem ser destruída.

É poder defender aquilo em que acreditamos sem transformar o outro em inimigo.

É poder caminhar pelas ruas sem medo.

É ter uma casa onde exista pão, água, luz, segurança e esperança.

É ter uma escola que ensine não apenas a decorar datas, mas a compreender responsabilidades.

É ter leis que não sejam apenas bonitas, de escritas elegantes no papel, mas que alcancem aquele que mais precisa delas.

É ter liberdade sem confundi-la com ausência de responsabilidade.

E é exatamente aí que a minha independência começa a encontrar a independência do meu país.

Porque um Brasil verdadeiramente livre não pode ser medido apenas pelo tamanho de suas fronteiras, pela força de suas Forças Armadas, pela beleza de sua bandeira ou pela grandiosidade de seus desfiles.

Um país é livre quando seu povo consegue viver com dignidade.

E talvez ainda tenhamos muitos “Ipirangas” dentro de nós.

Há uma criança que ainda espera proteção.

Uma mãe que espera atendimento.

Um trabalhador que espera oportunidade.

Um idoso que espera respeito.

Uma mulher que espera ser ouvida e,

ter o direito de não perder sua natural alegria de viver.

Uma família que espera segurança.

Um jovem que espera futuro.

Um brasileiro que não quer favor.

Quer apenas o que é seu por direito.

Por isso, neste 7 de setembro, eu não quero falar apenas do Brasil que se libertou de Portugal.

Quero falar do Brasil que ainda precisa libertar-se de tantas formas de dependência, desigualdade, abandono, violência, corrupção, intolerância e indiferença.

E quero começar por mim.

Porque talvez a verdadeira independência também seja uma conquista íntima.

Foi preciso muito tempo para que esta Maria compreendesse que não precisava deixar de ser sensível para ser forte.

Que lágrimas não diminuem ninguém.

Que recomeçar não é fracassar.

Que a fé não nos impede de lutar — ela nos ensina por que vale a pena continuar lutando.

Que posso carregar cicatrizes e ainda assim oferecer flores.

Que posso atravessar tempestades e continuar procurando o amanhecer.

Que posso amar meu país sem fechar os olhos para aquilo que nele precisa mudar.

E que posso amar as pessoas sem abrir mão do respeito que também mereço.

A minha bandeira, portanto, não é apenas verde, amarela, azul e branca.

Minha bandeira tem a cor da esperança.

Tem o azul daquilo que ainda sonho alcançar.

Tem o verde das vidas que precisam florescer.

Tem o amarelo da luz que procuro todas as manhãs.

E tem também as cores invisíveis da alma: fé, coragem, dignidade, liberdade e amor.

Não quero substituir o Brasil da história.

Quero apenas acrescentar a ele uma página.

A página de uma mulher comum.

A página de Maria.

E nela escrever:

“Brasil, talvez a nossa maior independência ainda esteja por acontecer: aquela que libertará o cidadão não apenas de um domínio político, mas de tudo aquilo que o impede de viver plenamente como ser humano.”

Porque o Brasil não é apenas uma terra descoberta, uma colônia que se tornou império, uma república ou uma bandeira hasteada.

O Brasil somos nós.

Somos as Marias.

Os Josés.

Os Antonios.

As crianças que chegam.

Os velhos que partem.

Os que trabalham.

Os que estudam.

Os que lutam.

Os que acreditam.

Os que ainda esperam.

E, enquanto houver alguém capaz de acreditar que este país pode ser mais justo, mais humano e mais digno, a independência ainda estará acontecendo.

Talvez o verdadeiro grito do Ipiranga, para nós, não precise mais ser:

“Independência ou Morte!”

Talvez possa ser simplesmente:

“INDEPENDÊNCIA PARA VIVER — E LIBERDADE PARA SER.”

E eu, Maria, continuarei fazendo a minha pequena parte.

Entre lutas e paz.

Entre lágrimas e risos.

Entre livros e orações.

Entre o Direito e a fé.

Entre aquilo que fui e aquilo que ainda posso ser.

Porque a liberdade que procuro não é a de fazer tudo o que quero. É a de poder ser quem sou, respeitando o outro e sendo respeitada também.

E talvez seja essa a independência que ainda precisamos conquistar.

Paz e bem.

By MângelaCastro 🌻07/9/2026

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Enviado por MângelaCastro em 07/09/2026
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domingo, 6 de setembro de 2026

O SAPATINHO DE NOSSA SENHORA

 “Há muros que precisamos preservar; e há muros que precisamos aprender a não deixar entrar em nossa alma.”





Quando o amor recebido se transforma em legado

Há presentes, que quem o doa, nem pressente, como a viagem dessa foto, cuja fiz em dezembro 2025, quando já há anos não viajava, talvez para muitos não passou de um simples passeio, quando o celular toca e a voz do outro lado me diz: __Mana, você não vai voltar mais? Já era a saudade e a preocupação batendo forte. Mas para mim foi de muita significância, eu diria, um passeio para o conforto de minha alma, um carinho para ela, são mimos de filho, e de nora, que chegam às nossas mãos como simples objetos, apenas um passeio, de apresentação, ou apenas um vaso de flor, uma passagem de ônibus, mas foi muito mais além de atravessar fronteiras, beiras, estradas, deixando tudo para trás, paisagem, passarinhos, riachos, minha alma e eu, uníssonas, cúmplices uma da outra', fomos de encontro do descanso, e da paz tão desejada, e a encontramos, mesmo que de uma forma não tão convencional, mas, "Deus tem dessas coisas", como disse um dia Papa Francisco. Ele simplesmente faz o que precisa ser feito. Só gratidão e solidariedade.

Outros presentes chegam como sementes, ou vasos de flores já plantados e floridos.

