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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

O PRESENTE ANTES DA RESPOSTA


Bom dia amigos (as) família...

Às vezes, Deus nos fala não por grandes acontecimentos, mas pela delicadeza de um gesto, de uma lembrança... ou até de um sonho.

Nesta reflexão, compartilho como um simples ato de dobrar um tecido branco e florido me levou a compreender que o amor de Deus sempre nos alcança primeiro. Antes de qualquer resposta, Ele nos oferece Seu dom.

Convido você a ler e refletir comigo.

Bora lá, para mais uma reflexão?


(O QUADRO DA SANTA CEIA NA PAREDE FOI PINTADO PELA MINHA IRMÃ MARGARETH)

Esta manhã despertei refletindo sobre um sonho que tive durante a noite.

Sonhos nem sempre são mensagens sobrenaturais. Muitas vezes, eles nascem de lembranças, emoções, preocupações ou desejos que habitam nosso inconsciente. Contudo, para quem vive a fé, eles também podem tornar-se ocasião de discernimento. Por isso, gosto de contemplá-los unindo dois olhares: o psicológico, que revela nossos afetos, e o espiritual, que nos aproxima do nosso íntimo, onde Deus também fala em silêncio.

No sonho, meu irmão e minha cunhada chegavam juntos à nossa casa.

Embora os dois estivessem presentes, era ela quem realizava um gesto muito delicado. Trazia consigo um belo atoalhado branco, com um barrado todo florido, e o dobrava cuidadosamente.

Meu irmão apenas observava.

Naquele instante, pensei: "É Natal..."

Mas logo veio outra preocupação:

"Nossa ceia está tão simples... quase não temos nada. Como poderei retribuir um presente tão bonito?"

Foi então que despertei.

Ao recordar o sonho, compreendi que talvez ele não estivesse falando sobre um Natal, nem sobre um presente material.

Falava sobre algo muito mais profundo.

O branco do tecido recordava a paz, a esperança e os recomeços.

As flores lembravam a delicadeza da vida e do carinho.

E o tecido... o tecido une inúmeros fios para formar uma única peça, assim nos vejo espiritualmente, seres vitalizados unidos por fios, tecidos em uma única consciência, o nosso TODO. Assim também somos nós em nossos cotidianos. Nossa história é tecida pelos encontros, pelos afetos (família, amigos), pelas lembranças e, até mesmo, pelas ausências.

Talvez por isso o sonho me tenha tocado tanto.

Percebi também que minha primeira reação não foi a alegria de receber.

Foi a preocupação em corresponder.

Quantas vezes fazemos isso também na vida?

Preocupamo-nos tanto com o que temos para oferecer, que nos esquecemos de acolher aquilo que a vida, as pessoas e o próprio Deus já nos oferecem gratuitamente.

Foi então que uma verdade do Evangelho iluminou meu coração.

Antes de Deus pedir alguma coisa de nós, Ele sempre chega trazendo algo.

Foi assim desde a Criação.

Foi assim com Abraão, com Moisés, com Maria.

Foi assim com os discípulos.

E foi plenamente assim no Natal.

A humanidade nada possuía para oferecer em troca do nascimento de Jesus.

Foi Deus quem tomou a iniciativa.

Primeiro veio o dom.

Depois veio a resposta.

Talvez seja exatamente esse o convite que o sonho desejava deixar em meu coração.

Nem tudo precisa ser equilibrado pela lógica da reciprocidade.

Existem presentes que simplesmente precisam ser acolhidos.

E há outro detalhe que continua ressoando em mim.

Minha cunhada não abria o tecido.

Ela o dobrava cuidadosamente.

Na tradição bíblica, guardar uma veste ou dobrar um pano é um gesto de cuidado, de respeito e de preparação. Não é abandono. É zelo.

Talvez algumas graças também cheguem assim à nossa vida.

Não de uma só vez.

Mas lentamente.

Respeitando o tempo da alma.

Como um tecido que vai sendo delicadamente desdobrado ao longo da existência.

Hoje compreendo que o sonho talvez não falasse apenas de minha família.

Falava da maneira como Deus continua visitando nossos corações.

Sempre em silêncio.

Sempre com delicadeza.

Sempre oferecendo primeiro o Seu amor.

Porque o amor verdadeiro não começa quando damos.

Muitas vezes, ele começa quando aprendemos, humildemente, a receber.

