Entre o gelo e a coragem, descobri que as maiores medalhas não brilham no pódio — aquecem o coração. ❄️🏅As Olimpíadas de Milão e Cortina me fizeram sentir… cócegas na alma.
Dedico também essa postagem aos que por um motivo ou outro, não puderam imprimir sua tatuagem na alma, e não estar presente nesta Olimpíadas de Inverno em Milão/Cortina d'Ampezzo/2026 ... de coração pra coração.
Entre risos e lágrimas, assisto de longe às competições de Milão e Cortina d’Ampezzo.
E ainda que a tela da televisão nos separe do frio intenso das montanhas, algo me alcança — uma vibração antiga, quase espiritual.
No mundo dos esportes, seja sob o gelo extremo ou sob o sol ardente das arenas da vida, o que mais importa não é apenas o pódio.
É o caminho.
Anos de preparo silencioso.
Desafios físicos que testam os limites do corpo.
Exigências técnicas que exigem precisão milimétrica.
Abalos psicológicos que pedem coragem invisível.
E, sobretudo, a arte de se expressar — porque competir também é revelar alma.
Nesta edição, o Brasil surge como presença firme entre a neve.
Um país tropical desenhando sua bandeira sobre o branco do gelo.
Mostrando ao mundo que o calor não está apenas no clima — está na determinação.
Bobsled.
Esqui Alpino.
Esqui Cross-Country.
Skeleton.
Snowboard.
Catorze atletas.
Catorze histórias.
Catorze corações pulsando em meio ao frio europeu.
Vejo a patinação artística e me emociono.
O balé sobre o gelo mistura leveza e força, romantismo e técnica “hard”.
Há voos que lembram aves nas alturas.
Há quedas que lembram nossa própria humanidade.
Há lágrimas de vitória.
Há lágrimas de frustração.
Mas há algo maior que todas as medalhas.
A coragem de estar ali.
As mudanças climáticas desafiam pistas, cronogramas e estruturas. A natureza também participa da competição, lembrando que todos, sem exceção, enfrentam limites semelhantes.
E ainda assim… eles deslizam.
Eles saltam.
Eles continuam.
Talvez seja por isso que acordo com “cócegas no coração”.
Como no sonho com um amigo querido que não via há tempos — aquele sentimento leve, inesperado, quase infantil, que nos desperta para algo maior.
Competir, quando é saudável, não é derrotar o outro.
É superar a si mesmo.
O apóstolo Paulo escreveu:
“Não sabeis que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.”(1 Coríntios 9:24)
E ainda:
“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.”(2 Timóteo 4:7)
A maior medalha é invisível.
Ela não pesa no pescoço.
Pesa na consciência.
Estar ali já é vitória.
Levantar-se após a queda é ouro puro.
Persistir é pódio da alma.
Que todos os competidores sejam honrados — com medalhas ou sem elas.
Porque quem enfrenta o gelo, o medo e o próprio limite… já venceu.
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