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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A NOIVA NÃO LEVA FLORES, LEVA CAMINHO, LEVA MISSÃO ...

 


A noiva já estava pronta — não pela perfeição, mas pela disponibilidade.


Vestida de branco, com poeira nos pés e missão no coração.

Sim, e é como devemos estar, para quando Jesus passar em nossas vidas, no tempo e na vontade do Pai, e o meu dia, começou ainda na madrugada quente, silenciosa, tendo por testemunha somente as estrelas suplicantes cobrindo o manto escuro do céu...

Em sonho, eu ajudava a preparar uma noiva.

Corria de um lado a outro, tentando ajustar enfeites, colar arranjos, esconder pequenos defeitos.

Nada estava perfeito, e isso me incomodava e me fazia correr com os acertos, para tudo estar pronto para quando a noiva viesse — e, no fundo, eu não queria que a noiva percebesse.

Mas percebi: mesmo imperfeita, ela estava pronta.

E eu dei um jeito.

Então a vi entrar no salão.

Vestia-se de branco, como toda noiva.

Mas nos pés, sapatos masculinos, marrons.

A tiracolo, uma bolsa também marrom.

Não trazia buquê — trazia caminho.

Admirei-me.

E quase resmunguei em silêncio:

— Está tudo certo… embora os sapatos marrons.

Depois, me vi numa fila para entrar no salão das bodas.

Ali estavam amigas da adolescência — não mais meninas, mas mulheres maduras, mães, inteiras.

Uma delas se aproximou, sorriu, nos abraçamos com carinho, mais do que um simples abraço, um anelo, um deleite para minha alma.

E seguimos juntas, em fila.

Ao despertar, preparei o café e liguei a televisão para a missa matinal, como faço todos os dias.

E então, a confirmação.

A despedida do Frei Bartolomeu, Franciscano, líder da Pastoral da Saúde no Santuário de Aparecida.

Uma festa de envio.

Ele entregava sua missão a outros dois freis e seguia para uma nova caminhada.

A evocação dizia tudo:

“Envia-nos, Senhor.”

Naquele instante compreendi:

o sonho não falava de perfeição, falava de disponibilidade.

A Igreja, como noiva, segue vestida de branco — mas calça sapatos de estrada, poeira nos pés.

Carrega menos flores e mais missão.

Menos ornamentos, mais serviço.

Aqui entendi, eu não estava ali para deixar tudo "perfeitinho", mas como missão, dom, o que quiseres entender, em verdade eu estava ali, para aprender a ser SERVIL AO PRÓXIMO, e claro, é uma missão árdua de idas e vindas, mas também de gratitude, de alegria para o coração, fraternidade!

Eu não tinha porque me preocupar, posto que, Deus já preparava a despedida.

Já alinhava os passos.

Já organizava a fila.

E nela, mães, mulheres, amigas — sustentando o caminho com silêncio, fé, alegria, posto que todas sorriam e abanavam a cabeça com um SIM, quando me viram aproximar, era um grupo de mulheres da fraternidade, da grande e real amizade, e marcavam com suas presenças.

Nada estava perfeito.

Mas estava consagrado.

E isso basta.

Encerrando por hoje, assim espero, porque a vontade é sempre do Pai, não a minha, deixo um versículo bíblico: _

“Alegremo-nos e exultemos, demos glória a Deus,
porque chegaram as bodas do Cordeiro,
e sua esposa já se preparou.”
(Apocalipse 19,7)

Sentido simbólico:

A noiva, nas Escrituras, representa a Igreja e também cada alma disponível, não perfeita, mas atenta, vigilante e pronta para responder ao chamado. Ela se prepara não com luxo, mas com fidelidade, serviço e missão — exatamente como no sonho.

____Preparar-se, biblicamente, não é adornar-se — é dizer “Eis-me aqui Senhor”.

—  By MângelaCastro - 14/1/2026


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