E existem aqueles que somente compreendemos verdadeiramente depois que quem nos presenteou já não está mais aqui.

Minha mãe me deu um vaso de Sapatinho de Nossa Senhora.

Naquele momento, talvez fosse apenas uma planta bonita, com suas delicadas flores cor-de-rosa, dessas que enfeitam silenciosamente um cantinho da casa, ou de sua área "verde", e atraem beija-flores e passarinhos, se fazendo doce alimento e ninhos.

Mas o tempo transforma algumas coisas.

Hoje, a viagem tão significativa para mim, já é boa lembrança, esse vaso já não é apenas uma planta que minha mãe me deu.

É um legado. É a lua com um brilho no olhar, como se estivesse a proteger aquele lindo lugar...


Eu o regava, cuidava dele e gostava de vê-lo florido, de ver os beija-flores de minha janela que eu abria a tardezinha, ver o pequeno passarinho ameaçando os primeiros voos. Até que, um dia, algo aconteceu e aquela planta, tão bonita, começou a secar, mesmo cuidando, tendo carinho por ele, aguando uma vez por semana, os raios do sol matinal o aquecia e fazia a fotossíntese acontecer.

Olhei para seus galhos frondosos minguando, e senti tristeza. Como assim? 😠💔😞😓

Guardei parte deles. Deus sabe de todas as coisas.

Não por apego ao que havia morrido, mas porque, de alguma maneira, aqueles galhos secos, como da figueira seca que Jesus menciona em suas parábolas nos evangelhos, passaram a representar para mim uma história, uma lembrança, um ensinamento de que a vida flui independente de sua sequidão às vezes: há coisas na vida que podem ser feridas sem que suas raízes sejam destruídas.💕

Na natureza, "nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Ensinava o químico Antoine Lavoisier:

  • A promessa de Jesus de renovar o mundo e a vida das pessoas é um convite a aceitar a transformação que Ele traz em nossas vidas. Esses ensinamentos nos lembram que, apesar das dificuldades, sempre a possibilidade de renovação e crescimento natural e espiritual.

E então aconteceu aquilo que somente a natureza sabe fazer tão silenciosamente.

Da raiz nasceu novamente uma pequena planta.

Depois vieram novas folhas.

E, quando percebi, para minha alegria, e quiçá para o espírito de minha mãe, já que a morte não existe, pois a vida apenas muda de forma, a nossa plantinha, estava florescendo outra vez.

Talvez por isso eu tenha decidido mudá-la de lugar.

Não porque achasse que ali não lhe era favorável, mas por amá-la, respeita-la em sua essência, resolvi dar-lhe nova oportunidade de refazimento, e às vezes mudar de lugar, é preciso.

Ao contrário, do que nossa vã consciência dita, os jardineiros em seus sábios conhecimentos, ensejam que quando a planta não resiste às intempéries de um lugar, melhor mudar.

Assim, como algumas coisas que amamos precisam ser retiradas de determinados lugares não para serem abandonadas, mas para serem preservadas.

E fiquei pensando...

Quantas vezes fazemos isso conosco?

Passamos por situações que nos ferem.
Ouvimos palavras que nos machucam.
Encontramos pessoas que não compreendem nossa maneira de ser.
Somos julgados sem que nos conheçam.
Às vezes, até aquilo que construímos com carinho parece ameaçado.

E então pensamos que estamos secando.

Que perdemos a força.

Que alguma parte de nós morreu.

Mas talvez estejamos olhando apenas para os galhos.

Porque a vida verdadeira permanece escondida nas raízes.

Minha mãe já não está aqui para ver o seu presente florescer.

Como o Sr César (tio César) também já não está mais entre nós,

para dar continuidade e cuidado, no grande jardim de sua casa, que foi para mim

porto de paz e carinho.

Mas talvez esteja justamente aí a beleza do legado.

Ela me entregou uma planta.

Eu recebi uma lembrança.

E a vida transformou essa lembrança em ensinamento.

Hoje, quando vejo aquelas pequenas flores cor-de-rosa, ou as fotos da viagem tão significativa, já não vejo somente uma planta, ou apenas uma foto.

Vejo minha mãe.

Vejo Tio César e Claudete me oferecendo guarida, remanso.


Vejo cuidado.

Vejo permanência.

Vejo a delicadeza da vida.

E de pessoas boníssimas, acolhedoras, que ainda existem, guardadas no meu coração.

E SINTO GRATIDÃO.

E vejo, sobretudo, que nem tudo aquilo que parece morrer realmente morre.

Há raízes que permanecem.

Se não nas profundezas da terra, em nosso coração e pensamento.

Há amores que permanecem.

Há ensinamentos que permanecem.

Há pessoas que partem, mas deixam em nós pequenas sementes de sua presença, esperando apenas o tempo certo para florescer.

Por isso, quando olho para o meu Sapatinho de Nossa Senhora, ou para as fotos de minha viagem, penso que talvez minha mãe, tio César, tenham deixado muito mais do que imaginavam naquele dia.

Eles me deixaram um legado vivo. E muito ensinamento de como é viver bem.

E agora sou eu quem precisa cuidar dele, perseverar, não desanimar, do vaso do Sapatinho de Nossa Senhora, e do meu coração emotivo.

Não apenas regando suas folhas e contemplando suas flores, ou ouvindo as fortes batidas do meu coração, mas lembrando que aquilo que recebemos com amor também traz consigo uma responsabilidade:

continuar cuidando daquilo que nos foi confiado.

Talvez seja essa a verdadeira herança.

Não aquilo que recebemos.

Mas aquilo que conseguimos manter vivo dentro de nós principalmente.

🌿🌸💓☝👉💑

MângelaCastro - 05/9/2026
Paz e bem.

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Enviado por MângelaCastro em 05/09/2026
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