
Bom dia, Amores& Amorinhas! Estamos juntos com a graça de Deus chegando às últimas horas desse ano que vivenciamos muitas experiências, aprendizados, vitórias e perdas, mas, alguns de nós ainda estamos aqui, e é motivo de glórias e bênçãos, agradecimentos. Recebi esse texto, me identifiquei e resolvi compartilhar encerrando minhas partilhas de 2025, e rogo à Jesus, Espírito Santo de Deus, nos permita continuar seguindo nosso caminho. Amém?
As festas de final de ano se aproximam e a casa começa a ganhar outro ritmo. Surgem os enfeites, os aromas, os planos, o cuidado com cada detalhe. A mesa vai sendo imaginada com carinho, o jantar ensaiado na memória, e então vem a pergunta inevitável, quase sussurrada: “Quantos somos no dia 31?”
É aí que o silêncio responde antes dos números. E, junto dele, aparecem as cadeiras vazias.
São presenças que não se sentam mais à mesa, mas permanecem no coração. A pessoa distante, aquela que a vida levou por outros caminhos, quem escolheu não estar, quem se perdeu num desentendimento, quem a morte recolheu para outro plano. As cadeiras vazias falam. E doem. Elas pedem o abraço que não virá, o sorriso que ficou na lembrança, a voz que agora mora na saudade. Os olhos se enchem, o peito aperta, e a realidade se impõe com delicadeza e ferida aberta.
Então respiro fundo. Viro o rosto. E vejo as cadeiras ocupadas. Vejo quem ficou. Quem escolheu amar, permanecer, dividir o pão e o silêncio. Vejo os olhos que me procuram, as mãos que se estendem, os afetos que ainda aquecem. E, entre lágrimas contidas, um sorriso nasce. Não de euforia, mas de gratidão.
A vida é isso: perdas e ganhos entrelaçados. No dia 31 brindo com o coração inteiro. Honro as cadeiras vazias com respeito e memória, e celebro as ocupadas com presença e amor. Sou feliz, sim, apesar da tristeza.
Porque felicidade não é ausência de dor. Alegria passa, como passam as horas boas. Felicidade é outra coisa. É um estado da alma. É paz. Paz por saber que estou no meu caminho, com meus erros e acertos, meus medos e minha coragem. Paz por ter amado como pude e, muitas vezes, mais do que pude. Paz por saber que quem partiu levou consigo o melhor de mim, e deixou em mim a capacidade de continuar amando.
Feliz 2026
Autor anônimo.
By MângelaCastro. 31/12/2025