Sugiro que ao iniciar essa leitura clique no vídeo ao lado, posto que a música clássica suave, também é curativa, confortadora, e sintam-se acolhidos por Cristo Jesus, e nossos amigos espirituais, anjos e santos de sua fé ....
“O caminho é onde o Cristo nos encontra — e onde a fé se faz viva em cada gesto.”
Boa tarde, meus amigos e leitores queridos de todo dia.
Esta escrita começou pela manhã e me acompanhou ao longo das horas.
A casa que compartilho nesta imagem é quase idêntica à que vi esta madrugada, em sonho — como um antigo filme em preto e branco, ou uma velha foto, com leves chuviscos, daquelas películas do tempo que o coração guarda.
Foi ali que revi Chico Xavier e uma amiga do Caminho Neocatecumenal, deixo de citar seu nome para manter sua privacidade, então, qualquer semelhança é pura coincidência.
No sonho com a casa que penso ser de Chico Xavier, havia uma cerquinha de madeira à frente da soleira da porta de entrada, com um pequeno portão — talvez um símbolo a ser compreendido.
Chico me apareceu sereno, já em sua fase senil.
Saía da casa e se colocava atrás de minha amiga, que permanecia como é hoje: firme em sua fé católica apostólica romana, mas aquele não foi um encontro qualquer, para mim, resposta às minhas indagações, escolhas minhas a serem feitas!
Entendi que o que realmente importa não são os dogmas, mas os dois pilares que sustentam a nossa fé, religiosa ou não, e os amigos e aprendizados que conquistamos ao longo da caminhada. Sempre trilhei entre essas duas fés — a católica e a espírita — e ambas me sustentaram. E trago o que sinto no coração: ____
🌸 Emoção, pelas experiências que me tocaram profundamente ao longo dessa jornada.
🌸 Verdade, por estar ainda aprendendo a me equilibrar nos ensinamentos de Jesus, entre flores e espinhos, sombras e luz, e algumas íntimas quedas que também fazem parte do percurso, cair, levantar.
🌸 Espiritualidade, pela fé que herdei da família e que segue sendo meu alicerce.
MEUS SONHOS:-
Na noite passada, após minha rotina habitual, recostei a cabeça no travesseiro e me veio à lembrança o querido Chico Xavier, a quem tive o privilégio de conhecer e visitar algumas vezes, em sua casa e no grupo de prece, quando ainda era jovem.
Participei de reuniões de preces com Dona Leonor, do Lar Leonor de Franca, e com Dona Aparecida, sogra de meu irmão, que havia perdido a filha caçula aos treze anos. Foi ali que nasceram os primeiros aprendizados do coração.
Guardo comigo as palavras que mudaram meu caminho:
____"Escreva, Maria, escreva o que vem do pensamento e mora no coração.”
E assim sigo desde 1979, entre riscos e rabiscos, aprendendo com a vida, com a doutrina e com a fé que me acompanha desde a infância católica.
Hoje, o blog é minha escrivaninha da alma — onde deixo o que me habita por dentro, uma forma de compartilhar minhas escritas. Agradeço a Deus por ser acolhida com tanto carinho em nossa Santa Cruz, Terra de Santa Maria no triângulo Mineiro, e também além das fronteiras da vida.
Procuro viver minha fé no mundo, como Jesus pediu aos apóstolos.
Sem pretensão de evangelizar — apenas testemunhar.
Fui catequista por mais de oito anos, até a pandemia interromper o ritmo, mas o amor à palavra continua vivo.
Este reencontro com Chico, em sonho, como tantos outros também tiveram, trouxe-me de volta às raízes — Uberaba (MG), terra de alguns familiares, e da alma.
Foi ali que fiz faculdade, trabalhei, vivi desafios e encontrei consolo em seus livros — o primeiro deles recebido das mãos de seu sobrinho, Vivaldo, (Nosso Lar), um filho de Franca "capital" do calçado, hoje também memória e luz.
Antes de dormir, pedi a Jesus que viesse em meu auxílio, e invoquei Chico como quem busca um amigo espiritual. Neste enlevo, adormeci… e o vi sair de uma casa simples, parecida com a de Pedro Leopoldo.
Ao seu lado, uma irmã do Caminho Neocatecumenal, onde trilho desde 1994 — uma estrada de idas, vindas e reencontros.
No sonho, Chico nada disse.
Sua presença falava.
Acordei entendendo o recado:
o verdadeiro sentido está no caminho — nas idas e voltas, nos dois pilares que sustentam, nos encontros que o Cristo marca em nossas vidas.
Conviver em comunidade é um exercício constante.
É reconhecer a própria imperfeição e permitir-se refazer.
Viver isolados não nos completa.
Fomos criados para a comunhão, para o amor, para sermos presença viva de Deus.
“Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.”
— Tiago 2:26
Que nossa fé seja viva — feita de gestos, obras e encontros que transformam.
No Evangelho de Lucas e nos Atos dos Apóstolos, indica que tudo foi escrito a Teófilo, nome que significa “amigo de Deus”. Só entende as escritas germinadas dos ensinos de Jesus, e da Palavra Sagrada, quem já leu e conhece bem a Bíblia, ou ainda a está estudando, onde foi gerado o início de tudo e de muitas outras realidades religiosas. Que também nós sejamos esses amigos — que caminham, aprendem e amam.
Abraços fraternos,
MângelaCastro ✨
16/10/2025