"Conservai-vos mutuamente no amor fraternal."
(Hebreus 13,1)

Esse sonho com certeza tem muito a me ensinar sobre esse amor quase que filial, entender o verdadeiro significado do que é ser família, recordando que este laço não é somente consanguíneo mas acima de tudo espiritual e fraternal. 

Paz e bem.🌹

By MângelaCastro - 06/8/2026








domingo, 2 de agosto de 2026

VIDA ESPIRITUAL: CRISTO,CABEÇA,CORPO E MEMBROS ...

Nesse domingo Vocacional, nasce-me um pensamento de partilha, e de comunhão universal, ser sacerdote não é ser apenas Padre, é muito mais, é um dom, uma vocação à partilha do amor de Deus segundo os ensinos de Jesus. 

Sem menosprezar um "til" sequer, penso que, a vocação é um dom confiado não somente aos ministros de uma Igreja, mas a todo o povo de Deus. Cristo é a Cabeça, e nós somos o Seu Corpo. Assim, leigos, somos semelhantemente chamados a anunciar a Boa-Nova, repartindo através da palavra amiga, do conforto, do afeto e da ternura de Jesus, o pão do amor e oferecendo a Água Viva para uma vida eterna, a todos os que dela necessitam, em cada canto deste mundo.

Ao recordar meu tempo de catecumenato, entre idas e vindas, iniciado nos idos anos 93 a 2012 mais ou menos, quando não somente comunguei e partilhei junto, mas também estudei, com a Santíssima Palavra e os ensinos de Jesus através de seu apostolado, vem-me então à memória um gesto muito simples, mas carregado de significado.

CRISTO, CABEÇA, CORPO E MEMBROS DE UMA IGREJA...

Os catequistas líderes, nos orientavam a sentar próximos uns dos outros, evitando deixar espaços e cadeiras vazias entre nós, eu percebia que esse pedido causava um tímido constrangimento, afinal, o ser humano é como animal rs, arisco, medroso, não tão instintivo como pensa ser, e tudo ou quase tudo incomoda. Naquela época, talvez nem todos compreendessem plenamente o motivo. Hoje, me coloco de lado para poder ver melhor, e, percebo a beleza daquela lição. Às vezes, mister que deixemos o fruto amadurecer no seu tempo, para só apanha-lo, degustá-lo e provar a sua docilidade quando ainda no pé, e caminhar sobre os meus próprios pés, doeu-me as vezes, mas aprendo com cada dia, que é preciso que seja assim para o crescimento do meu fruto interior.

Cristo é a Cabeça da Igreja; a Igreja é o Seu Corpo, e nós somos os membros desse Corpo. Cada lugar ocupado recorda que ninguém é dispensável no Reino de Deus. Cada irmão presente torna visível a comunhão que Cristo deseja para sua Igreja.

Em verdade, em verdade, o ensinamento seria para lembrar que cada cadeira vazia não significava apenas um espaço sem alguém sentado; mas é também um convite para lembrarmos daqueles que estão ausentes e para compreendermos que toda comunidade se torna mais plena quando cada um encontra o seu lugar no Corpo de Cristo.

Talvez seja essa uma das mais belas expressões e confirmação da vocação cristã: caminhar juntos, partilhar o pão, repartir a esperança e fazer com que ninguém se sinta sozinho. Porque tem momentos que mesmo estando rodeado de pessoas, podemos nos sentir sós...

Quando o coração se alimenta do Amor de Deus, descobre que a verdadeira alegria não está em possuir, mas em amar, servir e partilhar. e partilhar, não é vender, é doar, ou seja, dar seu dom, seu trabalho, seu conhecimento, sem nada cobrar!

Senhor, alimentai-nos com o Vosso Amor.

Saciai nossa sede com a Vossa Água Viva.

E que o mundo, enfim, descubra
que a verdadeira alegria
está em amar o Vosso Amor;

está em crescer _________
na serenidade da Vossa paz;

está em sentir-se acolhido
no calor do Vosso abraço.

Amém.


By MângelaCastro - 02/8/2026

Paz e bem.

ENTRE A FÉ E A HISTÓRIA: QUANDO O CONHECIMENTO NOS ENSINA A PERGUNTAR E CONHECER!

  “Que tenhamos sempre a humildade de aprender, a coragem de pensar e a delicadeza de respeitar.” Que tenhamos uma manhã que já vai longe, ...